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Quarta-feira, Setembro 9, 2026
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Aumento de mortes por doenças crónicas em Moçambique preocupa autoridades

O país tem enfrentado um aumento alarmante no número de casos e mortes associados a doenças crónicas não transmissíveis (DCNT), segundo os resultados do Inquérito Nacional sobre Prevalência e Factores de Risco para as Doenças Crónicas Não Transmissíveis (InCRÓNICA 2024), recentemente apresentados em Maputo.

Os dados revelam que a hipertensão arterial afecta cerca de 31,6 por cento da população adulta, o que equivale a um em cada três adultos. Além disso, o inquérito aponta que aproximadamente 4,1 por cento dos adultos são diabéticos e 15,7 por cento apresentam níveis elevados de colesterol, uma condição que prevalece principalmente entre as mulheres.

O secretário permanente do Ministério da Saúde (MISAU), Ivan Matsinhe, que esteve presente na cerimónia de divulgação do estudo, destacou que a prevalência da obesidade quase duplicou, passando de 7,5 por cento em 2005 para 13,8 por cento em 2024. “É preocupante observar que, entre 2005 e 2024, houve um aumento significativo dos factores de risco para doenças cardiovasculares na população em geral”, declarou Matsinhe.

Os dados do inquérito também revelaram que o sedentarismo aumentou de 6,5 por cento para 14,3 por cento, com um impacto mais acentuado nas mulheres. O consumo de álcool também registou uma subida considerável, passando de 5,4 por cento para 25,3 por cento. Além disso, 17,3 por cento dos adultos entre os 40 e 69 anos apresentam um risco cardiovascular combinado superior a 20 por cento, o que implica uma probabilidade de morte em dez anos.

Matsinhe sublinhou que as doenças crónicas não transmissíveis representam quase metade da procura nos serviços de urgência e reanimação nas cidades de Maputo, Beira e Nampula.

Por sua vez, Inácio Alvarengo, representante da Organização Mundial da Saúde (OMS), enfatizou a relevância dos resultados para o Sistema Nacional de Saúde, uma vez que estes dados contribuirão para o fortalecimento das políticas públicas e das intervenções sanitárias, adaptadas ao perfil epidemiológico e nutricional do país. “A implementação do InCRÓNICA marca a primeira fase de um projecto de cinco que se estenderá até 2028, com a realização de mais dois inquéritos adicionais”, concluiu Alvarengo.

Aumento de mortes por cólera no Sudão do Sul devido à redução da ajuda dos EUA

A ONG Save the Children denunciou uma situação alarmante no Sudão do Sul, onde crianças e adultos têm perdido a vida devido à cólera, exacerbada pela recente diminuição da ajuda financeira dos Estados Unidos.

Cinco crianças e três adultos faleceram recentemente no condado de Akobo, localizado a leste do país, enquanto tentavam percorrer a pé uma distância de três horas até uma clínica de saúde. As vítimas não conseguiram suportar a extenuante viagem sob um sol escaldante, sem acesso a água potável ou a medicamentos essenciais.

“No início deste ano, estas crianças e adultos poderiam ter recebido tratamento vital em um dos 27 centros de saúde apoiados pela Save the Children no condado de Akobo”, afirmou a organização, relembrando a gravidade da situação.

Actualmente, o Sudão do Sul enfrenta a sua pior epidemia de cólera em duas décadas, com mais de 40 mil casos confirmados, sendo metade destes em crianças com menos de 15 anos. Entre Setembro de 2022 e Março de 2023, foram registadas quase 700 mortes, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

A administração de Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, desmantelou significativa parte da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), que historicamente tem sido responsável por 42% da ajuda humanitária mundial, com um orçamento que ultrapassa os 42,8 mil milhões de dólares. Esta redução impactou severamente a operação da Save the Children, resultando no corte de 83% dos programas financiados pelos EUA.

A ONG britânica foi forçada a repatriar um terço dos seus funcionários e, no condado de Akobo, sete das 27 clínicas que apoiava encerraram, enquanto as restantes 20 operam apenas de forma parcial. Os serviços de transporte de emergência para doentes também foram suspensos, agravando ainda mais a crise.

Segundo o UNICEF, nove dos dez estados do Sudão do Sul estão a ser afectados por esta epidemia de cólera. O país, rico em recursos petrolíferos, enfrenta também uma pobreza extrema e conflitos armados em várias regiões, que têm deslocado dezenas de milhares de pessoas.

Em um desenvolvimento adicional que preocupa analistas, a detenção do vice-presidente sul-sudanês, Riek Machar, pelas forças leais ao presidente Salva Kiir, sugere uma intensificação das tensões, levantando temores de um novo conflito. Entre 2013 e 2018, os confrontos entre os apoiadores dos dois líderes resultaram em cerca de 400 mil mortes e mais de quatro milhões de deslocados.

Desabamento da ponte metálica em Quelimane levanta controvérsias e preocupações

Uma ponte metálica flutuante, projectada para conectar o centro da cidade de Quelimane ao bairro de Ivagalane, desabou poucos dias antes da sua inauguração oficial, gerando alarmes e debates entre a população local.

O incidente ocorreu enquanto a obra ainda se encontrava em fase de finalização, surpreendendo tanto moradores como trabalhadores que estavam envolvidos na construção. Parte da comunidade, perplexa com o inesperado colapso, começou a levantar teorias que envolvem causas sobrenaturais. “Acreditamos que este desabamento é resultado de feitiçaria, pois a ponte foi erguida em terreno amaldiçoado”, afirmaram alguns habitantes em declarações à imprensa local.

Por outro lado, especialistas em engenharia civil têm uma visão divergente sobre a causa do desmoronamento. Em entrevistas, apontaram a ausência de um estudo técnico abrangente e aprofundado sobre a viabilidade da estrutura no local como a explicação mais plausível para o acidente. “A falta de uma avaliação rigorosa dos factores ambientais e da segurança estrutural pode ter levado a falhas que resultaram no colapso”, afirmou um engenheiro civil, que preferiu permanecer anónimo.

A ponte, financiada pelo Banco Mundial e avaliada em cerca de 18 milhões de meticais, foi concebida como uma solução temporária para melhorar a mobilidade entre os bairros da cidade, particularmente durante a época chuvosa, quando o acesso se torna um desafio significativo para os residentes. A expectativa era que a infra-estrutura contribuísse para a redução do isolamento de diversas áreas.

As autoridades locais encontram-se sob pressão para esclarecer o que pode ter levado ao desabamento e garantir que medidas adequadas sejam implementadas para evitar incidentes semelhantes no futuro. O caso ainda está a ser investigado e promete trazer à tona uma série de discussões sobre a segurança das infraestruturas na região.

Seis detidos por roubo e vandalização de linha férrea em Moçambique

A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a detenção de seis indivíduos suspeitos de roubo e vandalização da linha férrea que liga a cidade da Beira a Machipanda, situada na região centro do país.

Segundo as declarações do porta-voz da PRM na província de Sofala, Dércio Chacate, os detidos foram apanhados em flagrante no distrito de Nhamatanda, na posse de carris que pertencem à empresa Caminhos de Ferro de Moçambique.

As autoridades suspeitam que os arrestados integrem uma rede criminosa organizada, dedicada a este tipo de actividades ilícitas.

“Os indivíduos são indiciados de associação criminosa, uma vez que se uniram com a intenção de cometer crimes e foram encontrados equipados com material, como maçaricos e botijas de gás, que pretendiam utilizar para o corte da linha férrea”, explicou Dércio Chacate durante uma conferência de imprensa na cidade da Beira.

O porta-voz sublinhou que a detenção foi facilitada graças à colaboração da população local, que denunciou as actividades suspeitas, permitindo uma pronta intervenção da PRM.

“Queremos assegurar que o trabalho de combate a estes crimes continuará a ser intensificado, pois a situação de furto e vandalização dos carris nos caminhos-de-ferro é uma preocupação não só pelos bens patrimoniais afectados, mas também pelo perigo que a alteração ou adulteração do funcionamento normal da linha ferroviária pode representar para as comunidades”, destacou Chacate.

Gabão vai às urnas pela primeira vez desde o golpe militar de 2023

O Gabão prepara-se para realizar eleições presidenciais no próximo sábado, marcando um momento histórico como as primeiras desde o golpe de Estado de 2023, que pôs fim a uma dinastia de 56 anos da família Bongo. 

Os actuais governantes militares, liderados pelo coronel Brice Oligui Nguema, esperam que este processo eleitoral legitime e consolide a sua permanência no poder.

Após a tomada de poder em Agosto de 2023, Nguema, que inicialmente prometeu devolver o poder aos civis, declarou-se chefe do governo de transição e anunciou a sua candidatura para as eleições deste fim-de-semana. O seu principal adversário é Alain Claude Bilie By Nze, ex-primeiro-ministro de Ali Bongo, que fundou o movimento “Juntos pelo Gabão” na tentativa de distanciar-se do legado do antigo regime.

O coronel Nguema é amplamente considerado o favorito para vencer as eleições, beneficiando-se da sua posição como incumbente e da popularidade resultante da sua contribuição para a destituição do governo impopular de Bongo. Contudo, analistas políticos alertam para o seu forte controle sobre as instituições do Estado, uma vez que o Senado, a Assembleia Nacional e o Tribunal Constitucional estão repletos de seus apoiantes.

Em declarações recentes, Brice Nguema prometeu um Gabão que “ressurge das cinzas” e apresentou-se como alguém que “construirá esta nação”. Este discurso ressoa entre grande parte da população, que enfrenta a pobreza num país com cerca de 2,5 milhões de habitantes.

Pépecy Ogouliguendé, um activista da sociedade civil gabonesa, expressou esperanças em relação ao futuro: “Espero que os resultados das eleições conduzam a uma governação mais transparente e responsável. Nós, cidadãos, ambicionamos melhores condições de vida, sobretudo na educação, na saúde e nas infra-estruturas.”

Trump anuncia pausa temporária nas tarifas para alguns países

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu o mundo ao anunciar uma pausa nas tarifas recíprocas sobre importações americanas para determinados países, uma decisão tomada apenas dois dias após ter afirmado que não haveria qualquer interrupção nas taxas.

De acordo com Trump, mais de 75 países procuraram o governo norte-americano para discutir as novas regras tarifárias implementadas sob a sua administração.

Em troca do compromisso de não retaliar contra as políticas dos EUA, esses países terão as suas tarifas suspensas por um período de 90 dias. Contudo, o presidente não revelou a lista específica das nações beneficiadas pela medida.

Durante um encontro com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, na segunda-feira, Trump havia sido claro ao afirmar que os EUA não consideravam suspender as tarifas, mesmo que temporariamente. Naquele momento, o presidente expressou a sua expectativa de conseguir acordos “bons e justos” através da pressão económica perante outras nações.

Além da pausa nas tarifas, Trump também decidiu limitar as taxas impostas a outros países a um patamar de 10%, uma redução que também se aplicará nos próximos 90 dias. Importa ressaltar que o Brasil, por já estar sujeito a uma taxa de 10%, não será afectado por esta nova regulamentação, mantendo-se no nível mínimo estabelecido pelo novo governo norte-americano.

Hospital Provincial de Chimoio realiza cirurgias de fendas labiais em 27 crianças

O Hospital Provincial de Chimoio (HPC) anunciou a realização bem-sucedida de cirurgias correctivas de fendas labiais e palatinas em 27 crianças, cujas idades variam entre os seis meses e os 12 anos. 

Esta iniciativa foi possível graças ao apoio da Fundação Clinton (Clinton International Alcance for Health – CHAI).

Após um processo de selecção que envolveu 42 pacientes, as intervenções visaram corrigir deformidades congénitas resultantes de erros na fusão do lábio e do palato durante a fase embrionária. Estas condições não apenas afectam a estética, mas também têm repercussões adversas nas funções mastigatória e fonética das crianças.

De acordo com Lourenço Vuma, director científico e pedagógico do HPC, a escolha por realizar cirurgias em apenas 27 crianças deveu-se ao fato de que as restantes apresentavam condições clínicas que não permitiam a realização de procedimentos electivos. “Entre os casos excluídos, encontravam-se crianças com malária, anemia, desnutrição, infecções das vias aéreas e complexidade na própria fenda”, esclareceu Vuma.

A campanha, que inicialmente se destinava a pacientes da província de Manica, acabou por acolher também crianças de várias regiões vizinhas, incluindo Sofala (Chibabava, Gorongosa e Nhamatanda) e Inhambane.

A equipa médica que conduziu as cirurgias contou com a colaboração de cirurgiões provenientes da cidade da Beira, na província de Sofala, destacando a importância de parcerias entre instituições de saúde na melhoria dos cuidados prestados à população infantil.

Professora acusada de assédio alega que aluno de 15 anos a perseguia

Christina Formella, uma professora de 30 anos, encontra-se no centro de uma controversa investigação após ter sido acusada de assédio e abuso sexual de um aluno de 15 anos.

A situação ganhou notoriedade quando a mãe do menor denunciou o caso às autoridades, após descobrir mensagens trocadas entre o filho e a docente.

Christina, que leccionava na Escola Secundária de Downers Grove South, foi detida em circunstâncias que foram filmadas e divulgadas pelas forças policiais. As imagens mostram a professora visivelmente surpresa e confusa ao ser abordada, sem compreender a gravidade da situação que a envolvia. Em momentos posteriores, foi captada a chorar descontroladamente ao ser informada sobre as acusações que pesavam sobre si.

Durante o interrogatório, a professora tentou inverter a narrativa, afirmando que o aluno era obcecado por ela devido à sua aparência e que o mesmo a perseguia. Christina ainda declarou que o seu marido estava ciente da situação e de que nada indevido tinha ocorrido entre eles.

As autoridades indicaram que o alegado abuso teria ocorrido em Dezembro de 2023, numa altura em que o aluno começou a permanecer na escola mais tarde para receber aulas de apoio da professora. Este desfecho trágico levanta questões sobre a dinâmica de poder e a ética profissional dentro do ambiente escolar, enquanto a investigação prossegue.

Detidos supostos caçadores furtivos em Tete

A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou, a detenção de dois indivíduos suspeitos de fazerem parte de uma quadrilha de caçadores furtivos na província de Tete. 

A operação decorreu durante o fim-de-semana, quando os suspeitos foram apanhados em flagrante delito.

Segundo informações prestadas pelo porta-voz da PRM em Tete, Filiciano da Câmara, os detidos foram interceptados na localidade de Luenha, sede do distrito de Changara, enquanto tentavam comercializar seis pontas de marfim, produto que é alvo de intenso tráfico devido ao seu elevado valor no mercado ilegal.

A polícia reforçou que esta ação faz parte de um esforço contínuo para combater a caça furtiva e proteger a fauna selvagem do país. A PRM apela, ainda, à colaboração da população para denunciar actividades suspeitas que possam comprometer a conservação dos recursos naturais.

Ataque aéreo israelita em Gaza causa 29 mortes

Um ataque aéreo israelita sobre um edifício na localidade de Shejaia, na Cidade de Gaza, resultou na morte de pelo menos 29 pessoas, entre as quais várias crianças. 

As autoridades de saúde locais informaram que, além das vítimas fatais, dezenas de pessoas ficaram feridas e há, ainda, cidadãos presos sob os escombros do edifício atingido.

Em comunicado oficial, o exército israelita afirmou que o alvo do ataque era um membro do Hamas, descrito como responsável pelo planeamento e execução de ataques a partir daquela zona do norte de Gaza.

A força militar israelita assegurou que, antes do ataque, foram implementadas medidas para minimizar o impacto sobre a população civil, embora as consequências tenham sido devastadoras.

Israel ataca 45 alvos na Faixa de Gaza em apenas um dia

O Exército israelita lançou ataques aéreos a 45 “alvos terroristas” na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas, de acordo com um comunicado militar divulgado.

As operações visaram principalmente entradas de túneis e esconderijos de armas, num território que tem sido marcado por um aumento nas hostilidades.

As forças israelitas estão a reforçar a sua presença na área de Rafah, no extremo sul do enclave, onde continuam a mobilização no bairro de Tel al-Sultan e no denominado “corredor Morag”, que divide a cidade de leste a oeste. O comunicado do Exército afirma que, como parte das operações em curso, foram localizadas e destruídas estruturas usadas para actividades terroristas e infraestruturas subterrâneas, além da eliminação de terroristas.

Entretanto, fontes médicas locais reportam que pelo menos cinco palestinianos perderam a vida em ataques israelitas desde a noite de ontem. Entre as vítimas, encontram-se dois indivíduos mortos num bombardeamento no campo de refugiados de Nuseirat, dois em Khan Yunis, onde se encontravam em tendas de deslocados, e um que sucumbiu aos ferimentos em Deir al-Balah.

O Ministério da Saúde de Gaza, sob a gestão do grupo islamita Hamas, fez um alerta preocupante, afirmando que cerca de 60 mil crianças na região estão em risco de subnutrição. A situação humanitária no enclave é alarmante, uma vez que Israel fechou todas as passagens de ajuda humanitária no início de Março, após o término da primeira fase do cessar-fogo entre as partes. Desde então, não tem permitido a entrada de alimentos ou outros suprimentos, retomando os bombardeamentos na área.

Desde o reinício dos ataques em meados de Março, mais de 1.400 pessoas, a maioria mulheres e crianças, perderam a vida, de acordo com autoridades de saúde palestinianas.

Em paralelo, o Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, regressou hoje a Israel após uma visita à Hungria e aos Estados Unidos, onde se encontrou com o Presidente norte-americano, Donald Trump. Durante esta reunião, discutiram, entre outros temas, um plano para a retirada da população de Gaza e o controlo do enclave.

Tribunal anula actos do Banco de Moçambique relacionados com o Moza Banco

O Tribunal Administrativo (TA) de Moçambique decidiu, em acórdão datado de 1 de Abril, anular os actos administrativos do Banco de Moçambique (BdM) referentes à intervenção no Moza Banco, uma medida que já havia suscitado controvérsia desde a sua implementação. 

A decisão mantém a nulidade dos actos, após a rejeição do recurso interposto pela instituição central.

A intervenção no Moza Banco, realizada em 30 de Setembro de 2016, foi inicialmente justificada pelo BdM com alegações de fragilidade financeira da entidade e o potencial risco sistémico que esta representava para o sistema bancário nacional. Contudo, o aviso que formalizava essa intervenção foi publicado apenas em 14 de Novembro do mesmo ano, o que, segundo o acórdão do TA, compromete a legalidade do procedimento.

O tribunal esclarece que o aviso do governador do BdM, na altura Rogério Zandamela, só começou a produzir efeitos jurídicos após a sua publicação, mais de um mês após a intervenção. O acórdão sublinha que a argumentação apresentada pelo BdM carece de consistência, ao afirmar que a publicação do aviso não era necessária para legitimar a intervenção.

Esta decisão judicial é uma vitória significativa para a Moçambique Capitais, sócia-fundadora e anteriormente accionista maioritária do Moza Banco. A gestão do banco passou, em 2016, para a Kuhanha, sociedade gestora do fundo de pensões dos trabalhadores do BdM, que atualmente detém mais de 60% do capital social da instituição.

Em resposta à anulação dos actos administrativos, a Moçambique Capitais afirmou, em comunicado enviado aos accionistas, que a decisão do TA não compromete o funcionamento normal do banco. A empresa destacou que está em diálogo com o BdM para encontrar uma solução que satisfaça todos os envolvidos.

“Este acórdão, subscrito por unanimidade pelos 16 juízes-conselheiros, põe fim ao diferendo entre a Moçambique Capitais e o banco central, estando já em curso contactos com as entidades competentes por forma a determinar a melhor solução para todos os interessados”, lê-se no comunicado.

Além disso, a Moçambique Capitais enfatizou que as contas auditadas do Moza Banco estão em conformidade com os rácios prudenciais exigidos e que existem fundos significativos depositados no BdM, reforçando a solidez financeira da instituição.

Hospital Militar de Maputo cria comissão para investigar suspeita de erro médico em cirurgia

O Hospital Militar de Maputo anunciou a constituição de uma comissão multissectorial para investigar um incidente grave que ocorreu durante uma cirurgia realizada nesta unidade hospitalar. 

Segundo informações divulgadas, um paciente ficou com um pedaço de pano aparentemente esquecido no abdómen após o procedimento cirúrgico.

Em comunicado oficial, o hospital admitiu a seriedade da situação e expressou a sua disposição para fornecer informações à vítima e aos seus familiares, reconhecendo a preocupação gerada em torno deste caso.

O incidente, alarmante na opinião da instituição, foi amplamente divulgado na quarta-feira, após a circulação de um vídeo nas redes sociais e em vários meios de comunicação.

O Hospital Militar de Maputo salientou que a cirurgia em questão pode ter ocorrido em 2021, mas não forneceu mais detalhes sobre a data específica.

Tribunal ordena à Casa Branca restauração do acesso à Agência Associated Press

Um juiz federal decidiu que a Casa Branca deve restabelecer imediatamente o acesso total da agência de notícias Associated Press (AP), que havia sido suspenso durante dois meses. 

Esta medida surge após a agência ter sido impedida de entrar na Sala Oval e no avião presidencial “Air Force One” em Fevereiro, em consequência da sua recusa em adoptar o novo nome do Golfo do México, alterado para “Golfo da América” por uma ordem executiva assinada pelo ex-presidente Donald Trump.

O juiz distrital Trevor McFadden, nomeado por Trump, proferiu que a exclusão da AP constituía uma violação da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que assegura a liberdade de expressão e de imprensa. McFadden salientou que, ao abrir as portas da Casa Branca a determinados jornalistas, o governo não pode, por motivos de opinião, fechar essas mesmas portas a outros profissionais da comunicação.

“Sob a Primeira Emenda, se o Governo abre as suas portas a alguns jornalistas – seja na Sala Oval, na Sala Leste ou em qualquer outro lugar – não pode então fechar essas portas a outros jornalistas devido aos seus pontos de vista”, afirmou McFadden, segundo o portal Político. O juiz qualificou a discriminação da Casa Branca contra a AP como “descarada”, sublinhando que, mesmo em espaços altamente restritos, tal discriminação é inaceitável para eventos que não sejam entrevistas formais.

Este desfecho surge no contexto de tensões crescentes entre a Casa Branca e a Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA), que representa cerca de 900 jornalistas. Na semana passada, a Casa Branca foi alvo de críticas por uma tentativa de controle sobre a distribuição dos lugares limitados na sala de imprensa. O portal Axios informou que o governo considerava alterar a disposição dos 49 lugares na sala de conferências, o que garantiria um assento fixo a determinados jornalistas e a possibilidade de colocarem questões aos assessores de imprensa ou ao próprio presidente.

Historicamente, a WHCA tem sido responsável por determinar a disposição dos lugares na sala de imprensa, garantindo que os jornalistas das principais redes de televisão, agências de notícias, jornais e estações de rádio ocupem as primeiras filas, enquanto outros meios de comunicação têm acesso às filas posteriores ou à rotatividade dos lugares.

Vagas de emprego do dia 10 de Abril de 2025

Foram publicadas hoje, dia 10 de Abril no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Specialist: Cyber Defense

A Vodacom pretende recrutar um (1) Specialist: Cyber Defense. Saiba mais.

2. Vaga para EHOD: Regional Operations

A Vodafone pretende recrutar um (1) EHOD: Regional Operations. Saiba mais.

3. Vaga para Assistente de Finanças

Uma empresa anónima pretende recrutar um (1) Assistente de Finanças. Saiba mais.

4. Vaga para Assistente de Recursos Humanos

A Associação Progresso (PROGRESSO) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Recursos Humanos. Saiba mais.

5. Vaga para Motorista

A Associação Progresso (PROGRESSO) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Motorista. Saiba mais.

6. Vaga para Consultor

A Associação Progresso (PROGRESSO) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Data Capture: Brewing

A AB InBev pretende recrutar um (1) Data Capture: Brewing. Saiba mais.

2. Vaga para Health Specialist

O World Bank pretende recrutar um (1) Health Specialist. Saiba mais.

3. Vaga para National Coordination Officer UNODC

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) National Coordination Officer UNODC. Saiba mais.

4. Vagas para Técnicos de Produção

A Torradinhas pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Técnicos de Produção. Saiba mais.

5. Vagas para Faxineiras

Uma empresa anónima situada em Maputo, está a recrutar duas (2) Faxineiras. Saiba mais.

6. Vaga para Auxiliar Administrativo

Uma empresa anónima pretende recrutar um (1) Auxiliar Administrativo. Saiba mais.

7. Vagas para Oficiais de Segurança Alimentar e Meios de Subsistência

A ForAfrika pretende recrutar dois (2) Oficiais de Segurança Alimentar e Meios de Subsistência. Saiba mais.

8. Vagas para Oficiais de Gênero e Proteção

A ForAfrika pretende recrutar dois (2) Oficiais de Gênero e Proteção. Saiba mais.

9. Vagas para Oficiais de Desenvolvimento Comunitário

A ForAfrika pretende recrutar quatro (4) Oficiais de Desenvolvimento Comunitário. Saiba mais.

10. Vaga para Human Resources Assistant

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Human Resources Assistant. Saiba mais.

11. Vaga para Consultor

A RSM Moçambique pretende recrutar um (1) Consultor/a. Saiba mais.

12. Vaga para Process Artisan Grade 2

A Sasol pretende recrutar um (1) Process Artisan Grade 2. Saiba mais.

13. Vagas para Motoristas

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Motoristas. Saiba mais.

14. Vaga para Director Financeiro

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director Financeiro. Saiba mais.

15. Vaga para Food Security and Livelihood Manager

A ForAfrika pretende recrutar um (1) Food Security and Livelihood Manager. Saiba mais.

16. Vaga para Administrador de Sistemas

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Administrador de Sistemas. Saiba mais.

17. Vaga para Specialist: QA Engineer

A Vodafone pretende recrutar um (1) Specialist: QA Engineer. Saiba mais.

18. Vaga para Oficial de Projecto

A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um (1) Oficial de Projecto. Saiba mais.

19. Vagas para Assistentes Comunitários

A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar dois (2) Assistentes Comunitários. Saiba mais.

20. Vaga para Médico Especialista em Ginecologia e Obstetrícia

A We Solve It Consultoria e Serviços EI pretende recrutar para seu cliente, um (1) Médico Especialista em Ginecologia e Obstetrícia. Saiba mais.

21. Vaga para Electricista Geral

A INALCA Moçambique, Lda, pretende contratar um (1) Electricista Geral. Saiba mais.

22. Vaga para Finance System Analyst

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Finance System Analyst. Saiba mais.

23. Vaga para Logistics Assistant

A Norwegian Refugee Council (NRC) pretende recrutar um (1) Logistics Assistant. Saiba mais.

24. Vaga para Logistic Coordinator

A Saipem pretende recrutar um (1) Logistic Coordinator. Saiba mais.

25. Vagas para Serventes

Uma empresa anónima pretende recrutar dois (2) Serventes. Saiba mais.

26. Vaga para Guarda

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Guarda. Saiba mais.

27. Vaga para Facilitador de Campo

A Fundação Aga Khan pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Facilitador de Campo. Saiba mais.

Fronteiras entre Moçambique e Malawi introduzem sistema de paragem única

A partir dos finais de Abril de 2023, os postos fronteiriços de Zòbué, Muanza, Calomué e Ndiza, que estabelecem as travessias entre Moçambique e Malawi, passarão a operar sob um novo regime, conhecido como paragem única.

Esta decisão foi acordada durante um encontro bilateral que decorreu na cidade de Tete, sob a liderança do Alto-comissário de Moçambique no Malawi, Alexandre Manjate, e da Embaixadora do Malawi em Moçambique, Wezi Moyo.

Segundo informações veiculadas pela Rádio Moçambique, a implementação deste sistema visa simplificar as trocas comerciais entre os dois países, através da modernização e do estabelecimento de postos fronteiriços de paragem única, investimentos em tecnologias de comunicação e informação, reformas nas transacções internacionais, e medidas de apoio ao desenvolvimento de cadeias de valor.

Alexandre Manjate, durante a sua intervenção, destacou a importância do encontro técnico em curso, que tem como objectivo harmonizar os procedimentos a serem aplicados nas fronteiras. Manjate revelou que, numa primeira fase, parte dos serviços migratórios será transferida para as instalações malawianas, uma vez que este país já concluiu a construção das suas infraestruturas em três das quatro fronteiras com Moçambique, nomeadamente Muanza e Ndiza.

“O trabalho realizado pelas equipas foi fundamental para identificar os pontos fortes e fracos, além de elaborar relatórios que serão debatidos. Com base nesses documentos, esperamos que em breve este projecto se torne uma realidade, uma vez que os relatórios refletem a vontade de ambas as partes em operacionalizar esta iniciativa de grande importância para os nossos países e para a região”, afirmou Manjate.

Por sua vez, a Embaixadora Wezi Moyo considerou a decisão como um marco histórico e um ganho a ser celebrado, uma vez que pela primeira vez está a ser implementado um projecto que oferece benefícios mútuos para Moçambique e Malawi. “As duas delegações chegaram a um consenso sobre a implementação imediata deste programa, e estamos a harmonizar os procedimentos na expectativa de que até finais de Abril o projecto esteja em funcionamento”, afirmou Moyo.

Este programa de comércio e conectividade da África Austral, financiado pelo Banco Mundial, visa, entre outros objetivos, a redução de custos comerciais através da facilitação do comércio, melhorando a infraestrutura e o acesso ao mercado.

Prejuízos das manifestações pós-eleitorais atingem 32,2 mil milhões de meticais

A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, revelou na Assembleia da República que os prejuízos decorrentes das manifestações pós-eleitorais, que tiveram início em Outubro do ano passado, ascendem a mais de 32,2 mil milhões de meticais.

Durante a sua intervenção, Benvinda Levi destacou a gravidade da situação, mencionando não apenas os elevados custos económicos, mas também as perdas em vidas humanas, os danos substanciais nas infraestruturas, empresas, rodovias e meios de transporte, além de edifícios públicos e privados que foram severamente afectados pelos tumultos.

A Primeira-Ministra sublinhou ainda que, em resposta a esta crise, o Governo está a implementar medidas urgentes no sector da saúde, incluindo a realização de cirurgias massivas nos hospitais, com o intuito de reduzir as listas de espera, que têm aumentado como consequência da instabilidade social.

Esta sessão na Assembleia da República marcava um importante momento de prestação de contas do Governo perante os deputados, que questionaram sobre a situação política e económica do país e as acções que estão a ser tomadas para mitigar os efeitos das manifestações e restaurar a normalidade nas diversas áreas afectadas.

Presidente turco processa líder da oposição por insulto

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, deu entrada a uma queixa-crime por insulto contra Özgür Özel, líder do Partido Republicano do Povo (CHP), na sequência de declarações feitas durante um congresso extraordinário do partido. 

O advogado de Erdogan, Hüseyin Aydin, anunciou a notícia na terça-feira através da rede social X (anteriormente conhecida como Twitter).

Özel, que lidera a principal força de oposição no país, referiu que “a Turquia é governada por uma junta que tem medo das eleições, medo dos seus adversários e medo do povo”. As suas declarações foram feitas no contexto de uma forte crítica à administração de Erdogan, a quem acusou de ser o “presidente de uma junta” que persegue aqueles que gozam de apoio popular e possuem potencial para se tornarem rivais.

As tensões políticas na Turquia têm aumentado, especialmente após a detenção e subsequente prisão do autarca de Istambul, Ekrem Imamoglu, um proeminente membro do CHP e principal adversário político de Erdogan, que ocorreu no mês passado. A situação gerou um clamor social, com o CHP a mobilizar dezenas de milhares de cidadãos em protesto nas ruas de Istambul e em várias outras cidades do país.

Durante o congresso extraordinário, realizado no último domingo, Özel reafirmou a posição do CHP ao declarar que Imamoglu será o candidato a apoiar nas eleições presidenciais de 2028, e desafiou Erdogan a antecipar essas eleições para Novembro deste ano. “Convidamo-lo a enfrentar uma vez mais a vontade do povo, porque disso resultará a maior moção de censura da história”, afirmou Özel, enfatizando a confiança do CHP na sua popularidade.

O partido continua a atrair atenção após ter conquistado 37,8% dos votos nas eleições municipais de Março de 2024, estabelecendo-se como a principal força nas grandes cidades, incluindo Istambul e Ancara, tradicionalmente bastiões do partido de Erdogan, o AKP.

Criminosos incendeiam sete viaturas e roubam passageiros em Sofala

Seis indivíduos armados, equipados com uma arma de fogo do tipo AK-47 e instrumentos contundentes, perpetraram um assalto violento, incendiando sete viaturas que circulavam na Estrada Nacional Número 1 (EN1), situada no distrito de Maringuè, na província de Sofala.

Segundo uma nota divulgada pelo Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), o incidente ocorreu por volta das seis horas da manhã. Os assaltantes obrigaram dois condutores a imobilizar os seus camiões, um dos quais transportava cinco viaturas ligeiras, que foram subsequentemente incendiadas pelos atacantes.

Além do ataque às viaturas, os homens armados interceptaram um autocarro de passageiros, um Toyota Coaster com capacidade para 30 lugares. Durante a abordagem, os assaltantes recolheram dinheiro dos passageiros e do motorista, forçando este último a continuar a viagem sob ameaça.

Em resposta à gravidade da ocorrência, a PRM implementou uma força especial para estabilizar a situação no local, assegurando a ordem e a segurança na transitabilidade da estrada.

As autoridades policiais estão empenhadas na captura do grupo responsável pelos crimes, a fim de garantir a responsabilização dos envolvidos.

Incêndio em lar de idosos no norte da China causa 20 mortos

Um trágico incêndio deflagrou num lar de idosos na vila de Linghua, situada na província de Hebei, no norte da China, resultando na morte de vinte pessoas. A informação foi divulgada pela agência de notícias oficial chinesa, Xinhua.

O incêndio iniciou por volta das 21 horas locais e, segundo as autoridades, o número de vítimas mortais foi confirmado com precisão às 3 horas da manhã.

As autoridades locais procederam à transferência de outros residentes do lar para hospitais nas proximidades, onde estão a ser avaliados e tratados por possíveis ferimentos relacionados com o incidente.

Ainda não foram divulgadas as causas do incêndio, sendo que uma investigação está em curso para esclarecer o que levou a esta tragédia. As autoridades competentes estão a trabalhar para garantir que todos os detalhes sejam apurados e que as famílias das vítimas sejam devidamente informadas.

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