A aldeia de Nanduli, situada no distrito de Ancuabe, Cabo Delgado, foi alvo de uma incursão terrorista que deixou um rasto de destruição e desespero entre os habitantes locais.
Informações provenientes da região indicam que grupos armados invadiram a aldeia, provocando a destruição de várias habitações e o saque de alimentos.
Os relatos de populares, recolhidos pela DW, descrevem um cenário caótico, marcado pela presença constante de indivíduos armados, presumivelmente oriundos da zona de Quissanga.
Segundo os testemunhos, um número elevado de atacantes incendiou residências, incluindo a vedação de um campo de futebol, mas não houve registo de vítimas mortais.
Um residente, que preferiu manter-se anónimo, revelou que os terroristas queimaram uma casa pertencente a um membro da força local, ao encontrarem fardamentos expostos no exterior. “Queimaram um alpendre e a vedação de um campo de futebol 11 e puseram-se em fuga”, contou.
A situação na aldeia permanece tensa, com a população temendo novas investidas dos grupos armados que assombram a região.
A secretária-geral da Renamo, Clementina Bomba, anunciou que o partido está em processo de organização do Conselho Nacional, com o intuito de restabelecer a harmonia interna.
Durante uma conferência de imprensa, Bomba ressaltou que este organismo não possui a competência necessária para destituir o presidente do partido, Ossufo Momade, antes da realização do próximo congresso.
As declarações da líder da Renamo surgem num momento de tensão, após queixas de ex-guerrilheiros do partido, que ameaçaram encerrar as delegações em todo o país devido à não convocação do Conselho Nacional. Bomba fez um apelo à calma e garantiu que o Conselho Nacional será convocado em breve, embora não tenha especificado uma data.
“Quero encorajar todos os delegados provinciais, distritais e todos os quadros da Renamo, assim como os membros e simpatizantes, que estamos a trabalhar para a realização do Conselho Nacional. É do conhecimento de todos que o Conselho se reúne ordinariamente duas vezes por ano e é o órgão deliberativo do partido entre os congressos”, afirmou a secretária-geral.
Clementina Bomba sublinhou que, apesar de a realização do Conselho Nacional estar assegurada para este ano, a reunião não terá a capacidade de demitir Ossufo Momade, que foi reeleito para a liderança máxima do partido no último congresso, ocorrido em Maio de 2024, na província da Zambézia. “É fundamental esclarecer que o Conselho Nacional não tem competência para demitir o presidente. O mandato do presidente é de cinco anos e termina apenas com a tomada de posse de um novo presidente, sendo que apenas o congresso pode decidir sobre a manutenção ou destituição de Ossufo Momade”, explicou.
A secretária-geral destacou a importância da participação dos membros no próximo Conselho Nacional, informando que apenas 120 conselheiros têm direito a voto, enquanto os demais convidados podem apresentar opiniões, mas não têm poder de decisão. “É essencial que o Conselho Nacional esteja ciente de que não possui a competência para demitir o actual presidente, que se encontra em exercício do seu mandato”, concluiu.
Vendedores informais da Praça dos Combatentes manifestaram-se descontentes com a ordem das autoridades municipais para abandonarem as bermas da estrada e passadeiras.
Os comerciantes argumentam que o Mercado Mucoreano, indicado como alternativa, não oferece espaço suficiente nem clientes para sustentar os seus negócios.
No prazo final para a retirada, uma concentração de vendedores foi registada nas imediações do parque, onde protestaram contra a proibição de exercerem as suas actividades no local.
Durante as primeiras horas, os passeios estavam desocupados e sob vigilância da Polícia Municipal, com alguns comerciantes a circularem com mercadorias à espera de uma oportunidade para regressar aos locais que habitualmente ocupavam.
Naftal Lay, porta-voz da Polícia Municipal da Cidade de Maputo, esclareceu que existem 18 mercados disponíveis com capacidade para acolher os vendedores transferidos e rejeitou as alegações sobre a falta de espaço no Mercado Mucoreano. A situação continua a gerar tensão entre os vendedores e as autoridades locais.
Pelo menos duas pessoas perderam a vida e dez estão desaparecidas devido a inundações repentinas resultantes de chuvas torrenciais no distrito de Laiwu, na província de Shandong, leste da China.
A região registou precipitações intensas que atingiram os 364 milímetros, conforme relatado em comunicado no portal oficial do governo provincial.
As chuvas intensas provocaram inundações súbitas, que destruíram ou danificaram um total de 19 habitações.
Neste momento, as equipas de emergência estão a realizar operações de busca e salvamento na tentativa de localizar as pessoas desaparecidas. A situação continua a ser monitorizada pelas autoridades locais, que alertam para os riscos associados a estas condições meteorológicas extremas.
Uma mulher de 40 anos foi vítima de violação sexual e assassinato no bairro Nkobe, situado no município da Matola. De acordo com testemunhas, a vítima terá estado numa barraca antes de ser atacada ao regressar a casa.
Os malfeitores surpreenderam a mulher e ocultaram o seu corpo nas proximidades de uma barbearia nesta área residencial. As autoridades policiais estão a investigar o caso e envidam esforços para identificar os responsáveis por este homicídio agravado. A comunidade local manifesta preocupação face a este crime violento, que abalou a tranquilidade da zona.
Um cidadão identificado como M.A. Macuácua encontra-se sob custódia policial no distrito de Mandlakazi, na província de Gaza, após ser acusado de assassinar a sua esposa por motivos passionais.
O crime ocorreu no dia 10 de Outubro, na residência do casal, situada no povoado de Chicoloene, no posto administrativo de Chidenguele.
De acordo com informações prestadas pelo porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), Júlio Nhamússua, o incidente iniciou, quando o arguido, que exerce a profissão de guarda-nocturno, se envolveu numa discussão com a sua esposa, de 25 anos. A troca acalorada de palavras, impulsionada por ciúmes, culminou num acto de violência física, resultando na morte da mulher.
As autoridades policiais estão a investigar o caso, enquanto a comunidade local se mostra chocada com a tragédia que abalou a vida do casal.
O juiz Alexandre de Moraes, responsável pelos processos contra Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 24 horas para que os advogados do ex-presidente expliquem uma alegada violação das medidas cautelares impostas na passada sexta-feira.
O ultimato foi anunciado na noite de segunda-feira (21), e termina na noite de terça-feira, segundo o horário brasileiro.
A ameaça de prisão surgiu após Jair Bolsonaro ter participado de uma reunião com deputados e senadores aliados no Congresso. Ao sair do encontro, o ex-presidente manifestou a jornalistas o seu descontentamento com a obrigatoriedade de usar pulseira electrónica, um dispositivo que lhe foi imposto por Moraes. Durante suas declarações, Bolsonaro qualificou a situação como uma “humilhação injusta e desnecessária”.
Na sexta-feira, além da imposição da pulseira electrónica, Alexandre de Moraes proibiu Bolsonaro de utilizar redes sociais. Apesar de cumprir essa restrição, imagens da sua aparição no Congresso foram amplamente divulgadas pela imprensa, o que levou Moraes a considerar que o ex-chefe de Estado poderia estar a infringir as condições estabelecidas.
O juiz enfatizou no seu ultimato que a medida cautelar acerca do uso das redes sociais proíbe não apenas a publicação de conteúdos pelo próprio Bolsonaro, mas também a veiculação de áudios, vídeos ou transmissões por terceiros. Moraes responsabilizou o ex-presidente pelas imagens que circularam nas plataformas sociais.
Durante sua presença no Congresso, Bolsonaro chegou a marcar uma conferência de imprensa, alegando que a reunião não violava as medidas cautelares, uma vez que não tinha sido proibido de se deslocar ou de falar à imprensa. Contudo, após ser informado sobre a conferência, Moraes emitiu um ofício a proibir a realização da entrevista.
Bolsonaro obedeceu à ordem e, na última hora, cancelou a conferência, gerando descontentamento entre os seus aliados e jornalistas presentes.
Entretanto, ao deixar o local, rodeado por repórteres, o ex-presidente fez uma série de desabafos que, segundo analistas, podem agravar sua situação legal, caso Moraes decida levar avante a ameaça de prisão. “Não roubei os cofres públicos, não desviei recurso público, não matei ninguém”, declarou Bolsonaro.
Mais de mil pessoas perderam a vida devido a intensos combates e ataques israelitas na Síria. O balanço trágico foi divulgado pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos.
Os confrontos desenrolaram-se principalmente entre as comunidades beduínas e drusas no sul do país, resultando em 1.100 mortes em apenas sete dias. O Observatório reporta que entre as vítimas estão tanto combatentes e civis da comunidade drusa, uma minoria religiosa que emergiu no século XI a partir do islamismo xiita, quanto agentes de segurança do governo sírio e beduínos sunitas.
Actualmente, a região goza de uma trégua desde o último domingo, embora enfrente um cenário de destruição generalizada. Moradores do sul da Síria relatam que, apesar da pausa nos combates, a área enfrenta graves carências, incluindo falta de água, electricidade e serviços básicos, como assistência médica.
No último sábado, foi anunciado um cessar-fogo permanente, fruto de esforços para estabelecer acordos entre as partes em conflito. O cenário do conflito na Síria tornou-se cada vez mais complexo, envolvendo o governo sob liderança islamista, as forças armadas israelenses e diversas tribos armadas de outras regiões do país.
Dados recentes revelam uma redução significativa na taxa de mortalidade infantil em Moçambique, que diminuiu cerca de 60% nos últimos anos.
Esta diminuição é um marco importante para a saúde pública no país e reflete os esforços contínuos para melhorar as condições de vida das crianças.
O relatório apresentado pelo Ministério da Saúde e organizações internacionais dedicadas à saúde enfoca as várias iniciativas implementadas, incluindo o aumento do acesso a cuidados pré-natais, vacinação e programas de nutrição. Estas medidas têm contribuído para uma maior sobrevivência das crianças abaixo dos cinco anos, evidenciando os progressos no sector da saúde.
As autoridades destacam que, apesar da melhoria, ainda existem desafios a serem enfrentados. A necessidade de intensificar a formação de profissionais de saúde e de garantir a distribuição equitativa de recursos é urgente para que a tendência de queda na mortalidade infantil se mantenha.
Além disso, o governo está a trabalhar em estreita colaboração com diversas organizações não-governamentais e parceiros internacionais na implementação de novas estratégias que visem fortalecer os serviços de saúde em áreas mais vulneráveis.
Os dados apresentados servem como um indicativo positivo das intervenções que têm sido efectuadas, mas as autoridades salientam que é essencial assegurar a continuidade dos esforços para que mais crianças possam usufruir de um futuro saudável e promissor.
A venda de castanha de caju rendeu mais de 270 milhões de meticais aos produtores do distrito de Machaze, na província de Manica.
Este valor é o resultado da comercialização de mais de 5.763,5 toneladas da castanha, tanto no mercado nacional como internacional, segundo informações da AIM.
Os principais mercados para a castanha de caju produzida em Machaze incluem continentes asiático, europeu e diversos países africanos. Zacarias Queixa, secretário permanente do distrito, declarou que este montante foi arrecadado durante a actual campanha de caju, que está em curso.
Na presente campanha, foram colocadas no mercado mais de cinco mil toneladas desta cultura considerada de rendimento. Queixa enfatizou que os resultados obtidos demonstram o interesse dos produtores na produção de castanha de caju, bem como a disponibilidade do mercado para a sua comercialização. Ele destacou ainda as condições agroecológicas favoráveis que contribuem para a produção desta cultura no distrito.
A disponibilidade contínua de compradores durante as épocas de comercialização tem servido como um incentivo significativo para a população local, que tem apostado na produção de castanha de caju. “A castanha de caju tem sido uma opção para diversificar a economia do distrito e tem contribuído para o aumento da renda familiar”, afirmou Queixa. Ele acrescentou que toda a castanha disponibilizada no mercado foi vendida com sucesso, reforçando assim o potencial do distrito na cadeia de valor da castanha de caju.
Queixa considerou a castanha de caju como a “bandeira do distrito”, destacando que a produção deste ano foi significativa e a maior parte foi comercializada. As vendas têm impactado positivamente as famílias, especialmente aquelas que dependem da agricultura, contribuindo para a melhoria das condições de vida dos produtores.
O secretário permanente garantiu que as autoridades do distrito continuarão a apoiar os produtores, promovendo boas práticas e facilitando o acesso ao mercado. “Como é do conhecimento de todos, temos estado a apoiar os produtores com assistência necessária para garantir o aumento da produção e a qualidade das castanhas”, acrescentou.
Para a campanha 2024/25, que se aproxima, Machaze prevê comercializar mais de quatro mil toneladas de castanha de caju, representando um aumento de 50% em relação ao ano anterior, quando foram vendidas cerca de duas mil toneladas.
A produção de castanha de caju é uma actividade predominante entre os residentes de Machaze, um distrito semi-árido, sendo maioritariamente desenvolvida por produtores do sector familiar.
O Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) anunciou a recaptura de 584 dos 1.534 reclusos que se evadiram do estabelecimento penitenciário especial de máxima segurança e provincial de Maputo.
Esta operação de recaptura ocorre no contexto das manifestações pós-eleitorais que se seguiram ao anúncio dos resultados das eleições de 09 de Outubro, onde o partido no poder, Frelimo, e seu candidato presidencial, Daniel Chapo, foram reeleitos.
Em declarações feitas hoje, 21 de Outubro, em Maputo, o director-geral do SERNAP, Ilídio Miguel, informou que as estatísticas são actualizadas diariamente. “Até ontem, tínhamos 584 reclusos recapturados”, afirmou o responsável, no âmbito do lançamento da semana comemorativa dos 50 anos da instituição, que se celebra sob o lema “Por um serviço penitenciário apostado no tratamento humanizado dos reclusos”.
Miguel abordou ainda o problema da superlotação das prisões, uma situação que compromete a qualidade do tratamento humanizado que a instituição pretende proporcionar. O director-geral revelou que a população prisional actual ultrapassa os 20 mil reclusos, enquanto a capacidade do sistema penitenciário é de apenas metade desse número, o que representa um grande desafio.
O governo está a implementar um programa quinquenal para o período de 2025 a 2029, que inclui a construção de 13 novos estabelecimentos penitenciários, sendo 10 distritais e 3 regionais. Miguel expressou optimismo em relação a estas iniciativas, que visam mitigar a superlotação e implementar penas alternativas à prisão.
“Nosso desafio é, mesmo perante a superlotação, apostarmos numa abordagem cada vez mais humanizada no tratamento dos reclusos. Precisamos garantir uma alimentação adequada, cuidados de saúde e, acima de tudo, focar na recuperação dos indivíduos para a sua reinserção social”, explicou Miguel, sublinhando a colaboração do SERNAP com as magistraturas para alcançar este objectivo.
As celebrações dos 50 anos do SERNAP incluem várias actividades, como um simpósio sobre penas alternativas e perspectivas para a redução da superlotação nos estabelecimentos penitenciários, além de jornadas de limpeza e outras iniciativas.
A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, instou as mulheres moçambicanas, especialmente as da esfera religiosa, a assumirem um papel activo na promoção da justiça, paz e reconciliação nacional.
A declaração ocorreu durante a abertura do Diálogo de Mulheres Religiosas sobre o Acesso à Justiça, Paz e Reconciliação, um evento realizado em Maputo que reuniu representantes de diversas confissões religiosas.
Margarida Talapa assinalou a importância da mulher religiosa nas comunidades, enfatizando que a sua voz é respeitada e que, por isso, carregam uma grande responsabilidade. “O que se espera de cada uma de nós é que sejamos pontes e não muros, sementes e não pedras”, disse, reforçando a ideia de que a construção da paz deve ser uma tarefa colectiva.
Além disso, a Presidente reconheceu o impacto positivo das confissões religiosas na moralização da sociedade e sublinhou a relevância do papel da mulher como educadora e guardiã da harmonia no âmbito familiar e comunitário.
Na mesma ocasião, Talapa expressou apoio à liderança do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, pela sua abordagem inclusiva em momentos difíceis, onde o país tem estado a enfrentar conflitos. Recordou ainda os momentos de tensão decorrentes de manifestações violentas que afectaram gravemente a sociedade, com as mulheres a serem das mais afectadas.
A dirigente parlamentar conclamou à implementação de iniciativas semelhantes em várias províncias, com o intuito de promover uma cultura de diálogo e reconciliação nas comunidades. Reforçou que o país precisa urgentemente de mulheres que se tornem agentes de justiça, paz e reconciliação, não apenas em palavras, mas também em acções nos seus lares e comunidades.
O Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saíze, também esteve presente e abordou a complexidade do processo de paz e reconciliação nacional, destacando a importância de múltiplos actores na construção e manutenção da paz. Ele sublinhou que o Ministério, em colaboração com confissões religiosas e organizações da sociedade civil, está a promover encontros de reflexão e diálogo focados na participação das mulheres religiosas.
O encontro contou ainda com a presença de representantes de diversas congregações religiosas e membros da sociedade civil, simbolizando um esforço conjunto por parte do Ministério da Justiça e dos parceiros para fortalecer a paz e a harmonia no país.
José Adolfo Macías Villamar, conhecido como Fito, considerado o maior narcotraficante do Equador, foi extraditado para os Estados Unidos, onde enfrentará acusações relacionadas ao tráfico de drogas e contrabando de armas.
A transferência ocorreu no passado domingo (20), conforme anunciado pelo governo equatoriano.
Fito foi enviado aos EUA em um avião do Departamento de Justiça americano, durante a administração de Donald Trump. Ele é apontado como líder da organização criminosa Los Choneros e enfrenta sete acusações nos Estados Unidos, todas associadas ao tráfico de drogas e ao contrabando de armas do Equador para outros países.
O narcotraficante cumpria uma pena de 34 anos numa prisão em Guayaquil, devido a crimes relacionados a organização criminosa e homicídio, mas fugiu em Janeiro de 2024. Sua recaptura aconteceu em 25 de Junho deste ano, em um bunker subterrâneo localizado na província de Manabi.
Em uma audiência em uma corte de Nova York, Fito, que se tornou o fugitivo mais procurado no Equador, declarou-se inocente das acusações apresentadas pela Justiça americana. Caso seja condenado, o narcotraficante poderá enfrentar penas que podem variar entre 20 anos de prisão e a possibilidade de prisão perpétua.
O governo da Venezuela, sob a liderança de Nicolás Maduro, anunciou uma investigação criminal contra o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, por alegações de violação dos direitos humanos.
A informação foi divulgada esta segunda-feira (21), pelo procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab.
A investigação ocorre após uma recente troca de prisioneiros entre a Venezuela e os Estados Unidos, realizada no dia 18 de Julho. Neste acordo, 252 cidadãos venezuelanos que se encontravam detidos no Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT), em El Salvador, foram libertados em troca da libertação de 10 norte-americanos que estavam encarcerados na Venezuela.
Os ministros Héctor Gustavo Villatoro e Osiris Luna Mesa, da Justiça e do Vice-Ministério da Justiça de El Salvador, também estão sob investigação. O procurador-geral da Venezuela solicitou intervenções do Tribunal Penal Internacional (TPI) e do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU).
Segundo Saab, os venezuelanos detidos em El Salvador foram submetidos a torturas diárias, tiveram negado o acesso a cuidados médicos e foram vítimas de violações do devido processo legal. Os indivíduos estavam sob custódia desde Março, quando o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, teria pago cerca de 6 milhões de dólares ao governo de Bukele para acolher os imigrantes, acusados de pertencer ao grupo criminoso Tren de Aragua (TdA).
Na ocasião, os venezuelanos foram deportados para uma prisão de segurança máxima em El Salvador, após Trump invocar uma legislação do século XVIII que lhe conferia poderes especiais para deportar imigrantes indocumentados.
O governo da Venezuela argumenta que esses cidadãos foram enviados para o centro de detenção sem provas concretas que comprovassem as acusações de ligação ao TdA.
O Ministério Público de Moçambique formalizou acusações contra seis indivíduos por conspiração contra a segurança do Estado, numa aparente referência aos tumultos que se seguiram aos resultados das eleições gerais de Outubro passado, amplamente considerados fraudulentos.
De acordo com um relatório na edição de segunda-feira da publicação independente “Carta de Moçambique”, entre os acusados encontra-se Vitano Singano, líder do partido Revolução Democrática (RD), que se destaca como uma cisão do antigo movimento rebelde Renamo.
O paradeiro de Singano é desconhecido neste momento. Tanto o partido como a sua família afirmam que ele foi sequestrado pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), uma acusação que a instituição nega.
Na lista dos acusados está também Manecas Daniel, coordenador da Coligação da Aliança Democrática (CAD), assim como outros dois membros da CAD, Reinaldo Sindique e Justino Monjane. A CAD é uma união de pequenos partidos de oposição que, no final de 2024, declarou o seu apoio a Venancio Mondlane, que se tornou o principal candidato da oposição nas eleições presidenciais.
Os outros dois homens acusados são membros das forças armadas, Jeremias Sitoe e Piedade Machado. O despacho do Ministério Público alega que, desde Outubro de 2024, Singano organizou reuniões clandestinas com figuras militares num escritório no bairro de Alto-Maé, em Maputo. Neste espaço, teria havido encontros com Daniel, Monjane, Sindique e Machado.
Os procuradores citam uma conversa telefónica do dia 20 de Outubro entre Singano e um homem identificado como Mariano Adamo, na qual discutiam a manifestação convocada por Venancio Mondlane para o dia 21 de Outubro. Esta demonstração ocorreu na sequência do assassinato, dois dias antes, do advogado de Mondlane, Elvino Dias, e do agente eleitoral da oposição, Paulo Guambe. A marcha iniciou-se de forma pacífica, mas terminou com a polícia a atacar brutalmente os manifestantes, em frente a equipas de televisão nacionais e internacionais.
Este incidente culminou na fuga de Mondlane para o estrangeiro, onde permaneceu cerca de dois meses. Os procuradores afirmam que, na conversa telefónica de 20 de outubro, Singano alegou ter o apoio de altos oficiais das forças armadas e do Ministério do Interior para ações que visavam atacar instituições públicas, como unidades policiais e militares.
Entre o equipamento a ser utilizado em supostos ataques, estavam explosivos fornecidos por mineradores informais na província do Nampula, destinados a destruir estradas e pontes a fim de dificultar a movimentação de veículos transportando tropas.
Contudo, nenhuma explosão desse tipo ocorreu. Várias outras comunicações telefónicas entre os supostos conspiradores são mencionadas no despacho. Numa delas, datada de 30 de outubro, Singano teria instruído um homem identificado como Chiquira Maluane a atacar o comando policial na cidade de Matola e a eliminar o comandante distrital da polícia.
Outro conspirador, identificado como Castro Furruma, teria prometido a Singano que o seu grupo atacaria o quartel-general do estado-maior das forças armadas em Maputo a 10 de novembro. No entanto, nenhum desses ataques na capital ou em Matola se concretizou.
Apesar da ausência de ações, o despacho do Ministério Público sustenta que ficou provado que Singano “para além de desempenhar um papel preponderante na coordenação das atividades e na interação com os membros do grupo para a realização de atos violentos, pretendia também atacar unidades militares e policiais, bem como instituições públicas e privadas”. O despacho encontra-se agora nas mãos do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, que deverá decidir se existem provas suficientes para justificar um julgamento.
Uma tragédia abalou a capital de Bangladesh, Dhaka, na segunda-feira (21), quando uma aeronave de treinamento da Força Aérea do país crashed sobre o edifício da Milestone School and College, situado no bairro de Uttara. O incidente resultou na morte de 20 pessoas e deixou 164 feridos.
De acordo com informações preliminares, o piloto da aeronave, tenente Md. Taukir Islam, também perdeu a vida no acidente. Imagens que circulam nas redes sociais retractam o desespero dos cidadãos em meio a chamas e uma densa coluna de fumo que emergia do local da colisão.
O director assistente do Hospital Moderno de Uttara, Dr. Akash, reportou que 120 das vítimas apresentaram queimaduras de segundo e terceiro graus, com áreas afectadas variando entre 60% e 70% do corpo. A maioria dos feridos tem idades compreendidas entre os 14 e 20 anos.
A imprensa local informou que a aeronave atingiu o edifício apenas 12 minutos após a decolagem. Em resposta ao acidente, foi decretado luto nacional, com a bandeira do país a ser hasteada a meio mastro em todas as instituições governamentais até esta terça-feira, 22 de Julho.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista – Proteção à Criança em Emergências. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Projecto LINK/GCF. Saiba mais.
O Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Prestação de Apoio Técnico ao Governo e OPDS na Redacção do Regulamento. Saiba mais.
O príncipe da Arábia Saudita, Alwaleed bin Khalid bin Talal bin Abdulaziz Al Saud, conhecido como o “Príncipe Adormecido”, faleceu aos 36 anos após ter permanecido em coma durante duas décadas.
A família real saudita anunciou a sua morte no sábado, sem fornecer mais detalhes sobre as circunstâncias.
Alwaleed estava em coma desde os 15 anos, quando sofreu um grave acidente de viação em 2005, em Londres, onde estudava num colégio militar. O trágico incidente resultou numa hemorragia cerebral que o deixou incapacitado.
Durante os 20 anos em que esteve sob cuidados médicos, Alwaleed foi objecto de monitorização rigorosa. Embora tenha apresentado breves episódios de movimentação limitada, nunca recuperou a consciência, conforme reportado pelo Saudi Gazette e citado pelo Newsweek.
A morte do príncipe marca o fim de uma história triste que acompanhou a família real saudita ao longo de duas décadas.
As fortes tempestades que atingem a Coreia do Sul desde a última quarta-feira provocaram uma tragédia, com 14 mortos e 12 desaparecidos até domingo (20).
Segundo a Yonhap News, a intensa precipitação causou deslizamentos de terra e inundações, deixando um rastro de destruição.
O condado de Sancheong, localizado no sul do país, registou a maior parte das fatalidades, mas incidentes semelhantes foram reportados em locais como Osan, na província de Gyeonggi, e Seosan e Dangjin, ambos na província de Chungcheong do Sul. Os desaparecidos, conforme informações da agência, são oriundos da cidade de Gwangju, no sudoeste da Coreia do Sul.
As chuvas arrasaram milhares de casas e edifícios, levando à evacuação de cerca de 5 mil pessoas, das quais cerca de 3 mil foram encaminhadas para abrigos, segundo o Ministério do Interior e Segurança local.
Neste domingo, o governo sul-coreano formou uma equipe interinstitucional com o intuito de apoiar a recuperação das áreas afectadas. O presidente Lee Jae Myung enfatizou a necessidade de priorizar a assistência às localidades atingidas.
Em uma declaração à imprensa, o porta-voz do governo, Kang Yu-jung, informou que uma força-tarefa está a avaliar a extensão dos danos causados pelas chuvas e deslizamentos.
O grupo de engenharia australiano Andritz Hydro GmbH foi contratado para realizar trabalhos de reabilitação na hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), empresa pública responsável pela gestão da barragem situada no rio Zambeze, na província de Tete.
Em comunicado, a empresa australiana revelou que o projecto de reabilitação da central hidroeléctrica, designado REABSUL II, visa aumentar a eficiência, fiabilidade, disponibilidade e facilidade de manutenção da planta da HCB. Como parte deste projecto, a capacidade das turbinas será aumentada em mais de 4 por cento, elevando-se para 433 megawatts por unidade.
O contrato foi assinado por Tomas Matola, presidente do conselho de administração da HCB, e por Gerhard Kriegler, director-geral da Andritz Hydro GmbH.
“Nos termos do acordo, a Andritz fornecerá cinco geradores de 480 MVA, cinco turbinas Francis, sistemas de controle e protecção, bem como estruturas hidromecânicas.
A empresa austríaca será responsável pelo design, engenharia, fabrico e fornecimento do equipamento, além da instalação, testes e comissionamento no local do projecto”, refere o comunicado.
A HCB anunciou que as actividades de reabilitação estão orçadas em cerca de 220 milhões de dólares, dos quais 203 milhões são destinados à execução física, 15 milhões a serviços de consultoria e dois milhões a custos de funcionamento internos.
A empresa também informou que a grave seca que afecta a bacia do Zambeze, resultado do fenómeno climático El Niño, contribuiu para uma redução na geração de energia na barragem. O nível de água no reservatório, ao longo do último ano, caiu para apenas 26 por cento da sua capacidade, a menor marca em 30 anos.
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