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Segunda-feira, Abril 6, 2026
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Detidos cinco sequestradores e recuperados mais de 13 mil milhões Mt

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Pode ter iniciado a caminhada para o fim de uma das acções criminosas mais mediáticas dos últimos tempos no país.

Numa conferência de imprensa pouco habitual, sobretudo devido a hora em que se realizou (18h30), trajado de fardamento “pingo-de-chuva” e com um semblante de vitória, Pedro Cossa, oficial superior da Polícia e porta-voz do Comando-Geral, começou por dizer que, “ao longo de alguns meses de trabalho, na corporação, sobre o fenómeno de sequestro, cárcere privado ou rapto, foi efectuado um trabalho a nível de todo o país, tendo sido registados casos de 22 actos de raptos, em Nampula, Tete, Sofala e com maior incidência nas cidades de Maputo e Matola”.

Cossa avançou que, nas últimas semanas, a polícia lançou uma ofensiva de grande envergadura, estando no encalço de um grupo de operativos ligados a raptos de comerciantes ou agentes económicos, que criam pânico e clima de insegurança quer às potenciais vítimas ou aos seus familiares.

A colaboração popular e, sobretudo, de algumas vítimas foi fundamental para o sucesso da operação policial, que começou por seguir as pistas das vítimas directas e pessoas próximas.

O ponto mais alto da investigação que conduziu a polícia a uma pista concreta foi há duas semana, quando, na cidade da Matola, foram raptados dois cidadãos e que, tempo depois, um foi liberto e o outro mantido em cativeiro. A Polícia seguiu as pistas dos sequestradores e, segundo o anúncio feito por Pedro Cossa, conseguiu deter um grupo de operativos ligados ao rapto no país.

70 presos fugiram da cadeia de Mieze em Cabo Delgado

Deste número, um deles foi alvejado mortalmente pelos agentes da guarda prisional e 13 foram recapturados e recambiados para as celas. 54 continuam em local incerto.
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Pelos menos 70 reclusos que se encontravam encarcerados na cadeia de Mieze, a cerca de 20 quilómetros da cidade de Pemba, em Cabo Delgado, evadiram-se, ontem, das celas. Presume-se que a fuga tenha decorrido da negligência de um dos agentes da guarda prisional que se encontrava de serviço.

Não se sabe ao certo o que este agente teria feito, mas acredita-se que o mesmo tenha deixado um dos cadeados do estabelecimento destrancado, revelou  uma fonte bem posicionada ao nível do Ministério da Justiça.

Dos 70 reclusos que fugiram da cadeia, um deles foi encontrado estatelado e sem vida nas matas do posto administrativo de Mieze. O mesmo, cujo nome não conseguimos apurar, foi atingido por uma das balas disparadas pelos agentes da guarda prisional no momento da perseguição. Os outros 13 foram apanhados e reconduzidos para as celas, sendo que os restantes 54 continuam ainda em local incerto.

Senhoras Raptam Adolescente em Nampula

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Um adolescente, de 12 anos de idade, sequestrado no passado dia 13 de Julho no bairro de Muatala, arredores da cidade de Nampula, por uma senhora, de 30 anos de idade, foi recuperado no distrito de Monapo graças à diligências das autoridades policiais.

Dados em poder da nossa reportagem referem que, para lograr os seus intentos, as sequestradoras, em número de quatro, chefiadas por uma suposta amiga da irmã do rapaz, conhecido simplesmente por Sílvio, enganaram o menor com a indicação que seria levado para o distrito de Monapo para trabalhar como empregado doméstico naquela região da província de Nampula, localizada a 120 quilómetros da cidade de Nampula.

Porém a sua ida à Monapo teria que acontecer sem o consentimento dos seus familiares. O menor concordou porque pretendia ganhar dinheiro. A nossa reportagem apurou que a vítima, antes deste sequestro, dedicava-se ao comércio de amendoim torrado nas redondezas da cidade.

Automobilistas obrigados a entrar no leito do rio Umbelúzi em Boane

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Os automobilistas que pretendem atravessar o rio Umbelúzi, no distrito de Boane, província de Maputo, são obrigados a entrar no leito do rio, tudo porque a ponte, que desabou há seis meses, ainda não foi reabilitada.

Passam daquele local viaturas ligeiras, transportes semi-colectivos de passageiros, vulgos “chapa cem”, e viaturas caixa abertas que transportam passageiros em situações precárias. Já os peões continuam a atravessar a ponte apesar da mesma não estar em condições.

Mas os automobilistas que atravessam aquela ponte dizem estar agastados com a situação. “Todos os dias passamos por aqui, realmente é muito complicado atravessar o rio com o carro, mas não tenho outra alternativa. Aliás, a outra via que poderíamos usar é Mafuaine, mas a via de acesso é precária. Pedimos que reparem urgentemente a ponte”, disse Manuel Cossa.

Para impedir a passagem de camiões, o governo distrital de Boane colocou três agentes da polícia para proibir o trânsito.

PRM prende ladrões de cartões em Maputo

Dois nacionais estão desde há dias a contas com a Polícia na 3.ª Esquadra, em conexão com o roubo de cartões de bancos nas caixas automáticas (ATMs), na cidade de Maputo.
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Segundo Arnaldo Chefo, porta-voz da Polícia no comando da cidade de Maputo, os detidos, identificados por Joaquim Nduane, de 52 anos, e Fautino Matsinhe, 31 anos, fazem parte de um grupo de três que operava nos bancos comercias da capital, tendo como vítimas pessoas sem domínio do uso de cartão.

`Eles ficavam nas ATMs à espera de um cidadão sem domínio no manejo de operações nas caixas automáticas e se ofereciam para ajudar. Neste processo, memorizavam o código do cartão – PIN – e extraviavam sem que este se apercebesse, entregando um outro inválido´, explicou.

Falando no habitual encontro com a Imprensa, Chefo disse que este tipo de roubo de cartões em bancos está muitas vezes aliado à desatenção das vítimas que, na sua maioria, são mulheres e idosos.

`Esta quadrilha encontrava muitas vezes senhoras sem experiência em operações bancárias (nas ATMs) e o processo era tão rápido que as vítimas só vêm a descobrir depois. Os criminosos efectuam depois transacções com o cartão até que seja bloqueado após uma informação ao banco´, acrescentou.

A fonte disse ainda que um trabalho de investigação está a ser levado a cabo pela corporação com vista à neutralização do terceiro membro da quadrilha em parte incerta.

A desarticulação da quadrilha e detenção dos respectivos membros é resultado de um trabalho que as autoridades policiais efectuaram nalguns estabelecimentos bancários com vista a neutralizar indivíduos que se dedicam a este tipo de fraudes que se verificam actualmente…

Nampula exporta primeiro ferro para a China

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A primeira exportação de minério de ferro produzido no distrito de Lalaua, província de Nampula, terá lugar até ao final do ano, tendo como destino a China, com o primeiro lote a ser constituído por cerca de 28 mil toneladas de magnetite de ferro.

A concretizar-se, a exportação marcará a entrada de Moçambique no mercado mundial do minério de ferro, um produto com aplicação na indústria siderúrgica.

Rui Pinto, gestor da Damodar Ferro Limitada, empresa de capitais indianos, disse que aquela firma está actualmente empenhada no escoamento da produção, estimada em 23 mil toneladas daquele produto.

De acordo com a fonte, cerca de 20 mil toneladas de minério de ferro encontram-se na zona mineira de Namarrepo 2, enquanto outras três mil toneladas estão acondicionadas na estação ferroviária de Iapala, distrito de Ribáuè, onde funciona a logística do empreendimento.

Os volumes do minério armazenado na mina e no estaleiro de Iapala crescem continuamente, pois a produção não tem registado interrupções. A capacidade instalada é de 75 toneladas por hora.

Entretanto, a exiguidade de equipamentos ferroviários, nomeadamente locomotivas e vagões apropriados para o transporte de magnetite no Corredor de Desenvolvimento do Norte está a comprometer o cumprimento das metas de escoamento da produção para o Porto de Nacala a partir da estação ferroviária de Iapala.

A firma que explora as minas de Lalaua equacionou a montagem de uma indústria local de processamento, ideia, entretanto, posta de lado devido às limitações dos jazigos.

Outros dados referem que a Damodar Ferro Limitada vai submeter nos próximos dias junto do Ministério dos Recursos Minerais a documentação necessária para obtenção de autorização visando a realização de pesquisas nos distritos de Memba e Alto Molócue nas províncias de Nampula e Zambézia, onde há indícios de ocorrência de reservas de minério de ferro.

A ministra do pelouro, Esperança Bias, que visitou o empreendimento semana passada, sossegou à Damodar Ferro Limitada que se a documentação entrar no seu gabinete terá o devido encaminhamento, pois a prioridade é explorar os recursos naturais existentes, mas de forma sustentável.

Inicia requalificação dos assentamentos informais em Nampula

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Reunido na sua 11ª sessão ordinária realizada esta segunda-feira (16) os membros do governo provincial de Nampula discutiram entre vários assuntos, o ponto de situação da estratégia de requalificação dos assentamentos informais e de desenvolvimento da cidade e do distrito de Rapale. Trata-se de um projecto através do qual pretende-se efectuar a requalificação e reduzir os níveis de pobreza urbana através do planeamento territorial, onde, igualmente, serão reservadas algumas regiões para a construção de vias de acesso, infra-estruturas comerciais, sociais, entre outras de uso público.

A porta-voz do encontro, Páscoa de Azevedo, deu a conhecer que, neste momento, a edilidade da cidade de Nampula encontra-se a realizar encontros de auscultação aos munícipes que, eventualmente, serão abrangidos pelo projecto devendo ser indemnizados e consequentemente reassentados em zonas aindas por identificar.

Segundo Páscoa de Azevedo, a iniciativa que vai impulsionar o desenvolvimento das comunidades da cidade de Nampula e o distrito de Rapale, será realizado de forma intercalar. Por exemplo, os trabalhos vão decorrer em curto (2009-2011), médio (2012-2015) e longo prazo (2015-2025).

Igualmente, pretende-se com a iniciativa facilitar a entrada e o respectivo encaminhamento de novos empreendimentos propiciadores do desenvolvimento das regiões e o melhoramento das condições de vida da população local.

A fonte explicou que nos locais onde a população a ser abrangida pelo projecto serão erguidas infra-estruturas sociais como unidades sanitárias, estabelecimentos de ensino, comerciais, entre outras, de forma a tentar satisfazer os anseios das pessoas a serem transferidas no sentido de não passarem necessidades relacionadas com benefícios dos serviços públicos.

Apesar de não revelar os valores a serem investidos no projecto, aquele responsável disse o executivo provincial de Nampula conta com o apoio da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e as instituições estrangeiras como a Sitsi Aliance e a Unihabitat. De referir que a 11ª sessão ordinária do governo provincial foi, igualmente, analisada a visita presidencial, Armando Emílio Guebuza que, sucessivamente, escalou os distritos de Mecuburi, Mogovolas, Meconta, Nacarôa e Nacala-porto.

A porta-voz da sessão considerou positiva a visita do estadista moçambicano à província de Nampula, pois a população das regiões teve a oportunidade de dialogra com o Presidente da República, cada um apresentando suas preocupações pessoais e comuns.

Inspecção do Trabalho detectou 286 infracções e suspende 15 estrangeiros

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A Inspecção do Trabalho detectou 286 casos de violação da lei laboral moçambicana nas estâncias turísticas localizadas na região da Ponta d´Ouro, extremo sul da província de Maputo, e suspendeu 15 estrangeiros que se encontravam a trabalhar, de forma ilegal.

O trabalho, que foi levado a cabo por uma equipa conjunta, integrando inspectores do Trabalho e das Actividades Económicas, tinha em vista investigar a origem das reclamações sobre graves violações da lei laboral apresentadas em Maio último ao Presidente da República, Armando Guebuza, pela população local, durante a sua presidência aberta.

Falando Segunda-feira (16), ao “Diário de Moçambique”, Olga Manjate, directora do Trabalho na província de Maputo, explicou que a actividade inspectiva, que durou 10 dias, abrangeu 53 estâncias turísticas, com um total de 1.003 trabalhadores.

Explicou que as ilegalidades detectadas estão relacionadas com a violação dos limites do horário laboral, que é de oito horas (63 casos) e 29 situações de falta de seguro colectivo para casos de acidentes de trabalho.

Também foram registados casos da falta de equipamento de segurança e higiene no trabalho, não compensação pelo trabalho nocturno e extraordinário.

“Também tivemos casos de trabalhadores pagos em moeda estrangeira ou seja em rand, o que muitas vezes penaliza os trabalhadores quando a moeda nacional ganha cotação no seu valor”, disse Olga Manjate, acrescentando que, neste caso, as empresas foram recomendadas para passarem a pagar salários em moeda nacional, o metical.

Explicou que das 286 infracções registadas, 92 foram traduzidas em multas e 194 advertências. “Devo frisar que o objectivo da inspecção não era penalizar qualquer que seja, mas educar”, referiu.

Afirmou que alguns dos operadores disseram que certas ilegalidades ocorreram por desconhecimento da lei e para resolver esta situação, os inspectores deixaram, em cada estabelecimento, dois exemplares da lei laboral, um para os trabalhadores e o outro, para o patronato.

Em relação aos 15 estrangeiros suspensos, referiu que foram dados prazo para regularizarem a sua situação.

“Nós não estamos a afugentar o investidor, queremos que se cumpra a lei nacional. Aquele que obedecer a lei e respeitar os símbolos nacionais, vai trabalhar à vontade”, disse, explicando que, em Fevereiro último, um casal de estrangeiros que dirigia a estância turística Motel do Mar, naquela região, foi interdito de realizar qualquer actividade no país por prática de racismo e desrespeito aos símbolos nacionais.

Acrescentou que a sua direcção vai continuar a inspeccionar as actividades laborais naquele ponto do país, porque não se admite que os moçambicanos sejam maltratados na sua própria terra por estrangeiros.

“Agora estamos a estudar formas de colocar gabinetes ou serviços distritais de trabalho em todos os distritos para aproximar cada vez mais os serviços do cidadão”, disse Olga Manjate.

Ambulância chega ao Centro de Saúde de Albazine

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Um ano após a entrega do centro de Saúde de Albazine totalmente reabilitado e apetrechado, no âmbito do programa de responsabilidade social do grupo Soico, Moçambique em Acção, e 27 parceiros, ontem, aquela unidade sanitária recebeu uma ambulância oferecida pela empresa GWM, um dos parceiros da iniciativa.
Na ocasião, o presidente do conselho Municipal da cidade de Maputo, que testemunhou o acto, afirmou que com a ambulância ao dispor do centro, mortes resultantes de complicações, principalmente, do parto serão reduzidas, porque aquele meio circulante servirá para transferir doentes, que apresentarem complicações, para unidades com maior capacidade de atendimento (…). Não é uma simples viatura, ela mexe com algo sensível que é a saúde das pessoas. eu, particularmente, tenho experiências marcantes, quando era governador do Niassa. durante visitas que realizei aos distritos, deparei com situações que obrigaram a escolta a socorrer uma senhora que estava prestes a dar à luz na estrada. Encontramo-la a 70 quilómetros do centro de saúde mais próximo e fomos a tempo de socorrer mão e o bebé, recordou-se com nostalgia David Simango. Depois, o edil apelou ao uso racional da ambulância ora ofertada ao Centro de Saúde de Albazine.

Empresa chinesa Green timber multada em 200 mil meticais

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A empresa chinesa Green timber foi multada em 200 mil meticais por excesso de corte da madeira, semana finda, no posto administrativo de Mulevala, distrito de Ile, na Zambézia. A multa surge, igualmente, pelo facto de aquela empresa registar siglas nos touros de forma não visível, ou seja, a giz e não à tinta de óleo, tal como prevê a legislação moçambicana, para permitir melhor visibilidade do tipo da madeira a ser transportada.

Mais, de acordo com o sector de florestas, a actual licença da Green timber para exploração da madeira na Zambézia é de 500 metros cúbicos por ano e o corte excedeu em 10% do permitido.

A madeira em causa é proveniente do posto administrativo de Mulevala, distrito de Ile, local onde a empresa chinesa dispõe de concessão de exploração.

A infracção da empresa foi detectada pelas autoridades do sector de florestas na localidade de Nampevo, distrito do Ile, quando seis camiões daquela empresa seguiam, com madeira, para a província de Nampula, local onde se encontra a sede da empresa. Os referidos camiões transportavam touros de umbila e sete de pau-ferro.

Em contacto com a nossa reportagem, um cidadão de origem chinesa identificado apenas por Tcheto, que acusou os profissionais do sector de agricultura de gostarem muito de dinheiro, contou que a multa anunciada pelas autoridades era de 900 mil meticais.

Na sequência, a empresa contactou com a Direcção da Agricultura com vista a protestar a referida multa. “Eu penso que há algum excesso por parte das autoridades do sector de agricultura, pois, ao invés de mandarem parar os camiões por cerca de quatro dias, e tendo em conta que somos uma empresa legal em moçambique, é minha opinião que os técnicos deveriam aplicar um outro tipo de sanção”, disse um representante da empresa apenas identificado por Danúbio.

PRM apreende 28 notas falsas de mil meticais

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A Polícia da República de Moçambique (PRM) no distrito de Alto-Molócuè, na Zambézia, apreendeu 28 notas de mil meticais falsas de indivíduos ainda a monte. Com as notas falsas, os referidos indivíduos conseguiram comprar mantas e outros produtos numa banca, na localidade de Mugema, a 40 quilómetros da vila sede.

As 28 notas estavam na posse de uma rede de indivíduos que se dedicam à falsificação do metical, ainda em parte incerta. Presume-se que os membros da referida sejam provenientes de das províncias de Nampula e do Niassa, que fazem fronteira com o distrito de Alto-Molócuè, na Zambézia.

Segundo a PRM, no total, eram 30 notas de mil meticais, sendo 28 falsas e duas verdadeiras. Na ocasião, as notas verdadeiras ficaram entre as falsas, facto que distraiu o sobrinho do proprietário da banca, onde os supostos falsificadores do metical fizeram compras.

Depois de efectuarem o levantamento dos produtos comprados com dinheiro falsificado, os indivíduos trataram rapidamente de se colocarem em fuga, sem deixar pistas. E porque a mercadoria já tinha acabado, o proprietário do pequeno estabelecimento comercial, ora vítima da burla, pegou no valor e deslocou-se ao distrito de Milange, que faz fronteira com o vizinho Malawi, para comprar mercadoria.

Consumidores pagam acima de 100 por cento do preço real do tomate na cidade de Maputo

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Há especulação do preço do tomate nos mercados de venda a retalho e lojas de frescos, na cidade de Maputo. O consumidor chega a pagar mais de 100 por cento acima daquilo que devia ser o seu preço real, revelou ontem o presidente do Conselho de Administração da Hortofruticola, Belmiro Baptista.
Baptista considera que, tendo em conta o preço actual da venda de uma caixa de tomate no mercado grossista de Zimpeto, que varia de 50 a 180 meticais, não se justifica que um quilo seja comercializado entre 25 e 30 meticais nos mercados retalhistas e lojas de frescos.

Para Baptista, no actual cenário, o quilo de tomate devia custar sete a 15 meticais, facto que permitiria que o negócio fosse mais flexível e tanto os produtores, comerciantes quanto consumidores sairiam a ganhar.

O nosso Jornal visitou, ontem, alguns mercados retalhistas na cidade de Maputo e constatou que os vendedores de tomate chegam, de facto, a lucrar muito acima de 100 por cento do valor da compra.

Tizila Simango vende tomate no mercado central da cidade de Maputo. A mesma diz que compra uma caixa de tomate no mercado grossista de Zimpeto a 200 meticais e vende o quilo a 25. Se consideramos que uma caixa tem 22 quilos, multiplicados por 25 meticais cada, perfaz  550 meticais. Assim, subtraindo os 200 meticais do valor da compra, no final das contas, lucra 350 meticais por caixa, o que representa 150% acima do valor da compra.

Domingas Manhiça é outra revendedora de tomate a retalho no mercado Central da capital do país. Também compra o seu produto no mercado grossista de Zimpeto. Domingas vende o quilo a 40 meticais. A mesma alega que compra a caixa um pouco mais caro – 350 meticais. Mas mesmo assim, feita as contas, multiplicando 40 meticais por 22 quilos, uma caixa rende-lhe 880 meticais. Subtraindo os 350 da compra, a mesma lucra 530 meticais por caixa de tomate.

O que diz a Lei?

O decreto número 56/2011 de 4 de Novembro do Conselho de Ministros, que aprova o regulamento que fixa as margens máximas de lucros para produtos básicos, estabelece que, para bens tais como tomate, o seu lucro não deve exceder 10 por cento nos mercados grossistas e para os retalhistas a margem mais elevada deve estar nos 25 por cento.

Ou melhor, para um revendedor que vai comprar tomate ao Chókwè, a sua margem de lucro no Zimpeto deve ser de 10 por cento o máximo. O retalhista que adquire o mesmo produto no Zimpeto para vender no mercado Central deve lucrar o máximo 25 por cento.

Ora, se o preço de uma caixa de tomate no mercado grossista de Zimpeto varia de 50 a 200 actualmente, bastava apenas acrescentar 25 por cento a valor da compra.

Exemplificando, se um revendedor compra uma caixa de tomate a 200 meticais no Zimpeto, adicionando 25 por cento, devia ganhar 250 meticais, sendo 50 de lucro. Dividindo 250 meticais por 22 quilos de uma caixa, o quilo sai 10 meticais. Isso quer dizer que 10 meticais devia ser o preço real do quilo de tomate, cuja caixa foi adquirida a 200 meticais nos mercados retalhistas.

Constrangimentos provocados pela especulação

Baptista diz que  o elevado custo do tomate impede o aumento de novos consumidores para permitir que o produtor possa vender mais. Sugere que haja fiscalização séria das autoridades, para evitar que os revendedores ganhem acima de 100 por cento, prejudicando, em última análise, o consumidor.

Acidente de viação envolvendo ambulância, em Inhambane, causa um morto

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Uma ambulância do Centro de Saúde de Govuro e um camião “cavalo” envolveram-se num acidente de viação, na manhã desta Segunda-feira (16), no troço estrada nacional nº1 que atravessa o distrito de Morrumbene, na província de Inhambane, de onde resultou um morto e cinco feridos.

Segundo a Rádio Moçambique, que cita fonte da Polícia da República de Moçambique no local, o acidente aconteceu cerca das 5 horas da manhã e terá sido causado por excesso de velocidade.

A vítima mortal é o motorista da ambulância que fazia o trajecto norte-sul. Quatro ocupantes do camião ficaram feridos e uma ocupante da ambulância, por sinal a médica Chefe do Hospital de Govuro, também ficou gravemente ferida. Ilesos ficaram outros dois passageiros do camião, um deles um menor.

A ambulância ficou completamente destruída.

Garimpeiros enfrentam Força de Segurança Privada da Montepuez Ruby Mining, em Cabo Delgado

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Na noite do passado dia 5 de Julho de 2012 cerca de 300 garimpeiros entre moçambicanos e estrangeiros confrontaram-se contra elementos da força de segurança da empresa Montepuez Ruby Mining, Lda (MRM) concessionária da mina de ruby em Namanhumbir, no distrito de Montepuez, província de Cabo Delgado.

Segundo a ONG Justiça Ambiental, as informações são escassas e confusas mas há confirmação de pelo menos um morto e dois feridos graves. Há indicação de mais dois mortos não confirmados ainda pelas autoridades.

A força de segurança da MRM inclui também agentes Policia da República de Moçambique (PRM).

Entretanto, fontes contactadas pela Justiça Ambiental, indicam que a MRM afirma desconhecer as razões da morte de um cidadão moçambicano proveniente do Distrito de Moeda dentro da sua área de concessão mineira. Os restos mortais do finado já foram entregues a família e o respectivo funeral realizado mesmo antes dos resultados da autopsia solicitada para apurar as razões da morte.

Até ao momento ainda não foi possivel contactar a Direcção da empresa MRM.

A empresa Montepuez Ruby Mining, Lda resulta da fusão entre a MWIRIT, Lda. e a GEMFIELDS, respectivamente empresas mineiras moçambicana e britânica.

LAM lança desconto promocional de 65 por cento em Agosto

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A empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), a transportadora nacional, lançou para o mercado nacional uma campanha promocional, traduzida no desconto em 65 por cento das tarifas em voos internos a partir do primeiro dia de Agosto próximo.

A campanha, que tem como lema “Só Não Voa Quem Não Quer”, está inserida no âmbito dos seus 32 anos de existência e consistira na oferta de 32 mil lugares com um desconto de até 65 por cento.

A promoção, que estará disponível nas lojas da LAM e Agências de Viagens a partir do dia 16 de Julho de 2012 é valida para os voos operados a partir do dia 01 de Agosto, no território nacional, por ser o mercado onde a companhia aérea nacional oferece maior número de lugares.

Para beneficiar da promoção, os interessados, segundo um comunicado de imprensa da LAM a que a AIM teve acesso, deverão programar as suas viagens com a devida antecedência e adquirir as passagens necessárias para o efeito.

Os 32 mil lugares, que se esgotam conforme a saída dos voos a partir do primeiro dia de Agosto, estarão também disponíveis no mecanismo de vendas por Internet da LAM, que além do desconto da promoção terão mais cinco por cento de desconto.

Centros de Saúde passam para a gestão municipal até finais de 2012

Os centros de Saúde da cidade de Maputo passam ainda este ano à gestão das autoridades municipais, à luz da descentralização em curso no sector.
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O facto foi anunciado sexta-feira em conferência de Imprensa pelo director nacional de Recursos Humanos do Ministério da Saúde (MISAU), Martinho Djedje. Falando após uma visita a vários hospitais localizados na cidade de Maputo, Martinho Djedje disse que tudo está a ser acautelado para que a transição ocorra sem sobressaltos.

Assim, até ao final do ano, toda a rede primária, categoria a que pertencem os centros de Saúde, passarão para a tutela do município. Os hospitais gerais José Macamo e de Mavalane e ainda o Hospital Central de Maputo, que fazem parte da rede secundária, continuarão sob tutela do MISAU, por força da lei.

Durante a visita efectuada à cidade de Maputo, Djedje reuniu-se com os trabalhadores de certas áreas, com destaque para a dos Recursos Humanos, onde se discutiu sobre o seu futuro face à transferência de gestão.

A fonte deixou claro que todos os direitos e deveres dos trabalhadores serão salvaguardados, com a manutenção das regalias. `Eles nem vão sentir os efeitos da mudança em princípio é o que nós esperamos´, disse.

Entretanto, a transição ocorre numa altura em que o sector da Saúde se ressente de problemas como a falta de recursos humanos à altura de responder a procura dos serviços e com os trabalhadores a reivindicar uma flexibilidade no que tange à actualização das suas carreiras profissionais.

Martinho Djedje reconheceu que o número de profissionais beneficiados pelas promoções e progressões é bastante limitado e há que encontrar mecanismos para aumentá-lo, pois há espaço para o efeito…

Presbiteriana forjou nacionalistas – Guebuza

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O Presidente Armando Guebuza, enalteceu ontem o papel da Igreja Presbiteriana de Moçambique (IPM) pelo seu papel na afirmação do nacionalismo moçambicano, elemento que foi fundamental para a libertação do país do colonialismo português.

A IPM é a atinga Missão Suíça, organização que surgiu em Moçambique em 1887 na sequência das expedições de missionários europeus para África. Hoje, os milhares de crentes e simpatizantes da IPM provenientes de diversos pontos do país e do estrangeiro juntaram-se na Paróquia da Antioca, distrito de Magude, para celebrar o jubileu da igreja pela passagem dos 125 anos após a sua criação.

Igualmente, esta cerimónia, que foi celebrada sob o lema “125 Anos: Transformando Vidas em Jesus Cristo”, contou com a presença de membros do governo, encabeçados pelo Chefe do Estado, Armando Guebuza.

Falando na ocasião, Guebuza disse que a Missão Suíça desempenhou um papel fundamental na cristalização da matriz identitária e na forja do nacionalismo em Moçambique, ao despertar e acarinhar a vontade dos moçambicanos libertarem-se da dominação estrangeira.

“Desde os seus primórdios, a igreja realizou trabalhos que culminaram com o desenvolvimento e padronização da ortografia das línguas africanas com que entrava em contacto. O primeiro livro publicado em Tsonga foi o Buku la Xikwembu (Livro de Deus), em 1883”, disse Guebuza.

Segundo referiu, a publicação do livro foi um passo importante para o início de alfabetização nestas línguas, um programa em que esta igreja também foi pioneira. Nesse mesmo quadro, a Missão Suíça iniciou a formação de professores para a alfabetização e para o ensino primário.

Contudo, Guebuza lembrou que o Decreto 168 de Agosto de 1929 viria a impor muitas restrições à construção, localização e gestão dessas escolas e às qualificações para ser professor das mesmas.

Em consequência disso desse decreto, segundo o presidente, muitas escolas foram encerradas e centenas de alunos perderam a oportunidade de ter alguma formação.

“É no contexto destas restrições que interpretamos a introdução dos ‘mintlawa’, em 1932, mecanismo que se viria a revelar como alternativa não-formal, mas eficiente, porque inspirado e informado pela nossa cultura”, disse o estadista moçambicano.

Na ocasião, o Chefe de Estado sublinhou que “os ‘mintlawa’ cultivavam o sentido de liderança; hierarquia; e de higiene e aprumo dos seus membros e organização interna do grupo; bem como a cooperação; o respeito mútuo; o sigilo; e a solidariedade entre os seus membros”.

Igualmente, a Missão Suíça realizou estudos etnográficos, sociológicos e antropológicos sobre a população que evangelizava, o que permitia a documentação dos sistemas de valores e as tradições dessas comunidades.

O Presidente da República disse igualmente que a Missão Suíça integrava as igrejas que comungavam do ecumenismo, uma prática que contribuiu para o florescimento da consciência de unidade entre moçambicanos crentes de diferentes igrejas.

A título de exemplo, ele disse que o Núcleo dos Estudantes Secundários Africanos de Moçambique (NESAM) foi fruto dessa unidade entre os moçambicanos. Esta organização foi criada em 1949 pelo nacionalismo moçambicano Eduardo Mondlane, obreiro da unidade nacional.

“Devido aos seus ensinamentos progressistas e libertadores, a Igreja Presbiteriana de Moçambique foi o berço de muitos nacionalistas que se juntaram à FRELIMO, a força política que este ano celebra o seu jubileu de ouro, a força política que mobilizou e enquadrou os moçambicanos para lutar pela liberdade e independência”, disse Guebuza.

O estadista moçambicano também destacou o facto de a IPM não se limitar a divulgação do evangelho, já que parte das suas paróquias possuem escolas, internatos e hospitais, o que permite a aquisição de novos saberes úteis na comunidade e locais de combate e tratamento de doenças.

Uma das maiores igrejas do país, a IPM começou as suas actividades em Moçambique na Missão de Ricathla, distrito de Marracuene, província de Maputo, na altura ainda com a designação de Missão Suíça. Por muitos anos, esta igreja esteve apenas a operar nas províncias de Maputo e Gaza, sul do país, mas agora está presente em todo o país, contando com mais de cem mil crentes.

No âmbito social, esta igreja intervém nas áreas da saúde, incluindo no combate ao SIDA, no abastecimento de água, bem como na educação através da construção e gestão de escolas, incluindo as do ensino vocacional e profissional e oferta de bolsas de estudo.

Festival de Cultura: Lizha James e Ziqo ‘defraudam’ milhares de fãs. Sem explicação

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Um número recorde de espectadores afluiu na noite de sábado ao Estádio 25 de Setembro e ao Museu de Etnologia, locais reservados a espectáculos de música ligeira inseridos na sétima edição do Festival Nacional da Cultura.

A mobilização de tão enorme multidão ao Estádio 25 de Setembro deveu-se a dois nomes, nomeadamente os músicos Lizha James e Ziqo, previamente anunciados pela organização do festival. Entretanto, contra todas as expectativas, nenhum dos dois se fez presente ao local do “show”. Ninguém soube explicar ao público presente a razão da ausência daqueles artistas, escreve o jornal Notícias na sua edição desta segunda-feira.

Sabe-se, no entanto, que Ziqo tinha um espectáculo agendado para o mesmo dia, em Maputo, no espaço “Coconuts” ao lado do grupo sul-africano MI CASA que interpreta o estilo house music. E de Lizha James, conhecida como a rainha do pandza, nada se soube, porque a organização do evento não deu nenhuma explicação aos presentes.

Se no Estádio 25 de Setembro o motor da mobilização do público foram Lizha James e Ziqo, no Museu de Etnologia (espaço Fogueira) estavam lá dois grandes senhores da música moçambicana, Hortêncio Langa e Zé Mucavele. Para o gáudio do público amante dos bons sons.

Coube a Zé Mucavele abrir a noite com uma brilhante actuação, acompanhado de quatro bailarinas de tufo e dois percussionistas locais. Mucavele ainda fez um dueto com o professor Constantino Warrila, decano da música tradicional de Nampula.

Infelizmente, a actuação de Zé Mucavele teve de ser interrompida brusca e inesperadamente. De repente, já não conseguia mexer os dedos da mão esquerda e teve de ser evacuado para o Hospital Provincial de Nampula.

Mas o episódio não passou de um susto, o problema resolveu-se de imediato e Zé Mucavele ainda teve tempo de voltar para assistir à actuação de Hortêncio Langa que também, de forma soberba, soube dar alegria ao público que enchia por completo o quintal do Museu de Etnologia.

O “show” terminou com um “jam session” que juntou todos os artistas que desde quarta-feira última passaram por aquele palco e alguns locais que actuaram no Estádio 25 de Setembro, mas que sábado tiveram oportunidade de estar no Museu de Etnologia.

Além do sinal positivo do público, o dia de sábado foi também marcado por espectáculo de música e dança tradicional, incluindo projecção de filmes de produção nacional, nos bairros de Namikopo, Muatala, Muahivire, Namutequeliua e Casa da Cultura de Nacala. O anfiteatro da Academia Militar Samora Machel, na cidade de Nampula, acolheu grupos de teatro das províncias de Sofala, Inhambane e Cabo Delgado.

Nota de destaque é a apresentação em Namikopo do projecto “pós-amatodos”.

De referir que o Ministro da Cultura, Armando Artur, e o Governador de Nampula, Felismino Tocoli, visitaram alguns locais onde decorriam as actividades do festival, em especial o bairro de Namikopo, onde foram assistir a apresentação da dança nyau, da província de Tete, a feira de gastronomia e ainda participaram da sessão do lançamento do livro “Ilha de Moçambique – na Alma dos Poetas”, da autoria de Paulo Pires-Teixeira, acto que teve lugar na Biblioteca Pública Provincial Marcelino dos Santos.

PRM recebe diverso equipamento de trabalho

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A Índia ofereceu, sexta-feira última, à Polícia da República de Moçambique (PRM) diverso equipamento de trabalho, avaliado em 4,5 milhões de dólares americanos.

Parte do donativo foi entregue, de forma simbólica, pelo ministro do Estado indiano para Assuntos Internos, Mullapally Ramachandran, que se encontra de visita ao país desde sexta-feira, durante a qual assinou um acordo de cooperação com o vice-ministro do Interior, José Mandra.

Falando a jornalistas, momentos após a assinatura do acordo, Mandra, citado pela “AIM”, disse tratar-se de equipamento não letal destinado a diversas unidades da PRM, particularmente na polícia de trânsito e de protecção.

“Temos lanternas, instrumentos de medição de álcool, que se chamam alcoolímetros, e outros meios para a polícia de protecção que também não são letais”, disse Mandra, acrescentando que “esta é a primeira parte do equipamento que estamos a receber e esperamos vir a receber outros mais”.

Segundo Mandra, a entrega deste equipamento é uma clara concretização do acordo de cooperação na área da segurança formalizado entre os dois governantes.

O acordo prevê o envolvimento dos dois países na área de formação, manutenção de ordem pública, investigação criminal, desenvolvimento institucional, pesquisa e desenvolvimento de equipamento, e partilha regular de informação.

PIC sem meios para investigação

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À entrada da rua John Issa (herói nacional), no coração da capital do país, a situação degradante do asfalto prenuncia a precariedade em que está mergulhado um dos sectores-chave de investigação criminal.

Curiosamente, no princípio da rua, para quem lança um breve olhar, a priori, depara com um edifício imponente. Aliás, pela natureza do trabalho que o edifício esconde dentro das suas paredes, a imponência é um elemento fundamental. Estamos a falar do edifício sede da Polícia de Investigação Criminal (PIC).Todavia, engana-se quem pensar que tudo dentro daquele majestoso edifício é um mar-de-rosas.

A nossa equipa de reportagem escalou a sede da PIC para ver, in loco, e descrever o cenário em que os agentes trabalham, para a melhor percepção do caro leitor.

Logo à entrada, a secretária lá instalada denuncia algo de anormal. Já no interior do edifício, no rés-do-chão, os bancos são de ferro e sem nenhuma comodidade para os seus utentes.

Os funcionários não possuem nenhum computador e nem as famosas máquinas de dactilografar, que o tempo se encarregou de extingui-las, abundam na PIC. Assim sendo, os únicos meios para escrever são a mão, o papel A4 (quando existe) e a famosa caneta BIC. Entretanto, vezes sem conta, os funcionários são obrigados a comprar com dinheiro do seu bolso esses parcos meios e quase nunca com direito a reembolso.

A situação é tão precária de tal forma que até os cacifos escasseiam para arquivar os expedientes. As poucas cadeiras que existem são obsoletas e há muito que clamam pela substituição.

 Este triste cenário é igual em todos os andares das instalações da nossa Polícia de investigação Criminal. Por exemplo, num dos gabinetes do quarto piso, a secretária de um dos inspectores acomoda apenas processos, pois nada indicia que a tecnologia que domina o século XXI, no caso o computador, alguma vez tenha pousado naquele lugar à disposição do ocupante da sala.

Contudo, o triste cenário em que a nossa PIC trabalha não afecta apenas aquele inspector, cuja sala visitámos. Aliás, aquele local é mais uma prova inequívoca da precariedade de condições oferecidas à PIC, pois até os processos que chegam são arquivados no chão, por falta de cacifo.

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