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Segunda-feira, Abril 6, 2026
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Trabalhadores da Omega Segurança não recebem há 40 meses na Zambézia

Trabalhadores da Omega Segurança não recebem há 40 meses na Zambézia

Na Zambézia, 250 trabalhadores da empresa Ómega segurança continuam privados dos seus salários referentes a quarenta meses, afectando a vida dos seus parentes.

O caso remonta desde Maio de 2009, altura em que o proprietário da empresa sumiu sem dar satisfações e que se presume estar radicado algures em Maputo.

O secretário do Comité Sindical da Ómega Segurança na Zambézia, Virgílio Sentinela, exigiu esta terça-feira em Quelimane explicações sobre o caso ao inspector geral do trabalho, Joaquim Siúta, quando orientava um encontro com os membros dos comités sindicais do trabalho.

“como consequência disto, no dia 14 de Fevereiro de 2010 fomos forçados a manifestar pacificamente, cuja manifestação também se tornou tragédia, não sabemos porquê, fomos alvejados inocentemente” – disse Virgílio Sentinela.

Além dos 40 meses sem salários para aquele trabalhadores, estão em causa o não gozo de liceça disciplinar desde 2007, agravamento de horas para doze, ao invés de oito, segundo a lei de trabalho em vigor no país.

Sentinela disse nada estar a se feiro para a solução do problema, que é do conhecimento da direcção provincial de trabalho e do respectivo ministério de tutela, procuradoria geral da república e dignatários da alta magistratura do país.

Do universo de 250 trabalhadores, dez perderam a vida e os seus familiares não beneficiam de qualquer pensão, junto do Instituto Nacional de Segurança Social, para onde alegadamente eram canalizados alguns descontos.

Apesar de denotar conhecimento do caso, o inspector-geral do trabalho, Joaquim Siúta, não respondeu claramente a preocupação, mas disse inteirar-se do caso até ao limite de suas competências.

Moçambique poderá atrair USD15 biliões até 2017

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Cerca de 15 biliões de dólares norte-americanos poderão ser investidos em Moçambique até 2017 nas áreas de pesquisa e exploração do gás natural, petróleo e outros recursos minerais segundo projecções do grupo ABSA/Barclarys.

A produção deverá ser exportada, particularmente, para China e Índia, segundo Riddle Markus, especialista para a área de pesquisa em África do grupo ABSA/Barclays, apontando a localização geográfica de Moçambique como um dos factores que poderão contribuir para o aumento da procura destes recursos naquele continente, ao longo dos próximos anos.

“Moçambique será um dos países que poderão tirar mais vantagens da crescente procura de matéria-prima necessária para suportar o crescimento económico daquelas potências asiáticas”, salientou Markus, falando, esta Terça-feira, em Maputo, durante um encontro de divulgação dos resultados do estudo denominado Moçambique e África Sub-Sahariana: Tendência e Perspectivas Macro-económicas.

Em 2011, Moçambique aprovou 285 projectos de investimento externo orçados em cerca de dois biliões de dólares norte-americanos, segundo recordou Markus, acrescentando que, a partir de 2012, aquela cifra deverá aumentar ainda mais devido ao interesse de investidores mundiais em “aproveitar as oportunidades existentes nos sectores de Infra-Estruturas e prestação de serviços diversos ligados aos trabalhos de pesquisa e exploração de gás natural, petróleo e carvão mineral”.

O encontro foi promovido pelo banco Barclays Moçambique e destinava-se a dar informação ao empresariado nacional e estrangeiro sobre as perspectivas daquela instituição financeira em relação às tendências dos indicadores macro-económicos do país e ainda orientar os seus clientes sobre as melhores decisões de investimento e de negócios a seguir nas áreas de hidrocarbonetos e recursos minerais em Moçambique.

Durante o evento foram feitas várias apresentações sobre a economia global e de Moçambique, tendo elas apontado como uma das condições para o rápido desenvolvimento da economia moçambicana a necessidade de o Governo atrair mais investimentos para sectores de Infra-Estruturas e Agricultura.

Direitos aduaneiros, IVA e IRPC serão pagos via banco até 2013

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Os direitos aduaneiros, bem como o Imposto de Valor Acrescentado (IVA) e o Imposto de Rendimento de Pessoas Colectivas (IRPC) passarão a ser pagos via banco até finais de 2013, na sequência da adopção pelo Governo do Plano Estratégico para o Pagamento de Impostos via Banco.

Ainda no quadro da implementação deste novo plano estratégico, o Imposto de Rendimento de Pessoas Singulares (IRPS) também passará a ser pago via banco, até Julho de 2014, num esforço que tem em vista o aumento da eficiência no pagamento de impostos, estando em curso para o efeito a revisão da legislação fiscal moçambicana para adaptá-la à implementação do sistema e-Tributação.

O trabalho deverá ser concluído até finais de 2012, no caso do IVA e até finais de Junho de 2013 para o IRPC e IRPS, de acordo com fonte documental do Ministério das Finanças! esta Terça-feira consultada pelo Correio da manhã.

No quadro já do reforço da Unidade de Grandes Contribuintes (UGC-DCAT) está em criação no país a figura do “Gestor do Contribuinte” que é um elemento permanente de ligação com os grandes contribuintes a ser dotado de um sistema de recolha de informação sobre o contribuinte.

Espera-se que com o tempo esta unidade crie capacidade técnica nos sectores da indústria extractiva e estratégicos que lhe permitam realizar auditorias específicas e aperfeiçoar as projecções de receitas. A previsão é que a arrecadação da Unidade de Grandes Contribuintes aumente de 56%, em 2011, para 58%, em 2012, e de 63%, em 2013, para 70%, em 2014.

Regime fiscal às empresas

Por outro lado e ainda no âmbito do aperfeiçoamento da política fiscal e de adopção de modernas práticas de administração tributária, estão em curso acções de mobilização de mais receitas para o Estado através do estabelecimento do regime fiscal às empresas.

A finalidade desta acção é implementar a base de dados única e do número único de identificação do contribuinte, esperando-se que até finais de 2012 estejam inscritas na base de dados cerca de 80% das pessoas colectivas e 20% das pessoas singulares.

Director do HCM anuncia solução paliativa e critica fornecedor

Director do HCM anuncia solução paliativa e critica fornecedor

O director-geral do Hospital Central de Maputo (HCM) reconheceu que a avaria das máquinas de radiografia é um problema crónico, no entanto, disse já haver uma solução. Trata-se de uma solução paliativa, uma vez que a direcção do HCM está a levar a cabo um plano de alocação de novas máquinas.

“Mais tardar, até próxima semana, teremos equipamento a funcionar. Mas temos de salientar que é uma solução paliativa, porque uma solução definitiva passa pela aquisição de novos equipamentos”, esclarece João Fumane, adiantando que o novo equipamento, necessário para responder à demanda, pode custar entre 20 e 22 milhões de meticais. Trata-se de equipamento da antiga geração, menos moderno.

“Se for equipamento actualizado, mais moderno, custar-nos-ia entre 28 e 30 milhões de meticais”.

Segundo Fumane, o HCM está a enfrentar dois fenómenos, nomeadamente o de TAC e o da radiologia.

Em relação ao primeiro caso, Fumane contou que as máquinas já deviam estar reparadas, porque, nos meados de Junho, o HCM assumiu “todos os compromissos necessários” com a empresa fornecedora do equipamento para a reparação das máquinas. Trata-se da Siemens, agência que trabalhava na manutenção das máquinas, que decidiu não importar equipamento devido a uma dívida do HCM de cerca de cinco milhões de meticais, de 2010.

“Chegaram até a avançar datas para a chegada do equipamento, mas não aconteceu. Apercebendo-se da demora, nós contactámos a direcção central da empresa na África do Sul para entendermos a razão da demora. Fomos saber que nada tinha sido processado ainda”, revelou Fumane, lamentando o facto da empresa não ter conseguido criar uma linha de diálogo para a solução da demora do equipamento.

“Acho que se há problemas quaisquer, as duas instituições deviam ter aberto um canal de comunicação, e não pautar pelo silêncio.”

Em relação à radiologia, Fumane disse que o problema é também o mesmo: avaria de equipamento por obsolência. É que das 13 máquinas existentes, apenas uma é que funciona sem interrupção e a outra parcialmente.

Docentes do ISEG paralisam aulas no Chókwè

Docentes do ISEG paralisam aulas no Chókwè

Os docentes do curso de Direito do Instituto Superior de Economia e Gestão, delegação do Chókwè, encontram-se em greve desde Junho passado. Em causa estão seis meses de salários em atraso.

Segundo uma fonte daquela instituição, ao nível do Chókwè, a paralisação das aulas do curso de Direito foi a forma encontrada para pressionar a direcção do ISEG. Na sequência disso, os estudantes ainda não realizaram exames semestrais do ano em curso.

“O ISEG está há seis meses sem nos pagar salários. Nós decidimos paralisar as aulas em Junho até que nos resolvam a preocupação”, explicou um dos docentes daquela instituição, acrescentando que os “exames semestrais do curso de Direito ainda não foram realizados em virtude dessa greve”.

Esta informação foi também confirmada por um dos estudantes de Direito daquela instituição.

De acordo com o estudante, “quando reclamamos, somos ameaçados, uma vez que grande parte de nós trabalha no Estado”.

Delegado não quer falar

Em contacto telefónico, Agostinho Mucavele, delegado do ISEG no Chókwè, disse não querer fazer qualquer comentário sobre o assunto: “não confirmo  nada. Não quero dar informação sobre isso”.

29 pessoas morreram devido a altas temperaturas no Japão

Termometro
As altas temperaturas que o Japão vem registrando nas últimas duas semanas, com máximas superiores a 35 graus, deixaram pelo menos 29 mortos e 14.364 hospitalizados, informou nesta terça-feira (31) a Agência de Gestão de Desastres.

Na semana passada, foram atendidas em centros médicos 8.686 pessoas, quantidade superior à da semana anterior, enquanto 16 pessoas morreram. Essas últimas vítimas se somam às 13 registradas na semana de 16 a 22 de Julho.

Apenas no fim de semana passado, as elevadas temperaturas provocaram a morte de cinco pessoas por golpes de calor, sobretudo nas províncias do centro do país, em muitas das quais a temperatura superou, no sábado, 35 graus com índices de humidade de mais de 70%.

A agência meteorológica prevê que a tendência continuará nesta quarta-feira, com a temperatura superando 35 graus na ilha de Kyushu (sudoeste) e 30 graus em Tóquio.

Para o restante da semana, são esperadas máximas de 36 graus na cidade de Matsue (sudoeste) e de 35 graus em Osaka (centro) e Hiroshima (sudoeste). 

Atirador de colorado é indiciado por 24 acusações de assassinato

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James Holmes, o suposto autor do massacre em um cinema do Colorado, nos Estados Unidos, que terminou com 12 mortos e 58 feridos, foi indiciado por 24 acusações de homicídio e 116 de tentativa de homicídio.

Holmes, estudante de doutorado de 24 anos, também foi acusado por posse de explosivos, já que na mesma noite do massacre preparou uma complexa armadilha explosiva em seu apartamento.

Se for declarado culpado, o acusado seria condenado a uma sentença mínima de prisão perpétua sem a possibilidade de liberdade condicional, mas a promotoria ainda poderia pedir a pena de morte se comprovar que houve premeditação no ataque do último dia 20 de Julho.

O juiz do caso, William Sylvester perguntou a Holmes concordava em deixar sem efeito seu direito a uma audiência preliminar dentro de 35 dias. Holmes disse que “sim”, sendo essa a única palavra que pronunciou durante a audiência.

A nova audiência será no dia 12 de Novembro e espera-se que esse procedimento, no qual será lida a ata completa das acusações, leve uma semana.

Sylvester também convocou outra audiência para 9 de Agosto para responder a um pedido por parte de 21 meios de comunicação para suspender o segredo do processo, imposto pelo próprio juiz no mesmo dia do massacre.

O magistrado ordenou um forte esquema de segurança, restringindo a presença de jornalistas dentro do tribunal, e proibiu o uso de artefactos eletrônicos no recinto.

Além disso, foi preparada uma sala especial para parentes de algumas das vítimas, para que pudessem seguir os procedimentos.

Holmes permanece confinado em uma prisão de Arapahoe County e está representado por dois defensores públicos, Tamara A. Brady (que se sentou ao lado dele na primeira audiência judicial) e Daniel King.

A promotora de Arapahoe County, Carol Chambers, disse antes da audiência que este não é um caso “de fácil resolução”.

Parte do problema é a grande quantidade de evidências que tanto a promotoria como a defesa devem revisar. Outra parte do problema é a possibilidade que os promotores eventualmente peçam a pena de morte para Holmes.

Outro elemento que complica a situação é o fato de que as autoridades não revelaram o possível motivo do massacre. 

População de Calombolombo ameaça voltar a cultivar a suruma

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A população de um um povoado do distrito de Manica, no centro de Moçambique, onde foram destruídas 18 toneladas de ‘cannabis’, vulgo suruma, em 2011, ameaça retomar o cultivo da droga face à inexistência de mercado para as culturas alternativas.

“Felizmente constatamos que em Calombolombo já não há produção de soruma [‘cannabis’], mas há muito milho e hortícolas sem mercado. A população está a entrar em desespero e chega-se a dizer que se não resolvem estes problemas voltam a cultivar soruma.”, disse hoje à Lusa Agostinho Rotuto, procurador chefe provincial de Manica.

No ano passado, cerca de 200 hectares de campos de cultivo de ‘cannabis’ foram desativados e a produção incinerada. Ninguém foi detido, porque quase “toda a gente” estava envolvida.

A justiça concedeu “amnistia à população envolvida”, respondendo os apelos do governo, que desde então estimulou a produção de culturas alimentares, disponibilizando sementes e tratores, para a população deixar de cultivar ‘cannabis’, a sua principal fonte de rendimento.

Mas volvido um ano a população pede mercado para colocar a sua produção e outras infraestruturas básicas, como estradas, escolas e centros de saúde, para deixar de recorrer aos serviços prestados pelas entidades do vizinho Zimbabué.

“Chamamos a população à consciência de que sendo eles produtores da ‘cannabis sativa ‘poderiam estar a contas com a lei. Portanto, há algumas questões que julgamos que, com algum esforço acrescido, o governo pode contribuir para que a população não volte a plantar a soruma”, declarou Agostinho Rotuto.

A população produzia a droga para consumo, comercialização e exportação, que foi descoberta e apreendida em grandes campos de cultivo na região de Calombolombo, norte de Guro, numa operação governamental para travar a produção daquele estupefaciente, proibido no país.

Nos campos de cultivo de ‘cannabis’, geralmente em matas densas, os populares sobrepunham a cultura de milho, para disfarçar.

A droga tinha como mercados preferenciais a áfrica do Sul e o Zimbabwe.

Nas mãos dos raptores: Banco de Moçambique duvida do valor monetário anunciado pela Polícia

Nas mãos dos raptores: Banco de Moçambique duvida do valor monetário anunciado pela Polícia
O Banco de Moçambique pôs em dúvida os valores anunciados recentemente pela Polícia como tendo sido encontrados nas contas dos indiciados de sequestros que nos últimos tempos assolaram as cidades de Maputo, Matola e outras regiões do país, segundo o Jornal Notícias, na sua edição desta quarta-feira.

Logo após a neutralização do primeiro grupo de supostos sequestradores a Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou ter encontrado e confiscado valores supostamente pagos nos resgates, estimados em cerca de 13 mil milhões de meticais nas contas bancárias dos criminosos.

Ontem, depois de ressalvar que não é da competência do Banco de Moçambique comentar as acções da Polícia, Waldemar de Sousa admitiu que o mais provável é que tenha havido lapso na contagem dos valores por parte das autoridades policiais.

É que, segundo ele, a totalidade do dinheiro que está em posse do público e dos bancos é de cerca de vinte um mil e seiscentos milhões de meticais.

Feitas as contas, se se excluir aquilo que está na posse dos bancos, que é cerca de quatro mil milhões de meticais, fica-se com cerca de 17 mil milhões de meticais na posse do público.

“Significa isso que se alguém está na posse de 13 mil milhões é um pouco estranho, por isso, continuamos a acreditar que terá havido algum lapso nas contas apresentadas pela Polícia”, referiu Waldemar do Sousa.

Entretanto, o próprio porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique, Pedro Cossa, já admitiu ter havido lapso ao anunciar, no primeiro dia, a confiscação dos 13 mil milhões de meticais.

A fonte refere que, na verdade, a Polícia confiscou cerca de 13 milhões de meticais encontrados na conta da esposa do cidadão angolano, tido até aqui como a peça-chave no esclarecimento dos crimes dirigidos, sobretudo, a cidadãos de origem asiática.

Neutralizado cidadão pertencente à quadrilha que se dedicava ao roubo internacional de viaturas

Devolveu Carro Roubado Depois de Receber um Telefonema do Proprietário
Um cidadão moçambicano conhecido pelo nome de James Francisco, de 29 anos de idade, natural da província de Manica foi no passado dia 27 do presente mês neutralizado pela Polícia da República de Moçambique (PRM) no posto administrativo de Namina a 30 quilómetros da vila do distrito de Ribaué, em Nampula. Segundo a Polícia, o indivíduo pertence a uma quadrilha composta de três pessoas.

O grupo recusou-se a parar no posto de controlo no distrito de Malema. Accionados mecanismos em todos os postos de controlo a nível da província de Nampula foi possível identificá-los no distrito de Ribaué no posto administrativo de Namina, onde novamente pusseram-se em fuga. Depois de 30 quilómetros de perseguição, a Polícia conseguiu alvejar um dos integrantes da quadrilha. Inácio João Dina, porta-voz da PRM em Nampula, afirmou que investigações feitos foi possível saber que aqueles cidadãos dedicavam-se ao roubo de viaturas na região da África Austral e tinham o seu mercado preferencial nas províncias de Nampula e Cabo Delgado. A Polícia conseguiu apreender uma viatura de marca Mitsubishi Pagero de cor castanha e sem chapa de inscrição.

De acordo com o porta-voz da PRM em Nampula, os meliantes vinham do Zimbabwe, tendo passado pelas províncias moçambicanas de Tete, Niassa e Manica, e Malawi.

Crimes cometidos

Inácio Dina afirmou que a semana de 21 a 27 do mês de Julho do presente ano foram registados um total de oito crimes contra 14 de igual período do ano passado. Dos crimes registados durante a semana, três são contra a propriedade, uma ofensa qualificada, e outra corporal, uma tentativa de suborno ao agente da Polícia de Trânsito, e um homícidio qualificado. Em relação aos acidentes de viação, a província de Nampula registou um total de cinco acidentes contra seis de igual período, tendo provocado três óbitos, contra seis, três feridos graves, quatro feridos ligeiros contra 26 do igual período. O porta-voz da PRM em Nampula afirmou que durante a semana foram ficalizadas 2.937 viaturas contra 1.779, e passadas multas a um total de 479 e destas apreendidas oito cartas com as respectivas viaturas por infracção a código de estrada.

Moçambique perde única esperança de vitória no boxe olímpico

 Juliano Máquina

O pugilista moçambicano Juliano Máquina estreou-se, e despediu-se, esta Terça-feira (31) nos Jogos Olímpicos diante do búlgaro Aleksandar Aleksandrov.

Com esta  derrota, as chances de Moçambique conquistar alguma vitória nestes Jogos ficam em Chakil Camal, que vai nadar nos 50 metros livres na quinta-feira(2) às 10 horas; em Jéssica Viera, que vai nadar nos 50 metros livres na sexta-feira (3) às 10 horas; em Kurt Couto, que vai correr os 400 metros barreiras na sexta-feira(3) às 11h15; e em Sílvia Panguana que vai correr os 100 metros barreiras na segunda-feira(6) às 10h05.

Com a audácia de quem não tinha nada a perder Juliano entrou confiante no ringue e partiu destemido para cima do búlgaro. Porém a falta de experiência, em combates as mais alto nível  rapidamente vieram ao de cima enquanto o búlgaro, mais matreiro, acertava com a sua direita a cabeça de Juliano e saiu a vencer o primeiro round por 8 a 2.

No primeiro minuto do 2o round, enquanto Juliano continuava ao ataque inconsequente, Aleksandar acertou um gancho de direita que deixou o nosso representante atordoado e o árbitro parou o combate para ver se Juliano estava em condições de prosseguir. Após contagem até quatro Juliano Maquina sabendo ser este o seu único momento no ringue dos Jogos de Londres aguentou-se firme até o soar do sino, 7 a 3 foi o resultado com vantagem do búlgaro.

Já derrotado Juliano entrou para o último round onde Aleksandar procurava deixar o tempo passar, mantendo-se longe dos socos lançados ao acaso pelo moçambicano. Há dez segundos do final o búlgaro ainda acertou uma esquerda na face de Juliano Maquina que viu o arbitro fazer a contagem na sua cara enquanto o combate terminava, 22 a 7 foi o resultado, e também terminava a sua estreia numa Olimpíada.

Malawiana mata compatriota por dívida de 11 mil meticais em Niassa

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Uma vendedeira ambulante que responde pelo nome de Josefa Banda, de 40 anos de idade e de nacionalidade malawiana, pôs termo a vida da sua compatriota, cuja identidade não foi avançada, por causa de um valor monetário de 11 mil meticais que estavam na posse da finada.

Sizi Panguene, porta-voz do comando provincial da PRM no Niassa, é citado pelo Diário de Moçambique a dizer que o caso ocorreu no povoado de Muita, arredores da vila fronteiriço de Mandimba,  na passada terça-feira,  quando a vítima,  depois de uma jornada laboral, encontrava-se a dormir, numa residência que ambas alugavam naquele povoado.

O instrumento usado por Josefa Banda, segunda a fonte do DM, foi uma catana, com a qual ela desferiu vários golpes na compatriota até sucumbir no local.

Panguene explicou ainda que ambas eram vendedeiras ambulantes provenientes daquele país vizinho. “A criminosa encontra-se nas mãos da Polícia para outros procedimentos judiciais”

Mais de 150 alunos abandonam aulas devido aos ritos de iniciação

Mais de 150 alunos abandonam aulas devido aos ritos de iniciação
Mais de cento e cinquenta alunos, maioritariamente do sexo feminino, não estão a participar às aulas referentes ao terceiro semestre, que arrancaram, passada Segunda-feira, em virtude de terem sido submetidos aos ritos de iniciação, segundo disse Henriques Jumaine, director distrital do sector da Educação.

Jumaine referiu, em entrevista à nossa Reportagem, que primeiramente teria acordado com os pais e encarregados da educação para que os alunos fossem submetidos aos ritos nas férias finais do ano lectivo.

Mas, devido à insistência destes, alegadamente que neste período possuem muita quantidade de comida para as festas, acabou-se concordando que as cerimónias fossem realizadas antes do dia 22 deste mês.

“Só que agora eles alegam que não podem tirar os seus filhos porque estão de jejum e só podem tirar depois de terminar. Mas estamos a negociar para que estes, em coordenação com os promotores destes ritos de iniciação, dispensem os alunos que estão acompanhar os outros, para participar nas aulas, e ao fim do dia regressaram ao acampamento, porque o que está a acontecer é que tanto o aluno submetido aos ritos de iniciação assim como os acompanhantes ficam lá todo o dia, perdendo as aulas” — disse Jumaine.

Precisou ainda que a situação é muito preocupante, dando exemplo no povoado de Nzilo, onde foram submetidas 45 meninas todas da 1ª classe aos ritos de iniciação.

“É só ver: num povoado foram submetidas 45 crianças e nos outros povoados quantas crianças foram submetidas nestas cerimónias?” — interrogou-se Jumaine.

Em Majune, ainda de acordo com a fonte, persistem cenários de casamentos prematuros, o que de certa maneira tem resultado na desistência das alunas e vezes sem conta tem se registado mortes maternas, não obstante a instituição que dirige sensibilizar os pais e encarregados da educação, para deixarem as alunas concluírem pelo menos o nível básico.

De acordo com Henriques Jumaine, existem 31 escolas em Majune, duas das quais de construção precária, que leccionam de 1ª a 10ª classe.

Fraude académica na Zambézia: Estudantes voltam a prestar provas

Sob fortes medidas de vigilância, terminaram sexta-feira última, as provas do Ensino Secundário Geral que vinham decorrendo em substituição das que foram anuladas no início do mês, pelo pelouro de Educação e Cultura da Zambézia, por motivos de fraude académica.
 Estudantes voltam a prestar provas

As provas decorreram num ambiente de cepticismo pois não se tinha a certeza de que os estudantes concordariam ou não com a decisão de realizar novas provas, depois de ameaçarem não aceitar a sua repetição. Contudo, reinou o bom senso dos alunos, pais e encarregados de educação.

Assim, todos os estudantes das escolas secundárias iniciaram o último trimestre com a realização de provas.

Entretanto, as autoridades da Educação e Cultura na província da Zambézia ainda não identificaram o cérebro da fraude académica que abalou o Ensino Secundário na cidade de Quelimane, particularmente, afirmando que neste momento, o trabalho de investigação está em curso.

Em reacção à fraude, autoridades governamentais e a sociedade civil defendem `mão dura´ sobre os orquestradores daquele acto ilícito. O governador da Zambézia, Francisco Itae Meque, reiterou a abertura urgente de um inquérito para apurar a responsabilidade de toda a cadeia de produção das provas, reprodução e distribuição das avaliações escolares a nível local.

As provas anuladas tinham sido desviadas a partir da Direcção Provincial da Educação e Cultura e foram vendidas em quase todas as reprografias da cidade de Quelimane a preços que variam dos 15 a 40 meticais sem resposta e 600 meticais com as respectivas guias de correcção. Quando as autoridades da Educação e Cultura detectaram a fraude já era tarde demais…

Sociedade civil defende alocação e uso da ajuda externa nas prioridades do país

Sociedade civil defende alocação e uso da ajuda externa nas prioridades do país

A necessidade da alocação e uso da ajuda externa com base nas prioridades de desenvolvimento de Moçambique foi defendida, última Sexta-feira (27), em Maputo, pela sociedade civil nacional que também se pronunciou pela aprovação do Manual de Conduta dos parceiros de desenvolvimento integrando o Governo e doadores.

Defenderam também uma maior transparência nos contratos de exploração de recursos naturais, para além de que as taxas de crescimento económico devem reflectir na melhoria da vida da população pobre devendo até finais de 2014 a taxa da população abaixo da linha da pobreza ser reduzida para 42%, contra a actual que é de cerca de 60%.

Estas observações constam de matrizes de princípios de eficácia da ajuda externa aprovadas pela sociedade civil moçambicana e inseridas na adaptação de estratégias de desenvolvimento ao novo contexto em protecção do interesse nacional.

Tal interesse nacional passa pela planificação e implementação de planos públicos mais consistentes e reforço de mecanismos de prestação de contas à população pelo Governo e parceiros de cooperação, segundo preconiza o documento daquele organismo realçando que estas acções passam pelo maior “engajamento” da Assembleia da República e assembleias provinciais na fiscalização de actos governativos.

O documento realça ainda que a agenda de eficácia da ajuda deve tomar em consideração os direitos humanos e a promoção da equidade do género.

O encontro da última Sexta-feira foi promovido pelo Grupo Moçambicano da Dívida (GMD) como actor da sociedade civil e hospedeiro do G-20 (Plataforma Nacional da Sociedade Civil Moçambicana Contra a Pobreza Absoluta) e também na sua qualidade de parte do grupo técnico de produção do Plano Nacional integrado em elaboração conjunta pelo Governo, sociedade civil e parceiros externos com base na Agenda 2025.

A agenda está a ser revista e deverá ser apreciada em 2014 pelo Conselho de Ministros para posterior aprovação pela Assembleia da República (AR).

Tuberculose pediátrica ainda esquecida em hospitais de Manica

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Irrequieta, Bruna Manai, de 5 anos, insiste em puxar a mão da mãe para as suas costas, depois de ter sido diagnosticada com tuberculose, e logo a seguir distrai-se com o televisor na ala pediátrica do hospital em Manica, onde está internada.

“Muitas vezes ela sente algumas fisgadas nas costas e passa muito mal. Sempre pede para amassar as suas costas, se calhar para aliviar as dores”, diz a mãe, Silvina Nhararai, que acompanha o internamento da menor, citada pela “Lusa”.

Bruna pertence ao grupo de 111 crianças diagnosticadas com tuberculose pediátrica nos primeiros seis meses de 2012 em Manica, centro de Moçambique, uma doença milenar, mas quase esquecida nos hospitais, devido à complexa detecção. Entre janeiro e junho de 2011, 56 crianças foram diagnosticados com “bacilo de Koch”.

Nas crianças o diagnóstico da TB não é feito através da expetoração, por estarem desprovidas de força para libertar escarros para análise laboratorial.

Os sintomas, febre persistente com suores e calafrios nocturnos, perda de apetite, fraqueza, prostração e tosse, variam, chegando, por vezes, confundir a TB com pneumonia, o que atrasa o diagnóstico.

“A TB pediátrica é pouco delicada, porque o diagnóstico, primeiro, precisa de pessoas muito experientes na área da pediatria, pois é feito por Raio X ou usando a inoculação de uma substância na veia da criança, que quando está infectada provoca uma reacção”, explicou à “Lusa” Juvenaldo Amos, director provincial de Saúde de Manica.

Ainda há distritos de Manica que não chegam a diagnosticar um único caso da doença, remediada com um esquema de antibióticos que devem ser tomados rigorosamente por um semestre. Os medicamentos são  distribuídos gratuitamente pelo governo.

Os antibióticos existentes para TB pediátrica são difíceis de determinar, administrar e armazenar. Alguns comprimidos devem ser partidos segundo o peso da criança e os xaropes são desagradáveis. As doses devem ser ajustadas de quando em quando, de acordo com o peso da criança.

Novas máquinas de Raio X no HCM só chegarão em 3 meses

Nova máquinas de Raio X no HCM só chegarão em 3 meses
O director do HCM diz já ter verbas para aquisição de novos equipamentos, mas os mesmos só poderão chegar em 90 dias. João Fumane considera difíceis e más as actuais condições de trabalho

A situação de longas filas e  demora para atendimento nos exames de Raio X no Hospital Central de Maputo (HCM), o maior de Moçambique, vai durar por mais três meses, período no qual a direcção da unidade sanitária espera adquirir novo equipamento.

O director-geral do HCM, João Fumane, assegurou, ontem, ao “O País”, que foram já desbloqueados, através do Orçamento do Estado, os valores para a aquisição. Porém, só em 90 dias é que os novos aparelhos poderão chegar ao HCM, ao abrigo das regras de procurement. João Fumane explicou que será lançado um concurso internacional em breve, com prazos para a apresentação de propostas e fornecimento dos bens. Só o prazo de fornecimento de bens, após a adjudicação do contrato, é de cerca de 30 a 60 dias.

Renamo condiciona participação nas eleições autárquicas de 2013

A Renamo, o maior partido da oposição nacional, afirma que só irá participar nas eleições autárquicas do próximo ano e gerais de 2014 se a revisão da Lei eleitoral em curso for aprovada por consenso.

Renamo condiciona participação nas eleições autárquicas de 2013

Esta posição foi domingo manifestada pelo delegado da Renamo em Sofala, Manuel Lole, durante a abertura da terceira reunião provincial de balanço daquele partido, que domingo terminou na cidade da Beira. De acordo com Lole, a Renamo defende a paridade na Comissão Nacional de Eleições, a inclusão de outros partidos políticos no Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) e outros aspectos que garantem a transparência na Lei Eleitoral.

Lole precisou que só assim é que o seu partido aceitará participar nas eleições autárquicas do próximo ano e gerais de 2014.

`A Renamo só aceita ir às eleições quando estes aspectos que garantem a convivência democrática forem incorporados na Lei eleitoral´, disse, tendo acrescentado que caso contrário a Renamo não vai participar nas eleições.

Questionado sobre o que a Renamo fará se tais aspectos não forem incorporados na nova Lei eleitoral, Lole respondeu que `neste momento estamos reunidos para concertarmos ideias sobre como vamos participar nas eleições de 2013, caso a Lei eleitoral seja aprovada por consenso´.

De acordo com Lole, se os aspectos que a Renamo defende não forem incorporados na Lei eleitoral, o partido vai boicotar os pleitos eleitorais no país.

`A Frelimo não pode continuar a defender uma Lei eleitoral que escamoteia a transparência eleitoral´, sublinhou…

Vale apoia na inseminação artificial em gado bovino

inseminação artificial em gado bovino
A Fundação Vale vai investir no desenvolvimento da inseminação artificial em Moçambique. Trata-se de uma tecnologia que tem em vista acelerar o melhoramento genético do gado bovino, carne e leite no país.

O acordo para o efeito foi assinado, semana passada, entre a Fundação Vale e o Ministério da Agricultura (MINAG). Trata-se, segundo um comunicado do MINAG, de um protocolo de cooperação para a implementação do Programa Nacional de Inseminação Artificial em Moçambique, uma iniciativa criada no âmbito da Estratégia de Desenvolvimento Agrário.

O programa prevê a promoção do uso da tecnologia de inseminação artificial junto de criadores de gado bovino em todas as províncias do país com condições agro-ecológicas favoráveis à prática desta tecnologia de reprodução animal.

“O protocolo preconiza que a Fundação Vale se responsabilize pelo investimento, aprovisionamento e disponibilização ao Ministério da Agricultura de material genético, kits de inseminação artificial, entre outros, bem como pelo apoio aos cursos de inseminação artificial que serão realizados pelo próprio Ministério”, refere o comunicado.

José Weng San é novo comandante provincial da PRM na Zambézia

José Weng San é novo comandante provincial da PRM na Zambézia

Há mexidas na Polícia da República de Moçambique. Alguns comandantes foram movimentados dos cargos que ocupavam. A mexida de vulto é do então inspector do Comando-Geral da Polícia, José Weng San. É, sem dúvidas, uma mexida de vulto para reforçar a segurança naquela que é uma das maiores atracções políticas do país, a província da Zambézia.  José Wang San, um dos homens fortes da corporação, que recentemente ocupou a chefia do comando da Polícia da República de Moçambique ao nível da cidade de Maputo foi despachado para Zambézia.

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