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Segunda-feira, Abril 6, 2026
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Amigos Querem Fazer Inventário das Obras de Malangatana

Malangatana
Fundação Malangatana e amigos do falecido pintor moçambicano defendem a inventariação da sua obra espalhada pelo mundo e a publicação dos desenhos feitos em guardanapos que estão com todos os que lhe pediram uma lembrança.

Malangatana, falecido no ano passado, foi pintor, ceramista, ator, dançarino e poeta, com obra reconhecida em todo o mundo, mas tinha o hábito de fazer desenho livre em guardanapos para amigos, conhecidos e qualquer pessoa que lhe pedisse um autógrafo.

Na segunda-feira foi lançado, em Maputo, uma brochura intitulada “Painéis e Murais de Malangatana”, escrita por personalidades das letras e artes de Moçambique que lembram a sua relação de amizade com o artista plástico.

Mia Couto, José Forjaz, Luís Bernardo Honwana, Júlio Navarro, Manuel Soeiro, Calane da Silva, Silvério Sitóe, Jorge Dias, Filimone Meigos são alguns dos amigos cujos textos constam da brochura lançada por iniciativa da cônsul de Portugal em Maputo, Graça Gonçalves Pereira.

No caderno agora publicado, o escritor moçambicano Mia Couto lembra que “Malangatana produziu tanto em vida que ficou sem a morte”, e, por isso, Mutxini Malangatana, filho do artista, lançou “um desafio a todos para ajudarem na catalogação da obra de Malangatana espalhada pelo mundo, visando a sua conservação”.

“Essa é a nossa preocupação como família (de Malangatana). Não temos capacidade de fazer isso sozinhos. Há obras que já não nos pertencem, mas pertencem a outras pessoas”, disse o responsável pela Fundação Malangatana.

Mutxini Malangatana mostrou-se “profundamente preocupado e triste”, por exemplo, com o estado de conservação do mural construído, em 1972, na Casa da cultura da Beira, no centro do país, intitulado “Vovô Espangara está zangado”.

A zanga da Vovô Espangara, nome de um populoso bairro suburbano da cidade da Beira, é retratada num mural plantado no auditório da casa de cultura “em direção à baixa da cidade no mesmo sítio, à margem do Chiveve, este braço de mar que parece amaldiçoar os beirenses”, lembra no folheto o poeta moçambicano Filimone Meigos.

“Deve haver uma exposição dos guardanapos porque muitos de nós têm desenhos feitos por Malangantana” nestes toalhetes, defendeu Jamisse Taímo, quando contava a sua relação com o “Artista pela Paz”, nomeado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) em 1997.

Enchentes continuam nos postos de venda de Credelec

Filas enormes para a compra de energia
As falhas nos sistemas dos postos de venda de electricidade pré-paga (Credilec) acontecem depois de a Electricidade de Moçambique (EDM) ter anunciado, segunda-feira última, o sistema de compra de energia facilitado, com a interligação dos dados dos clientes para aquisição online, via banco (nas ATM) e por mensagem de texto (sms).

Eram filas enormes e longas horas de espera que caracterizavam os principais postos de venda de energia Credelec visitados, esta terça-feira, pela equipa de reportagem do jornal “O País”.

Trata-se do Posto da EDM-sede; da Praça da OMM; das bombas da Galp, também na OMM; posto de Xiquelene, Laulane e das bombas de XiKanhanine.

Estes todos locais estavam abarrotados de gente que pretendia adquirir energia e, como isso não acontecia, criou-se um ambiente de mal-estar e revolta entre os utentes.

Os mesmos dizem que tem havido oscilações ou mesmo falhas no sistema o que provoca enchentes e consequente demora no atendimento. “Desde ontem que estamos aqui, a fila anda devagar e ainda não conseguimos comprar energia. Infelizmente, a fila é uma regra e, por isso, temos de cumpri-la para comprar este bem”, queixou-se Albino Macuácua, um dos utentes do posto de Laulane, na avenida Julius Nyerere.

Elites ocupam Vila Olímpica de Maputo

O Fundo de Fomento de Habitação (FFH) divulgou a lista de 63 `antigos combatentes´ apurados para ocupar igual número de apartamentos na Vila Olímpica do Zimpeto, em Maputo.
Vila Olímpica

Nela figura gente com dinheiro bastante para comprar apartamentos a pronto pagamento ou a prestações mais substanciais.

Muitos dos beneficiários dos apartamentos da Vila Olímpica são figuras da elite política e económica nacional, que vivem em mansões luxuosas nos bairros da Polana e Sommerschield, os mais nobres bairros da capital moçambicana. Da lista constam ministros em exercício e ex-ministros. Ex-governadores provinciais, ex-presidentes de Conselhos de Administração (PCA) de empresas renomadas.

Constam figuras que, pela pujança económica que têm, não necessitam de tais apartamentos subsidiados em 38% pelo Estado e com juros bonificados, de apenas 5%, vendidos a crédito de longo prazo (25 anos).

Quase todos os beneficiários já possuem muitas casas próprias em seu nome, muitas delas que até receberam gratuitamente do Estado. O que fizeram neste caso da Vila Olímpica foi requisitar apartamentos em seu nome e depois passá-los a seus filhos e outros familiares directos.

Da lista divulgada pelo Fundo de Fomento de Habitação como beneficiários, o Canal de Moçambique detalha os mais conhecids da praça, nomeadamente: Alberto Chipande, Filipe Nyussi, Carmelita Namashulua, Deolinda Guezimane, João Pelembe, João Américo Mphumo (Sócio da Home Center e Clínica Cruz Azul), Raimundo Pachinuapa, Raimundo Maico Diomba entre outros.

Estes antigos combatentes receberam os apartamentos de forma privilegiada e sem sorteio. E agora passaram-nos para os seus filhos e outros parentes, conforme atesta a lista a que o Canal de Moçambique teve acesso.

Entretanto, o Canal de Moçambique ouviu o Fundo de Habitação, nomeadamente o Director de Planificação e Investimentos, Borges da Silva, sobrre este tipo de concurso em que o pai é que beneficia da casa, mas o filho é que assina o contrato. O director do FFH disse que `houve um erro de digitação na lista publicada´. Na verdade quem concorreu não são os pais, mas sim, os filhos dos antigos combatentes…

Mendigos e vadios podem ser presos em Moçambique

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O documento que vai a debate público tem a particularidade de passar a criminalizar o alcoolismo, a mendicidade e a vadiagem.

Estes crimes são inovadores e não constavam da proposta proveniente do Governo. No capítulo do alcoolismo, os deputados entendem que se deve criminalizar todos aqueles que consomem ou vendem bebidas alcoólicas na via pública e não autorizados para tal, como é o caso de ruas e passeios.

No que toca à mendicidade, a proposta do Código Penal diz que “aquele que se entregar habitualmente à ociosidade, sendo capaz para o trabalho, sem ter pensão ou rendimento que lhe assegure meios bastantes para a subsistência, ou para prover a sua subsistência e não tendo domicílio certo, não provando a necessidade de força maior, que o justifique de se achar nessas circunstâncias, será declarado vadio e punido com pena até seis meses”. Com o mesmo crime, serão punidos todos aqueles que são capazes de ganhar a sua vida pelo trabalho, mas que pautam pela mendicidade.

Polícia à caça dos mandantes dos Sequestros em Maputo

Informações indicam que uma brigada da Polícia de Investigação Criminal deslocou-se, recentemente, à vizinha África do Sul, para uma operação de busca e captura dos supostos mandantes dos sequestros.
FIR Moçambique
Senhor vice-ministro, já foram capturados os alegados sequestradores, mas, neste momento, há uma preocupação. Qual é o ponto de situação dos mandantes?

É um trabalho subsequente e sei que a polícia já o está a realizar. Eu penso que, tendo os executores, a investigação dos processos junto ao Ministério Público e aos tribunais, com a colaboração clara da PIC, vai consistir, essencialmente, na  localização e busca dos mandantes.

Qual é o ponto de situação dos sequestradores que se encontram na África do Sul, uma vez que, semana passada, uma brigada fortemente preparada, em termos de meios financeiros, se deslocou àquele país vizinho?

Agora não posso dizer qual é o ponto de situação, mas os resultados virão. Há alguma certeza de que eles estão na África do Sul e noutros países da Ásia, mas tudo leva-nos a crer que estamos num bom caminho, porque temos apoio da contraparte sul-africana, da Interpol. Penso que daqui a algum tempo, teremos os indivíduos cá no país e vamos levá-los à barra do tribunal.

Quantos mandantes são e de que nacionalidade eles são?

São dois mandantes de nacionalidade moçambicana, sendo um de origem asiática.

Quantas viaturas e quanto dinheiro já foram recolhidos?

Já foram recolhidas 22 viaturas. Sei que já foi congelada uma conta bancária de 13 milhões de meticais, mas o processo continua. Os detidos estão em sessões de perguntas e respostas.

Qual tem sido o contributo da comunidade perante esta situação?

A comunidade sempre colaborou, mas o acento tónico que devemos ter em conta é a própria capacidade profissional da polícia. A polícia tem que realizar o seu trabalho, que é esclarecer os crimes. A participação da comunidade é uma mais-valia para que o esclarecimento dos crimes seja mais célere. Para conhecermos os esconderijos onde as vítimas eram acantonadas, foi graças a contribuição das próprias comunidades.

PRM pede prudência no arrendar de casas

A PRM pediu aos cidadãos, no geral, para exercerem um maior rigor e prudência no acto de arrendar casas a terceiros, bem como prestar uma atenção redobrada quando abordados, em algum momento, por indivíduos que se fazem transportar em viaturas, regra geral, com vidros fumados, porque, a dado momento, podem cair nas malhas de gente de conduta duvidosa que vai de um bandido comum até potenciais sequestradores.
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O apelo para uma maior precaução no arrendamento surge da constatação que se evidenciou com estes casos, pois todos os locadores ouvidos pela Polícia disseram que não sabiam de nada. A medida visa evitar que os donos das casas acabem se vendo envolvidos em situações embaraçosas de ter que responder em juízo por suspeita de participação na prática de crimes, como o que pode vir a acontecer agora com o resultado das investigações em curso.

Nas recentes averiguações relacionadas com os sequestros a Polícia constatou que de três das quatro casas visitadas esta semana pela Imprensa usadas como cativeiro dos sequestrados os proprietários declinaram qualquer responsabilidade ou conivência com os crimes nelas praticados, distanciando-se de tudo e de todos.

Embora as investigações até aqui realizadas não tivessem encontrado evidências suficientes de qualquer envolvimento ou responsabilidade dos proprietários das residências, doravante a Polícia aconselha a uma maior atenção na prática deste tipo de negócios.

Por exemplo, na quinta de Tchonissa, no distrito de Boane, local onde parte das vítimas foi levada, a proprietária negou perante as autoridades qualquer envolvimento com os criminosos. A mesma justificação foi dada pelo inquilino da moradia de Malhampswene, que inclusivamente justificou perante as forças da lei e ordem que nunca foi sua intenção arrendar a casa, mas que acabou o fazendo por pressão que sofria dos sequestradores, a troco de 25 mil meticais mensais.

“Para estes casos até aqui não existe qualquer ligação entre os sequestradores e os proprietários. Mas para casos futuros as pessoas devem obedecer a uma série de exigências para chegar à conclusão de que, efectivamente, os que vão arrendar a casa não são pessoas de má conduta ou não estão envolvidas em redes criminosas. Também devem supervisionar as actividades que eles realizam e não se limitar só a receber dinheiro. Se esses cuidados não forem tomados os proprietários correrão o risco de se ver envolvidos em casos criminais difíceis de resolver” – apontou a nossa fonte.

Por outro lado, o apelo insistente da Polícia vai no sentido de as pessoas serem cautelosas quando abordadas por indivíduos que se fazem transportar em viaturas com vidros fumados. Perante um caso igual, segundo aponta a corporação, pode-se estar perante um sequestrador.

“Vimos que todos os carros que os raptores usavam para levar as suas vítimas estavam com vidros fumados, razão pela qual os cidadãos devem andar vigilantes com relação a esse tipo de situações, porque correm maior risco de cair nas malhas desta gente” – disse.

A Polícia aponta que a primeira viatura usada pelos sequestradores foi um “Toyota-Noah”, com a chapa de inscrição MMS-92-06, com vidros todos fumados. Esta era uma das principais viaturas de acção, tendo mais tarde sido usada uma outra de marca “El Grand”, como forma de procurar sempre despistar a vigilância policial.

Jovens de Mahlampswene contra ocupação de parcela

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Um grupo de jovens do bairro de Mahlampswene tem vindo a pedir ao Município da Matola explicações por alegada ocupação irregular de uma parcela de terra que lhes havia sido atribuída para construção

Supostos guardas da Renamo espacam líder comunitário em Tete

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Indivíduos que se pensa pertencerem a guarda da Renamo e integrados na comitiva do secretário-geral (SG) deste partido, Manuel Bissopo, são acusados de terem espancado, violentamente, um líder comunitário, 63 anos de idade, no povoado de Tsuende, distrito de Moatize, província de Tete.

Segundo escreve o jornal Diário de Moçambique (DM), é o próprio líder comunitário que acusa os autores da agressão de que foi vítima, semana passada, no decorrer de um comício orientado pelo Secretário-Geral da Renamo, partido líder da oposição em Moçambique.

O agredido, ainda de acordo com o DM, até segunda-feira, queixava-se de fortes dores da coluna vertebral e dos ouvidos, porque, conforme explicou, foi agredido sem parar por seis homens no local onde decorreu o comício.

“Disseram que você está a mobilizar a população para não ir ao comício. Esta fraca afluência deve-se a você. Por isso, merece este castigo”, relatou o agredido, de nome Ualasse Diesse.

Jornalista da TVM vai recorrer da sentença por calúnia

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O jornalista moçambicano Falume Chabana vai apresentar nesta quarta-feira recurso da sentença contra si  proferida sexta-feira pelo Tribunal Judicial de Sofala.

Condenado a 16 meses de prisão, com pena suspensa por três anos, por alegada difamação e calúnia contra a Beira International Primary School, Falume Chabana considera a sentença injusta.
“Vamos recorrer da sentença, porque consideramos que a pena é injusta. Temos o prazo até esta quarta-feira, dia 25 de Junho, e acreditamos que até lá o recurso estará depositado em sede do tribunal”, disse Chabana em entrevista telefónica a reportagem da Voz da América em Maputo.
Chabana, que é actualmente jornalista da Televisão Pública, TVM, na delegação de Quelimane, foi sentenciado por uma matéria veiculada no início do presente ano lectivo, no jornal “Autarca”, publicado na cidade da Beira.

A condenação de Falume Chabana resulta de artigos publicados no início deste ano, no jornal Autarca, veiculado na cidade da Beira, em que denunciava a discriminação de uma aluna deficiente, que estava a ser impedida de estudar, por falta de uma rampa de acesso ao andar em que ficava a turma em que estava colocada.

Chabana considera que está a ser vítima de uma tentativa de o silenciar e retraí-lo no seu exercício profissional.

“Eu limitei-me a solidarizar-me com uma cidadã que estava com os seus direitos fundamentais violados por uma entidade pública, que é um acesso a educação e não consigo compreender como é que o tribunal, em particular o juiz da causa, conseguiu valorar a imagem e a honra do advogado e da escola, ignorando aquilo que foi o objecto que desencadeou todo este caso” disse.
O jornalista repudia a atitude das associações da sua classe, com realce para o Sindicato Nacional de Jornalistas, pelo distanciamento em que se mantém do caso e conclui que “a solidariedade em Moçambique é um caso para esquecer”.

Reagindo a esta situação, o Secretário-Geral do SNJ, Eduardo Constantino, lamentou a condenação e disse que o sindicato pouco tinha a fazer, simplesmente porque Chabana não é membro do sindicato.
“Apesar de ele não ser membro do sindicato nós nos solidarizamos com ele e eu, em particular, sempre lhe dei o meu apoio moral, mas para irmos a assistência jurídica, nada poderia fazer por duas razões: Primeiro, ele não sendo membro não pode beneficiar dessa assistência jurídica, segundo, em momento algum Falume Chabane pediu apoio nesse sentido…” disse Constantino.
Instado a comentar sobre a sentença, Eduardo Constantino disse que à partida, a sentença é injusta

Cabo-verdianos em Moçambique em dificuldades

O presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, reconheceu, esta segunda-feira, que a comunidade cabo-verdiana radicada em Moçambique é “uma das mais sofridas” da diáspora. Em resposta, a presidente da associação de cabo-verdianos em Moçambique, Luísa Fernandes, insta o Governo cabo-verdiano a ajudar.
Armando Emilio Guebuza e Jorge Carlos Fonseca
O chefe de Estado cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, admite que os principais constrangimentos dos cabo-verdianos que vivem em Moçambique são os problemas na obtenção de documentos de residência e no acesso aos serviços públicos. O assunto foi tema de discussão entre o presidente cabo-verdiano e o homólogo moçambicano, Armando Guebuza, aquando da Cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, em Maputo.

Para Luísa Fernandes, presidente da associação de cabo-verdianos de Moçambique, todos os problemas surgem devido à não adopção da nacionalidade moçambicana. A dirigente associativa, entrevistada por Carina Branco, relembra que o problema se arrasta há anos e apela à acção das autoridades da Cidade da Praia.

Detidos funcionários que desviaram material do VII Festival Nacional de Cultura

Festival Nacional de Cultura
Oito funcionários do sector da educação na província de Nampula encontram-se detidos na primeira esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM) indiciados no roubo de quarenta colchões que foram usados no centro de acolhimento da Escola Secundária de Muatala no âmbito do VII Festival Nacional de Cultura, evento realizado nesta região nos dias 11 a 15 de Julho corrente.

Uma semana depois do encerramento do evento que juntou milhares de fazedores de diversidades culturais, as autoridades policiais de Nampula, viriam a ser apresentadas uma denúncia por anónimos referindo-se do roubo de 40 colchões, tendo, imediatamente, accionado as necessárias diligências visando a recuperação dos bens.

E neste momento foram recuperados na posse dos “Corruptos” apenas seis colchões. Os indiciados, segundo uma fonte policial, são trabalhadores que desempenhavam as funções de auxiliar-administrativo na Escola Secundária de Muatala e que no final do mencionado evento cultural, foram confiados a responsabilidade de poder devolver todos os materiais usados na logística à Direcção Provincial da Educação e Cultura, entidade que subordinava o gabinete provincial de organização do festival.

Falando aos membros dos órgãos de comunicação social, Inácio Dina, porta-voz da polícia no comando provincial da PRM em Nampula deu a conhecer que em face do acontecido foi já aberto um processo relacionado com o furto qualificado, para além de estar em curso um trabalho de investigação visando, sobretudo, identificar o protagonista do acto considerado ilícito.

Em declarações à polícia, maior parte dos funcionários, presentemente, a ver o sol aos quadradinhos na primeira esquadra confessaram o seu envolvimento no caso e afirmaram que adquiriram os colchões porque foram oferecidos com os colegas para tentar lhes calar a boca.

Inácio Dina revelou, ainda, que durante a semana passada foram detidas duas quadrilhas, uma que se dedicava no assalto em residências, principalmente, na calada da noite e as acções eram protagonizadas em diversos bairros da cidade de Nampula com destaque para o bairro de Muatala, unidade comunal do Piloto, onde foram recuperados, quantidades não especificadas de varões de construção, congelador, chapas de zinco e sete cadeiras plásticas. E outra quadrilha é composta por funcionários das empresas de segurança privada nomeadamente, Sosep-security e Dragão Segurança que na semana passada arrombaram as portas da fábrica de bolachas Sumeya e retiraram no seu interior sete caixas de pratos de loiça, num prejuízo calculado em cerca de vinte mil meticais.

Moçambique entre os piores do mundo no combate ao tráfico de animais

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Moçambique, a par do Vietname e do Laos, são dos países que menos combatem o tráfico de animais, segundo um estudo que envolveu 23 nações conduzido pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF na sigla em inglês).

O comércio de elefantes, rinocerontes selvagens e tigres, em países asiáticos e africanos, incluindo Moçambique, está a ameaçar a sobrevivência destas espécies de animais, refere o WWF.

No estudo a divulgar nos próximos dias, a WWF considera que Moçambique não conseguiu impedir o envolvimento dos seus cidadãos na caça ilegal de rinocerontes na África do Sul e não está a conseguir controlar o comércio do marfim, cujo mercado preferencial é a China.

Uma pesquisa feita em 23 países indica que o abate destes animais está a ser promovido por organizações criminosas internacionais, que operam na maioria na Ásia e África. “No ano passado houve um número recorde de elefantes caçados em África”, afirmou a gerente de programa do WWF Global de Espécies, Wendy Elliott, citada pela agência Reuters.

O WWF defende a necessidade de os estados adotarem legislação que proíba o comércio de peças de elefantes, rinocerontes e tigres.

No último ano, houve grandes apreensões de marfim de elefante, mais de 800 quilogramas, um sinal de que “há um crescente envolvimento do crime organizado neste tipo de comércio”, acrescentou Wendy Elliott.

O estudo sobre a caça destes animais e venda de seus troféus consta de um relatório que será apresentado esta semana em Genebra numa reunião da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES).

A Convenção proíbe praticamente todo o comércio de marfim de elefante, rinoceronte chifres e partes de tigre – muitas vezes utilizadas na medicina tradicional – a fim de tentar salvá-los da extinção.

Os animais também estão sob ameaça de outros fatores como a perda de habitat, alterações climáticas e poluição, sublinha o WWF, exemplificando que, na África do Sul 448 rinocerontes foram mortos só no ano passado.

Tanzanianos detidos com cocaína no Aeroporto Internacional de Maputo

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A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve dois cidadãos tanzanianos no Aeroporto Internacional de Maputo que desembarcaram no país na posse de 142 ampolas de cocaína, provenientes de Lisboa.

O porta-voz da PRM, Arnaldo Chefo, disse à Imprensa que os cidadãos detidos respondem pelos nomes de Ali Muhina e Josephe Andula. Vinham de São Paulo, Brasil, mas chegaram a Maputo num voo que partiu de Lisboa.

“Portanto, escalaram Portugal e depois vieram a Moçambique, em Maputo”, disse Chefo
O porta-voz da PRM em Maputo disse que após os indivíduos terem desembarcado, foi descoberto que os mesmos traziam droga numa pasta: 40 ampolas de cocaína. As restantes ampolas foram extraídas dos seus organismos já no Hospital Central de Maputo, perfazendo, assim, o total de 142 ampolas.

15 vilas beneficiam de tolerância de ponto

Dondo
Quinze vilas e cidades de diferentes províncias do país, nomeadamente Balama, Muidumbe, Pemba-Metuge e Nangade, em Cabo Delgado; Marínguè, Muanza, Dondo e Machanga, em Sofala, Funhalouro, Jangamo, Mabote e Panda, em Inhambane; Chiúta, em Tete e Massangena, em Gaza, e Inhassunge, na Zambézia, completam amanhã, mais um aniversário da sua elevação às respectivas categorias.

Com efeito, à luz do nº 1 da Lei do Trabalho, Lei de 23/2007, de 1 de Agosto, a Ministra do Trabalho, Helena Taipo, concede amanhã tolerância de ponto a todos os trabalhadores e funcionários públicos locais para que possam festejar condignamente as efemeridades. No entanto, a referida tolerância não abrange os trabalhadores cuja actividade não permite interrupção no interesse público.

Guebuza dá ultimato a David Simango

Armando Guebuza


O presidente da República, Armando Guebuza, deu prazo de dois meses para o edil de Maputo, David Simango, resolver o problema de venda ilegal de terrenos no distrito municipal KaMavota. A vereadora Esterlinda Ndove é acusada de estar envolvida em negociatas de terra em conluio com alguns secretários de bairros e chefes de quarteirão e o assunto chegou ao presidente da República durante uma sessão de “presidência aberta” na capital. Agora o caso está a andar, mas ainda há problemas.

Carduela Nassone Sitoe, residente no bairro 3 de Fevereiro, quarteirão 24, casa n.º 10434, no distrito municipal KaMavota, num comício popular realizado no histórico bairro da Mafalala, em Junho último, denunciou a vereadora e o secretário do bairro, Paulo Muzima, de terem vendido o seu terreno por 220 mil meticais.

“O presidente da República deu o prazo de dois meses para o Conselho Municipal resolver o problema do terreno que me opõe à vereadora. A recomendação do presidente começou a dar resultados. A inspecção do município ordenou a devolução do material que havia sido retirado no terreno, mas recusei-me a receber por não estar completo”, disse Carduela Sitoe ao Canalmoz.
A denunciante disse ainda que no âmbito das recomendações presidenciais, já foi arrolada pela inspecção do Conselho Municipal. Na última sexta-feira, também submeteu uma carta à edilidade na qual informava que não aceitou receber o material recolhido no terreno e depositado na administração KaMavota por estar incompleto.
Carduela Sitoe observou que, por ordens da vereadora, a Polícia Municipal foi remover no seu terreno 20 sacos de cimento, 20 tábuas de madeira, 28 varões, uma carinha de mão, 300 blocos de 10 e de 15, 6kg de pretos, duas pás e duas conchas. “Segundo as orientações da Olímpia, da inspecção, e Alcides, provedor da justiça no município de Maputo, eu devia ir à administração levantar o meu material de construção levado no dia 28 de Abril de 2012, mas porque não está completo não levei”.

Vereadora

Carduela Sitoe contou-nos ainda que a vereadora insiste em dizer que se não quiser receber o material que se dirija à esquadra mais próxima. “Lamento este comportamento da vereadora. Agora manda-me à esquadra, mas quando foi remover o meu material usou a Polícia Municipal. Para mim, isto cheira a abuso de poder. Uma cópia da relação de material entreguei ao chefe de Estado no dia de comício”.

O que Carduela Sitoe disse a Guebuza

Carduela Sitoe disse ao chefe de Estado que estava a ser vigarizada pela vereadora e pelo secretário do bairro 3 de Fevereiro. Conta que quando descobriu que o seu espaço, incluindo a casa, estava a ser vendido, mediante alegação de se tratar de uma reserva, aproximou-se da administração para melhor se inteirar do assunto.
“Em 2010, fui ao gabinete da vereadora no sentido de procurar solução, mas só viria a ser recebida em audiência em Janeiro do ano passado. Também foram chamados o secretário do bairro, o chefe de quarteirão 23, o guarda Simão Mondlane. O suposto comprador do terreno, João Tovela, não esteve presente”, disse explicando adiante que nesse encontro ela prometeu enviar o assunto à Direcção de Construção e Urbanização.
Disse que vendo o tempo a passar, voltou à administração de KaMavota. “Quando entrei no gabinete da vereadora ela ralhou e mandou-me embora. Fui empurrada por um senhor chamado Machava. Ela atingiu o extremo de dizer que se eu não tenho nada a fazer, que não fosse lhe incomodar no seu gabinete, porque sou fofoqueira e lâmina cortante”, conta Carduela Sitoe.
Inconformada com a resposta da vereadora, diz que em Outubro de 2010 marcou uma audiência com o presidente do município de Maputo, David Simango. “A audiência viria a acontecer a 11 de Janeiro de 2012. Entreguei os meus documentos e ele prometeu a resolução dentro de duas semanas, mas até hoje continuo sem solução”. (Cláudio Saúte)

Afinal os sequestradores estavam em liberdade condicional!

Sequestrador angolano
À excepção da única mulher do grupo de sete indivíduos detidos pela Polícia da República de Moçambique em conexão com os raptos na cidade de Maputo e Matola, os restantes estavam a gozar de liberdade condicional, depois de terem cumprido metade da pena de prisão maior na Cadeia de Máxima Segurança da Machava, vulgo BO.

Segundo o jornal Notícias, na sua edição de hoje, os operacionais dos sequestros cumpriam penas de prisão maior por práticas de delitos com recurso a arma de fogo. Porque a metade delas foram descritas como tendo sido cumpridas com bom comportamento, os tribunais que os condenaram acharam por bem libertá-los condicionalmente e, aproveitando-se disso, os seis protagonizaram, na óptica da Polícia, os 22 casos de raptos, tendo como alvo preferencial agentes económicos de origem asiática.

Ontem, o Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique convidou a Imprensa para ver e manter uma rápida conversa com eles, bem como mostrar três dos quatro esconderijos onde eram escondidas as vítimas, assim como ver as 22 viaturas, parte delas usadas para o transportes das vítimas e outras adquiridas como produto dos sequestros.

Do grupo presente à Imprensa, seis são de nacionalidade moçambicana, sendo que a única mulher é esposa do cabecilha dos sequestros, conhecido nos meandros do crime por Angolano (na imagem acima), isto porque um dos progenitores é de nacionalidade angolana. O sétimo indivíduo a contas com a Polícia é de nacionalidade nigeriana.

Ainda de acordo com o Notícias, na 18ª Esquadra da PRM na cidade de Maputo onde os jornalistas tiveram o primeiro contacto com o grupo, Angolano foi o alvo principal, visto ser apontado como o principal homem de terreno na captura das suas vítimas. Ele não nega o seu envolvimento no grupo, tanto mais que afirmou que conhece a todos integrantes do grupo, mas que o mandante do crime é um cidadão de nacionalidade indiana.

O filho do adjunto-comissário da Polícia nega qualquer envolvimento na questão dos raptos, apontando que apenas foi solicitado por Angolano para o transportar de um ponto para um dos cativeiros, a troco de 50 mil meticais. Ele acrescentou não conhecer os restantes membros do grupo.

A esposa de Angolano, por sinal a única mulher detida neste caso, nega qualquer envolvimento nos raptos. Segundo ela, nunca soube o que o seu marido fazia e que por algumas vezes recebeu dinheiro oferecido por ele sem que alguma vez tenha revelado a sua proveniência.

Os restantes integrantes do grupo, incluindo o nigeriano, negaram o seu envolvimento nos raptos, mas admitiram conhecer Angolano.

Músico popular é encontrado morto e sem os órgãos genitais

Zasta chimoio
O popular músico satírico, Zasta, foi encontrado morto sem órgãos genitais e olhos. Há relatos de que ele foi morto e depois colocado na via-férrea na cidade de Chimoio.

De acordo com o jornal Diário de Moçambique (DM), a Polícia confirmou ter informações sobre a morte de Zasta, mas avança que não foi comunicada sobre as circunstâncias em que se deu o acontecimento.

O porta-voz da corporação em Chimoio, não confirmou e nem desmentiu as alegadas circunstâncias em que aquele músico comunitário perdeu a vida.

Zasta nas suas actuações dueto com aesposa, actuando amiúde em qualquer lugar onde se encontrasse, bastando apenas que se depositasse alguma moeda na sua sacola.

Com uma guitarra feita com base numa lata de azeite e arames, o músico improvisava um mini-concerto com a sua esposa, corista e bailarina simultâneamente.

A Polícia afirma, contudo, que está a investigar as causas da morte deste artista que em vida encantou o público não apenas em Chimoio, como também noutras províncias, como Sofala, onde actuava frequentes vezes no distrito de Nhamatanda.

(A imagem é de autoria de Carlitos Candangue)

Travessia entre Morrumbala e Mutarara interrompida por quinze dias

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A partir desta Segunda-feira (23), não se pode atravessar para Mutarara, em Tete, através do rio Chire, em Morrumbala. Tudo porque, durante quinze dias, vão decorrer trabalhos de manutenção do batelão que garante o transporte de pessoas e bens de um lado para o outro.

Uma nota da Administração Nacional de Estradas (ANE), delegação da Zambézia, indica que os trabalhos serão focalizados essencialmente no batelão manual que tem dado o seu máximo para transportar pessoas e outros bens para cada um dos distritos.

O referido batelão do rio Chire pertence a Empresa de Construção e Manutenção de Estradas e Pontes (ECMEP) e tem sido uma grande dor de cabeça para quem quer atravessar de Morrumbala na Zambezia para Mutarara em Tete ou vice-versa.

Os camiões de carga quando chegam ao rio Chire, devem baldear toda a carga para conseguirem ser transportados para a margem do seu destino.

Por vezes, os proprietários dos meios são forçados a dar uma mão aos operadores do batelão porque senão, a marcha fica lenta.

Canoas tomam conta do rio

Com esta paralisação, a travessia de pessoas naquele rio estará a cargo das almadias, ou seja, as canoas vão ter um grande protagonismo.

Por vezes, as canoas são “manejadas” por crianças que não têm medo do rio. Fazem gincanas em pleno Chire como se estivessem numa via pública.

Os professores que dão aulas num dos distritos e que tem motorizadas vão ter que passar por este sofrimento, durante quinze dias.

A população também que pratica agricultura numa das margens vai ter que se contentar com as canoas.

Recorde-se que para se chegar a Mutarara ou Morrumbala, a travessia é mesmo no rio Chire e por vezes arriscada.

Membros da Frelimo condenados por vandalizarem infra-estruturas do MDM

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O secretário-geral do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Luís Boavida, disse que os órgãos de justiça moçambicanos ganharam já a consciência de que é necessário cumprir com as normas relacionadas com liberdade dos cidadãos no exercício da actividade política no país, facto que começou com o processo de julgamento e consequente condenação dos supostos membros da Frelimo que protagonizam acções de vandalismo contra as infra-estruturas e símbolos do seu partido.

Boavida disse, ainda, que alguns indiciados nessa prática têm sido condenados a penas de prisão que variam entre os cinco a sete anos, incluindo o pagamento de multas. Aquele dirigente político referiu-se a título de exemplo que muitos casos registados nos finais do ano passado e princípios deste, nos distritos de Angoche, cidade de Nampula, Mandimba, nas províncias de Tete, Manica, entre outras regiões do país.

Segundo a fonte, o caso mais recente aconteceu no distrito da Ilha de Moçambique em que o presidente do Conselho Municipal decidiu recolher e deitá-las fora as bandeiras do MDM, delegação distrital e, neste momento, o caso está sendo tratado pelos órgãos judiciais locais e espera-se que na finalização do respectivo processo seja feita a justiça como tem sido nos casos anteriores.

Próximas eleições autárquicas e gerais

Por outro lado, disse que a sua formação política já demonstrou que não se identifica com actos de vandalização dos patrimónios de outros partidos políticos.

Justificou o facto afirmando que fosse o caso os membros do MDM já teriam respondido de forma violenta estas provocações feitas numa altura em que o país encontra-se empenhado na promoção da democracia e a paz no seio dos moçambicanos. Apelou, ainda, ao partido Frelimo no sentido de promover a educação cívica dos seus membros e simpatizantes em matérias relacionadas com o respeito do direito à liberdade, sobretudo, no exercício da actividade política.

Num outro desenvolvimento aquele responsável deu a conhecer que o MDM está prontamente preparado para a sua participação nos próximos pleitos eleitorais no concernente aos recursos humanos e material. “O MDM vai concorrer em todas as autarquias do país porque o nosso partido tem a sorte de não estar a trabalhar apenas para os eventos políticos, mas sim trabalhamos de forma permanente”, concluiu a fonte.

Estruturação do partido na base

Luís Boavida deu a conhecer que presentemente decorrem trabalhos a nível dos bairros em todas as regiões do país visando a estruturação das suas bases no sentido de garantir maior receptividade na sociedade. Referiu-se, por exemplo, da ansiedade da população na pretenção de mudar o actual sistema de governação. Ainda sobre a preparação interna, está prevista a realização, este ano, o primeiro congresso do MDM, uma prova que certifica a sua maturidade que, igualmente, vai caracterizar os cinco anos de governação no município da cidade da Beira.

Formação de Jovens de Nampula, Niassa e Cabo delgado No âmbito da estruturação do partido Movimento Democrático de Moçambique ao nível da base, aquela formação política realizou no último sábado um seminário de capacitação de jovens oriundos das províncias da regiãop norte do país, designadamente, Nampula, Niassa e Cabo Delgado em matérias de processos eleitorais, informação e marketing político.

Na circunstância, o secretário-geral do MDM, Luís Boavida, disse que os temas que foram abordados no mencionado encontro estiveram revestidos de importante significado na contribuição de modo a evitar a violação da legislação moçambicana e deverão usar os conhecimentos transmitidos para que possam usar no quotidiano das suas actividades, devendo para o efeito, garantir a separação de poderes sociais e políticos. Em relação à lei dos partidos políticos, Boavida disse que trata-se de um tema em que os conteúdos a serem transmitidos no encontro irão ajudar a identificar os erros cometidos por outros membros dos partidos políticos e reportá-los às entidades competentes, como é o caso da Assembleia da República, Municipal e Assembleia Provincial.

Acrescentou que no que tange ao tema sobre marketing político, o nosso entrevistado disse que ajudará na elaboração de ideiaspara discursar nos encontros visando promover a sua formação política e consequente mobilização de mais membros para as fileiras do partido. Quando os grupos juvenis de uma determinada região não funcionam, significa que o partido não está bem. “Nas eleições do próximo ano, a nossa maior aposta são os jovens, por isso deverão aproveitar os temas que serão abordados no sentido de fazerem a réplica no quotidiano dos seus trabalhos”, precisou a fonte.

Sistema de Credelec já opera Online na cidade de Maputo

O plano da EDM é garantir que, até os meados do próximo ano, todos os moçambicanos possam comprar energia através de uma simples mensagem de telefone celular, ATM ou mesmo da internet, a partir de qualquer ponto do país e a qualquer hora.
José Buque
A Electricidade de Moçambique lançou, ontem, na cidade de Maputo, o denominado “Credelec online”, a partir do qual todos os 40 postos de venda de energia credelec, dentro da cidade, passam a estar interligados numa base integrada. Ou melhor, “a partir deste momento, já é possível comprar energia em qualquer ponto de venda sem sofrer a duplicação das cobranças de taxa de lixo, de rádio, entre outras. Essa é a vantagem imediata do sistema para os consumidores”, explicou a director comercial da EDM, José Buque.

Os postos de venda de energia a Credelec estão neste momento a funcionar numa base isolada, em todo o país, exceptuando, obviamente, a cidade de Maputo, desde ontem.

A conversão dessa base isolada para a integrada está a ser feita de forma gradual. O objectivo da electricidade de Moçambique é fazer com que, até aos meados do próximo ano, todos os moçambicanos possam comprar energia através de uma simples mensagem de telefone celular, ATM ou mesmo de internet, a partir de qualquer ponto do país e a qualquer hora.

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