O Ministro da Economia de Moçambique, Basílio Muhate, expressou, durante a Feira Africana de Turismo, a apreensão dos operadores turísticos face ao recente aumento dos preços dos combustíveis.
Esta situação pode ter repercussões significativas na mobilidade dos turistas no país.
Muhate revelou que a preocupação sobre o impacto no sector turístico é partilhada por vários outros sectores económicos. O alto custo dos combustíveis tem gerado receios quanto à acessibilidade e ao fluxo de visitantes em Moçambique, um destino conhecido pela sua riqueza natural e cultural.
A Feira Africana de Turismo, onde o Ministro se encontra a participar, serve como um palco para discutir os desafios e oportunidades que o sector enfrenta, particularmente em tempos de inflação crescente e custos operacionais elevados.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil pretende contratar Serviços de Comunicação Estratégica, Posicionamento Institucional e Influência Cívica para a Transformação Social (Request for Proposal – RFP_ PRC_2026-PEC-009). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Gestão de Informação (Maputo). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Assistentes de Armazém (Matola e Magude). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Oficiais de Saúde e Nutrição (Matutuine e Manhiça). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Motorista para o projecto EAC baseado em: Nampula. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Gestão de Informação baseado em: Nampula. Saiba mais.
Um tribunal de recurso decidiu não reconsiderar um pedido de acção judicial interposto pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra Hillary Clinton e o Comité Nacional Democrata (DNC), relacionado a uma alegada conspiração durante a campanha presidencial de 2016.
A ação foi movida por Trump em 2022, no tribunal da Florida, onde acusou a ex-secretária de Estado, o ex-director do FBI James Comey e outros funcionários de conspirarem para enganar os eleitores, fazendo-os acreditar que ele tinha ligações com a Rússia.
O caso foi inicialmente arquivado pelo juiz Donald Middlebrooks, do Distrito Sul da Florida, que argumentou que as alegações do presidente não tinham “nenhuma base legal”. Em 2023, tanto Trump quanto a sua então advogada, Alina Habba, foram multados em um milhão de dólares, com o juiz a considerar o processo como “de má-fé e com um propósito indevido”.
Na sua decisão de 2023, o juiz Middlebrooks descreveu Trump como “um litigante prolífico e sofisticado que usa repetidamente os tribunais para procurar vingança contra os seus adversários políticos” e caracterizou-o como “génio do abuso estratégico do processo judicial”.
Em 2025, Trump recorreu da decisão ao Tribunal de Recurso do Décimo Primeiro Circuito, que decidiu manter a rejeição do processo e as sanções impostas. O painel de juízes de recurso considerou que “muitos dos argumentos jurídicos de Trump e Habba eram efectivamente frívolos”.
Na sessão de hoje, o tribunal de recurso rejeitou o pedido de reconsideração apresentado por Trump e Habba, abrindo a possibilidade de que a disputa chegue ao Supremo Tribunal, a instância mais alta dos Estados Unidos, caso Trump decida apresentar um novo recurso.
Dois ataques aéreos israelitas atingiram automóveis que circulavam na auto-estrada que liga Beirute ao sul do Líbano, sem que tenha sido divulgado o número de eventuais vítimas.
Os ataques ocorreram nas proximidades de Jiyeh, a cerca de 20 quilómetros a sul da capital libanesa, conforme reportado pela Agência Nacional de Notícias (NNA), que não forneceu mais detalhes sobre os incidentes.
Um fotógrafo da Agência France Presse observou um carro em chamas na auto-estrada, com equipas de resgate a transportar um corpo para fora do local. Vale ressaltar que, no dia anterior, dois ataques semelhantes tinham atingido veículos na mesma auto-estrada.
Israel continua a realizar ofensivas aéreas contra o Líbano, mesmo após a declaração de um cessar-fogo, justificando as acções com a necessidade de atingir alvos do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irão. Na terça-feira, 13 pessoas perderam a vida em ataques israelitas contra cidades do sul do Líbano, segundo o Ministério da Saúde de Beirute, elevando o número total de mortes desde o início do cessar-fogo para 380.
Além disso, o exército israelita emitiu uma nova ordem de evacuação para seis aldeias da região de Tiro, no sul do Líbano, alertando que serão realizados bombardeamentos aéreos na área. Estes ataques ocorrem em um contexto em que o Governo do Líbano e Israel têm agendada mais uma ronda de negociações em Washington, mediadas pelos Estados Unidos.
Na terça-feira, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, declarou que a milícia xiita está disposta a transformar a batalha em um “inferno” para Israel. Desde o início dos combates a 2 de Março, 2.882 pessoas foram mortas, incluindo 200 crianças, segundo o Ministério da Saúde do Líbano. Os confrontos tiveram início após um ataque conjunto de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, afirmou a intenção de aprofundar a colaboração com o Uganda no enfrentamento ao terrorismo, destacando a experiência deste país no combate a grupos extremistas como um recurso valioso para os esforços de estabilização na província de Cabo Delgado.
A declaração foi feita em Kampala, durante a avaliação da participação de Chapo na cerimónia de investidura do Presidente ugandês, Yoweri Museveni. O chefe de Estado moçambicano sublinhou que as relações entre Moçambique e Uganda são fundamentadas em laços históricos, forjados durante as lutas de libertação africanas.
“Histórica é a nossa relação com o Uganda. Os primeiros 80 combatentes da luta de libertação do Uganda foram treinados em Moçambique, incluindo o próprio Presidente Yoweri Museveni”, destacou Chapo.
Chapo também notou o conhecimento profundo de Museveni em relação à província de Cabo Delgado, especialmente no distrito de Montepuez, onde o presidente ugandense recebeu formação militar durante a luta armada no seu país. “Ele possui um conhecimento significativo de Montepuez e da província de Cabo Delgado, mantendo até hoje a capacidade de se expressar em português”, afirmou o estadista moçambicano.
A presença moçambicana na cerimónia em Kampala teve como principal objectivo reafirmar os laços históricos e políticos entre os dois países, heranças do período de independências africanas. “Tendo em conta essa relação histórica, considerámos de extrema importância estar presentes nesta tomada de posse”, reiterou.
Durante o seu discurso de investidura, Yoweri Museveni fez referência ao papel desempenhado por Moçambique, Tanzânia e Uganda nos movimentos de libertação do continente, destacando que “O Uganda praticamente nasceu na Tanzânia”, uma alusão à luta pela liberdade que também resultou na independência de Moçambique, onde a Frelimo foi formada em 1962.
Chapo mencionou também a presença da Presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, no evento realizado na capital ugandesa. Em comunicado, o Presidente da República enfatizou a importância de intensificar a colaboração económica entre Moçambique e Uganda, visando a melhoria das condições de vida das populações dos dois países.
“O nosso objetivo é fortalecer constantemente as relações de amizade e de cooperação, criando condições para o desenvolvimento económico e melhoria das condições de vida dos nossos povos”, concluiu.
Questionado sobre a possibilidade de Moçambique beneficiar da experiência ugandense no combate ao extremismo violento, Chapo reconheceu a sólida trajetória de Uganda neste contexto. “O Uganda tem vasta experiência no combate ao terrorismo. O Presidente Museveni entende profundamente a situação em Cabo Delgado, e Moçambique considera Uganda um parceiro estratégico na luta contra o terrorismo que afeta a província”, asseverou.
Desde Outubro de 2017, Cabo Delgado tem enfrentado ataques terroristas relacionados a grupos extremistas, resultando em mais de três mil mortes e cerca de um milhão de deslocados.
O futuro do internacional moçambicano Geny Catamo no Sporting Clube de Portugal permanece incerto, com rumores sobre uma possível saída ou renovação de contracto.
O jogador pode estar a caminho de novos desafios em ligas mais competitivas, uma vez que os leões estão dispostos a considerar propostas a partir de 30 milhões de euros.
Enquanto se debate entre a permanência e a saída do clube, já surgem especulações sobre os possíveis destinos do extremo leonino para a próxima temporada. Um dos clubes frequentemente referidos nas últimas semanas é a Fiorentina, que enfrentou uma temporada conturbada, lutando pela manutenção. Luís Gonçalves, treinador que lançou Catamo na seleção de Moçambique, acredita que este movimento poderia representar um passo atrás.
“Se seria um bom clube para Geny? Depende das circunstâncias, do enquadramento e das ambições da equipa e do clube para a próxima época. Actualmente, a Fiorentina ocupa o 16.º lugar na Serie A e teve um desempenho aquém das expectativas”, declarou Gonçalves em declarações à sua assessoria de imprensa, MDA Now.
O treinador afirmou que Geny Catamo tem potencial para integrar um clube com mais ambições. “Honestamente, penso que o Geny é jogador para outro nível. No entanto, tudo depende do contexto. Se bem enquadrado, a Fiorentina pode ser uma boa solução”, acrescentou.
Luís Gonçalves elogiou as características do jogador, destacando que ele pode fazer a diferença em qualquer campeonato. “É muito explosivo, tem evoluído bem e está mais eficaz defensivamente. É um desequilibrador e finalizador. Poderá ter um impacto significativo em qualquer liga, dependendo da equipa que integrar e do modelo de jogo adoptado”, continuou.
O treinador também expressou a opinião de que Geny Catamo poderia destacar-se ainda mais em um campeonato mais exigente do que o português, insinuando que o atleta “ambiciona experimentar outras realidades”.
“É um jogador que está em alta. Se continuar no Sporting, será fundamental, mas creio que é o momento certo para sair. O Geny teve uma excelente época, tanto a nível de clube como na seleção. Acredito que, numa liga mais competitiva, ele ainda poderá progredir mais”, avaliou Luís Gonçalves.
Nesta temporada, Geny Catamo participou em 45 partidas pelo Sporting, contribuindo com oito golos e quatro assistências em todas as competições. Vale lembrar que, há cerca de um ano, o Fenerbahçe e o Aston Villa chegaram a apresentar propostas concretas na ordem dos 20 milhões de euros, que foram prontamente rejeitadas pelos bicampeões nacionais.
A direcção do Sporting, liderada por Frederico Varandas, acredita que a situação em relação ao futuro de Catamo irá intensificar-se em breve.
Uma grave situação de crise de abastecimento de água afecta mais de trezentos mil habitantes de vários distritos da província de Gaza, que se encontram a consumir água imprópria devido ao elevado teor de salinidade detectado nas fontes de abastecimento.
Em declarações ao nosso jornal, o Director Provincial das Obras Públicas, João Chivambo, destacou que estão a ser implementadas soluções para mitigar este problema. Neste momento, a distribuição de purificadores de água já está em andamento, assim como a montagem de equipamentos destinados ao tratamento da água.
As autoridades locais tentam, assim, minimizar os impactos desta questão na saúde pública e na qualidade de vida dos cidadãos afectados.
A governadora da província do Niassa, Judite Massengele, expressou a sua inquietação em relação à venda precoce de excedentes agrícolas, nomeadamente milho e arroz, durante uma visita recente ao distrito de Mecanhelas.
A preocupação surge da possibilidade de agravamento da insegurança alimentar na região, caso os produtores não adoptam práticas adequadas de conservação e gestão das suas colheitas.
Massengele apelou às comunidades locais para evitarem comercializar precipitadamente os seus produtos agrícolas logo após a colheita. Muitos agricultores, na busca de obter rendimento imediato, acabam por vender uma parte significativa da produção, o que pode comprometer a disponibilidade de alimentos nos meses seguintes, especialmente durante o período crítico de escassez.
Além das questões de gestão das colheitas, a governadora também alertou para indícios de contrabando de produtos agrícolas para a República do Malawi, país vizinho. Este fenómeno não só reduz as reservas alimentares locais, como também pressiona os preços no mercado interno.
Embora a governadora reconheça a importância do comércio transfronteiriço como uma fonte de rendimento para muitas famílias, sublinhou a necessidade de um controlo mais rigoroso e de um equilíbrio que assegure que as comunidades mantenham reservas adequadas para o consumo ao longo do ano agrícola.
A província de Maputo está em vias de arrecadar cerca de setenta milhões de meticais este ano, em virtude da exportação de mil e setenta toneladas de amêndoa de macadâmia, direccionadas principalmente para a África do Sul e países da Ásia.
Actualmente, decorre o período de safra e processamento desta cultura, que se destaca nas regiões de Boane, Namaacha e Moamba. Os dados foram divulgados pelo governador da província de Maputo, Manuel Tule, evidenciando assim o potencial económico da amêndoa de macadâmia para a região.
Estes dados sublinham a importância da agricultura na geração de receita e o impacto positivo que a cultura pode ter no desenvolvimento económico local.
Os transportadores semi-colectivos de passageiros na cidade de Maputo iniciaram as actividades, após uma paralisação que durou cinco dias em protesto pela subida dos preços dos combustíveis. A circulação de “chapas” foi reiniciada em várias rotas, incluindo Costa do Sol-Anjo Voador, Museu-Malhazine e Zimpeto-Baixa, entre outras.
A retoma da actividade ocorre um dia após um encontro realizado entre Rasaque Manhique, presidente do Conselho Municipal de Maputo, e representantes das associações de transportadores. Durante a reunião, foi anunciado que os operadores de transporte deverão beneficiar de um licenciamento gratuito.
Os transportadores explicaram que a decisão de regressar ao trabalho foi influenciada pelas garantias fornecidas pelo Governo e pela necessidade de assegurar o sustento diário. Salientaram ainda que a disponibilidade de autocarros públicos permanece aquém das necessidades da população.
Os passageiros expressaram satisfação com o regresso dos transportes semi-colectivos, mas manifestaram preocupações em relação ao aumento das tarifas e à diminuição de algumas rotas disponíveis.
A província do Niassa prepara-se para vacinar aproximadamente quinhentas e sessenta mil crianças com menos de cinco anos contra a poliomielite, no âmbito de uma campanha de bloqueio que terá início nesta quarta-feira.
Esta iniciativa surge na sequência da deteção de um caso positivo da doença numa criança de sete anos no Malawi, país vizinho.
A vacinação abrangerá os distritos de Lichinga, Chimbunila, Mandimba, Cuamba, Mecanhelas e Lago, locais estratégicos devido à sua proximidade com a fronteira malawiana. Além destes, o distrito de Sanga também será incluído na campanha, considerando o seu histórico relacionado com a poliomielite.
Carlos Caomba, responsável pelo sector de saúde pública na Direcção Provincial de Saúde no Niassa, assegurou que todas as condições logísticas estão garantidas para assegurar o sucesso da campanha de vacinação. A mobilização de recursos e a preparação das equipas de saúde estão em andamento para maximizar a cobertura vacinal e prevenir a propagação da doença.
O governo de Moçambique intensifica as suas medidas de prevenção e combate ao trabalho infantil, através da revisão da lista nacional que identifica os trabalhos considerados perigosos para crianças. Esta iniciativa visa enfrentar os desafios actuais relacionados com a protecção da infância no país.
O secretário permanente do Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, Paulo Beirão, destacou que a revisão da lista é parte dos esforços do Executivo para eliminar as piores formas de trabalho infantil e fortalecer a protecção das crianças contra actividades perigosas. O responsável fez esta declaração durante a abertura do seminário dedicado à validação da referida lista, realizada na terça-feira em Maputo.
“Este seminário enquadra-se nos esforços do Governo para a protecção das crianças do trabalho perigoso e para a eliminação das piores formas de trabalho infantil”, sublinhou Beirão.
O secretário explicou que a revisão é necessária para adaptar o quadro legal às actuais dinâmicas sociais e económicas, além das novas formas de exploração infantil que surgiram. “É essencial que alguns dos elementos do quadro legal moçambicano sejam devidamente revistos para facilitar a sua aplicação”, afirmou.
O processo de revisão está a ser conduzido de forma participativa, envolvendo instituições públicas, parceiros sociais, organizações da sociedade civil e comunidades locais. Beirão acrescentou que o seminário permitirá consolidar as contribuições e recomendações dos diferentes intervenientes.
Estudos indicam que aproximadamente 2,4 milhões de crianças em Moçambique já estiveram envolvidas em trabalho infantil, um dado alarmante no contexto do número total de crianças no país. A chefe do Departamento de Estudos e Legislação na Direcção Nacional do Trabalho, Amélia Manjate, frisou que a lista de trabalhos perigosos aprovada em 2017 já não responde plenamente às novas realidades, como o aumento de actividades relacionadas com a internet.
O Governo está também a preparar o segundo Plano Nacional de Ação para combater as piores formas de trabalho infantil, após a conclusão do primeiro ciclo (2018–2024). O novo plano incluirá diversos eixos estratégicos para erradicar essa prática, como campanhas de sensibilização, fiscalização e reintegração de crianças retiradas do trabalho.
As províncias de Nampula, Tete e Zambézia continuam a ser as mais afetadas pelo trabalho infantil, embora haja sinais de progresso no país, com a redução da incidência de trabalho infantil de cerca de 20% para 16%, conforme dados do Inquérito sobre Orçamento Familiar (IOF).
O secretário permanente concluiu que a erradicação do trabalho infantil não deve ser exclusiva responsabilidade do Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, mas requer a intervenção conjunta de todos os setores da sociedade.
Pelo menos 14 migrantes indonésios estão desaparecidos após o barco em que viajavam virar na costa da Malásia, na segunda-feira. Segundo a Agência de Execução Marítima do país, a embarcação transportava 37 pessoas, das quais 23 foram resgatadas até o momento.
As vítimas incluem 16 homens e sete mulheres. Durante as operações de resgate, foram também recuperados três sacos contendo roupas. As buscas continuam em andamento, incluindo esforços aéreos.
“O Malaysia Maritime continuará a realizar operações de busca e salvamento em colaboração com agências relevantes, para garantir que todas as vítimas que se acredita estarem envolvidas possam ser localizadas. Pedimos à população, especialmente à comunidade marítima, que reporte qualquer informação que possa ajudar, seja sobre vítimas ou objectos suspeitos encontrados no mar”, afirmou o capitão Marítimo Mohd Shukri bin Khotob.
Os migrantes teriam partido de Kisaran, na Indonésia, no dia 9 de Maio, com destino à Malásia. A situação destaca os perigos enfrentados por muitos que tentam buscar melhores oportunidades em outros países através de rotas marítimas. As autoridades seguem atentas à evolução das buscas e à segurança dos migrantes na região.
O político moçambicano Venâncio Mondlane denunciou o assassinato de 56 membros do seu projeto político, a Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola).
Em uma declaração feita em directo na sua página do Facebook, Mondlane convocou um minuto de silêncio, a entoação do hino nacional e apitos como forma de protesto contra estas mortes.
“O total de vítimas já contabiliza 56 membros do Anamola, incluindo Anselmo Vicente, coordenador do partido em Chimoio, brutalmente assassinados pelas Forças de Defesa e Segurança. Temos também 436 casos de violência, incluindo agressões e incêndios de casas, registados no partido”, afirmou Mondlane.
O último assassinato ocorreu na noite de sábado, quando Anselmo Vicente foi mortalmente atingido a tiro ao regressar de uma reunião partidária em Chimoio, acompanhando outro membro do Anamola. A polícia confirmou o crime e esclareceu as circunstâncias da morte do dirigente.
Mondlane afirmou que esses assassinatos refletem a “resistência” e a “aceitação” que o seu partido tem demonstrado, destacando a forte base social do Anamola. O ex-candidato presidencial enfatizou que a sua formação política está determinada a lutar por uma “Moçambique livre, justo e pacífico”.
Em resposta ao assassinato de Vicente, Mondlane convocou três dias de luto pedindo que, no primeiro dia, todos se vistam de preto como forma de protesto. Além disso, ele pediu a todos os simpatizantes do seu partido e aos moçambicanos que participem em um minuto de silêncio às 13:00 horas locais, sublinhando que esta não será uma marcha de rua, mas uma manifestação pacífica e silenciosa.
No decorrer dos três dias de luto, Mondlane propôs que se entoe o hino nacional de mãos dadas e que se utilizem buzinas, apitos e vuvuzelas, insistindo que o protesto deve permanecer pacífico e sem distúrbios.
“Nós, moçambicanos, devemos começar a mostrar e dizer um basta a esta situação, que não pode continuar. Amanhã, iniciamos os três dias de luto nacional, pedindo a todos que expressem o seu repúdio a esta perseguição, a esses assassinatos, e ao Governo que se tornou um regime de opressão”, apelou Mondlane.
Ele concluiu afirmando que esta ação será em memória de todos os moçambicanos que perderam a vida devido à injustiça, à ditadura e aos assassinatos perpetrados pelo regime.
A Liga Moçambicana de Basquetebol (LMB) anunciou a data para a realização da Assembleia-Geral Eleitoral, prevista para o dia 4 de Junho.
Este evento representa uma nova etapa na gestão do basquetebol moçambicano, particularmente num período em que a modalidade enfrenta significativos desafios financeiros e organizacionais.
A convocatória para as eleições foi oficializada pelo presidente da Mesa da Assembleia-Geral, Ilídio Caifaz, interrompendo um processo que deveria ter ocorrido em Abril, mas que foi adiado devido a questões administrativas. Importa destacar que, em Fevereiro último, a LMB promoveu uma reunião com os seus associados para a revisão dos Estatutos. Esta iniciativa visa adequar os regulamentos à actual Lei do Desporto, reflectindo uma intenção de modernização e alinhamento institucional.
A nova direcção eleita terá como prioridade garantir a continuidade da Liga, sucedendo a António Madeira Júnior, que permaneceu na liderança por mais um ano a pedido dos associados. Durante o seu mandato, a Liga conseguiu manter a competição activa, apesar das adversidades.
O novo corpo directivo irá enfrentar um desafio imediato: a necessidade de atrair novos patrocinadores para assegurar a realização das próximas edições da LMB, tanto em masculinos como femininos. A preocupação é crescente após o término de contractos com os anteriores parceiros, como a Mozal e a Sasol, que durante anos financiaram a principal competição nacional da modalidade.
As expectativas estão elevadas para a próxima Assembleia-Geral, que poderá definir o futuro do basquetebol em Moçambique.
Cerca de 143 directores de escolas primárias do distrito de Mecubúri, na província de Nampula, foram formalmente acusados de estarem envolvidos no alegado desvio de 1.841.574,12 meticais do fundo ADE — Apoio Directo às Escolas.
De acordo com informações obtidas pelo Jornal Rigor, os valores desviados correspondem a 23% da segunda porção do ADE em 2023 e da primeira porção em 2024.
Fontes revelaram que os directores receberam instruções durante uma reunião conduzida por um técnico da Repartição de Administração e Planificação, orientando-os a canalizar parte dos fundos para uma alegada “razão superior”.
No decorrer da investigação, oito técnicos dos Serviços Distritais de Educação chegaram a ser detidos. Todos os 143 directores já foram notificados formalmente sobre as acusações que lhes foram imputadas e foram instruídos a contestar as acusações e a constituir advogado.
Os directores, por sua vez, defendem que apenas seguiram as orientações superiores e questionam a ausência de responsáveis entre os acusados, aqueles que, segundo eles, teriam dado as ordens para o desvio dos fundos. As autoridades continuam a investigar o caso para determinar a abrangência das irregularidades e a responsabilidade dos envolvidos.
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O Governo de Moçambique deu um passo significativo na capacitação de recursos humanos para a indústria de petróleo e gás, ao lançar a primeira pedra do Centro Tecnológico de Moçambique (CTM), em Maputo.
Esta infraestrutura, com um investimento estimado em cerca de 40 milhões de dólares norte-americanos, visa formar quadros nacionais altamente qualificados.
O projecto resulta de uma colaboração entre o Governo, representado pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia e pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, e os operadores da Área 4 da Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, liderados pela ExxonMobil.
O ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, destacou a importância do investimento, que visa fortalecer a formação técnica em Moçambique, reduzindo a dependência da preparação de quadros no exterior. “Este projecto representa a decisão soberana de Moçambique de investir no seu talento nacional e reforçar o conteúdo local,” enfatizou o governante.
O Centro Tecnológico terá a capacidade de formar até 250 técnicos anualmente, abordando áreas essenciais como operações de processo, electricidade, instrumentação e manutenção mecânica, fundamentais para os grandes projectos energéticos no país. Pale ressaltou que a nova infra-estrutura deverá facilitar a substituição gradual de mão-de-obra estrangeira por profissionais moçambicanos, promovendo a retenção de conhecimentos e competências locais.
“A formação de cada técnico é um avanço em direcção à substituição progressiva de mão-de-obra estrangeira por quadros nacionais,” afirmou.
Adicionalmente, o investimento de aproximadamente 40 milhões de dólares trará uma redução significativa nas despesas com a formação externa, permitindo que esses recursos sejam redireccionados para o desenvolvimento interno.
O director-geral da ExxonMobil Moçambique, Arne Gibbs, expressou que o projecto representa o compromisso a longo prazo dos parceiros da Área 4 com a capacitação dos recursos humanos locais. Gibbs salientou que a iniciativa possibilitará a formação anual de até 250 estudantes, com certificação internacional que se alinha às exigências do sector de gás natural liquefeito (GNL).
O memorando de entendimento para a realização deste projecto foi assinado em 2025, em Houston, durante a visita oficial do Presidente da República, Daniel Chapo, aos Estados Unidos da América.
Na segunda-feira, teve início, na Sexta Secção do Tribunal Judicial da Província de Nampula, o julgamento de um cidadão de 24 anos, acusado de engravidar uma jovem de apenas 10 anos.
O caso, que detém grande atenção pública, remonta a Novembro do ano passado, quando a menor, identificada como E. Januário, deu à luz no Hospital Central de Nampula.
O incidente suscitou significativa indignação social, reavivando debates sobre a necessidade de protecção da criança e a responsabilização criminal em casos de abuso sexual. Na audiência, o representante do Ministério Público, Cristóvão Malieca, afiançou que existem provas substanciais que suportam uma condenação severa do arguido, solicitando a aplicação da pena máxima prevista na legislação.
Em contraposição, a defesa do acusado solicitou ao tribunal que considere todas as circunstâncias atenuantes que possam beneficiar o réu. A advogada argumentou sobre a importância de uma avaliação equilibrada dos factos antes da imposição de qualquer pena.
A expectativa em relação à resolução deste caso é elevada, e a sentença será conhecida na próxima segunda-feira, dia 18, num momento marcado pela gravidade das alegações e pela fragilidade da idade da vítima.
A Presidente da Assembleia da República de Moçambique, Margarida Talapa, fez um apelo veemente aos automobilistas do país para que adoptem uma condução responsável e prudente, com o intuito de reduzir o número de acidentes nas estradas nacionais.
Este chamado surgiu na sequência de um grave acidente de viação ocorrido no último sábado, que resultou na trágica perda de 16 vidas na área que faz fronteira entre os distritos de Nacala-a-Velha e Memba, na província de Nampula. O incidente ocorreu durante a terceira sessão Ordinária do Parlamento, que era encerrada na altura.
Margarida Talapa sublinhou a importância do respeito pelas normas fundamentais de trânsito por parte dos automobilistas, frisando que a segurança nas estradas é um assunto que deve ser tratado com a máxima seriedade. Na mesma ocasião, a Presidente da Assembleia expressou a preocupação do Parlamento relativamente à propagação de boatos sobre o alegado encolhimento de órgãos genitais masculinos, pedindo a intervenção das forças de defesa e segurança para assegurar um controlo eficaz da situação.
A chamada à responsabilidade e à prudência nas estradas é uma mensagem urgente, tendo em conta os elevados índices de sinistralidade rodoviária que têm marcado o país.
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