A polícia na Guiné-Bissau libertou 61 activistas que foram detidos por participarem em manifestações contra o regime em diferentes áreas do país. A observação foi feita pela Lusa quando estes saíam das celas da 2ª Esquadra em Bissau.
Um dos detidos no sábado mencionou: “Fomos instruídos a deixar as celas e regressar às nossas casas, mas nove dos nossos permaneceram lá.”
Na sua maioria jovens, estes activistas carregavam sacolas contendo alguns pertences, incluindo tigelas enviadas pelos familiares para lhes fornecer comida.
A frente da 2ª Esquadra na capital, os activistas discutiam como conseguiriam chegar a casa, já que os familiares não tinham sido informados sobre a possibilidade de libertação.
“Disseram-nos para sairmos dali, mas para voltarmos às 10:00 de segunda-feira para recuperarmos os nossos telemóveis”, relatou uma jovem.
Quando questionados sobre quem permaneceu nas celas, os jovens apontaram para Armando Lona “e outros”, identificados pela polícia como líderes da Frente Popular, uma plataforma que reúne associações juvenis, sindicatos e organizações de mulheres, responsável pela organização dos protestos de sábado.
Os activistas confirmaram que a polícia ordenou apenas a saída das celas conforme “ordens superiores”, sem revelar a origem dessas ordens.
Eles prometeram continuar a luta nos próximos dias, “primeiro pela libertação incondicional” de todos os detidos e “depois pela denúncia” das condições durante a detenção na 2ª Esquadra.
A Frente Popular, liderada pelo jornalista e activista político Fernando Lona, organizou no sábado manifestações em várias partes da Guiné-Bissau e em algumas comunidades guineenses na diáspora para denunciar o regime em vigor no país.
Sob o lema “contra violência e destruição da democracia”, a Frente Popular convocou uma “mega manifestação pacífica” para “resgatar a democracia” na Guiné-Bissau.
Os organizadores acreditam que o país está a enfrentar um “contexto absolutista” com o regime do Presidente Umaro Sissoco Embaló, que dissolveu o parlamento e o governo da maioria PAI-Terra Ranka e nomeou um Governo de iniciativa presidencial.
A manifestação de sábado foi reprimida pelas forças policiais, que dispersaram qualquer ajuntamento de pessoas desde as primeiras horas do dia.















