Durante as manifestações anti-imigrantes que ocorreram ontem na África do Sul, um total de duzentos e oitenta e três cidadãos moçambicanos foram afectados por actos de violência e intimidação.
Este episódio alastrou-se por diversas localidades, levando a graves consequências para a comunidade moçambicana naquele país.
De acordo com um comunicado divulgado pelo Gabinete de Informação, as vítimas, que incluem homens, mulheres e crianças, estão a receber assistência do Alto Comissariado de Moçambique em Pretória. Além do apoio alimentar, encontra-se em marcha a organização logística para o repatriamento das vítimas.
O relatório destaca que cento e noventa e quatro moçambicanos perderam as suas habitações após terem sido incendiadas por manifestantes na região de Mamelodi. Adicionalmente, trinta e oito cidadãos moçambicanos foram agredidos e forçados a abandonar os seus lares na Província de KwaZulu-Natal. Por outro lado, cinquenta e um outros indivíduos que se encontravam na Província de Limpopo buscaram abrigo devido aos ataques xenófobos.
Este cenário evidencia as tensões crescentes que afectam as comunidades imigrantes na África do Sul, colocando em evidência a necessidade de medidas urgentes para proteger a segurança e a dignidade dos cidadãos afectados.















