Testemunhas oculares relataram que as forças israelitas dispararam contra multidões a cerca de um quilómetro de um local de assistência gerido por uma fundação apoiada por Israel.
O governo de Gaza, controlado pelo Hamas, reagiu de forma veemente, declarando que “as forças de ocupação israelitas cometeram um novo massacre contra civis esfomeados que se tinham reunido em pontos designados para a distribuição da chamada ‘ajuda humanitária'”.
A Defesa Civil de Gaza informou que as equipas de socorro não conseguiram aceder ao local do ataque “devido ao perigo extremo”, dado que as forças israelitas abriam fogo nas zonas próximas dos centros de distribuição.
“Está provado pelo sangue, por testemunhas oculares, por relatórios de campo e até por avaliações internacionais que o projecto de ‘distribuição de ajuda humanitária através de zonas tampão’ é uma iniciativa falhada e perigosa”, acrescentou o governo do Hamas, em clara crítica à abordagem da distribuição de ajuda.
Por sua vez, as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que “não têm conhecimento de ferimentos causados por fogo militar israelita no local de distribuição de ajuda humanitária”.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) voltou a impedir no sábado, uma manifestação em Nampula contra a persistente crise de combustível que afecta a província, bem como o silêncio das autoridades governamentais sobre a escassez que já se prolonga há mais de dois meses.
Apesar de os organizadores garantirem o cumprimento da lei, a PRM justificou a sua intervenção alegando, uma vez mais, a falta de condições para a realização do evento.
A manifestação, que foi amplamente divulgada nas redes sociais ao longo da semana, havia sido convocada por um grupo de jovens activistas sociais e defensores dos direitos humanos. O protesto estava previsto para a manhã de sábado, com início no mercado grossista do Waresta, o maior estabelecimento comercial do norte de Moçambique. O percurso incluía várias ruas da cidade e culminaria com a entrega de um pedido formal de esclarecimento ao executivo provincial.
No entanto, tal como aconteceu com a primeira tentativa de manifestação, frustrada no início do mês de Maio, a Polícia bloqueou novamente a iniciativa. Agentes da PRM foram destacados para o mercado Waresta, onde estabeleceram barreiras e impediram a concentração dos manifestantes que se mobilizavam para iniciar a marcha.
O comportamento pacífico e ordeiro dos organizadores e participantes foi crucial para evitar confrontos e detenções, apesar de a força policial se encontrar preparada para reagir a eventuais distúrbios. Sismo Muchaiabande, activista social e defensor dos direitos humanos, que liderava a manifestação, expressou o seu lamento perante o impedimento.
“O que nos espanta é que dirigimos a carta ao município, não à PRM. Esperávamos uma resposta do município, a quem nos dirigimos. A PRM apenas foi informada. No terreno, havia pessoas prontas para marchar, mas, sem condições, ficaram isoladas”, lamentou Muchaiabande, criticando como o direito à manifestação está a ser cerceado.
A mineradora australiana Syrah Resources retomou a produção de grafite na sua mina em Balama, província de Cabo Delgado, após vários meses de paralisação.
A retoma das operações, que estavam suspensas devido a um impasse com as comunidades locais, só foi possível graças à intervenção das Forças de Defesa e Segurança (FDS).
As comunidades de oito aldeias, que vinham exigindo compensações consideradas justas pelos desalojamentos decorrentes do projecto em Setembro passado, foram expulsas do local pela UIR (Unidade de Intervenção Rápida).
Uma fonte citada pela Carta de Moçambique indicou que as actividades foram retomadas há cerca de duas semanas. Contudo, a produção está a decorrer com metade da capacidade normal, devido aos trabalhos de limpeza e reparação de equipamentos que estavam inoperacionais desde Outubro. Apesar de os manifestantes já não estarem a actuar, uma parte da empresa continua sob fortes medidas de segurança.
A fonte revelou ainda que a intervenção da UIR foi robusta: “Os trabalhos na mina já tinham começado, mas, por motivos de força maior, os manifestantes foram expulsos. A Unidade de Intervenção Rápida (UIR) teve de intervir, recorrendo a veículos blindados, gás lacrimogéneo e outras formas de perseguição”. Adicionalmente, os 12 membros da comunidade que tinham sido detidos foram libertados, mas encontram-se sob vigilância das autoridades locais.
As operações da África Mining, uma empresa de capitais chineses que explora areias pesadas na localidade de Malema, distrito de Pebane, província da Zambézia, permanecem suspensas.
A paralisação ocorre há aproximadamente cinco meses, desde que as suas infraestruturas foram invadidas por membros da população local.
Coutinho Eugénio, representante da África Mining em Pebane, fez um apelo urgente à intervenção do governo moçambicano para ser possível a retoma das actividades da empresa.
A população da localidade de Malema tem impedido o reinício dos trabalhos da África Mining, alegando que a empresa não tem cumprido as suas obrigações de responsabilidade social para com a comunidade. Este impasse sublinha as crescentes tensões entre as comunidades locais e as empresas extrativistas em Moçambique, frequentemente ligadas a questões de compensação, desenvolvimento local e impacto ambiental.
Um trágico incidente chocou o bairro 25 de Junho, na cidade de Maputo, no último sábado, quando um jovem de 18 anos perdeu a vida, alegadamente envenenado pelo próprio pai. A Polícia da República de Moçambique (PRM) já está a investigar o caso.
Segundo informações avançadas pelo jornal Notícias, a mãe da vítima revelou que o crime terá sido motivado por vingança. A progenitora suspeita que o pai terá agido após o filho o ter denunciado por alegadamente ter violado a própria irmã, filha do acusado.
As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre o andamento das investigações, mas o caso levanta sérias preocupações sobre violência doméstica e o ambiente familiar que terá levado a esta tragédia. A comunidade aguarda por mais informações e pelo desfecho da investigação policial.
A província de Nampula dá início esta segunda-feira, à primeira ronda de vacinação contra a poliomielite, que visa imunizar cerca de 3.618.100 crianças na faixa etária dos zero aos dez anos.
Esta campanha nacional decorrerá até 6 de Junho, abrangendo todas as 250 unidades sanitárias e locais de grande afluência de pessoas nos 23 distritos da província.
Segundo Geraldino Avalinho, chefe do Departamento de Saúde Pública do Serviço Provincial de Saúde, foram mobilizadas mais de 4.263.752 doses da vacina contra a pólio para assegurar a cobertura total.
A logística da campanha conta com 3.909 equipas e diversos meios de transporte, incluindo motorizadas, barcos (para as ilhas) e viaturas, garantindo o acesso às comunidades, mesmo as mais remotas.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Consultor(a) para Estudo sobre a Economia Politica do Endividamento Público em Moçambique (1994-2024). Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Consultor(a) para Estudo sobre Mobilização de Receitas Próprias (Fiscais e Não Fiscais) do Estado, com Foco nas Provincias de Niassa e Nampula. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Consultor(a) para realização de Estudo/Rastreio de Receitas destinadas às Comunidades em resultado da Exploração de Recursos Naturais. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador/a – Empoderamento e Inclusão de Adolescentes e Jovens. Saiba mais.
Uma trabalhadora de sexo, que operava em vários pontos da cidade de Nampula, foi detida pela Polícia da República de Moçambique (PRM), sob a acusação de furtar bens dos seus clientes.
A porta-voz do Comando Provincial da PRM em Nampula, Rosa Chaúque, explicou que a suspeita “aproveitava-se das suas vítimas no momento das suas incursões e, uma vez embriagados, furtava os seus bens”. A polícia foi notificada e deslocou-se ao local de trabalho da indiciada, onde foi possível neutralizá-la para que fosse responsabilizada criminalmente.
Por sua vez, a detida confessou o crime e admitiu que não é a primeira vez apanhada pela polícia por furto. Descreveu um dos seus actos criminosos: “Eu saí com um senhor até à casa dele, fiquei com a pessoa, depois disso, acabei levando os pertencentes dele, um telefone e computador. O computador vendi por 8 mil meticais”.
O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo decidiu libertar, por falta de provas, uma jovem de 29 anos que havia sido detida na semana passada. Ela era acusada de tentar traficar a sua afilhada e a sua própria filha de apenas seis anos.
De acordo com uma publicação da TV Miramar, a indiciada alega ter sido coagida a aceitar as acusações e a prestar um depoimento falso sob tortura. A jovem relatou que “foi armado um plano” que envolveria um suposto agente do Serviço Nacional de Investigação (SERNIC), em conluio com a sua amiga e a afilhada.
A defesa da mulher apresentou ao tribunal provas contundentes, incluindo registos de conversas telefónicas e hematomas no seu corpo, alegadamente resultantes da tortura sofrida. Com base nestes elementos, o tribunal optou pela sua libertação.
A família da acusada salienta ainda que, no fim-de-semana anterior ao desenrolar dos acontecimentos, a afilhada pernoitou na casa da madrinha, onde consumiram bebidas alcoólicas e ambas dormiram juntas. A família argumenta que, se houvesse qualquer intenção de sequestro, essa teria sido uma oportunidade.
A madrinha e a sua família exigem justiça, dado que a jovem foi presa, torturada e o seu nome foi manchado na sociedade. A situação levanta sérias questões sobre os procedimentos de investigação e os direitos dos detidos em Moçambique.
O Ministro da Saúde de Moçambique, Ussene Isse, assegurou que o executivo continua empenhado no diálogo com os profissionais de saúde, visando solucionar as questões pendentes, nomeadamente o atraso no pagamento de horas extraordinárias.
Durante a sua intervenção no Parlamento, o governante reiterou que não há necessidade de recorrer a greves no sector da saúde, sublinhando que todos os esforços estão a ser feitos para dar resposta às preocupações expressas pelos profissionais.
A posição do Ministro surge num contexto em que o sector da saúde tem enfrentado greves e paralisações devido a reivindicações relacionadas com salários e condições de trabalho.
Na mesma ocasião, Ussene Isse garantiu que as unidades sanitárias do país dispõem de um stock suficiente de rolos de gesso. O Ministro informou que o país tem actualmente cerca de 43 mil rolos de gesso, o que assegura as necessidades para os próximos dois meses.
O diálogo contínuo visa evitar interrupções nos serviços de saúde, cruciais para a população. A expectativa é que as conversações resultem em soluções que satisfaçam os profissionais e, ao mesmo tempo, garantam a qualidade e a continuidade da assistência médica em Moçambique.
O Ministério da Saúde (MISAU) assegura que dispõe, neste momento, de 143 mil rolos de gesso, quantidade suficiente para garantir a assistência aos doentes durante os próximos dois meses.
A expectativa é que, até Julho, o ministério receba mais 369 mil rolos, assegurando assim o abastecimento para a totalidade do ano.
Esta informação foi avançada pelo Ministro da Saúde, Ussene Isse, em resposta a questões de insistência apresentadas ao Governo durante o segundo e último dia da “prova oral” no Parlamento, segundo reportado pelo jornal “Notícias”.
A epidemia de cólera em Angola continua a agravar-se, tendo o país ultrapassado as 700 mortes desde o seu início em Janeiro deste ano.
Segundo os dados divulgados na sexta-feira pelo Ministério da Saúde, nas últimas 24 horas foram registados mais dez óbitos e 248 novos casos da doença.
O mais recente “Ponto de Situação do Surto de Cólera”, referente a quinta-feira, detalha que os dez óbitos foram distribuídos pelas províncias do Namibe (2), Cuanza Sul (4), Huíla (3) e Luanda (1). Quanto aos novos casos, a província do Namibe registou o maior número, com 115 infecções, de um total de 248 em todo o país.
Desde Janeiro de 2025, quando a epidemia de cólera iniciou em Luanda, a capital, Angola acumula um total de 709 óbitos e 23.674 casos de infecção, o que corresponde a uma taxa de letalidade de 3%.
A província de Luanda continua a ser a mais afectada, somando o maior número de casos (6.733) e óbitos (217). Segue-se a província de Benguela, com 4.681 casos e 107 mortes. A doença já se propagou por 18 das 21 províncias angolanas, demonstrando a sua vasta abrangência geográfica no território nacional.
As autoridades de saúde angolanas continuam a monitorizar a situação e a implementar medidas para conter a propagação da doença e mitigar o seu impacto na população.
A Electricidade de Moçambique (EDM) efectuou mais de 150 mil novas ligações eléctricas em todo o país durante o primeiro trimestre deste ano.
Estas ligações fazem parte do ambicioso programa “Energia Para Todos”.
Este número representa 26% da meta anual estabelecida, que prevê a realização de 600 mil novas ligações até Dezembro de 2025. Os dados foram divulgados durante um encontro alusivo ao Dia Mundial da Energia, celebrado hoje.
No entanto, para garantir o cumprimento da meta de electrificação universal até 2030, a Directora Nacional de Energia do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, Marcelina Mataveia, lançou um desafio à EDM e ao Fundo de Energia (FUNAE).
Mataveia apelou para que ambas as entidades reforcem o combate ao roubo e à vandalização de infraestruturas eléctricas, acções que comprometem significativamente o progresso da electrificação no país.
Pelo menos 115 pessoas morreram devido a chuvas torrenciais no estado de Rivers, uma região produtora de petróleo na Nigéria, segundo as autoridades de emergência.
A cidade de Okrika, no sul da Nigéria, foi particularmente atingida pela intensidade da chuva, que provocou inundações e deslizamentos de terra, soterrando casas e arrastando pessoas.
As equipas de resgate continuam a trabalhar arduamente, e afirmam que mais corpos estão a ser retirados dos escombros. As cheias, que tiveram início no princípio desta semana, deixaram muitos residentes desalojados e geraram um estado de pânico nas comunidades afectadas.
A Nigéria enfrenta frequentemente inundações sazonais, mas a conjugação de um planeamento urbano deficiente, sistemas de drenagem bloqueados e as alterações climáticas têm contribuído para que estes desastres se tornem mais frequentes e mortais. As autoridades locais exigem agora a implementação de melhores infraestruturas e sistemas de alerta precoce para mitigar futuros impactos.
As operações de resgate estão em curso, no entanto, o acesso a algumas áreas remotas permanece difícil devido aos danos nas estradas e aos elevados níveis de água.
Os incêndios florestais no Canadá em 2025 estão a atingir níveis recorde, apesar de estarmos ainda no início da temporada. Até ao momento, mais de 640 mil hectares – uma área equivalente a quase 900 mil campos de futebol – foram consumidos pelas chamas.
Este valor representa cerca de 40% acima da média dos últimos dez anos para este período do ano.
As províncias de Manitoba e Saskatchewan estão a enfrentar uma temporada de incêndios sem precedentes, com a situação a agravar-se rapidamente.
A dimensão e intensidade destes fogos têm gerado uma quantidade massiva de fumo, que está a ser transportada por ventos de alta altitude para o sul do continente.
Esta pluma de fumo está a afectar significativamente aqualidadedo ar em diversos estados norte-americanos, incluindo Minnesota, Wisconsin, Michigan, Illinois e Indiana. Em consequência, foram emitidos alertas de qualidade do ar, com níveis considerados prejudiciais para grupos sensíveis e, em algumas localidades, para toda a população.
Os níveis de partículas finas que afectam a saúde respiratória (PM2.5) já ultrapassaram os limites de segurança adoptados pelos padrões europeus de qualidade do ar. As cidades em Manitoba e Saskatchewan registaram índices classificados como “muito ruins”, indicando uma situação preocupante para a saúde pública.
Enquanto isso, os estados do meio-oeste dos EUA, directamente afectados pelo fumo, como Minnesota e Wisconsin, enfrentam condições de qualidade do ar classificadas entre “ruins” e “muito ruins”, evidenciando o impacto transfronteiriço destes eventos extremos.
Até à data, mais de 17 mil pessoas já foram evacuadas das suas casas no Canadá devido à progressão dos incêndios.
A província da Zambézia, em Moçambique, tem uma previsão de produção superior a 1.150 toneladas de macadâmia para este ano.
Esta oleaginosa, valorizada nas indústrias de chocolates e cosméticos, representa uma importante aposta económica para a região.
O volume de produção estimado é o resultado da operação de duas empresas de macadâmia sediadas no distrito de Gurué, um dos principais centros de cultivo na Zambézia. José Manuel, Director do Serviço Distrital de Actividades Económicas de Gurué, confirmou que a projecção resulta da conjugação dos níveis de produção destas duas entidades.
Além de satisfazer o consumo interno moçambicano, a macadâmia produzida na Zambézia tem um forte pendor exportador. Os mercados europeu e asiático são os principais destinos desta oleaginosa, evidenciando o seu potencial no comércio internacional e a crescente relevância da Zambézia como fornecedor.
O Supremo Tribunal dos Estados Unidos autorizou, na sexta-feira, o governo de Donald Trump a revogar o estatuto legal temporário de visto de mais de 500 mil imigrantes venezuelanos, cubanos, haitianos e nicaraguenses a residir no país.
Esta decisão, proferida no meio de uma batalha judicial, abre precedentes para a deportação em massa de meio milhão de pessoas e permite a Trump dar seguimento à sua política de tolerância zero em matéria de imigração.
O tribunal suspendeu a ordem da juíza distrital norte-americana Indira Talwani, que impedia a ação governamental de terminar a liberdade condicional imigratória concedida a 532.000 destes imigrantes, ainda sob a administração de Joe Biden. Os juízes não justificaram a decisão, e apenas duas das magistradas — de um total de nove juízes — votaram contra a medida, embora o resultado final da votação não tenha sido divulgado.
A liberdade condicional de imigração é uma forma de permissão temporária, segundo a lei dos Estados Unidos, que permite a permanência no país por “motivos humanitários urgentes ou benefício público significativo”, o que concede aos beneficiários o direito de viver e trabalhar nos EUA. Joe Biden utilizou esta liberdade condicional como parte da abordagem do seu governo para travar a imigração ilegal na fronteira EUA-México.
Por sua vez, o actual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou o fim do programa de liberdade condicional humanitária logo em Janeiro, no seu primeiro dia de regresso ao cargo. O governo já havia afirmado que revogar o estatuto de liberdade condicional facilitaria a inclusão de imigrantes num processo de deportação acelerado, denominado “remoção acelerada”.
O argumento do Departamento de Justiça para a revogação foi que o programa havia derrubado “políticas imigratórias críticas, cuidadosamente calibradas para impedir a entrada ilegal”, efectivamente “desfazendo políticas democraticamente aprovadas que tiveram grande destaque na eleição de Novembro” que reconduziu Trump à Presidência.
Em contrapartida, os imigrantes afetados pela medida tentaram argumentar que, com a revogação da liberdade condicional de imigração, enfrentariam “graves danos”, uma vez que o governo suspendeu indefinidamente o processamento dos seus pedidos pendentes de asilo e outras ajudas à imigração. Além disso, o grupo afirmou que poderia ser separado das suas famílias e ficar imediatamente sujeito à deportação acelerada “para os mesmos países despóticos e instáveis de onde fugiram, onde muitos enfrentarão sérios riscos de perigo, perseguição e até mesmo a morte”.
A selecção nacional de futebol de Moçambique, os Mambas, vai dar início à sua preparação na próxima segunda-feira para o jogo amigável contra a África do Sul, agendado para 10 de Junho. Este encontro serve como um teste crucial para os próximos desafios da equipa.
O seleccionador nacional, Chiquinho Conde, convocou 22 jogadores para esta partida. No entanto, as maiores surpresas na lista são as ausências de três nomes de peso: o capitão Domingues, o extremo do Sporting, Geny Catamo, e o lateral-esquerdo do Atlético de Madrid, Reinildo Mandava.
Geny Catamo, peça fundamental no Sporting, terá solicitado um período de descanso após uma temporada bastante exigente que culminou com a conquista da Liga Portuguesa e da Taça de Portugal. Já Reinildo Mandava estará focado na participação no Mundial de Clubes com o Atlético de Madrid, competição que decorre entre Junho e Julho.
Em contrapartida, a convocatória marca o regresso de alguns jogadores importantes que estiveram afastados das escolhas de Chiquinho Conde por um período considerável. São eles: Jonathan Muiomo, Dário Melo, Manuel Kambala e Luís Miquissone.
A lista final dos 22 convocados é composta por dois guarda-redes, oito defesas, cinco médios e sete avançados. Este jogo amigável insere-se no plano de preparação dos Mambas para os próximos compromissos oficiais, que incluem as eliminatórias para o Mundial 2026 e a fase final do CAN 2025, prevista para Dezembro.
O Presidente da República procedeu à nomeação de Carlos Pedro Mondlane para o cargo de Juiz Conselheiro do Tribunal Supremo.
Esta designação, oficializada sob proposta do Conselho Superior da Magistratura Judicial, surge num momento crucial para o sistema judicial do país.
A Presidência da República emitiu um comunicado detalhado, onde realça que a escolha de Carlos Pedro Mondlane representa um passo significativo no âmbito do compromisso do Estado em fortalecer as instituições judiciais.
A nomeação visa, de forma inequívoca, promover o acesso à justiça para todos os cidadãos, garantir a independência dos tribunais e, consequentemente, consolidar a confiança pública no sistema judicial.
Esta decisão reflecte a importância atribuída à qualidade e à integridade dos quadros que compõem o topo da hierarquia judicial, reforçando a estabilidade e a credibilidade do Tribunal Supremo.
Pelo menos oito pessoas morreram e outras oito estão desaparecidas após o colapso de uma pedreira na província de Java Ocidental, Indonésia, ocorrido na sexta-feira.
As autoridades indonésias confirmaram o balanço e prosseguem com as operações de busca.
Mais de duas dezenas de trabalhadores ficaram soterrados nos escombros quando a pedreira, localizada no distrito de Cirebon, ruiu. A chefe da polícia local, Sumarni (que, à semelhança de muitos indonésios, usa apenas um nome), informou que as equipas de resgate conseguiram retirar do local uma dúzia de feridos, num esforço árduo de busca. Nove dos feridos foram hospitalizados com lesões graves.
“As autoridades continuam a investigar a causa do desabamento e estamos a interrogar o proprietário e os trabalhadores da pedreira”, referiu Sumarni.
A polícia, equipas de emergência, militares e voluntários estão a trabalhar em conjunto para localizar os restantes trabalhadores desaparecidos, contando com o apoio de cinco escavadoras. No entanto, os trabalhos de resgate estão a ser dificultados pela instabilidade do solo e pelo risco de novos deslizamentos.
O governador de Java Ocidental, Dedi Mulyadi, divulgou um vídeo no Instagram onde afirmou ter visitado e identificado a vulnerabilidade dos solos na pedreira, situada na região mineira de Gunung Kuda, na aldeia de Cipanas, antes de ser eleito. Mulyadi declarou: “Vi que a mineração de grau C era muito perigosa, não cumpria as normas de segurança para os seus trabalhadores”, acrescentando que, na altura, “não tinha capacidade para a impedir”.
Mulyadi afirmou que, após este incidente, tomou medidas firmes para encerrar esta pedreira e outras minas semelhantes em Java Ocidental, que são consideradas uma ameaça para o ambiente e para a vida humana.
As operações mineiras ilegais ou informais são uma realidade comum na Indonésia, proporcionando um meio de subsistência precário para muitos trabalhadores, que se expõem a um elevado risco de ferimentos graves ou morte.
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