Uma tentativa de golpe de Estado no Congo culminou na morte do líder da oposição Christian Malanga, apontado pelo governo congolês como o principal mentor da ação ocorrida no domingo, 19 de Maio.
Christian Malanga, que viveu exilado durante muitos anos nos Estados Unidos, foi abatido por militares congoleses durante a invasão à residência oficial do presidente do Congo. Segundo relatos do governo local, homens armados, liderados por Malanga, invadiram o palácio presidencial por volta das quatro da manhã (hora local), desencadeando um confronto violento com os seguranças.
Além do ataque ao palácio presidencial, houve também uma ofensiva na casa de Vital Kamerhe, um membro do parlamento congolês e potencial candidato à presidência em substituição a Félix Tshisekedi. Este segundo ataque fez aumentar ainda mais a tensão e a violência.
Durante os confrontos, seis pessoas morreram e cerca de 50 foram detidas, incluindo três cidadãos norte-americanos. Imagens disseminadas nas redes sociais mostram o passaporte de um dos norte-americanos capturados, identificado como Benjamin Reuben Zalman Polun. Outro vídeo revela um cidadão norte-americano rodeado por militares congoleses, ao lado de Marcel Malanga, filho de Christian Malanga.
Esta tentativa de golpe de Estado e a subsequente repressão violenta destacam a frágil situação política do Congo e a perigosa instabilidade que caracteriza a luta pelo poder no país. A morte de Christian Malanga e a detenção de vários indivíduos, incluindo estrangeiros, sublinham a gravidade e as repercussões internacionais deste incidente.

















