Um trágico acidente aéreo em Boca Raton, estado da Flórida, onde um avião de pequeno porte caiu próximo de uma rodovia interestadual e do aeroporto local.
A bordo da aeronave encontravam-se três pessoas, que não conseguiram sobreviver ao acidente.
A aeronave, que seguia em direcção ao Aeroporto Internacional de Tallahassee, sofreu a queda em circunstâncias ainda não esclarecidas, provocando uma densa cortina de fumaça, incêndios e a dispersão de destroços pela área. A gravidade da situação levou ao fechamento de várias estradas nas imediações do local do acidente, a fim de permitir o trabalho das equipas de emergência.
Em declarações à imprensa, a polícia de Boca Raton confirmou que as três vítimas a bordo da aeronave não sobreviveram. Além disso, uma pessoa que se encontrava nas proximidades do local do incidente foi transportada para o hospital com ferimentos.
As autoridades locais, incluindo equipas de resgate, deslocaram-se rapidamente para o local da queda. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) e a Administração Federal de Aviação (FAA) iniciaram uma investigação para determinar as causas do acidente e averiguar os detalhes que levaram a esta tragédia.
O renomado escritor moçambicano Mia Couto foi agraciado com o Prémio Literário PEN América-2025, tornando-se assim o primeiro autor de língua portuguesa a receber este prestigioso galardão, que visa reconhecer a excelência na literatura internacional.
Em comunicado oficial, a PEN América justificou a escolha do júri, afirmando que “a escrita de Mia Couto sonda a história conturbada da sua terra natal, bem como os enigmas essenciais de identidade e existência humanas”. O júri destacou ainda que Mia Couto ocupa “um lugar singular na paisagem da literatura africana e mundial”, evidenciando a relevância e o impacto do seu trabalho.
Além de Mia Couto, serão também homenageados a dramaturga libanesa-americana Mona Mansour, que receberá o Prémio PEN/Laura Pels da Fundação Internacional para o Teatro, e Charles H. Rowell, fundador da Callaloo, uma publicação dedicada à celebração de escritores e artistas visuais de ascendência africana em todo o mundo.
Clarisse Rosaz Shariyf, co-directora executiva interina da PEN América e chefe de programação literária, comentou: “Livros extraordinários mudam nossas vidas, compelindo-nos a ver o mundo através de uma nova lente, muitas vezes impressionante. À medida que os livros enfrentam severas censuras em todo o país, estamos entusiasmados em celebrar a liberdade que representam, juntamente com seu poder de despertar compaixão pelos outros e nos levar a agir com o coração em tempos difíceis.”
A cerimónia de entrega do prémio terá lugar no dia 8 de Maio, numa das mais prestigiadas salas de teatro de Manhattan, Nova Iorque.
O Prémio PEN/Nabokov de Literatura Internacional, que atribui um valor de 50 mil dólares, é concedido anualmente em colaboração com a Fundação Literária Vladimir Nabokov a um autor vivo cujo corpo de trabalho, escrito ou traduzido para inglês, represente o mais alto nível de realização em ficção, não-ficção, poesia e/ou drama, conforme indicado no site oficial do prémio.
A cidade da Beira foi palco de uma tragédia, quando uma menor identificada como Maria Isaque, de apenas 11 anos, perdeu a vida após ser atropelada na Rua do Manganhe, no bairro de Macurungo.
O fatídico acidente ocorreu em decorrência de um despiste seguido de capotamento de uma viatura de transporte semi-colectivo.
De acordo com informações prestadas pelo porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique em Sofala, Dércio Chacate, a viatura circulava em excesso de velocidade na direcção Macurungo-Chotas.
O condutor perdeu o controlo do veículo, despistando-se para o lado esquerdo da estrada, onde atropelou a menor que caminhava na berma, levando posteriormente ao capotamento do automóvel.
Infelizmente, Maria Isaque sofreu ferimentos graves e foi prontamente trasladada para o Hospital Central da Beira, onde foi declarada morta pouco tempo após a chegada. No mesmo acidente, três ocupantes do veículo, com idades compreendidas entre os 17 e 18 anos, sofreram ferimentos ligeiros, tendo recebido atendimento médico e encontrando-se fora de perigo.
O motorista da viatura envolvida no acidente encontra-se sob custódia policial, enquanto as autoridades dão seguimento às investigações para apurar as responsabilidades. Após o ocorrido, a população local tentou fazer justiça com as próprias mãos, agredindo o condutor, que foi posteriormente resgatado pelas forças policiais.
Uma bomba explodiu em frente aos escritórios da Hellenic Train, a empresa responsável pela gestão dos caminhos-de-ferro na Grécia, no centro de Atenas. Felizmente, a explosão não resultou em feridos, de acordo com informações fornecidas pela polícia local.
Uma porta-voz da polícia confirmou à agência Efe que “nenhum ferido foi relatado até agora”, embora a extensão dos danos nos escritórios e nos edifícios adjacentes ainda não tenha sido determinada. As autoridades isolaram a área para permitir que as investigações do Departamento de Desactivação de Explosivos e do Departamento de Investigação Forense sejam realizadas.
A explosão, sentida pelos residentes da rua central Syggrú, foi precedida por um aviso anónimo feito a um meio de comunicação social, que alertou para a iminente detonação. O jornal grego “Kathimerini” noticiou que, às 20h53 (hora local), um indivíduo anónimo contactou o site de notícias “Zougla”, informando que a bomba explodiria dentro de 35 a 40 minutos à porta dos escritórios da Hellenic Train.
As equipas de desarmamento de bombas suspeitam que a detonação foi provocada por um dispositivo improvisado colocado dentro de uma mochila deixada numa motocicleta sem identificação, junto às instalações da empresa. Para o local do incidente, foram enviados seis bombeiros com dois veículos, reforçando a resposta das autoridades ao incidente.
Até ao momento, ninguém reivindicou a responsabilidade pelo ataque, e as investigações continuam em curso para apurar os responsáveis por este ato de violência.
O Comando-Geral da Polícia anunciou a detenção imediata e a instrução de processos disciplinares e criminais contra todos os agentes da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) envolvidos no consumo de bebidas alcoólicas durante o serviço e na prática de disparos indiscriminados, que resultaram em ferimentos a colegas.
A decisão surge após registos recorrentes de comportamentos inadequados nas posições do Teatro Operacional Norte e nas Subunidades de Intervenção Rápida, sendo estes casos classificados pelo Ministério do Interior como “gritantes” em relação ao consumo de álcool, conforme noticiado pelo jornal “O País”.
Um documento do Ministério do Interior, citado pela referida publicação, destaca que “estas situações levam membros ao ponto de recorrerem ao uso de armas de fogo e realizar disparos descontrolados, pondo em risco a ordem, segurança e o bom cumprimento da missão”.
Dentre as medidas a serem adoptadas, o documento estabelece que:
Os membros que dispararem deliberadamente nas posições ou ferirem colegas devem ser detidos imediatamente.
Serão abertos processos criminais e disciplinares contra os infractores.
Haverá a retirada do fardamento e do equipamento militar dos envolvidos.
Adicionalmente, o documento indica que, em situações de crise extrema que excedam as competências provinciais, os agentes devem ser enviados a Maputo para tratamento no Hospital Psiquiátrico de Infulene.
O novo Chefe de Estado Maior das Forças Armadas, Júlio Jane, também se comprometeu a manter vigilância sobre a situação nas forças armadas, reafirmando a necessidade de disciplina e responsabilidade entre os agentes de segurança.
Um corpo de um homem, presumivelmente com cerca de 40 anos e ainda não identificado, foi descoberto numa lagoa situada na zona TRZ do Bairro Mafarinha, no distrito do Dondo, província de Sofala.
De acordo com informações avançadas pelo jornal Notícias, o cadáver apresentava sinais evidentes de agressão, além de estar amarrado nos pulsos e nas pernas. O estado do corpo levanta sérias questões sobre as circunstâncias da morte, que aparenta ser violenta.
Moradores da área reportaram que a madrugada foi relativamente tranquila, embora a comunidade tenha enfrentado um clima de insegurança nos últimos tempos, marcado por frequentes assaltos a residências. A descoberta do corpo aumenta a preocupação em torno da segurança pública na região.
As autoridades locais, incluindo elementos do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), da Polícia da República de Moçambique (PRM) e do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), deslocaram-se prontamente ao local. Após a realização da perícia, o corpo foi removido para a morgue, onde serão realizados os procedimentos necessários para a identificação.
Chapance Paulino, comandante distrital da SENSAP, confirmou à imprensa que a causa da morte não foi afogamento. “O corpo apresenta sinais de agressão. Foi lançado ao ribeiro. Cabe ao SERNIC investigar e responsabilizar os autores deste crime”, declarou, sublinhando a necessidade de uma investigação minuciosa para elucidar os factos.
A Ordem dos Médicos de Moçambique anunciou a criação de uma comissão de inquérito para investigar o incidente em que um pano foi acidentalmente deixado no interior do abdómen de um paciente durante uma cirurgia.
O bastonário da Ordem, Gilberto Manhiça, esclareceu que, em situações extremas, o uso de tal recurso pode ter sido a única alternativa para controlar uma hemorragia.
O comunicado emitido pela Ordem dos Médicos ressalta que a entidade é responsável pelo licenciamento e regulamentação do exercício da medicina no país e que o caso em questão é considerado anormal.
Em declarações prestadas ao nosso jornal, Manhiça expressou a sua preocupação com a situação, afirmando que serão necessárias informações adicionais sobre o processo do paciente e o apoio da família para dar seguimento ao inquérito.
O bastonário também enfatizou que, segundo os protocolos estabelecidos, todos os objectos que entram no campo operatório devem ser rigorosamente verificados tanto na entrada quanto na saída.
Esta norma, que tem como objectivo minimizar os riscos de erros médicos, torna o incidente ainda mais inquietante, criando um cenário que levanta questões sobre a prática e os procedimentos seguidos durante a cirurgia.
Na cidade da Beira, foi desmantelada uma rede composta por jovens que, nos últimos seis anos, se dedicavam à falsificação de certidões de habilitações literárias de escolas públicas e privadas, bem como recibos e vendas directas (VD) de empresas ligadas ao sector da ferragem e restauração.
A operação que levou à detenção dos quatro indivíduos foi realizada pela Polícia da República de Moçambique (PRM) e resultou da análise de várias denúncias feitas por entidades comerciais na região de Sofala.
Segundo Dércio Chacate, porta-voz da PRM, as empresas relataram perdas significativas associadas à recepção de VDs e facturas falsificadas. Muitas vezes, o material fornecido aos clientes não correspondia aos registos contabilísticos das empresas.
A investigação revelou que a rede operava a partir de uma reprografia localizada no mercado do Maquinino, onde os jovens, formados na área de informática, utilizavam equipamento técnico para criar documentos falsificados segundo as solicitações dos seus clientes.
Um dos detidos confessou que recebiam pedidos via telefone e, após um pagamento, produziam justificativos para a compra de material de construção ou alimentos. “Alguém me abordou e pediu uma VD para justificar uma compra no mercado negro. Eu imprimi a VD e entreguei, e a pessoa a utilizou para justificar a compra ao patrão. Sei que é ilegal, mas não tenho emprego”, revelou um dos indiciados.
As VDs falsificadas eram frequentemente usadas para levantamento de materiais de construção, com os mestres a procurarem por alguém que pudesse fornecer-lhes documentos em branco. “Eu entrego VDs em branco. Não sei como eles as preenchem”, acrescentou o jovem.
A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) divulgou um comunicado informando sobre uma ocorrência técnica ligeira durante a operação de um voo na rota Maputo/Quelimane/Beira/Maputo.
A anomalia teve lugar especificamente no trajecto entre Quelimane e Beira, onde a aeronave apresentou uma exposição anómala da mecânica normal de um dos seus reactores.
Importa frisar que, segundo a LAM, esta situação não comprometeu em nenhum momento a segurança do voo, permitindo à tripulação prosseguir viagem até ao Aeroporto Internacional da Beira. Após a aterragem e o desembarque seguro dos passageiros, uma equipa técnica da companhia procedeu à reparação da estrutura que limita a visibilidade das operações internas do reactor.
Segundo a informação oficial, a intervenção foi realizada com sucesso, permitindo que a aeronave retomasse a operação normal. Assim, a companhia efectuou o voo da cidade da Beira para Maputo, seguido de uma nova rota entre Maputo, Inhambane, Vilankulo e de regresso a Maputo.
A tensão comercial entre os Estados Unidos e a China intensificou-se com a recente decisão de Pequim de aumentar as tarifas aduaneiras sobre produtos norte-americanos, passando de 84% para 125%.
Esta medida é uma resposta directa à imposição de tarifas de 145% anunciada pela administração de Donald Trump, que afectou substancialmente os produtos importados da China.
O Ministério das Finanças chinês justificou a ação afirmando que “a imposição de tarifas anormalmente altas pelos EUA à China viola seriamente as regras do comércio internacional, as leis económicas básicas e o bom senso, além de ser uma forma de intimidação e coerção unilateral”.
Segundo informações veiculadas pela imprensa oficial chinesa, a diversificação das exportações do país nos últimos anos tornou-o menos vulnerável à guerra comercial desencadeada por Trump.
Neste contexto, a União Europeia também se posiciona, sinalizando a sua intenção de explorar novos mercados e de se defender contra possíveis impactos das tarifas norte-americanas. O comissário europeu da Economia, Valdis Dombrovskis, advertiu que a UE está disposta a colaborar com os EUA em busca de “soluções mutuamente aceitáveis”, assegurando, porém, que não hesitará em proteger a sua economia e as suas empresas, caso não se alcance um entendimento.
De acordo com a Comissão Europeia, as tarifas impostas por Trump poderão ter um impacto de 0,6% no PIB da União Europeia até 2027. Contudo, o mesmo estudo ressalta que o efeito nos Estados Unidos poderá ser cinco vezes maior, evidenciando as repercussões significativas que esta guerra comercial poderá ter em ambas as economias.
A escassez aparente de combustíveis líquidos em diversos postos de abastecimento de algumas regiões do país está a ser atribuída a questões logísticas e administrativas relacionadas com as distribuidoras e as instituições bancárias.
Em conferência de imprensa realizada ontem na capital, o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, elucidou que um dos principais entraves à distribuição eficaz dos combustíveis dos armazéns aduaneiros é a falta de emissão de garantias bancárias por parte das distribuidoras. Esta falha tem comprometido a cadeia de abastecimento, dificultando a movimentação do produto.
“É importante esclarecer que a questão não reside na falta de combustíveis, mas sim nas dificuldades logísticas que envolvem o transporte do produto dos armazéns aduaneiros para os postos de abastecimento”, afirmou Impissa, que também exerce a função de ministro da Administração Estatal e Função Pública.
O governante sublinhou que a solução para a problemática depende de uma gestão eficaz das garantias bancárias por parte das distribuidoras, aliada a uma melhoria na comunicação e coordenação entre as partes envolvidas, incluindo os bancos e as autoridades aduaneiras.
Impissa destacou ainda que a resolução dos problemas logísticos permitirá uma distribuição mais fluída dos produtos petrolíferos, assegurando um abastecimento contínuo nos postos e evitando a escassez.
O Governo de Moçambique anunciou a conclusão do estudo sobre o futuro das portagens instaladas em diversas regiões do país.
A informação foi divulgada pelo porta-voz do executivo, Inocêncio Impissa, durante a conferência de imprensa semanal realizada na capital.
De acordo com Impissa, agora estão disponíveis propostas concretas para abordar a questão das portagens, e o Governo está a preparar-se para tomar uma decisão final sobre o assunto. “O estudo foi terminado. Já há propostas concretas em como lidar com o assunto das portagens, e o Governo precisa apenas de tomar uma decisão final. Creio que, a breve trecho, o Governo se posicionará, mas o trabalho minucioso que o sector realizava, tanto no âmbito dos Transportes como da Logística, está concluído”, afirmou.
O porta-voz destacou que o estudo envolveu a colaboração de vários intervenientes, incluindo transportadores, gestores de portagens e especialistas na matéria. “Já há um trabalho feito com vários actores desse processo, entre os transportadores e os gestores de portagens, mas também aqueles que estão habilitados para lidar com a questão das portagens. No entanto, nos próximos tempos, iremos anunciar as medidas do Governo em relação a estas portagens, mas o Governo tem que tomar uma decisão”, acrescentou.
Um terramoto de magnitude 5,5 sacudiu este domingo o centro-norte de Myanmar, de acordo com informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
O tremor ocorreu às 8.54 horas locais e a uma profundidade de 7,7 quilómetros, numa altura em que o país ainda se recupera das devastadoras consequências do sismo que, em Março, ceifou a vida a mais de 3600 pessoas.
O epicentro do novo sismo foi localizado a cerca de 100 quilómetros a sul de Mandalay, a segunda maior cidade do país e uma das zonas mais afectadas pela tragédia de 28 de Março. Até ao momento, não foram relatados novos danos ou vítimas em consequência deste último tremor, embora milhares de pessoas continuem a viver nas ruas, em condições precárias, nas áreas devastadas pelo sismo anterior, onde muitos edifícios foram reduzidos a escombros.
O tremor de Março resultou em um balanço alarmante, com pelo menos 3600 mortos e 5017 feridos, segundo dados divulgados pela junta militar. Esta situação foi exacerbada por problemas logísticos e pela escassez de ajuda humanitária, uma vez que o país enfrenta uma crise sem precedentes.
Em resposta à catástrofe, tanto a junta militar como a principal oposição armada e diversas guerrilhas étnicas anunciaram um cessar-fogo temporário, com o objectivo de facilitar a distribuição de assistência humanitária. No entanto, apesar deste acordo, os grupos opositores relataram mais de 60 ataques aéreos e bombardeios desde o terramoto, aumentando ainda mais a tensão na região.
Equipas internacionais de socorristas, provenientes de países como Estados Unidos e Japão, estão actualmente a participar nas operações de resgate e recuperação. Um segundo contingente de 37 especialistas foi destacado para continuar o trabalho de remoção de escombros e busca por desaparecidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um aumento significativo nas tarifas sobre produtos importados da China, elevando a taxa para impressionantes 125%.
Esta medida surge em resposta à recente decisão do governo chinês de taxar em 84% os produtos norte-americanos, desencadeando uma escalada nas tensões comerciais entre as duas potências.
Em um comunicado, Trump expressou que a nova tarifa entrará em vigor de forma imediata, sublinhando a postura crítica da administração americana em relação à China: “Com base no desrespeito que a China demonstrou aos mercados mundiais, estou, por meio deste, aumentando a tarifa cobrada da China pelos Estados Unidos da América para 125%. Em algum momento, esperançosamente em um futuro próximo, a China perceberá que os dias de exploração dos EUA e de outros países não são mais sustentáveis ou aceitáveis”, afirmou o presidente.
Além deste aumento drástico, Trump revelou que, durante um período de 90 dias, as tarifas aplicadas a outros países sobre produtos importados serão reduzidas para 10%.
No entanto, essa redução está condicionada a que esses países não retaliem contra os Estados Unidos. Esta decisão foi tomada após numerosas conversações entre representantes de mais de 75 países, incluindo os Departamentos de Comércio, Tesouro e o USTR, sobre questões comerciais.
O Brasil, que já se encontra sob uma taxa de 10%, não sofrerá alterações com estas novas medidas. Contudo, permanece um dos países que tentam negociar com a administração Trump, na sequência do que muitos consideram um “tarifaço” sem precedentes.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou que ainda não conseguiu determinar as motivações por trás das acções de um grupo de indivíduos armados que, nas últimas horas, assaltaram e queimaram viaturas ao longo da Estrada Nacional Número 1, no distrito de Maringue, na província de Sofala.
O incidente, que deixou a população em estado de alerta, envolveu seis homens que, após a ocorrência, se encontram em fuga.
Segundo o porta-voz do Comando-Geral da PRM, Leonel Muchina, as autoridades continuam a diligenciar esforços operacionais com o intuito de identificar, neutralizar e responsabilizar os autores dos crimes. “Diante desta situação, decorre, de forma fervorosa, todo desdobramento operativo e diligências conducentes à identificação, neutralização e responsabilização dos autores materiais deste crime. De referir que, nesta incursão criminosa, não houve vítimas humanas, quer feridos, quer em óbitos”, declarou Muchina.
Além da situação de violência, a PRM também se manifestou sobre a prevalência de desinformação relacionada com a cólera na província de Nampula, o que, segundo as autoridades, tem fomentado desordem pública. As autoridades apelam à população para manter a calma e colabore com as forças de segurança na luta contra a criminalidade e na busca de informações verídicas sobre a saúde pública.
Entre Janeiro de 2024 e Março de 2025, a Polícia da República de Moçambique (PRM) viu-se envolta em um processo de reestruturação que resultou na abertura de 514 processos disciplinares, dos quais 73 membros foram expulsos.
A informação foi revelada pelo ministro do Interior, Paulo Chachine, durante uma sessão de esclarecimento na Assembleia da República.
Os deputados interpelaram o Governo acerca das medidas que este pretende implementar para erradicar a violência policial. Chachine respondeu enfatizando a missão da PRM, que consiste em garantir a ordem, segurança e tranquilidade pública, sempre respeitando os princípios da necessidade, responsabilidade, proporcionalidade e adequação.
O ministro destacou que a violação destes princípios ou o incumprimento das obrigações profissionais leva à aplicação de mecanismos legais e criminais contra os infractores.
Além das expulsões, Chachine sublinhou que a formação contínua dos agentes da PRM é uma prioridade, com acções focadas em ética, deontologia profissional, direitos humanos e os princípios que orientam a actuação policial. O ministro fez referência a incidentes de violência policial, mencionados pela bancada da Renamo, e explicou que tais acções muitas vezes se inserem em contextos de controle de massas em situações de grave desordem pública e desacato.
“A atuação referida pela bancada da Renamo visava garantir o pleno gozo dos direitos fundamentais consagrados na Constituição da República, que eram limitados por um grupo que desafiava a força pública”, afirmou Chachine, apelando ao respeito pelas autoridades que, segundo ele, são essenciais para a regulação da vida em comunidade.
Em relação ao combate ao terrorismo e aos crimes de rapto, o ministro esclareceu a complexidade destes fenómenos, que exige a actualização constante dos recursos humanos e o fornecimento de equipamentos tecnológicos avançados. Para tal, agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) têm sido submetidos a formações específicas em matérias como prevenção de raptos, branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo, corrupção e narco-tráfico.
Chachine anunciou também que o Governo, no âmbito do seu plano quinquenal, programou a criação, até ao próximo ano, de uma unidade especializada na prevenção e combate a raptos e outros crimes organizados e transnacionais.
O rei Carlos III e a rainha Camila realizaram uma visita de Estado a Roma, onde se encontraram com o Papa Francisco no Vaticano.
Este encontro marca a primeira audiência pública do pontífice desde a sua recente alta hospitalar.
A audiência privada teve lugar a meio da tarde e estendeu-se por cerca de 20 minutos. Durante a reunião, o Papa Francisco aproveitou a oportunidade para felicitar o monarca e a consorte pelos 20 anos de casamento, uma efeméride que se assinala esta semana.
A visita do rei Carlos III e da rainha Camila à capital italiana incluiu ainda encontros com o Presidente de Itália e com a Primeira-Ministra. O rei proferiu um discurso numa sessão conjunta do Parlamento italiano, onde destacou a importância das relações bilaterais entre os dois países.
A navegação marítima no canal de acesso ao Porto de Quelimane encontra-se suspensa durante o período nocturno, uma decisão que resulta da vandalização de várias bóias de sinalização.
A informação foi confirmada por Henriques Francisco, delegado do Instituto de Transportes Marítimos (INTRASMAR) na Zambézia, em entrevista à Rádio Moçambique.
Segundo o delegado, mais de cinco bóias de sinalização foram vandalizadas por indivíduos desconhecidos, que procederam à remoção de painéis de iluminação e outros materiais essenciais para a segurança da navegação. Esta situação compromete a visibilidade e, consequentemente, a segurança das embarcações que utilizam o canal.
Face à falta de iluminação em algumas destas bóias, a navegação no canal de acesso ao Porto de Quelimane está agora limitada ao período diurno, o que poderá acarretar constrangimentos significativos para a actividade marítima na região.
Embora Henriques Francisco não tenha avançado com uma estimativa dos prejuízos financeiros resultantes desta vandalização, garantiu que a instituição está a envidar esforços para repor o material danificado e restabelecer a normalidade da navegação nocturna.
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A distribuição de água na Região do Grande Maputo encontra-se temporariamente condicionada, devido a uma anomalia detectada na linha de corrente eléctrica que alimenta a Estação de Tratamento de Água de Umbelúzi, localizada em Boane, na província de Maputo.
Esta situação está a afectar os bairros situados na extremidade da rede de abastecimento, abrangendo as cidades de Maputo, Matola, Matola-Rio e a vila de Boane.
A empresa responsável pela gestão da água na região, Águas da Região Metropolitana de Maputo, SA (AdRMM), já se manifestou sobre o problema, garantindo que as suas equipas técnicas estão mobilizadas e a trabalhar com a máxima celeridade para restaurar a normalidade no fornecimento de água.
A AdRMM apela à compreensão da população e assegura que estão a ser envidados todos os esforços necessários para resolver a situação assim que possível. As autoridades locais estão a monitorizar a evolução do problema para minimizar o impacto junto da comunidade.
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