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Sexta-feira, Julho 24, 2026
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LAM em processo de reestruturação para retomar filiação na IATA

A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) encontra-se a desenvolver um plano de reestruturação da sua dívida, com o objectivo de honrar os compromissos financeiros e garantir o regresso à Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). 

O processo está a ser conduzido pelo Conselho de Administração da companhia, que espera resolver, em breve, algumas pendências relacionadas com créditos.

A suspensão da LAM na IATA ocorreu a 17 de Outubro de 2022, em decorrência da falta de pagamento das obrigações de filiação. Em declarações recentes, uma fonte da LAM sublinhou a importância deste retorno, afirmando que “esforços estão a ser feitos para retornarmos a esta associação. Já estamos a seguir alguns procedimentos para garantir o nosso retorno o mais breve possível”, embora não tenha especificado o montante em dívida ou as modalidades da reestruturação.

A realidade financeira da empresa é, no entanto, desafiadora, levando à adopção de medidas para a recuperação. Alfredo Cossa, porta-voz da LAM, afirmou, em conferência de imprensa, que “estamos numa situação extremamente difícil como companhia. Há números elevadíssimos que precisam de ser avaliados pelo Estado para tirar a LAM do estágio em que se encontra”.

Um dos factores que contribuiu para a actual situação da LAM foi a suspensão de voos considerados financeiramente insustentáveis, como o percurso entre Maputo e Lisboa.

Cossa exemplificou que esta rota gerou um prejuízo de 21 milhões de dólares, reflectindo os elevados custos operacionais que não correspondem aos ganhos obtidos. A ligação com Harare também enfrenta dificuldades, com perdas estimadas em 307 mil dólares devido a dívidas com parceiros.

Revimo reintegra trabalhadores suspensos após recuperação das portagens vandalizadas

A Rede Viária de Moçambique (Revimo) anunciou que os cerca de 380 trabalhadores suspensos devido à inoperância das portagens vandalizadas irão retomar as suas funções assim que as actividades forem normalizadas. 

Esta decisão surge após os danos causados em 12 portagens durante as manifestações pós-eleitorais que marcaram o país.

As portagens, que estavam sob a gestão da Revimo, encontram-se inoperacionais desde Dezembro do ano passado, em resultado de actos de vandalismo. A informação foi confirmada a Rádio Moçambique por uma fonte da Revimo, que acrescentou que a suspensão dos contractos foi comunicada aos colaboradores afectos durante uma reunião realizada na passada quarta-feira.

A Revimo sublinhou que, no âmbito desta suspensão, está a cumprir rigorosamente todos os pressupostos legais definidos na legislação laboral vigente em Moçambique, com o objectivo de salvaguardar os direitos dos trabalhadores envolvidos.

Além dos funcionários das portagens, cerca de mil trabalhadores de empresas prestadoras de serviços também foram afectados pela suspensão, devido à paralisação das actividades. Estas empresas estão envolvidas em áreas essenciais como manutenção de estradas, piquete, serviços de ambulância, iluminação pública, limpeza e transporte de trabalhadores.

Actualmente, a Revimo gere um total de 16 portagens, das quais apenas quatro estão operacionais. Em relação à reabertura das portagens inoperacionais, a Revimo não revelou uma data prevista para o início dos trabalhos de recuperação, deixando o futuro das mesmas em aberto.

PGR investiga alegações de violações de Direitos Humanos em Cabo Delgado

A Procuradoria-Geral da República (PGR) de Moçambique anunciou, esta semana, o início de uma investigação sobre sérias denúncias de violações de direitos humanos, que incluem raptos e assassinatos alegadamente perpetrados por membros das Forças de Defesa e Segurança (FDS) que asseguram a protecção das instalações da multinacional Total, localizadas em Afungi, na província de Cabo Delgado.

Segundo informações prestadas pelo Procurador-Geral Adjunto, Sérgio Reis, o processo encontra-se actualmente na fase de instrução, sendo que as investigações estão a ser conduzidas contra desconhecidos, dado que aproximadamente 800 agentes das FDS estão destacados na região para garantir a segurança da área. O objectivo das investigações é apurar responsabilidades e esclarecer as circunstâncias que rodeiam as alegadas violações de direitos humanos.

A PGR expressou surpresa face às alegações divulgadas na imprensa internacional, mas não deixou de sublinhar a gravidade das denúncias apresentadas.

As informações que emergiram no final do ano passado reavivaram relatos que vêm sendo reportados desde 2021, os quais indicam que militares poderão estar envolvidos em homicídios de civis nas proximidades do complexo da petrolífera Total.

Chuva intensa causa caos nas Canárias e arrasta veículos

As intensas chuvas que assolaram a parte Este do arquipélago das Canárias provocaram sérios transtornos, resultando em cenas de desespero e caos.

A força das águas foi tal que diversos veículos foram arrastados, e uma viatura chegou a ser encontrada a flutuar no Oceano Atlântico.

Embora a previsão meteorológica indicasse a possibilidade de chuva, a intensidade das precipitações superou todas as expectativas, surpreendendo muitos habitantes que, durante as férias de Carnaval, saíram de casa para passear ou fazer compras. Infelizmente, muitos desses cidadãos foram surpreendidos pela rápida subida das águas, que deixou vários clientes retidos dentro de um supermercado inundado.

As autoridades locais mencionaram que a força da água não apenas arrastou veículos, mas também causou o bloqueio de várias vias, dificultando o acesso às áreas afectadas. Em resposta à situação, os habitantes da região organizaram-se para ajudar nas operações de limpeza, demonstrando uma notável solidariedade comunitária.

Os bombeiros foram mobilizados para socorrer a população, iniciando as operações de esvaziamento de garagens que se encontravam completamente cheias de água. Até ao momento, não há registo de vítimas, o que traz algum alívio em meio à adversidade.

Zambézia: Suspeito de assassinato de líderes comunitários em Namacurra detido

A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a detenção de um indivíduo suspeito de estar envolvido no assassinato de três líderes comunitários no distrito de Namacurra. O arresto ocorreu no bairro Acordos de Lusaka, na cidade de Quelimane.

O suspeito, de 30 anos, funcionário da Direcção Provincial da Saúde, é acusado de ter sequestrado os anciãos, levando-os a um local próximo ao rio, onde, segundo as autoridades, os torturou e afogou. A alegação do indiciado é de que as vítimas eram proprietárias dos crocodilos que, recentemente, atacaram banhistas na região do Namacurra.

Conforme explicou a porta-voz do Comando Provincial da PRM, Belarmina Henriques, a detenção foi facilitada graças à divulgação de um vídeo nas redes sociais, onde o suspeito e dois cúmplices aparecem açoitarem os líderes comunitários. Embora os outros envolvidos ainda se encontrem foragidos, a polícia expressa esperança de que o detido colabore na captura dos restantes suspeitos.

Até ao momento, o indiciado optou por não fornecer qualquer informação adicional, alegando que se pronunciará apenas na presença do seu advogado. Este crime bárbaro teve um impacto profundo na comunidade local, provocando uma onda de insegurança entre os cidadãos, que agora sentem temor até mesmo dentro de suas próprias casas.

Estádio Nacional do Zimpeto chumbado pela CAF para competições internacionais

A Confederação Africana de Futebol (CAF) anunciou que o Estádio Nacional do Zimpeto, em Moçambique, não será autorizado a receber jogos internacionais. 

A decisão foi tomada após duas inspecções realizadas pela CAF, nos dias 17 e 28 de Fevereiro, que revelaram diversas deficiências nas infraestruturas do recinto.

Entre as principais falhas identificadas encontram-se o estado do piso e da relva, além de várias anomalias que não correspondem aos padrões exigidos pela confederação. O comunicado emitido pela CAF detalha que estas deficiências comprometem a segurança e a qualidade das competições que ali se realizariam.

Como consequência desta decisão, a selecção nacional de futebol, os Mambas, deverá disputar os seus jogos fora do país. A Federação Moçambicana de Futebol tem até esta sexta-feira, 7 de Março, para apresentar um estádio alternativo que acolha as partidas da equipa.

As opções estão a ser analisadas, e a hipótese mais viável até ao momento aponta para a África do Sul, onde existem várias instalações que cumprem com os requisitos necessários. A situação levanta preocupações sobre a preparação da selecção, que terá de adaptar-se a um novo ambiente para os seus jogos internacionais.

Vagas de emprego do dia 05 de Março de 2025

Foram publicadas hoje, dia 05 de Março no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Cards Operations Manager

O Absa pretende recrutar um (1) Cards Operations Manager. Saiba mais.

2. Vaga para Artisan Process

A Coca-Cola Beverages Africa pretende recrutar um (1) Artisan Process. Saiba mais.

3. Vaga para Assistente de Distribuição

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Assistente de Distribuição. Saiba mais.

4. Vaga para Estagiário em Gestão de Recursos Humanos

A Nobrin pretende recrutar pata o seu quadro de pessoal um (1) Estagiário em Gestão de Recursos Humanos. Saiba mais.

5. Vaga para Balconista/ Vendedora

A PCP Universal Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Balconista/ Vendedora. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Estagiário em Engenharia de Construção Civil

A Rapoio Serviços de Construção pretende recrutar um (1) Estagiário em Engenharia de Construção Civil. Saiba mais.

2. Vaga para Assistente de Marketing e Designer Gráfico

A Técnica PC está a recrutar um (1) Assistente de Marketing e Designer Gráfico. Saiba mais.

3. Vaga para Manager: Access & Transport Plan & Eng

A Vodacom pretende recrutar um (1) Manager: Access & Transport Plan & Eng. Saiba mais.

4. Vaga para Produtor Multimédia

A SOICO – Sociedade Independente de Comunicação pretende recrutar um (1) Produtor Multimédia. Saiba mais.

5. Vaga para Senior Quality Operations Specialist

A CB&I pretende recrutar um (1) Senior Quality Operations Specialist. Saiba mais.

6. Vagas para Seguranças

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar dezoito (18) Seguranças. Saiba mais.

7. Vaga para Consultor

A Caritas Diocesana de Nacala pretende recrutar um (1) Consultor para realização de estudo de mercado e formação em educação financeira de produtores hortícolas. Saiba mais.

8. Vaga para Auditor Interno

A Construa Lda., pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Auditor Interno. Saiba mais.

9. Vaga para Emergency Health and Nutrition EXPERT

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Emergency Health and Nutrition EXPERT. Saiba mais.

10. Vaga para Técnico de Mecatrónica

A SAMA – Sacos de Matutuine pretende recrutar um (1) Técnico de Mecatrónica. Saiba mais.

11. Vagas para Mestres de Carpintaria

A EGET pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Mestres de Carpintaria. Saiba mais.

12. Vaga para Secretária Administrativa

Uma empresa anónima está a recrutar uma (1) Secretária Administrativa. Saiba mais.

13. Vaga para Highway & Road Engineer

A Saipem pretende recrutar um (1) Highway & Road Engineer. Saiba mais.

14. Vaga para Administrative and Finance Associate

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Administrative and Finance Associate. Saiba mais.

15. Vaga para Guarda

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Guarda. Saiba mais.

16. Vaga para Graphic Designer

A Better Audiovisual pretende recrutar um (1) Graphic Designer. Saiba mais.

17. Vagas para Mentores

Uma empresa anónima situada em Maputo, está a recrutar dois (2) Mentores. Saiba mais.

18. Vaga para Solution and Data Architect

A Vodafone pretende recrutar um (1) Solution and Data Architect. Saiba mais.

19. Vaga para Distribution Driver

A AB InBev pretende recrutar um (1) Distribution Driver. Saiba mais.

20. Vaga para Private Cloud Engineer

A Vodafone pretende recrutar um (1) Private Cloud Engineer. Saiba mais.

21. Vaga para Financial Management Specialist

O World Bank pretende recrutar um (1) Financial Management Specialist. Saiba mais.

22. Vaga para Gestora de Clientes

Uma instituição que atua em micro finanças está a recrutar uma (1) Gestora de Clientes. Saiba mais.

23. Vaga para Oficial de Operações

Uma empresa anónima situada na Matola, está a recrutar um (1) Oficial de Operações. Saiba mais.

24. Vaga para Operador de Máquina de Produção de Sacos Starlinger – StaadstarKON SX

A SAMA – Sacos de Matutuine pretende recrutar um (1) Operador de Máquina de Produção de Sacos Starlinger – StaadstarKON SX. Saiba mais.

25. Vaga para Operador de Máquina de Produção de Sacos Starlinger – LAMITECLX-COATING LINE

A SAMA – Sacos de Matutuine pretende recrutar um (1) Operador de Máquina de Produção de Sacos Starlinger – LAMITECLX-COATING LINE. Saiba mais.

PMA considera fechar escritório na África Austral de devido a restrições de financiamento

O Programa Mundial para a Alimentação (PMA) poderá encerrar o seu escritório na África Austral como consequência de restrições financeiras, conforme revelou ontem a agência das Nações Unidas. 

Esta decisão surge num contexto de cortes significativos nas doações, particularmente por parte dos Estados Unidos, que têm reduzido os contractos de ajuda externa globais, em alinhamento com a política “America First” do Presidente Donald Trump.

Tomson Phiri, porta-voz regional do PMA, confirmou que as operações na região serão transferidas para Nairobi, no Quénia. Apesar da mudança de localização, Phiri assegurou que as actividades do PMA nos países da África Austral, onde a agência presta assistência a milhões de pessoas afectadas pela seca, continuarão sem interrupções. “O objectivo é maximizar os fundos e direcioná-los para as nossas equipas da linha de frente”, afirmou.

Entretanto, o porta-voz evitou comentar directamente sobre a relação entre esta decisão e os cortes na ajuda dos EUA, destacando apenas que “a perspectiva de financiamento dos doadores se tornou mais restrita”. A situação levanta preocupações sobre o impacto que tais restrições poderão ter nas operações humanitárias na região, onde a necessidade de apoio alimentar é cada vez mais premente.

População de Xai-Xai protesta contra facturas excessivas da água de Xai-Xai

Na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, clientes da empresa Água da Região Sul (AdRs) protagonizaram um protesto em frente às instalações da instituição, manifestando descontentamento com as facturas de água consideradas exorbitantes. 

Os cidadãos expressaram a sua insatisfação, não só em relação aos altos preços, mas também pela falta de abastecimento em vários bairros.

Os manifestantes argumentam que, apesar de monitorarem o consumo de água nos seus lares, as facturas mensais apresentam valores inesperadamente altos. Um dos protestantes, que solicitou anonimato, relatou ao jornal Notícias: “Controlo os metros cúbicos do consumo mensal e faço cálculos, mas quando chega a factura, o valor é elevado, chegando a 2000 meticais. Isso é absurdo. O meu agregado é de quatro pessoas e não gasta tanta água, porque estamos conscientes de que isso pode afectar a economia doméstica”.

Em resposta às queixas, a AdRs esclareceu que as tarifas actualmente em vigor foram estabelecidas pelo Conselho de Regularização de Água. Esta entidade tem como missão estudar as dinâmicas de vida da população, a capacidade de pagamento e os desafios do abastecimento de água, a fim de garantir a sustentabilidade dos serviços.

Contudo, o Conselho de Regularização de Água isentou-se de responsabilidades, afirmando que a definição das tarifas é da competência da AdRs, que deve, posteriormente, submeter as propostas para aprovação.

Aumento de conflitos homem-fauna bravia em Moçambique atinge níveis alarmantes

O fenómeno dos conflitos entre humanos e fauna bravia em Moçambique tem vindo a intensificar-se de forma preocupante. 

De acordo com dados da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), foram reportados 1.498 casos em 2024, um aumento significativo de 700 incidentes em comparação com o ano anterior.

As províncias de Gaza, Tete e Manica estão a ser particularmente afectadas, registando uma elevada incidência de casos de conflitos que levantam preocupações sobre a segurança e a convivência entre a população local e a vida selvagem.

O director-geral da ANAC, Pejul Calenga, sublinhou durante as comemorações do Dia Mundial da Vida Selvagem que “infelizmente, os números estão a aumentar. Além do aumento das incidências, também observamos um crescimento no número de vítimas mortais causadas por animais bravios”.

Calenga também destacou que a falta de técnicas adequadas para o afugentamento da fauna bravia tem contribuído para estas situações, levando a um aumento no número de ataques. “As tentativas de afastar os animais sem os métodos correctos têm resultado em tragédias”, afirmou.

O responsável da ANAC referiu ainda que, ao longo dos últimos anos, a preservação da natureza enfrentou desafios substanciais. Enquanto que há uma década a fiscalização das actividades de exploração ilegal dos recursos naturais era o principal problema, actualmente a prioridade é garantir que os benefícios da conservação sejam repartidos com as comunidades locais.

“É imperativo que o nosso património natural se traduza em riqueza para os actores locais que dependem destes recursos para a sua sobrevivência”, disse. Neste contexto, a ANAC procura aumentar a sua capacidade de alocação de benefícios, aspirando a atingir 30% de retorno para as comunidades.

Calenga reconheceu que existem fragilidades na gestão das áreas de conservação, mas afirmou que a continuidade de esforços é crucial para que estas áreas possam, efectivamente, gerar renda e contribuir para o Produto Interno Bruto (PIB) do país. “Temos de promover oportunidades de crescimento económico, começando a nível das comunidades e envolvendo o sector privado”, acrescentou.

Por fim, o director-geral da ANAC também fez menção a conquistas significativas na conservação da biodiversidade, como a reintrodução da população de rinocerontes em Moçambique. “Agora, temos os ‘Big Five’, os cinco maiores animais emblemáticos de África, no Parque do Zinave, o que simboliza um sucesso na conservação e reabilitação dos ecossistemas”, concluiu.

Vandalismo de linha de energia deixa Chinde e Inhassunge sem electricidade

Um acto de vandalismo perpetrado por um grupo de indivíduos tem causado sérios transtornos no fornecimento de energia eléctrica no distrito de Inhassunge e em parte do distrito de Chinde, na província da Zambézia. 

O incidente ocorreu na linha de média tensão de transporte de electricidade, com os autores a reivindicar compensações pelos bens destruídos durante a implantação de postes de energia em 2013.

Segundo informações disponíveis, a ação de vandalização resultou na danificação das infraestruturas pertencentes à Electricidade de Moçambique (EDM), o que levou à interrupção do fornecimento de energia eléctrica na região.

As comunidades afectadas estão sem electricidade há duas semanas, o que tem gerado consideráveis dificuldades para os residentes e negócios locais.

As autoridades da Electricidade de Moçambique estão a trabalhar para restaurar a normalidade no fornecimento de energia, mas a situação é complicada pela extensão dos danos causados. Além disso, o vandalismo não apenas compromete o acesso à electricidade, mas também coloca em risco a segurança energética da região.

EUA suspendem ajuda militar à Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou a suspensão do envio de novos carregamentos de armas provenientes das reservas norte-americanas, de acordo com informações avançadas pela Bloomberg. 

Esta decisão foi anunciada na passada segunda-feira, poucos dias após um encontro tenso entre Trump e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca.

A suspensão, que permanecerá em vigor até que Zelensky demonstre um “compromisso de boa-fé para com a paz”, foi confirmada por um alto-responsável do Departamento da Defesa dos EUA, que optou por manter o anonimato.

Esta medida abrangerá todo o equipamento militar norte-americano que ainda não se encontra na Ucrânia, incluindo armas em trânsito, seja em aeronaves ou navios, bem como equipamentos que aguardam na Polónia.

A Associated Press, citando fontes da Casa Branca, acrescenta que Trump está focado em alcançar um acordo de paz para encerrar o conflito e que espera que Zelensky se comprometa com esse objectivo. A administração norte-americana está, assim, a “suspender e rever” a sua ajuda à Ucrânia para assegurar que esta contribua efectivamente para uma solução pacífica.

No final da noite de segunda-feira, o Wall Street Journal relatou que a Administração Trump já havia interrompido o financiamento de novas vendas de armas à Ucrânia e estaria a considerar congelar os carregamentos das reservas militares dos EUA.

Durante as trocas de acusações entre os dois líderes, Trump criticou Zelensky, afirmando que o presidente ucraniano não deseja a paz enquanto continuar a receber apoio dos Estados Unidos. Em resposta, Zelensky reafirmou que a Ucrânia anseia por uma “paz verdadeira”, enfatizando que esta é “necessária o mais rapidamente possível”.

Mulheres protestam contra negligência médica e maus-tratos na maternidade

Um grupo de mulheres congregou-se, hoje, em frente ao Hospital Provincial da Matola, em Maputo, para protestar contra os alegados “maus-tratos” e “negligência médica” que têm ocorrido durante o parto naquela instituição de saúde. 

O acto, promovido pela Organização de Mulheres Resilientes, visou denunciar práticas que, segundo as manifestantes, colocam em risco a vida e a dignidade das mães.

“Estamos indignadas com os maus-tratos, o roubo dos nossos bebés e a retirada dos nossos úteros sem o nosso consentimento”, declarou Michel, a activista e líder da manifestação.

As participantes sublinharam a necessidade urgente de reformar as práticas médicas no hospital e exigiram um tratamento mais humano e respeitoso por parte dos profissionais de saúde.

O protesto ganha relevância à luz de vários relatos que circulam nas redes sociais, sendo o caso de “Leila” um dos mais emblemáticos. Esta mulher, que sofreu uma cesariana, teve o seu útero removido sem autorização e, além disso, o bebé foi declarado morto, mas o corpo nunca foi entregue à família, gerando uma onda de indignação e clamor por justiça.

Refugiados moçambicanos no Malawi regressam ao País

Mais de quinhentos moçambicanos que haviam buscado refúgio no Malawi após as violentas manifestações pós-eleitorais de 2024 começaram a ser repatriados para o seu país de origem.

Segundo o portal Carta de Moçambique, este repatriamento voluntário é parte de uma iniciativa que visa trazer de volta mais de sete mil refugiados oriundos dos distritos de Doa, na província de Tete, e Morrumbala, na Zambézia, regiões que fazem fronteira com o Malawi.

De acordo com informações do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), a escalada da violência e a instabilidade política em Moçambique foram os principais factores que obrigaram milhares de cidadãos a deixar o seu lar. A organização tem trabalhado em conjunto com as autoridades moçambicanas para facilitar o retorno seguro e digno desses indivíduos.

As autoridades locais afirmaram que estão a ser criada as condições mínimas necessárias para que os repatriados possam reintegrar-se na sociedade e retomar a sua rotina familiar e laboral. Este esforço pretende não apenas assegurar a segurança dos repatriados, mas também promover a estabilidade nas comunidades que os acolhem.

Trump duplica tarifas de importação sobre produtos chineses

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma medida significativa que dobra as tarifas de importação de produtos oriundos da China, elevando-as de 10% para 20%. 

Esta decisão foi formalizada através de um decreto presidencial, no qual Trump justifica a taxação como uma resposta à suposta falta de empenho da China em combater o fluxo de opióides sintéticos, como o fentanil, para o território norte-americano.

O comunicado oficial, disponível no site da Casa Branca, menciona que, “em reconhecimento do facto de a República Popular da China não ter tomado medidas adequadas para aliviar a crise das drogas ilícitas, a secção 2(a) da Ordem Executiva 14195 é alterada eliminando as palavras ‘10 por cento’ e inserindo em seu lugar as palavras ‘20 por cento’”.

Trump tem reiterado a sua posição proteccionista desde a sua campanha eleitoral, manifestando a intenção de impor tarifas a diversos países, com um foco particular na China. Além das novas taxas aplicadas sobre os produtos chineses, o presidente já havia estabelecido ordens para tarifas de 25% sobre importações provenientes do México e do Canadá, que também entrarão em vigor a partir de terça-feira, dia 4 de Março.

Em declarações à imprensa na Casa Branca, Trump sublinhou: “As tarifas, você sabe, elas estão prontas. Elas começam a ser efectivas amanhã”. Este anúncio surge num contexto em que o presidente divulgava investimentos em tecnologia, revelando um plano mais abrangente para a economia norte-americana.

Adicionalmente, as novas políticas tarifárias dos Estados Unidos terão repercussões no Brasil, um dos principais exportadores de aço para o país. Aço e alumínio provenientes de qualquer origem sofrerão uma taxação de 25%, uma medida que poderá impactar significativamente as relações comerciais entre os dois países.

Na mesma conferência de imprensa, Trump fez referências a uma possível negociação sobre um acordo de livre comércio com a Argentina, elogiando o presidente argentino, Javier Milei, como “um grande líder” que está a realizar um “trabalho fantástico”. Contudo, o presidente norte-americano optou por não se comprometer com detalhes sobre futuras negociações comerciais.

Cerca de 7 mil pessoas em risco de ficar sem água potável em Lichinga

A cidade de Lichinga enfrenta uma potencial crise de abastecimento de água, com a previsão de que cerca de 7 mil habitantes possam ficar sem acesso a água potável, devido à drástica redução dos níveis na barragem de Locumue, a principal fonte de abastecimento da localidade.

De acordo com Santos David, director da Administração Regional de Águas do Norte (ARA-Norte) em Lichinga, a situação é alarmante. “No início desta época chuvosa, em Outubro, a nossa barragem de Locumue já estava com uma capacidade de 45 por cento. Contudo, com a acentuada descida dos níveis de água, pelo menos 7 mil pessoas poderão ter dificuldades de acesso a este recurso vital”, afirmou David.

Os motivos para a diminuição do volume de água na barragem estão relacionados com a fraca e irregular precipitação que tem afectado a região. O responsável destacou que a barragem de Locumue, neste momento, apresenta os níveis mais baixos de armazenamento em todo o país, com uma capacidade máxima de 11,8 metros de altura, encontrando-se actualmente com apenas 6,6 metros.

A situação levanta preocupações sobre a gestão dos recursos hídricos e a necessidade de medidas urgentes para garantir o abastecimento de água à população, uma vez que a escassez deste recurso pode ter sérias implicações na saúde pública e na qualidade de vida dos cidadãos.

Comissão aponta obstáculos na criação do novo partido de Venâncio Mondlane

O processo de criação da Aliança Nacional para um Moçambique Autónomo e Livre (ANAMALALA), liderada pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, enfrenta sérias dificuldades, conforme denunciou Castro Niquina, coordenador regional norte da comissão instaladora do partido. 

A situação tem gerado preocupações sobre a transparência e a acessibilidade do processo político em Moçambique.

Para formalizar a criação de um partido político no país, é necessário submeter um pedido ao Ministério da Justiça, acompanhado dos estatutos, programas, documentos oficiais dos dirigentes e uma lista de filiados com as respectivas assinaturas.

No entanto, Niquina revelou que o maior obstáculo tem estado relacionado com a obtenção dessas assinaturas, particularmente nas Conservatórias da província de Nampula.

“Em quase todos os notariados da província de Nampula, tivemos grandes problemas”, afirmou Niquina em declarações à DW África. Apesar de a norma estipular que tanto o processo de legalização do partido quanto o suporte a uma candidatura sejam gratuitos, a realidade tem sido diferente.

O coordenador denunciou que, em algumas Conservatórias, a prática tem sido cobrar entre 20 a 25 meticais (cerca de 30 a 40 cêntimos de euros) por cada assinatura, o que representa uma barreira para muitos cidadãos.

Sindicatos empresariais exigem melhoria da segurança para retoma económica sustentável em Moçambique

O sindicato do patronato nacional manifestou, na segunda-feira, a urgência de melhorias na segurança em todo o país, especialmente nas grandes cidades e corredores logísticos.

Esta reivindicação surge como uma medida essencial para garantir uma retoma sustentável da actividade económica e para criar um ambiente de negócios mais favorável.

A apelo dos empresários foi reiterado após o anúncio da associação dos bancos comerciais, que revelou a abertura de uma linha de crédito no valor de 10 mil milhões de meticais. Este financiamento destina-se a apoiar empresas que se encontram em situação de paralisia total ou parcial, devido às recentes manifestações desencadeadas por tensões políticas no país.

“O financiamento é bem-vindo, contudo, a prioridade deve ser a segurança para garantir que haja um melhor ambiente de negócios”, afirmou Eugênio Paiva, um empresário do sector alimentar que tem sentido na pele os efeitos da insegurança, nomeadamente os saques e actos de vandalismo ocorridos durante as manifestações. “Num ambiente actual, em que ainda assistimos a uma onda de insegurança, essas medidas não seriam eficazes”, acrescentou.

Segundo a Confederação das Associações Económicas de Moçambique, cerca de 900 empresas foram directamente afectadas pelas manifestações, deixando aproximadamente 17 mil pessoas sem emprego e a mercê de uma grave crise económica.

Continua desconhecido o paradeiro de mais de 1.100 reclusos em Maputo

O paradeiro de mais de 1.100 reclusos que se evadiram de estabelecimentos prisionais na província de Maputo permanece desconhecido, após uma série de fugas ocorridas durante as manifestações pós-eleitorais do país.

As autoridades continuam a investigar as circunstâncias que rodearam esses acontecimentos.

De acordo com informações provenientes do Estabelecimento Penitenciário Provincial de Maputo, do Estabelecimento Penitenciário de Máxima Segurança da Machava, vulgarmente conhecido como (BO), e do estabelecimento penitenciário do distrito da Manhiça, um total de 1.622 reclusos conseguiram escapar das três cadeias. Destes, 1.534 fugiram apenas do Estabelecimento Penitenciário Provincial de Maputo e do de máxima segurança.

As tumultuosas rebeliões que levaram a estas fugas resultaram em tragédias. Durante os distúrbios no Estabelecimento Penitenciário Provincial de Maputo, foram reportadas 33 mortes e 15 feridos, revelando a gravidade da situação.

A procuradora-chefe da província de Maputo, Evelina Gomane, mencionou que o Ministério Público está a realizar investigações aprofundadas para elucidar as circunstâncias que levaram às fugas dos reclusos, bem como para esclarecer os eventos trágicos que culminaram nas mortes.

Japão regista o maior incêndio florestal em trinta anos

A cidade de Sanriku, na província de Iwate, emitiu novas ordens de evacuação às 07:00 locais, tendo em vista a propagação do incêndio florestal que já afecta 1.197 pessoas, as quais foram transferidas para 12 centros de acolhimento.

O porta-voz do Governo japonês, Yoshimasa Hayashi, afirmou em conferência de imprensa que as autoridades estão empenhadas em extinguir o fogo o mais rapidamente possível, priorizando a segurança dos residentes. “Estamos a trabalhar para extinguir [o fogo] o mais rapidamente possível, procurando ao mesmo tempo, a segurança dos residentes”, declarou Hayashi.

Neste contexto, a agência nacional de gestão de incêndios e catástrofes lançou um apelo aos bombeiros de todo o país para que unam esforços no combate ao fogo, especialmente no que diz respeito à contenção das chamas nas áreas residenciais. Actualmente, cerca de 1.700 bombeiros, provenientes de 453 departamentos de emergência do Japão, estão a participar activamente nas operações, apoiados por helicópteros das Forças de Auto-Defesa.

Desde o início do incêndio, que iniciou na passada quarta-feira, foi confirmada uma morte e 84 casas foram destruídas. As autoridades locais temem que o número de casas afectadas aumente, uma vez que os esforços de combate às chamas continuam a ser priorizados em detrimento da avaliação completa da catástrofe.

A costa sul da província de Iwate, onde se localiza Sanriku, encontra-se sob alerta de tempo seco desde 18 de Fevereiro, um fenómeno meteorológico que tem contribuído para a rápida propagação do incêndio. Contudo, o observatório meteorológico local prevê que a condição de tempo seco se mantenha ao longo desta segunda-feira, apesar de uma descida acentuada das temperaturas, que deixaram os dias quentes e primaveris do fim-de-semana para trás.

Este incêndio florestal é considerado o mais severo no Japão em mais de três décadas e tem trazido à memória dos habitantes os eventos traumáticos do terramoto e tsunami de 11 de Março de 2011, que devastaram a costa de Ofunato e causaram mais de 500 mortos e desaparecidos. Um residente de 70 anos, que sobreviveu ao terramoto, descreveu a situação de forma angustiante, afirmando: “É como se o tsunami viesse pela frente e o fogo por detrás”.

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