O bispo Rafael Zornoza, de 76 anos, está sob investigação do Vaticano devido a acusações de abuso sexual de um rapaz menor de idade, supostamente ocorridos na década de 1990, quando ele era director do seminário de Getafe.
Trata-se do primeiro caso conhecido em Espanha que envolve um chefe de uma diocese em alegações de abuso sexual.
Segundo o jornal El País, a investigação foi iniciada após uma denúncia que descreve episódios de abuso que começaram quando a vítima tinha apenas 14 anos e se estenderam até aos 21. Os abusos ter-se-ão dado no seminário maior do Cerro de los Ángeles, durante fins de semana, retiros e acampamentos.
O denunciante afirmou que Zornoza utilizava a sua posição de autoridade para manipular e silenciar a vítima, tendo inclusive encaminhado o rapaz para uma terapia de conversão da homossexualidade.
Embora o caso tenha já prescrito na Justiça civil, a Igreja Católica está a proceder à sua análise. A investigação está a ser conduzida pelo arcebispo de Sevilha, uma vez que a diocese de Cádis está sob a sua jurisdição.
Apesar da gravidade das acusações, Zornoza continua a desempenhar as suas funções episcopais, tendo celebrado missas e participado em eventos públicos recentemente. Até ao momento, a Conferência Episcopal Espanhola não se pronunciou oficialmente sobre o processo.
Esta situação marca um momento inédito em Espanha, uma vez que é a primeira vez que se torna público um processo de abuso sexual contra um bispo em funções.

















