Internacional Bombista suicida provoca morte de pelo menos 12 pessoas em Islamabad

Bombista suicida provoca morte de pelo menos 12 pessoas em Islamabad

Um bombista suicida causou a morte de pelo menos 12 pessoas e deixou 27 feridos ao detonar explosivos à porta de um tribunal distrital em Islamabad, conforme anunciou o ministro do Interior do Paquistão.

O atacante tentou inicialmente “entrar nas instalações do tribunal, mas, não conseguindo, atacou um carro da polícia”, revelou Mohsin Naqvi, em declarações à imprensa. O ataque ocorreu numa altura em que a área estava repleta de visitantes que se dirigiam para assistir a audiências judiciais.

A explosão, que foi ouvida a quilómetros de distância, danificou também vários veículos estacionados nas proximidades. As autoridades estão a investigar todos os aspectos do incidente, e a polícia confirmou que a explosão foi provocada por um bombista suicida.

Até ao momento, nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque. No entanto, o Paquistão tem enfrentado um aumento no número de ataques de militantes, incluindo um ressurgimento dos talibãs paquistaneses.

As vítimas eram na sua maioria pessoas que transitavam pelo local ou que chegavam para compromissos no tribunal.

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As forças de segurança paquistanesas conseguiram frustrar uma tentativa de militantes de tomar reféns numa academia militar, onde um bombista suicida e outros cinco talibãs tentaram invadir as instalações em Wana, na província de Khyber Pakhtunkhwa, próxima da fronteira com o Afeganistão.

Durante o ataque, dois dos militantes foram abatidos pelas tropas, enquanto três conseguiram entrar no complexo, mas foram rapidamente encurralados.

O Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP), grupo aliado aos talibãs afegãos, negou qualquer envolvimento no ataque à escola militar. Desde que os talibãs assumiram o poder em Cabul em 2021, o TTP tem fortalecido a sua presença, com muitos dos seus líderes e combatentes a procurarem refúgio no Afeganistão.

Nos últimos anos, o Paquistão tem registado um aumento significativo no número de ataques militantes, reflectindo uma escalada da violência na região.

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