Uma nova vaga de violência xenófoba na África do Sul resultou na destruição de residências e no saque de bens pertencentes a pelo menos 51 cidadãos moçambicanos na região de Mamelodi, em Pretória.
Os ataques ocorreram esta terça-feira (30), coincidindo com o prazo estipulado por movimentos locais anti-imigração para a expulsão de estrangeiros sem documentação regularizada no país.
De acordo com um comunicado oficial emitido pelo Gabinete de Informação de Moçambique (Gabinfo), o clima é de extrema tensão. As vítimas afectadas pelos incêndios encontram-se temporariamente sob protecção da polícia sul-africana. Paralelamente, as autoridades moçambicanas já iniciaram as diligências necessárias para garantir o repatriamento seguro destes cidadãos.
A instabilidade estende-se a outras regiões da África do Sul, com relatos contínuos de intimidação e agressões físicas em Durban e áreas periféricas, forçando várias famílias moçambicanas a abandonarem as suas casas por motivos de segurança. O Gabinfo, citado pela SIC Notícias, detalhou que as manifestações se espalharam por províncias como Joanesburgo, Pretória, Cabo Ocidental, North West e KwaZulu-Natal, obrigando a um forte destacamento policial.
Embora a violência não tenha atingido a escala generalizada que inicialmente era temida pelas autoridades, o impacto no quotidiano das cidades foi imediato. Vários estabelecimentos comerciais optaram por manter as portas fechadas e a rede de transportes públicos operou de forma condicionada ao longo do dia.
Em resposta à crise, o governo sul-africano anunciou recentemente um endurecimento nas suas políticas migratórias e o reforço do policiamento. Enquanto a situação permanece volátil, as missões diplomáticas de Moçambique na África do Sul continuam a monitorizar os focos de conflito e a prestar assistência directa aos cidadãos afectados.














