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Quarta-feira, Julho 22, 2026
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China desmente Trump sobre negociações comerciais com os EUA

A China voltou a desmentir os comentários do presidente norte-americano, Donald Trump, relativamente a negociações em curso sobre tarifas entre os dois países. 

A embaixada chinesa em Washington emitiu um comunicado, publicado na popular plataforma de mensagens WeChat, onde afirma categoricamente que “não houve consultas ou negociações entre a China e os Estados Unidos sobre questões tarifárias, muito menos um acordo”.

A representação diplomática chinesa qualificou ainda as declarações norte-americanas, que sugerem um diálogo em andamento sobre as tarifas, como “enganadoras”. O comunicado enfatiza que, se os Estados Unidos realmente desejam resolver as questões por meio do diálogo, devem “primeiro corrigir os seus erros, deixar de ameaçar e pressionar os outros, e abolir completamente todas as medidas tarifárias unilaterais tomadas contra a China”.

As tensões comerciais entre as duas potências aumentaram nas últimas semanas, após uma entrevista publicada na sexta-feira pela revista “Time”, onde Trump afirmou que decorreram discussões entre os dois países para um possível acordo.

O presidente norte-americano sugeriu que o processo poderia ser concluído nas próximas semanas e mencionou ter estabelecido contacto telefónico com o presidente chinês, Xi Jinping, embora não tenha especificado a data ou o conteúdo da conversa.

Trump, ao se referir à comunicação com Xi, disse: “Ele telefonou. E não acho que isso seja um sinal de fraqueza”.

O Ministério do Comércio da China já havia negado que estivesse a realizar negociações económicas ou comerciais com Washington. As tensões foram exacerbadas pelo anúncio do presidente norte-americano de que iria impor sobretaxas de 145% sobre determinados produtos importados da China, levando Pequim a retaliar com sobretaxas de 125% sobre produtos provenientes dos Estados Unidos.

UniLúrio recua e isenta estudantes de mensalidades após ameaça de protestos

A Universidade Lúrio (UniLúrio), situada em Nampula, tomou a decisão de isentar os estudantes do regime pós-laboral da Faculdade de Ciências de Saúde do pagamento de mensalidades durante o período em que não foram ministradas aulas. 

Esta medida surge na sequência de uma crescente pressão por parte dos alunos, que haviam anunciado uma manifestação pacífica em resposta à cobrança das mensalidades nos meses de Março e Abril, apesar da ausência de actividades lectivas.

Em uma nota oficial, a direcção da Faculdade comunicou aos alunos que a isenção se aplicaria especificamente aos meses em que não ocorreram aulas. “Após o reinício das aulas, o pagamento deverá ser efectuado segundo o calendário normal”, pode ler-se no documento, assinado pela directora da Faculdade a 04 de Abril.

A convocação para a manifestação foi feita por estudantes dos cursos de Enfermagem Geral, Psicologia Clínica e Administração e Gestão em Saúde, que planeavam marchar em cinco datas intercaladas: 28 de Abril, 5, 12 e 19 de Maio. A indignação dos alunos manifestou-se através de cartas enviadas à direcção da Faculdade, ao Conselho Municipal de Nampula, à Polícia da República de Moçambique (PRM) e à Reitoria da Universidade. Nessas missivas, os estudantes expressaram a sua revolta face à cobrança das mensalidades em um período em que as aulas não eram ministradas.

“Decidimos realizar uma manifestação pacífica para exigir os nossos direitos, visto que as aulas deveriam ter iniciado em Março e, até à presente data, os estudantes dos cursos acima mencionados continuam sem aulas. Além disso, fomos obrigados a inscrever-nos e a pagar as mensalidades correspondentes aos meses de Março e Abril, mesmo sem qualquer actividade lectiva. A direcção, sabendo da ausência de aulas, manteve a cobrança”, relataram os alunos em uma das cartas.

Oposição nomeia Lee Jae-myung como candidato às presidenciais na Coreia do Sul

O principal partido da oposição na Coreia do Sul, o Partido Democrático, anunciou a nomeação de Lee Jae-myung como candidato às eleições presidenciais, marcadas para Junho. 

Lee, que foi o ex-líder do partido, obteve quase 90% dos votos nas primárias, superando dois concorrentes.

“Agora, o povo e os nossos colegas de partido deram-me a oportunidade de reconquistar a presidência e construir uma nova e verdadeira República da Coreia. Obrigado! Vou humildemente implementar esta tarefa árdua e séria”, declarou Lee durante o seu discurso de vitória.

Com 60 anos, Lee Jae-myung já ocupou cargos relevantes, como o de governador da província de Gyeonggi, a mais populosa da Coreia do Sul, e presidente da Câmara da cidade de Seongnam. As sondagens apontam-no como o claro favorito para vencer as próximas eleições; uma pesquisa da Gallup Korea revelou que 38% dos inquiridos optaram por Lee, enquanto os demais potenciais candidatos não alcançaram 10% das preferências.

Entretanto, o Partido do Poder Popular, actualmente no poder e de orientação conservadora, irá escolher o seu candidato no próximo fim-de-semana. Esta será a terceira tentativa de Lee em candidatar-se à presidência, após uma derrota por margem estreita nas eleições de 2022 para Yoon Suk-yeol.

No dia 10 de Abril, Lee anunciou a sua candidatura às primárias do partido, um dia após ter deixado o cargo de presidente da formação política. “Estou a concorrer para criar uma verdadeira Coreia”, afirmou em um vídeo, ressaltando a necessidade de ser “a melhor ferramenta” para o povo sul-coreano, em meio a uma grave crise política e social, exacerbada por episódios como a declaração temporária de lei marcial por parte do ex-presidente Yoon Suk-yeol em Dezembro.

Lee propôs medidas para reactivar a economia, focando no investimento público em tecnologia e formação de recursos humanos, sublinhando que a raiz do conflito social é de natureza económica. O político optou por uma abordagem pragmática, ao invés de se prender a posições ideológicas, e defendeu uma política externa que priorize os interesses nacionais da Coreia do Sul.

RDC e M23 concordam em interromper combates

O Governo da República Democrática do Congo (RDC) e o grupo rebelde M23/AFC (Movimento 23 de Março/Aliança do Rio Congo) anunciaram um acordo para interromper os combates no leste do país. 

Esta decisão surge em um contexto de intensos conflitos que têm afectado as províncias de Kivu do Norte e do Sul desde Janeiro, resultando em devastação significativa e em um elevado número de vítimas.

Embora as negociações anteriores tenham conseguido pouco avanço e tréguas anteriores tenham sido rapidamente violadas, este novo anúncio é visto como um primeiro passo positivo rumo ao fim da violência, conforme reportado pela RFI África lusófona. O reconhecimento de que as conversações em Doha foram consideradas “francas e construtivas” pela parte envolvida traz alguma esperança, embora permaneçam dúvidas sobre a rapidez e eficácia das negociações, que têm sido descritas como lentas.

Desde o início dos combates, a guerra no leste da RDC já causou o deslocamento de centenas de milhares de pessoas e resultou na morte de pelo menos 7.000 indivíduos, conforme indicado pelas autoridades congolesas. A situação humanitária continua a ser alarmante, com muitas comunidades a sofrerem as consequências directas dos conflitos.

Apesar do optimismo gerado pelo recente acordo, os desafios para alcançar uma paz duradoura permanecem significativos. A região tem sido marcada por décadas de instabilidade e violência, e o caminho para uma solução definitiva parece ainda longo e repleto de obstáculos.

Hamas reporta 17 mortos em Gaza após novo ataque aéreo israelita

O movimento Hamas anunciou que os recentes ataques aéreos israelitas na Faixa de Gaza resultaram na morte de pelo menos 17 pessoas durante a madrugada. 

As autoridades sanitárias do enclave palestiniano, sob controlo do Hamas, relataram que um dos bombardeamentos atingiu uma residência em Beit Lahiya, provocando a morte de 10 indivíduos.

Além disso, um segundo ataque aéreo na cidade de Gaza resultou na morte de sete pessoas, incluindo duas mulheres, conforme informações do serviço de emergência do Ministério da Saúde de Gaza. O ataque também deixou duas pessoas feridas.

Até ao momento, o Exército israelita não emitiu qualquer comentário sobre os bombardeamentos que ocorreram nas primeiras horas do dia. Desde o fim do cessar-fogo com o Hamas no mês passado, Israel tem realizado operações militares diárias contra Gaza.

Desde o início de Março, as forças israelitas implementaram um bloqueio severo, restringindo o acesso a todos os suprimentos, incluindo alimentos e medicamentos, para os dois milhões de palestinianos que habitam o enclave.

A actual escalada de violência iniciou em 7 de Outubro de 2023, quando comandos do Hamas realizaram um ataque no sul de Israel que resultou em 1.200 mortos e 251 raptos. Actualmente, o Hamas mantém 59 reféns, com Israel a admitir que 24 deles podem ainda estar vivos.

A ofensiva militar de retaliação de Israel já causou a morte de mais de 52 mil pessoas, a maioria mulheres e crianças, conforme dados do Ministério da Saúde do Hamas.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reiterou a intenção de continuar a ofensiva até que todos os reféns sejam retornados e o Hamas seja desmantelado, ou até que o movimento aceite desarmar-se e retirar-se do território.

Feizal Sidat nomeado vice-presidência da CAF para o mandato 2025-2029

O Presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), Feizal Sidat, alcançou um marco significativo na sua carreira desportiva ao ser nomeado, este sábado, vice-presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF) para o quadriénio 2025/2029. 

A nomeação ocorreu durante a Assembleia Geral da CAF, realizada na capital ganense, Acra.

A proposta para esta importante posição foi apresentada pelo presidente da CAF, Patrice Motsepe, oriundo da África do Sul, e foi bem recebida por todos os presentes. Em declarações exclusivas ao RM Desporto, a partir da Costa do Marfim, Feizal Sidat expressou a sua satisfação e a relevância desta conquista, que considera um reconhecimento não apenas para Moçambique, mas para toda a lusofonia.

“Este é um marco histórico para a lusofonia e para Moçambique termos um representante no Comité Executivo da CAF e agora na Vice-Presidência. A importância deste cargo é inegável e a responsabilidade que vem com ele é acrescida, dado o papel que assumirei no futebol africano”, afirmou Sidat. “Esta nomeação é um reconhecimento de todos os africanos, especialmente do presidente Patrice Motsepe, que tem acompanhado de perto o desenvolvimento do futebol em Moçambique. Penso que foi uma decisão aplaudida por todos”, acrescentou.

Além da nova função na CAF, Feizal Sidat continua a desempenhar as suas funções como presidente da Federação Moçambicana de Futebol. Vale lembrar que ele foi eleito, no mês passado, como membro do Comité Executivo da CAF, representando a COSAFA, o que demonstra a crescente influência de Moçambique no panorama do futebol africano.

General russo morre em explosão de carro em Moscovo

Um alto oficial militar da Rússia perdeu a vida, devido a uma explosão de um veículo nos arredores da capital russa. 

O incidente, que remete a uma série de assassinatos atribuídos à Ucrânia, ocorreu no mesmo dia em que o presidente Vladimir Putin se encontrou com o enviado norte-americano, Steve Witkoff, para debater o plano de paz proposto pela Casa Branca.

De acordo com informações divulgadas pela agência de notícias France-Presse (AFP), a vítima foi identificada como o general-tenente Yaroslav Moskalik, vice-chefe da principal direcção operacional do Estado-Maior das Forças Armadas, cuja responsabilidade abrange as operações do exército russo.

Os investigadores relataram que o engenho explosivo detonou perto de um bloco de apartamentos em Balashikha, uma localidade situada a leste de Moscovo, pelas 10h45, hora local. Os pormenores do ataque estão a ser analisados pelas autoridades competentes.

Embora a Ucrânia ainda não tenha comentado sobre o incidente, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia já qualificou o ataque como um “ato terrorista”. A porta-voz do ministério, Maria Zakharova, declarou: “A nossa figura militar foi morta na sequência de um ataque terrorista”.

Durante a mesma jornada, o presidente Putin teve uma reunião com o enviado norte-americano Steve Witkoff no Kremlin. Este encontro, que marca a quarta conversa entre ambos nos últimos três meses, foi considerado crucial para discutir as actuais negociações de paz no contexto do conflito ucraniano.

Na véspera, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou a sua esperança de que o conflito na Ucrânia possa encontrar uma resolução “em breve”, mencionando que houve progressos nas negociações e que estará atento ao desenrolar dos eventos “nos próximos dias”.

Vagas de emprego do dia 28 de Abril de 2025

Foram publicadas hoje, dia 28 de Abril no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Assistente Administrativo

A CRH Consultores, Lda pretende recrutar um/a (1) Assistente Administrativo(a). Saiba mais.

2. Vaga para Forklift Operator

A Unitrans pretende recrutar um (1) Forklift Operator. Saiba mais.

3. Vagas para Técnicos de Tecnologia de Informação e Comunicação

A MD Consultores pretende recrutar Técnicos de Tecnologia de Informação e Comunicação. Saiba mais.

4. Vaga para Business Consultant

A Deloitte pretende recrutar um (1) Business Consultant. Saiba mais.

5. Vaga para Chief of Party

A CARE pretende recrutar um (1) Chief of Party. Saiba mais.

6. Vaga para Senior Manager Monitoring, Evaluation, and Learning (MEL)

A CARE pretende recrutar um (1) Senior Manager Monitoring, Evaluation, and Learning (MEL). Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Operation Manager

A Alliance International pretende recrutar um (1) Operation Manager. Saiba mais.

2. Vaga para Logistics Executive

A FuelBuddy pretende recrutar um (1) Logistics Executive. Saiba mais.

3. Vaga para Procurement Assistant

A Biocarbon Partners pretende recrutar um (1) Procurement Assistant. Saiba mais.

4. Vaga para Contract and Procurement Manager

A Vivo Energy pretende recrutar um (1) Contract and Procurement Manager. Saiba mais.

5. Vaga para Executive Associate

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Executive Associate. Saiba mais.

6. Vaga para Motorista

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Motorista. Saiba mais.

7. Vaga para Babá

Uma empresa anónima está a recrutar uma (1) Babá. Saiba mais.

8. Vaga para Motorista

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Motorista. Saiba mais.

9. Vaga para Care and Treatment Lead

A Jhpiego pretende recrutar um (1) Care and Treatment Lead. Saiba mais.

10. Vaga para CBU Cluster Supervisor Lichinga

A Vodafone pretende recrutar um (1) CBU Cluster Supervisor Lichinga. Saiba mais.

11. Vaga para Trade Marketing Representative

A BAT pretende recrutar um (1) Trade Marketing Representative. Saiba mais.

12. Vaga para Alfaiate

Uma empresa anónima pretende recrutar um (1) Alfaiate. Saiba mais.

13. Vaga para Oficial de Protecção à Criança em Emergência

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Protecção à Criança em Emergência. Saiba mais.

14. Vaga para Logistic Coordinator

A Saipem pretende recrutar um (1) Logistic Coordinator. Saiba mais.

15. Vaga para Well Integrity Supervisor (SPM)

A Sasol pretende recrutar um (1) Well Integrity Supervisor (SPM). Saiba mais.

16. Vagas para Inspectores e Técnicos de Laboratório de Operações de OGC – Óleos, Gases e Químicos

A SGS Moçambique pretende recrutar dois (2) Inspectores e Técnicos de Laboratório de Operações de OGC – Óleos, Gases e Químicos. Saiba mais.

17. Vaga para Senior Quality Operations Specialist

A CB&I pretende recrutar um (1) Senior Quality Operations Specialist. Saiba mais.

18. Vaga para Territory Supervisor

A Vodafone pretende recrutar um (1) Territory Supervisor. Saiba mais.

19. Vaga para Junior Consultant (Partnerships Officer)

A World Food Programme (WFP) pretende recrutar um (1) Junior Consultant (Partnerships Officer). Saiba mais.

20. Vaga para Oficial de Operações

Uma empresa anónima situada na Matola, está a recrutar um (1) Oficial de Operações. Saiba mais.

21. Vaga para Oficial de Educação

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Educação. Saiba mais.

22. Vagas para Técnicos de Farmácia

Uma empresa anónima está a recrutar dois (2) Técnicos de Farmácia. Saiba mais.

23. Vagas para Estafetas

Uma empresa anónima pretende recrutar dois (2) Estafetas. Saiba mais.

24. Vaga para Assistente Administrativo de Armazém

A INALCA Moçambique pretende contratar um (1) Assistente Administrativo de Armazém. Saiba mais.

25. Vaga para Marketing and Communications Officer

A Aga Khan Academy Maputo pretende recrutar um (1) Marketing and Communications Officer. Saiba mais.

26. Vaga para Comercial

A Kutiza Consultoria e Serviços está a recrutar uma (1) Comercial. Saiba mais.

27. Vaga para Assistente Comercial

A INALCA Moçambique pretende contratar um (1) Assistente Comercial. Saiba mais.

28. Vagas para Vendedores

A PANGARA S. A., pretende contratar Vendedores. Saiba mais.

Ex-presidente da Coreia do Sul considera “injusta” acusação de corrupção

O antigo Presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, classificou como “injusta” a acusação de corrupção que pesa sobre si, sustentando que os procuradores abusaram do seu poder e agiram com motivações políticas. 

A declaração foi proferida durante uma reunião com o líder da Assembleia Nacional, Woo Won-shik.

Moon, que ocupou a presidência entre 2017 e 2022, foi acusado de corrupção por supostamente ter recebido 217 milhões de won (cerca de 132.200 euros) em troca da facilitação da contratação do seu genro numa companhia aérea. Segundo o gabinete do procurador do distrito de Jeonju, essa nomeação ocorreu “apesar da ausência de qualquer experiência ou qualificação relevante no sector dos transportes aéreos”.

O ex-presidente, agora com 72 anos, afirmou que a acusação é um “claro exemplo de politização e abuso de poder por parte da acusação”. Moon reafirmou o seu compromisso em esclarecer a opinião pública sobre a situação, prometendo fazer tudo o que estiver ao seu alcance para provar a sua inocência e expor a politização do caso.

Segundo a acusação, o genro de Moon foi nomeado director-geral da companhia aérea Thai Eastar Jet, controlada por um antigo deputado do partido de Moon, supostamente em troca de favores do então chefe de Estado.

Os procuradores alegam que todas as remunerações e benefícios financeiros pagos ao genro entre 2018 e 2020 foram confirmados como subornos, e não como salários legítimos.

Semana Africana de Vacinação aposta na proteção das crianças

A Semana Africana de Vacinação 2025 iniciou e decorre até ao dia 30 de Abril, destacando a importância crucial da imunização na promoção da saúde pública, especialmente entre a população infantil. 

Sob o lema “Vacinas salvam vidas”, esta campanha pretende sensibilizar a sociedade para os riscos associados às doenças que podem ser prevenidas através da vacinação.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as vacinas têm o poder de evitar cerca de 4 milhões de mortes infantis anualmente em todo o mundo. Em África, a situação é igualmente alarmante, onde se estima que mais de 1 milhão de crianças sejam salvas todos os anos graças a programas de imunização eficazes.

Em Moçambique, o impacto das vacinas é notável. Entre Fevereiro e Setembro de 2024, mais de 2,5 milhões de crianças foram vacinadas no país, como parte do Plano de Recuperação que visa imunizar crianças que ainda não tinham recebido as vacinas ou que apresentavam um esquema de vacinação incompleto, conforme informações do Ministério da Saúde.

Todos os anos, mais de 300 mil crianças em Moçambique são protegidas contra doenças graves, como o sarampo, a poliomielite e a tuberculose. A campanha actual apela aos pais e cuidadores para levarem as suas crianças às unidades sanitárias e mantenham os cartões de vacinação em dia, assegurando assim um futuro mais saudável e seguro para todos.

Ataques de paramilitares no Sudão causam 85 mortes

A organização civil Sudan Doctors Network denunciou a morte de 85 pessoas, entre as quais 16 crianças, em dois ataques brutais atribuídos às Forças de Apoio Rápido (RSF) nos estados de Cordofão Ocidental e Rio Nilo. 

Os ataques estão relacionados ao conflito armado que eclodiu em Abril de 2023 entre as RSF e o exército sudanês, numa escalada de violência que já causou milhares de vítimas.

Segundo a Sudan Doctors Network, das 85 vítimas, 74 foram mortas no Cordofão Ocidental, enquanto 11 perderam a vida em um ataque direccionado a deslocados no Rio Nilo. A organização especificou que o ataque na cidade de Al Zaafa resultou em 74 mortos, incluindo 12 crianças e nove mulheres, com 178 feridos de diferentes gravidades.

O grupo condenou veementemente os “massacres perpetrados pela RSF”, sublinhando que esses actos flagrantemente desrespeitam os direitos humanos fundamentais. A organização criticou ainda a sistemática prática de assassinatos de civis desarmados, saques e a destruição de propriedades, além de denunciar o “silêncio internacional” face aos crimes de guerra cometidos pelas forças paramilitares.

Em um ataque separado na cidade de Atbara, no Rio Nilo, a RSF matou 11 pessoas, incluindo quatro crianças, e deixou 22 feridos ao atacar um acampamento de deslocados. A Sudan Doctors Network destacou que esse ataque representa um alvo deliberado de áreas civis, com os paramilitares se mantendo em silêncio sobre os incidentes.

“Os ataques à infra-estrutura e aos campos de deslocados internos no Rio Nilo, Cordofão do Sul e Darfur são uma continuação das violações da RSF contra civis”, afirmou a organização, que pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) e a outros organismos internacionais que pressionem a liderança das milícias a cessar as suas violações e ataques.

A guerra entre o exército sudanês e as RSF teve início em Abril de 2023, motivada por divergências profundas sobre a integração das forças paramilitares nas forças armadas.

Este conflito resultou no colapso do processo de transição política que se seguia à queda do regime de Omar Hassan al-Bashir em 2019, após um golpe de Estado militar.

Presidente Chapo promete resolver falhas nas remunerações dos funcionários públicos

O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou em Tete, o compromisso do governo em solucionar os problemas relacionados com as remunerações dos funcionários públicos. 

A declaração foi feita durante um encontro realizado na localidade de Benga, no distrito de Moatize, onde o Chefe de Estado se reuniu com trabalhadores do sector público.

Chapo explicou que existem questões técnicas que o governo precisa uniformizar para garantir uma solução eficaz. “Estamos cientes dos desafios e faremos o necessário para resolver todos os problemas que afectam as remunerações”, assegurou o Presidente, sublinhando a importância de uma abordagem organizada para lidar com a situação.

Durante o encontro, os funcionários públicos expressaram a sua gratidão pelos esforços contínuos do Chefe de Estado em promover a paz, tranquilidade e segurança pública em Moçambique. Este reconhecimento reflete a consciência da classe sobre o impacto positivo das políticas governamentais na estabilidade do país.

A visita do Presidente à província de Tete, que se inicia na localidade de Benga, culmina hoje com uma deslocação ao distrito de Mutarara, onde está previsto um comício para reforçar a comunicação com a população e ouvir as suas preocupações.

CTA rejeita candidatura de Álvaro Massingue em desacordo com decisão judicial

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) decidiu não aceitar a candidatura de Álvaro Massingue, actual Presidente da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), alegando violação dos estatutos da organização. 

Esta decisão ocorre em contrariedade a uma recente deliberação judicial que favorecia a candidatura.

Agostinho Vuma, Presidente da CTA, revelou que o Conselho Directivo da confederação tinha deliberado, na manhã de ontem, sobre a reconsideração da candidatura de Massingue, propondo a sua reintegração fora de processos judiciais. Contudo, a CCM, representada pelos seus mandatários, “insistiu em não seguir os estatutos” que regem a candidatura, o que levou à actual situação.

Vuma reiterou que a CCM deveria ter esgotado todos os recursos institucionais internos antes de recorrer ao sistema judicial. “A Mesa da Assembleia da CTA deveria ter a palavra final sobre este caso”, destacou.

Em uma conferência de imprensa realizada esta tarde, o Presidente da CTA afirmou que não existe tribunal no país que possa contrariar a decisão do Conselho Directivo de manter a candidatura de Massingue afastada. “Nenhum tribunal deste país revogou a aplicabilidade dos estatutos e regulamentos da CTA”, sublinhou Vuma, enfatizando que os instrumentos legais continuam vigentes.

O líder da CTA também criticou o Despacho nº 17/25E do Tribunal Judicial do Distrito Municipal de KaMpfumo, citando erros ortográficos e uma referência a uma suposta deliberação do Conselho Directivo de 2017, em vez de 2025. Para a CTA, isso levanta sérias dúvidas sobre a validade do documento. “Esse despacho menciona a suspensão. O processo disciplinar, tanto judicial quanto institucionalmente, mantém-se e continua. A nossa Direcção tem matéria para o efeito”, afirmou Vuma.

Ele expressou preocupação com a utilização de manobras questionáveis por parte da CCM para apoiar a candidatura de Massingue, incluindo a pressa em processos judiciais. Adicionalmente, Vuma apontou que a CCM deixou expirar o prazo para a submissão de candidaturas, que deveria ter sido feito até o final de ontem. “Os mandatários da CCM tentaram entregar uma carta para agendar a candidatura na manhã de hoje, solicitando que o documento fosse aceito com data do dia anterior”, concluiu.

Índia expulsa cidadãos paquistaneses após ataque mortal na Caxemira

O governo da Índia anunciou a ordem de expulsão de todos os cidadãos paquistaneses, com excepção dos diplomatas, até ao dia 29 de Abril. 

Esta medida surge como resposta a um brutal ataque na Caxemira indiana, que resultou na morte de 26 civis e que, segundo as autoridades indianas, é imputado ao Paquistão.

O atentado, ocorrido na passada terça-feira, foi classificado como o mais mortífero dos últimos 20 anos na região conturbada da Caxemira, onde tensões entre os dois países têm sido uma constante ao longo das décadas. Este incidente, de grande gravidade e impacto humanitário, levou Nova Deli a tomar medidas drásticas, intensificando ainda mais as já frágeis relações entre a Índia e o Paquistão.

As autoridades indianas sustentam que o ataque foi perpetrado por grupos extremistas com ligações ao Paquistão, o que provocou uma forte indignação e exigências públicas por parte do governo de Nova Deli para que Islamabad assuma a responsabilidade.

A decisão de expulsar os cidadãos paquistaneses reflete a escalada da hostilidade entre as duas nações, que já enfrentam um histórico de conflitos e desentendimentos.

População de Manica ocupa mina de turmalinas e cria cooperativa

A situação em Nhampassa tornou-se tensa após a invasão de uma mina de turmalinas por parte de habitantes locais, que decidiram criar uma cooperativa para explorar a área mineira. 

O local em questão está sob concessão da Sociedade Mineira de Nhampassa, Sominha Limitada, até 2040, mas a ocupação já dura há seis meses.

Os residentes justificam a invasão com a alegação de que a empresa não estaria a cumprir com as suas responsabilidades sociais. “A empresa não cumpriu com os deveres que tinha. Não construiu hospitais, nem deu emprego”, afirmou um garimpeiro, conforme reportado pelo jornal “O País”.

Por outro lado, a Sociedade Mineira de Nhampassa refutou as acusações, destacando que ao longo dos anos desenvolveu diversas acções comunitárias. Entre estas, a empresa menciona a construção de habitações, a edificação do mercado de Nhampassa, a construção da Escola Primária de Nhadue, e a reabilitação de salas de aula na região. “Naquele sítio tem 250 a 260 talhões. Então, vai-se construir, por ano, dez casas, destinadas a pessoas idosas ou viúvas que estão sozinhas e não têm ajuda de ninguém”, explicou Shiraj Nadat, representante da Sominha Limitada.

Além das iniciativas mencionadas, a empresa também diz ter oferecido duas ambulâncias, uma ao Hospital Rural de Catandica e outra ao Centro de Saúde local. A concessionária argumenta que a invasão foi um ato de má-fé, com o intuito de se apoderar da mina, justo quando a Sominha Limitada se preparava para iniciar a fase de extracção após anos de preparativos desde o início das actividades em 2013.

A empresa, que já investiu mais de 100 milhões de meticais na concessão, expressa preocupação com a invasão, afirmando que esta compromete os seus planos de exploração. Apesar do conflito, a Sominha Limitada reafirma o seu compromisso em desenvolver projectos que beneficiem a população local.

LAM enfrenta desafios na oferta de voos devido à elevada procura

A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) admitiu a sua incapacidade para atender à crescente demanda de passageiros, tanto em rotas nacionais como regionais. 

O porta-voz da companhia, Alfredo Cossa, comunicou à Imprensa que a situação se agravou recentemente em virtude da rescisão unilateral do contrato de aluguer de uma aeronave pela empresa SEMER.

Com esta alteração, a frota operacional da LAM foi reduzida a apenas três aviões, dos quais um foi contratado recentemente. Esta limitação tem gerado dificuldades em acomodar o número cada vez maior de passageiros que procuram viajar.

Cossa sublinhou que, para enfrentar este desafio, a LAM está a envidar esforços para estabelecer parcerias com novos operadores aéreos que possam disponibilizar aeronaves adicionais. A empresa precisa, com urgência, de pelo menos dois aviões com capacidade para mais de 80 passageiros, de forma a corresponder à actual demanda.

Ex-presidente Fernando Collor detido ao tentar entregar-se após condenação por corrupção

O ex-presidente brasileiro Fernando Collor de Mello foi detido por agentes da Polícia Federal, quando se preparava para embarcar num voo para Brasília, com o intuito de se entregar às autoridades. 

A sua prisão ocorreu após o juiz Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter decretado a medida na noite anterior, rejeitando os últimos recursos apresentados pela defesa do ex-presidente.

Collor, que já foi governador de Alagoas, viu a sua liberdade limitada em decorrência de uma condenação a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção. A sentença resulta de um processo ligado à Operação Lava Jato, que revelou um vasto esquema de corrupção envolvendo a petrolífera Petrobras. O ex-presidente é acusado de ter recebido, em 2015, cerca de quatro milhões de euros em luvas da empresa BR Distribuidora, uma subsidiária da Petrobras na época.

Apesar de ter anunciado a sua intenção de se entregar, a decisão do juiz Moraes de ordenar a prisão de Collor foi criticada por muitos, até mesmo dentro do meio jurídico, que considera a conduta intempestiva e excessivamente rigorosa. Moraes, em sua argumentação, justificou a prisão afirmando que os últimos recursos do ex-presidente visavam apenas atrasar o cumprimento da pena.

A situação tornou-se ainda mais tensa, uma vez que o plenário do STF se reunirá na sexta-feira para deliberar sobre a legalidade da ordem de prisão emitida por Moraes. Os 11 juízes do tribunal vão votar virtualmente para decidir se a detenção de Collor se mantém ou se será revogada.

Fernando Collor de Mello, cujo nome sempre esteve associado a escândalos de corrupção, fez história ao ser eleito presidente do Brasil em 1989, apresentando-se como um “caçador de corruptos”.

No entanto, em 1992, apenas dois anos após ter assumido o cargo, foi destituído pelo Congresso Nacional, acusado de envolvimento num esquema de corrupção que envolvia o seu tesoureiro de campanha, PC Farias, que foi assassinado anos depois.

Homem detido em Matola por posse ilegal de AK-47 e munições

Um cidadão de 39 anos foi detido, acusado de posse ilegal de uma arma de fogo, no bairro Tsalala, no município da Matola. 

A detenção ocorreu no âmbito de uma operação da Polícia que visa combater o armamento ilegal na região.

Segundo informações disponíveis, o suspeito confessou ter-se apoderado de uma espingarda AK-47, acompanhada de 24 munições, durante as manifestações que se seguiram às recentes eleições.

A Polícia, agindo rapidamente, conseguiu recuperar o material bélico, devolvido ao armazém da corporação para as devidas providências.

Mãe é detida por prostituir filhos em Huelva

A Guardia Civil deteve seis indivíduos, incluindo a mãe de duas crianças, em conexão com um caso perturbador de prostituição e abuso sexual de menores.

A mulher, que também se dedicava à prostituição na sua própria casa, é acusada de permitir que as suas crianças fossem vítimas de abusos por diferentes pessoas, em várias circunstâncias.

As detenções ocorreram no âmbito de uma investigação que revelou que os crimes tiveram lugar em 2021 e 2022, quando as crianças tinham apenas 12 e 9 anos. Durante esse período, as crianças estavam sob a guarda da mãe, que, segundo a Guardia Civil, “trabalhava como prostituta em sua residência e autorizou as agressões sexuais aos seus filhos”. Além dos dois menores, a mãe também tinha sob sua responsabilidade uma criança de apenas 3 anos.

A situação alarmante levou a Junta de Andaluzia a retirar a guarda da mãe, devido ao “estado de total abandono” em que as crianças se encontravam. Após receberem apoio psicológico de especialistas em centros de acolhimento, as crianças conseguiram relatar vários episódios de maus-tratos e abusos sexuais de que afirmaram ter sido vítimas.

As investigações foram conduzidas pela Guardia Civil e revelaram que as crianças não conheciam todos os seus agressores, o que complicou a identificação completa dos responsáveis. As autoridades não descartam a possibilidade de futuras detenções à medida que a investigação avança.

O caso está a ser tratado pelo 1.º Tribunal de Primeira Instância e Instrução n.º 1 de Ayamonte, onde a gravidade das acusações e a proteção das vítimas são prioritárias.

Mulher é detida em Espanha por vender filha recém-nascida e tentar reavê-la

Uma mulher de 37 anos foi detida em Móstoles, uma localidade situada ao sul de Madrid, após ser acusada de vender a sua filha recém-nascida por 2 mil euros, o equivalente a cerca de 12,9 mil reais, a um casal na cidade de Córdoba.

De acordo com informações prestadas pela polícia espanhola, a mulher inicialmente fez um acordo com os compradores para a entrega da criança. No entanto, após a transacção, arrependeu-se e solicitou a devolução do bebé.

Segundo os relatos, para efectuar a devolução, o casal exigiu não só o reembolso dos 2.000 euros, mas também uma compensação adicional de 1.000 euros, correspondendo a despesas incorridas pela mãe antes do parto.

A situação culminou na detenção da mulher quando esta se dirigiu à polícia para registar uma queixa, alegando que a sua filha havia sido “sequestrada” por uma família de Córdoba.

Durante a investigação, as autoridades descobriram que se tratava de uma negociação ilegal de adopção, levando à prisão da mulher, do casal comprador e de dois familiares envolvidos no caso.

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