O Sporting de Portugal anunciou a aquisição da totalidade do passe do internacional moçambicano Geny Catamo, num investimento de quatro milhões de euros, o que equivale a cerca de 296 milhões de meticais.
Esta transacção ocorre após as destacadas exibições do jovem jogador nas últimas duas temporadas pela equipa principal dos “leões”.
Geny Catamo, que se destacou no clube Amora, onde detinha 75% dos direitos económicos, viu o seu talento despertar o interesse de clubes de prestígio europeu, incluindo o Aston Villa, o Como e o Valência. Contudo, a negociação com o Sporting garante a permanência do jogador em Alvalade, onde já possui 25% dos direitos.
José María Gallego, presidente da SAD do Amora, confirmou que a operação está em andamento e pode ser finalizada em breve. O clube ficou protegido para uma eventual futura venda, que renderia um valor superior ao actual. Contudo, a administração do clube não prevê transferências no imediato, considerando Geny como “intransferível”, uma decisão alinhada com o treinador Rui Borges e a direcção desportiva.
O jogador, que actualmente se encontra em férias em Moçambique após uma passagem por Dubai, deverá voltar em breve para concluir o processo. A administração do Sporting também planeia um aumento salarial para Geny, um reconhecimento pela sua contribuição valiosa, já que tem sido um dos menos bem pagos do plantel.
Adicionalmente, a prorrogação do contrato, que actualmente é válido até 2028, está em discussão, podendo ser estendida por mais uma ou duas temporadas. O valor da cláusula de rescisão, fixada em 60 milhões de euros, deve permanecer inalterado.
A Karingani Game Reserve (KGR) anunciou um investimento superior a 12 milhões de meticais na construção de sistemas de abastecimento de água para as comunidades de Cubo, Década da Vitória, Ringane e Phanguene, situadas no distrito de Massingir, e em Mbacane, na província de Gaza, bem como em Magude, na província de Maputo.
Este projecto visa beneficiar aproximadamente 4.549 pessoas, como parte do compromisso da KGR em melhorar as condições de vida das populações circunvizinhas à reserva. De acordo com Eusébio Mavie, gestor de relações comunitárias da KGR, será implementado um sistema de tubagem com 3,5 quilómetros de extensão, que transportará água da Barragem de Massingir até à comunidade de Cubo.
Mavie detalhou que será instalada uma bomba suspensa na barragem, ajustando-se ao nível da água e à direcção do vento, assegurando a extracção contínua mesmo em condições adversas. A captação de água será feita a 1,5 metros de profundidade, o que garantirá uma melhor qualidade. Posteriormente, a água passará por um sistema de filtragem antes de ser armazenada num tanque de 117 mil litros.
Além disso, serão construídas torres metálicas no centro da comunidade, equipadas com dois tanques de 10 mil litros cada, para garantir um armazenamento e uma distribuição eficaz da água para os residentes de Cubo. Este projecto também dará prioridade à contratação de mão-de-obra local e à capacitação da comunidade para a gestão e manutenção do sistema.
A administradora do distrito de Massingir, Esmeralda Muthemba, elogiou a iniciativa, destacando que é uma continuação das acções que a KGR já tem desenvolvido em prol das comunidades locais. “Estou muito contente com este projecto. Assim como a Karingani já nos apoiou na construção de uma morgue e outras infra-estruturas, esta nova obra reforça o compromisso com a nossa comunidade”, afirmou Muthemba.
Isac Cubai, líder comunitário de Cubo, expressou a relevância do sistema de abastecimento de água, mencionando que irá resolver um problema persistente e poderá reduzir os casos de ataques de crocodilos que ocorriam quando habitantes buscavam água na barragem. “Temos que agradecer imenso à Karingani por ouvir os apelos desta comunidade, pois a água tem sido um grande problema durante muito tempo”, concluiu Cubai.
Um tribunal na África do Sul decidiu suspender o sepultamento do ex-presidente da Zâmbia, Edgar Lungu, horas antes da cerimónia previamente agendada para Joanesburgo.
A ordem de emergência foi emitida pelo Tribunal Superior de Pretória, em resposta a um pedido judicial apresentado pelo governo zambiano, que exige a devolução do corpo de Lungu para a realização de um funeral de Estado em Lusaka.
Edgar Lungu, que faleceu no início deste mês na África do Sul, deveria ser sepultado num local privado, conforme os desejos expressos pela sua família. Contudo, as autoridades zambianas defendem que o ex-presidente deve ser enterrado no Parque da Embaixada, que é o espaço reservado para ex-chefes de Estado, com todas as honras nacionais.
Segundo o African News, esta situação tem gerado tensões políticas, dado que Lungu e o actual presidente Hakainde Hichilema foram rivais durante muitos anos. A família do ex-presidente expressou o desejo de evitar conflitos políticos, enquanto o governo da Zâmbia argumenta que o respeito pelo protocolo e pela dignidade nacional deve prevalecer.
O governo do Brasil, sob a liderança do presidente Lula da Silva, anunciou que não irá financiar a transladação do corpo de Juliana Marins, uma jovem de 26 anos que faleceu após um acidente no vulcão Rinjani, na ilha de Lombok, Indonésia.
A confirmação foi feita pelo Itamaraty, o Ministério dos Negócios Estrangeiros brasileiro, em resposta a questionamentos da imprensa.
Segundo o comunicado emitido pelo Itamaraty, não existe legislação que obrigue o governo a custear o translado de brasileiros falecidos no exterior. O texto também esclarece que não há uma alocação orçamentária para suportar este tipo de despesa. O corpo de Juliana foi localizado na terça-feira (24), cinco dias após a sua queda numa ravina, a mais de 600 metros do ponto do acidente, e recuperado por alpinistas voluntários na quarta-feira.
Desde que o trágico incidente ocorreu, o governo tem enfrentado críticas severas devido à sua aparente falta de ação e interesse no caso. A família de Juliana, natural de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, fez várias súplicas ao governo brasileiro para que pressionasse as autoridades indonésias a intensificarem os esforços de resgate. Testemunhos indicam que Juliana, que era estudante de Publicidade e Propaganda e apreciava aventuras ao ar livre, poderia estar viva durante os primeiros dias após a queda, mas as suas solicitações não foram atendidas.
No último fim-de-semana, a Embaixada do Brasil e o Itamaraty emitiram declarações garantindo que Juliana tinha sido encontrada e recebia assistência, incluindo água, alimentos, roupas térmicas e medicamentos. Contudo, em resposta às negações da família, o governo teve que admitir que essas informações eram infundadas e que haviam sido enganados por dados falsos divulgados nas redes sociais.
As autoridades indonésias também enfrentam críticas por parte da família de Juliana, amigos e especialistas em resgate. A demora na mobilização dos recursos necessários para o resgate e a continuidade das operações turísticas no parque natural do vulcão, mesmo após a tragédia, geraram indignação.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor de Projecto – Iniciativa de Sistemas de Educação Climática Inteligente. Saiba mais.
A Rigor Outsourcing, Lda., empresa moçambicana especializada em Consultoria Financeira, Auditoria e Recursos Humanos, está a recrutar Estagiários – Departamento Contabilidade. Saiba mais.
A Rigor Outsourcing, Lda., empresa moçambicana especializada em Consultoria Financeira, Auditoria e Recursos Humanos, está a recrutar um (1) Estagiário de Administração. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Community Engagement Senior Officer. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor Provincial de Programas. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Construção. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Administração e Finanças. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Administração. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Analista e Digitador de Dados-Gestão de Casos. Saiba mais.
O Supremo Tribunal dos Estados Unidos autorizou a administração Trump a reabrir as deportações de migrantes para países que não correspondem à sua origem, ao suspender uma decisão judicial que garantia aos migrantes o direito de contestar essas deportações.
A decisão do tribunal, composta por nove juízes, foi comunicada sem explicações, prática habitual no seu funcionamento, e os três juízes de orientação “liberal” expressaram a sua discordância em relação à ordem.
A medida foi emitida após o Departamento de Segurança Interna dos EUA ter colocado, em Maio, oito imigrantes num voo com destino ao Sudão do Sul. Um juiz federal em Boston, Brian E. Murphy, considerou que a ação violava uma ordem previamente emitida que protegia o direito dos indivíduos a alegar risco de tortura caso fossem enviados para um país que não o seu de origem.
O Departamento de Segurança Interna justificou que não era possível devolver rapidamente os migrantes condenados por crimes graves nos EUA aos seus países de origem, que incluem Myanmar, Vietname e Cuba. O avião que transportou os migrantes aterrou numa base naval americana em Djibuti, onde foram alojados em contentores adaptados para esse fim, enfrentando condições difíceis, enquanto os advogados aguardavam informações sobre os seus clientes.
Em 30 de Maio, o Supremo Tribunal dos EUA também elevou o número de pessoas passíveis de deportação para quase um milhão, ao reabrir a possibilidade da administração Trump retirar as protecções legais temporárias a centenas de milhares de imigrantes.
Esta decisão revogou uma ordem de uma instância inferior que assegurava a liberdade condicional humanitária para mais de 500 mil migrantes originários de Cuba, Haiti, Nicarágua e Venezuela.
Mais de 40 pessoas, entre as quais se contam crianças e profissionais de saúde, perderam a vida num ataque a um hospital no Sudão, ocorrido durante o fim-de-semana.
A informação foi divulgada pelo Director-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.
O ataque, que teve lugar no Hospital Al Mujlad, localizado em Kordofan Ocidental, ocorreu nas proximidades da linha de frente entre o exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido, que se confrontam desde o início do conflito em Abril de 2023. Tedros fez um apelo ao fim dos ataques à infra-estrutura de saúde, sem indicar os responsáveis pelo incidente.
Segundo o escritório da OMS no Sudão, o ataque resultou na morte de seis crianças e cinco médicos, além de causar danos significativos às instalações do hospital.
Um grupo de ex-guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) emitiu um ultimato à liderança do partido, exigindo a realização de um Conselho Nacional para discutir questões críticas, incluindo reformas dos estatutos.
Os descontentes manifestam a sua insatisfação com a actual direcção e apelam a uma maior atenção às bases do partido, alertando para o risco de um eventual afundamento da formação política.
Os ex-guerrilheiros, que se consideram esquecidos pela cúpula do partido, criticam a liderança de Ossufo Momade por alegadas práticas de nepotismo, acusando-o de colocar familiares em posições de destaque e decisão dentro da organização. Em conferência de imprensa, Edgar Silva, porta-voz do grupo, fez questão de enfatizar a necessidade de ouvir as vozes dos antigos combatentes e de implementar as reformas necessárias para revitalizar a Renamo.
Os ex-guerrilheiros ameaçam, caso as suas reivindicações não sejam atendidas, fechar as delegações regionais e até a sede nacional do partido, sublinhando a urgência da situação.
O distrito de Massingir, localizado na província de Gaza, alcançou um marco significativo na agricultura, ao registar a maior campanha de colheita de citrinos desde a Independência Nacional.
Este feito notável foi observado nas plantações da empresa Verdant Citrus Massingir, que, nesta época, realizou uma colheita experimental de mais de 400 toneladas de toranja, na localidade conhecida como Bloco-A.
Este volume impressionante de citrinos será complementado por uma nova colheita, prevista para os próximos dias, que deverá ultrapassar as 150 toneladas, com destaque para a laranja.
Estima-se que cerca de 70 por cento da produção seja destinada ao mercado premium interno, além de uma parte significativa ser exportada para a África do Sul, onde o mercado já está garantido.
A Human Rights Watch (HRW) emitiu um alerta sobre o crescente número de crianças raptadas por grupos terroristas na província moçambicana de Cabo Delgado, onde operam desde 2017.
As crianças sequestradas são frequentemente submetidas a trabalhos forçados, levando a organização a pedir acções urgentes do Governo moçambicano.
Ashwanee Budoo-Scholtz, directora-adjunta para a África da HRW, afirmou no comunicado que “o aumento dos sequestros de crianças em Cabo Delgado agrava os horrores do conflito em Moçambique” e apelou à Al-Shebab para que proteja as crianças e liberte imediatamente aquelas que foram sequestradas.
O comunicado destaca que as crianças são utilizadas pelos rebeldes associados ao grupo Daesh para realizar tarefas como transporte de bens saqueados, trabalhos forçados, casamentos forçados e participação em combates. A HRW também referiu que, de acordo com dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), as crianças que são libertadas enfrentam dificuldades na reintegração nas suas comunidades.
A organização pediu ao Governo de Moçambique a implementação de medidas concretas para proteger as crianças e evitar que grupos armados as utilizem como instrumentos de conflito. Isso inclui a criação de planos de reintegração para aquelas que retornam após serem sequestradas.
“As autoridades moçambicanas devem procurar prevenir novos sequestros, investigar os casos existentes e processar os responsáveis de forma justa. Além disso, é essencial garantir o apoio adequado às vítimas, incluindo cuidados médicos, assistência psicossocial e mecanismos de reintegração que assegurem a protecção e bem-estar das crianças”, afirma o comunicado da HRW.
A Lusa noticiou anteriormente que Moçambique registou um aumento percentual de 525% em violações graves contra crianças em conflitos armados, tornando-se o segundo país com maior aumento após o Líbano, segundo um relatório da ONU.
A gestão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), uma empresa de capitais mistos em Moçambique, encontra-se agora totalmente sob responsabilidade de cidadãos nacionais, após mais de quatro décadas de administração estrangeira.
O anúncio foi feito pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante uma cerimónia que assinalou o 50.º aniversário da HCB, realizada no município de Chitima, distrito de Cahora Bassa, na província de Tete.
O Chefe de Estado destacou que, anos atrás, era impensável que moçambicanos pudessem assumir a liderança de uma infra-estrutura de tal magnitude. Contudo, a realidade actual demonstra que os cidadãos moçambicanos estão a gerir a HCB com competência, dedicação e um forte sentido de patriotismo.
“Este feito não simboliza apenas uma conquista técnica, mas também a emancipação plena e a afirmação do potencial humano dos moçambicanos. A HCB concretiza a visão de uma empresa desenvolvida por moçambicanos, para o bem do nosso país e de África”, afirmou Chapo.
Actualmente, a HCB conta com 1.400 trabalhadores, todos moçambicanos, entre efectivos e sazonais. Daniel Chapo referiu que a hidroeléctrica transcende o seu papel original, sendo um testemunho de que os moçambicanos estão capacitados para a gestão de grandes empreendimentos.
A HCB é uma infra-estrutura crítica para o sector energético, contribuindo substancialmente para o desenvolvimento económico do país e reforçando a posição de Moçambique como um importante polo energético na SADC. O governo assegurou que continuará a apoiar a empresa, reforçando a sua importância como exemplo de soberania energética, boa governação e responsabilidade social.
Chapo reiterou que a HCB deve estar sempre pronta a servir os moçambicanos, não apenas pela energia que produz, mas também através das suas contribuições fiscais e acções sociais. O Presidente incentivou ainda os trabalhadores da HCB a manterem elevado o empenho no trabalho, assegurando assim a estabilidade e o orgulho nacional que a empresa representa.
Para o segundo semestre, a HCB planeia construir uma unidade sanitária na vila de Chitima, reforçando o seu compromisso com o bem-estar das comunidades locais.
Com uma capacidade instalada de 2.075 megawatts (MW) e a possibilidade de um incremento de cerca de cinco por cento, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa destaca-se como um dos principais projectos de geração, transporte e comercialização de energia hidroelétrica em Moçambique e na região austral africana. A sua história remonta a 1956, com a adjudicação da construção em 1969 e a fundação da HCB em 1975.
O presidente da Renamo, Ossufo Momade, afirmou que, ao analisar os últimos cinquenta anos, Moçambique pode ser considerado um Estado falhado.
Durante uma intervenção à imprensa, relacionada com as comemorações do 50.º aniversário da Independência Nacional, Momade enfatizou a necessidade urgente de alcançar a independência económica no país nos próximos 50 anos.
O líder da Renamo lembrou as dificuldades persistentes que ainda afligem a nação. “O nosso país possui todas as condições e recursos que, em meio século, poderiam torná-lo robusto, desenvolvido e economicamente independente. No entanto, ao invés disso, Moçambique é visto globalmente como uma nação instável, especialmente nos períodos pós-eleitorais”, destacou Momade.
Ele sublinhou que, ao longo de cinco décadas, “não alcançamos a almejada independência total e completa”. O presidente da Renamo expressou que seria desejável que, ao celebrarmos esses 50 anos, cada família tivesse uma refeição digna na mesa, que as crianças ostentassem sorrisos e que os jovens tivessem motivos para se orgulhar. “Esses 50 anos recordam a cada um de nós uma história amarga que está inscrita na nossa memória”, afirmou.
A Renamo defende ainda a importância da alternância governativa como um passo essencial para a conquista da independência económica. Momade reiterou que “é um imperativo nacional conquistar a independência nos próximos 50 anos”, e que para tal, é fundamental a realização de eleições livres, justas e transparentes.
Israel realizou um ataque à prisão de Evin, localizada em Teerã, onde são mantidos prisioneiros políticos e opositores ao regime iraniano.
O Escritório de Direitos Humanos da ONU condenou a acção, considerando-a uma “grave violação do direito humanitário internacional”. A agência afirmou que a prisão, por ser um local que abriga cidadãos sob condições de privação de liberdade, não deveria ser alvo de operações militares.
O porta-voz do Judiciário iraniano, Asghar Jahangir, declarou à televisão estatal que o ataque resultou em mortos e feridos, além de provocar danos significativos em diversas partes do complexo prisional. No entanto, ele não forneceu detalhes sobre o número exacto de vítimas, indicando que o balanço ainda estava em fase de apuração.
O ataque à prisão de Evin foi parte de uma série de bombardeios efectuados por Israel contra alvos relacionados ao regime do aiatolá Ali Khamenei. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, enfatizou a necessidade de utilizar “força sem precedentes” com o objectivo de desestabilizar o governo iraniano.
A prisão de Evin é amplamente conhecida e temida, sendo considerada a penitenciária mais infame do Irã. Desde a sua construção em 1972, durante o regime do xá Mohammad Reza Pahlevi, a instalação ganhou notoriedade por abrigar activistas, jornalistas, intelectuais e dissidentes que se opõem ao regime.
O Presidente da República, Daniel Chapo, e Sua Alteza o Príncipe Rahim Aga Khan, líder do Imamat Ismaili, firmaram um novo acordo em Maputo, com o objectivo de fortalecer as históricas relações de cooperação entre Moçambique e a Fundação Aga Khan nas áreas de desenvolvimento.
Durante a cerimónia, Daniel Chapo recordou que o primeiro acordo entre o país e a fundação foi estabelecido em 1998, culminando na presença significativa da Rede Aga Khan em Moçambique. “Este novo acordo, que acabamos de formalizar, é de extrema importância para o nosso país e para o nosso povo, uma vez que existem provas concretas dos diversos projectos de desenvolvimento, realizados ao longo destes 25 anos”, destacou o Presidente.
A Rede Aga Khan tem desempenhado um papel fundamental no apoio a iniciativas de desenvolvimento em várias áreas, incluindo saúde, educação, infra-estruturas e desenvolvimento rural. O Presidente Chapo enfatizou a importância de reforçar as parcerias em áreas de interesse comum, com especial ênfase na educação. “Tive o privilégio de visitar a Academia Aga Khan na província de Maputo, na cidade da Matola, e fiquei impressionado com a formação de líderes do futuro. Encontrei lá crianças provenientes de países como a Síria e o Irão, onde existem conflitos actuais”, acrescentou.
O governo moçambicano reiterou o seu compromisso em manter a cooperação nas áreas de saúde, cultura e protecção do meio-ambiente, tendo em conta os desafios impostos pelas mudanças climáticas e o desenvolvimento económico das comunidades. Chapo mencionou também a importância da Academia Aga Khan, inaugurada em 2022, como um marco na colaboração entre Moçambique e a fundação.
Por sua parte, o Príncipe Rahim Aga Khan expressou a necessidade de celebrar a amizade e a parceria que se solidificou ao longo dos 25 anos de colaboração. “Temos muito a orgulhar-nos e é importante que se celebre a nossa amizade”, sublinhou.
O acordo assinado representa um passo significativo para o fortalecimento dos laços entre Moçambique e a Fundação Aga Khan, abrindo novas perspectivas para o desenvolvimento sustentável e a educação no país.
A Organização Não-Governamental (ONG) moçambicana Fórum da Sociedade Civil para os Direitos da Criança (ROSC) fez um apelo urgente pela protecção das crianças, à luz do alarmante aumento de 525% nas violações graves contra menores em conflitos armados em Moçambique, conforme indicado no “Relatório do Secretário-Geral da ONU sobre Crianças e Conflitos Armados de 2024”.
O país ocupa o segundo lugar, a seguir ao Líbano, em termos de aumento percentual de tais violações.
Em declarações à Lusa, Benilde Nhalivilo, directora executiva da ROSC, enfatizou a necessidade de responsabilização e ação governamental mais eficaz. “A responsabilização (…) faz parte da prevenção, porque não é só na parte da penalização. Quando há responsabilização, as pessoas podem aprender sobre o que é errado e que não deve ser feito”, afirmou, sublinhando a importância de proporcionar justiça e compensação às vítimas e suas famílias.
Segundo o relatório, as crianças em Moçambique já enfrentavam várias formas de violência e vulnerabilidades, exacerbadas pela continuidade do conflito na província de Cabo Delgado, que representa um “foco de ataques” às crianças e mulheres. A directora expressou a sua tristeza e indignação em relação à situação, mas também manifestou a determinação da ONG em trabalhar para prevenir tais ocorrências.
A ROSC está a desenvolver, em parceria com outras organizações, iniciativas focadas nas crianças em situação de conflito e violência armada, bem como na capacitação de grupos da sociedade civil e na advocacia pela responsabilização estatal. Nhalivilo alertou que a cultura da violência está a tornar-se cada vez mais normalizada nas comunidades moçambicanas, destacando que a responsabilidade de proteger as crianças recai primordialmente sobre o Estado e sobre cada membro da sociedade.
O Sistema Nacional de Saúde em Moçambique enfrenta uma grave crise de abastecimento, com destaque para a escassez da vacina BCG, essencial para a prevenção das formas mais graves de tuberculose em recém-nascidos.
Em Maputo, várias crianças aguardam há quase dois meses pela administração da primeira dose.
O Hospital Geral José Macamo, uma das principais unidades de saúde da capital, confirmou que não tem vacinado recém-nascidos há cerca de um mês devido à falta da vacina. Neste momento, a unidade possui mais de cinquenta crianças à espera de serem vacinadas.
Para mitigar a situação, o hospital tem encaminhado os utentes para outras instituições de saúde que ainda dispõem de algumas doses, embora este problema não seja exclusivo de José Macamo, uma vez que outras unidades de referência em Maputo também relatam dificuldades na obtenção do imunizante.
As famílias têm sido forçadas a percorrer múltiplos centros de saúde em busca da vacina para os seus filhos, com relatos de casos de crianças nascidas no início de Maio que ainda não receberam a BCG.
As autoridades de saúde informaram que o país está à espera da chegada de quantidades não especificadas de medicamentos, incluindo vacinas, que visam reforçar os armazéns nacionais.
O ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, revelou na capital moçambicana, a disponibilização de um novo manual de capacitação no âmbito da descentralização, além de um portal electrónico destinado aos funcionários e agentes do Estado.
O anúncio foi feito durante a saudação aos funcionários, realizada em presença do Presidente da República, Daniel Chapo, em comemoração ao Dia Internacional da Função Pública.
Durante a apresentação, Impissa destacou a importância do manual, que servirá como guia para uma série de formações e iniciativas de capacitação visando a profissionalização da administração pública. O portal electrónico permitirá, entre outras funcionalidades, a consulta de recibos de salário e declarações de rendimento, bem como o acesso a informações relativas à Tabela Salarial Única e à contagem de tempo de serviço.
“Após este momento inaugural, teremos uma reunião abrangente com os funcionários, na qual apresentaremos e disponibilizaremos essas duas valiosas ferramentas”, afirmou o ministro. O portal, acessível através de dispositivos móveis, deverá facilitar a gestão das informações profissionais, proporcionando maior transparência e eficiência.
Na mesma ocasião, o representante dos funcionários que se dirigiu ao Gabinete do Presidente, Dionísio Simão Lissave, fez notar que a celebração do Dia Internacional da Função Pública ocorre num contexto significativo, a apenas dois dias das festividades que marcam os 50 anos da independência nacional. “Este é um momento histórico que nos convida a reflectir sobre os avanços e os desafios enfrentados por Moçambique ao longo deste meio século”, sublinhou.
Os serviços públicos ao nível distrital, provincial e central preveem a realização de diversas actividades em alusão a esta data, que se estenderão durante toda a semana. Impissa destacou que a nova abordagem de “Fazer diferente para obter resultados diferentes” se torna um compromisso colectivo entre os funcionários públicos.
Um ataque maciço realizado pela Rússia deixou pelo menos oito mortos e dezenas de feridos na capital ucraniana. O ataque envolveu o lançamento de 352 drones e 16 mísseis, resultando em um rasto de destruição significativo em vários distritos da cidade.
A defesa aérea ucraniana reportou que conseguiu interceptar 339 dos 352 drones e 15 dos 16 mísseis disparados. No entanto, a ofensiva ainda provocou danos em seis dos dez distritos da capital, com fragmentos dos mísseis e drones abatidos a caírem em mais de 20 locais, causando incêndios e destruição.
“Janelas rebentaram, vidros voaram para todos os lados. Mal conseguimos descer com o meu filho, tudo aqui ardia”, descreveu Oleksii Pozychaniuk, um residente de 29 anos que vive próximo a um prédio atingido pelo ataque.
No distrito de Sviatoshynskyi, uma estação de metro que funciona como abrigo anti-aéreo também foi danificada. Em Chevchenkivski, prédios colapsaram e hospitais foram afectados pelas explosões.
Timur Tkachenko, chefe da administração militar de Kiev, comentou sobre o padrão dos ataques russos, afirmando: “O estilo dos russos continua o mesmo: atacar onde pode haver pessoas. Prédios residenciais, saídas de abrigos, esse é o estilo russo”.
A partir de Bruxelas, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, condenou o ataque e pediu por sanções mais severas contra a Rússia. “É o momento certo para utilizar todos os instrumentos diplomáticos para forçar a Rússia à paz, para forçar a Rússia a negociar”, afirmou.
Este ataque ocorre num contexto de ofensivas russas constantes sobre cidades ucranianas, enquanto as negociações de cessar-fogo permanecem em impasse. Na semana anterior, um dos ataques mais mortais contra Kiev resultou na morte de 28 pessoas e deixou mais de 150 feridos, com o lançamento de mais de 440 drones e 32 mísseis.
As equipas de futebol Black Bulls e Ferroviário de Maputo já têm definidas as datas para a sua participação nas competições africanas de clubes da época 2025/2026. Ambas as equipas estreiam-se nas afrotaças entre os dias 19 a 21 e 26 a 28 de Setembro.
O Black Bulls, actual campeão nacional e vencedor da Taça de Moçambique da temporada passada, competirá na ronda preliminar da Liga dos Campeões, enquanto o Ferroviário de Maputo participará na Taça CAF. Segundo o calendário da Confederação Africana de Futebol, ambas as equipas terão de enfrentar duas pré-eliminatórias para avançarem à fase de grupos das respectivas competições.
O mês de Setembro está, portanto, reservado para a primeira fase eliminatória, com a primeira mão a ser disputada entre 19 a 21 e a segunda mão entre 26 a 28 do mesmo mês.
Caso consigam a qualificação para a segunda fase das eliminatórias, o Black Bulls e o Ferroviário de Maputo jogarão em Outubro, com a primeira mão marcada para os dias 17 a 19 e a segunda mão para 24 a 26.
A fase de grupos está agendada para decorrer de Novembro de 2025 a Fevereiro de 2026, com uma pausa em Dezembro e Janeiro para a realização da Taça das Nações Africanas (CAN) em Marrocos. A fase do mata-mata está programada para Março, com os quartos-de-final, seguidos pelas meias-finais em Abril e a grande final prevista para Maio.
Gavin Dalgleish, CEO da Vision Sugar Holdings, uma empresa agroindustrial sul-africana, confirmou que a empresa está em vias de adquirir as companhias açucareiras Xinavane e Mafambisse, situadas nas províncias de Sofala e Maputo, respectivamente.
Actualmente, ambas as companhias estão sob a gestão da Tongaat Hulett Açucar, uma subsidiária da sul-africana Tongaat Hulett. Esta última detém 85 por cento das acções da Mafambisse e 88 por cento da Xinavane, com o restante das acções pertencentes ao governo moçambicano.
A aquisição representa um investimento significativo, que abrange não apenas a compra das empresas, mas também o desenvolvimento das operações, incluindo os campos de produção. A Autoridade Reguladora da Concorrência de Moçambique (ARC) avaliou a transacção e concluiu que não haverá alteração na concentração do mercado relevante.
Dalgleish foi acompanhado por outros accionistas durante a sua visita a Moçambique, que ocorreu no âmbito de uma tour de engajamento com partes interessadas da região. Ele sublinhou que a visita reflete o compromisso da Vision Sugar em dialogar, estabilizar operações e estabelecer parcerias claras com o governo, comunidades e fornecedores.
“Os unidades de Xinavane e Mafambisse continuam plenamente operacionais, enquanto a Vision Sugar colabora de forma próxima com o governo e o Instituto de Gestão de Participações do Estado (IGEPE), que mantém uma participação na empresa. Esta visita simboliza uma abordagem colaborativa para moldar o futuro da indústria açucareira em Moçambique, alicerçada na propriedade africana, responsabilidade e um compromisso de longo prazo com o desenvolvimento económico rural”, afirmou.
Embora Dalgleish não tenha divulgado o montante investido na aquisição das plantações e das fábricas moçambicanas, nem os ganhos de capital da operação, dados da ARC indicam que a empresa que detém a maior parte do capital social da Vision Investments é a empresa registada em Maurício, Remoggo.
“Temos de ser totalmente transparentes quanto ao nosso objectivo de lucrar neste negócio para todos. Se não tivermos lucro, o negócio colapsa. Quando obtivermos lucro, realizaremos todas as iniciativas necessárias enquanto empresa”, concluiu Dalgleish, conforme citado pela imprensa sul-africana.
Foram publicadas hoje, dia 08 de Setembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:
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A Associação Moçambicana de Juízes (AMJ) apresentou duas peças junto do Ministério Público, visando a responsabilização criminal de funcionários e a reposição de direitos...