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Sexta-feira, Julho 17, 2026
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Tragédia na Austrália: Inundações causam quatro mortes e deixam milhares isolados

As autoridades da Austrália confirmaram que as cheias recorde na costa leste do país resultaram em quatro mortes e um desaparecido, afectando cerca de 50 mil pessoas que ficaram isoladas devido às inundações.

As chuvas intensas começaram a abrandar, proporcionando um ligeiro alívio à situação crítica.

As inundações, que atingiram a região de Nova Gales do Sul, a aproximadamente 400 quilómetros ao norte de Sydney, são consequência de um sistema climático de baixas pressões que se deslocou para sul, em direcção à cidade de Sydney e seus arredores. Desde quarta-feira, foram recuperados quatro corpos das águas, sendo que três vítimas foram apanhadas pelas cheias, enquanto o corpo de um homem foi encontrado numa varanda de uma casa inundada. A vítima mais recente, um homem de 70 anos, foi encontrada esta sexta-feira dentro de um automóvel que tinha sido arrastado pelas águas, perto de Coffs Harbour.

Ainda há um homem de 49 anos desaparecido, visto pela última vez na noite de quarta-feira, perto de uma estrada inundada em Nymboida. O chefe dos serviços de emergência do estado, Dallas Burnes, revelou que mais de dois mil agentes foram mobilizados para as áreas afectadas, onde mais de 600 pessoas já foram resgatadas desde o início da semana.

Em resposta à calamidade, o Governo federal declarou estado de catástrofe natural, disponibilizando mais recursos para as regiões afectadas. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, e o líder de Nova Gales do Sul, Christopher Minns, visitaram na sexta-feira algumas das comunidades devastadas pelas cheias.

Steve Allan, presidente da Câmara do Condado de Bellingen, destacou que os deslizamentos de terra e os danos em estradas e pontes dificultam as operações de socorro nas áreas rurais a sudoeste de Coffs Harbour. “Os nossos rios estão a recuar lentamente e penso que provavelmente estamos a passar da fase de resposta para a fase de recuperação esta manhã”, afirmou Allan à emissora pública australiana ABC.

Campanha de vacinação contra a pólio em risco devido à rejeição comunitária em Gaza

A rejeição à vacinação contra a pólio em alguns distritos da província de Gaza está a ameaçar a imunização de mais de 680 mil crianças. 

Em resposta a esta situação, o sector de saúde local tem promovido campanhas de sensibilização e diálogos comunitários com mais de 87 famílias, com o intuito de reverter o cenário preocupante.

A Governadora de Gaza, Margarida Mapandzene, sublinhou a importância da consciencialização sobre a vacinação, enfatizando que é fundamental que as famílias e as comunidades estejam cientes dos benefícios associados à imunização e ao cumprimento do calendário vacinal.

“Fazemos um apelo aos pais, cuidadores e à sociedade em geral para que se apropriem dos serviços de vacinação disponíveis, com vista à prevenção de todas as doenças que podem ser evitadas através da vacina. A vacinação de rotina deve ser realizada nas unidades sanitárias, assim como nas campanhas, incluindo a campanha de vacinação contra a pólio, que terá lugar entre os dias 2 e 6 de Junho em todos os distritos da província”, afirmou a governante.

Mapandzene revelou ainda que as vacinas serão administradas a crianças com menos de 10 anos, em suas residências, escolas, igrejas e outros locais de grande aglomeração.

Autoridades investigam incêndio de sete viaturas em Marínguè com suspeitas de terrorismo

As autoridades continuam a investigar o incêndio que consumiu sete viaturas num ataque ocorrido ao longo da Estrada Nacional Número 1, em Marínguè, província de Sofala, no passado dia 8 de Abril. 

A informação foi avançada pelo ministro do Interior, Paulo Chachine, que alertou para novos indícios de actividades terroristas no país.

O ataque, que teve lugar há quase um mês e meio, deixou a população em estado de apreensão e levou o Governo a intensificar os esforços para identificar os responsáveis e as motivações por detrás do ato. Paulo Chachine sublinhou a importância de esclarecer os reais motivos do incêndio, que levanta preocupações sobre a segurança na região.

Durante a sua intervenção, o ministro também abordou os recentes ataques à reserva do Niassa, reconhecendo que a situação gerou um clima de incerteza. Contudo, assegurou que estão a ser implementadas medidas para restaurar a ordem e a segurança pública.

Chachine destacou ainda o perigo do surgimento de novos focos de terrorismo, tendo em conta as incursões registadas no norte do país. As declarações foram feitas à margem de uma cerimónia que marcou a passagem à reserva de 1.027 agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), incluindo Oficiais, Comissários, Superintendentes e Inspectores.

Viúvo expulso das cerimónias fúnebres da esposa em Matola

Um viúvo foi expulso das cerimónias fúnebres da sua falecida esposa, no Bairro de Muhalaze, no Município da Matola. 

O incidente, que gerou grande comoção entre os presentes, ocorreu durante o funeral da defunta, cuja vida foi marcada por episódios de violência doméstica.

De acordo com informações veiculadas pela publicação Miramar, a falecida era frequentemente agredida pelo marido, tendo mesmo sido forçada a buscar abrigo junto dos vizinhos e a passar noites em locais inadequados, como casas de banho e obras em construção.

Vários relatos indicam que, quando a esposa adoeceu, o marido não demonstrou preocupação em saber o seu paradeiro, só tendo sido informado acerca do seu falecimento posteriormente.

Imigrantes ilegais interceptados em camião no distrito de Gorongosa

Um total de 18 cidadãos estrangeiros, de nacionalidades bengali, paquistanesa e etíope, foram detidos no distrito de Gorongosa, na província de Sofala, enquanto se deslocavam de forma precária na parte traseira de um camião atrelado. O transporte tinha como destino a província de Maputo.

A operação foi desencadeada após uma denúncia popular que alertou as autoridades para a presença dos imigrantes ilegais num camião que, além de transportar caldo e lâmpadas, seguia a rota Nampula-Maputo.

Francisco Chambal, porta-voz do Serviço de Migração em Sofala, esclareceu que, através da análise dos passaportes, foi possível identificar que estes cidadãos saíram dos seus países de origem entre os dias 8 e 12 e desembarcaram num dos aeroportos do Malawi, onde violaram as fronteiras.

O motorista do veículo foi igualmente detido sob a acusação de auxílio à imigração ilegal, um crime que constitui uma infracção migratória. O condutor afirmou que os migrantes clandestinos entraram no seu camião no distrito de Mocuba, na província da Zambézia. Em sua defesa, alegou ter sido aliciado por uma quantia de 60 mil meticais para realizar o transporte.

“Mantia [o contacto] prometeu enviar-me alimentação, mas desde então, o número já não atende”, lamentou o motorista durante o seu depoimento.

A Direcção Provincial de Migração de Sofala não possui informações sobre os motivos que levaram esses indivíduos a atravessarem Moçambique de forma ilegal.

O porta-voz da instituição destacou a dificuldade em determinar as intenções dos migrantes, visto que os passaportes não apresentavam vistos que os autorizassem a entrar no país.

Governo apela a automobilistas para pagamento de taxas de portagem

O Governo moçambicano fez um apelo aos automobilistas para cumprirem com o pagamento das taxas de portagem, uma vez que ainda há quem se recuse a fazê-lo, mesmo após a recente revisão em baixa dos preços para a maioria das classes de veículos. 

O objectivo desta revisão, segundo o executivo, é aliviar os custos operacionais dos prestadores de serviços de transporte público, tanto no segmento urbano como interprovincial, bem como beneficiar os cidadãos que utilizam regularmente as portagens.

Inocêncio Impissa, Ministro da Administração Estatal e Função Pública, expressou a expectativa do Governo de que a revisão das taxas contribua para a normalização das operações no sector. “O que demanda a colaboração dos operadores dos serviços de transporte”, sublinhou.

O porta-voz do Governo também informou que existem actualmente 25 portagens fora de funcionamento devido a actos de vandalismo ocorridos após as eleições. Das 16 portagens que estão operacionais, muitas funcionam de forma condicionada, e ainda há automobilistas que continuam a promover desordem, passando sem o pagamento das devidas taxas.

Governo avança com medidas para garantir habitação condigna nas cidades

O governo de Moçambique reafirmou o seu compromisso em garantir habitação segura e digna para todas as famílias, conforme declarado pelo ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, durante o seminário intitulado “Habitação Acessível Para Todos”.

O evento teve como principal objectivo a colocação em diálogo de soluções sustentáveis para enfrentar a problemática que afecta a maioria dos jovens moçambicanos no que se refere ao acesso à habitação. Rafael sublinhou que o sonho do executivo continua a ser a construção de lares seguros, dignos e resilientes, fundamentais para um futuro próspero.

“Na nossa visão, uma casa condigna e segura oferece condições ideais para que o cidadão possa pensar no seu futuro em crescimento e isso é muito mais produtivo quando se fala de um jovem com a chave da sua própria casa”, afirmou o ministro.

Rafael também destacou as dificuldades enfrentadas no acesso a terrenos infra-estruturados, defendendo a necessidade de uma legislação mais rigorosa para a expansão dos espaços habitacionais. A legislação em questão visa não só o controle da exploração da terra, mas também apoiar os cidadãos, principalmente os jovens, na aquisição da sua primeira habitação.

Segundo o último censo populacional, Moçambique conta com cerca de 34 milhões de habitantes, dos quais 65% são jovens com aspirações legítimas à sua primeira casa. Neste contexto, a estatística revela que 34% da população reside em áreas urbanas, tornando-se um desafio para o governo.

O ministro enfatizou que estes números representam não apenas estatísticas, mas sim rostos, expectativas e esperanças que depositam confiança nas acções do governo. Rafael concluiu afirmando que conhecer as necessidades da população é crucial para o desenvolvimento de políticas públicas eficazes, as quais poderão resultar em melhorias significativas para a habitação no país.

Haiti: Governo promete solução após longo apagão

O primeiro-ministro do Haiti, Alix Didier Fils-Aimé, anunciou a intenção de mobilizar recursos estatais para restabelecer rapidamente o fornecimento de energia eléctrica ao país, após um apagão que já dura 11 dias. 

A interrupção do serviço foi causada pelo encerramento das operações da central hidroeléctrica de Péligre, conforme comunicado da empresa estatal de electricidade, a EDH, em 15 de Maio.

Relatos da imprensa indicam que a principal central eléctrica do país foi invadida por residentes de Mirebalais, que exigem acções das autoridades contra os grupos armados que dominam a região. Em uma publicação na rede social Facebook, Fils-Aimé reconheceu as graves consequências que a falta de electricidade está a provocar na população de Porto Príncipe.

O primeiro-ministro garantiu que as medidas serão tomadas com “firmeza e diligência”. Para coordenar as acções, ele convocou uma reunião de trabalho urgente com o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, bem como com o director-geral da EDH.

Fritz Alphonse Jean, presidente do Conselho Presidencial de Transição (CPT), afirmou que, após extensos diálogos com os cidadãos da zona central do país, a organização está comprometida em assegurar o funcionamento adequado da central de Péligre. Ele enfatizou a importância de ouvir e compreender as dificuldades enfrentadas pela população.

O CPT e o Governo planeiam reunir-se para elaborar uma resposta clara que beneficie a comunidade. Jean apelou à população para proteger os recursos do Estado, destacando a central de Péligre como um bem essencial.

Diante da falta de electricidade, muitas famílias haitianas têm recorrido a fontes alternativas de energia, como painéis solares e inversores alimentados a baterias. Frantz Duval, editor-chefe do Le Nouvelliste, alertou que a ação de interromper o fornecimento de energia foi uma tentativa de chamar a atenção das autoridades, ressaltando a falta de protecção das instalações da central eléctrica, consideradas estratégicas.

Chuvas torrenciais deixam mortos e mais de 50 mil pessoas isoladas na Austrália

A região leste da Austrália foi severamente afectada por chuvas intensas, resultando em pelo menos três óbitos e na isolação de quase 50 mil cidadãos. A informação foi confirmada pelo primeiro-ministro do estado de Nova Gales do Sul, Chris Minns.

As autoridades locais reportaram que a polícia recuperou os corpos das vítimas na área rural de Mid North Coast, situada a aproximadamente 400 quilómetros a nordeste de Sydney. Em certas localidades, a precipitação atingiu a metade da média anual em apenas três dias, conforme o serviço meteorológico do governo.

Com a situação crítica, os residentes foram forçados a buscar abrigo nos telhados, enquanto uma vasta operação de busca e resgate mobilizou helicópteros, embarcações e drones. A prefeita de Kempsey, Kinne Ring, indicou que a sua cidade, situada numa zona agrícola entre Brisbane e Sydney, ficou cercada pelas águas sem aviso prévio.

As chuvas intensas têm gerado um clima de apreensão entre os habitantes, com Ring a declarar: “As chuvas são torrenciais e, toda vez que chove, nos perguntamos o que vai acontecer.” Estima-se que mais de 20 mil pessoas estejam isoladas apenas na sua região, muitas delas sem acesso a medicamentos ou alimentos. “Esta é uma inundação como não víamos há muito tempo”, enfatizou a prefeita.

Chapo exorta deputados a serem pilares de estabilidade e unidade nacional

O Presidente da Frelimo, partido no poder, apelou aos deputados da Assembleia da República (AR) para se assumirem como agentes de estabilização política e social em Moçambique, particularmente no actual contexto de instabilidade pós-eleitoral que afecta várias cidades e municípios.

Durante a cerimónia de abertura de indução dos deputados da bancada da Frelimo, realizada hoje na cidade da Matola, província de Maputo, Daniel Chapo, que também ocupa a presidência da República, sublinhou que os deputados têm uma posição privilegiada para fomentar o diálogo interpartidário tanto no interior do parlamento como fora dele.

“Num período caracterizado pela instabilidade pós-eleitoral, torna-se essencial que os deputados abracem a promoção da paz e reconciliação nacional em todos os fóruns, incluindo as comissões especializadas e o plenário”, afirmou Chapo.

Na sua aula inaugural, dedicada ao tema “Governação Participativa e Inclusiva: Desafios de Fazer Diferente para Obter Resultados Diferentes e Levar Moçambique para Frente”, o Presidente da Frelimo também realçou a importância da disciplina entre os deputados, que devem pautar o seu comportamento por normas e princípios estabelecidos nos Estatutos do partido e nas leis do país.

“Embora tenham a liberdade de interagir com membros de outros partidos, os deputados devem manter a confidencialidade sobre os assuntos internos da Frelimo”, acrescentou, enfatizando que a coesão interna e o espírito de unidade devem ser preciosos para a bancada.

Chapo ainda apelou aos deputados para serem exemplos de integridade, humildade e honestidade, destacando o seu papel na luta contra a corrupção e outras práticas imorais. O Presidente enfatizou que os deputados devem ser educadores da sociedade e da família, agindo de forma a inspirar confiança junto da comunidade.

Reconhecendo a responsabilidade e o desafio inerente à função de deputado, Chapo assegurou que a Frelimo deposita confiança na capacidade e determinação de todos os seus membros. Durante a indução, os deputados receberam orientações sobre competências legais, métodos de trabalho e a articulação necessária entre a bancada, o partido e o governo em um ambiente político cada vez mais competitivo.

Fogo deflagra na fábrica Cervejas de Moçambique em Marracuene

A fábrica Cervejas de Moçambique (CDM) está a ser consumida por chamas, num incêndio que deflagrou nas primeiras horas da manhã de hoje. 

As chamas têm um impacto significativo nas instalações da empresa, localizada neste distrito.

Equipes de bombeiros estão no local a trabalhar arduamente para controlar o fogo e impedir a sua propagação a áreas adjacentes. As causas do incêndio ainda não foram determinadas, e as autoridades competentes iniciaram uma investigação para apurar os factos.

Até ao momento, não há relatos de vítimas, mas as autoridades apelam à população para evitarem a área e permitam que os serviços de emergência realizem o seu trabalho. A CDM é uma das principais fabricantes de bebidas em Moçambique, e o incidente poderá ter repercussões significativas na sua operação.

Daniel Chapo destaca urgência na actualização das Forças de Defesa para enfrentar novos desafios

O Presidente da República, Daniel Chapo, instou os sectores da defesa e segurança a adaptarem-se às novas ameaças que afectam a paz e segurança nacional. 

O apelo foi feito durante a cerimónia de encerramento do curso de operações especiais, realizada na cidade de Nacala.

Chapo afirmou que a formação, logística e disciplina são fundamentais para o êxito de qualquer exército, sublinhando que Moçambique deve seguir essa premissa. “É imperativo que as instituições de formação militar e paramilitar incluam matérias actualizadas sobre as ameaças à segurança do Estado, que estão em constante evolução”, declarou.

Ao abordar a necessidade de renovação nos currículos, o Chefe de Estado questionou se os conteúdos leccionados na década de 80 permanecem relevantes no presente. “Investir na capacitação dos instrutores é essencial para garantir que os conteúdos formativos sejam ajustados adequadamente”, acrescentou.

Chapo desafiou os novos elementos das Forças Especiais a enfrentarem as complexas missões que lhes serão atribuídas, destacando a luta contra o terrorismo, especialmente na província de Cabo Delgado e nas áreas circundantes da Reserva Especial de Niassa, onde as forças de segurança estão em acção.

Os graduados no curso também estarão envolvidos em missões de resgate e salvamento em situações de emergência, como cheias e ciclones, fenómenos que têm aumentado em frequência no país devido às mudanças climáticas.

O Presidente, que exerce também o cargo de Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, mencionou que a insegurança provocada por grupos autodenominados Naparamas e a ocorrência de raptos e crimes transnacionais continuam a afectar a tranquilidade das famílias moçambicanas.

Para uma defesa eficaz do país, Chapo enfatizou a importância de qualidades como prontidão, coragem, lealdade e responsabilidade entre os membros das Forças Armadas. “A liberdade do povo moçambicano não tem preço; a defesa desta pátria é uma responsabilidade intransferível”, realçou.

O Presidente reafirmou, ainda, o compromisso do governo em investir nas Forças de Defesa e Segurança, promovendo soluções políticas para melhorar as condições operacionais.

A Escola de Formação de Forças Especiais de Nacala, que tem formado quadros desde 1994, viu o grupo de finalistas de hoje contar com a colaboração de instrutores ruandeses, além dos formadores moçambicanos.

Chapo promulga alterações no IVA para fortalecer indústrias estratégicas em Moçambique

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, promulgou a lei que altera o Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), uma iniciativa destinada a dinamizar as indústrias do açúcar, óleos alimentares e sabões.

A decisão foi oficializada através de um comunicado enviado à Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Chapo exerceu a sua autoridade segundo as competências atribuídas pela Constituição, tendo verificado que a nova legislação não infringe a Lei-Fundamental. A proposta foi aprovada na passada quinta-feira, por um consenso das quatro bancadas parlamentares: Frelimo, partido no poder; Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique, principal partido da oposição; Renamo, o segundo da oposição; e o Movimento Democrático de Moçambique, que ocupa a terceira posição no espectro opositor.

A lei permite a prorrogação da isenção até 31 de Dezembro deste ano e abrange matérias-primas, produtos intermédios, peças, equipamentos e componentes utilizados pelas indústrias nacionais do açúcar, óleos alimentares e sabões. Também estão incluídos os bens e serviços prestados no âmbito da produção agrícola de cana-de-açúcar, destinados a estas indústrias.

UEM celebra 50 anos da independência com graduação de 482 novos quadros

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM), reconhecida como a mais antiga instituição de ensino superior em Moçambique, celebrou a graduação de 482 estudantes, conferindo-lhes graus de licenciatura, mestrado e doutoramento nas áreas de medicina, agricultura, ciências sociais e humanidades, engenharia, ciência e tecnologia.

A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, destacou que este marco académico coincide com as celebrações dos 50 anos da independência do país, o que representa um motivo de grande orgulho para todos os moçambicanos.

Segundo Levi, ao longo dos anos, a UEM tem sido um aliado fundamental do governo na formação e desenvolvimento do capital humano, contribuindo de maneira significativa para a vida económica, social, política e cultural da nação.

“A UEM é a única instituição de ensino superior que presenciou a proclamação da nossa independência a 25 de Junho de 1975 e, desde então, tem-se adaptado de forma a enfrentar os desafios contemporâneos, mesmo com a emergência de outras universidades em Moçambique”, declarou a Primeira-Ministra.

O governo manifestou o seu apoio à iniciativa da UEM de se transformar numa universidade de investigação, conforme delineado no seu Plano Estratégico 2018-2028. Levi sublinhou que esta mudança é essencial para fortalecer o compromisso da instituição com a formação de cidadãos capacitados para enfrentar um mundo em constante mudança.

Na cerimónia, foi revelado que 60% dos graduados são jovens e 50% são mulheres, constituindo um grupo que assegura a continuidade do desenvolvimento do país. “A presença elevada de mulheres entre os graduados reforça o papel vital que elas desempenham na humanidade e na promoção de valores humanitários, o que deve ser celebrado”, afirmou.

O reitor da UEM, Manuel Guilherme Júnior, partilhou que em 2012 a instituição iniciou um processo de reflexão com o intuito de melhorar a sua eficácia e impacto. Essa reflexão culminou na decisão de, em 2018, transformar a UEM numa Universidade de Investigação.

Guilherme Júnior destacou que, ao adoptar esta nova abordagem, a instituição continuará a formar quadros especializados, centrando-se na criação de soluções locais concretas para os desafios que Moçambique enfrenta actualmente.

Chapo exorta Autoridade Tributária a intensificar contribuição para o crescimento do país

O Presidente da República, Daniel Chapo, apelou aos trabalhadores da Autoridade Tributária (AT) para intensificarem os esforços na arrecadação de receitas, com o intuito de atender às necessidades da população moçambicana. 

O chefe de Estado destacou a importância dos recursos na construção de infraestruturas fundamentais, como estradas, sistemas de abastecimento de água, escolas e serviços de saúde.

Durante uma visita à Unidade de Grandes Contribuintes da AT, Chapo enfatizou que a instituição é crucial para garantir que todos os moçambicanos contribuam de forma justa para o progresso do país. “Sem instituições financeiras sólidas e sem a integridade dos seus funcionários, não será possível alcançar os objectivos almejados. A qualidade da educação, a dignidade da saúde e a justiça dependem da arrecadação eficaz de receitas”, afirmou.

O Presidente esclareceu que o Estado necessita de recursos para concretizar despesas públicas, essenciais para o desenvolvimento social e económico. Reiterou que “a Autoridade Tributária é a alma do corpo do Estado” e expressou o seu reconhecimento pelo papel desta entidade na modernização do sistema fiscal, no combate à corrupção e na promoção da equidade tributária.

Chapo notou que a sobrevivência do Estado não se baseia em boas intenções, mas sim na disponibilidade de recursos. Afirmou que a falta de professores pagos resulta na inexistência de escolas, e que a falta de viaturas para patrulhamento compromete a segurança. “A arrecadação é a base do funcionamento do país e todos na Autoridade Tributária estão cientes disso”, acrescentou.

O Presidente também advertiu que o crime não compensa, sublinhando que bens resultantes de actividades ilícitas são confiscados e vendidos, com os valores revertidos em benefício do Estado e da população.

Na sua visita ao Ministério das Finanças, Chapo verificou o cumprimento das directrizes definidas durante a sua tomada de posse, nomeadamente na área das aquisições electrónicas e na centralização dos processos de aquisição do Estado.

Salientou ainda a criação do Ministério das Comunicações e Transformação Digital, enfatizando que “o futuro é digital”. Nesse contexto, Chapo reafirmou ser fundamental para o governo avançar na transformação digital para a boa gestão do Estado, sem corrupção e com foco no bem-estar da população.

Esta deslocação à Autoridade Tributária, segundo o Presidente, não se restringe a uma simples visita, mas representa um compromisso contínuo com a melhoria da administração pública e a satisfação das necessidades da sociedade moçambicana.

Reflexão e compromisso marcam celebrações do Dia de África em Moçambique

A Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, afirmou que é fundamental que África promova uma reflexão profunda sobre os valores da liberdade, coesão continental, paz, desenvolvimento sustentável e dignidade humana. 

A sua declaração ocorreu em Maputo durante o lançamento da semana comemorativa do Dia de África, celebrado a 25 de Maio.

Tovela salientou que esta data é um momento tanto de celebração como de reflexão sobre os princípios que unem os povos africanos. “O Dia de África representa um compromisso contínuo com os ideais de um continente unido, próspero e em paz, respeitando a diversidade das culturas, línguas e tradições africanas”, disse a ministra, sublinhando a importância da solidariedade e do progresso conjunto.

A governante também destacou que a celebração do Dia de África deve servir para reconhecer os desafios actuais que o continente enfrenta, como as mudanças climáticas, a insegurança alimentar, os conflitos armados, as migrações forçadas, bem como as desigualdades e a exclusão social. Para Tovela, as comemorações devem ser um impulso para reforçar a resiliência dos povos, com ênfase em temas como nutrição, segurança alimentar e justiça climática.

“É imperativo que a cultura alimentar africana, a agricultura familiar e os saberes tradicionais sejam valorizados na resposta aos efeitos adversos das mudanças climáticas”, declarou.

Apesar dos obstáculos, Tovela assegurou que Moçambique está a direccionar as suas políticas públicas para a juventude, a igualdade de género, a preservação ambiental, a valorização da cultura e a ampliação do acesso à educação de qualidade. “O nosso compromisso é claro: garantir que cada criança moçambicana sinta orgulho de ser africana, conheça a sua história e respeite a diversidade”, afirmou.

Este ano, as celebrações do Dia de África têm o lema: “Justiça para os Africanos e as Pessoas de Ascendência Africana através de Reparações”. É importante recordar que a 25 de Maio de 1963, em Adis Abeba, na Etiópia, foi criada a Organização da Unidade Africana – OUA, agora designada por União Africana, um marco significativo no processo de descolonização e afirmação da soberania africana.

Nampula dá três meses para legalizar construções irregulares sem multas

O Conselho Municipal de Nampula, a maior autarquia da zona norte de Moçambique, anunciou uma moratória de três meses destinada à regularização dos processos de construção de infra-estruturas, afectando cerca de três mil obras em andamento.

Esta iniciativa ocorre num contexto em que a municipalidade está a implementar um cadastro de imóveis residenciais e comerciais, com a expectativa de concluir o processo em Julho, visando a abrangência de cem mil fogos habitacionais.

As informações foram divulgadas durante uma conferência de imprensa, onde os vereadores das áreas pertinentes expuseram o objectivo das medidas, que visam ter um impacto significativo na vida dos munícipes.

Os cidadãos de Nampula são convidados a regularizar as suas obras, licenças e demais documentação necessária, sem incorrer em custos de multas durante o período da moratória. Stefan Marcelino, vereador de Infra-estruturas, Urbanização e Meio Ambiente, salientou que a decisão é uma resposta à fiscalização que evidenciou a realização de obras sem a devida licença.

“Nos próximos três meses, criamos um espaço para que os munícipes possam regularizar as suas construções, simplificando os processos administrativos. Os interessados devem dirigir-se ao pelouro ou ao posto administrativo da sua área com um documento de identificação”, afirmou Marcelino.

A taxa de tramitação permanece fixa, enquanto as licenças de construção e ocupação do solo estarão sujeitas a requisitos adicionais, incluindo o espaço a ser ocupado e o tipo de imóvel a ser edificado.

Marcelino reiterou que o município está em processo de correcção do seu plano de estrutura urbana, referindo-se ao problema das construções desordenadas como uma questão antiga. Além disso, mencionou que equipas técnicas serão designadas para verificar, in loco, os requisitos específicos de protecção ambiental e para garantir que as construções não ocorrem em áreas inadequadas.

“Ter uma licença é fundamental para que o cidadão veja o seu património reconhecido”, destacou, recordando a recente problemática das invasões em terrenos supostamente ociosos, que está a ser analisada ao nível do município.

O processo de levantamento e contacto com os proprietários destes terrenos está em andamento, visando a busca de soluções adequadas.

Neste momento, Nampula conta com mais de um milhão de habitantes, distribuídos por seis postos administrativos e 18 bairros, abrangendo uma área de 404 quilómetros quadrados.

Daniel Chapo defende gestão eficiente e transparente em Moçambique

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, alertou que nenhum Estado pode sobreviver sem a efectiva arrecadação e gestão prudente das suas receitas. 

Esta declaração ocorreu durante uma visita às instalações do Ministério das Finanças e da Autoridade Tributária de Moçambique (AT).

Chapo referiu-se aos desafios actuais enfrentados pelo país, afirmando que “estamos a viver tempos exigentes”. Segundo ele, tanto os choques internos como externos, incluindo os conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia, assim como os ataques terroristas na província de Cabo Delgado, afectam a economia moçambicana, levando à necessidade de se reinventar para continuar o progresso da nação.

O futuro, sustentou, reside no digital. Citando exemplos de outros países que aboliram as transacções em papel, o Presidente defendeu que Moçambique deve trilhar o mesmo caminho para garantir uma gestão transparente e livre de corrupção. “Devemos ter essa capacidade”, disse Chapo, reconhecendo, contudo, a dificuldade deste objectivo em tempos de crise.

Chapo descreveu o Ministério das Finanças como “o coração pulsante da governação”, responsável pela formulação das grandes estratégias de desenvolvimento e pela destinação dos recursos do Estado. Para implementar o plano e o orçamento do governo para os próximos cinco anos, apelou ao empenho da equipe do Ministério e da AT, destacando que a competência deles é vital para garantir uma arrecadação eficiente e uma execução transparente da despesa pública.

O Presidente enfatizou a urgência de eliminar a burocracia que dificulta o acesso aos recursos necessários à população. A recente decisão do governo de iniciar o pagamento de dívidas a profissionais da educação e da saúde por horas extraordinárias não pagas também foi mencionada, com Chapo sublinhando a importância de evitar o acúmulo de tais dívidas no futuro.

Mais adiante, o Chefe de Estado manifestou que o reconhecimento das obrigações para com os fornecedores de bens e serviços é uma questão de ética pública. “Os funcionários das Finanças estão na linha da frente na defesa da cidadania e dignidade dos moçambicanos”, afirmou, ressaltando que cada metical arrecadado representa um direito garantido.

Chapo concluiu que a sobrevivência do Estado depende não apenas de boas intenções, mas da disponibilização de recursos. “Sem professores pagos, não há escolas; sem combustível para veículos de patrulha, não há segurança. A arrecadação é a base sobre a qual o país funciona”, afirmou, considerando que o trabalho na área tributária deve ser visto como uma missão nobre em defesa do bem comum.

Essa abordagem à arrecadação fiscal foi reforçada pelo Presidente, que declarou que a verdadeira calamidade reside na incapacidade do Estado de cumprir com as suas funções constitucionais, insistindo que “a justiça fiscal é um pilar do estado de direito”.

O foco, segundo Chapo, deve ser a superação dos interesses privados enraizados no Estado moçambicano e a necessidade de inteligência e inovação para combater a evasão fiscal, destacando que o Estado necessita de receitas não para si, mas para melhor servir o povo.

Moçambique e Congo fortalecem laços com foco em hidrocarbonetos e gestão florestal

Os governos de Moçambique e da República do Congo manifestaram, na quinta-feira (22), a intenção de fortalecer a cooperação bilateral, com foco em sectores estratégicos como hidrocarbonetos, gestão florestal e diplomacia económica.

O anúncio foi feito após uma audiência entre o Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, e o embaixador da República do Congo, Constant Serge Bounda, que trazia uma mensagem oficial do seu homólogo congolês, Denis Sassou Nguesso.

Em declarações à imprensa após o encontro, Bounda enfatizou a importância da visita, caracterizando-a como um acto fraterno e estratégico. “Recebemos a honra de ser recebidos por Sua Excelência o Presidente Daniel Francisco Chapo. Viemos representar o nosso Presidente, Denis Sassou Nguesso, com uma mensagem que visa reforçar as relações entre os nossos países”, afirmou o embaixador.

Bounda realçou os laços históricos que unem os dois países, descrevendo-os como parceiros inseparáveis. O diplomata sublinhou a necessidade de intensificar a colaboração em áreas de importância mútua, afirmando que “não se pode falar de Moçambique sem mencionar o Congo, e vice-versa”.

A mensagem enaltece a urgência de reforçar as relações, com especial atenção para os sectores de hidrocarbonetos e gestão florestal. O embaixador também indicou que a audiência incluiu discussões sobre novas oportunidades de colaboração, coincidentes com o 50.º aniversário das relações diplomáticas entre Moçambique e o Congo, a ser comemorado em breve.

“Os dois países apresentam um grande potencial económico, que é uma base sólida para novas formas de cooperação, incluindo a diplomacia económica”, acrescentou Bounda.

Entre as áreas de interesse, o diplomata destacou as Zonas Económicas Especiais como um modelo de desenvolvimento de relevância para ambos os países.

Além disso, foi mencionado que está em curso a abertura de uma missão diplomática moçambicana no Congo. Esta iniciativa é vista como um passo importante para reforçar a presença institucional e o intercâmbio político-diplomático entre as nações.

Bounda concluiu que este novo impulso diplomático assenta numa visão comum de cooperação sustentável, baseada em princípios de solidariedade africana, reafirmando a disposição mútua de trabalhar em conjunto para o fortalecimento das relações bilaterais.

Forças de Defesa de Moçambique eliminaram seis terroristas em Muidumbe

As Forças de Defesa e Segurança de Moçambique (FDS) eliminaram, pelo menos, seis terroristas islamitas no distrito de Muidumbe, na província do Cabo Delgado.

De acordo com uma fonte citada pela Agência Lusa, o confronto entre as FDS e os terroristas ocorreu no passado domingo, na localidade de Miangalewa, em Muidumbe. Durante a operação, os soldados perceberam movimentações suspeitas, o que os levou a agir rapidamente. “Estávamos a almoçar e notámos alguns movimentos estranhos. Foi quando percebemos que os rebeldes planeavam atacar uma das nossas posições”, revelou a fonte.

O embate, que ocorreu durante o dia, resultou também em ferimentos para vários atacantes.

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