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Quinta-feira, Abril 9, 2026
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Bombista suicida provoca morte de pelo menos 12 pessoas em Islamabad

Um bombista suicida causou a morte de pelo menos 12 pessoas e deixou 27 feridos ao detonar explosivos à porta de um tribunal distrital em Islamabad, conforme anunciou o ministro do Interior do Paquistão.

O atacante tentou inicialmente “entrar nas instalações do tribunal, mas, não conseguindo, atacou um carro da polícia”, revelou Mohsin Naqvi, em declarações à imprensa. O ataque ocorreu numa altura em que a área estava repleta de visitantes que se dirigiam para assistir a audiências judiciais.

A explosão, que foi ouvida a quilómetros de distância, danificou também vários veículos estacionados nas proximidades. As autoridades estão a investigar todos os aspectos do incidente, e a polícia confirmou que a explosão foi provocada por um bombista suicida.

Até ao momento, nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque. No entanto, o Paquistão tem enfrentado um aumento no número de ataques de militantes, incluindo um ressurgimento dos talibãs paquistaneses.

As vítimas eram na sua maioria pessoas que transitavam pelo local ou que chegavam para compromissos no tribunal.

As forças de segurança paquistanesas conseguiram frustrar uma tentativa de militantes de tomar reféns numa academia militar, onde um bombista suicida e outros cinco talibãs tentaram invadir as instalações em Wana, na província de Khyber Pakhtunkhwa, próxima da fronteira com o Afeganistão.

Durante o ataque, dois dos militantes foram abatidos pelas tropas, enquanto três conseguiram entrar no complexo, mas foram rapidamente encurralados.

O Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP), grupo aliado aos talibãs afegãos, negou qualquer envolvimento no ataque à escola militar. Desde que os talibãs assumiram o poder em Cabul em 2021, o TTP tem fortalecido a sua presença, com muitos dos seus líderes e combatentes a procurarem refúgio no Afeganistão.

Nos últimos anos, o Paquistão tem registado um aumento significativo no número de ataques militantes, reflectindo uma escalada da violência na região.

Menina de 10 anos dá à luz no Hospital Central de Nampula

Um episódio que combina emoção e dor ocorreu no Hospital Central de Nampula (HCN), a principal unidade de saúde do norte de Moçambique. Uma menina de apenas 10 anos deu à luz uma bebé, num parto considerado normal, que exigiu uma considerável perícia e sensibilidade da equipa médica.

Segundo informações fornecidas pelo hospital, a menor, oriunda do distrito de Mecuburi, chegou à unidade com complicações de saúde. A pronta intervenção dos profissionais de saúde permitiu que tanto a jovem mãe quanto o recém-nascido se encontrassem fora de perigo.

Este triste episódio causou grande comoção entre os presentes, revelando a preocupante realidade das gravidezes precoces e dos abusos sexuais que afectam meninas em diversas regiões do país. Acácio Januário, irmão mais velho da vítima, explicou que a gravidez resultou de uma violação sexual, sendo que o autor do crime já foi detido pelas autoridades competentes.

“Ela escondeu a situação durante algum tempo, pois o homem a ameaçava. Só soubemos quando já estava no quarto mês de gravidez”, relatou o familiar, visivelmente abalado. Acácio partilhou o sofrimento que a família enfrentou ao longo da gestação, temendo pelas consequências que a idade da irmã poderia acarretar: “Sabíamos do risco que ela corria e temíamos o pior. Contudo, pela graça de Deus e pela dedicação dos médicos, o parto correu bem. Foi um verdadeiro milagre.”

O parto, que inicialmente se previa ser realizado por cesariana, surpreendeu a equipa médica, pois a menina entrou em trabalho de parto espontâneo, demonstrando resistência e força.

“É triste, porque a infância da minha irmã foi interrompida. Ela ainda é uma criança, mas agora tem outra criança para cuidar”, lamentou Acácio.

O caso gerou grande repercussão na cidade de Nampula, reacendendo o debate sobre a protecção de menores, a responsabilização dos agressores e a necessidade de reforço nas políticas públicas de prevenção à violência sexual infantil.

O Hospital Central de Nampula confirmou que a jovem mãe e a bebé permanecem internadas sob observação médica, recebendo acompanhamento psicológico e social.

Longas filas na fronteira de Machipanda geram revolta entre camionistas

A situação na fronteira de Machipanda, na província de Manica, tem gerado apreensão entre os automobilistas devido às extensas filas de camiões de longo curso que buscam atravessar para o Zimbabwe. 

Muitos motoristas relatam que permanecem na Estrada Nacional número seis (EN6) durante dois a três dias, enfrentando dificuldades significativas.

O panorama é semelhante do lado do Zimbabwe, onde também se registam longas filas de veículos a aguardar a entrada em território moçambicano, com extensões que chegam a atingir cerca de cinco quilómetros. A problemática advém dos procedimentos aduaneiros que ambos os países implementam na travessia.

Ângelo Manhenga, camionista, descreveu o cenário como uma preocupação crescente. “Podemos ficar até quatro dias numa fila de 15 quilómetros até à fronteira de Machipanda. A primeira fila começa em Messica, onde existe um posto de controlo aduaneiro, e é comum ficarmos ali por um ou dois dias”, afirmou, visivelmente agastado.

As condições na estrada agravam-se pela falta de infraestruturas adequadas, deixando os motoristas sem opções para satisfazer necessidades básicas. “Muitas vezes, somos obrigados a fazer as nossas necessidades no mato. Não há sanitários ou lugares para comprar alimentos. A situação é bastante complicada”, lamentou Manhenga.

Benedito Mateus, também automobilista, frisou que a situação deveria ser objecto de atenção dos governos de Moçambique e Zimbabwe. “As filas crescem a cada dia, e as zonas onde permanecemos durante a espera não oferecem segurança. Temos a responsabilidade de vigiar as nossas cargas durante a noite, o que não é seguro”, comentou.

Aristides Fazenda manifestou-se de forma similar, afirmando que as soluções apresentadas pelas autoridades parecem distantes. “Quando questionamos sobre o problema, a resposta é que estão a trabalhar para resolvê-lo. Contudo, somos nós que sofremos na estrada. Apelamos para que os dois governos revejam a situação”, disse.

Em resposta às queixas, a Agência de Informação de Moçambique (AIM) apurou que o governo da província de Manica está a desenvolver alternativas visando melhorar a travessia na fronteira. Uma das possíveis soluções passa pela construção de uma Paragem Única com o intuito de facilitar os procedimentos aduaneiros.

No final do ano passado, os governos de Moçambique e Zimbabwe acordaram em abrir as fronteiras de Machipanda e Fobs 24 horas por dia, uma iniciativa destinada a descongestionar a travessia. Anteriormente, os postos de controlo funcionavam das 06:00 às 22:00.

Está agendada uma reunião bilateral, onde uma equipa do governo provincial de Manica e do Zimbabwe irá discutir, em profundidade, as condições da fronteira de Machipanda.

Machipanda representa a segunda maior fronteira terrestre de Moçambique, logo a seguir a Ressano Garcia, localizada na província de Maputo, no sul do país.

Luanda acolhe comemorações dos 50 anos da independência de Angola

Angola celebra hoje o 50.º aniversário da sua independência, numa cerimónia que terá lugar na emblemática Praça da República. 

Este ato central das comemorações conta com a presença de dez mil convidados, incluindo delegações de todas as 18 províncias angolanas e uma representação internacional composta por 45 delegações, entre as quais se destaca a presença do Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.

A cerimónia, que é restrita a convidados, promete reunir uma ampla variedade de segmentos da sociedade angolana, reflectindo a diversidade cultural e social do país. O evento contará também com a presença de representantes de vários Estados, incluindo aqueles que apoiaram Angola na sua luta pela liberdade e que agora colaboram no desenvolvimento do país.

Segundo o ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente angolano, Adão de Almeida, cerca de 350 jornalistas estão acreditados para cobrir as festividades. O evento inclui um desfile cívico com aproximadamente seis mil participantes, seguido de um desfile militar que envolverá quatro mil efectivos das Forças Armadas Angolanas e da Polícia Nacional. Este momento culminará com a apresentação da música oficial alusiva ao cinquentenário.

A cerimónia contempla ainda uma condecoração póstuma ao primeiro chefe de Estado angolano, António Agostinho Neto, proclamador da independência nacional, e será marcada pela mensagem à nação do actual Presidente, João Lourenço, que representa um dos pontos altos das celebrações.

Antes do acto principal, está agendado o hastear da bandeira nacional no Museu de História Militar, seguido de uma homenagem no sarcófago do Memorial Dr. António Agostinho Neto, com a presença de João Lourenço e dos chefes de Estado convidados.

Os organizadores do evento implementaram um plano logístico que inclui o transporte dos convidados através de autocarros a partir dos parques de estacionamento, assegurando assim um fluxo eficiente para a cerimónia.

As autoridades angolanas afirmam que este ato não só celebra a independência do país, mas também a diversidade, cultura e alegria do povo angolano, enfatizando a pluralidade de regiões, etnias e expressões culturais que caracterizam a nação.

Vagas de emprego do dia 11 de Novembro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 11 de Novembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para CSU Assistant

A World Health Organization (WHO) pretende recrutar um (1) CSU Assistant. Saiba mais.

2. Vaga para Finance and Administrative Associate

A UN Women pretende recrutar um (1) Finance and Administrative Associate. Saiba mais.

3. Vaga para Site Environmental Advisor

A Saipem pretende recrutar um (1) Site Environmental Advisor. Saiba mais.

4. Vaga para Gestor de Monitoria e Avaliação

A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Gestor de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

5. Vaga para Pasteleiro

Empresa pretende recrutar um (1) Pasteleiro. Saiba mais.

6. Vaga para Padeiro

Empresa pretende recrutar um (1) Padeiro. Saiba mais.

7. Vaga para Gestor de Compras (Interno)

Empresa pretende recrutar um (1) Gestor de Compras (Interno). Saiba mais.

8. Vaga para Executivo B2B

Empresa pretende recrutar um (1) Executivo B2B. Saiba mais.

9. Vaga para Técnico de Cobranças

Empresa pretende recrutar um (1) Técnico de Cobranças. Saiba mais.

10. Vaga para Gestor de Logística

Empresa pretende recrutar um (1) Gestor de Logística. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Oficial de Monitoria e Avaliação

A CELIM pretende recrutar um (1) Oficial de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

2. Vaga para Procurement Specialist

A World Bank pretende recrutar um (1) Procurement Specialist. Saiba mais.

3. Vaga para Civil Works Engineer

A Saipem pretende recrutar um (1) Civil Works Engineer. Saiba mais.

4. Vaga para Supply Manager

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Supply Manager. Saiba mais.

5. Vaga para Brewing Process Operator

A AB InBev pretende recrutar um (1) Brewing Process Operator. Saiba mais.

6. Vaga para Engenheiro Mecânico – Gestão de Equipamento

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Engenheiro Mecânico – Gestão de Equipamento. Saiba mais.

7. Vaga para Security Officer

A DP World pretende recrutar um (1) Security Officer. Saiba mais.

8. Vaga para Procurement Intern

A DP World pretende recrutar um (1) Procurement Intern. Saiba mais.

9. Vaga para Humanitarian Program Manager

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Humanitarian Program Manager. Saiba mais.

10. Vaga para Health and Nutrition Officer

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Health and Nutrition Officer. Saiba mais.

11. Vaga para Health and Nutrition Manager

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Health and Nutrition Manager. Saiba mais.

12. Vaga para Engenheiro Sénior de Procurement e Logística – Projeto

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Engenheiro Sénior de Procurement e Logística – Projeto. Saiba mais.

13. Vaga para Senior Supply Chain Associate

A International Organization for Migration (IOM) pretende recrutar um (1) Senior Supply Chain Associate. Saiba mais.

14. Vaga para Chief Accountant

A ENI pretende recrutar um (1) Chief Accountant. Saiba mais.

15. Vaga para Especialista em Infraestructura (Matola)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista em Infraestructura (Matola). Saiba mais.

16. Vaga para Associate

A Acasus pretende recrutar um (1) Associate. Saiba mais.

17. Vaga para Especialista em Gestão de Propostas

A Nippon Koei Mozambique pretende recrutar um (1) Especialista em Gestão de Propostas. Saiba mais.

18. Vaga para Gestor de Transportes e Logística – Projeto

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Gestor de Transportes e Logística – Projeto. Saiba mais.

19. Vaga para Director do Projecto SBIS

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director(a) do Projecto She Belongs In School – Ela Pertence à Escola (SBIS). Saiba mais.

20. Vaga para Oficial – Finanças (Maputo)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Finanças (Maputo). Saiba mais.

21. Vaga para Quality Inspector

A McDermott International pretende recrutar um (1) Quality Inspector. Saiba mais.

22. Vaga para Climate Change Technician

A Peace Parks Foundation (PPF) pretende recrutar um (1) Climate Change Technician. Saiba mais.

23. Vaga para Supervisor de Gestão de Casos e CLHIV

A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Gestão de Casos e CLHIV. Saiba mais.

24. Vaga para Engenheiro de Garantia de Qualidade

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Engenheiro de Garantia de Qualidade. Saiba mais.

25. Vaga para Gestor de Controlo de Qualidade

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Gestor de Controlo de Qualidade. Saiba mais.

26. Vaga para Community Engagement and Livelihood Technician

A Peace Parks Foundation (PPF) pretende recrutar um (1) Community Engagement and Livelihood Technician. Saiba mais.

27. Vaga para Secretária Comercial e Executiva

A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Secretária Comercial e Executiva. Saiba mais.

28. Vaga para Videomaker

A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Videomaker. Saiba mais.

29. Vaga para Coordenadora de Comunicação e Marketing Estratégico

A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Coordenadora de Comunicação e Marketing Estratégico. Saiba mais.

30. Vaga para Project Officer

A COSV pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Project Officer. Saiba mais.

31. Vaga para Accountant and Finance Officer

A COSV pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Accountant and Finance Officer. Saiba mais.

32. Vagas para Graduados

A Vodacom pretende recrutar Graduados – Programa de Graduados Vodacom 2025. Saiba mais.

33. Vaga para Cabeleireira

O Salão & Boutique Canaã pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Cabeleireira. Saiba mais.

34. Vaga para Barbeiro

O Salão & Boutique Canaã pretende recrutar um (1) Barbeiro. Saiba mais.

35. Vaga para Agente de Angariação e Vendas

A Canaã Prestige pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Agente de Angariação e Vendas. Saiba mais.

Roubo de equipamentos paralisa emissão de passaportes em Vilankulo

O posto de Migração de Vilankulo, em Inhambane, encontra-se a enfrentar interrupções na emissão de passaportes e na prestação de outros serviços, na sequência do roubo de material informático por indivíduos ainda não identificados.

O porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Inhambane, Alferes Cuamba, fez um apelo à população local para colaborar nas investigações com o intuito de localizar os responsáveis pelo ocorrido. Cuamba afirmou que “há diligências em curso que poderão levar ao esclarecimento deste caso num futuro próximo.”

O porta-voz sublinhou a importância da colaboração comunitária, referindo que “os criminosos estão integrados nas nossas comunidades, e a troca de informações pode ser fundamental para a resolução deste e de outros casos.”

As autoridades continuam a trabalhar para restabelecer os serviços no posto de Migração, enquanto a investigação avança.

Instituições públicas de devem 70 milhões à Águas da Região de Maputo

A Empresa Águas da Região de Maputo enfrenta sérias dificuldades na melhoria dos serviços de abastecimento de água, uma vez que a dívida acumulada pelos seus clientes é considerada elevada. 

O director do Programa Acelerado Integrado de Redução de Perdas, Joaquim Bié, revelou que as instituições públicas da província de Maputo devem à empresa cerca de setenta milhões de meticais.

“Os números são bastante altos e constituem uma das grandes preocupações da empresa. Embora busquemos eficiência, esta deve ser acompanhada de um investimento que possibilite a melhoria dos nossos serviços. Os valores disponíveis seriam cruciais para enfrentar muitos dos nossos desafios”, afirmou Joaquim Bié.

Neste contexto, a empresa Águas da Região de Maputo está a planear implementar um plano de emergência em vista da época chuvosa e ciclónica. Este plano inclui a reparação de condutas adutoras que se encontram obsoletas e vandalizadas na localidade da Moamba, na província de Maputo, com o intuito de assegurar a provisão de água potável às famílias.

Acordo Moçambique–Portugal reforçado para travar violações laborais

O governo de Moçambique e representações de empresas portuguesas com investimentos no país reuniram-se na capital moçambicana para consolidar a implementação do memorando de entendimento estabelecido entre Moçambique e Portugal, focando na mobilidade laboral.

O acordo visa a salvaguarda da protecção social dos trabalhadores moçambicanos em solo português. Alice Brito, directora nacional do Trabalho Migratório, informou que a reunião tem como esclarecer os procedimentos e fortalecer a colaboração entre as partes, visando uma prestação célere dos serviços relacionados com a protecção dos trabalhadores.

“Pretendemos imprimir maior agilidade na prestação de serviços e encarar com urgência a defesa dos direitos dos trabalhadores moçambicanos em Portugal”, afirmou Brito.

A responsável expressou preocupação relativamente a admissões directas de trabalhadores que fogem aos mecanismos previamente acordados entre os dois países. “Estão a ocorrer admissões directas sem a observância dos protocolos estabelecidos. Com a ajuda do nosso conselheiro de trabalho em Portugal, estamos actualmente a mapear esses trabalhadores”, disse.

Brito alertou que as admissões irregulares podem expor os trabalhadores a graves riscos, incluindo a violação de direitos fundamentais e laborais, bem como a falta de protecção social, que pode até levar a situações de trabalho forçado.

O aumento no número de moçambicanos com admissões directas destaca a urgência do mapeamento em curso, essencial para identificar casos e desenvolver soluções conjuntas.

“A actual situação das admissões directas não é aceitável. Estamos empenhados em reduzir este fenómeno e garantir que os trabalhadores moçambicanos sigam os canais normativos já definidos”, concluiu.

Jorge Monteiro, embaixador de Portugal em Moçambique, reiterou o compromisso de seu país em reforçar o enquadramento legal que regula a mobilidade laboral e os investimentos. “Este encontro destaca a colaboração significativa entre Portugal e Moçambique neste domínio. Continuaremos a aproximar as autoridades dos dois países para discutir e optimizar o quadro legislativo”, afirmou.

A reunião também teve como intuito sensibilizar as empresas portuguesas sobre a importância de cumprir com a legislação vigente na contratação de cidadãos estrangeiros.

Supertufão Fung-wong causa inundações devastadoras nas Filipinas

O supertufão Fung-wong atingiu as Filipinas, resultando em inundações devastadoras que afectaram várias localidades. Este fenómeno atmosférico surge logo após o tufão Kalmaegi, que já havia causado a morte de pelo menos 224 pessoas no país.

As intensas chuvas e ventos fortes associados ao supertufão provocaram o transbordo de rios e a submersão de ruas, tornando o acesso a diversas áreas, praticamente impossível. As autoridades locais estão a trabalhar para prestar assistência às comunidades afectadas, enquanto as equipas de emergência tentam assegurar a segurança dos residentes.

Em resposta à situação, o governo filipino emitiu alertas e recomendações para que a população evite deslocações desnecessárias, dada a gravidade das condições climáticas. As previsões meteorológicas indicam que o supertufão poderá continuar a causar impactos significativos nas próximas horas.

As autoridades continuam a monitorar a situação, com a esperança de que a situação comece a estabilizar num futuro próximo.

Fenómeno El Niño afecta 19 mil pessoas com escassez de água em Gaza

Três distritos da província de Gaza, localizada no sul do país, estão a enfrentar uma seca severa devido à escassez de chuvas, uma situação atribuída ao fenómeno El Niño, que afecta actualmente mais de 19 mil pessoas.

Segundo Bonifácio Cardoso, porta-voz do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres (INGD), a gravidade da situação é particularmente notória nos distritos a norte da província de Gaza. Em declarações à RFI, Cardoso informou que o INGD, em colaboração com o Governo, está a providenciar água potável às comunidades através de camiões cisternas.

“Estamos a realizar esta intervenção nos distritos de Chigubo, Mabalane e Mapai. Inicialmente, tínhamos um plano para atender 17 mil pessoas, mas agora já estamos a abastecer pouco mais de 19 mil pessoas em 51 comunidades”, afirmou Bonifácio Cardoso.

No distrito de Mabalane, mais de 3 mil pessoas estão a sofrer com a falta de água. O administrador local, Sérgio Moiane, elogiou os esforços do INGD, afirmando que “esta intervenção que está a ser realizada está a ajudar as comunidades, especialmente nas zonas onde não temos acesso à água.”

A crise de água nos distritos de Chigubo, Mabalane e Mapai é resultado da seca prolongada que se regista na região, com as autoridades a distribuírem água às comunidades três vezes por semana, associando a situação ao fenómeno El Niño.

Mineração ilegal na Zambézia provoca perdas de mais de 200 milhões de meticais

Este ano, o Estado moçambicano registou perdas superiores a 200 milhões de meticais, aproximadamente 3,1 milhões de dólares, devido à mineração ilegal na província central da Zambézia. Este fenómeno continua a representar uma séria ameaça para a economia local e nacional.

A revelação foi feita pelo director do Serviço Provincial de Infra-estruturas, João Sembane, durante uma entrevista à Rádio Moçambique. O responsável explicou que grupos de garimpeiros têm invadido áreas concessionadas a empresas licenciadas, vandalizando equipamentos e extraindo recursos minerais que são posteriormente comercializados no mercado negro.

A prática de mineração ilegal não apenas prejudica as empresas legalmente constituídas, mas também resulta na diminuição das receitas do Estado. Presentemente, 16 empresas operam de forma legal na exploração de recursos minerais na Zambézia. Sembane alertou que esta actividade criminosa impede o bom funcionamento das instituições envolvidas, enfraquece o ambiente de negócios e compromete a criação de postos de trabalho formais.

O director enfatizou que, quando a exploração é realizada legalmente, as empresas garantem emprego, pagam impostos e contribuem para o desenvolvimento das comunidades locais. Uma parte significativa das receitas geradas pela mineração é revertida directamente para as comunidades; 2,75% são canalizados para as áreas onde ocorre a exploração, enquanto 7,25% destinam-se ao investimento em infra-estruturas e projectos de interesse comunitário.

Sembane alertou ainda que a mineração ilegal coloca os garimpeiros em situações de risco devido à falta de condições de segurança adequadas.

Neste sentido, o responsável apelou às comunidades para abandonarem esta prática, priorizando a colaboração com as instituições governamentais e as empresas devidamente licenciadas, com o intuito de garantir benefícios económicos e sociais sustentáveis para a província.

Tailândia rompe acordo de paz com o Camboja após explosão fronteiriça

A Tailândia anunciou a suspensão do acordo de paz com o Camboja, cujo anúncio foi feito por Donald Trump no final de Outubro. A decisão foi comunicada pelo porta-voz do governo tailandês.

A medida ocorre na sequência da explosão de uma mina nas proximidades da fronteira, que resultou em ferimentos em dois soldados tailandeses. O porta-voz, Siripong Angkasakulkiat, indicou que o acompanhamento da declaração conjunta realizada ao longo da última semana chegará ao fim. Esta situação está também relacionada com a libertação de 18 soldados cambojanos.

O futuro das relações entre os dois países permanece incerto, à medida que a tensão na região aumenta.

Confrontos armados e explosivos provocam 31 mortes em prisão de Machala

Na sequência de um dia de confrontos violentos, trinta e uma pessoas perderam a vida na prisão de Machala, situada no sudoeste do Equador.

As autoridades prisionais confirmaram que os eventos começaram na noite de sábado, quando confrontos armados com armas de fogo e explosivos resultaram em quatro mortos. Durante o domingo, foram reportadas mais 27 mortes, muitas delas devido à asfixia.

Os moradores da área circundante da prisão relataram ter ouvido disparos, explosões e gritos de socorro provenientes do centro de detenção, por volta das 03:00 horas locais. A autoridade penitenciária, SNAI, anunciou que além dos mortos, 33 reclusos e um agente da polícia ficaram feridos, sendo que sete indivíduos foram detidos.

Segundo a SNAI, os confrontos ocorreram em virtude da iminente transferência de alguns detidos para uma nova prisão de alta segurança, construída pelo governo do presidente Daniel Noboa na província costeira de Santa Elena, cuja abertura está prevista para este mês.

Horas depois dos primeiros confrontos, as autoridades descobriram mais 27 cadáveres, em um ato de violência separado. A maioria das mortes foi atribuída a asfixia provocada por terceiros, sugerindo casos de enforcamentos ou estrangulamentos.

Este não é um caso isolado, visto que no final de Setembro, confrontos na mesma prisão resultaram em 14 mortes, incluindo a de um guarda. Em 2024, as prisões do Equador foram colocadas sob controlo do exército, após a declaração do presidente Noboa de um estado de conflito armado contra cerca de vinte organizações criminosas ligadas a cartéis internacionais. Recentemente, em Agosto, algumas prisões, incluindo a de Machala, foram transferidas para a responsabilidade da polícia.

Desde 2021, a violência nas prisões equatorianas já causou aproximadamente 500 mortes, com o maior número de vítimas registado em 2021, quando mais de 100 detidos perderam a vida numa prisão em Guayaquil.

CTA saúda estratégia de gestão da dívida pública e destaca impacto no ambiente de negócios

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) expressou a sua satisfação pela recente aprovação da Estratégia de Gestão da Dívida Pública de Médio Prazo 2025–2029 pelo Governo moçambicano.

Em comunicado divulgado à imprensa, a CTA classificou esta estratégia como um elemento essencial para consolidar a credibilidade macroeconómica e melhorar o ambiente de negócios no país. A organização destacou que a nova abordagem visa uma gestão responsável da dívida pública, assegurando um equilíbrio adequado entre custos e riscos.

Nesta perspectiva, a CTA enfatizou a importância da transparência para restaurar a confiança dos agentes económicos, criando condições propícias para atrair investimento privado e estimular a economia nacional.

A decisão é vista como um passo significativo no contexto de diversas melhorias estruturais, incluindo a recente saída de Moçambique da Lista Cinzenta do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI), considerada uma conquista importante para a reputação do sistema financeiro do país.

A agremiação recordou também as iniciativas direccionadas ao sector do Turismo anunciadas pelo Presidente da República, Daniel Chapo, que visam fortalecer a diversificação económica. A CTA observou que tais reformas são determinantes para a recuperação do Investimento Directo Estrangeiro (IDE), com um crescimento previsto a partir de 2026, impulsionado pela implementação da nova Lei de Investimentos e da Lei Cambial.

A instituição reconheceu ainda os esforços contínuos do Executivo em modernizar a gestão pública e consolidar as finanças públicas, factores cruciais para garantir segurança e previsibilidade aos investidores. A execução eficaz das reformas em curso é considerada fundamental para transformar o ambiente político-económico e gerar benefícios reais tanto para empresas como para os cidadãos.

O sector privado manifestou o seu compromisso em colaborar com o Governo no âmbito do Diálogo Público-Privado (DPP), com o objectivo de identificar e resolver os obstáculos que afectam o ambiente de negócios, promovendo uma economia mais competitiva e geradora de emprego.

A CTA anunciou também que se encontram em marcha os preparativos para a 20.ª edição da Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que terá como lema “Reformar para Competir: Caminhando para o Relançamento Económico”, prevendo-se a mobilização de cerca de 1,5 mil milhões de dólares em novos projetos de investimento.

Por fim, a Confederação reafirmou a sua determinação em mobilizar o sector privado, promovendo a produtividade, a inovação e a criação de riqueza, com o intuito de construir um Moçambique mais receptivo ao investimento e ao desenvolvimento sustentável.

Mais de 130 pessoas feridas em acidente de comboios na Eslováquia

Um violento acidente ferroviário ocorreu à noite, a aproximadamente 20 quilómetros da capital eslovaca, Bratislava, envolvendo a colisão de dois comboios. 

O incidente deixou mais de 130 feridos, dos quais 79 necessitaram de hospitalização. Apesar da gravidade da situação, não foram registadas vítimas mortais.

Cerca de 800 pessoas estavam a bordo dos comboios, muitos dos quais estudantes que regressavam a casa. Testemunhas oculares relataram um “estrondo” ensurdecedor no momento do impacto, que ocorreu quando um dos comboios embateu na traseira do outro.

As primeiras investigações indicam que um comboio poderá não ter respeitado um sinal vermelho, no entanto, a causa exacta do acidente continua a ser analisada pelas autoridades competentes.

Este incidente marca o segundo acidente ferroviário na Eslováquia no último mês, tendo ocorrido um caso similar em Outubro, quando dois comboios colidiram na região leste do país, resultando em 91 feridos. As autoridades estão a trabalhar para garantir a segurança nas linhas ferroviárias e para evitar que tragédias semelhantes voltem a ocorrer.

Ex-Presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol acusado de favorecer inimigo

O Ministério Público da Coreia do Sul apresentou acusações contra o ex-presidente Yoon Suk-yeol, alegando que ele prejudicou os interesses militares do país ao ordenar o envio de drones para a Coreia do Norte, configurando assim uma suposta ajuda ao inimigo.

Desde o conflito que ocorreu entre 1950 e 1953, a Coreia do Sul e a Coreia do Norte permanecem tecnicamente em estado de guerra, com um armistício em vigor, mas sem um tratado de paz formal. Em Outubro de 2024, a Coreia do Norte afirmou ter evidências de que drones do Sul sobrevoaram a sua capital, Pyongyang, para distribuir panfletos de propaganda. Contudo, a acusação não foi confirmada por Seul.

Em resposta a estas alegações, o Ministério Público sul-coreano iniciou uma investigação em 2025 para apurar se Yoon tentava provocar a Coreia do Norte de forma deliberada, com o intuito de usar a reacção como justificativa para um conflito armado.

Park Ji-young, assistente do procurador especial, esclareceu que o ex-líder conservador e outras pessoas conspiraram para criar uma situação que pudesse levar à declaração de uma lei marcial de emergência, aumentando o risco de confrontos intercoreanos e prejudicando os interesses militares do país.

Yoon Suk-yeol enfrenta acusações de ter favorecido o inimigo, bem como de abuso de poder. Actualmente detido, o ex-presidente foi destituído em Abril após uma série de acontecimentos caóticos que culminaram na breve imposição da lei marcial em 3 de Dezembro de 2024, quando invocou ameaças norte-coreanas para justificar a sua decisão.

Durante as investigações, foram descobertas provas irrefutáveis contidas numa nota do ex-chefe da contraespionagem de Yoon, que sugeria criar uma situação de instabilidade ou aproveitar uma oportunidade que pudesse surgir. A nota recomendava que o exército visasse locais que, se atacados, iriam desencadear uma retaliação inevitável, como Pyongyang ou a cidade costeira de Wonsan.

Durante o seu mandato, Yoon Suk-yeol adotou uma postura dura em relação a Pyongyang e buscou estreitar laços com os Estados Unidos, considerado um inimigo pela Coreia do Norte. Em 3 de dezembro de 2024, ele enviou tropas ao parlamento para assumir o controlo, mas um número suficiente de deputados conseguiu reunir-se e votou pelo fim da lei marcial.

Yoon foi detido em janeiro, destituído em abril e substituído em junho por Lee Jae-myung, o seu rival democrata, que defende uma abordagem de pacificação com Pyongyang. O ex-presidente continua a ser julgado por insurreição em relação ao golpe tentado.

Insurgentes sequestram duas crianças em Mocímboa da Praia

Duas crianças, com idades de 12 e 13 anos, foram raptadas na vila de Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, por elementos supostamente ligados a grupos terroristas. A informação foi confirmada à Lusa por fontes da comunidade local.

O incidente ocorreu na noite de 4 de Novembro, quando os presumíveis insurgentes entraram disfarçados no bairro de Nabubusi, localizado nos arredores da vila. Até ao momento, o paradeiro das crianças permanece desconhecido, levantando a suspeita de que este rapto se insira nas estratégias de recrutamento dos grupos armados que têm assolado a região.

Embora não tenham sido registadas vítimas mortais decorrentes deste ataque, a situação gerou um clima de pânico entre os residentes do bairro e nas áreas circundantes, devido aos disparos ouvidos durante a noite.

Além deste caso, pelo menos três pessoas já haviam sido raptadas anteriormente por supostos terroristas no distrito de Metuge, situado a cerca de 50 quilómetros da cidade de Pemba, capital da província de Cabo Delgado. As vítimas, camponeses locais, foram sequestradas enquanto tentavam atravessar um riacho nas matas de Matemo, a caminho dos seus campos agrícolas.

A província de Cabo Delgado, rica em gás natural, tem sido alvo de ataques extremistas desde 2017, com o primeiro ataque documentado a ter ocorrido a 5 de Outubro desse ano no distrito de Mocímboa da Praia. De acordo com um levantamento da organização Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED), entre 13 e 26 de Outubro foram registados pelo menos 12 eventos violentos relacionados com os grupos extremistas, resultando em 18 mortes de civis.

Desde o início da insurgência armada em Cabo Delgado, em Outubro de 2017, a ACLED contabilizou 2.236 eventos violentos, sendo que 2.061 destes envolveram elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique (EIM). O novo balanço revela que os ataques perpetrados durante este período resultaram em 6.659 mortos, incluindo as 18 vítimas reportadas nas últimas duas semanas de Outubro.

O relatório da ACLED destaca ainda um aumento da atividade insurgente na região, com os militantes a atacarem forças de segurança nos distritos de Montepuez e Muidumbe, provocando baixas. Os insurgentes têm continuado a assassinar civis, especialmente nas áreas de Mocímboa da Praia, Muidumbe e Metuge, onde as operações do EIM são agravadas por instabilidades em torno das zonas de mineração em Montepuez.

Moçambique regista 29% das mortes por doenças não transmissíveis

O ministro da Saúde, Ussene Isse, alertou que as doenças crónicas não transmissíveis são responsáveis por 29% das mortes no país, com destaque para a hipertensão arterial, diabetes, acidente vascular cerebral (AVC) e doença renal.

O aviso foi feito durante a sessão de encerramento da Primeira Reunião Científica de Saúde Cardio Vascular, realizada em Maputo.

Durante o evento, o presidente da reunião, Dr. Fidélio Citefane, revelou que 33% da população moçambicana sofre de hipertensão, identificando-a como o principal factor de risco para doenças cardiovasculares. A província de Maputo tem registado aproximadamente 300 mortes mensais devido a estas patologias, factores que estão a ser exacerbados pelo aumento do sedentarismo e pelo consumo de alimentos industrializados ricos em sal, especialmente entre os jovens.

Para enfrentar este contexto alarmante, foram apresentadas duas iniciativas de grande importância. A primeira, chamada “Uma Sala de Peso, Um Estetoscópio, Um Oxímetro”, tem como objectivo reforçar o rastreio de cardiopatias infantis nas unidades de saúde.

Esta estratégia utiliza a rotina de pesagem infantil como uma oportunidade para identificar sinais precoces de doenças cardiovasculares, através da utilização de oxímetros e estetoscópios. O projecto será inicialmente implementado na província da Zambézia e poderá ser expandido a outras áreas do país no futuro.

A segunda iniciativa, designada “Cantinho da Hipertensão”, está actualmente em fase piloto e propõe a medição sistemática da pressão arterial a todos os utentes, independentemente da razão da consulta. O propósito é melhorar a detecção precoce de hipertensão, reduzir o número de internamentos e diminuir as mortes que poderiam ser evitadas por complicações cardiovasculares.

O ministro Isse destacou a importância do fortalecimento dos cuidados primários para uma vigilância contínua da saúde cardiovascular, sublinhando que 65% da população vive em zonas rurais, onde o acesso a cuidados especializados é restrito. A formação contínua dos profissionais de saúde foi descrita como crucial para melhorar a prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças cardiovasculares.

Durante a reunião, foram premiados os melhores posters e trabalhos científicos, reconhecendo a inovação e mérito na investigação relacionada com a saúde cardiovascular em Moçambique.

O ministro comprometeu-se a apoiar a próxima edição da reunião científica, enfatizando que este encontro é fundamental para fortalecer as estratégias de prevenção e reforçar a resposta do sistema de saúde às doenças cardiovasculares, que representam um dos maiores desafios na carga de doenças que aflige o país.

Igreja Católica analisa denúncia de abusos sexuais contra Bispo em Cádis

O bispo Rafael Zornoza, de 76 anos, está sob investigação do Vaticano devido a acusações de abuso sexual de um rapaz menor de idade, supostamente ocorridos na década de 1990, quando ele era director do seminário de Getafe.

Trata-se do primeiro caso conhecido em Espanha que envolve um chefe de uma diocese em alegações de abuso sexual.

Segundo o jornal El País, a investigação foi iniciada após uma denúncia que descreve episódios de abuso que começaram quando a vítima tinha apenas 14 anos e se estenderam até aos 21. Os abusos ter-se-ão dado no seminário maior do Cerro de los Ángeles, durante fins de semana, retiros e acampamentos.

O denunciante afirmou que Zornoza utilizava a sua posição de autoridade para manipular e silenciar a vítima, tendo inclusive encaminhado o rapaz para uma terapia de conversão da homossexualidade.

Embora o caso tenha já prescrito na Justiça civil, a Igreja Católica está a proceder à sua análise. A investigação está a ser conduzida pelo arcebispo de Sevilha, uma vez que a diocese de Cádis está sob a sua jurisdição.

Apesar da gravidade das acusações, Zornoza continua a desempenhar as suas funções episcopais, tendo celebrado missas e participado em eventos públicos recentemente. Até ao momento, a Conferência Episcopal Espanhola não se pronunciou oficialmente sobre o processo.

Esta situação marca um momento inédito em Espanha, uma vez que é a primeira vez que se torna público um processo de abuso sexual contra um bispo em funções.

Mais de 200 pessoas acusadas de traição na Tanzânia após protestos

Mais de 200 indivíduos foram acusados de traição na Tanzânia em consequência dos protestos que se seguiram às eleições gerais realizadas a 29 de Outubro. A informação foi reportada por fontes judiciais à agência de notícias France-Presse (AFP).

Na passada sexta-feira, cerca de uma centena de pessoas compareceu no Tribunal de Primeira Instância de Kisutu, na capital, onde o Ministério Público da Tanzânia anunciou as acusações. O advogado Peter Kibatala, que se pronunciou à saída do tribunal, indicou que foram apresentadas mais de 250 acusações em três casos distintos, sendo que as fontes judiciais confirmaram pelo menos 240 acusações registadas.

Conforme os documentos apresentados, a maioria dos acusados é suspeita de ter tentado “obstruir as eleições gerais [presidenciais e parlamentares] de 2025 de forma a intimidar o poder executivo” no dia 29 de Outubro. Os protestos, que em alguns casos tomaram um rumo violento, eclodiram no dia das eleições e prolongaram-se por três dias em várias cidades do país, sendo reprimidos pela polícia com o uso de gás lacrimogéneo e munições reais. Em resposta, o Governo impôs um recolher obrigatório e cortou o acesso à Internet em todo o território.

Fontes dos serviços de saúde confirmaram à agência de notícias EFE que pelo menos 150 pessoas perderam a vida em Dar es Salaam durante as manifestações. O Partido da Democracia e do Progresso (Chadema), principal movimento da oposição, acusou as forças de segurança de terem causado até mil mortes em diferentes locais do país, conforme relatou a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW).

A Ordem dos Advogados de Tanganica anunciou que começou a distribuir formulários para que a população registe os seus familiares desaparecidos ou alegadamente mortos, uma vez que o Governo se recusa a entregar os corpos. O Chadema também denunciou que a polícia está a recolher cadáveres de hospitais para “apagar provas e estatísticas”.

Ainda esta semana, o vice-presidente do Chadema, John Heche, que estava detido, foi acusado de terrorismo. A polícia informou que está à procura de outros membros do partido, incluindo o secretário-geral, John Mnyika, o vice-secretário, Amani Golugwa, e a porta-voz, Brenda Rupia, solicitando que se “entregassem imediatamente”.

Durante o mês de Outubro, semanas antes da votação, tanto a HRW como outras organizações acusaram o Governo de intensificar a repressão da oposição e de silenciar críticos e meios de comunicação. A Presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, foi investida na segunda-feira para um mandato de cinco anos, após a Comissão Eleitoral Nacional Independente a ter declarado vencedora das eleições com 97,66% dos votos.

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