Violeta Chamorro, ex-presidente da Nicarágua, faleceu em São José, aos 95 anos, conforme anunciado pela sua família através da rede social X.
Inicialmente uma figura discreta na vida pública, Dona Violeta, como era carinhosamente chamada, emergiu na cena política após o trágico assassinato do seu marido, Pedro Joaquín Chamorro, um renomado jornalista e opositor do regime da família Somoza.
Em 1990, Chamorro fez história ao ser eleita à frente de uma coligação de oposição, surpreendendo a comunidade internacional ao derrotar o então presidente Daniel Ortega, actualmente ao leme do país, e pondo fim à guerra civil que devastava a Nicarágua.
Violeta Chamorro destacou-se como a primeira mulher a assumir a chefia de Estado na Nicarágua, liderando a transição para a paz após quase uma década de conflito armado entre o governo sandinista e os Contras, rebeldes apoiados pelos Estados Unidos.
O seu mandato, que se estendeu por quase sete anos, foi o mais longo já cumprido por um chefe de Estado democraticamente eleito no país.
Três cidadãos, dois homens e uma mulher, que se encontram em estágio para se tornarem polícias municipais em Quelimane, província da Zambézia, enfrentam sérias consequências em virtude de práticas corruptas.
Os estagiários foram detidos após serem apanhados em flagrante a realizar cobranças ilícitas na via pública, conforme reporta o Diário da Zambézia.
A edilidade de Quelimane não confirmou nem desmentiu as informações sobre as detenções, mas é sabido que os indiciados já prestaram declarações a um juiz de instrução criminal e que as detenções foram formalizadas segundo os procedimentos legais.
Um trágico acidente ocorreu em Kundmala, uma popular zona turística localizada no estado de Maharashtra, no oeste da Índia, onde o desmoronamento de uma ponte pedonal resultou na morte de pelo menos duas pessoas e deixou várias outras desaparecidas.
As autoridades locais relataram que 32 pessoas ficaram feridas, e algumas fontes policiais indicam que o número de vítimas mortais poderá ascender a seis.
O colapso da estrutura, que estava repleta de visitantes, lançou dezenas de pessoas para as águas do rio Indrayani. Este rio, que atravessa a região, apresentava um caudal elevado devido às intensas chuvas torrenciais que têm atingido o país. A região atrai um grande número de turistas durante a época das monções, um fenómeno meteorológico crucial para a agricultura, mas que acarreta chuvas intensas, sobrecarregando as infraestruturas e aumentando o risco de acidentes.
As autoridades locais tinham emitido um alerta laranja para a região devido à previsão de precipitações intensas. Equipes de emergência, incluindo a Força de Resposta a Desastres da Índia, foram mobilizadas rapidamente para iniciar as operações de busca e salvamento, enfrentando condições adversas.
A escalada do conflito entre Irão e Israel continua, com ambos os países a realizarem ataques aéreos que resultam em mortos e feridos de ambos os lados.
A situação no Oriente Médio torna-se cada vez mais preocupante, uma vez que os bombardeios, que antes ocorriam principalmente à noite, agora se estendem também durante o dia.
Desde o início do conflito, apesar dos apelos de várias lideranças internacionais e da Organização das Nações Unidas (ONU), não se vislumbra uma diminuição nas hostilidades. O Irão reagiu com uma série de retaliações a um alegado “ataque preventivo” israelita que visou estruturas nucleares iranianas. Em resposta, Israel tem procurado neutralizar os disparos provenientes do Irão, intensificando os seus próprios bombardeios.
Os dados divulgados pelo governo iraniano apontam para 224 mortos, enquanto em Israel, 14 pessoas perderam a vida devido à troca de mísseis e drones. As equipas de resgate em ambos os países trabalham incessantemente para localizar sobreviventes entre os escombros de edifícios atingidos pelos ataques. O governo israelita tem solicitado à sua população que procure abrigo em locais seguros para se proteger dos bombardeios.
O sector financeiro, saúde e transportes estão entre os mais afectados por ataques cibernéticos a nível global, incluindo Moçambique.
Esta informação foi revelada pelo especialista em Segurança de Informação e Cibersegurança, Mário Lavado, numa palestra realizada na capital moçambicana.
Durante a sessão, Lavado destacou que os sectores da administração pública, finanças, saúde, banca, seguros, bolsa e transportes são alvos preferidos dos cibercriminosos, que exploram as fragilidades presentes nessas áreas. “Os atacantes escolhem cuidadosamente as suas vítimas. Atacam aqueles que apresentam mais vulnerabilidades, em vez de se confrontarem com grandes organizações que exigem muito tempo e recursos para serem comprometidas”, afirmou o especialista.
Lavado ilustrou a sua argumentação com a comparação entre os ciberataques e a caça, onde os predadores buscam as presas mais fáceis. “Neste momento, as instituições públicas são as que apresentam menos resistência às investidas cibernéticas”.
Em relação à motivação dos ataques, o especialista esclareceu que existem diferentes objectivos, como o desvio de dinheiro e a destruição de dados. Para mitigar esses riscos, é crucial que instituições e cidadãos compreendam as ameaças em seu entorno e adoptem programas de segurança cibernética efectivos.
No contexto moçambicano, a vulnerabilidade do sistema de pagamentos digitais foi particularmente enfatizada. “O país enfrenta ameaças significativas, especialmente relacionadas a moedas electrónicas, onde os criminosos enviam mensagens solicitando valores a números desconhecidos”, explicou.
Lavado apontou ainda a dificuldade em rastrear transacções realizadas com criptomoedas, alertando que a falta de regulamentação nesse sector dificulta o controle financeiro. “É imperativo que os países estabeleçam regras claras para a utilização de moedas digitais, de modo a melhorar a supervisão”, acrescentou.
O especialista recomendou a criação de programas de sensibilização, alertando os cidadãos para a necessidade de prudência ao utilizar dispositivos conectados à internet. “Ao aceder à rede, é fundamental ter consciência dos possíveis perigos que se enfrentam. Um simples clique em um link desconhecido pode resultar em sérios problemas de segurança”.
Além disso, Lavado aconselha uma abordagem cautelosa em situações de comunicação com desconhecidos, onde a verificação da autenticidade deve ser a primeira atitude. Essa precaução é essencial para a prevenção de ataques cibernéticos.
Por último, o especialista destacou a manipulação de informação, como a disseminação de fake news, como uma das grandes ameaças actuais, especialmente em contextos de campanhas eleitorais. “É crucial não apenas compreender as ameaças que enfrentamos, mas também as motivações por trás dos atacantes”, concluiu Lavado.
Uma tragédia abalou a cidade de Chimoio, onde dois gémeos de apenas sete anos, Sónia e José Araújo, perderam a vida após inalarem veneno para ratos que o pai havia colocado para proteger o milho armazenado no quarto onde dormiam.
O incidente ocorreu na manhã de sábado, quando o pai, preocupado com a demora dos filhos em acordar, chamou-os e bateu à porta do quarto, mas não obteve resposta. Desesperado, arrombou a porta e encontrou José já sem vida, enquanto Sónia ainda lutava para sobreviver. A mãe dos gémeos suspeita que a causa das mortes esteja relacionada com a inalação do produto tóxico utilizado para combater roedores.
Segundo o relato da mãe, o pai utilizou o veneno para evitar que os ratos consumissem o milho e, após cozinhar, arrumou a cama das crianças antes de eles irem dormir. Embora tenha ouvido gritos durante a noite, acreditou que se tratava de ruídos vindos de uma banca próxima. Ao abrir a porta pela manhã e constatar a ausência de resposta, tomou a decisão de forçar a entrada no quarto, momento em que encontrou a triste cena.
Sónia, apesar de ter sido levada com urgência para o hospital, acabou por não resistir. Os gémeos foram sepultados no domingo num dos cemitérios da cidade de Chimoio, deixando a comunidade em luto e a família devastada pela perda.
O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, empossou três novos membros da Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH). Os nomeados, António Amélia, Rosália Lumbala e Aderito Zimba, foram eleitos por unanimidade pela Assembleia da República.
Na cerimónia, Chapo sublinhou que a eleição dos novos membros representa um claro sinal da maturidade democrática do país e da importância que Moçambique atribui à promoção e protecção dos direitos humanos. Os empossados assumem funções num contexto marcado por “demonstrações violentas pós-eleitorais”, que deixaram danos significativos, bem como pela devastação causada por fenómenos naturais, como os ciclones Chido, Dikeledi e Jude, que afectaram o país no final de 2024 e no início de 2025.
O Presidente alertou também para a continuidade do terrorismo aliado ao extremismo religioso na província do Cabo Delgado, que se espalhou até à Reserva do Niassa, a maior área de conservação nacional. “Estes actos representam um ataque à nossa soberania, independência e integridade territorial”, enfatizou Chapo, sublinhando que comprometem direitos humanos fundamentais, como o direito à vida, à integridade física e à liberdade de consciência e religião.
Os mais vulneráveis, como os idosos, as crianças e as mulheres, são frequentemente as principais vítimas deste contexto, conforme destacou. Chapo reconheceu a necessidade de adoptar medidas em defesa da soberania e da ordem pública, mesmo que essas possam, involuntariamente, levar a violações dos direitos humanos.
O Presidente endereçou uma mensagem clara aos membros da CNDH sobre a importância de investigar as denúncias de violações dos direitos humanos e reforçou o papel crucial que desempenham na monitorização dos direitos e liberdades fundamentais, na mediação de conflitos e na promoção de uma cultura de paz.
A CNDH, enquanto instituição nacional independente, tem a missão urgente de promover e defender os direitos de todos os cidadãos, independentemente da sua filiação política ou religiosa, origem étnica ou raça. Chapo sublinhou que este trabalho é particularmente pertinente num momento em que o país enfrenta desafios complexos que testam a coesão social e o compromisso com um futuro mais justo e inclusivo.
Por fim, o Presidente alertou que a confiança em instituições como a CNDH depende da sua independência, competência, responsabilidade e integridade. Os novos membros da Comissão devem exercer as suas funções com imparcialidade, coragem e sensibilidade, devendo ser firmes na luta contra a injustiça e próximos da população, especialmente dos que mais sofrem e cujas vozes permanecem silenciadas.
O Instituto Nacional de Petróleo (INP), sob a alçada do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, anunciou, na sua plataforma oficial, o cancelamento do 3º concurso destinado à aquisição de dados geológicos e geofísicos.
A medida foi comunicada também às empresas interessadas no concurso, que havia sido lançado a 8 de Novembro de 2024, e justifica-se pela necessidade de revisão e melhoria dos termos de referência.
Este concurso surgiu da demanda por informações relevantes nas áreas adjudicadas durante o 6º Concurso de concessão e da aquisição de dados que servirão para a avaliação contínua do potencial petrolífero, bem como para futuros concursos.
O INP explicou que a decisão de cancelar o concurso visa garantir uma maior eficiência e um alinhamento estratégico, com o intuito de ampliar o escopo do concurso. Essa ampliação inclui áreas que, embora não estivessem inicialmente previstas, demonstraram ser de interesse estratégico para uma cobertura mais abrangente de dados potenciais.
Além disso, o instituto procura reforçar a divulgação e promoção do concurso para atrair um grupo diversificado de investidores, tanto nacionais como internacionais, e esclarecer os benefícios para as comunidades locais.
Recentemente, o INP também anunciou reformas legislativas, que têm como objectivo principal criar um ambiente mais favorável ao investimento, promovendo uma participação mais activa de cidadãos e entidades nacionais ao longo de toda a cadeia de valor da indústria petrolífera.
A visão do INP é consolidar os ganhos do Estado, garantir benefícios concretos para as comunidades, reforçar o papel da instituição e fortalecer a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos.
Nazário Bangalane, Presidente do Conselho de Administração do INP, salientou que a complexidade e volatilidade do sector petrolífero, associadas às frequentes reconfigurações geopolíticas e comerciais, bem como os desafios internos de desenvolvimento socioeconómico, tornam necessária a adopção de medidas ajustadas à nova realidade do sector, exigindo uma revisão do quadro legal vigente.
“Bangalane” acrescentou que a legislação que rege o sector petrolífero deve evoluir para ser mais atractiva, transparente, previsível e estável, de forma a responder às exigências do mercado global, enquanto salvaguarda os interesses do povo moçambicano.
A nova legislação pretende também promover a competitividade, fomentar a participação de investidores locais e estrangeiros, assegurar uma distribuição justa dos benefícios, garantir a protecção ambiental em conformidade com a agenda global de transição energética e contribuir para um desenvolvimento socioeconómico inclusivo e sustentável.
A Rigor Outsourcing, Lda., empresa moçambicana especializada em Consultoria Financeira, Auditoria e Recursos Humanos, está a recrutar um (1) Profissional Sénior de Administração e Gestão. Saiba mais.
A Delim-Limpeza & Manutenção E.I, está a recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico (a) de Administração, Recursos Humanos e Finanças. Saiba mais.
A Rigor Outsourcing, Lda., empresa moçambicana especializada em Consultoria Financeira, Auditoria e Recursos Humanos, está a recrutar um (1) Técnico de Papelaria. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Estagiário(a) para as Áreas Jurídica e de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Salvaguarda e PSEA em Emergências. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor Provincial de Programas. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – MEAL. Saiba mais.
Familiares de Rodrigo Cabezas, economista, ex-ministro e professor universitário, denunciaram que desconhecem o paradeiro do mesmo após a sua detenção pelo Serviço Bolivariano de Inteligência (SEBIN), os serviços de informações da Venezuela.
A filha de Rodrigo Cabezas, Rodna Cabezas, expressou profunda preocupação com o estado de saúde do pai. “Não sei o paradeiro do meu pai (…) temo muito pela sua saúde, pois é um doente cardíaco, que faz um tratamento cardiovascular que deve cumprir diariamente por ter um estenose [estreitamento anormal de um vaso sanguíneo] e ser paciente hipertenso”, denunciou na sexta-feira.
Num vídeo divulgado nas redes sociais, a filha do ex-ministro dirigiu-se ao procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, solicitando “uma prova de vida” do pai, e exigindo que lhe sejam garantidos o devido processo legal e os direitos humanos.
Rodrigo Cabezas, de 68 anos, foi ministro das Finanças do falecido presidente Hugo Chávez (1999-2013) entre 2007 e 2008. Contudo, segundo o Programa Venezuelano de Ação e Educação em Direitos Humanos (Provea), Cabezas tem sido um “crítico ferrenho da política económica e do autoritarismo de [o Presidente] Nicolás Maduro”.
“A sua detenção ocorre em meio da incessante escalada repressiva do Estado, que agora se volta contra os críticos da grave crise económica que o país atravessa”, explicou o Provea na rede social X (anteriormente Twitter).
A líder da oposição, Maria Corina Machado, também reagiu à notícia nas redes sociais, denunciando a inexistência de uma ordem judicial para a detenção de Cabezas e afirmando que “nas últimas horas se intensificou o terrorismo de Estado” no país. “Economistas são presos por alertar sobre o aumento descontrolado da inflação e vendedores ambulantes por venderem em dólares ao preço de mercado. Na sua loucura delirante, [o regime] acredita que reprimindo o dólar e negando a inflação vão impedir que a realidade se imponha”, sublinhou Machado.
O Observatório Venezuelano de Finanças (OVF) manifestou, num comunicado, “a mais veemente condenação à perseguição, ao assédio e à criminalização de pessoas que recolhem, analisam e divulgam dados estatísticos relevantes para a compreensão da economia venezuelana”. O OVF acrescentou que “Atacar quem gera e compartilha dados económicos confiáveis não só viola princípios democráticos fundamentais, mas também limita a compreensão colectiva da realidade nacional”.
Em fevereiro de 2022, Rodrigo Cabezas apoiou publicamente o opositor e ex-presidente do parlamento Juan Guaidó, que, três anos antes, se tinha declarado presidente interino da Venezuela com o objetivo de afastar Nicolás Maduro.
O ex-ministro do Turismo do Brasil, Gilson Machado, foi detido sob a acusação de tentar obter um passaporte português para facilitar a fuga de Mauro Cid, antigo assessor do então presidente Jair Bolsonaro.
A detenção surge após a Procuradoria-Geral da República (PGR) brasileira ter encaminhado, no passado dia 10 de Junho, um requerimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando medidas contra Machado. A PGR havia reunido indícios de que o ex-ministro teria tentado emitir um passaporte português em Maio de 2025 para que Cid, figura central num processo sobre uma alegada tentativa de golpe de Estado durante a presidência de Bolsonaro, pudesse deixar o Brasil.
Os advogados de Mauro Cid confirmaram que o ex-assessor de Bolsonaro foi alvo de buscas e que irá prestar depoimento à Polícia Federal ainda na sexta-feira. Cid aceitou colaborar com a Justiça em troca de uma redução de pena nos processos em que ele e Bolsonaro são réus.
Segundo a imprensa local, a polícia brasileira recolheu indícios de que Machado terá procurado o Consulado de Portugal em Recife, onde reside, para tentar obter o passaporte de Cid, mas sem sucesso. Já em Janeiro de 2023, antes de ser detido e acusado em vários processos criminais, Mauro Cid havia indicado ter procurado um serviço de assessoria para a obtenção da cidadania portuguesa.
No pedido de prisão acatado, a PGR brasileira considerou que as informações recolhidas pela polícia apontam para “elementos sugestivos” de uma ação de Machado com o objectivo de obstruir a instrução do processo em que Bolsonaro, Cid e dezenas de outros ex-aliados, militares e civis, são réus. A PGR avaliou que o passaporte seria utilizado para viabilizar a fuga de Cid do Brasil, de forma a “furtar-se à aplicação da lei penal, tendo em vista a proximidade do encerramento da instrução processual”.
No início desta semana, Bolsonaro, Cid e outros seis réus foram interrogados pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. São acusados de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, bem como deterioração de património. Caso sejam condenados, incorrem em penas de prisão que podem ultrapassar os 40 anos.
Segundo o Ministério Público brasileiro, o alegado plano golpista terá tido início após a vitória do actual Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, nas eleições de Outubro de 2022. Bolsonaro, que procurava a reeleição, recusou-se a reconhecer a derrota nas urnas, descredibilizou o sistema e o processo eleitoral (o que resultou na proibição de se recandidatar a cargos públicos durante oito anos) e incentivou os seus apoiantes a montarem acampamentos em frente a bases militares para protestar contra o resultado das presidenciais e para exigirem uma intervenção militar.
A 8 de Janeiro de 2023, enquanto o então novo Presidente brasileiro, Lula da Silva, se encontrava fora de Brasília a visitar a cidade de Araraquara, no estado de São Paulo, que havia sido afetada por chuvas severas, um grupo de radicais apoiantes de Jair Bolsonaro, influenciados por meses de desinformação sobre urnas eletrónicas e com receio do comunismo, invadiram e atacaram o Palácio do Planalto, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal.
O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) assegurou que os deslocados internos, vítimas do terrorismo em Cabo Delgado e reassentados no posto administrativo de Corrane, distrito de Meconta, província de Nampula, terão um centro de saúde construído de raiz nos próximos três meses.
A garantia foi dada pela delegada do INGD, Anacleta Botão, em resposta a questões da imprensa sobre a reconstrução das infraestruturas destruídas pelo vendaval que atingiu o centro de reassentamento em Novembro de 2024. Na altura, mais de 170 casas foram destruídas, incluindo a única tenda que servia como unidade sanitária para os deslocados.
“O centro de saúde é um projecto que está em curso e em pouco tempo vamos ter o centro dentro do bairro de reassentamento construído de raiz. É um projecto que aguardávamos os fundos e as obras já estão a decorrer. Posso avançar que em três meses já teremos resultados visíveis”, declarou a delegada, citada pelo portal Ikweli.
O balanço de vítimas das intensas tempestades e inundações que assolaram a cidade de San Antonio, no estado norte-americano do Texas, subiu para 11 mortos, com várias pessoas ainda dadas como desaparecidas.
As equipas de busca e salvamento prosseguiram hoje os esforços para encontrar os desaparecidos, na sequência das chuvas torrenciais que caíram na quinta-feira. À medida que as águas das cheias começam a recuar, a extensão dos danos torna-se mais visível, declarou Joe Arrington, porta-voz da Corporação de Bombeiros de San Antonio.
Mais de uma dezena de automóveis foram encontrados destruídos, encalhados e capotados num riacho, depois de algumas zonas da sétima maior cidade dos Estados Unidos terem registado mais de 18 centímetros de chuva.
Das 11 mortes confirmadas, três vítimas tinham idades compreendidas entre os 28 e os 55 anos, de acordo com um comunicado emitido pelo gabinete do médico legista do Condado de Bexar.
As autoridades de San Antonio indicaram que as operações de busca pelos desaparecidos estão concentradas na área do riacho. Os veículos terão sido rapidamente arrastados da estrada pelas águas que subiram de forma súbita. As autoridades reportaram ainda a realização de mais de 70 resgates aquáticos em toda a cidade.
O Papa Leão XIV lançou um forte apelo ao Irão e a Israel, exortando-os a “agir de forma responsável e racional”, face à “situação que se deteriorou gravemente” entre os dois países.
Durante uma audição pública na Basílica de São Pedro, o Sumo Pontífice expressou a sua profunda preocupação com a escalada das tensões. “Nunca ninguém deve ameaçar a existência do outro, e é dever de todos os países apoiar a causa da paz, procurando caminhos de reconciliação e promovendo soluções que garantam a segurança e a dignidade para todos”, afirmou o Papa, reforçando a urgência de desanuviar o clima de confrontação.
O Presidente da República, Daniel Chapo, promulgou e ordenou a publicação da lei que estabelece o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).
A nova legislação, aprovada por consenso no final de Maio pela Assembleia da República (AR), representa uma mudança significativa na estrutura da investigação criminal em Moçambique.
De acordo com uma nota emitida pela Presidência da República, Daniel Chapo tomou esta decisão no uso das suas competências constitucionais, após verificar que a lei estava em conformidade com a Constituição.
Com a entrada em vigor desta nova lei, o SERNIC deixa de estar sob a tutela do Ministério do Interior e passa a estar subordinado à Procuradoria-Geral da República (PGR).
O tufão Wutip, o primeiro da temporada, já passou pela ilha de Hainão, no sul da China, e está agora previsto para atingir a província de Guangdong, a sudeste, que faz fronteira com Macau e Hong Kong.
A informação foi avançada pela agência noticiosa estatal chinesa Xinhua.
De acordo com a Xinhua, o Wutip chegou a Hainão por volta das 20h00 e enfraqueceu para uma tempestade tropical severa, com ventos a rondar os 100 quilómetros por hora.
Após passar próximo da cidade de Dongfang por volta das 23h00, o Wutip seguiu para nordeste, regressando ao Golfo de Tonkin e recuperando o estatuto de tufão, segundo a plataforma meteorológica Zoom.earth. Espera-se que o Wutip volte a tocar terra, desta vez na China continental, na província de Guangdong.
Pelo menos 18 supostos terroristas foram abatidos pela Força Local no distrito de Muidumbe, província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.
O confronto ocorreu durante um ataque a uma aldeia local, conforme avançou uma fonte oficial.
“No ataque ocorrido no dia 7 de Junho de 2025, na aldeia Magaia, estes tiveram o seu revés nas suas incursões, pois receberam uma resposta bem forte da Força Local que culminou com o abate de 18 membros desse grupo”, declarou João Bosco, administrador do distrito de Muidumbe.
O responsável adiantou que a ordem já foi restabelecida naquele distrito, mas expressou preocupação com um alegado recrutamento de jovens dos distritos da província de Nampula para integrar as fileiras dos supostos terroristas. Apesar desta preocupação, João Bosco assegurou que “neste momento, o distrito vive um ambiente calmo e tranquilo, e as populações desenvolvem as suas actividades normalmente”.
De recordar que, a 7 de Junho, a agência Lusa noticiou que um grupo de supostos rebeldes havia raptado nove camponeses na aldeia de Magaia, na zona baixa do distrito de Muidumbe, na província de Cabo Delgado.
A consultora internacional Knighthood Global, encarregue da reestruturação das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), deu início ao processo de contratação de cinco aeronaves do modelo Boeing 737-700.
Esta iniciativa é vista como um passo fundamental no plano estratégico para revitalizar a transportadora aérea nacional, que enfrenta anos de dificuldades financeiras e operacionais.
Fontes bem posicionadas na instituição confirmaram à nossa redacção que a Knighthood Global, sediada em Abu Dhabi, possui autorização expressa dos accionistas da LAM para prosseguir com esta aquisição, o que assinala uma nova fase no processo de reestruturação iniciado em 2023.
O processo de contratação está a ser conduzido de forma competitiva e com prazos limitados, visando assegurar aeronaves que “atendam aos requisitos operacionais, comerciais e estratégicos da LAM, seja por meio de compra directa, aluguer financeiro ou aluguer operacional”, conforme detalha o documento de instrução.
As aeronaves em questão deverão ser configuradas em duas classes, com uma capacidade para entre 120 e 140 passageiros. Esta especificação visa responder de forma mais eficaz às exigências da rede intra-africana da companhia moçambicana.
As propostas formais dos potenciais fornecedores devem incluir especificações técnicas detalhadas, relatórios de manutenção actualizados e condições comerciais claras. O prazo de submissão das propostas está fixado para sexta-feira, 20 de Junho de 2025.
A empresa pública Aeroportos de Moçambique (AdM) denunciou que a dívida da companhia aérea nacional, Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), que ascende a mais de 40 milhões de euros em taxas não liquidadas, está a ter um “impacto catastrófico” nas suas contas.
Este cenário tem agravado os prejuízos da AdM e a dificultar o acesso a novo financiamento.
No relatório e contas de 2024 da AdM, consultado hoje pela agência Lusa, a administração sublinhou a gravidade da situação. O documento recorda que, à data, ambas as empresas eram controladas pelo Instituto de Gestão das Participações do Estado (Igepe), que “tem a perfeita consciência do impacto pernicioso e catastrófico da dívida” da LAM e estudava uma solução para o problema.
A Aeroportos de Moçambique duplicou os prejuízos do ano anterior, registando um valor de 1.531 milhões de meticais (20,8 milhões de euros) em 2024. O relatório enfatiza repetidamente a urgência de reverter o cenário de dívidas da LAM para a saúde financeira da AdM.
Um parecer da consultora Deloitte, que consta no mesmo relatório e contas da AdM, detalha que, em 31 de Dezembro de 2024, existia uma conta a receber da LAM no valor líquido de aproximadamente 2.994 milhões de meticais (40,7 milhões de euros). Este valor é considerado o “seu valor actual”, com base nas “melhores estimativas da sua cobrança”.
A administração da Aeroportos de Moçambique cobra uma solução urgente ao Estado para esta situação, que considera crítica e que impede o desenvolvimento e a estabilidade financeira da empresa.
O número provisório de vítimas mortais do despenhamento do avião da Air India na cidade de Ahmedabad, no noroeste da Índia, subiu para 279, conforme informação divulgada por uma fonte policial. Este é um dos acidentes aéreos mais mortíferos a nível global desde o ano 2000.
Um total de 279 corpos ou partes de corpos foram transportados para o hospital da cidade desde a tragédia, segundo revelou à agência de notícias France-Press uma fonte que preferiu manter o anonimato.
O balanço anterior indicava 265 mortos, incluindo passageiros e tripulantes da aeronave Boeing 787, bem como vítimas em solo devido ao impacto da queda, que ocorreu após a descolagem do aeroporto internacional de Ahmedabad, com destino a Londres Gatwick.
A aeronave transportava 230 passageiros, entre os quais sete portugueses, 169 indianos, 53 britânicos e um canadiano, além de 12 tripulantes.
O Ministro do Interior da Índia, Amit Shah, indicou que o número final de mortos será divulgado apenas após a conclusão de todas as identificações de ADN das vítimas.
Foram publicadas hoje, dia 08 de Setembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:
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A Associação Moçambicana de Juízes (AMJ) apresentou duas peças junto do Ministério Público, visando a responsabilização criminal de funcionários e a reposição de direitos...