Internacional Julian Assange obtém autorização para recorrer da extradição para os EUA

Julian Assange obtém autorização para recorrer da extradição para os EUA

Julian Assange, fundador do WikiLeaks, recebeu autorização do Tribunal Superior de Londres para apresentar um novo recurso contra a sua extradição para os Estados Unidos.

Assange, que se encontra detido na prisão de alta segurança de Belmarsh, em Londres, desde 2019, não compareceu no tribunal devido a problemas de saúde física e mental.

Os juízes Victoria Sharp e Jeremy Johnson determinaram que Assange tem motivos válidos para contestar a ordem de extradição emitida pelo Governo britânico. Embora a data do recurso ainda não tenha sido definida, espera-se que este prolongue o processo por vários meses.

Segundo a BBC, Assange foi autorizado a recorrer da decisão de ser extraditado para os EUA, onde enfrentaria acusações por divulgar segredos militares através do WikiLeaks, o que, segundo os procuradores, teria colocado vidas humanas em perigo. A decisão do tribunal permite a Assange contestar as garantias dos EUA sobre o tratamento e a condução do seu julgamento, bem como a potencial violação do seu direito à liberdade de expressão.

No tribunal, após a decisão, os advogados de Assange abraçaram-se em sinal de alívio. A mulher de Assange, Stella Assange, descreveu o dia como “decisivo” na longa batalha legal.

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Em Março, o tribunal já havia considerado válidos três dos nove argumentos apresentados pela defesa de Assange contra a extradição, exigindo mais garantias às autoridades norte-americanas. Os juízes deram aos EUA três semanas para fornecer “garantias satisfatórias” de que Assange poderia invocar a Primeira Emenda da Constituição, que protege a liberdade de expressão, e que teria os mesmos direitos que um cidadão norte-americano. Também foi solicitado que garantissem que Assange não seria condenado à pena de morte.

Os Estados Unidos acusam Assange de 18 crimes de espionagem e intrusão informática relacionados com a divulgação de documentos confidenciais em 2010 e 2011, que expuseram violações de direitos humanos cometidas pelo exército norte-americano no Iraque e no Afeganistão. Conforme a Lei de Espionagem dos EUA de 1917, Assange pode enfrentar até 175 anos de prisão se condenado.

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