Durante uma visita ao distrito de Meluco, na província de Cabo Delgado, o Presidente da República, Daniel Chapo, enfatizou a importância da participação activa das comunidades no combate ao terrorismo.
Em um comício popular, Chapo afirmou que a colaboração entre a sociedade civil e as Forças de Defesa e Segurança é fundamental para a consolidação da paz e o desenvolvimento do país.
O Chefe de Estado sublinhou que a luta contra o terrorismo não deve ser apenas uma resposta militar, mas exige o compromisso dos cidadãos na defesa da paz e na denúncia de práticas que possam gerar instabilidade. “Estamos a trabalhar dia e noite, de segunda a segunda, para haver paz em Cabo Delgado”, referiu Chapo, destacando que a estabilidade é condição essencial para a expansão de infra-estruturas básicas.
Chapo exortou as comunidades a manterem-se vigilantes quanto à desinformação e discursos de ódio, que podem favorecer as acções dos grupos terroristas e comprometer os esforços de estabilização na província. “O inimigo da paz não gosta de ver o povo em paz. Precisamos de ficar atentos”, advertiu.
O Presidente também salientou que os efeitos da violência em Cabo Delgado afectam todo o território nacional e apelou ao reforço da unidade entre os moçambicanos, comparando a nação a um corpo onde uma lesão local pode provocar dor geral.
No âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, Chapo reiterou a abertura do Governo ao diálogo, incluindo cidadãos envolvidos no conflito, defendendo que a reconciliação é uma ferramenta vital no combate ao terrorismo. “Nós estamos abertos ao diálogo para encontrarmos juntos um caminho para a paz”, afirmou.
Além disso, alertou para os danos causados pela desinformação, que têm levado à destruição de escolas, hospitais e outras infra-estruturas públicas, afectando profundamente as comunidades. “Destruíram hospitais, destruíram escolas, queimaram medicamentos para o povo moçambicano”, declarou o Presidente.
Chapo também anunciou que a emissão do Bilhete de Identidade será gratuita até Dezembro deste ano, uma medida destinada a facilitar o acesso dos cidadãos aos serviços públicos. Concluiu reforçando que o desenvolvimento económico e social depende da paz e estabilidade, afirmando que “podemos trazer mais estradas, mais água, mais energia, mais escolas e mais hospitais, mas tudo isso só é possível se houver paz”.

















