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Segunda-feira, Abril 6, 2026
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Licenciamento dos “chapa” continua sem afluência em Maputo

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Continua a registar-se fraca afluência no licenciamento de viaturas de 15 lugares para o transporte semicolectivo de passageiros, “chapa”, na cidade de Maputo, cujo processo foi retomado no início do mês passado

Mãe mata bebé usando alho para salvar nova relação – Inhanbane

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Em Panda, província de Inhambane, uma jovem mãe matou o seu bebé de apenas nove dias para, alegadamente, salvar a constituição de um lar mais seguro junto de um novo parceiro.

A autora do crime, segundo relato das autoridades policiais, terá administrado à criança recém-nascida alho em quantidades tais que o seu organismo não pôde absorver.

Tanto a autora do infanticídio, quanto o parceiro que, ao que tudo indica exigiu a morte da bebé para se juntar à mãe, encontram-se detidos nas celas da polícia local.

Moçambique tem sido assolado por este tipo de crimes, cometidos por jovens mães que se ‘desfazem’ dos respectivos bebés recém-nascidos ou não, como meio para se livrarem de problemas familiares, matriomoniais ou financeiros.

São vários os relatos de mães que matam os seus filhos com recurso a produtos tóxicos ou atirando-as para o interior de latrinas e, nalguns casos, abandonando-as nas vias públicas.

A imprensa tem publicado notícias de pais de crianças que, a mando dos chamados curandeiros, sacrificam a vida dos filhos, na presunção de que só assim consiguirão resolver os seus problemas materiais.

Conexões do Gil sai da STV para GUNGU TV

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Depois de aproximadamente um mês sem ir ao ar, já com os fiéis telespectadores embaraçados com a demora, e numa altura em que já se vaticinava que o mesmo já não ia ao ar por falta de fundos, a nossa reportagem foi ao encontro daquele que é tido como um dos grandes apresentadores do momento, e um dos homens fortes da GUNGU TV, Gilberto Mendes, para se aperceber das reais razões da ausência do Conexões do Gil.

Entretanto, esclareceu que o Conexões parou por causa da criação do projecto da GUNGU TV, e as duas partes, a STV e a direcção do programa decidiram por unanimidade parar com o mesmo. Tanto que a GUNU TV entra para o mercado de concorrência e automaticamente passará a ser concorrente da própria STV, onde o Conexões era antes passado, mas garantiu que dentro de duas semanas este volta ao convívio dos seus admiradores.

Gil garantiu ainda que nesta nova temporada o Conexões estará repleto de surpresas, sobretudo muita diversão e mais liberdade para as pessoas poderem protestar, apresentar as suas ideias, talento e tornar este espaço, uma janela para os anónimos.
Porém, o Conexões tem como objectivo dar a voz aos que não a têm, pelo que segundo o mentor do programa, Gilberto Mendes, o mesmo continuará a ser uma plataforma de troca de impressões entre vários extractos da sociedade.

GUNGU TV ganha espaço no mercado
A nova estação televisiva, com inclinação para a cultura e desporto, GUNGU TV tem vindo a registar uma empolgante expansão a nível do mercado televisivo.
Anunciada recentemente sua entrada na TV Cabo, Gilberto Mandes disse ainda que o seu canal que acaba de estar anexado na grelha de canais da operadora, Startimes: “Queremos estar mais próximos dos nossos telespectadores, e escolhemos duas áreas que conhecemos, pelo que vamos muito rapidamente conquistar o mercado”, assume Gil. Entretanto, a direcção do canal projecta que dentro de dias esteja conectado a Zap e DStv.

Colera mata mais de 20 pessoas no distrito de Gilé

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A população da vila-sede do distrito de Gilé, na província da Zambézia, está a ser “fustigada” pela eclosão de diarreias profusas acompanhadas de vómitos.
Na sequência, em menos de duas semanas, mais de 20 pessoas já perderam a vida devido à doença, tudo porque a população está a consumir água contaminada proveniente dos rios. É que para além de ser usada para consumo, as comunidades usam a referida água para lavar a roupa e confeccionar os alimentos.

Até à última sexta-feira, o número de pacientes no centro de tratamento de doenças diarreicas, activado há menos de duas semanas, apontava para uma média de 78 casos. Diariamente, pelo menos cinco doentes dão entrada no centro.

Tal situação surge devido a avarias massivas registadas nas fontes manuais de abastecimento de água do distrito.

Não resistindo ao problema, a população acabou optando pela água dos rios. Não raras vezes, o sector de saúde ao nível daquela província chamou atenção ao sector das obras públicas para o perigo que a população estava a correr.

No entanto, a 14 do mês de Junho começaram a registar-se os primeiros casos de diarreias profusas acompanhadas de vómitos nas comunidades.

A partir do dia 4 do corrente mês, a unidade sanitária de Gilé começou a registar enchentes devido à doença, com quatro a cinco pessoas a darem entrada por dia.

Fábrica de anti-retrovirais já está a operar em Maputo

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Este empreendimento é o primeiro de produção de anti-retrovirais e outros medicamentos em África com capitais totalmente públicos.

A fábrica de produção de anti-retrovirais, localizada na cidade da Matola, província de Maputo, sul de Moçambique, iniciou as suas operações que, nesta fase, consistem na embalagem, armazenagem, controlo de qualidade e distribuição da Niverapina.

Segundo a Sociedade Moçambicana de Medicamentos (SMM), citada pela AIM, o anti-retroviral Niverapina está a ser cedido gratuitamente pelo governo brasileiro para a realização de testes e desenvolvimento de competências operacionais da fábrica.

Entretanto, a produção efectiva de medicamentos está prevista para arrancar em 2014. Nessa altura, a fábrica vai produzir seis tipos de anti-retrovirais e 21 medicamentos genéricos.

A fábrica tem capacidade produtiva de 371 milhões de unidades farmacêuticas, o que possibilitará à SMM disponibilizar por ano 226 milhões de anti-retrovirais e 145 milhões de outros medicamentos.

Tribunal condena jornalista de “O Autarca” a 16 meses de pena suspensa

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O Tribunal Judicial de Sofala condenou o ex-editor do jornal electrónico “O Autarca”, Falume Chabane, a uma pena de 16 meses de prisão suspensa e ao pagamento de 75 mil meticais de indemnização à Beira International Primary School (BIPS) e igual valor ao advogado desta instituição de ensino, António Jorge Ucucho, totalizando 150 mil meticais (mais de 5 400 dólares norte-americanos).

A decisão da “casa da justiça” foi por se ter concluído que o jornalista cometeu o crime de calúnia, injúria e difamação, ao publicar uma coluna em que se solidarizava com a menina Aisling Binda, deficiente física, que se viu interdita de estudar por um ano na referida escola, quando esta decidiu transferir sua turma do rés-do-chão para o primeiro andar, sem, no entanto, colocar uma rampa que facilitasse a sua movimentação, contrariando as recomendações da lei moçambicana, à luz da inclusão social.

A sentença foi lida na manhã de sexta-feira. O tribunal julgou procedente a queixa apresentada por António Jorge Ucucho, o qual alegou que Falume Chabane difamou a sua pessoa e a referida instituição de ensino, com recurso ao abuso de liberdade de imprensa, ao ter aberto essa coluna de solidariedade para com Aisling Binda.

Segundo AIM, que cita o “Diário de Moçambique”, o advogado pediu ao tribunal uma pena de dois anos de prisão efectiva e indemnização no valor de 600 mil meticais.

Portagem da ponte Samora Machel passa à gestão da estradas do Zambeze

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Neste momento, a gestão da portagem e a cobrança das respectivas taxas é efectuada pelo Fundo de Estradas.

A empresa moçambicana Estradas do Zambeze SA passa a gerir a portagem da ponte Samora Machel, sobre o rio Zambeze, na cidade de Tete, região centro-noroeste de Moçambique, a partir do próximo dia 1 de Agosto.

De acordo com um comunicado do Fundo de Estradas, a concessionária vai, igualmente, cobrar as respectivas taxas de portagem.

Neste momento, a gestão da portagem e a cobrança das respectivas taxas é efectuada pelo Fundo de Estradas.

Segundo o Fundo de Estradas, são isentos do pagamento das taxas de portagem os veículos e motorizadas em serviço da Polícia da República de Moçambique e das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, dos bombeiros, ambulâncias, motociclos e outros previstos no artigo 1 do decreto 39/2009 de 14 de Julho.

Abortos clandestinos levam 1300 Mulheres ao Hospital Central de Maputo

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Cerca de cinco mil mulheres foram atendidas nos últimos 18 meses no Hospital Central de Maputo (HCM), em resultado de complicações resultantes de abortos clandestinos, um problema classificado como sendo de saúde pública em Moçambique.

De acordo com dados do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do HCM, deste número, 3 608 referem-se a mulheres atendidas no ano passado e as restantes (cerca de 1 300) foram atendidas no primeiro semestre deste ano, após terem praticado aborto clandestino sem sucesso, o que culminou com complicações.

Assaltantes à mão armada aterrorizam Sommerschield

Na noite de quinta feira, cerca das 22:15 horas, um grupo armado assaltou um restaurante italiano no Jardim dos Cronistas na Sommerschild, em frente à CTA.
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Do assalto resultaram pelo menos dois feridos a tiro, entre agentes de segurança ao local.

Os assaltantes apoderaram-se de bens dos clientes, entre dinheiro, telemóveis e computadores.

Depois da fuga, os assaltantes abandonaram a viatura nas proximidades da Somofer.

Até ao fecho desta edição havia poucas informações sobre esta ocorrência.

Há muito que não havia assaltos em Maputo desta natureza.

O jardim onde se deu o assalto fica a dezenas de metros da casa de um primo de Nini Satar – um dos cadastrados a cumprir pena maior pelo seu envolvimento no assassinato do jornalista Carlos Cardoso – onde a policia esteve no último sábado a fazer uma operação de busca e captura que alguma imprensa diz estar relacionada com os sucessivos raptos que têm ocorrido em Maputo.

Não há, no entanto, confirmação de que possa haver qualquer relação entre os vários casos…

Nha Fany: Vídeo porno leva delegado do INGC em Sofala a pedir demissão

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Luís Pacheco, delegado provincial do Instituto Nacional de Gestão de Calamidade (INGC) em Sofala, acaba de ser destituído do cargo, em conexão com a circulação de um vídeo pornográfico em que é protagonista, com a participação de uma jovem estudante universitária de estabelecimento público na cidade da Beira.

O jornal Diário de Moçambique que se publica na Beira cita uma uma fonte do Governo provincial a confirmar que Pacheco pediu demissão, em carta dirigida ao governador Carvalho Muária, que foi aceite, alegando motivos relacionados com a sua imagem pública, devido ao impacto moral negativo do vídeo, que circula com o título “Nha Fany”.

A secretária permanente provincial de Sofala, Elisa Somane, explicou que, de facto, Luís Pacheco pediu demissão e diz na sua carta, de pedido de exoneração, que a avaliar pelo nível que a sua imagem atingiu por causa do referido vídeo, não lhe restam mais condições para continuar no cargo público que vinha ocupando.

“As pessoas devem entender que se trata de um acto meramente pessoal. Por isso não podem e nem devem associar este facto à imagem do Governo, que tem as suas responsabilidades fora do que o cidadão Pacheco fez”, referiu Elisa Somane ao Diário de Moçambique quando questionado se o vídeo de Pacheco não estava a atingir a imagem de todo o executivo de Sofala.

Antes da entrevista concedida pela secretária permanente provincial, num contacto telefónico com o Diário de Moçambique”, Pacheco não quis confirmar o pedido de demissão, precisando não ser a fonte certa. “Não me nomeei sozinho para ser delegado do Instituto Nacional de Gestão de Calamidade em Sofala. Por isso, procurem as fontes certas para obterem esta informação” — disse.

O vídeo pornográfico, intitulado “Nha Fany”, que circula na internet, tem sido muito comentado, sobretudo pela atitude dos seus protagonistas e as ligações familiares, de ambos, no que tange a instituições públicas. De facto, Luís Pacheco é irmão do actual ministro da Agricultura e a outra protagonista do vídeo é filha de membros da Polícia e estava noiva de outro indivíduo, que, ao refere o Diário de Moçambique, viu o seu noivado desfeito em virtude dos efeitos que o vídeo teve na opinião pública.

Familiares do jovem alvejado por um agente da PRM exigem justiça

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O comandante da 2ª Esquadra a nível da cidade de Nampula, Gabriel Consolo, é acusado pelos parentes e alguns moradores do bairro de Muhavire de ter alvejado um jovem de 29 anos de idade no passado dia 9 do presente mês depois de a viatura na qual se fazia transportar ter embatido no carro pessoal do agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula.

Trata-se de um jovem que em vida respondia pelo nome de Ângelo António Muhila, de 29 anos de idade, que foi alvejado à queima-roupa, tendo perdido a vida de imediato.

Joaquim Augusto, tio da vítima, afirmou que a acção do comandante foi premeditada. “Julgo que a reacção dele foi um ajuste de contas, porque alvejou na cabeça o indivíduo que não estava a conduzir a viatura”, disse.

Augusto exige que a justiça seja feita e questiona as reais causas que teriam levado o comadante Consolo a atirar, pois no seu entender não se justifica tal reacção, até porque várias viaturas da polícia ou mesmo de membros da PRM já embateram em veículos alheios mas nunca foram espancados e, muito menos, mortos.

O tio do malogrado acrescentou que não havia necessidade de se recorrer à arma de fogo e afirmou que a morte do seu sobrinho poder ser um ajuste de contas, uma vez que existia clivagem entre as duas famílias.

Segundo conta, o comandante da 2ª Esquadra teria por diversas vezes ordenado a detenção do jovem quando era chefe das Operações da 1ª Esquadra.

Almeida Alves, amigo de Ângelo, que presenciou o acontecimento, conta como tudo aconteceu: ”Vi tudo. Depois do acidente, a polícia não deu tempo aos jovens, atirou para o interior da viatura e alvejou Ângelo. O automobilista fez marcha atrás e arrancou temendo ser atingido pelo comandante”.

Alves afirmou que foi uma situação lamentável. O nosso entrevistado disse ainda que mesmo depois da morte do seu irmão, Xavier Consolo, o comandante da 2ª Esquadra não esteve tão preocupado como ficou quando a sua viatura foi danificada. Referiu também que aquele membro da PRM devia demitir-se ou ser exonerado, além de preso pelo crime que cometeu.

Falsas declarações da polícia

Os parentes do malogrado em contacto com a nossa reportagem protestam contra a atitude das autoridades policiais em Nampula, principalmente Da 2ª Esquadra, e as falsas declarações feita à Imprensa. Segundo explicam alguns membros da família, depois do acidente o condutor da viatura não se pôs em fuga de imediato depois de embater no carro do comandante, mas prosseguiu a marcha temendo que fosse alvejado.

O tio do malogrado desmente que na viatura vinham duas pessoas, pois eram três ocupantes, um dos quais atingido mortalmente na cabeça. “Não é verdade que a polícia disparou em plena perseguição. O jovem foi baleado no momento em que a viatura havia abrandado após o acidente”, disse Joaquim Augusto.

O nosso entrevistado referiu ainda que depois de fugir da Polícia, o condutor da viatura supostamente perseguida foi encostá-la no estaleiro do seu pai e de seguida tratou de comunicar aos familiares sobre o sucedido. Instantes depois, foram apresentar-se às autoridades policiais. “É difícil compreender a atitude do agente que decidiu disparar apenas por embaterem na sua viatura”, lamentou.

Celestino Muhilapa, irmão do malogrado, mostrou-se visivelmente agastado com o sucedido. Em relação ao estado de embriaguez em que supostamente se encontrava o condutor da viatura, Muhilapa disse que essa é a conclusão a que os agentes da lei e ordem chegaram, e afirmou que a decisão da polícia de atirar contra os jovens que se encontravam no interior do carro é suspeita, uma vez que, ao invés de atingir os pneus, os disparos foram dirigidos aos ocupantes da viatura.

Num outro desenvolvimento, as nossas fontes exigiram explicações claras sobre a atitude do comandante.

O que diz a polícia?

Inácio João Dina, porta-voz da PRM em Nampula, afirmou que neste momento está a ser feita uma investigação para se apurar o que teria acontecido e depois tomar-se- -iam medidas.

Dina avançou que a Polícia agiu daquela maneira porque os ocupantes da viatura se puseram em fuga. Em relação à bala certeira contra um dos jovens, o porta-voz afirmou que não era intenção da polícia tirar a vida de alguém mas imobilizar a viatura.

Se o que aconteceu não tem a ver com um ajuste de contas entre as duas famílias, Inácio João Dina preferiu não comentar, acabando por dizer que questões pessoais não podem entrar na componente profissional, e afirmou que tudo indica que o que aconteceu não tem nada a ver com clivagens familiares.

Sector Privado e Sociedade Civil São Imprescindíveis Para Segurança Alimentar em Moçambique

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O director-geral da organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, diz que não haverá sucesso na “batalha” pela segurança alimentar e nutricional caso não se envolva o sector privado e a sociedade civil na luta por este direito fundamental do homem.

Num encontro com os “privados” e a sociedade civil, no âmbito da preparação da IX Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o antigo ministro brasileiro de Agricultura, famoso por ter reduzido drasticamente a fome no seu país, defendeu que não é apenas com reuniões políticas que se conseguirá a tão almejada segurança alimentar que afecta, na comunidade, mais de 30 milhões de pessoas, maioritariamente crianças.

José Graziano da Silva defende, desta forma, que o envolvimento de todas as forças vivas da sociedade, incluindo as comunidades rurais, é fundamental para a batalha.

“Estou certo de que não conseguiremos uma governação mundial de segurança alimentar sem envolvermos todas as forças da sociedade. É fundamental envolver o sector privado e a sociedade civil para dar a sua contribuição, para conseguirmos esse fim”, alertou da Silva.

Na reunião com a sociedade civil e o sector privado, o director-geral da FAO tencionava ouvir mais ideias sobre os desafios para a Segurança Alimentar e Nutricional no mundo, em particular na CPLP.

É preciso trabalhar no sentido de melhorar as condições de Trabalho da PRM

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O provedor de Justiça, José Abudo, considera que as precárias condições de trabalho da polícia não dignificam a classe, mas os agentes têm-se esforçado para garantir a ordem e tranquilidade públicas no país.
“É preciso trabalhar no sentido de melhorar as condições. Mas, por aquilo que vimos, essa polícia que não tem condições tem feito o máximo que pode para ir resolvendo os problemas que temos. É preciso, de facto, que a entidade de direito se empenhe no sentido de resolver essa situação”, disse.

Na senda da visita efectuada esta terça-feira pelo jornal o país a dois postos policiais na cidade de Maputo, onde constatou que os agentes trabalham em condições deploráveis, Abudo frisou que, apesar das péssimas condições de trabalho, a corporacão tem estado a responder cabalmente aos desafios que o  crime impõe.

“Eles estão a combater o crime. Os tribunais, se estão a julgar criminosos, é porque a polícia é que os leva para lá, mesmo com essas condições péssimas que relatamos. O que interessa é que todos nós lutemos para melhorarmos as condições”, afirmou a fonte.

Guebuza recebeu Presidente deposto da Guiné-Bissau

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O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, recebeu esta Terça-feira (17), em audiência, o líder legítimo da Guiné-Bissau, Raimundo Pereira, que se encontra em Maputo para representar o seu país na 9ª Cimeira da Cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), com início marcado para Sexta-feira (20).

No final do encontro, o líder guineense disse à imprensa moçambicana que se encontrava em Maputo, epicentro da cimeira da CPLP, na qualidade de autoridade legítima da Guiné-Bissau tendo, por conseguinte, usado a ocasião para contactos políticos.

“Foi nesse âmbito que fui recebido pelo Presidente Guebuza e falamos sobre a situação em Bissau, bem como as perspectivas de solução”, disse Pereira, acrescentando que o momento permitiu a partilha de informações que permitirão uma boa gestão do “dossier Bissau”.

O líder da autoridade guineense lamentou o facto de a situação no seu país estar a piorar dia-após-dia e a caminhar para um estágio em que não há uma solução aparente.

Pereira, advogado e político do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), deplorou, na ocasião, a decisão tomada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) de invadir militarmente o parlamento da Guiné.

“Pensamos e tememos que se não for encontrada uma solução duradoira que permita ter uma visão realista e inclusiva teremos a Guiné-Bissau dividida e cada vez mais mergulhada na crise”, disse o líder guineense, apontando que a solução reside na justiça e na verdade.

A solução dos problemas que o país enfrenta reside, segundo Pereira, na realização de eleições livres e democráticas, que têm virtude para os solucionar através do diálogo e entendimento, porquanto só assim se pode edificar uma nação.

Raimundo Pereira, que está temporária e politicamente exilado em Portugal, manifestou o seu optimismo com relação ao retorno da normalidade em Bissau ao afirmar que os contactos que está a efectuar tem em vista garantir a segurança não só para os que estão desterrados, mas para toda a população.

Quando estes alicerces estiverem criados, segundo Pereira, a Guiné-Bissau estará em óptimas condições para realizar eleições livres e democráticas.

Pereira foi afastado da presidência de Bissau no golpe militar de 12 de Abril, que derrubou o governo democraticamente eleito.

Alguns dos membros do governo derrubado, entre os quais, o presidente interino, Raimundo Pereira, o Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Djaló Pires, foram acolhidos em Portugal.

Indivíduo assassina anciã de 75 anos e incinera o corpo em Nhamatanda

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Um indivíduo, identificado por José Lopes, encontra-se a ver o sol aos quadradinhos nas celas do comando distrital da PRM de Nhamatanda, Sofala, indiciado de ter assassinado e posteriormente incinerado o corpo de uma anciã de 75 anos de idade.

Segudo o jornal Diário de Moçambique, que cita o oficial de imprensa no comando provincial da PRM de Sofala, Mateus Mazibe, o corpo da referida anciã foi encontrado, Segunda-feira (16), algures numa mata na zona de Xiluvo, 19 dias após seu desaparecimento.

A idosa tinha desaparecido cerca das 23 horas do dia 26 de Junho do corrente ano, na companhia de José Lopes, para parte incerta, acusando-a de feiticeira.

“As investigações continuam, mas tudo indica que o assassínio de Luís Machate é José Lopes, pois a anciã foi vista pela última vez com este homem que acusava-a de ser feiticeira” — disse Mateus Mazibe.

Maioria dos dadores de sangue em Nampula infectada

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A maioria dos dadores voluntários de sangue em Nampula está infectada com doenças transmitidas sexualmente, o que agrava a escassez daquele líquido vital naquela província do Norte de Moçambique.

Daniel Vieira, substituto do chefe do Banco de Sangue no hospital de Nampula, o maior do Norte do país, definiu como “muito crítica” a falta de sangue naquela unidade hospitalar.

Actualmente, o Hospital Central de Nampula, considerado de referência para os doentes das províncias de Nampula, Cabo Delgado, Niassa e Zambézia, dispõe de menos de 100 unidades de sangue, quando as suas necessidades reais são de 800 unidades.

A situação agravou-se com a infecção de centenas de dadores voluntários, por doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis e HIV/SIDA, o que os impede de contribuírem com sangue.

“O número de dadores de sangue está a reduzir substancialmente, porque muitos dos nossos membros estão no grupo de risco”, disse Zacarias Juriasse, presidente da Associação dos Voluntários de Doação de Sangue (AVODASA).

Juriasse acrescentou que a AVODASA conta presentemente com apenas 146 voluntários de doação de sangue em toda a província de Nampula (que conta com 21 distritos), contra os mil que existiam em 2004.

A administração provincial de saúde avançou, entretanto, com uma operação de recolha de sangue nos sectores público e privado, tendo, Segunda-feira (16), recebido a adesão de um grupo de 93 agentes da Polícia Municipal.

“As pessoas vêem a Polícia Municipal apenas como uma força de repressão, mas queremos mostrar a nossa parte humanitária”, disse o chefe das operações da corporação, Jacinto Joaquim.

Moçambique com dieta alimentar mais pobre da região

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Moçambique possui a dieta alimentar mais pobre da África Austral, de ponto de vista de micronutrientes e proteínas, de acordo com os relatórios regionais sobre essa matéria, citados pelo Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN).

De acordo com SETSAN, a dieta alimentar do moçambicano da parte norte do país é rica de mandioca, um produto com baixo conteúdo proteico, e no sul do país destaca-se o milho. Enquanto isso, as famílias urbanas têm o milho e o pão como alimento base.

“Com a excepção dos vegetais de folha verde que muitas vezes acompanham estes alimentos de base, a produção de outros alimentos ricos em micronutrientes (como hortícolas, fruta, carne, ovos, peixe e leite) é baixa”, indica o documento do SETSAN, que serve de referência para a IX Conferência dos Chefes dos Estados e dos Governos da Comunidade de Países da Língua Portuguesa.

Por outro lado, apesar da tendência crescente, o consumo do peixe continua muito abaixo da média mundial de 28 quilogramas por pessoa.

Actualmente, o consumo médio do peixe em Moçambique estima-se em nove quilogramas por pessoa, o que corresponde a média continental.

Apesar disso, o SETAN considera que nos últimos 10 anos, Moçambique registou progressos na integração da segurança alimentar e nutricional nas políticas e planos estratégicos sectoriais da agricultura, saúde, educação, comércio, acção social básica, nas universidades, entre outros sectores.

“Isto mostra que a segurança alimentar e nutricional está gradualmente a contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos moçambicanos”, indica o documento, apontando o exemplo do país ter deixado de ser importador de alguns alimentos básicos, como o milho, feijões e mandioca.

Segundo a fonte, este facto (auto-suficiência em alguns produtos) contribuiu não só para o aumento da quantidade de consumo alimentar per capita (que subiu de 1,750 calorias por pessoa para 2,500 calorias), como também permitiu a melhoria na geração de renda dos pequenos agricultores.

Entretanto, as autoridades estão preocupadas com o actual cenário de insegurança alimentar e nutricional no país.

O documento do SETSAN indica que em Março de 2010, o Governo reconheceu que o principal problema de nutrição é a desnutrição crónica e em Setembro de 2011 aprovou o Plano Multissectorial para a Redução da Desnutrição Crónica (PAMRDC 2011-20).

No essencial, este programa visa acelerar a redução da desnutrição crónica em crianças menores de cinco anos dos actuais 44 por cento para 30 por cento até 2015 e 20 por cento, em 2020.

Refira-se que, actualmente, estima-se que existe perto de 28 milhões de pessoas desnutridas, do total de cerca de 223 milhões de habitantes da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, organização que congrega Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe.

Com 44 por cento, Moçambique figura da lista dos países com maiores índices de desnutrição, onde também consta Angola, Guiné-Bissau e Timor-Leste.

Raptos em Maputo: Polícia acciona ‘caça’ aos mandantes após detenção de operacionais

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Uma vez detidos os indivíduos descritos como sendo os operacionais na prática de crimes de rapto de pessoas, com enfoque para agentes económicos, que se vinham registando no país, as atenções das autoridades policiais viram agora para a procura dos respectivos mandantes.

Até aqui, segundo Pedro Cossa, porta-voz do Comando-Geral da PRM, o que se conseguiu foi prender cinco operativos que, interrogados individualmente, confirmaram o seu envolvimento nos 22 raptos registados nos últimos meses em diversas partes do país.

“A questão principal neste momento é saber quem foi o cérebro dos crimes. Os detidos confirmaram ser os operativos, mas falta-nos os mandantes. Com a colaboração dos operacionais queremos chegar até eles de modo a responsabilizá-los. A Polícia não vai descansar enquanto não desmantelar toda a teia de raptores” – garantiu Cossa, em declarações dadas ao jornal Notícias de Maputo.

A fonte do jornal sublinhou, entretanto, que com estas detenções pode-se dizer que “os raptos chegaram ao fim, uma vez que os principais executores estão todos eles na cadeia”.

“Poderá, numa eventualidade qualquer, surgir um e outro caso. A esses não poderemos atribuir a responsabilidade aos cinco operativos confessos, mas sim poderá ser a continuidade da acção dos mandantes que, com o poder financeiro que têm, podem contratar novas pessoas para executar este tipo de trabalho. É por isso que afirmamos que o nosso objectivo é chegar até aos cérebros deste tipo de crimes para pormos cobro a esta prática” – disse.

Entretanto, dez viaturas, seis das quais adquiridas como produto dos sequestros, duas armas de fogo do tipo pistola e três residências confiscadas é o saldo da operação policial que culminou com a detenção dos cinco operacionais.

De acordo com Pedro Cossa, quatro das dez viaturas apreendidas foram usadas pelos sequestradores para transportar as suas vítimas, enquanto as restantes são novas e foram adquiridas com o dinheiro pago pelos familiares para o resgate.

Ajuntou que, para além de a Polícia ter recuperado 13 biliões de meticais das mãos dos raptores na conta de uma só cidadã envolvida nos raptos foi possível encontrar 14 milhões de meticais. Interrogada pela equipa de investigadores ela confirmou tratar-se de valores resultantes dos raptos e que foi lhe entregue pelo grupo.

Por outro lado, a Polícia encoraja a todas pessoas, sobretudo aos agentes económicos que eventualmente tenham sido chantageados ou ameaçados pelos indivíduos ora detidos no sentido de apresentarem denúncias de modo a ajudarem nas investigações.

“Apelamos a todos aqueles que por motivos de segurança e por recearem ser raptados viram-se forçados a sair da cidade ou do país para que voltem e denunciem os actos praticados pelos raptores” – apontou Pedro Cossa.

No que se refere às casas confiscadas e que vinham sendo usadas para manter as vítimas no cativeiro, a Polícia indica que elas não são dos raptores, mas sim dos mandantes ora a monte. Como método que visava despistar a Polícia e os familiares, os sequestradores usavam-nas de forma rotativa.

“Tudo isso foi descoberto pela Polícia sem o envolvimento de nenhuma outra força, ou seja, pelos agentes da Polícia de Protecção e de Investigação Criminal. Até aqui não sentimos a necessidade de envolver outras forças, nem sequer a Interpol, embora a PRM seja membro de pleno direito desta organização. Porque as investigações estão a decorrer, caso se justifique poderemos solicitar ajuda, mas até aqui não se afigura pertinente” – acrescentou.

Para além dos cinco detidos, foram arroladas mais de dez pessoas que se acredita estarem ligadas a estes casos. Do grupo dos cinco moçambicanos detidos consta uma mulher funcionária de uma empresa privada, e ainda um filho de um Adjunto-Comissário da Polícia, cujos nomes vão continuar em segredo para não perturbar as investigações em curso.

Conversão gratuita estimula uso de gás em viaturas

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A Autogás está a promover uma campanha para interessar mais pessoas a converterem as suas viaturas para passarem a usar gás natural, mediante um consumo mínimo mensal.

A promoção do uso de gás natural assenta em estudos que demonstram a viabilidade deste combustível não só sob ponto de vista económico, como também no que diz respeito ao ambiente.

Segundo foi explicado pela empresa trata-se de uma estratégia concebida para elevar os índices de conversão de viaturas para gás, afectados pelos elevados custos da operação, por um lado, e, por outro, pela escassez de postos de abastecimento.

João das Neves, director-geral da Autogás, empresa que fornece kits de conversão e gás para viaturas, esclareceu que a campanha permite ao automobilista assumir o compromisso de consumir determinada quantidade de gás por mês e em troca poder converter a sua viatura gratuitamente.

O custo do consumo mínimo de gás a ser estabelecido neste tipo de contrato será baseado, entre outros pressupostos, no custo de conversão da viatura, que varia de acordo com a cilindrada de cada carro. O contrato é de 18 meses.

“As viaturas Toyota Corrola de cilindrada 1,6 ou outras similares, por exemplo, são convertíveis a 49 mil meticais e se o automobilista circula durante 25 dias do mês consumindo 200 litros de gasolina gasta um total de 9504 meticais. Mas se aderir aos contratos de conversão grátis passará a consumir mensalmente gás no valor de 6600 meticais.

Falando terça-feira, em Maputo, numa conferência de imprensa, João das Neves afirmou que em paralelo estão a ser instalados mais postos de abastecimento de viaturas movidas a gás que vão entrar em funcionamento nos próximos dias nas cidades de Maputo e Matola, o que aumentará a disponibilidade deste combustível.

O encontro tinha como objectivo avaliar o uso de gás em veículos e o papel do executivo no desenvolvimento desta área no país. Pretendia igualmente apresentar as perspectivas da Autogás para os próximos dez anos.

A empresa prevê que neste período pelo menos dez por cento da frota de viaturas do país, que neste período poderá rondar os 800 mil carros, esteja a usar gás natural. É neste contexto que a Autogás prevê instalar cerca de 200 postos de abastecimento de gás nas três regiões do país.

“É uma operação que numa primeira fase será feita de Maputo a Beira e, na segunda, de Pemba a Beira. A partir daí este serviço será ramificado para as regiões interiores das províncias”, disse João das Neves.

Primeira Central Eléctrica a gás inaugurada ontem em Maputo

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Moçambique conta, desde ontem, com o primeiro empreendimento de produção de energia eléctrica a partir do gás natural produzido em Pande e Temane, na província de Inhambane. O mesmo foi inaugurado pelo chefe do Estado, Armando Guebuza, no posto administrativo de Ressano Garcia, distrito da Moamba, província de Maputo.

O projecto, avaliado em cerca de 80 milhões de dólares, resulta de uma joint venture entre a multinacional britânica Agrekko, a sul-africana Shanduka, propriedade de Cyril Ramaphosa, um dos mais emblemáticos políticos daquele país vizinho.

A Central Térmica terá uma capacidade para produção de 107 megawatts de energia eléctrica, dos quais, 15 megawatts serão vendidos à empresa pública moçambicana, Electricidade de Moçambique (EDM), sendo que 92.5 megawatts irão para a sul-africana ESKON.

No local, o gás é desviado para a Central Térmica, num sistema de limpeza, aquecimento e compreensão do mesmo, de modo a que saia com baixa pressão para um conjunto de 324 contentores. Dos 324 contentores, dois alimentam, em simultâneo, um gerador. Depois do sistema de geradores, a energia produzida na central térmica passa já para a subestação, onde é transformada em 107 megawatts.

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