A Bancada Parlamentar do PODEMOS enfrentou dificuldades ao tentar aceder ao Armazém Central de Medicamentos do Zimpeto, sendo impedidos de realizar a fiscalização por alegada ausência dos responsáveis, que se encontram em licença disciplinar.
De acordo com informações veiculadas pelo jornal “O País”, os deputados realizaram uma visita surpresa ao armazém com o intuito de inspeccionar a situação dos medicamentos, mas foram frustrados na sua intenção. “A direção do armazém não aceita que nós entremos como deputados para fiscalizar”, afirmou Ivandro Massingue, porta-voz da bancada, explicando que todos os funcionários responsáveis estavam de férias.
Massingue expressou a sua indignação, questionando: “O Estado tem que parar, o país tem que parar, o governo não funciona, as instituições não funcionam porque todos os directores estão de férias?”
O propósito da visita parlamentar era investigar um alegado esquema de desvio de medicamentos, conforme denunciado por fontes ligadas à instituição. “Recebemos informações sobre muitos lotes e caixas de medicamentos declarados fora do prazo, os quais, legalmente, deveriam ser retirados, mas há indícios de que estão a ser desviados para o mercado paralelo”, acrescentou Massingue.
O porta-voz da bancada informou que o grupo parlamentar decidirá ignorar o convite da direcção do armazém para fiscalizar o centro, aguardando o regresso dos responsáveis de férias para prosseguir com a investigação.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a detenção de dois indivíduos acusados de tentativa de tráfico de vinte crianças visando a sua exploração laboral.
A apreensão ocorreu na estação ferroviária de Malema, onde os suspeitos foram encontrados junto dos menores, dentro de uma locomotiva.
As crianças, com idades entre os 12 e 15 anos, foram supostamente recrutadas no distrito de Ribáuè.
Segundo as declarações dos detidos, o plano era transferir os menores para uma machamba em Cuamba, na província do Niassa, onde seriam utilizados para trabalho agrícola.
A porta-voz do Comando Provincial da PRM em Nampula, Rosa Chaúque, informou que, neste momento, estão em curso esforços para localizar os familiares das vinte crianças envolvidas no caso.
Um incêndio devastador deflagrou-se num edifício residencial na cidade de Antuérpia, resultando na morte de seis pessoas e deixando dezenas de feridos. O sinistro iniciou no oitavo andar do prédio de dez andares, que alberga mais de 200 residentes.
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra a angústia de um morador tentando escapar pela janela e pela sacada do seu apartamento, em meio à tragédia. As autoridades, que já iniciaram a investigação das causas do incêndio, confirmaram que o alerta foi recebido às 9h53, quando as chamas começaram a alastrar-se a partir de um apartamento localizado no bairro de Linkeroever.
Bombeiros da região foram rapidamente mobilizados para controlar o fogo, que gerou uma densa coluna de fumaça. Moradores relataram que a visibilidade foi severamente afectada, dificultando a evacuação dos apartamentos.
“Barricamo-nos no nosso apartamento e aguardámos na varanda. Os bombeiros conseguiram resgatar-nos cerca de 10 minutos depois com uma escada”, afirmou Geert Dewulf, um dos residentes, à televisão pública belga.
Face à gravidade da situação, a polícia apelou aos moradores da área que se protegessem da fumaça, recomendando o fecho de janelas e portas, além da desactivação de sistemas de ventilação até que a situação estivesse completamente normalizada.
Quatro agentes do Corpo de Investigação Científica, Criminal e Forense (CICPC) da Venezuela foram expulsos da corporação na passada terça-feira, após serem acusados de roubo de dinheiro encontrado entre os escombros provocados pelos terramotos que afectaram o país recentemente.
Um vídeo filmado por uma testemunha mostra o momento em que a população confronta os agentes, que estavam em posse de um bolo de notas. Uma mulher, visivelmente indignada, retira o dinheiro das mãos de um dos policiais e inicia o ato de rasgá-lo.
Segundo o director do CICPC, Douglas Rico, o incidente ocorreu no estado de La Guaira, uma das áreas mais afectadas pelos tremores da semana anterior. O director expressou em uma publicação que “diante dos recentes fatos ocorridos nas zonas afectadas pelos eventos sísmicos no estado de La Guaira, constatou-se que um grupo de funcionários, desviando-se de seus deveres e aproveitando-se das tarefas de resgate e assistência humanitária, agiu de maneira indecorosa ao apropriar-se de valores económicos encontrados entre os escombros”.
Os quatro policiais, identificados como Maya Aguilar Reyes, Fredy Rafael Lugo Oliveros, Roger Andrés Omaña e Josue Jhonatan Burgos Sánchez, foram detidos e colocados à disposição da 68ª Procuradoria Nacional, que se especializa em crimes relacionados com a corrupção, segundo informações do CICPC.
Douglas Rico reafirmou o compromisso da instituição em não tolerar desvios ou comportamentos corruptos entre os seus agentes. Ele agradeceu também à coragem dos cidadãos que denunciaram os actos ilícitos e contribuíram com provas que evidenciaram as irregularidades.
O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, enfatizou a necessidade de uma maior conexão entre as universidades e as comunidades moçambicanas.
Esta afirmação foi feita durante uma palestra realizada na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), inserida nas celebrações do 50.º aniversário da atribuição do nome à instituição.
Chissano expressou a sua preocupação acerca da distância que, segundo ele, ainda existe entre as universidades e o quotidiano da população. Durante a sua fala, abordou o tema “O Olhar do Presidente Chissano sobre o Papel da UEM na Construção do Estado Moçambicano Independente” e destacou que, apesar do trabalho académico relevante, a pesquisa e a produção científica realizadas nas instituições devem ter repercussões tangíveis na sociedade.
“Fazemos investigação, escrevemos, o Presidente vem aqui, discursa, e pensamos que o discurso do Presidente está lá e que o povo vai utilizar. Não é assim. O povo fica ainda um pouco afastado”, afirmou Chissano, sublinhando o desafio das universidades em não apenas disseminar conhecimento, mas também em integrar-se nos contextos comunitários.
O antigo Chefe do Estado apelou a uma mudança de paradigma, instando as instituições de ensino superior a olharem para as dificuldades e as realidades dos cidadãos moçambicanos, promovendo assim um verdadeiro diálogo e colaboração com as suas comunidades.
Durante uma visita ao distrito de Meluco, na província de Cabo Delgado, o Presidente da República, Daniel Chapo, enfatizou a importância da participação activa das comunidades no combate ao terrorismo.
Em um comício popular, Chapo afirmou que a colaboração entre a sociedade civil e as Forças de Defesa e Segurança é fundamental para a consolidação da paz e o desenvolvimento do país.
O Chefe de Estado sublinhou que a luta contra o terrorismo não deve ser apenas uma resposta militar, mas exige o compromisso dos cidadãos na defesa da paz e na denúncia de práticas que possam gerar instabilidade. “Estamos a trabalhar dia e noite, de segunda a segunda, para haver paz em Cabo Delgado”, referiu Chapo, destacando que a estabilidade é condição essencial para a expansão de infra-estruturas básicas.
Chapo exortou as comunidades a manterem-se vigilantes quanto à desinformação e discursos de ódio, que podem favorecer as acções dos grupos terroristas e comprometer os esforços de estabilização na província. “O inimigo da paz não gosta de ver o povo em paz. Precisamos de ficar atentos”, advertiu.
O Presidente também salientou que os efeitos da violência em Cabo Delgado afectam todo o território nacional e apelou ao reforço da unidade entre os moçambicanos, comparando a nação a um corpo onde uma lesão local pode provocar dor geral.
No âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, Chapo reiterou a abertura do Governo ao diálogo, incluindo cidadãos envolvidos no conflito, defendendo que a reconciliação é uma ferramenta vital no combate ao terrorismo. “Nós estamos abertos ao diálogo para encontrarmos juntos um caminho para a paz”, afirmou.
Além disso, alertou para os danos causados pela desinformação, que têm levado à destruição de escolas, hospitais e outras infra-estruturas públicas, afectando profundamente as comunidades. “Destruíram hospitais, destruíram escolas, queimaram medicamentos para o povo moçambicano”, declarou o Presidente.
Chapo também anunciou que a emissão do Bilhete de Identidade será gratuita até Dezembro deste ano, uma medida destinada a facilitar o acesso dos cidadãos aos serviços públicos. Concluiu reforçando que o desenvolvimento económico e social depende da paz e estabilidade, afirmando que “podemos trazer mais estradas, mais água, mais energia, mais escolas e mais hospitais, mas tudo isso só é possível se houver paz”.
O Procurador-Geral da República, Américo Letela, alertou para os perigos que a corrupção representa para o fortalecimento do Estado de Direito em Moçambique.
Durante uma reunião com magistrados e funcionários dos órgãos de administração da justiça, na cidade de Tete, Letela enfatizou que este fenómeno compromete a credibilidade das instituições e mina a confiança dos cidadãos na justiça.
O encontro, parte de uma visita de trabalho à província, foi uma oportunidade para o Procurador-Geral apelar à abstenção de práticas nocivas que dificultam o progresso do país. Letela salientou que o combate à corrupção deve iniciar-se dentro das próprias instituições que aplicam a lei.
Recordou ainda que, enquanto perdurar a Declaração de Maputo, todos os magistrados e funcionários da justiça estão obrigados a manter-se afastados de condutas ilegais que possam prejudicar o desenvolvimento nacional.
Defendendo uma magistratura íntegra, independente e livre de qualquer forma de influência ou favorecimento, Letela afirmou que apenas assim será possível restaurar a confiança dos cidadãos no sistema judicial. “O combate à corrupção não será efectivo se formos os primeiros a praticar actos de corrupção”, declarou.
O Procurador-Geral acrescentou que a reunião visou também reforçar o compromisso dos profissionais da justiça com os objectivos institucionais de moralização e mudança de comportamento, sublinhando a necessidade de que os quadros da justiça permaneçam mobilizados na luta pelos propósitos de transformação.
Por fim, Letela reiterou que o Ministério Público deve continuar a desempenhar o seu papel de garante da legalidade, preservando a dignidade da magistratura e contribuindo para o fortalecimento da confiança dos moçambicanos na administração da justiça.
A Primeira-Dama da República de Moçambique, Gueta Chapo, visitou ontem o Terminal de Transportes Inter-provincial (Junta), onde manifestou solidariedade às vítimas dos recentes actos de xenofobia.
Estas pessoas, que se encontram em situação vulnerável, estão a ser acolhidas no local à espera de regresso às suas províncias de origem.
Durante a visita, Gueta Chapo interagiu com as famílias afectadas, ouvindo os seus testemunhos e oferecendo palavras de apoio. A Primeira-Dama descreveu o momento como “um dos mais difíceis das suas vidas”, sublinhando a necessidade de transmitir esperança e encorajamento a todos os presentes.
Na sua intervenção, Gueta Chapo realçou a importância de todos os moçambicanos sentirem a dor das vítimas. Reforçou que a resposta a esta situação deve basear-se em princípios de unidade, fraternidade e amor ao próximo. “Somos todos irmãos. Somos moçambicanos, africanos. Estamos aqui movidos pelo amor ao próximo, para dizer-vos que não estão sozinhos e que todo o povo moçambicano está convosco neste momento difícil”, afirmou.
Com esta visita, a Primeira-Dama procura sensibilizar a sociedade para a importância de erradicar a xenofobia e promover a harmonia entre todos os cidadãos.
Durante as manifestações anti-imigrantes que ocorreram ontem na África do Sul, um total de duzentos e oitenta e três cidadãos moçambicanos foram afectados por actos de violência e intimidação.
Este episódio alastrou-se por diversas localidades, levando a graves consequências para a comunidade moçambicana naquele país.
De acordo com um comunicado divulgado pelo Gabinete de Informação, as vítimas, que incluem homens, mulheres e crianças, estão a receber assistência do Alto Comissariado de Moçambique em Pretória. Além do apoio alimentar, encontra-se em marcha a organização logística para o repatriamento das vítimas.
O relatório destaca que cento e noventa e quatro moçambicanos perderam as suas habitações após terem sido incendiadas por manifestantes na região de Mamelodi. Adicionalmente, trinta e oito cidadãos moçambicanos foram agredidos e forçados a abandonar os seus lares na Província de KwaZulu-Natal. Por outro lado, cinquenta e um outros indivíduos que se encontravam na Província de Limpopo buscaram abrigo devido aos ataques xenófobos.
Este cenário evidencia as tensões crescentes que afectam as comunidades imigrantes na África do Sul, colocando em evidência a necessidade de medidas urgentes para proteger a segurança e a dignidade dos cidadãos afectados.
Jean-Pascal Clémençon, presidente da empresa francesa de petróleo e gás Total Energies em Moçambique, incentivou as empresas a juntarem-se ao Projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) de Moçambique, sublinhando que este oferece “oportunidades ao longo de toda a sua cadeia de valor, seja em operações em terra, no mar, marítimas ou submarinas”.
Este projecto de GNL, liderado pela Total Energies, tem um orçamento estimado em cerca de 20 mil milhões de dólares, tornando-se o maior projecto de investimento estrangeiro na África subsaariana.
O desenvolvimento do projecto foi retomado em Janeiro passado, após uma interrupção em 2021, em consequência de um ataque terrorista significativo na vila de Palma.
Durante uma reunião com a Câmara de Comércio e Indústria França-Moçambique, Clémençon destacou a escala da participação local, com cerca de 5000 moçambicanos actualmente envolvidos no projecto, juntamente com várias iniciativas socioeconómicas, programas de formação e esforços de desenvolvimento comunitário.
“Na discussão, Clémençon interagiu com a comunidade empresarial, partilhando perspectivas sobre o progresso do projecto e as suas perspectivas futuras. Embora muitos de nós conheçamos a importância estratégica do projecto para Moçambique e os mercados de energia globais, dissertámos sobre a complexidade das operações, e as milhares de pessoas que trabalham actualmente no local evidenciam por que razão o GNL de Moçambique é considerado um dos maiores projectos energéticos já realizados no continente africano”, pode ler-se em um comunicado.
Segundo o documento, a reunião “proporcionou uma oportunidade única para os membros da Câmara de Comércio e Indústria França-Moçambique ouvirem directamente o líder de um dos investimentos mais significativos em curso actualmente em África.”
O Grupo Mega anunciou a abertura de um novo espaço comercial do tipo cash and carry na cidade de Maputo, com um investimento de cerca de 60 milhões de meticais.
Este projecto, que integra a venda por grosso e a retalho, destaca-se pela forte ênfase em produtos nacionais, contribuindo assim para a valorização da produção local e mitigando as dificuldades relacionadas com a importação de determinados bens.
O novo estabelecimento conta com aproximadamente três mil referências de produtos, distribuídas por diversas áreas. Segundo o administrador do Grupo Mega, João Seara, a iniciativa visa não apenas oferecer uma ampla gama de produtos, mas também criar empregos, resultando na geração de 29 postos de trabalho directos, além de cinco novas funções na área administrativa e de suporte.
O conceito de cash and carry foi desenvolvido para atender a diferentes perfis de clientes, desde aqueles que preferem adquiri produtos em grandes quantidades até os consumidores que optam pela compra unitária. Este modelo de negócio garante condições diferenciadas para as compras em caixa, mantendo também o funcionamento típico de um supermercado.
Entre as secções mais relevantes do novo espaço, destacam-se a área de produtos congelados e a oferta de vinhos, considerada pela empresa como um dos segmentos principais da nova unidade. Relativamente à política de preços, João Seara mencionou que a empresa realizou estudos de mercado com a finalidade de estabelecer valores competitivos.
Com esta nova abertura, o Grupo Mega reforça a sua presença no sector da distribuição alimentar em Moçambique, ampliando assim a sua rede comercial no país.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Educação em Emergência – (Gaza – Xai-Xai). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor – Projeto (Formador Nacional e Supervisor) – Cabo Delgado – Pemba (com viagens regulares para as Províncias de Nampula e Zambézia). Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Monitória e Avaliação. Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um/a (1) Consultor(a) Oficial de Monitoria, Avaliação e Aprendizagem do Projecto LAGO. Saiba mais.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, anunciou em Montepuez, na província de Cabo Delgado, um aumento significativo dos recursos do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL).
Esta medida irá incluir a isenção de taxas para a emissão do Bilhete de Identidade (BI) até Dezembro deste ano e a continuação das iniciativas destinadas a restabelecer a paz nas áreas afetadas por atos de terrorismo.
Durante um comício popular que assinalou o início da sua visita de trabalho à província, Chapo enfatizou que a estabilidade é a condição primordial para fomentar o desenvolvimento económico e social do país. “Estamos a trabalhar dia e noite para que haja paz em Cabo Delgado,” afirmou o Chefe do Estado.
O Presidente apelou à população para que apoie os esforços de combate ao terrorismo e promova o diálogo como método na resolução de conflitos.
De acordo com Chapo, o Governo está comprometido com a implementação do Diálogo Nacional Inclusivo, que procura agregar contribuições de partidos políticos, organizações sociais, líderes religiosos e cidadãos em geral.
“Não é com conflito, não é com confusão, não é com ódio, mas é com a paz que se desenvolve Moçambique,” reiterou Chapo. O reforço da paz facilitará a captação de investimentos em setores estratégicos como estradas, energia, fornecimento de água, agricultura, indústria, saúde e educação.
O Presidente também revelou a intenção de duplicar o valor do FDEL em todos os distritos do país, visando atender à crescente demanda de financiamento por parte de jovens e mulheres empreendedores. “Este ano vamos duplicar o valor do FDEL em todos os distritos de Moçambique,” prometeu.
Muitos projetos deixaram de ser financiados devido à falta de recursos, levando o Governo a aumentar os fundos destinados a pequenos negócios. Chapo destacou que o apoio ao empreendedorismo é uma das formas mais eficazes de gerar emprego e rendimento para as famílias moçambicanas.
Na mesma ocasião, foi anunciado que todos os cidadãos sem Bilhete de Identidade poderão obter gratuitamente este documento até Dezembro. “Todos aqueles que não têm BI podem recensear-se e ter o documento. Não se paga nada,” assegurou.
Adicionalmente, o Presidente mencionou que o Governo está a envidar esforços para melhorar as condições dos funcionários públicos, incluindo a retoma gradual do pagamento de horas extras e outros direitos laborais. Chapo também frisou a importância do pagamento atempado dos salários, recordando que os funcionários receberam os seus vencimentos antes das celebrações do 25 de Junho.
O Chefe do Estado abordou ainda as recentes reformas na exploração dos recursos naturais, defendendo uma maior participação dos moçambicanos na gestão das riquezas do país. “Queremos que os moçambicanos sejam donos do seu próprio ouro, grafite, rubis e da sua riqueza,” afirmou.
Em resposta a preocupações da população, Chapo garantiu que a reabilitação das estradas Montepuez-Pemba, Montepuez-Namuno, Montepuez-Balama e Montepuez-Mueda está integrada nos planos do Governo. “As estradas são como as veias no nosso corpo,” concluiu, sublinhando que a melhoria da rede viária promoverá a circulação de pessoas e bens e impulsionará o desenvolvimento da província.
O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) e a Câmara de Minas de Moçambique (CMM) assinaram recentemente um memorando de entendimento que estabelece novas bases de colaboração entre o Estado e o sector privado, com o objectivo de impulsionar o desenvolvimento do sector de Minas no país.
O acordo, formalizado na capital, visa reposicionar o sector extractivo nacional em um contexto onde se observa um crescente foco na melhoria do ambiente de negócios e na atracção de investimento estrangeiro.
Durante a cerimónia, o presidente da CMM, Edson Matches, realçou que o memorando vai além do simples formalismo, tornando-se uma ferramenta essencial para reconfigurar a relação entre investidores e reguladores.
Matches enfatizou ainda que o acordo apresenta uma nova abordagem à gestão do risco no sector mineiro, um sector historicamente exposto a incertezas regulatórias e alterações nas políticas públicas.
O documento assenta na criação de mecanismos formais de diálogo, que visam aproximar a elaboração de políticas públicas das dinâmicas reais que caracterizam o mercado mineiro.
Um homem de nacionalidade australiana, identificado como Simon Peter Carman, de 46 anos, foi detido pelas autoridades tailandesas sob a acusação de homicídio, ocultação de cadáver e aliciamento de menor para fins sexuais.
A vítima é Thunchanok Donhomla, uma jovem de 17 anos que estava desaparecida desde a passada sexta-feira. O corpo da adolescente foi descoberto no sábado, no interior de uma mala de viagem deixada junto a uma linha ferroviária em Pattaya.
A detenção ocorreu no aeroporto de Banguecoque, no início da tarde de sábado, no momento em que o suspeito se preparava para embarcar num voo de regresso à Austrália. A localização do corpo aconteceu escassos 15 minutos após a captura do indivíduo.
A investigação ganhou contornos decisivos através da análise de imagens de videovigilância de um condomínio local. As gravações mostraram a menor a entrar no edifício na companhia do cidadão australiano e, horas mais tarde, captaram o homem a abandonar o prédio sozinho, transportando a mala de viagem. Segundo a polícia, o suspeito utilizou um motociclo para transportar a mala até às imediações da estação de comboios.
Em sede de interrogatório, Simon Peter Carman rejeitou as acusações formais e alegou ter agido em legítima defesa. O arguido explicou que tinha combinado pagar cerca de 26 euros por serviços sexuais, mas que se gerou uma forte discussão depois de ter tentado entregar apenas metade da quantia acordada. O suspeito argumentou ainda que, durante o desentendimento, a jovem o terá ameaçado com uma faca.
Um casal do estado de Michigan, nos Estados Unidos, enfrenta acusações formais de homicídio, tortura e abuso infantil que podem resultar em pena de prisão perpétua.
Damien O’Brien, de 40 anos, e Casper O’Brien, de 41 anos, foram detidos e aguardam julgamento no condado de Genesee, após serem responsabilizados pela morte do próprio filho de sete anos, que pesava 116 quilos.
A criança, que partilhava o nome com o progenitor, media apenas 1,28 metros de altura. O relatório do instituto médico-legal apontou que o menor faleceu devido a uma cardiomiopatia dilatada — uma patologia caracterizada pelo enfraquecimento e dilatação do músculo cardíaco, o que compromete gravemente a capacidade de o coração bombear sangue de forma eficiente. O documento pericial confirmou que o quadro de obesidade mórbida severa foi um factor determinante para o agravamento da doença e consequente desfecho fatal.
O óbito ocorreu em Novembro do ano passado, na residência da família, quando o menino entrou em paragem respiratória. Apesar de os serviços de emergência médica terem sido accionados, a equipa de socorro já encontrou a criança sem vida.
O procurador do condado de Genesee, David S. Leyton, classificou o episódio como um caso extremo de “negligência deliberada e intencional”. Em declarações ao jornal The New York Times, Leyton sublinhou que a conduta dos pais negligenciou profundamente o bem-estar e as necessidades médicas básicas da criança, resultando ainda no aparecimento de escaras graves e diversas erupções cutâneas pelo corpo antes da sua morte.
Por outro lado, a defesa dos arguidos apela à prudência. Elias Fanous, advogado do pai, relembrou o princípio da presunção de inocência até que a culpa seja provada em tribunal. De igual modo, Tracey Guisbert, advogada da mãe, descreveu o caso como uma “situação trágica” e observou que processos desta natureza tendem a desenvolver-se de forma lenta na justiça.
Uma nova vaga de violência xenófoba na África do Sul resultou na destruição de residências e no saque de bens pertencentes a pelo menos 51 cidadãos moçambicanos na região de Mamelodi, em Pretória.
Os ataques ocorreram esta terça-feira (30), coincidindo com o prazo estipulado por movimentos locais anti-imigração para a expulsão de estrangeiros sem documentação regularizada no país.
De acordo com um comunicado oficial emitido pelo Gabinete de Informação de Moçambique (Gabinfo), o clima é de extrema tensão. As vítimas afectadas pelos incêndios encontram-se temporariamente sob protecção da polícia sul-africana. Paralelamente, as autoridades moçambicanas já iniciaram as diligências necessárias para garantir o repatriamento seguro destes cidadãos.
A instabilidade estende-se a outras regiões da África do Sul, com relatos contínuos de intimidação e agressões físicas em Durban e áreas periféricas, forçando várias famílias moçambicanas a abandonarem as suas casas por motivos de segurança. O Gabinfo, citado pela SIC Notícias, detalhou que as manifestações se espalharam por províncias como Joanesburgo, Pretória, Cabo Ocidental, North West e KwaZulu-Natal, obrigando a um forte destacamento policial.
Embora a violência não tenha atingido a escala generalizada que inicialmente era temida pelas autoridades, o impacto no quotidiano das cidades foi imediato. Vários estabelecimentos comerciais optaram por manter as portas fechadas e a rede de transportes públicos operou de forma condicionada ao longo do dia.
Em resposta à crise, o governo sul-africano anunciou recentemente um endurecimento nas suas políticas migratórias e o reforço do policiamento. Enquanto a situação permanece volátil, as missões diplomáticas de Moçambique na África do Sul continuam a monitorizar os focos de conflito e a prestar assistência directa aos cidadãos afectados.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT) de Montepuez, na província de Cabo Delgado, revelou dados profundamente preocupantes sobre a qualidade do ensino primário na região.
Durante o ano lectivo de 2025, um total de 34.039 estudantes transitou para o ano letivo seguinte sem saber ler, expondo uma grave lacuna no aproveitamento qualitativo das escolas locais.
Os números foram apresentados por Zacarias Quiumbe, chefe da Repartição de Ensino Geral (REG), na VI Reunião Provincial de Planificação. Citado pela Rádio Zumbo, o responsável explicou que a incapacidade de dominar a leitura elementar afecta todos os anos do ensino primário, registando uma severidade muito mais expressiva nas fases iniciais do percurso escolar.
A análise detalhada por nível de escolaridade demonstra o impacto cumulativo do problema:
1.ª Classe: Dos 19.750 alunos que avançaram, 9.841 revelam não possuir habilidades de leitura.
2.ª Classe: Entre os 15.778 aprovados, 8.148 enfrentam a mesma barreira.
3.ª Classe: Registaram-se 7.185 casos de alunos sem competências básicas num universo de 12.759 que transitaram.
4.ª Classe: O défice arrastou-se para 4.665 estudantes de um total de 10.368 que progrediram.
5.ª Classe: Num grupo de 8.128 promovidos, 2.956 passaram sem as ferramentas literárias adequadas.
6.ª Classe: Dos 5.908 finalistas do ciclo que transitaram, 1.243 mantêm sérias dificuldades de leitura.
Para enquadrar a dimensão do desafio pedagógico, Quiumbe informou que o distrito contabilizou 89.261 matrículas totais no ensino primário em 2025, distribuídas entre o primeiro ciclo (59.685) e o segundo ciclo (29.576).
Em termos estatísticos globais, isto significa que aproximadamente 38% de todos os alunos promovidos em Montepuez não aprenderam a ler adequadamente, contrastando com uma taxa de reprovação que se fixou nos 18,6%.
Face a este cenário alarmante, as autoridades e especialistas do sector apontam para a necessidade imperativa de reavaliar os métodos pedagógicos vigentes. A prioridade imediata deverá passar pela intervenção precoce nas classes de base, assegurando que o domínio da leitura e da escrita seja efectivamente alcançado antes de se autorizar a progressão dos menores no Sistema Nacional de Educação.
O Governo moçambicano, em colaboração com parceiros de cooperação, está a desenvolver um modelo de irrigação agrícola adaptado às diversas realidades dos produtores locais, com o intuito de aumentar a eficiência, a sustentabilidade e a rentabilidade dos investimentos no sector agrícola.
Foi inaugurada em Maputo, a Plataforma de Irrigação de Moçambique (PIM), um espaço de diálogo permanente que reúne o Governo, sector privado, academia, sociedade civil e parceiros de desenvolvimento. Esta iniciativa visa repensar e coordenar as políticas e estratégias de irrigação no país.
Durante a cerimónia de lançamento, o Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, enfatizou a importância da plataforma para superar a fragmentação na gestão do subsector e promover uma melhor articulação entre todos os intervenientes. “A Plataforma de Irrigação de Moçambique é o espaço que o Ministério está criando para discutir os problemas de irrigação, construção, manutenção, operação e utilização”, afirmou o ministro.
Um dos principais desafios identificados refere-se à adequação dos modelos de irrigação às diferentes realidades da agricultura em Moçambique. O ministro questionou sobre o futuro financiamento dos projectos de irrigação, se eles devem focar nos pequenos produtores familiares ou nos agricultores comerciais emergentes.
Roberto Albino sustentou que os investimentos devem ser direccionados para soluções específicas, que atendam às necessidades dos pequenos, médios e grandes agricultores. Reforçou que a irrigação deve ser vista como um sistema integrado, que envolve não apenas a construção de infra-estruturas, mas também o uso eficiente da água. “O sucesso dos investimentos depende da tecnologia, do conhecimento técnico e da capacidade de gestão”, frisou o governante.
Adicionalmente, alertou para a viabilidade económica das culturas escolhidas, explicando que existem casos onde o investimento em irrigação não é justificável devido a margens de lucro reduzidas.
Num cenário de mudanças climáticas, o ministro assegurou que a gestão eficiente da água será crucial para o futuro da agricultura no país, afirmando categoricamente: “A agricultura não se faz com chuva, a agricultura faz-se com água”.
Representando os parceiros de cooperação, a Chefe da Missão Diplomática do Reino da Bélgica em Moçambique, Delphine Perremans, destacou a importância da plataforma para melhorar a coordenação dos investimentos e eficácia das intervenções no sector. “Mais do que infra-estruturas, o desafio da irrigação exige coordenação, instituições fortes e uma visão partilhada entre todos os intervenientes”, afirmou.
A Plataforma de Irrigação de Moçambique funcionará como um mecanismo permanente de concertação, visando aprimorar o planeamento, a coordenação e a sustentabilidade da irrigação no país. Esta iniciativa é financiada através do mecanismo STEM, do Governo da Bélgica, implementado pela sua agência de desenvolvimento.
Moçambique está empenhado em aumentar a participação das suas empresas na cadeia de valor dos grandes projectos, através da formação e certificação de profissionais na área da soldadura.
Esta iniciativa foi destacada na abertura da 4.ª Assembleia Anual e Conferência Internacional da Federação de Soldadura (TWF) 2026, que se realiza na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), de 22 a 24 de Junho, sob o tema “Manufactura Sustentável em África”.
O evento reúne empresários, académicos e especialistas do sector industrial de diversos países africanos para discutir os desafios e as oportunidades que o sector manufacteiro enfrenta no continente. Durante a conferência, Paulo Chibanga, presidente da Associação Industrial de Moçambique (AIMO), sublinhou a relevância da formação de soldadores qualificados, especialmente à medida que o país se prepara para novas fases dos seus projectos de gás natural e busca aumentar a participação nacional nas actividades de fabrico e construção.
Chibanga enfatizou que a soldadura é uma competência estratégica para promover o envolvimento das Pequenas e Médias Empresas (PME) moçambicanas nestes projectos de grande envergadura, considerando que esta área é fundamental para qualquer iniciativa industrial e energética.
“Investir nas nossas pessoas e fortalecer as nossas empresas são passos críticos para assegurar a participação crescente dos moçambicanos nas cadeias de valor dos grandes projectos”, afirmou o presidente da AIMO.
Ainda na conferência, Chibanga anunciou um programa que capacitará 20 jovens moçambicanos, oferecendo formação e mobilidade profissional, com certificações em soldadura e oportunidades de estágio em Portugal. Esta iniciativa resulta de uma parceria entre o Centro de Formação Profissional em Metalurgia e Mecânica (CFPM), a empresa portuguesa CSWind e instituições que contam com o apoio do Governo de Portugal.
Os participantes iniciarão a sua formação em Moçambique, com duração de três meses, seguida de um mês especializado em Portugal, antes de ingressarem no mercado de trabalho.
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, reafirmou o compromisso do governo com o empoderamento económico das mulheres, através da implementação do Fundo Pro-Mulher.
Esta iniciativa visa...
Um projecto ambicioso denominado "Raparigas Alcançam a Igualdade" oferecerá, até 2029, formações técnico-profissionais e material de auto-emprego a mais de dois mil adolescentes e...
A Administração Nacional de Estradas (ANE) na província do Niassa enfrenta um importante desafio: a implementação de projectos viáveis que garantam a durabilidade das...