Cerca de 15 biliões de dólares norte-americanos poderão ser investidos em Moçambique até 2017 nas áreas de pesquisa e exploração do gás natural, petróleo e outros recursos minerais segundo projecções do grupo ABSA/Barclarys.

A produção deverá ser exportada, particularmente, para China e Índia, segundo Riddle Markus, especialista para a área de pesquisa em África do grupo ABSA/Barclays, apontando a localização geográfica de Moçambique como um dos factores que poderão contribuir para o aumento da procura destes recursos naquele continente, ao longo dos próximos anos.

“Moçambique será um dos países que poderão tirar mais vantagens da crescente procura de matéria-prima necessária para suportar o crescimento económico daquelas potências asiáticas”, salientou Markus, falando, esta Terça-feira, em Maputo, durante um encontro de divulgação dos resultados do estudo denominado Moçambique e África Sub-Sahariana: Tendência e Perspectivas Macro-económicas.

Em 2011, Moçambique aprovou 285 projectos de investimento externo orçados em cerca de dois biliões de dólares norte-americanos, segundo recordou Markus, acrescentando que, a partir de 2012, aquela cifra deverá aumentar ainda mais devido ao interesse de investidores mundiais em “aproveitar as oportunidades existentes nos sectores de Infra-Estruturas e prestação de serviços diversos ligados aos trabalhos de pesquisa e exploração de gás natural, petróleo e carvão mineral”.

O encontro foi promovido pelo banco Barclays Moçambique e destinava-se a dar informação ao empresariado nacional e estrangeiro sobre as perspectivas daquela instituição financeira em relação às tendências dos indicadores macro-económicos do país e ainda orientar os seus clientes sobre as melhores decisões de investimento e de negócios a seguir nas áreas de hidrocarbonetos e recursos minerais em Moçambique.

Durante o evento foram feitas várias apresentações sobre a economia global e de Moçambique, tendo elas apontado como uma das condições para o rápido desenvolvimento da economia moçambicana a necessidade de o Governo atrair mais investimentos para sectores de Infra-Estruturas e Agricultura.