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Quarta-feira, Abril 8, 2026
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Lança-se obra sobre processo disciplinar

Lança-se obra sobre processo disciplinar

 Advogado e docente universitário, Baltazar Domingos Egídio, lança hoje o seu segundo livro intitulado “Manual de Processo Disciplinar – Função Pública “.

O acto tem lugar no Campus Universitário da Universidade Eduardo Mondlane em Maputo, pelas 16.30 horas e a obra aborda questões relacionadas com a instauração do processo disciplinar na Função Pública, desde o começo até ao fim. Inclui, igualmente, duas partes, sendo uma teórica e outra prática. Na questão prática, traz alguns exemplos de notas de culpa e as respectivas respostas. Este livro tem a particularidade de ser o primeiro que trata deste assunto no contexto moçambicano. No ano passado, o mesmo autor lançou um manual similar, mas aplicável para o sector privado. Baltazar Domingos Egídio licenciou-se em Direito pela UEM.

Raptos em Maputo: Polícia diz estar a trabalhar

Raptos em Maputo: Polícia diz estar a trabalhar
A Polícia da República de Moçambique (PRM) diz estar empenhada no trabalho de investigação, em colaboração com a comunidade, para esclarecer, identificar, deter e responsabilizar os autores da onda de raptos que se tem registado no país nos últimos tempos.

Sem avançar detalhes, o  porta-voz do Comando-Geral da Polícia, Raul Freia, disse, esta terça-feira, durante o habitual “briefing” semanal com a imprensa, que as novas detenções de indivíduos em conexão com o caso fornecem novos elementos de investigação.

Freia disse que foi graças ao trabalho de investigação em curso e à colaboração da comunidade que a polícia deteve,  segunda-feira, no bairro de Khongolote, no município da Matola, cinco indivíduos de um grupo de seis que integrava duas mulheres, apresentados como prováveis autores dos últimos raptos e sequestros.

O sexto, de nome Orquílio Nhassengo, tido como chefe do grupo, foi alvejado pela polícia, numa altura em que, segundo a fonte,  oferecia resistência tentando apoderar-se da arma de um agente envolvido nesta operação, e acabou morrendo a caminho do hospital.

Sobre possíveis revelações dos detidos que possam levar à detenção dos mandantes, Freia afirmou que a polícia trabalha com os dados disponíveis e que, sempre que há novas detenções, surgem novos elementos de investigação que “não podemos ir anunciando”.

“O esforço e interesse da polícia assim como de toda a comunidade é deter todos os envolvidos. A polícia não pode revelar os passos que está a dar para esclarecer o tipo de crime. As detenções de segunda-feira são fruto desse trabalho de investigação no terreno em colaboração com as comunidades”, frisou.

Niassa: Vila de Chimbonila já tem energia eléctrica

Niassa: Vila de Chimbonila já tem energia eléctrica
A vila sede de Chimbonila, na província do Niassa, está desde o passado dia um do mês em curso ligada à rede eléctrica nacional no âmbito do projecto de electrificação rural daquela zona norte do país.

A ligação daquela vila à rede de Cahora Bassa, segundo um comunicado da Electricidade de Moçambique, foi possível graças ao financiamento do Reino da Noruega que disponibilizou cerca de 54 milhões de meticais.

Até ao presente momento, mais de 150 famílias daquela vila estão a se beneficiar da rede, para além de um posto de saúde na administração local.

A electrificação de Chimbonila, de acordo com a nota de Imprensa da EDM, consistiu na montagem de 35 quilómetros de linhas de distribuição em Média Tensão de 33 kV; 11 quilómetros de linhas de Baixa Tensão de 0.4/0.23 kV; na montagem de nove novos postos de transformação de 33/0.4 kV e na ligação de 150 novos consumidores.

A extensão da rede para Chimbonila prevê, igualmente, a electrificação das vilas de Mbandeze, Colongo, Mtava e Nomba e a zona do complexo Lusa.

Militares acusados de vender material de obras do Aeroporto de Moçambique

Militares acusados de vender material de obras do Aeroporto de Moçambique

 Um grupo de militares da Base Aérea de Mavalane, arredores da cidade de Maputo, é acusado de vender aos residentes dos bairros de Insalene e Aeroporto “B”, os restos de material das obras do novo edifício dos Aeroportos de Moçambique.

Os residentes destes dois bairros dizem tratar-se de restos de chapas de zinco, alumínio, nox, mármore, tijoleiras, azuleiros, vidros, madeiras. Os restos são despejados nas covas existentes dentro da rede do aeroporto, do lado das sucatas dos aviões e helicópteros de guerra da Força Aérea de Moçambique.

Hilíria Guambe, 31 anos, residente no Insalene, disse que quando começaram as obras da reabilitação do Aeroporto Internacional de Mavalane, eles entravam e levavam os restos sem problemas. Mas quando os militares aperceberam-se de que parte do material como alumínio, nox e madeira era vendido, começaram a cobrar valores que variam entre 50 e 500 meticais.

“Os militares antes de saberem que o alumínio e nox valiam muito dinheiro nas sucateiras levávamos de borla. Para vendermos, temos que queimar as chapinhas. Um quilograma de alumínio queimado custa 30 meticais. A mesma quantidade de chapa nox, vendemos a 40 meticais”, disse Guambe.

Acrescentou que com os restos de mármore que tem na sua casa, vai colocar na campa do seu falecido pai. E os azulejos e tijoleiras vai colocar na sua casa.

Venda de lenha

Maria Madalena, residente no bairro do Aeroporto “B”, vulgo Incapene, disse que pela ganância de dinheiro, os militares até vendem pequenos pedaços de madeira que sempre usaram para fazer lenha.
“Todo o ano passado apanhávamos tudo sem nada pagar. Bastava chegar o carro, entrávamos e levávamos. As cobranças começaram este ano. Eles não emitem nenhum recibo. O dinheiro vai para os seus bolsos”, disse.

Afirmou que além de revenda da actividade destes materiais, tem uma banquinha na Escola Primária Completa 2. À noite faz sandes de ovos e de dia vende bolachas, doces.

“Prefiro pagar dinheiro aos militares e revender o que me vendem para não prostituir, alegando falta de emprego. Faço xitique de 100 meticais por dia. Os militares deveriam nos deixar levar os desperdícios de borla porque o empreiteiro não precisa”, disse.

Passo em que estão as obras

As obras de construção de um novo terminal doméstico no Aeroporto Internacional de Maputo estão a decorrer dentro dos prazos planificados, devendo terminar ainda este ano.

O ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, visitou recentemente o empreendimento e disse na ocasião que os trabalhos estavam a decorrer normalmente, graças ao empenho do empreiteiro e às lições aprendidas da primeira fase do projecto, que consistiu na construção do novo terminal internacional.

“Os trabalhos estão a correr bem. O processo é mais rápido agora e prevê-se a conclusão brevemente. Depois segue-se um período experimental de cerca de um mês. Portanto, nos princípios ou finais de Outubro a obra terá sido entregue e o aeroporto a operar em pleno”, disse o governante.

Estas obras são parte do projecto de ampliação e modernização do Aeroporto Internacional de Maputo, que arrancou em 2007, com a construção de um novo terminal internacional, num investimento de cerca de 70 milhões de dólares, financiados pela China.

No total, o projecto vai custar cerca de 130 milhões de dólares, que também inclui a construção de um novo terminal de carga e uma sala VIP.

O novo terminal doméstico vai mudar, por completo, todo o figurino ainda tradicional que caracteriza o funcionamento da actual infra-estrutura.

Por outro lado, o novo terminal será também maior em relação ao terminal internacional, uma vez que, no Aeroporto Internacional de Maputo, há mais voos domésticos que internacionais.

Assim, este terá um total de 14 balcões de atendimento para check in, contra 13 existentes no terminal internacional. Com esse número de balcões, irá melhorar a capacidade de atendimento de passageiros, podendo abranger mais de 300 pessoas por hora.

12,3% Dos medicamentos que circulam no país são impróprios para o consumo

Venda informal de fármacos “é intolerável”
O controlo de medicamentos em Moçambique é ainda uma questão que preocupa os serviços de saúde e que o mercado negro faz circular medicamentos contra-feitos é uma realidade.

Nesse âmbito, o Ministério de Saúde enviou 20 pedidos de análises de 35 amostras recolhidas a quatro níveis para o laboratório de controlo de qualidade no Vietname. Da análise feita, conclui-se que 12,3% de todos os medicamentos que circulam no país são impróprios para o consumo.

Esta informação foi avançada à margem da II reunião anual de controlo de medicamentos, que decorre até amanhã na cidade de Maputo e que conta com a presença de cinco países da África Sub-sahariana.

Na ocasião, Maria Isabel Chemane, do Ministério da Saúde, em  representação do departamento farmacêutico, disse que os medicamentos que fizeram parte da amostra foram retirados dos armazéns centrais, dos depósitos dos armazéns provinciais, das farmácias privadas, empresas importadoras e do mercado informal, nos locais onde foi possível.

 Este evento marca a entrada de Moçambique na Rede de Laboratórios oficiais de Controlo de medicamentos da África Sub-Sahariana.

A vantagem de Moçambique aderir a esta rede consiste no facto de permitir fazer face à situação de medicamentos contra-feitos,  tanto no país como na região. se o país receber medicamentos e verificar que os mesmos são contra-feitos, por via desta rede, poderá contactar Zimbabwe, Malawi entre outros países, para pô-los a par da situação. Por sua vez, estes países, também quando detectarem medicamentos que estejam na mesma situação, irão alertar o nosso país para essa situação.

Vinte pessoas suicidaram-se este ano em Gaza

Vinte pessoas suicidaram-se este ano em Gaza

Onda de enforcamentos e suicídios provoca a morte de mais de 20 pessoas, de Janeiro a esta parte, em várias comunidades do distrito de Xai-Xai, em Gaza.
Os conflitos conjugais, acusações de feitiçaria e de desespero são apontados como sendo as principais causas dessas mortes por suicídio.
O administrador do distrito de Xai-Xai, Ricardo Nhacuongue, disse que, em média, se regista a morte de uma pessoa por semana, vítima de enforcamento. Nhacuongue, citado pela Rádio Moçambique, classifica a situação como preocupante dado que, apesar dos sucessivos apelos à população para evitar esta prática, o fenómeno de enforcamentos tende a aumentar em Gaza.
“Na semana passada, uma senhora de 63 anos enforcou-se, porque discutiu com a sua nora de 18 anos, só para imaginar isso. E, há um outro caso que, para mim, é inconcebível, em que um jovem de 16 anos, em Chicumbane, também na semana passada, se enforcou alegando nunca ter sorte na vida. Eu não sei que sorte queria, porque não tinha feito muita coisa nesta terra para ele reclamar sorte. Então, são situações que estão a ocorrer e que nos preocupam bastante”, disse.

Moçambicana manda matar casal chinês em Tete

Moçambicana manda matar casal chinês em Tete

Um casal de nacionalidade chinesa foi mortalmente baleado no último fim-de-semana, na vila de Chitima, distrito de Cahora Bassa, em Tete.

O crime teve como mandante a antiga esposa do malogrado, que era natural do distrito de Moatize, que viveu maritalmente com a vítima.
Terminada a relação, o malogrado uniu-se com uma mulher chinesa, facto que deixou cabisbaixa a antiga esposa, que resolveu contratar um indivíduo, por sinal militar das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), para eliminar fisicamente a vítima, em troca de setenta mil meticais.

A chefe das relações públicas no comando provincial da PRM em Tete, Deolinda Matsinhe, disse à Rádio Moçambique que os indiciados confessaram o crime, tendo a mandante afirmado que assim procedeu por vingança.

Deolinda Matsinhe deu a conhecer que os dois alegados criminosos estão, neste momento, detidos no comando distrital da polícia da república de Moçambique em Cahora Bassa, aguardando os procedimentos legais.

O País

Dois cidadãos mantidos em cárcere privado na capital do país

Dois cidadãos mantidos em cárcere privado na capital do país
Dois cidadãos nacionais foram, no dia 23 de Agosto passado, mantidos em cárcere privado por algumas horas, na cidade de Maputo, por indivíduos desconhecidos que se faziam transportar numa viatura de marca Toyota Pajero. A Polícia presume que as vítimas sejam membros da mesma família.

Os criminosos, que continuam em parte incerta, liberaram os aprisionados sem cobrarem algum dinheiro. O porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, Arnaldo Chefo, disse que a corporação está a fazer diligências para neutralizar os malfeitores.

Em relação à cancelada manifestação e à greve comercial da Comunidade Muçulmana, Chefo disse que a falta de informação sobre o trabalho feito pela Polícia é que teria originado a situação.

Reconheceu que nos últimos tempos o país, sobretudo a cidade de Maputo, tem sido assolado por uma onda de raptos e sequestros, mas há um trabalho em curso para contornar o fenómeno que atenta contra a ordem, segurança e tranquilidade públicas.

Quanto ao balanço das ocorrências semanais, a PRM deteve 78 indivíduos por prática de diversos crimes, dos quais 49 contra propriedades, 25 contra pessoas e quatro contra ordem, segurança e tranquilidade públicas.

Enfermeira agredida por comandante da polícia na Ilha de Moçambique continua sob cuidados médicos

Enfermeira agredida por comandante da polícia na Ilha de Moçambique continua sob cuidados médicos

A enfermeira Lúcia Mariano, agredida, há dias, pelo comandante distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM), na Ilha de Moçambique, província de Nampula, está ainda em convalescença e continua sob risco de ter um aborto como consequência da agressão brutal protagonizada pelo agente da Lei e Ordem.

Lúcia Mariano, grávida, e seus colegas de serviço foram agredidos por Rafael António Ariz. Este, na noite do dia 16 de Agosto passado, fez-se ao banco de socorros do centro de saúde local na companhia da esposa e do filho, este último para lhe ser retirado um objecto (esferovite) estranho numa das narinas.

Rafael Ariz, ao ser permitido para acompanhar a retirada do tal objecto do nariz do petiz, a dado instante, entendeu que a enfermeira não estava a fazê-lo devidamente. Iniciou uma sessão de agressões contra alguns enfermeiros que naquela noite estavam de serviço na sala onde o seu filho era paciente.

Lúcia Mariano, uma das vítimas, teve hemorragia vaginal, o que requereu de imediato uma assistência médica urgente devido ao seu estado de gravidez.

Nesse contexto, o médico do hospital onde se deu o incidente, Júlio Madime, confirmou à rádio comunitária ON’HIPITI, que opera Ilha de Moçambique, que a saúde da enfermeira ainda deixa reservas quanto à sua melhoria. “Veremos nos próximos dias o que vai acontecer, mas é prematuro avançar se vai ou não sofrer aborto”.

Na reconstituição dos factos, Lúcia Mariano contou à rádio comunitária ON’HIPITI que no dia 16 de Agosto, por volta das 20 horas, deu entrada no banco de socorros onde estava de serviço, um cidadão moçambicano (Rafael Ariz) acompanhado pelo filho e a esposa.

“Encontraram-me no local de trabalho trazendo o filho que estava doente. Perguntei de que padecia e disseram-me que algum objecto estranho havia entrado nas fossas nasais do menino. Pedi que ele (Rafael Ariz) levasse o filho à maca para que eu o observasse. Notei que de facto algo estranho havia no nariz. Tratava-se de esferovite. Atendi o menino, mas durante o acto da extracção do objecto o acompanhante segurou-me a mão e arrancou-me a pinça de uma forma que causou sangramento no nariz do menino”, narrou.

Num outro desenvolvimento, Lúcia Mariano acrescentou que enquanto cuidava do sangramento da criança, de repente, o pai “segurou no meu colega e agrediu-o. De seguida veio na minha direcção e me atirou contra a parede. Tive hemorragia e dores no baixo-ventre. Estou com ameaça de aborto”.

Dali o agressor, ora suspenso das suas funções, “saiu dizendo que ia buscar a Polícia, mas retornou sem ela”.

Acidentes de viação fazem 2 mortos em Maputo

Acidentes de viação fazem 2 mortos em Maputo
Os acidentes de viação continuam a semear luto e dor nas estradas da cidade de Maputo. Na semana passada, a Policia registou quatro acidentes, contra 19 do igual período de 2011, dos quais três choques entre carros e um atropelamento.

Em consequência desses acidentes, houve dois mortos, contra cinco registados em 2011, e dois feridos graves, contra seis do mesmo período do ano passado.

Apesar da aparente redução dos acidentes de viação, a Polícia mostra-se preocupado porque aos condutores teimam em não obedecer as mais elementares regras de trânsito.

O porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, Arnaldo Chefo, disse haver necessidade de reduzir a sinistralidades rodoviária no país, em particular na área sob sua jurisdição. Mas para que isso aconteça, apela-se aos automobilistas a observarem e respeitarem o Código de Estrada.

Mulher encontra calcinha dentro do aspirador de pó e descobre que era traída

Mulher encontra calcinha dentro do aspirador de pó e descobre que era traída
Uma mulher de 32 anos descobriu que era traída pelo seu namorado ao levar seu aspirador de pó para a assistência técnica no Reino Unido. Quando o técnico abriu o equipamento, encontrou calcinhas que não eram dela, segundo o jornal britânico “The Sun”.

Melissa Smeaton voltou para sua casa em Croydon, no sul de Londres, com o aspirador – baptizado de Henry – numa das mãos e a calcinha na outra. Ela e o namorado moravam juntos há dez meses.

O namorado, Richard Antony, de 34 anos, inicialmente negou a traição, mas depois admitiu que a calcinha era de uma mulher com a quem ele mantinha um relacionamento.
Eles romperam o relacionamento imediatamente.

Professores de Muecate acusam director de desvio de fundos

Professores de Muecate acusam director de desvio de fundos
Alguns professores do distrito de Muecate, em Nampula, acusam o director dos serviços distritais de Educação, Juventude e Tecnologia, de desvio de fundos de apoio directo às escolas.

Um professor contactado pela Rádio Moçambique disse, em nome dos seus colegas, que Constantino Pirai desviou fundos da oitava fase de Apoio Directo as escolas, que serviria para resolver problemas graves que afectam algumas escolas do distrito.

Pedro Come, representante dos professores de Muecate, disse haver muitas carências graves nas escolas que até funcionam mal devido a falta de fundos.

Entretanto, o director dos serviços distritais de Educação, Juventude e Tecnologia em Muecate, Constantino Pirai, disse que tudo não passa de uma invenção.

“o que aconteceu é que no princípio do ano, nós não tínhamos o fundo de funcionamento e pedimos, a título de empréstimo, um valor aproximado a quatrocentos e vinte, foi tudo usado de acordo com as regras, mas na possibilidade de quando saísse nosso fundo de funcionamento normal podermos fazer a reposição e isso já está a acontecer, enquanto isso já estão a ser organizados os cheques para as outras escolas” – disse.

Constantino Pirai disse existir um grupo de professores que estão a ser instrumentalizados por um dos seus colegas, cujo nome não revelou, que quer que ele saia da direcção de educação naquele distrito.

Mutuários do FDD recebem 10 milhões de Meticais e desaparecem

Mutuários do FDD recebem 10 milhões de Meticais e desaparecem
Em Gaza, mais de cinquenta mutuários do Fundo de Desenvolvimento Distrital burlaram ao Estado em mais de dez milhões de meticais e são dados como desaparecidos da província.

Alguns dos beneficiários perderam a vida e outros tiveram dificuldades na gestão dos seus projectos, em vários distritos da província.

O director provi8ncial do Plano e Finanças em Gaza, João Malua, disse que com a ajuda dos conselhos consultivos distritais, o Governo está a investigar a localização dos fugitivos, um processo que, segundo ele, afigura-se difícil.

João Malua admite a possibilidade de alguns mutuários desaparecidos terem-se refugiados nos países vizinhos para não serem responsabilizados à luz do contrato que assinaram com o Governo.

O director provincial do Plano e Finanças em Gaza entende que os beneficiários fugitivos submeteram os seus projectos ao Governo com o objectivo de desaparecer com o dinheiro, naquilo que chamou de má intenção.

Refira-se que o Governo central alocou, de 2006 a esta parte em Gaza, mais de quinhentos milhões de meticais, valor que financiou acima de dez mil projectos de geração de rendimentos e produção de alimentos, criando perto de vinte e quatro mil postos de emprego, entre fixos e sazonais.

Desconhecidos roubam salários dos professores de Machaze

Desconhecidos roubam salários dos professores de Machaze
Indivíduos armados, ainda a monte, assaltaram na última sexta-feira a viatura que transportava mais de sete milhões de meticais, destinados ao pagamento de salários de Agosto e horas extras dos professores do distrito de Machaze, em Manica.

O desaparecimento deste montante prejudica professores de noventa e quatro escolas, das noventa e cinco existentes em Machaze, incluindo o pessoal afecto no serviço distrital de educação, juventude e tecnologia naquela região.

O director provincial de educação e cultura em Manica, Estêvão Rupela, reconheceu ter havido negligência por parte do pessoal que transportou o valor porque, segundo ele, não fizeram o habitual de solicitar a escolta policial.

“Geralmente os administrativos têm a informação de ao saírem do distrito virem guarnecidos pela polícia. Só agora é que nos apercebemos que saíram, sós e sem guarnição. Acho que são aspectos que as entidades de tuleta que lidam com as averiguações tudo farão por fora a apurar a veracidade das coisas. É um assunto que nós demos a conhecer as entidades máximas da nossa província no sentido de se ver o que se pode fazer, para que os professores não fiquem praticamente lesados. Neste momento não tenho o posicionamento mas o que eu queria pedir e apelas aos colegas é que de facto tenham um poço de calma, enquanto a polícia e outros vão tentando averiguar o assunto, nós também vamos analisando, estudando e propondo soluções’, disse.

Contactada a PRM, na pessoa do seu porta-voz do comando provincial em Manica, Belmiro Mutadiwa, confirmou o caso e disse que a corporação está a trabalhar, junto com a sua congénere de Sofala, com vista a neutralizar os meliantes.

Processo de desvio de fundos no INAS da Zambézia estagnado

Processo de desvio de fundos no INAS da Zambézia estagnado
O caso de desvio de somas destinadas à pensão de pessoas pobres na província da Zambézia, envolvendo o antigo delegado da instituição, Leonel Correia, e actual chefe da repartição e finanças, Rossana Passá, encontra-se parado há sensivelmente dois anos.

O assunto foi despoletado à Procuradoria Provincial da Zambézia por um grupo de funcionários da delegação do INAS, ao início do mês de Março do ano 2010. Nessa altura, os trabalhadores apresentaram provas documentais sobre desvio e má aplicação de valores da instituição.

Para se apurar a veracidade dos factos, uma inspecção da Direcção Regional Centro das Finanças da Beira foi destacada naquele ano para trabalhos de auditoria.

O governo reforçou a investigação, envolvendo mais técnicos das finanças a nível regional.

Abriu ginásio “5 estrelas” em Maputo

Abriu ginásio “5 estrelas” em Maputo
Abriu na passada sexta-feira, um ginásio descrito como de “5 estrelas” no espaço do Maputo Shopping Center, do grupo MBS, na cidade de Maputo. Trata-se do ginásio “Play”, que ocupa dois pisos no edifício secundário do Shopping.  A cerimónia de abertura oficial do ginásio foi muito concorrida, tendo sido testemunhada por centenas de pessoas que ocorreram ao local.

O ginásio está equipado com as mais modernas máquinas para o exercício físico para diferentes grupos etários e para os mais variados desportos. Tem máquinas e salas especializadas para servir desde crianças até idosos, para amadores e para atletas profissionais de todos os desportos. O Canalmoz assim como quase todos os órgãos de comunicação sedeados em Maputo testemunharam a abertura do ginásio a convite dos gestores do ginásio

Mariana Alcoforado, gestora do ginásio, explicou ao Canalmoz, depois da passeata pelo ginásio, que aquele espaço possui as “mais avançadas tecnologias do mundo” na área da ginástica. Disse que comparado à qualidade dos serviços prestados, o “ginásio pratica preços competitivos”, que variam de 2.900 meticais a 1.800 meticais, dependendo da frequência que pode ser a tempo inteiro ou alguns dias por semana. Disse que a capacidade do ginásio é de mais de mil pessoa duma só vez e os “personal treiners” foram todos formados nas suas áreas antes de serem contratados.

As inscrições continuam, mas o ginásio já está ser frequentado pelo público.

ISUTC gradua 124 técnicos superiores no mercado

ISUTC gradua 124 técnicos superiores no mercado
Trata-se da quinta cerimónia de graduação, desde que esta instituição de ensino superior entrou em funcionamento.

O Instituto Superior de Transportes e Comunicações (ISUTC) graduou, no passado sábado, em Maputo, cerca de cento e vinte e quatro técnicos superiores, entre licenciados, mestres e pós-graduados em várias áreas  de actividade.

Trata-se da quinta cerimónia de graduação, desde que esta instituição de ensino superior entrou em funcionamento. No total foram 124 quadros superiores, entre os quais licenciados, mestres e pós-graduados em várias áreas,  com destaque para a engenharia civil e transportes, contabilidade e auditoria e engenharia de redes e sistemas de comunicação. Os recém-graduados consideraram que este é, na verdade, o começo de uma caminhada e dizem estar preparados para dar o seu melhor no mercado de trabalho e fazer valer os conhecimentos.

Na ocasião, o reitor do ISUTC, Fernando Leite, exortou os graduados a pautem pela tolerância, compreensão e respeito pelos valores dos outros.

“A formação que receberam é apenas uma etapa da sua trajectória. O diploma que a que obtiveram é importante e prova os conhecimentos que adquiriram … A evolução dos graduados vai depender do esforço que exercerem ao longo da profissão”, disse.

Jovem raptada foi resgatada pela Polícia

Jovem raptada foi resgatada pela Polícia

Heena Ayob, jovem de 17 anos que supostamente havia sido raptada algures na cidade de Maputo, já se encontra ao convívio familiar desde a passada quinta-feira, depois de ter sido recuperada e entregue à família pela Polícia da República de Moçambique (PRM). Pelas contas, só ficou 7 dias no cativeiro.

A informação foi revelada na passada sexta-feira pelo porta-voz do Movimento Islâmico de Moçambique, Amade Camal, durante uma conferência de Imprensa convocada por aquela organização religiosa visando não só falar da recuperação da menina Heena Ayob como também para anunciar a suspensão das manifestações marcadas por este movimento para sábado, dia 01 de Setembro.

“Acabamos de suspender as nossas manifestações como forma de não sermos confundidos ou conotados com os desmobilizados de guerra que também escolheram o dia do sábado para realizar as suas manifestações”, explicou Amade Camal.

Quanto ao resgate da suposta vítima do rapto, Camal, sem fornecer mais detalhes, disse apenas que “Heena Ayob foi entregue à família pela PRM”.

Polícia confirma

Contactado via telefónico pelo Canalmoz, o porta-voz do Comando da Polícia da cidade de Maputo, Orlando Mudumane, confirmou o facto tendo dito apenas que a menina foi entregue à família pela PRM depois de ter sido solta pelos sequestradores.

O porta-voz do Comando da cidade não revelou as circunstâncias em que a menina chegou às mãos da PRM muito menos como é que foi solta pelos raptores.

“O que posso dizer agora é que a menina já se encontra ao convívio familiar depois de ter sido solta pelos raptores. Neste momento estamos a investigar o caso, daí que não podemos avançar com mais detalhes sobre o assunto”, disse o porta-voz da Polícia.

MP sul-africano suspende provisoriamente acusação contra mineiros

MP sul-africano suspende provisoriamente acusação contra mineiros
O Ministério Público sul-africano anunciou, este domingo, a suspensão provisória da acusação de homicídio aos 270 mineiros de Marikana, detidos após os confrontos entre polícia e mineiros em greve a 16 de agosto que provocaram a morte de 34 mineiros.

“A acusação por homicídios dos atuais 270 suspeitos será provisoriamente retirada pelo tribunal, aguardando uma apresentação”, adiantou o líder do Ministério Público, Nomgcobo Jibo, em conferência de imprensa.

“A decisão e anúncio definitivo da retirada das acusações contra as pessoas implicadas (nos eventos de Marikana) não acontecerão até que todas as investigações estejam terminadas”, adiantou.

Os manifestantes, que eram acusados de homicídio, assalto à mão armada e violência pública entre outros crimes, serão colocados em liberdade condicional, adiantou ainda o responsável, ficando à espera dos resultados do inquérito da comissão especial criada pelo presidente da África do Sul, Jacob Zuma, para investigar o sucedido.

O ministro da Justiça sul-africano já havia exigido explicações pela acusação dos 270 mineiros grevistas pela morte de 34 dos seus colegas, que foram abatidos pela polícia a 16 de agosto. Para além dos 34 mortos mineiros mortos, 78 pessoas ficaram feridas nos confrontos, que eclodiram nos terrenos próximos da mina de platina da Lonmin quando um grupo de mineiros armados, terá alegadamente carregado sobre a polícia, segundo as próprias forças policiais.

A Polícia justificou-se alegando que os agentes não tiveram alternativa a usar fogo real depois de terem tentado manter os manifestantes à distância com barreiras de arame farpado, balas de borracha e canhões de água.

Os 270 mineiros ficaram detidos após um magistrado de um tribunal de Ga-Rankuwa ter cedido ao pedido da Procuradoria de manter em prisão preventiva todos os arguidos, não só com base no argumento da acusação de que muitos deles não têm morada fixa e poderão “desaparecer”, como também porque a defesa não tinha ainda pronto o pedido formal de libertação sob fiança.

“Delibero que é no melhor interesse da justiça que seja concedido ao Estado um adiamento do caso, que não exceda os sete dias. O caso é assim adiado até à próxima semana”, decidiu o magistrado.

Não é totalmente claro nesta altura se a Procuradoria, ao utilizar o “propósito comum”, terá provas de que todos ou alguns dos tiros disparados na fatídica quinta-feira, 16 de agosto, em Marikana, e que vitimaram 34 mineiros, terão sido disparados por colegas ou outros indivíduos que estavam misturados com os mais de dois mil mineiros que ameaçavam as forças policiais com armas de vários tipos, antes de uma série de rajadas de armas automáticas R5 serem disparadas pelos agentes, que alegam legítima defesa.

No entanto, nas filmagens de algumas estações de televisão presentes no local são audíveis tiros disparados por desconhecidos em parte incerta antes dos agentes abrirem fogo, e um operador de câmara da Al-Jazeera captou mesmo um indivíduo entre os mineiros a disparar uma pistola ou revólver na direção da força policial momentos antes desta abrir fogo.

Projectada nova linha de energia para Nacala a partir de Chimuara

Projectada nova linha de energia para Nacala a partir de Chimuara
Uma nova linha de transporte e fornecimento de energia eléctrica de alta tensão poderá ser construída a partir da localidade de Chimuara, distrito de Nicoadala, província da Zambézia, para reforçar o consumo da Zona Económica Especial de Nacala que, como resultado das grandes infra-estruturas industriais que estão a ser implantadas na região, o nível actual de provimento de electricidade situa-se aquém das necessidades.

Este facto foi revelado recentemente pelo Ministro da Energia, Salvador Namburete. O governante disse que o crescimento das necessidades que o país tem em termos de energia eléctrica resultante do aumento do acesso e das actividades económicas requer disponibilidade adicional, através da implementação de novos projectos.

Sem indicar valores que serão necessários, nem o início das obras da referida segunda linha de transporte de energia para a zona de Nacala, o ministro veio uma vez mais reafirmar a necessidade de edificar ainda duas barragens hidroeléctricas sobre os rios Lúrio e Malema para reforçar a capacidade de fornecimento à região.

Destacou igualmente, o registo de um aumento significativo do uso de energia eléctrica nas zonas urbanas e peri-urbanas, bem como a importação para os países vizinhos, contribuindo, deste modo, para a mitigação da crise energética, realçando ainda os progressos que o sector registou no âmbito da electrificação rural, o que permitiu atingir a taxa de acesso de 36 por cento, ou seja, três milhões de cidadãos que beneficiam de sistemas isolados, baseados fundamentalmente em painéis solares.

“Aliás, notámos no decurso das nossas discussões que as energias renováveis são uma das soluções para a electrificação rural que tem contribuído para a melhoria das condições de vida das populações que vivem em zonas distantes”, disse Namburete, para quem estas realizações transportam consigo desafios que têm a ver com a qualidade de energia que se fornece aos consumidores, que passa pelo reforço da capacidade da rede eléctrica centro-norte, Maputo-Lindela, construção de novas centrais e acções de manutenção preventiva.

Nesse sentido, de acordo com o ministro, o sector vai prosseguir com acções visando a materialização dos projectos de geração e transporte de energia eléctrica, incluindo a harmonização dos planos de implementação dos mesmos de modo a registar mais progressos na sua execução em tempo útil para fazer face às necessidades domésticas e à escassez na região da SADC.

Num outro desenvolvimento, Salvador Namburete, debruçou-se sobre o descobrimento de recursos energéticos para quem, tal facto não pode “a priori” significar disponibilidade para o seu respectivo uso pela população, havendo, por isso, necessidade de trabalhar com as empresas que fizeram as descobertas para que iniciem a sua exploração.

“A par deste trabalho, existe também a necessidade de fazermos as pessoas compreenderem que os lucros a advirem dessa exploração dos recursos vai levar muito tempo, pois são avultadas somas de investimentos que essas empresas empregam, cujo retorno leva também muito tempo. Precisamos de ter a participação de moçambicanos nestes empreendimentos, o que passa igualmente pela sua formação nas mais variadas áreas e níveis”, observou.

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