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Terça-feira, Agosto 4, 2026
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Tentativa de golpe no Congo resulta na morte do líder opositor

Uma tentativa de golpe de Estado no Congo culminou na morte do líder da oposição Christian Malanga, apontado pelo governo congolês como o principal mentor da ação ocorrida no domingo, 19 de Maio.

Christian Malanga, que viveu exilado durante muitos anos nos Estados Unidos, foi abatido por militares congoleses durante a invasão à residência oficial do presidente do Congo. Segundo relatos do governo local, homens armados, liderados por Malanga, invadiram o palácio presidencial por volta das quatro da manhã (hora local), desencadeando um confronto violento com os seguranças.

Além do ataque ao palácio presidencial, houve também uma ofensiva na casa de Vital Kamerhe, um membro do parlamento congolês e potencial candidato à presidência em substituição a Félix Tshisekedi. Este segundo ataque fez aumentar ainda mais a tensão e a violência.

Durante os confrontos, seis pessoas morreram e cerca de 50 foram detidas, incluindo três cidadãos norte-americanos. Imagens disseminadas nas redes sociais mostram o passaporte de um dos norte-americanos capturados, identificado como Benjamin Reuben Zalman Polun. Outro vídeo revela um cidadão norte-americano rodeado por militares congoleses, ao lado de Marcel Malanga, filho de Christian Malanga.

Esta tentativa de golpe de Estado e a subsequente repressão violenta destacam a frágil situação política do Congo e a perigosa instabilidade que caracteriza a luta pelo poder no país. A morte de Christian Malanga e a detenção de vários indivíduos, incluindo estrangeiros, sublinham a gravidade e as repercussões internacionais deste incidente.

Trágico acidente em penhasco no Peru causa oito mortes

Um trágico acidente no Peru resultou na morte de pelo menos oito pessoas, incluindo uma criança, quando o veículo em que seguiam caiu de um penhasco para um rio na região montanhosa de Ancash, no norte do país, conforme informaram as autoridades locais.

O acidente, que também causou sete feridos, ocorreu próximo de uma ponte no distrito de Marca, na província de Recuay, quando o veículo se dirigia para a cidade costeira de Huacho, na região de Lima. As fatalidades incluem o condutor do veículo, três homens, três mulheres e uma criança, segundo a agência de notícias oficial Andina.

Os sobreviventes, entre os quais se encontra outra criança, sofreram ferimentos de diversa gravidade e foram imediatamente transportados para centros de saúde. Os feridos foram levados para o hospital da cidade costeira de Barranca, situada a norte de Lima.

Equipas de bombeiros voluntários e agentes da Polícia Nacional do Peru (PNP) chegaram rapidamente ao local do acidente para realizar os trabalhos de resgate e iniciar as investigações necessárias para determinar as causas do desastre.

Acidentes desta natureza são frequentes nas estradas peruanas, sendo geralmente atribuídos à imprudência dos motoristas, ao mau estado das estradas e à frota de veículos desactualizada, além do terreno acidentado característico do país.

De acordo com dados do Conselho Nacional de Segurança Viária, aproximadamente 3.000 pessoas morrem anualmente em acidentes de trânsito no Peru, sendo a maioria destes acidentes resultantes de colisões. Além disso, cerca de 55.000 pessoas ficam feridas todos os anos devido a incidentes rodoviários no país.

Novo Presidente do Irão será eleito a 28 de Junho

As eleições presidenciais no Irão estão marcadas para o dia 28 de Junho, conforme anunciado hoje pela televisão estatal, na sequência da trágica morte do Presidente Ebrahim Raissi e da sua comitiva num acidente de helicóptero.

“O calendário eleitoral foi aprovado na reunião de chefes do poder judiciário, do Governo e do parlamento. Com a concordância do Conselho dos Guardiães [órgão que fiscaliza a Constituição], foi decidido que a 14.ª eleição presidencial será realizada no dia 28 de Junho”, informou o canal estatal.

Os destroços do helicóptero que desapareceu no domingo foram encontrados ao amanhecer na encosta de uma montanha, na zona de Kalibar e Warzghan, na província do Azerbaijão Oriental. As causas do acidente ainda são desconhecidas, mas relatos indicam que o helicóptero descolou em condições meteorológicas difíceis.

As equipas de socorro iranianas conseguiram recuperar os corpos de Ebrahim Raissi e dos outros oito passageiros que seguiam a bordo, incluindo o ministro dos Negócios Estrangeiros, Hossein Amir-Abdollahian. Contudo, as operações de busca foram intensificadas e complicadas pelas condições climatéricas adversas. O Governo iraniano confirmou a morte de Raissi, sublinhando que o desastre não irá causar “qualquer perturbação na administração” do país.

O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, nomeou o vice-presidente Mohammad Mokhber como chefe de Estado interino e decretou cinco dias de luto pela morte de Ebrahim Raissi. As cerimónias fúnebres do Presidente iraniano estão previstas para começar na terça-feira, em Tabriz, no noroeste do país, conforme informou a agência oficial iraniana.

Venâncio Mondlane anuncia intenção de concorrer nas Eleições Presidenciais

No último domingo, Venâncio Mondlane anunciou a sua intenção de concorrer às eleições presidenciais marcadas para 9 de Outubro próximo, desde que haja desejo por parte do povo.

Este anúncio, feito após ser impedido de participar no VII Congresso do seu partido, a Renamo, em Alto Molocué, marca um novo capítulo na sua carreira política.

Para tornar realidade a sua candidatura, Mondlane necessita de pelo menos 100 mil assinaturas de apoio. Optimista, ele acredita que conseguirá não apenas esse número, mas 110 mil, distribuídas por todas as províncias, incluindo a Cidade de Maputo.

Contudo, analistas políticos como Samuel Simango, Moisés Mabunda e Fernando Lima apontam para desafios significativos que Venâncio Mondlane poderá enfrentar. Embora reconheçam o seu potencial, destacam problemas potenciais, como dificuldades organizacionais, estruturais e financeiras para liderar um partido político.

Moisés Mabunda observa que Mondlane demonstrou força política durante as eleições autárquicas, mas adverte para a complexidade de liderar um partido e a necessidade de estratégias robustas para superar os obstáculos.

Fernando Lima destaca a importância de Mondlane decidir se concorrerá como candidato de um partido ou em coligação. Ele compara a situação de Mondlane à de Daviz Simango, antigo presidente do MDM, que começou a sua carreira política como independente e enfrentou desafios semelhantes.

Apesar das incertezas, os analistas concordam que a presença de Mondlane como candidato nas eleições terá um impacto significativo no panorama político do país. A sua candidatura poderá não apenas desafiar o status representado pelo partido no poder e pelos outros candidatos, mas também obrigar a Renamo a enfrentar as consequências das suas decisões políticas.

Embora o caminho para Venâncio Mondlane seja desafiador, o seu anúncio de candidatura reflete um desejo de mudança e uma determinação em participar activamente no processo democrático do país. A sua presença nas eleições, independentemente do desfecho, certamente será um ponto de discussão e reflexão na cena política moçambicana.

Tribunal Constitucional impede candidatura de Jacob Zuma nas eleições gerais da África do Sul

O ex-presidente sul-africano Jacob Zuma não poderá participar nas eleições nacionais agendadas para o próximo dia 29 de Maio.

O Tribunal Constitucional declarou inelegível o antigo líder devido à sua condenação a uma pena de 15 meses de prisão por desacato, em 2021, após ter-se recusado a testemunhar num inquérito sobre corrupção governamental.

A decisão do Tribunal Constitucional reverte a vitória inicial de Zuma na Justiça Eleitoral, que lhe havia permitido concorrer. Esta deliberação baseou-se numa secção específica da Constituição que desqualifica candidatos condenados a mais de 12 meses de prisão.

Esta exclusão encerra um capítulo tumultuado na saga jurídica de Jacob Zuma, que havia regressado à política no ano passado com a criação do partido MK. Apesar de não poder concorrer, a popularidade de Zuma ainda pode influenciar a política sul-africana, potencialmente retirando votos ao ANC, partido que governa o país há três décadas.

A decisão do Tribunal Constitucional sublinha a importância da integridade e da legalidade no processo eleitoral sul-africano, reforçando que figuras públicas devem cumprir rigorosamente as leis e regulamentos do país.

Presidente Nyusi ratifica três novas leis para melhorar o quadro legal nacional

O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, assinou e ordenou a publicação de três novas leis, abrangendo áreas cruciais para o desenvolvimento do país.

Entre as legislações promulgadas, encontra-se a Lei de Levantamentos e Cinematografia Aéreos para Fins Civis, bem como a legislação que estabelece o Regime Jurídico Aplicável às Micro, Pequenas e Médias Empresas. Ambas foram recentemente aprovadas pela Assembleia da República e submetidas à revisão presidencial, onde se verificou que estavam conforme a Lei Fundamental.

A Lei de Levantamentos e Cinematografia Aéreos para Fins Civis visa regular a utilização de tecnologias aéreas para diversos propósitos civis, desde levantamentos topográficos até à produção cinematográfica. Esta legislação não só promove o desenvolvimento de sectores-chave da economia, como também garante a segurança e a ordem nessas actividades.

Por outro lado, a lei que estabelece o Regime Jurídico Aplicável às Micro, Pequenas e Médias Empresas visa proporcionar um ambiente legal mais favorável ao crescimento e à estabilidade destas empresas, fundamentais para a economia moçambicana. Pretende-se simplificar os procedimentos burocráticos e promover um ambiente empresarial mais dinâmico e competitivo.

Além destas duas leis, o Presidente Nyusi também ratificou a Lei de Tramitação Electrónica dos Processos Judiciais, um passo importante na modernização e eficiência do sistema judicial moçambicano. Esta medida visa agilizar os processos judiciais através da implementação de ferramentas electrónicas, tornando o acesso à justiça mais rápido e eficaz para todos os cidadãos.

Com a promulgação destas leis, Moçambique demonstra o seu compromisso em fortalecer o seu quadro legal e promover o desenvolvimento económico e social em todo o país.

Tragédia em mina de carvão no nordeste da China resulta em cinco mortos

Um acidente trágico numa mina de carvão na província de Heilongjiang, no nordeste da China, resultou na morte de cinco pessoas. O incidente, que ocorreu na segunda-feira, foi divulgado pela agência noticiosa oficial Xinhua.

O acidente teve lugar às 20h38 horas numa mina de carvão operada pela Heilongjiang Longmay Group, situada na cidade de Xing’na. Imediatamente após o incidente, foi estabelecido um comando de emergência para coordenar as operações de resgate.

Os esforços de resgate foram intensos e prolongaram-se até às primeiras horas da manhã de ontem. Os socorristas conseguiram resgatar quatro mineiros dos nove que haviam ficado soterrados, enquanto recuperavam também os corpos dos cinco trabalhadores falecidos.

As minas de carvão na China, responsáveis por cerca de 60% da produção de energia do país, continuam a ser locais de elevado risco. Apesar de uma redução significativa no número de acidentes mortais nos últimos anos, as tragédias ainda ocorrem com frequência. Em Abril, um acidente numa mina de carvão na província central de Hunan resultou na morte de quatro pessoas.

Este recente desastre sublinha a necessidade contínua de melhorias nas condições de segurança das minas de carvão na China, visando proteger a vida dos trabalhadores que operam nestes ambientes perigosos.

Homem detido por homicídio de suposto ladrão em Marracuene

Um indivíduo foi detido no distrito de Marracuene, província de Maputo, acusado de agressão fatal a um homem que foi surpreendido a roubar na sua residência.

Segundo Henriques Mendes, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) na província de Maputo, a agressão ocorreu de madrugada. O suspeito de roubo foi apanhado em flagrante a tentar furtar um telemóvel e uma carteira.

O proprietário da residência, ao descobrir o ladrão, recorreu à violência extrema, resultando na morte do suposto assaltante. Após o incidente, as autoridades foram chamadas ao local e procederam à detenção do agressor, que agora enfrenta acusações de homicídio.

O caso está a ser investigado pelas autoridades para apurar todos os detalhes e circunstâncias que levaram ao trágico desfecho.

Ministério da saúde reforça atendimento com entrega de sessenta ambulâncias às províncias

A cobertura dos serviços de saúde pública em Moçambique foi significativamente ampliada com a entrega de 60 novas ambulâncias, realizada na passada sexta-feira pelo Ministério da Saúde (MISAU).

Estes veículos, adquiridos com o apoio do Banco Mundial, foram distribuídos pelas onze províncias do país, visando melhorar o acesso e a eficiência dos cuidados médicos prestados às comunidades.

Durante a cerimónia de entrega, o Ministro da Saúde, Armindo Tiago, sublinhou que esta iniciativa faz parte do plano do MISAU e do Governo para reforçar o sistema de saúde e reduzir a mortalidade hospitalar. Segundo o ministro, o Fundo Global tem dado uma resposta satisfatória ao plano de fortalecimento do sistema de saúde, apoiando programas que promovem o bem-estar social dos moçambicanos.

Armindo Tiago destacou ainda os diversos desafios que Moçambique tem enfrentado nos últimos anos, incluindo ciclones, tempestades tropicais, cheias, terrorismo e surtos de doenças. Estas calamidades exigem uma adaptação constante das estratégias de intervenção para assegurar a prestação de cuidados de saúde adequados à população.

A entrega das ambulâncias representa um passo importante na melhoria das infraestruturas de saúde, facilitando campanhas de vacinação e outras intervenções comunitárias essenciais. Com este reforço, espera-se uma maior capacidade de resposta às emergências médicas e um apoio mais eficaz às áreas mais necessitadas, contribuindo para a redução das disparidades no acesso aos serviços de saúde em todo o país.

Greve dos profissionais de saúde em Moçambique resulta em mil óbitos

A Associação dos Profissionais da Saúde Unidos e Solidários com Moçambique (APSUSM) revelou que a greve em curso no país já resultou em aproximadamente mil mortes.

Após 21 dias de paralisação, o presidente da APSUSM, Anselmo Muchave, convocou a imprensa nesta segunda-feira (20) para informar sobre o número de óbitos e o estado actual da greve.

Questionado sobre a base utilizada para contabilizar o número de mortes reportado pela APSUSM, Anselmo Muchave respondeu: “Temos pessoas nas unidades sanitárias”. Ele explicou que, em comparação com períodos normais (sem greve), há uma redução significativa, apontando um, dois ou três óbitos ao nível de uma província.

Sobre a base de comparação da evolução do número de mortes nas unidades sanitárias, Muchave afirmou: “Nós vamos trazer a média em documentos”.

Ele revelou que os jovens constituem a maioria dos óbitos registados nas diversas unidades sanitárias do país como resultado da greve. Actualmente, após a província de Sofala, Inhambane é apontada como aquela que apresenta um elevado número de óbitos devido à greve.

“Mesmo se nos ameaçarem de morte, continuaremos em greve e firmes, lutando para que o povo, ao dirigir-se às nossas unidades sanitárias, não se angustie ou mostre indignação. Só obterá o tratamento de que necessita se na farmácia pública encontrar todos os medicamentos que lhe foram receitados”, afirmou Muchave.

Segundo ele, a APSUSM está a manter diálogo com o governo através do Ministério da Saúde. “Estamos em negociações com o governo. Na realidade, o que falta é assinarmos os consensos e concluirmos os acordos. Até ontem (19), estávamos prestes a terminar, mas houve um impasse no último minuto devido a uma agenda do governo”, explicou a fonte.

Outro ponto de desacordo entre o governo e a APSUSM está relacionado com a proposta da associação de cortar na fonte (na folha de salário) o valor referente ao pagamento das quotas de cada membro.

Entre as reivindicações dos profissionais de saúde destaca-se o pagamento de horas extras, o enquadramento na Tabela Salarial Única (TSU), as condições de trabalho nas unidades sanitárias, o uniforme de trabalho, e a falta de medicamentos, entre outros.

Julian Assange obtém autorização para recorrer da extradição para os EUA

Julian Assange, fundador do WikiLeaks, recebeu autorização do Tribunal Superior de Londres para apresentar um novo recurso contra a sua extradição para os Estados Unidos.

Assange, que se encontra detido na prisão de alta segurança de Belmarsh, em Londres, desde 2019, não compareceu no tribunal devido a problemas de saúde física e mental.

Os juízes Victoria Sharp e Jeremy Johnson determinaram que Assange tem motivos válidos para contestar a ordem de extradição emitida pelo Governo britânico. Embora a data do recurso ainda não tenha sido definida, espera-se que este prolongue o processo por vários meses.

Segundo a BBC, Assange foi autorizado a recorrer da decisão de ser extraditado para os EUA, onde enfrentaria acusações por divulgar segredos militares através do WikiLeaks, o que, segundo os procuradores, teria colocado vidas humanas em perigo. A decisão do tribunal permite a Assange contestar as garantias dos EUA sobre o tratamento e a condução do seu julgamento, bem como a potencial violação do seu direito à liberdade de expressão.

No tribunal, após a decisão, os advogados de Assange abraçaram-se em sinal de alívio. A mulher de Assange, Stella Assange, descreveu o dia como “decisivo” na longa batalha legal.

Em Março, o tribunal já havia considerado válidos três dos nove argumentos apresentados pela defesa de Assange contra a extradição, exigindo mais garantias às autoridades norte-americanas. Os juízes deram aos EUA três semanas para fornecer “garantias satisfatórias” de que Assange poderia invocar a Primeira Emenda da Constituição, que protege a liberdade de expressão, e que teria os mesmos direitos que um cidadão norte-americano. Também foi solicitado que garantissem que Assange não seria condenado à pena de morte.

Os Estados Unidos acusam Assange de 18 crimes de espionagem e intrusão informática relacionados com a divulgação de documentos confidenciais em 2010 e 2011, que expuseram violações de direitos humanos cometidas pelo exército norte-americano no Iraque e no Afeganistão. Conforme a Lei de Espionagem dos EUA de 1917, Assange pode enfrentar até 175 anos de prisão se condenado.

Envolvidos na tentativa de golpe na RDC possuíam empresa em Maputo

Três dos indivíduos alegadamente envolvidos na tentativa de golpe de Estado na República Democrática do Congo (RDC), incluindo o líder do movimento, Christian Malanga, são proprietários de uma empresa mineira sediada em Maputo desde 2022.

De acordo com documentos oficiais do registo da Bantu Mining Company na Conservatória do Registo de Entidades Legais de Maputo, consultados pela Lusa, além de Christian Malanga, um congolês no exílio com passaporte emitido pelo Essuatíni (antiga Suazilândia), a sociedade inclui os norte-americanos Cole Patrick Ducey e Benjamin Reuben Zalman Polun. Esta empresa opera em Matola, nos arredores da capital moçambicana.

Além da Bantu Mining Company, os três registaram também a Global Solutions Moçambique em Chimoio, na província moçambicana de Manica, conforme reportado pela imprensa local.

Nas primeiras horas de domingo, dezenas de atacantes invadiram as residências do Presidente da RDC, Félix Tshisekedi, e do vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Vital Kamerhe, numa tentativa de golpe de Estado rapidamente neutralizada pelo exército congolês.

A tentativa de golpe foi liderada por Christian Malanga, um activista da diáspora congolesa nos Estados Unidos, morto pelas Forças Armadas da República Democrática do Congo após invadir o Palácio da Nação, a residência presidencial. Três norte-americanos alegadamente envolvidos no golpe, incluindo os dois sócios da Bantu Mining Company, foram capturados pelo exército congolês.

Malanga chegou a publicar vários vídeos na sua página do Facebook que mostravam um grupo de homens armados em uniforme militar no átrio e nos jardins do palácio. “Desfrutem da libertação do nosso novo Zaire”, gritou Malanga em inglês, enquanto os atacantes queimavam bandeiras da RDC e exibiam bandeiras do Zaire, o antigo nome da RDC durante a ditadura de Mobutu Sese Seko.

Os atacantes, afirmando ser da diáspora, declararam estar a lutar para expulsar Tshisekedi do poder, segundo a imprensa local. Por volta das 04:30 (03:30 de Lisboa), homens armados invadiram também a residência de Kamerhe, resultando em pelo menos três mortos, incluindo dois polícias encarregados da segurança do político e um dos atacantes.

A segurança foi reforçada no bairro de La Gombe, em Kinshasa, onde se situam as duas residências e algumas das principais sedes governamentais e diplomáticas do país.

A embaixadora norte-americana na RDC, Lucy Tamlyn, condenou o ataque e expressou “muita preocupação” com o alegado envolvimento de cidadãos norte-americanos.

O porta-voz das forças armadas, Sylvain Ekenge, afirmou à televisão pública que a “tentativa de golpe” foi “cortada pela raiz”, sugerindo que os atacantes incluíam tanto congoleses como estrangeiros, mas sem fornecer mais detalhes.

Christian Malanga, que se autoproclamava comandante e frequentemente usava uniforme militar, era bem conhecido nos círculos da diáspora congolesa nos EUA, pelos seus discursos contra o governo. Ele liderou o movimento Novo Zaire e o Partido dos Congoleses Unidos, tendo declarado a intenção de se candidatar à Presidência da República.

Nascido em 1983 na então República do Zaire, Malanga cresceu na comuna de Ngaba, em Kinshasa, e viveu na África do Sul e na Suazilândia antes de se estabelecer nos Estados Unidos.

Milhares acompanham cerimónias fúnebres do Presidente do Irão

Milhares de pessoas participam na terça-feira nas cerimónias fúnebres do Presidente do Irão, Ebrahim Raisi, após o trágico acidente que o vitimou juntamente com o ministro dos Negócios Estrangeiros.

O Irão decretou cinco dias de luto nacional em homenagem ao líder falecido.

As cerimónias começaram com uma procissão na cidade iraniana onde ocorreu o acidente. Amanhã, uma cerimónia maior está prevista em Teerão, onde o líder espiritual, Ayatollah Khamenei, irá conduzir as orações pelo presidente.

As eleições presidenciais no Irão foram marcadas para o dia 28 de Junho, conforme anunciou a televisão estatal na segunda-feira. Ontem, o líder supremo do Irão, Ali Khamenei, nomeou o vice-presidente Mohammad Mokhber como chefe de Estado interino.

Cerimónias fúnebres do Presidente Ebrahim Raisi iniciam em Tabriz

Esta manhã, na cidade de Tabriz, no noroeste do Irão, tiveram início as cerimónias fúnebres do presidente iraniano, Ebrahim Raisi, que faleceu no domingo devido a um acidente de helicóptero.

A televisão estatal transmitiu imagens de milhares de pessoas reunidas no centro da capital da província do Azerbaijão Oriental, segurando retractos do presidente de 63 anos e das outras vítimas do trágico acidente.

As equipas de socorro iranianas conseguiram recuperar, na manhã de segunda-feira, os restos mortais de Ebrahim Raisi e dos outros oito passageiros que estavam a bordo do helicóptero. A operação de resgate foi conduzida pela organização humanitária Crescente Vermelho, que anunciou a conclusão da missão.

O helicóptero, que também transportava o ministro dos Negócios Estrangeiros, Hossein Amir-Abdollahian, despenhou-se na região de Kalibar e Warzghan, localizada na província do Azerbaijão Oriental.

O governo iraniano confirmou oficialmente a morte de Raisi e assegurou que o desastre não provocará “qualquer perturbação na administração” do país.

Vagas de emprego do dia 21 de Maio de 2024

Foram publicadas hoje, dia 21 de Maio no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Driver

A UNICEF pretende recrutar um (1) Driver. Saiba mais.

2. Vaga para Estagiário em Contabilidade e Finanças

A CRH Consultores, Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Estagiário em Contabilidade e Finanças. Saiba mais.

3. Vaga para Human Rights Officer (TJO)

A High Commissioner (OHCHR) pretende recrutar um (1) Human Rights Officer (TJO). Saiba mais.

4. Vaga para Emergency Coordinator – Programme Policy Officer – CST – II

A World Food Programme pretende recrutar um (1) Emergency Coordinator – Programme Policy Officer – CST – II. Saiba mais.

5. Vaga para Técnico de Suporte

A PHC Software pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Suporte. Saiba mais.

6. Vaga para HR Generalist

A DP World pretende recrutar um (1) HR Generalist. Saiba mais.

7. Vaga para Labour Monitoring and Remediation Pilot

A Better Cotton pretende recrutar um (1) Labour Monitoring and Remediation Pilot. Saiba mais.

8. Vaga para Consultor Funcional Sénior

A KeyForTech pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor Funcional Sénior. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Motorista

A AMODEFA – Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família pretende recrutar um (1) Motorista. Saiba mais.

2. Vagas para Assistentes de Desenvolvimento Comunitário

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente dois (2) Assistentes de Desenvolvimento Comunitário. Saiba mais.

3. Vagas para Agentes de Limpeza

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente dois (2) Agentes de Limpeza. Saiba mais.

4. Vaga para Protection and PSEA Specialist – CST – II

A World Food Programme (WFP) pretende recrutar um (1) Protection and PSEA Specialist – CST – II. Saiba mais.

5. Vaga para Business Development Coordinator

A iDE pretende recrutar um (1) Business Development Coordinator. Saiba mais.

6. Vaga para Head of Support

A Norwegian Refugee Council (NRC) pretende recrutar um (1) Head of Support. Saiba mais.

7. Vaga para Director de Sistemas e Tecnologias de Informação

O Moza Banco pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director de Sistemas e Tecnologias de Informação. Saiba mais.

8. Vaga para Consultor/Especialista em Políticas de Água e Saneamento

A Solidar Suíça pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor/Especialista em Políticas de Água e Saneamento. Saiba mais.

9. Vaga para Assistente de Informática e Comunicação

A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Informática e Comunicação. Saiba mais.

10. Vagas para Motoristas

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente dois (2) Motoristas. Saiba mais.

11. Vaga para Secretária Administrativa

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente uma (1) Secretária Administrativa. Saiba mais.

12. Vaga para National Programme Officer (Social and Human Sciences)

A United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) pretende recrutar um (1) National Programme Officer (Social and Human Sciences). Saiba mais.

13. Vagas para Mobile Clinic Driver

A Committed To Good (CTG) pretende recrutar três (3) Mobile Clinic Driver. Saiba mais.

14. Vaga para Project Management Support Officer

A UNOPS pretende recrutar um (1) Project Management Support Officer. Saiba mais.

15. Vaga para Psicólogo Clínico

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Psicólogo Clínico. Saiba mais.

16. Vagas para Técnicos Administrativos

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente dois (2) Técnicos Administrativos. Saiba mais.

17. Vaga para Oficial de Comunicação

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente um (1) Oficial de Comunicação. Saiba mais.

18. Vaga para Assistente de Facturação

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente um (1) Assistente de Facturação. Saiba mais.

19. Vaga para Assistentes de Contabilidade

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente dois (2) Assistentes de Contabilidade. Saiba mais.

20. Vaga para Assistente de Desenvolvimento Comunitário

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente um (1) Assistente de Desenvolvimento Comunitário. Saiba mais.

21. Vaga para Director – Projecto LINK

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director – Projecto LINK. Saiba mais.

22. Vaga para Oficial de Gestão de Informação no Sector da Educação

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Gestão de Informação no Sector da Educação. Saiba mais.

Libertados ativistas após manifestações contra regime na Guiné-Bissau

A polícia na Guiné-Bissau libertou 61 activistas que foram detidos por participarem em manifestações contra o regime em diferentes áreas do país. A observação foi feita pela Lusa quando estes saíam das celas da 2ª Esquadra em Bissau.

Um dos detidos no sábado mencionou: “Fomos instruídos a deixar as celas e regressar às nossas casas, mas nove dos nossos permaneceram lá.”

Na sua maioria jovens, estes activistas carregavam sacolas contendo alguns pertences, incluindo tigelas enviadas pelos familiares para lhes fornecer comida.

A frente da 2ª Esquadra na capital, os activistas discutiam como conseguiriam chegar a casa, já que os familiares não tinham sido informados sobre a possibilidade de libertação.

“Disseram-nos para sairmos dali, mas para voltarmos às 10:00 de segunda-feira para recuperarmos os nossos telemóveis”, relatou uma jovem.

Quando questionados sobre quem permaneceu nas celas, os jovens apontaram para Armando Lona “e outros”, identificados pela polícia como líderes da Frente Popular, uma plataforma que reúne associações juvenis, sindicatos e organizações de mulheres, responsável pela organização dos protestos de sábado.

Os activistas confirmaram que a polícia ordenou apenas a saída das celas conforme “ordens superiores”, sem revelar a origem dessas ordens.

Eles prometeram continuar a luta nos próximos dias, “primeiro pela libertação incondicional” de todos os detidos e “depois pela denúncia” das condições durante a detenção na 2ª Esquadra.

A Frente Popular, liderada pelo jornalista e activista político Fernando Lona, organizou no sábado manifestações em várias partes da Guiné-Bissau e em algumas comunidades guineenses na diáspora para denunciar o regime em vigor no país.

Sob o lema “contra violência e destruição da democracia”, a Frente Popular convocou uma “mega manifestação pacífica” para “resgatar a democracia” na Guiné-Bissau.

Os organizadores acreditam que o país está a enfrentar um “contexto absolutista” com o regime do Presidente Umaro Sissoco Embaló, que dissolveu o parlamento e o governo da maioria PAI-Terra Ranka e nomeou um Governo de iniciativa presidencial.

A manifestação de sábado foi reprimida pelas forças policiais, que dispersaram qualquer ajuntamento de pessoas desde as primeiras horas do dia.

Roubo de energia causa prejuízo de trinta milhões de meticais à EDM

No decorrer do ano passado, a Electricidade de Moçambique (EDM) enfrentou um prejuízo de trinta milhões de meticais devido ao aumento do roubo de energia e à vandalização das infraestruturas eléctricas em todo o país.

A informação foi revelada à Rádio Moçambique, na cidade de Nampula, pelo porta-voz da EDM, António Nassengo, durante uma análise da situação da conservação do equipamento eléctrico em todo o território nacional.

De acordo com António Nassengo, as províncias mais afectadas por este problema foram Maputo, Sofala, Manica, Inhambane, Gaza e Nampula.

Para fazer face a esta situação preocupante, António Nassengo enfatizou a urgência de reforçar a comunicação com o sistema judiciário e com a sociedade em geral, promovendo uma maior consciencialização sobre a importância da protecção e vigilância das infraestruturas eléctricas.

Este prejuízo significativo evidencia a necessidade de acções rápidas e eficazes por parte das autoridades e da comunidade em geral para combater o roubo de energia, protegendo assim os recursos vitais e promovendo o desenvolvimento sustentável do país.

República Democrática do Congo: Golpe de Estado frustrado em Kinshasa

As forças militares da República Democrática do Congo (RDC) impediram no domingo uma tentativa de golpe nas proximidades dos escritórios do Presidente Félix Tshisekedi, na capital, Kinshasa.

A tentativa de golpe teve lugar nas primeiras horas da manhã nos arredores da residência do ministro da Economia, Vital Kamerhe, na área de Gombe, ao norte da capital, próxima ao Palácio da Nação, onde se situam os escritórios presidenciais.

“Uma tentativa de golpe de estado foi impedida pelas forças de defesa e segurança”, afirmou o General Sylvain Ekenge numa mensagem transmitida pela televisão nacional.

Segundo informações no terreno divulgadas à DW, a tentativa de golpe foi liderada por Christian Malanga, um activista da diáspora, especialmente nos EUA, que acabou por ser morto, juntamente com ex-oficiais do exército.

Ekenge acrescentou que os “estrangeiros e congoleses… Incluindo o seu líder” envolvidos no ataque, já não representam mais uma ameaça. No entanto, não foram fornecidos mais detalhes sobre a tentativa de golpe.

A situação estava calma no final da manhã em Kinshasa, segundo relatos de jornalistas da AFP.

O embaixador do Japão em Kinshasa, Kidetoshi Ogawa, comunicou que houve “um ataque armado” na residência do ministro da Economia. Kamerhe “não ficou ferido… (mas) dois agentes da polícia e um agressor foram mortos, segundo fontes”, acrescentou.

O embaixador da França relatou tiros de armas automáticas no bairro, aconselhando os seus compatriotas a evitarem a área.

Reacções polares na Web: Celebrações e lamentações pela morte de Raisi

Ainda sem confirmação oficial, a notícia da alegada morte do Presidente iraniano, Ebrahim Raisi, e do Ministro dos Negócios Estrangeiros num acidente de helicóptero, dividiu as redes sociais entre mensagens de condolências e celebrações.

Enquanto líderes mundiais expressavam pesar pela tragédia, muitos utilizadores das redes sociais iranianas manifestavam abertamente a sua satisfação pelo suposto desaparecimento de Raisi.

Num vídeo divulgado por um residente de Teerão, ouvem-se vozes de regozijo pela queda do helicóptero. Outro vídeo mostra fogos de artifício a iluminar o céu numa suposta celebração.

Nas plataformas online, a ironia e o humor negro também marcaram presença. A activista pelos direitos das mulheres, Masih Alinejad, comentou que este seria o único acidente em que todos desejariam que alguém tivesse sobrevivido.

Enquanto algumas pessoas festejavam, outras recordavam as vítimas de violência política. As filhas da opositora Minoo Majidi, morta a tiro durante uma manifestação em 2022, brindaram à notícia da queda do helicóptero.

Em Londres, manifestantes dançaram em frente à embaixada iraniana, exibindo bandeiras do país. E surgiram até piadas sobre um eventual envolvimento de Israel no acidente.

Ebrahim Raisi, conhecido por políticas ultra conservadoras e repressivas, liderava o Irão desde 2021. Criticado por violações dos direitos humanos, a sua morte suscitou reacções contraditórias, reflectindo a complexidade política e social do país.

Corpos das vítimas recuperados após acidente no Irão

As equipas de resgate iranianas concluíram a recuperação dos corpos do presidente do país, Ebrahim Raissi, e dos outros oito passageiros que seguiam a bordo do helicóptero que se despenhou no domingo, no noroeste do Irão.

Este desastre encerrou as operações de busca que estavam em curso.

Imagens divulgadas pelas agências de notícias internacionais oferecem um vislumbre dos esforços realizados pelas autoridades, que transferiram “os corpos dos mártires para Tabriz”, a principal cidade do noroeste do país, conforme relatou o chefe do Crescente Vermelho, Pirhossein Koulivand, à televisão estatal.

Horas antes, o governo iraniano confirmou a morte do chefe de Estado, enfatizando que o desastre não irá perturbar a administração do Irão.

O helicóptero, que transportava Raissi e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Hossein Amir-Abdollahian, despenhou-se na área de Kalibar. O acidente ocorreu no domingo, quando a comitiva regressava da zona de fronteira com o Azerbaijão, onde Raissi tinha inaugurado uma barragem na presença do seu homólogo azeri, Ilham Aliyev.

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