O Tribunal Superior de Breyten, na África do Sul, emitiu uma sentença de prisão perpétua para um imigrante moçambicano de 35 anos, pelo homicídio da sua namorada, mãe de três filhos. A informação foi divulgada pela porta-voz da Autoridade Nacional de Acusação, Monica Nyuswa.
Além da pena de prisão perpétua, o homem também foi condenado a seis meses adicionais de prisão por violar a lei de imigração local, estando ilegalmente no país vizinho.
Conforme o relato do Notícias ao Minuto, o crime ocorreu durante uma visita do casal a um estabelecimento local em Dezembro de 2022. O condenado terá acusado a mulher de traição, desencadeando assim o trágico desfecho.
O Ministério Público sul-africano, citado pelo Notícias ao Minuto, destacou em Tribunal que “os casos de mulheres mortas por seus parceiros tornaram-se demasiado frequentes” e que a vítima “tinha toda uma vida pela frente”.
Ao proferir a sentença, a juíza Lindiwe Vukeya afirmou “não encontrar motivos significativos e convincentes para desviar-se da pena mínima obrigatória de prisão perpétua”, conforme relatado pela Autoridade Nacional de Acusação. Esta última elogiou as autoridades policiais por “trazer justiça” à família da vítima.
O Porto de Pemba, situado na província de Cabo Delgado, vai beneficiar de um investimento adicional no valor de 14 mil milhões de meticais, destinado à reabilitação das suas infraestruturas.
Esta informação foi divulgada pela porta-voz do Conselho de Ministros, Ludovina Bernardo, após a Décima Sexta sessão do órgão, realizada na terça-feira.
Ludovina Bernardo detalhou que os investimentos no porto irão focar-se no aumento da capacidade logística da infraestrutura, permitindo assim responder melhor aos desafios impostos pelos megaprojetos em curso na região.
Relativamente aos megaprojectos, que têm um impacto significativo na economia nacional, a sua implementação exigirá uma análise rigorosa para evitar danos ambientais. Neste contexto, o governo adoptou um novo instrumento destinado a reforçar a fiscalização ambiental no país, conforme anunciado pela porta-voz do Conselho de Ministros.
Adicionalmente, o executivo aprovou uma nova estratégia de Política de Ciência e Tecnologia, visando criar condições que permitam ao país competir de igual para igual no mercado digital internacional.
Na reunião, o governo também analisou o estado da cooperação entre Moçambique e Cuba, a situação dos projectos de Obras Públicas em parceria com o Fundo Saudita e outras matérias relevantes.
O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) foi confrontado com acusações de falta de veracidade ao afirmar que os livros das primeiras três classes eram impressos nacionalmente.
As gráficas supostamente envolvidas desafiaram o MINEDH a comprovar esses factos com documentação. Enquanto isso, os alunos concluíram o primeiro trimestre e iniciaram o segundo semestre sem manuais.
Em 12 de Outubro de 2022, Dia dos Professores, o Presidente da República anunciou uma nova medida. “O Governo passará a financiar, com recursos próprios, a produção de livros escolares para distribuição gratuita. A partir de 2023, será alocado um orçamento para a aquisição dos livros do primeiro ciclo do ensino primário, ou seja, da primeira à terceira classe”, revelou Filipe Nyusi, durante um evento organizado pelo Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano em Maputo.
O Presidente acrescentou que esta medida seria pioneira, pois seria a primeira vez que o Governo assumiria a responsabilidade de financiar a aquisição de livros escolares.
Dois anos depois, Moçambique ainda não entrou no grupo de países que imprimem manuais escolares internamente. Além disso, foi introduzida uma iniciativa inédita no sector educacional do país, sendo a impressão e distribuição de cadernos de actividades, algo nunca implementado.
De fato, o sonho de produzir livros nacionalmente ganhou forma com um anúncio de concurso público pelo MINEDH em 29 de Março de 2023. Empresas nacionais interessadas foram convidadas a submeter propostas para imprimir e distribuir os livros escolares das primeiras três classes. Porém, cerca de um mês depois, em Abril de 2023, o concurso foi cancelado, pois não atendia aos interesses do principal financiador, o Banco Mundial, que exigia que o concurso fosse internacional.
O MINEDH negou as acusações, afirmando que gráficas nacionais imprimiam os manuais. No entanto, as empresas citadas pelo Ministério negaram ter participado no processo.
A falta de livros escolares para as primeiras três classes está a dificultar significativamente o ensino. Professores relatam dificuldades em ministrar as aulas sem os manuais adequados.
Além disso, houve problemas com os cadernos de actividades da primeira classe, que foram impressos com erros e posteriormente recolhidos pelo Ministério da Educação.
O Ministério da Educação enfrenta críticas e acusações de má gestão neste episódio, demonstrando que a promessa de produção interna de livros escolares ainda não foi concretizada.
As obras de reabilitação da Estrada Nacional Número 1 (EN1) só terão início efectivo entre Outubro e Novembro deste ano. O Governo anunciou que o concurso público para a adjudicação das obras será lançado dentro de duas semanas.
O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, informou que as obras na EN1, inicialmente previstas para começar este mês, foram reprogramadas. O processo envolveu consultores que realizaram um extenso trabalho de investigação, incluindo contagem de tráfego, análise da tipologia e geometria da estrada, além de testes geofísicos, geotécnicos e laboratoriais. Este trabalho culminou na entrega do primeiro rascunho do documento do concurso na semana passada.
Carlos Mesquita detalhou o cronograma, indicando que o concurso será lançado dentro de duas semanas e terá um prazo de cerca de 45 dias para a avaliação das propostas. As obras físicas devem então começar entre Outubro e Novembro.
Ao fazer uma autocrítica, Mesquita expressou frustração com o estado das infraestruturas rodoviárias em Moçambique. “Não entendo como um país com cerca de 750 mil quilómetros quadrados de área tem apenas 31 mil quilómetros de estradas pavimentadas”, declarou. Ele reconheceu a sua responsabilidade e a da sua equipa na criação de condições para a construção de estradas, lamentando a falta de progresso.
Mesquita também abordou a pressão para iniciar projectos de infraestruturas rapidamente. Durante a Conferência Africana de Transferência de Tecnologia dos Transportes, ele explicou que a construção de estradas envolve um processo complexo e demorado, justificando os atrasos frequentes.
A conferência, realizada em Maputo, discute diversos temas, incluindo a qualidade das obras públicas e a segurança rodoviária, destacando a importância de tecnologias resilientes e práticas inovadoras para melhorar as infraestruturas de transporte em África.
Na Assembleia da República, será apreciada na generalidade uma proposta de revisão da Lei de Probidade Pública, visando regulamentar a conduta dos servidores públicos segundo os princípios éticos e morais.
Em simultâneo, está agendada a apreciação de um projecto de resolução relativo à criação de uma comissão para seleccionar candidatos a membros do Comité de Supervisão do Fundo Soberano de Moçambique.
A Ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida, apresentou dados destacando a importância das actualizações legislativas para a protecção do erário.
O porta-voz da bancada da Renamo, Arnaldo Chalaua, solicitou uma intervenção para expressar preocupação com o aumento das tarifas de telefonia móvel, ajustadas no início deste mês.
O Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, sublinhou a importância de uma abordagem séria e proativa por parte dos gestores das infraestruturas rodoviárias, visando garantir a manutenção periódica e a qualidade das estradas.
Durante a abertura da nona conferência de Transferências e Tecnologia dos Transportes, Carlos Mesquita destacou que é fundamental não esperar que as vias se deteriorem para proceder às respectivas intervenções de manutenção. O ministro enfatizou que uma gestão preventiva e contínua é crucial para preservar a infraestrutura rodoviária do país.
Mesquita apelou aos responsáveis pela gestão das estradas para adoptarem práticas de manutenção regular e de alta qualidade, assegurando assim a longevidade e segurança das vias, essenciais para o desenvolvimento socioeconómico.
Uma tragédia abalou o Egito quando um miniautocarro, transportando 26 jovens entre os 17 e os 25 anos, caiu de um ‘ferryboat’ no rio Nilo, resultando na morte de pelo menos 15 pessoas, enquanto três continuam desaparecidas. O incidente ocorreu na zona de Monshaet al Qanater, na província de Gizé.
Segundo relatos das autoridades locais, uma falha técnica no sistema de fixação do ‘ferryboat’ levou à súbita queda do miniautocarro à água. Equipas de resgate, com o auxílio da população local, conseguiram salvar várias jovens, incluindo duas que foram levadas para o hospital com ferimentos.
O Ministério da Saúde confirmou o resgate com vida de oito jovens, enquanto prossegue a busca pelas três raparigas ainda desaparecidas nas águas próximas de Abu Ghaleb, a noroeste do Cairo.
No local do acidente, várias equipas de emergência, incluindo mergulhadores, trabalham incansavelmente. O miniautocarro foi recuperado da água e será submetido a uma análise técnica.
As investigações preliminares do Ministério Público revelaram que uma discussão entre o condutor do miniautocarro e um passageiro precedeu o trágico incidente. Após a discussão, o condutor abandonou o veículo sem verificar a segurança dos travões, o que resultou numa avaria e na queda do miniautocarro no rio Nilo.
O condutor do miniautocarro foi detido pelas autoridades de segurança de Gizé. As jovens, originárias de uma aldeia no centro de Ashmoun, na província de Menoufia, trabalhavam numa empresa exportadora de frutas, contribuindo para o seu sustento e de suas famílias.
A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) condenou veementemente a tentativa de golpe de Estado ocorrida no domingo, em Kinshasa.
A ação foi frustrada pelo exército congolês, que impediu um grupo de homens armados e uniformizados de invadir as residências do Presidente Felix Tshisekedi e de altos funcionários do governo.
Num comunicado oficial, a SADC expressou seu reconhecimento ao exército da RDC por deter os perpetradores e evitar uma possível escalada de violência. “Ao condenar este acto de violência, a SADC deseja estender o seu apreço ao exército da RDC por deter os perpetradores e impedido qualquer escalada que poderia ter ocorrido em consequência deste infeliz incidente”, afirmou a organização.
A SADC também exortou os Estados-membros a aderirem ao Protocolo sobre a Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança, para promover a paz e a segurança na região, proteger a população da instabilidade causada pela violação da lei e da ordem, desenvolver uma política externa comum e aprofundar a cooperação em questões de defesa e segurança.
O governo congolês declarou que o ataque tinha como objectivo desestabilizar as instituições do país e identificou Christian Malanga, fundador do Partido Congolês Unido, morto pelas forças congolesas durante a rebelião, como o mentor deste ato.
De acordo com fontes governamentais, alguns dos indivíduos envolvidos na tentativa de golpe de Estado são sócios da empresa mineira Bantu Mining Company, registada em Moçambique e com sede na Matola, província de Maputo. Entre os envolvidos, estão dois cidadãos americanos residentes em Maputo e um congolês residente nos EUA.
O primeiro americano foi identificado como Cole Patrick Ducey, solteiro, natural da Califórnia, Estados Unidos da América, portador do passaporte n.º 584250165, emitido a 26 de Setembro de 2018, e residente no bairro do Alto-Maé, em Maputo. O segundo é Benjamin Reuben Zalman Polun, solteiro, natural de Maryland, Estados Unidos da América, portador do passaporte n.º 720156243, emitido a 21 de Março de 2022, e também residente no bairro do Alto-Maé, em Maputo.
Um grave incêndio eclodiu na quarta-feira nos escritórios da gigante farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, localizados nos arredores de Copenhaga, de acordo com informações divulgadas pelos bombeiros da capital.
O chefe de operações dos bombeiros, Martin Smith, relatou à agência de notícias AFP que o incêndio é de grandes proporções, envolvendo cerca de 100 bombeiros no local. Todas as pessoas foram evacuadas do edifício, situado em Bagsvaerd, na parte norte da área metropolitana de Copenhaga.
O fogo começou num contentor de uma área em construção e alastrou-se pelo telhado de um edifício de escritórios adjacente, também propriedade da empresa, explicou Smith.
Grandes nuvens de fumo cinzento foram avistadas a uma distância de 30 quilómetros do local do incêndio, conforme relatado pela agência de notícias dinamarquesa Ritzau.
Este incidente ocorre menos de uma semana após outro incêndio, ocorrido em 16 de maio, numa área em construção da Novo Nordisk, em Kalundborg. Esse incêndio não teve impacto na produção de medicamentos da empresa.
O primeiro-ministro da Irlanda, Simon Harris (à esquerda), ao lado do ministro das Relações Exteriores da Irlanda, Michel Martin (à direita), discursa durante uma conferência de imprensa para reconhecer o estado da Palestina nos edifícios do governo, em Dublin, em 22 de maio de 2024. A Irlanda anunciou o reconhecimento do Estado palestiniano, conforme declaração feita pelo primeiro-ministro Simon Harris em conjunto com Oslo e Madrid. “Hoje, a Irlanda, a Noruega e a Espanha anunciam que reconhecemos o estado da Palestina”, disse Harris em frente aos edifícios governamentais em Dublin. (Foto de Paul FAITH/AFP via Getty Images)
Em um movimento histórico, Espanha, Irlanda e Noruega anunciaram nesta quarta-feira (22) o reconhecimento do Estado da Palestina. A decisão, tomada em conjunto, foi recebida com entusiasmo pelos palestinos e condenada por Israel, que convocou seus embaixadores nos três países para consultas.
O reconhecimento oficial pelos três países europeus entrará em vigor na próxima terça-feira (28). A medida se soma à crescente pressão internacional sobre Israel para retomar as negociações de paz com os palestinos e encontrar uma solução duradoura para o conflito.
A decisão dos três países foi motivada em parte pela recente incursão militar israelense em Gaza, que resultou na morte de mais de 35 mil pessoas, a maioria civis. A guerra deixou Gaza em ruínas, com sua população sofrendo com falta de água, comida e medicamentos.
Os governos da Espanha e da Irlanda já vinham criticando duramente a política do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, especialmente após o início da guerra em Gaza. O premiê espanhol, Pedro Sánchez, chegou a afirmar que Netanyahu “se faz de surdo e continua castigando a população palestina”.
Para os líderes dos três países que reconheceram o Estado da Palestina, a solução de dois estados é o único caminho para a paz na região. Eles defendem a criação de um Estado palestino independente e viável ao lado de Israel, com Jerusalém como capital compartilhada.
A reação de Israel ao reconhecimento do Estado da Palestina foi imediata e dura. O Ministério das Relações Exteriores israelense convocou seus embaixadores na Irlanda, Noruega e Espanha e os acusou de “minar o direito de Israel à autodefesa e os esforços para libertar os 128 reféns detidos pelo Hamas em Gaza”.
Apesar da condenação israelense, o reconhecimento do Estado da Palestina pelos três países europeus é um passo importante no sentido de alcançar uma solução justa e duradoura para o conflito. Resta saber se essa iniciativa terá um efeito real nas negociações de paz e se contribuirá para a criação de um Estado palestino independente e viável.
Além dos desafios políticos, a criação de um Estado Palestino de fato também enfrenta obstáculos práticos. Os territórios palestinos são atualmente controlados por dois grupos rivais: o Fatah na Cisjordânia e o Hamas em Gaza. Além disso, a Cisjordânia possui diversos assentamentos israelenses que precisariam ser removidos para a criação de um Estado palestino viável.
Apesar dos desafios, o reconhecimento do Estado da Palestina por Espanha, Irlanda e Noruega é um marco histórico que pode abrir caminho para uma solução justa e duradoura para o conflito israelo-palestino. A comunidade internacional deve continuar pressionando Israel para retomar as negociações de paz e encontrar uma solução que atenda às necessidades dos dois povos.
No estado de Plateau, na Nigéria, indivíduos armados lançaram ataques fatais que resultaram na morte de aproximadamente 40 pessoas e no incêndio de várias residências.
Segundo as autoridades locais, os agressores fugiam de uma operação conduzida pelas forças de segurança na floresta de Bangalala, onde a polícia afirma ter “neutralizado sete dos indivíduos”.
Até o momento, nenhum grupo reivindicou a responsabilidade por este ataque na região central da Nigéria, que é frequentemente palco de conflitos fundiários, mineradores e intercomunitários. Essa violência, que assola a região há anos, está frequentemente relacionada à disputa pelo controle da terra entre pastores nómadas e agricultores rurais.
Com cerca de 4 milhões de habitantes, esta área da Nigéria é também reconhecida pelas suas reservas significativas de estanho, zinco e chumbo. As actividades de mineração ilegal alimentam tensões e violência intercomunitárias.
Em Dezembro passado, pelo menos 140 residentes morreram num ataque às comunidades, aprofundando ainda mais as preocupações com a segurança e a estabilidade na região.
O governo angolano está a tomar medidas para capitalizar com o ferro-velho, plásticos, papel e cartão, considerados resíduos e muitas vezes abandonados pelo país.
Os Ministérios do Ambiente e do Comércio e Indústria de Angola recentemente assinaram um decreto executivo conjunto para implementar o Decreto Presidencial n.º 265/18, que estabelece a quota anual de resíduos não perigosos a exportar pelo país.
Uma das metas desta medida é reduzir a poluição ambiental causada pelo descarte inadequado de resíduos. Produtos como papel, cartão, plásticos, sucata ferrosa e não ferrosa, vidro, óleo vegetal usado e baterias secas estão entre os itens destinados à exportação já a partir deste ano.
Apesar da falta de dados concretos sobre o negócio da exploração de resíduos em Angola, há reconhecimento da importância deste passo. Evanilton Pires, engenheiro ambiental, destaca a necessidade de desenvolver estruturas e infraestruturas para garantir transparência e evitar monopólios no sector.
Além de diminuir a dependência da economia angolana de sectores tradicionais, como o petróleo, o decreto visa também a obtenção de divisas através da exportação de resíduos. Altino Silvano, economista, vê nesta iniciativa uma oportunidade para diversificar as fontes de financiamento da economia, mas alerta para a necessidade de combater a exportação ilegal de resíduos.
A Ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho, salientou a importância de garantir que a exportação não afecte o abastecimento local de matéria-prima e enfatizou a necessidade de recolha selectiva para atender às quantidades estipuladas.
O diploma também prevê medidas para combater a exportação ilegal de resíduos e promover a reutilização, reciclagem e valorização dos resíduos no país.
Lutero Simango, líder político do partido MDM, instou o Conselho de Segurança de Moçambique a convocar o general Alberto Chipande para prestar esclarecimentos sobre a sua alegada ligação com um dos líderes da tentativa de golpe de Estado na República Democrática do Congo (RDC).
Após ter sido revelado que Christian Malanga, um congolês exilado e citado como líder da tentativa de golpe de Estado na RDC, mantinha negócios em Moçambique na área da mineração e tinha relações com Alberto Chipande, um destacado membro da Frelimo, Simango enfatizou a importância de Chipande prestar esclarecimentos para manter a integridade de Moçambique.
“Qualquer envolvimento de um cidadão moçambicano numa tentativa de golpe de Estado noutro país representa uma ameaça às nossas relações internacionais. Sabemos que tanto o Congo como Moçambique são membros da SADC e estamos comprometidos com o combate ao terrorismo. Portanto, é legítima a nossa preocupação. Mais uma vez, o general Alberto Chipande tem a obrigação de explicar aos moçambicanos o que sabe sobre isso”, afirmou Simango.
O líder político do MDM também abordou a questão do mercado informal em Moçambique, argumentando que o verdadeiro problema não reside nos vendedores ambulantes, mas sim nos exploradores ilegais dos recursos minerais do país. “Aqueles que exploram os nossos recursos minerais, as pedras preciosas, a madeira ilegalmente são uma ameaça à segurança nacional e isso pode estar directa ou indirectamente associado à situação em Cabo Delgado”, acrescentou Simango.
A Galp anunciou recentemente um acordo para vender a sua participação de 10% em projectos de exploração de gás natural em Moçambique, numa transacção que rende 600 milhões de euros para a empresa portuguesa.
Os activos incluídos nesta venda abrangem o campo de gás natural liquefeito Coral Sul, que está em operação desde 2022, além dos projectos Coral Norte e Rovuma LNG, que estavam previstos para entrar em produção nos próximos dois anos.
A participação da Galp nestes projectos da Área 4 de Moçambique será adquirida pela ADNOC, a empresa nacional de petróleo de Abu Dhabi. No entanto, a Galp mantém a sua presença nas actividades de downstream, especialmente na distribuição de combustíveis.
A Galp justificou esta decisão como parte da sua estratégia de investimento disciplinada. Esta venda representa um desinvestimento num dos seus principais activos de exploração e surge meses após a empresa ter anunciado a descoberta de reservas de petróleo ao largo da costa da Namíbia.
A transacção está avaliada em 650 milhões de dólares (cerca de 600 milhões de euros), líquidos de impostos, pelos quais a Galp receberá pelas suas acções e empréstimos concedidos. Além disso, estão previstos pagamentos adicionais contingentes de 100 milhões de dólares e 400 milhões de dólares após a tomada de decisões finais de investimento nos projectos Coral Norte e Rovuma.
Embora Moçambique possua vastas reservas de gás natural, o desenvolvimento desses activos tem sido prejudicado pelos conflitos em Cabo Delgado. Com esta venda, as operações de exploração e produção da Galp ficam concentradas no Brasil, além do projecto na Namíbia, onde a empresa controla 80% do consórcio. Para desenvolver este último projecto, a Galp está à procura de parceiros financeiros para vender parte da sua participação.
Médicos israelitas e testemunhas relatam condições preocupantes nas quais os prisioneiros palestinianos de Gaza são mantidos em hospitais de Israel, descrevendo situações que incluem algemamentos, falta de analgésicos e uso de fraldas de forma generalizada.
Segundo relatos à BBC, os detidos são frequentemente algemados às camas dos hospitais, às vezes nus, e são obrigados a usar fraldas. Médicos israelitas e antigos detidos descrevem esta situação como “desumana” e alguns chegam mesmo a classificar as condições como “tortura”.
Uma fonte revelou à estação televisiva britânica que, em hospitais militares, os procedimentos médicos são frequentemente realizados sem analgésicos, causando dor extrema aos prisioneiros. Acrescenta-se que, em certos casos, os analgésicos são usados de forma selectiva e limitada, mesmo em procedimentos médicos invasivos.
Testemunhas também relatam casos em que os detidos são mantidos vendados e amarrados às camas, enquanto em algumas situações, pacientes críticos não recebem o tratamento adequado em instalações militares improvisadas.
Um caso particular chama a atenção, em que um detido teve a perna amputada devido à falta de tratamento para uma ferida infectada. Apesar de um médico militar negar que as amputações ocorreram devido às condições hospitalares, admitiu que como os prisioneiros são algemados é “desumana”.
O exército israelita defende que os detidos são tratados de forma adequada e que o uso de algemas e fraldas é determinado caso a caso, com base na avaliação do risco de segurança. No entanto, testemunhas contestam esta afirmação, afirmando que o uso de algemas e fraldas é generalizado nos hospitais.
Estes relatos lançam uma luz sobre as preocupações com os direitos humanos e o tratamento de detidos em hospitais de Israel, levantando questões sobre a necessidade de garantir condições humanitárias adequadas para todos os prisioneiros.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável – Supply Chain. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director – Projecto LINK. Saiba mais.
O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, instou a Polícia da República de Moçambique (PRM) a reforçar os mecanismos de combate à criminalidade, com especial enfoque nos raptos, crime organizado, cibercrime, criminalidade transfronteiriça e na protecção durante os pleitos eleitorais.
Nyusi discursou na Presidência da República, logo após a cerimónia de tomada de posse do novo reitor da Academia de Ciências Policiais (ACIPOL) e da saudação à PRM por ocasião dos 49 anos da sua criação, celebrados na sexta-feira, 17 de Maio.
O novo reitor da ACIPOL, Custódio Zandamela, foi empossado durante a cerimónia, substituindo José Mandra, que liderou esta instituição de ensino superior nos últimos nove anos. Na sua intervenção, Nyusi sublinhou a importância de uma polícia bem preparada e eficiente para garantir a segurança e a ordem pública no país.
O Presidente destacou a necessidade de modernizar e aprimorar as estratégias de combate à criminalidade, enfatizando a importância de enfrentar os novos desafios que surgem com o avanço da tecnologia e a globalização. Nyusi salientou que a protecção dos cidadãos e a manutenção da ordem são fundamentais para o desenvolvimento sustentável de Moçambique.
Além de enfatizar a luta contra o crime, Nyusi reforçou a importância de garantir a integridade dos processos eleitorais, uma vez que a segurança durante os pleitos é crucial para a estabilidade política e social do país.
A nomeação de Custódio Zandamela é vista como uma oportunidade para renovar e fortalecer a formação dos futuros agentes de polícia, preparando-os para lidar com os complexos desafios da segurança moderna. Zandamela traz consigo uma vasta experiência e é esperado que implemente novas abordagens e estratégias que irão fortalecer a ACIPOL e, consequentemente, a PRM.
Com estas medidas, o governo moçambicano espera melhorar significativamente a eficácia da polícia e aumentar a confiança da população nas forças de segurança.
Durante o julgamento criminal do ex-presidente Donald Trump, o seu ex-advogado e braço-direito, Michael Cohen, admitiu na segunda-feira ter roubado 30 mil dólares à Trump Organization.
Cohen foi interrogado pelo terceiro dia consecutivo pelo advogado de Trump, Todd Blanche, bem como pela acusação. Ele confessou, em resposta às perguntas do procurador, que se sentia mal pago pelos seus serviços e justificou o roubo como uma forma de “autoajuda”.
Na semana anterior, Cohen testemunhou que Trump o instruiu a pagar 130 mil dólares para silenciar Stormy Daniels, uma estrela pornográfica que afirmava ter tido um caso com Trump em 2006, durante a campanha presidencial de 2016. Cohen detalhou como Trump o reembolsou posteriormente por essas despesas.
Blanche tentou desacreditar Cohen, questionando a sua versão e procurando obscurecer o cronograma dos pagamentos pelo encobrimento do caso extraconjugal. Cohen admitiu também ter realizado pagamentos à RedFinch, uma empresa contratada para manipular uma sondagem online sobre empresários proeminentes, usando parte do dinheiro para si.
O julgamento de Trump envolve acusações de 34 falsificações de documentos contabilísticos, alegadamente utilizados para ocultar pagamentos relacionados com um escândalo sexual anterior à campanha presidencial de 2016.
D. Vasco, de 29 anos, e D. Catimene, de 49 anos, encontram-se sob custódia da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade da Beira, acusados de tentativa de roubo de uma motorizada utilizando uma catana.
Segundo o relato da vítima, os dois homens fingiram ser clientes de moto-táxi. No decorrer da viagem, solicitaram uma alteração de destino e, posteriormente, ameaçaram o moto-taxista com uma catana, exigindo a entrega do veículo.
Felizmente, o moto-taxista resistiu aos assaltantes e gritou por socorro. Pessoas que estavam nas proximidades responderam prontamente aos gritos, conseguindo deter os dois suspeitos enquanto tentavam fugir do local.
Dércio Chacate, porta-voz do comando provincial da PRM em Sofala, afirmou que os dois indivíduos são acusados de roubo agravado, utilizando armas brancas, neste caso, catanas. Foram capturados em flagrante quando tentavam cometer o crime.
Os suspeitos, agora detidos, negam as acusações, alegando que a catana tinha outro propósito. Quando questionados sobre o motivo de esconderem a arma, responderam que não queriam assustar o condutor.
As autoridades continuam a investigar o caso para esclarecer todos os detalhes do incidente.
Um vídeo que circulou pela internet mostrava um jovem a exibir uma arma, alegadamente sem munição, antes de acidentalmente disparar contra si.
Raleigh Freeman III, conhecido como rapper Rylo Huncho, morreu em sua casa na cidade de Suffolk, no estado da Virgínia, Estados Unidos.
As imagens do vídeo mostravam o jovem manuseando a arma, apontando-a para a própria cabeça e puxando o gatilho. A câmera caiu logo em seguida, deixando os espectadores sem visão do ocorrido.
De acordo com informações do Daily Mail, as autoridades policiais confirmaram que o jovem morreu em decorrência de um “ferimento acidental de bala autoinfligido”.
Inicialmente, houve dúvidas sobre a veracidade do vídeo, pois foi publicado após a morte do rapper. No entanto, foi confirmado que se tratava de uma transmissão ao vivo.
A família do jovem criou uma página no GoFundMe, revelando que Raleigh era filho único e que sua mãe cuidava dele “da melhor maneira possível”. Nas redes sociais, várias homenagens foram feitas por amigos, familiares e professores.
Foram publicadas hoje, dia 04 de Agosto no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:
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