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Quinta-feira, Abril 9, 2026
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Supostos assassinos de Luís Cabral nas mãos da polícia

Seis indivíduos membros de duas quadrilhas supostamente responsáveis por dois homicídios registados semana passada nos bairros Costa do Sol e Luís Cabral, cidade capital, foram recentemente detidos pela Polícia.
Supostos assassinos de Luís Cabral nas mãos da polícia
Trata-se de M. Mulate, N. Vilanculos e A. Cumbula de 22, 24 e 27 anos de idade, respectivamente, indiciados de envolvimento no crime de homicídio que ocorreu no bairro Luís Cabral.

Os outros detidos são B. Jacinto, de 19 anos de idade, R. Machuli (34), e Bernardo Jacinto (21), associados ao assassinato de um cidadão de 41 anos de idade, numa ocorrência registada no “Costa do Sol”.

Orlando Mudumane, porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Maputo, que deu esta informação, disse que o primeiro caso ocorreu por volta das 4.00 horas da madrugada de segunda-feira, tendo a vítima mortal sido um vigilante de um armazém no bairro Luís Cabral, que foi agredido com recurso a objectos contundentes.

O segundo caso ocorreu na tarde da terça-feira no bairro da Costa do Sol e a vítima foi identificada por N. Covela, 41 anos.

São desconhecidas as razões dos dois crimes, mas a porta-voz da Polícia disse estar a trabalhar para esclarecer os casos.

Notícias

Tarifa de “chapa” discutida na Assembleia Municipal

A proposta de alteração da actual tarifa do transporte semi-colectivo de passageiros, ou simplesmente “chapa”, será apresentada próxima semana à Assembleia Municipal de Maputo para discussão e posterior aprovação
Tarifa de “chapa” discutida na Assembleia Municipal.

A submissão da proposta ocorre depois de a mesma ter sido discutida e aprovada pelo Conselho Municipal, segundo o vereador para área de Transportes e Trânsito, João Matlombe.

A proposta do Conselho Municipal prevê o aumento gradual do preço do “chapa”, começando com um acréscimo na ordem de 40 por cento em relação às actuais tarifas de 5 e 7.50 meticais. Assim sendo, segundo João Matlombe, a actual tarifa de 5 meticais passaria a custar 7 meticais e a de 7,50 meticais passaria para 9 meticais.

Matlombe explicou que a entrega do documento à Assembleia Municipal segue-se a sucessivas discussões entre os munícipes, segmentos da sociedade civil, município, associações e a Federação Moçambicana dos Transportes Rodoviários (FEMATRO).

“A proposta foi apresentada em várias reuniões populares e nessa ocasião acolhemos diversas propostas no sentido de melhorarmos o serviço para que o aumento da tarifa não seja mal acolhido”, disse Matlombe, acrescentando que a preocupação foi apresentada aos proprietários dos “chapa” numa reunião havida sexta-feira passada.

O município propõe ainda o aumento de 40 por cento sobre a actual tarifa dos autocarros da Empresa Municipal de Transportes Públicos de Maputo (EMTPM) que passará a custar 7 meticais.

Matlombe afirmou ainda que com base no documento, a autarquia propõe ainda a eliminação de tarifas intermédias e a introdução de carreiras curtas. Com efeito, as viaturas com menos de 15 lugares (ou mini-bus) passam a fazer distâncias inferiores a 10 quilómetros, praticando apenas a tarifa de 7 meticais e os autocarros com capacidade superior a 25 lugares farão distâncias superiores ao preço de 9 meticais.

No entanto, Luís Munguambe, da FEMATRO, confirmou a entrega da proposta do município bem como a apresentação do parecer da sua organização em relação à necessidade de salvaguardar os seus interesses.

Lamentou, no entanto, o facto de a proposta eliminar as tarifas intermédias porque, no seu entender, vai prejudicar as pessoas que estando com pressa não vão querer deixar passar as viaturas de maior lotação, cujo preço único será de nove meticais.

Notícias

Previsões de mau tempo em Maputo e Gaza

Um aviso especial do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) previa a ocorrência de mau tempo para a noite de ontem para as províncias de Maputo e Gaza, caracterizado por aguaceiros e chuvas em regime moderado a forte (com 30 a 50 mm de precipitação em 24 horas) acompanhado de trovoadas.
Previsões de mau tempo em Maputo e Gaza
O referido aviso refere que o estado do mar será afectado por ventos moderados a fortes (40 a 60km/h), criando agitação marítima e ondas entre 1,5 e 2 metros de altura ao longo da faixa costeira da província de Maputo. Como consequência da prevista alteração do estado do tempo, o INAM recomenda a tomada de medidas de precaução.

Automobilistas suspeitam da qualidade de combustível

Carros
Na cidade de Maputo, verifica-se, nas últimas semanas, casos descritos como estranhos de paragem, na via pública, de viaturas ligeiras movidas à gasolina, devido a avarias que se supõe estejam relacionadas com a qualidade da gasolina disponível nos postos de abastecimento. Na sequência do fenómeno, uma investigação efectuada pela nossa equipa de reportagem apurou que, em menos de um mês, cerca de 50 viaturas, na sua maioria de marca Mercedes Benz e Peugeot, deram entrada nas oficinas do Entreposto Comercial devido a problemas ligados à bomba de combustível. o mesmo fenómeno regista-se, para além de outros agentes, na TECNICAR, agentes das viaturas de Marca VW e Audi, onde, segundo fontes bem colocadas, nas últimas semanas, uma média de quatro viaturas dá entrada, por dia, nas oficinas daquela agência, devido a problemas similares.

O chefe das oficinas do Entreposto Comercial de Maputo, assim como o da TECNICAR, não aceitaram prestar declarações à nossa equipa de reportagem, por, alegadamente, carecerem de autorização das direcções das suas empresas.
No entanto, a situação das avarias atingiu contornos dignos de registo, de tal forma que empresas que se dedicam ao trabalho de reboque de viaturas na cidade de Maputo já se aperceberam.
Sandra dos Santos, da Auto Sadula, revelou à nossa reportagem que, nas últimas semanas, tem rebocado, em média, quatro viaturas para as oficinas, na sequência da paragem de funcionamento do motor que, depois, se apura estar ligada à avaria da bomba de gasolina, decorrente da qualidade do combustível. A fonte acrescentou que as viaturas modernas e sensíveis à qualidade de combustível é que, frequentemente,  registam estes problemas.

Edil de Maputo reconhece crise grave de transporte de passageiros

Chapa fileira
Para Simango, o problema não tem que ver apenas com a frota de autocarros, mas também com a mobilidade na cidade e fora dela, sendo, por isso, necessário fazer-se mais estradas e melhorar a manutenção das viaturas que já existem.

O presidente do Conselho Municipal de Maputo, David Simango, reconheceu, ontem, que a capital moçambicana enfrenta actualmente uma grave crise de transportes de passageiros, cuja solução passa por um grande investimento no sector. “Reconhecemos que nesta altura estamos numa fase de crise de transportes, porque a disponibilidade que oferecemos aos nossos munícipes, em termos de transportes, é insuficiente, pelo que temos que fazer grandes investimentos, quer ao nível da Empresa Municipal de Transportes, quer ao nível do sector privado”, disse Simango, falando a jornalistas, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

O edil de Maputo esclareceu que o investimento tem de ser no sentido de aumentar a oferta de transporte, “porque a crise só se resolve aumentando a oferta e solucionando outros problemas” que se levantam neste domínio.

Lei e tradição prejudicam crianças órfãos e viúvas moçambicanas no acesso à herança

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“Depois que perdi os meus pais, saímos da casa porque o meu tio alugou-a para gerar dinheiro e sustentar-nos”.

Sob pressão de frio e ameaça de chuva, Lucília Deniasse, 13 anos, encolhe-se numa capulana, enquanto vende molhos de lenha, o seu único recurso de sobrevivência, no mercado Macombe, na vila de Catandica, em Báruè, Centro de Moçambique.
“Depois que perdi os meus pais, saímos da casa porque o meu tio alugou-a para gerar dinheiro e sustentar-nos. Mas temos passado fome e vendemos lenha para comprar comida e comprar cadernos. Ele vendeu cadeiras e não vimos o dinheiro”, conta à “Lusa” Lucília Deniasse, sustentada no ombro da irmã mais nova.

Ela é o rosto visível da estatística de 54 por cento de crianças órfãs e viúvas despojadas de herança no distrito de Báruè, após a morte dos progenitores ou chefes de famílias. “Quando morre o dono da casa, os seus familiares vêm apoderar-se dos bens e património de herança pertencentes às viúvas e órfãos. Esta situação apoquenta-nos, embora esteja a diminuir”, explicou à “Lusa” Júlio Luciano, chefe da repartição da Mulher e Acção Social, do distrito de Báruè.

Um estudo de 2007, da organização internacional Save The Children, sobre aspectos relativos ao direito à sucessão, herança e transmissão de bens, concluiu que o quadro jurídico-legal e sociocultural que rege estes aspectos afecta órfãos e viúvas, tornando-os mais vulneráveis à pandemia de sida.

Bolsas de fome levam alunos a abandonarem escolas na província de Sofala

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Problemas na educação.

Um número ainda não especificado de alunos dos ensinos primários do primeiro e segundo graus, dos distritos de Chemba, Chibabava, Marínguè, Muanza e  Nhamatanda, na província de Sofala, tem estado de forma gradual a abandonar as aulas devido à falta de alimentos. O que acontece é que, devido à fome, os pais andam de lés-a-lés à busca de alimentos, e nesta busca de algo para a sobrevivência levam consigo os seus dependentes, entre eles os alunos em causa. Há escolas onde, nalgumas salas, cerca de metade de alunos já não se faz presente às aulas.  Este facto foi avançado, há dias, num encontro entre o sector de educação e seus parceiros  de cooperação, pelos próprios  responsáveis do sector de educação a nível distrital. De acordo com aqueles responsáveis, a situação tende a agravar-se nestes últimos tempos, devido à retirada de alguns parceiros que eram responsáveis pelo lanche escolar.  Interpelados pela nossa reportagem para colhermos  mais dados em torno deste assunto, os responsáveis não se dignaram a prestar declarações, alegando que não estavam autorizados a  abordar o assunto junto à imprensa.  Pedro Mbiza, director provincial de Educação em Sofala, num contacto com a nossa reportagem, minimizou a problemática levantada pelos seus colegas, tendo dito que os dados avançados não eram ainda oficiais e que uma equipa técnica do sector deverá em breve fazer um estudo exaustivo do problema em todos os distritos, para  se apurar com exactidão o que é que efectivamente está a acontecer.

Professores das escolas especiais não têm material didáctico suficiente para trabalhar com crianças com limitações

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A escritora portuguesa Lurdes Breda apresentou ontem, em Maputo, a sua mais recente obra de educação infantil.
O livro, para além de ser de carácter educativo, é uma ferramenta inclusiva que permite a aquisição de competências por parte de crianças com necessidades educativas especiais, de forma a impulsionar a sua inclusão na sociedade.

“O piolho zarolho e o arco-íres da amizade” é um livro infantil concebido para o ensino primário e para crianças com necessidades educativas especiais. Escrito em português e apresentando a linguagem de sinais, a obra, segundo a autora, surge pelo facto de ter percebido que em Portugal assim como noutros países os professores das escolas especiais não têm recursos suficientes para trabalharem com crianças com limitações.

A linguagem de sinais que está patente em toda a obra é uma forma que a autora encontrou para estimular o gosto pela escrita e pela leitura, particularmente para aquelas crianças que têm limitações na fala.
Lurdes Breda disse, na cerimónia de apresentação que teve lugar na escola primária completa especial 2, perante alunos, professores e membros da direcção da escola, que o livro, com quinhentos exemplares, pretende transmitir à sociedade que todos somos diferentes, mas temos que saber respeitar as diferenças.

Autoridades detêm três pessoas e apreendem haxixe em Angoche

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A Procuradoria-Geral da República e a Polícia de Investigação Criminal (PIC) apreenderam 187 quilogramas de haxixe no distrito de Angoche, província de Nampula, e detiveram três pessoas, disse ontem à “Lusa” a Procuradoria.

O porta-voz da Procuradoria, na província de Nampula, Cristóvão Mondlane, disse que os três detidos, incluindo um empresário do sector já detido em 2010 por alegado envolvimento num caso de tráfico de haxixe em Angoche, negaram qualquer envolvimento no caso.  A droga estava escondida num edifício pertencente ao empresário, em pequenos sacos e disfarçada em embalagens de raticida, disse.  Moçambique é descrito por vários relatórios moçambicanos e internacionais como um corredor de droga, comercializada principalmente na África Austral e na Europa.

PES prevê que cerca de cinco milhões de crianças frequentem ensino primário em 2013

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Para o próximo ano, está prevista a abertura de 793 instituições no Ensino Primário e no Ensino Secundário Geral.

O Plano Económico e Social para o próximo ano prevê que cerca de cinco milhões de crianças moçambicanas sejam inscritas no ensino primário do primeiro grau em 2013, mais 225 mil crianças que no ano lectivo em curso. Os alunos que estarão matriculados no ensino primário do primeiro grau, que compreende as classes entre o primeiro e quinto de escolaridade, vão estudar em 11 450 escolas, um aumento de 287 estabelecimentos comparativamente aos disponíveis este ano, refere-se no PES, citado pela agência Lusa.

Para esse mesmo nível, o Ministério da Educação prevê distribuir gratuitamente 14,5 milhões de livros, aponta o documento, que será debatido na próxima sessão da Assembleia da República, que inicia este mês.

Polícia abate assaltantes à mão armada na Machava (Matola)

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A Polícia da República de Moçambique (PRM) alvejou mortalmente dois assaltantes à mão armada e feriu outros dois, numa troca de tiros que ocorreu na madrugada de ontem, na zona do “Nó da Machava”, no município da Matola.

O tiroteio deu-se por volta das 2.30 horas, no culminar de uma perseguição que iniciara no bairro Bunhiça, posto administrativo da Machava, onde a quadrilha acabava de roubar uma viatura de marca Toyota Harrier, ABM 171 MC, e outros bens. Durante a troca de tiros, após dispararem contra os agentes da Polícia, um quinto elemento da quadrilha conseguiu escapulir-se, desconhecendo-se o seu paradeiro.
Os feridos foram transportados para o Hospital Central de Maputo (HCM), onde estão a receber tratamento.

Para o assalto, os malfeitores, que eram portadores de uma arma do tipo AK47, uma pistola e quatro catanas, arrombaram a porta da residência e amordaçaram a sua única ocupante na ocasião e amarraram-na os braços. Antes de se retirarem, os bandidos apoderaram-se dos cartões de banco da vítima, que optou pelo anonimato por temer represálias.
A vítima ainda conseguiu sair de mãos atadas de casa para pedir socorro a um vizinho que tratou de a livrar das cordas e depois informar o marido, que estava de serviço naquela madrugada. Este terá imediatamente comunicado a ocorrência à Polícia que iniciou com a perseguição que viria a terminar com o tiroteio.

O porta-voz da PRM na província de Maputo, João Machava, disse que os assaltantes foram localizados graças à colaboração das vítimas. “A quadrilha foi bloqueada na zona do Nó da Machava quando tentava despistar a Polícia, usando algumas ruelas do interior do bairro Trevo”, acrescentou.

Explicou que uma brigada da Polícia posicionada na rotunda do “Nó da Machava” apercebeu-se da movimentação dos suspeitos e disparou para o ar para intimidá-los. Só a quadrilha ripostou, disparando contra o veículo da Polícia, seguindo-se então um tiroteio que provocou pânico na zona.

“Iniciou o tiroteio que culminou com a morte de dois e o ferimento de outros dois gatunos. Alguns membros da quadrilha eram da cidade de Maputo e outros dois da cidade da Matola e juntavam-se para assaltar diferentes bairros”, disse Machava.

“Estamos ainda à procura do quinto elemento do grupo que se escapuliu durante o tiroteio, mas pensamos que os capturados vão nos ajudar para a sua detenção”, acrescentou.

Gaza: Polícia apreende cornos de rinoceronte na posse de caçadores furtivos

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A Polícia da República de Moçambique (PRM) apreendeu no distrito de Massingir, província de Gaza, cornos de rinoceronte, que se encontravam nas mãos de dois supostos caçadores furtivos, que actuavam no Parque Nacional do Limpopo.
Segundo escreve hoje o Diário de Moçambique, os cornos apreendidos têm de massa onze quilogramas, sendo que na altura de confiscação eram transportados por dois indiciados, numa viatura de marca não descrita, igualmente apreendida pelas autoridades policiais em Gaza.

“Os detidos são também acusados de pertencer a um grupo de caçadores furtivos que ameaçam acabar, para além de rinocerontes, com a espécie de elefantes para a extracção de marfim para posterior venda no estrangeiro”, frisou a fonte policial.

Refira-se que pelo menos dez elefantes e igual número de rinocerontes são por mês abatidos no parque Nacional do Limpopo, numa área que integra parte dos distritos de Massingir, Mabalane e Chicualacuala, abrangendo algumas zonas da província sul-africana do Limpopo.
No mesmo circuito reportam-se com muita frequência casos da presença e incursões de caçadores furtivos, supostamente abatidos pelos fiscais do Parque, e outros que se assassinam entre si, na disputa do marfim e outros troféus.

Fontes do Diário de Moçambique indicam que alguns dos caçadores que se dedicam à caça furtiva no Parque do Limpopo e com recurso a arma de fogo, são professores que dão aulas no interior do distrito de Massingir.

Maria da Luz regressa com apoio hospitalar de cerca 4 milhões de dólares

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Dos Estados Unidos da América.

Foi o trabalho social levado a cabo pela primeira-dama, Maria da Luz Guebuza, aos cantos mais recônditos do país que chamou a atenção do Project CURE, uma organização norte-americana sem fins lucrativos que trabalha na área hospitalar.
Desta feita, a esposa do Presidente da República foi a convidada de honra para este ano, sendo a terceira primeira-dama de um país africano a beneficiar do prestigiado convite, depois de Ernestina Mills do Gana(2006) e Salma Kikwete da Tanzânia( 2011).

Na cidade de Denver, Estado do Colorado, onde permaneceu uma semana, Maria da Luz desdobrou-se em vários encontros à busca de parceiros e soluções que possam contribuir para a redução do número de mortes de mulheres e crianças moçambicanas, algumas das quais por falta de unidades sanitárias nas suas zonas de origem.

Da luz visitou, igualmente, na cidade de Denver, um dos quatro armazéns de equipamento médico hospitalar do Project CURE. Trata-se de uma mega-infra-estrutura que ocupa uma área de 75m2, onde recebeu a explicação de como funciona a recolha dos materiais, na sua maioria, doados por parceiros e pessoas de boa-vontade.
Com base em informações avançadas naqueles armazéns pelo pessoal do Project CURE, a primeira-dama ficou a saber que funcionam naquela área 32 hospitais que  garantem apoio directo ao projecto, em termos de equipamento que deixa de ser usado pelos mesmos.

Foi, ainda, nesta passagem pelos armazéns do Project CURE,  que durou pouco mais de duas horas, que Da Luz recebeu oficialmente o material hospitalar angariado por mais der 15 mil voluntários, dentre jovens e idosos.
Em entrevista exclusiva ao nosso diário, Douglas Jackson, presidente e CEO do Project CURE, disse que o material hospitalar recolhido em diversas cidades do Estado de Colorado poderá chegar ao nosso país dentro de oito a dez semanas.
Mesmo sem revelar detalhes sobre que tipo de equipamento hospitalar será enviado, Jackson garantiu que o mesmo seria distribuído em quase dez contentores de 40 pés.

Quanto ao trabalho de recolha e selecção dos materiais de que Moçambique necessita com maior urgência, o presidente do Project CURE assumiu que os voluntários americanos estão entusiasmados com a ideia de apoiar Moçambique, tendo em conta que, antes desta acção, uma equipa norte-americana percorreu o país, acompanhando de forma discreta o trabalho da primeira-dama, tendo notado que havia muita necessidade de apoiar o gabinete da esposa do Presidente da República, sobretudo na área da saúde, a qual dava mais atenção nas suas deslocações.

Cimento sobe de 290 para 400 Mt em Manica

Cimento sobe de 290 para 400 Mt em Manica
Há sensivelmente dois meses que a construção de obras de habitação e outras infra-estruturas que têm o cimento como principal matéria-prima na província de Manica se tornou mais difícil, devido à especulação deste produto pelos respectivos revendedores.

A especulação acontece numa altura em que cresce na capital provincial de Manica o número de novas construções que estão a contribuir para o crescimento da cidade, deixando para aqueles que ainda pensam em iniciar as suas obras a difícil missão de ajustar as suas contas, perante o agravamento que se regista.

O saco de 50 Kg que era comercializado entre 280 e 295 meticais já era adquirido a 400 meticais. De acordo com o director provincial de Indústria e Comercio de Manica, Acácio Foia, a subida deste produto não tem qualquer explicação sustentável, porque, segundo explica, o país ainda não registou rotura de produção deste material, pelo contrário, há novos investimentos com vista a aumentar a produção.

Terminal doméstico no aeroporto internacional de Maputo entrou em funcionamento

Terminal doméstico no aeroporto internacional de Maputo entrou em funcionamento
Entrou em funcionamento, esta segunda-feira, o novo terminal doméstico do aeroporto internacional de Maputo.

 O novo terminal de passageiros é um empreendimento orçado em 40 milhões de dólares, um valor disponibilizado pelo governo chinês, com comparticipação da empresa aeroportos de Moçambique.

A infra-estrutura tem capacidade para albergar 580 passageiros, dentre os quais 300 em embarque e 280 em desembarque.

Falando por ocasião da operacionalização do terminal, o PCA da aeroportos de Moçambique, Manuel Veterano, disse que a entrada em funcionamento do terminal vai permitir que os passageiros estejam em boas condições de comodidade, facto que se espera venha atrair mais passageiros.

O País

Ali Zeidan é o novo Primeiro Ministro da Líbia

Ali Zeidan é o novo Primeiro Ministro da Líbia
Ali Zeidan, um ex-opositor do governo de Muamar Kadhafi, foi eleito  domingo, Primeiro-ministro, pela Assembleia Nacional da Líbia, e agora tem um prazo de 15 dias para formar um novo governo, informou o presidente do poder legislativo, citado pela AFP.

Zeidan, de 62 anos, obteve 93 votos contra 85 do actual ministro de governo, Muamad al Hrari, de acordo com os resultados anunciados pelo presidente da Assembleia Nacional, Muamad al Megaryef, à televisão líbia.

Cento e setenta e nove membros de um total de 200 do Congresso Geral Nacional (CGN), participaram da sessão.

“Ali Zeidan é o Primeiro-ministro e se pede que forme seu governo num prazo de duas semanas, a partir da data de sua eleição”, declarou Megaryef.

A votação foi transmitida ao vivo pela TV líbia.

Segundo o regulamento interno da Assembleia, o governo que deve ser proposto pelo novo chefe do governo em duas semanas, deve obter a confiança do CGN.

Se o seu gabinete for aceite, Zeidan se porá oficialmente empossado e substituirá o Primeiro-ministro em fim de mandato Abdelrahim al-Kib, no cargo desde Novembro de 2011.

Detido chefe de movimento separatista no Quénia

Detido chefe de movimento separatista no Quénia
O chefe do Conselho republicano de Mombasa (MRC), que reivindica a independência da Costa do Quénia do reste do país, foi detido hoje (segunda-feira), durante uma operação no decorrer da qual dois presumíveis militantes foram mortos, anunciou à polícia, citada pela AFP.

As autoridades quenianas declararam guerra ao MRC, a quem acusam de actividades criminosas, embora a justiça queniana tenha levantado em Julho último, a interdição que pesava sobre o movimento desde 2010.

Omar Mwamunwadzi, o “chefe do MRC foi detido durante uma operação no seu domicílio”de Kombani, a cerca de 40 quilómetros ao sul de Mombasa, segunda cidade do país e capital da província costeira, declarou o chefe provincial da polícia, Aggrey Adoli.

“Duas pessoas, presumíveis de serem os membros do MRC, foram mortas durante uma operação, e 12 outras pessoas detidas”, acrescentou.

Segundo um responsável da polícia local, Richard Muguai, os dois militantes presumíveis foram mortos durante uma troca de tiros”, após que os simpatizantes de Mwamunwadzi, abriram fogo contra à polícia.            

Quatro polícias ficaram gravemente feridos durante a operação, segundo Adoli. As bombas incendiárias foram descobertas no interior da residência.

A polícia afirmou ter encontrado uma arma de assalto AK-47, machados e bombas incendiárias no interior da mesma residência.            

As autoridades quenianas tinha anunciado no início de Outubro, terem lançado uma vasta operação anti-MRC, alguns dias após o ataque por manifestantes armados com machados duma manifestação política em Kilifi, sobre a costa, atribuida pelas autoridades ao MRC.  

Quatro pessoas foram mortas, das quais o guarda-costas de Amason Kingi, secretário de Estado queniano das Pescas, que presidia a reunião.

O MRC anunciou a sua intenção de impedir a realização na província costeira das eleições gerais quenianas previstas para 4 de Março de 2013.  

Dlamini-Zuma é a mais nova presidente da Comissão da UA

Dlamini-Zuma é a mais nova presidente da Comissão da UA
A sul-africana Nkosazana Dlamini-Zuma, foi oficialmente investida hoje (segunda-feira), em Addis Abeba, presidente da Comissão da União Africana (UA), tornando-se assim na primeira mulher a ocupar esse posto-chave da organização panafricana, noticiou à AFP.

O presidente da UA, o beninense Yayi Boni, desejou “sucessos” a Dlamini-Zuma e a nova Comissão, órgão executivo da União Africana, que tem a sua sede na capital etíope, Addis Abeba.

Dlamini-Zuma e a nova Comissão foram eleitas em Julho, durante uma cimeira da UA.
Ministra do Interior da África do Sul desde 2009, após ter ocupado durante dez anos a pasta dos Negócios Estrangeiros, a antiga esposa do presidente sul-africano Jacob Zuma, derrotou em Julho o cessante, o gabonês Jean Ping, após seis meses duma batalha

diplomática opondo a África francófona à África anglófona.

Com a sua ascenção a esse posto estratégico, fica reforçado o peso diplomático de
Pretória sobre o continente africano.

Contudo, um duplo desafio aguarda Dlamini-Zuma, para restaurar a unidade de uma organização fragilizada por lutas internas, gerando novas crises que assolam o continente: Mali, leste da República Democrática do Congo, assim como os diferendos que opõem Sudão e Sudão do Sul.

Encerrada rádio "desorganizada" em Manica

Encerrada rádio "desorganizada" em Manica
O Presidente do Conselho Municipal da cidade Manica, Moguen Materisso Candieiro, confirmou o encerramento da Rádio Comunitária de Macequece, propriedade da Associação de Comunitária Macequece de Manica (ACOMAM), alegando que é ordem da maioria dos lideres comunitários e os membros fundadores desta rádio. Candiero acusa os voluntários da rádio de serem crianças que estão sempre a lutar e não fazer programas educativos para esta comunidade.

O governante acrescenta que não há comunicação entre a rádio e governo local. Outro motivo é que não reconhece a nova direção de comité de gestão que foi eleito por unanimidade pelos membros no dia 26 de Maio de 2012.

Por seu turno o Presidente do FORCOM João Jerónimo exige o presidente do Conselho Municipal para não envolver-se na tomada de decisão para os assuntos da associação. Jerónimo também disse que fechar a rádio é uma violência contra a liberdade de expressão e direito a informação.

Na sua chegada a equipa do Fórum Nacional das Rádios Comunitárias (FORCOM) viu portas trancadas com fechaduras e a dubla força sendo da polícia Municipal e da República de Moçambique (PRM). Perguntados porque estavam na rádio disseram que estavam cumprir ordens do comando Distrital da PRM.

Contactado o comandante da Polícia da República de Moçambique em Manica, Nito Machava, disse também que estava cumprir ordens do Presidente do Conselho Municipal porque recebeu uma queixa que havia manifestações na Rádio Macequece. Questionado o comandante pela imprensa sobre o tipo de manifestações não conseguiu a responder.

A equipa do FORCOM também contactou a Administradora do distrito de Manica, Filomena Manhiça que disse também não sabia nada sobre este assunto de encerramento da Radio Macequece. Filomena Manhiça valorizou o impacto da rádio dizendo que tem o papel muito importante na comunidade.

Aquela Governante promete a reposição ou por no ar a diao Macequece a partir da próxima segunda-feira, 15 de Outubro de 2012. Moguen Candieiro promete instalar uma nova imagem dos fazedores competentes rumo ao desenvolvimento.

A radio Comunitária Macequece foi fundada em 2004 e tem mais de 20 colaboradores.

A retomada (Actualização)

A Rádio Comunitária Macequece retomou, na tarde desta segunda-feira (15), as emissões depois de três dias de interrupção por ordens do Edil de Manica, Moguene Candiero. A reposição do sinal foi graças à intervenção do Fórum Nacional de Rádios Comunitárias (FORCOM).

Esta agremiação manteve um encontro com um Conselho de Estado local e com alguns líderes comunitários e secretários de células. Decidiu-se que a Rádio Macequece devia voltar a operar sob gestão do mesmo comité que Moguene Candiero acusa de não respeitar o Governo da província de Manica e os munícipes.

Durante as conversões, o presidente do Município de Manica tentou contrariar o reinício do funcionamento daquela rádio alegando que primeiro devia se constituir um outro grupo de gestão porque o actual não tem competência para liderar os destinos de uma estação emissora que trabalha em prol da comunidade. A sua pretensão foi rejeitada e teve que ceder.

Crise de gestão estremece Monaso

A Rede Moçambicana de Organizações contra a SIDA (Monaso), uma Organização Não-Governamental (ONG) de  coordenação das acções da sociedade civil de luta contra o HIV/SIDA, no país, está a passar por uma das suas piores crises de sempre, decorrente de problemas de gestão interna da organização.
Por causa dessa crise, os trabalhadores estão há oito meses sem salários e, neste momento, não existe nenhuma perspectiva de quando poderão ver os seus ordenados nas suas contas.

A crise de gestão começou nos meados do ano passado, quando a actual direcção, através do seu presidente do Conselho de Direcção, Ricardo Trindade, decidiu, unilateralmente, comprar um imóvel que serviria de escritórios da organização, em Maputo, por 350 mil dólares. Esta decisão viola os estatutos da organização, segundo os quais “compete à Assembleia-Geral deliberar sobre a aquisição e alienação de bens imóveis e móveis sujeitos ao registo da organização”.

Portanto, o presidente do Conselho de Direcção devia ter convocado uma sessão de Assembleia-Geral para deliberar sobre o negócio do imóvel em causa, facto que, de acordo com os membros da organização, não aconteceu.
Para a aquisição de tal imóvel, sito na rua Tomás Ribeiro, na Coop, a Monaso recorreu a um empréstimo bancário, tendo-se comprometido a reembolsar os 350 mil dólares num prazo de seis anos, pagando 300 mil meticais por mês.

Quando os doadores se aperceberam da situação, decidiram cortar o financiamento à organização. Numa carta, datada de 2 de Agosto do presente ano, a Oxfam Novib, um dos principais doadores da Monaso, escreveu que “lamenta ter tomado a decisão de terminar a sua parceria e financiamento com a Monaso”, e justificou que “o único motivo desta decisão difícil foi a aquisição pela Monaso de um imóvel, no início de 2011, para servir de um escritório com base num empréstimo bancário de seis anos, sem consultar os doadores do Fundo Comum, embora o contrato com o banco esteja especificamente ligado à conta deste Fundo para a liquidação da dívida. Do outro lado, esta aquisição não consta dos planos e orçamentos aprovados para os recursos do Fundo Comum”, lê-se na carta da Oxfam Novib, enviada para Monaso.

Perante este cenário e com a Monaso descapitalizada, os outros membros da organização pediram a realização duma Assembleia-Geral extraordinária para se discutir os problemas institucionais, mas dizem que o pedido foi inviabilizado pelo presidente do Conselho de Gestão, Ricardo Trindade, alegando problemas financeiros.
Assim, intentou-se uma acção judiciária junto ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, contra a figura de Trindade, tendo o tribunal emitido uma providência cautelar, no qual intimava Ricardo Trindade a abster-se de alienar o imóvel em causa, sita na Rua Tomás Ribeiro, na zona da coop, e demais bens da organização.

Para além disso, o tribunal proibiu Trindade de assinar letras, livranças, cheques de contas da Monaso, até decisão em contrária da Assembleia-Geral e foi proibido ainda de inviabilizar a realização da Assembleia-Geral extraordinária. O judiciário também decidiu que fossem congeladas todas as contas bancárias da instituição, até que a Assembleia-Geral decidisse o contrário. Entretanto, mesmo perante esta crise evidente, os membros da Monaso ainda acreditam no futuro da instituição, mas dizem que, para tal, a única solução é a realização da Assembleia-Geral extraordinária, onde será eleita a nova direcção que terá a dura missão de resgatar a honra e dignidade que a organização está a perder a cada dia que passa.

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