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Sexta-feira, Julho 17, 2026
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Vagas de emprego do dia 23 de Maio de 2025

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Foram publicadas hoje, dia 23 de Maio no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Inspection and Coding

A AB InBev pretende recrutar um (1) Inspection and Coding. Saiba mais.

2. Vaga para Senior IT Assistant

O World Bank Group pretende recrutar um (1) Senior IT Assistant. Saiba mais.

3. Vaga para Monitoring Assistant (Multiple Duty Stations)

A World Food Programme (WFP) pretende recrutar um (1)  Monitoring Assistant (Multiple Duty Stations). Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Snr Specialist: M-Pesa Senior Business Analyst

A Vodafone pretende recrutar um (1) Snr Specialist: M-Pesa Senior Business Analyst. Saiba mais.

2. Vaga para Consultor

A Pathfinder International pretende recrutar um/a (1) Consultor(a) para Elaboração de Regulamento sobre Trabalho de Sexo em Moçambique. Saiba mais.

3. Vaga para Chief Finance Officer

A Britam pretende recrutar um (1) Chief Finance Officer. Saiba mais.

4. Vaga para Specialist Business Analyst

A Vodafone pretende recrutar um (1) Specialist Business Analyst. Saiba mais.

5. Vaga para Specialist: IP Networking Level 2

A Vodacom pretende recrutar um (1) Specialist: IP Networking Level 2. Saiba mais.

6. Vaga para C&P Senior Method Engineer

A Airswift pretende recrutar um (1) C&P Senior Method Engineer. Saiba mais.

7. Vaga para Senior Finance Consultant

A Sightsavers pretende recrutar um (1) Senior Finance Consultant. Saiba mais.

8. Vaga para Control and Planning Accountant

A Precision Recruitment International (PRI) pretende recrutar um (1) Control and Planning Accountant. Saiba mais.

9. Vaga para HSE Contractor Management and Audit Analyst

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) HSE Contractor Management and Audit Analyst. Saiba mais.

10. Vaga para Communications and Partnerships Development Specialist

A United Nations Population Fund (UNFPA) pretende recrutar um (1) Communications and Partnerships Development Specialist. Saiba mais.

11. Vaga para Oficial de Protecção

O Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Protecção. Saiba mais.

12. Vaga para Coordenador – Empoderamento e Inclusão de Adolescentes e Jovens

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador/a – Empoderamento e Inclusão de Adolescentes e Jovens. Saiba mais.

13. Vaga para Gestor de Suporte a Sistemas de Pagamento

O Absa Group pretende recrutar um (1) Gestor de Suporte a Sistemas de Pagamento. Saiba mais.

14. Vaga para Lead Planning Engineer

A Airswift pretende recrutar um (1) Lead Planning Engineer. Saiba mais.

15. Vaga para Ultra-heavy Motor Vehicle Driver

A Unitrans pretende recrutar um (1) Ultra-heavy Motor Vehicle Driver. Saiba mais.

16. Vaga para Oficial – MEAL

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – MEAL. Saiba mais.

17. Vaga para Coverage Support Manager

O Absa Group pretende recrutar um (1) Coverage Support Manager. Saiba mais.

18. Vaga para Senior Specialist: M-Pesa Business Quality Assurance

A Vodafone pretende recrutar um (1) Senior Specialist: M-Pesa Business Quality Assurance. Saiba mais.

19. Vaga para External Relations Officer

A United Nations Population Fund (UNFPA) pretende recrutar um (1) External Relations Officer. Saiba mais.

20. Vaga para Programme Assistant (School Feeding) SC5

A World Food Programme (WFP) pretende recrutar um (1) Programme Assistant (School Feeding) SC5. Saiba mais.

21. Vaga para Manager: Digital Field Customer Ops Engineering

A Vodafone pretende recrutar um (1) Manager: Digital Field Customer Ops Engineering. Saiba mais.

22. Vaga para Gestor de Operações – Comercial

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Gestor de Operações – Comercial. Saiba mais.

23. Vaga para Senior Terminals Director

A Precision Recruitment International (PRI) pretende recrutar um (1) Senior Terminals Director. Saiba mais.

24. Vaga para Logistic Coordinator

A Saipem pretende recrutar um (1) Logistic Coordinator. Saiba mais.

25. Vaga para Consultor

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Consultor(a) para o estudo sobre os desafios enfrentados pelas Organizações da Sociedade Civil na implementação da legislação de Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo. Saiba mais.

26. Vagas para Advogados Juniores

A Construa pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Advogados Juniores na área Laboral. Saiba mais.

27. Vaga para Chief of Party (Projecto Food for Education)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Chief of Party (Projecto Food for Education). Saiba mais.

28. Vaga para Líder de Adaptação de Mudanças Climáticas (CCA) e Redução de Risco de Desastres (DRR)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Adaptação de Mudanças Climáticas (CCA) e Redução de Risco de Desastres (DRR). Saiba mais.

29. Vaga para Acquisition Coordinator

A Vodacom pretende recrutar um (1) Acquisition Coordinator. Saiba mais.

30. Vaga para Fibre Network Senior Specialist

A Vodafone pretende recrutar um (1) Fibre Network Senior Specialist. Saiba mais.

31. Vaga para Senior Process Engineer

A ENI pretende recrutar um (1) Senior Process Engineer. Saiba mais.

32. Vaga para Contractor Management and Audit Analyst

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Contractor Management and Audit Analyst. Saiba mais.

33. Vaga para Safety Manager

A Prime 360 pretende recrutar um (1) Safety Manager. Saiba mais.

34. Vaga para Estagiário – Área Comercial (Gestão de Resíduos)

A Zero Waste Offshore, Lda., está a recrutar um/a (1) Estagiário(a) – Área Comercial (Gestão de Resíduos). Saiba mais.

Chapo destaca expansão sustentável do sector energético como prioridade para o futuro de Moçambique

A geração de electricidade para satisfazer as necessidades da industrialização e da criação de emprego “está no topo das nossas preocupações enquanto governo”, afirmou o Presidente moçambicano, Daniel Chapo.

Na abertura de uma conferência internacional em Maputo, organizada pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) para celebrar o 50.º aniversário da fundação da empresa, Chapo destacou que o governo procura implementar acções sustentáveis que aumentem a capacidade de Moçambique para atender à crescente procura de energia nos mercados nacional e regional.

O Presidente acrescentou que as consultas comunitárias estão bastante avançadas antes da construção da barragem de Mphanda Nkuwa, situada no Zambeze, a 60 quilómetros a jusante da Cahora Bassa, que permitirá a geração de mais 1.500 megawatts de energia. Outras barragens estão previstas para a bacia do Zambeze, incluindo Boroma, Lupata e Chemba.

Chapo mencionou que a bacia do Zambeze concentra cerca de 80 por cento da capacidade hidrelétrica de Moçambique, tendo impactos significativos nas economias locais.

Entre as iniciativas em curso destacam-se uma segunda central eléctrica na Cahora Bassa e uma ampla expansão das energias solar e eólica.

“Estamos a assistir a uma expansão significativa em todo o sector energético, com um foco crescente em várias fontes renováveis, incluindo biomassa, hidrelétrica, solar e eólica”, sublinhou Chapo. “Esta diversificação energética é crucial para garantir a sustentabilidade e a resiliência do sector nos próximos anos, bem como para assegurar a existência contínua da electricidade necessária à industrialização”.

O Presidente sublinhou que alguns estudos indicam que, em 2040, Moçambique deverá ser responsável por 20 por cento de toda a produção de energia em África. Nesse horizonte, o país poderia gerar 187 gigawatts a partir de várias fontes.

Além disso, até 2040, as energias solar e eólica poderão representar 20 por cento da energia consumida em Moçambique, “marcando um avanço significativo rumo a uma matriz energética mais limpa e sustentável”, conforme afirmou Chapo.

Ele projetou que, até 2030, a energia solar deverá estar a gerar 266 megawatts e a energia eólica, 40 megawatts. Para impulsionar o crescimento da capacidade solar, estão em curso projectos como a central solar Cuamba II, na província de Niassa, com capacidade para gerar 20 megawatts.

As centrais solares existentes em Mocuba, na Zambézia, e em Metoro, em Cabo Delgado, “têm um papel crucial na fornecimento de electricidade limpa e acessível para as comunidades locais destas províncias”, disse Chapo.

No entanto, reconheceu que ainda existe uma forte dependência dos combustíveis lenhosos (lenha e carvão) para consumo doméstico. Para atingir o seu potencial energético total, Chapo acrescentou que “Moçambique enfrentará desafios significativos, incluindo o desenvolvimento de infra-estruturas adequadas, a atracção de investimento estrangeiro e a garantia de acesso equitativo à energia para toda a população”.

ICAO conclui que Rússia violou convenção aérea ao abater voo MH17

A Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) anunciou que a Rússia é responsável pela queda do voo MH17 da Malaysia Airlines, que resultou na morte de 298 pessoas em Julho de 2014, sobre a Ucrânia. 

A decisão surge após queixas formais apresentadas pela Austrália e pelos Países Baixos, consideradas com “fundamento de facto e de direito” pelo conselho da organização, sediada em Montreal, Canadá.

Num comunicado divulgado no seu portal, a ICAO enfatizou que a Federação Russa não cumpriu as suas obrigações sob o direito aéreo internacional, especificamente em relação ao incidente que envolveu um míssil terra-ar. O comunicado esclarece que a conduta da Rússia ao abater a aeronave constitui uma violação do artigo 3.º-A da Convenção sobre a Aviação Civil Internacional, que proíbe o uso de armas contra aeronaves civis durante o voo.

Esta marca o primeiro pronunciamento do conselho da ICAO sobre as questões administrativas ligadas a litígios entre Estados-Membros, segundo a organização. Embora ainda não tenha sido emitido um documento formal que detalhe as razões subjacentes à decisão, este deverá ser apresentado numa próxima reunião.

O trágico evento ocorreu a 17 de Julho de 2014, quando o Boeing 777, em viagem de Amesterdão para Kuala Lumpur, foi abatido por um míssil BUK de fabrico russo, numa zona controlada por separatistas pró-russos. Todas as 298 pessoas a bordo, incluindo 196 neerlandeses, 43 malaios e 38 australianos, perderam a vida.

Em 2022, a justiça holandesa condenou três homens, incluindo dois russos, a penas de prisão perpétua pelo seu envolvimento na tragédia. Contudo, a Rússia tem se recusado a extraditar os suspeitos e nega qualquer responsabilidade pelo incidente. O Governo australiano descreveu a decisão da ICAO como um “momento histórico” na busca pela verdade e justiça para as famílias das vítimas.

O executivo australiano fez um apelo para que a Rússia reconheça a sua responsabilidade e tome medidas para reparar o ato violento, conforme exigido pelo direito internacional. Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos, Caspar Veldkamp, destacou que, apesar de a decisão não poder eliminar a dor dos familiares, representa um passo importante em direcção à verdade e à justiça.

Em 2024, investigadores internacionais suspenderam os inquéritos devido à falta de provas suficientes para processar mais suspeitos.

Assembleia da República debate estratégias contra o HIV/SIDA e analisa petições dos cidadãos

A Assembleia da República vai discutir informações do Gabinete Parlamentar de Prevenção e Combate ao HIV/SIDA, bem como da Comissão de Petições, Queixas e Reclamações, em sessão plenária.

O anúncio foi feito através de um comunicado recebido na redacção, que detalha os assuntos a serem debatidos. Durante a sessão, o parlamento irá apreciar, tanto na generalidade como na especialidade, o projecto de Resolução que visa eleger os membros do Gabinete Parlamentar de Prevenção e Combate ao HIV/SIDA.

Para além disso, será analisado o projecto de Resolução que aprova a informação proveniente da Comissão de Petições, Queixas e Reclamações.

A discussão destes temas é fundamental para o desenvolvimento de políticas públicas e a promoção de direitos fundamentais em Moçambique.

Acidentes de viação provocam escalada de mortes nas estradas moçambicanas

Entre Janeiro e Setembro deste ano, o país registou pelo menos oitocentas e vinte e cinco mortes resultantes de acidentes de viação.

Este número representa um aumento de 9% em comparação com o mesmo período do ano transacto, no qual se contabilizaram setecentos e sessenta e quatro óbitos.

A informação foi avançada por Cláudio Zunguze, Administrador Técnico do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATTER), durante o lançamento da Oitava Semana Global de Segurança Rodoviária. O encarregado expressou preocupação face ao elevado número de acidentes envolvendo condutores de moto táxis, uma categoria que tem crescido nas estradas moçambicanas.

Zunguze apelou à necessidade urgente de medidas eficazes para garantir a segurança rodoviária e reduzir a sinistralidade, uma vez que os números continuam a ser alarmantes e a colocar vidas em risco. O evento visa promover a sensibilização sobre a importância da segurança nas estradas, com o intuito de melhorar a situação actual.

Durante a semana, diversas actividades estão programadas para reforçar a mensagem de segurança rodoviária entre os cidadãos.

Emanuel Chaves lidera supervisão do Fundo Soberano com promessa de gestão transparente

Emanuel Chaves foi eleito, presidente do Comité de Supervisão do Fundo Soberano de Moçambique.

Em declarações após a sua eleição, Chaves manifestou a sua disposição para enfrentar os desafios que se avizinham, assegurando que os 40 por cento a serem depositados na conta do fundo serão geridos de forma adequada.

O Comité, constituído por nove membros e criado em Julho do ano anterior, procedeu à eleição do seu presidente, onde Chaves obteve cinco votos, enquanto o seu concorrente, Inocêncio Paulino, recebeu quatro. Este acto representa o início da operacionalização do projecto de supervisão do fundo.

Com um foco na eficácia e na transparência, Emanuel Chaves comprometeu-se a reforçar as acções de supervisão do Fundo Soberano de Moçambique.

O vice-presidente da Assembleia da República, Hélder Injojo, instou o novo presidente a garantir rigor técnico na gestão do fundo, tendo em conta a sua importância e a sensibilidade que representa para todos os moçambicanos.

Cortes na ajuda dos EUA provocam demissão de milhares de trabalhadores de saúde no Malawi

A recente decisão do governo dos Estados Unidos da América de interromper a assistência financeira ao Malawi resultou na perda de postos de trabalho para 4.451 profissionais de saúde no país. 

Estes profissionais estavam envolvidos em programas de atendimento e assistência a pessoas vivendo com HIV/SIDA, cujos fundos provinham, na maioria, do governo norte-americano.

Um estudo realizado pela Comissão Nacional de Planeamento e pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Políticas Alimentares revela que, embora alguns programas de saúde, especialmente aqueles relacionados ao HIV/SIDA e ao controlo da malária, possam enfrentar cortes mais modestos, muitos outros serviços sanitários foram severamente afectados ou operam com capacidade reduzida.

A interrupção da ajuda abrange também programas de vacinação associados à Aliança Global para Vacinas, provocando preocupações acerca da potencial disseminação de doenças infecciosas e da consequente perda de vidas. Esta aliança é uma parceria público-privada criada em 2000 com o intuito de melhorar o acesso à imunização em países de baixa renda, incluindo o Malawi.

O mesmo estudo recomenda que o governo do Malawi analise a vulnerabilidade dos serviços essenciais diante destes cortes e colabore com parceiros de desenvolvimento para identificar quais serviços, se afectados, teriam o impacto mais severo na população.

Em Março do presente ano, o governo dos EUA rescindiu contractos que totalizavam 230 milhões de dólares com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional no Malawi.

Esta acção ocorreu após a emissão, em Janeiro, de uma ordem executiva por Donald Trump, que suspendia a assistência externa por 90 dias, na expectativa de uma revisão da eficiência e da consistência da política externa dos EUA.

Pequeno avião despenha-se em bairro de San Diego e provoca incêndios em várias habitações

Um acidente aeronáutico ocorrido em San Diego, na Califórnia, resultou na queda de um pequeno avião privado modelo Cessna 550, causando incêndios em aproximadamente 15 casas e em vários veículos nas proximidades. A informação foi confirmada pelo departamento policial local.

O chefe do Corpo de Bombeiros, Dan Eddy, declarou: “Temos combustível de aviação por todo lado”. Ele destacou a urgência nas operações de resgate, afirmando que o “principal objectivo é revistar todas as casas e retirar todos imediatamente” da área afectada.

Até ao momento, não há relatos de feridos, embora os bombeiros tenham descrito a cena como “um gigantesco campo de destroços” na zona do acidente. O alerta para a queda do avião foi dado às 3h47, com Dan Eddy a informar que havia muita neblina no ar no momento do incidente.

Hamas reafirma abertura para negociações com Israel

O movimento islamita Hamas afirmou que mantém a sua disposição para negociar com Israel, desmentindo a necessidade de um novo acordo, apesar dos recentes bombardeamentos israelitas que resultaram na morte de mais de 400 pessoas em Gaza.

Taher al-Nunu, porta-voz do Hamas, declarou que “não encerrámos a porta às negociações”. O grupo aceitou as propostas apresentadas pelo enviado dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e pelo representante destinado a mediar a libertação de reféns, Adam Boehler.

Al-Nunu salientou que o movimento está em diálogo com mediadores, incluindo o Qatar, o Egipto e os EUA, para que Israel “pare com a sua agressão”, respeite os acordos vigentes e dê início à segunda fase das negociações de cessar-fogo. Esta fase inclui a retirada das forças israelitas da Faixa de Gaza e a libertação de reféns ainda vivos.

“Não há necessidade de novos acordos, pois o assinado já existe”, reforçou o porta-voz. Ele fez um apelo para que haja “acções urgentes” que parem a ofensiva contra Gaza e permitam a entrada de assistência humanitária, ressaltando que “as condenações verbais não são suficientes”.

Al-Nunu também destacou que os Estados Unidos são “cúmplices” dos bombardeamentos recentes em Gaza, alegando que estes foram premeditados. O porta-voz sublinhou ainda que, se o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, estivesse genuinamente interessado em um acordo, este teria sido alcançado rapidamente.

Adicionalmente, al-Nunu advertiu que, caso as forças militares israelitas lancem uma nova incursão terrestre, o Hamas não terá outra escolha senão defender o povo palestiniano. Relatou que mais de 70% das fatalidades dos recentes bombardeamentos consistem em mulheres, crianças e idosos, incluindo um grupo de líderes governamentais relacionados com o Hamas e responsáveis pela assistência humanitária em Gaza.

Por último, Osama Hamdan, um alto responsável do Hamas, confirmou a ocorrência de “contactos” com o Qatar e o Egipto para tentar que Israel cessasse os bombardeamentos, que continuaram nas primeiras horas do dia seguinte.

LAM reformulam administração em assembleia extraordinária

Na recente Assembleia Extraordinária da Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), foi decidida a cessação imediata das funções do Presidente do Conselho de Administração, Marcelino Gildo Alberto.

A reunião resultou ainda na destituição de outros dois membros da direcção: Altino Xavier Mavile, que ocupava o cargo de Administrador do Pelouro de Finanças e Recursos Humanos, e Bruno Miguel, Administrador do Pelouro Técnico e Operacional.

A Assembleia deliberou, por sua vez, a criação de um Conselho de Administração não-executivo, que será composto por representantes dos accionistas, nomeadamente a CFM, HCB e Emose.

Além disso, foi constituída uma Comissão de Gestão subordinada ao Conselho de Administração não-executivo, com a missão de assegurar a continuidade das operações da LAM num período de transição.

Desabamento de torre de 650 anos na China deixa turistas em estado de alerta

Na passada segunda-feira, a histórica Torre de Tambor, situada no Condado de Fengyang, na cidade de Chuzhou, na China, desabou repentinamente, colocando em risco a vida de diversos turistas que se encontravam nas proximidades. 

O incidente, amplamente divulgado nas redes sociais, revela imagens de visitantes a afastarem-se rapidamente do monumento enquanto este começava a desmoronar.

Construída em 1375, esta torre de 650 anos detinha o título de maior torre de tambores do país. Segundo informações da mídia local, a base remanescente da estrutura alcança impressionantes 72 metros de comprimento e 15,8 metros de altura.

Recentemente, a parte superior do edifício foi restaurada em 1995 e, em Setembro de 2023, foi dado início a um projecto de renovação avaliado em 3,41 milhões de yuans (aproximadamente 470 mil dólares).

Relatos de testemunhas indicam que, momentos antes do colapso, o som agudo de telhas a cair foi ouvido, gerando apreensão entre os presentes. Uma testemunha, que se encontrava numa loja à entrada da torre, comentou que, por sorte, não havia muitas pessoas na praça naquele momento, evitando possíveis ferimentos graves. “Se fosse um pouco mais tarde, haveria muitas crianças saindo para brincar depois do jantar”, afirmou.

Gestores de Gaza manipulam dados de matrículas para obter fundos indevidos

A Governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene Chongo, denunciou a existência de gestores escolares que estão a falsificar os números de alunos matriculados com o intuito de obter benefícios indevidos dos fundos destinados ao apoio directo às escolas.

Durante um encontro realizado em Chidenguele com quadros seniores do sector da educação, a governadora enfatizou a gravidade desta prática, que, segundo ela, compromete a planificação e a qualidade da educação na região.

Margarida Mapandzene Chongo apelou à necessidade urgente de acabar com estas irregularidades, que têm um impacto negativo na gestão dos recursos educativos.

Mogovolas: Minadores ilegais atacam propriedades de estrangeiros após proibição

Um grupo de aproximadamente 300 minadores ilegais atacouestabelecimentos comerciais e habitações de comerciantes estrangeiros na sede do posto administrativo de Luluti, localizado no distrito de Mogovolas, na província de Nampula, ao norte de Moçambique.

A agressão foi desencadeada em resposta à proibição imposta pelas autoridades, que ordenaram aos minadores que não invadissem uma mina legalmente ocupada por um cidadão estrangeiro. Emanuel Impissa, administrador de Mogovolas, referiu em declarações à publicação independente “Carta de Moçambique” que a ação dos minadores ocorreu após uma operação das Forças de Defesa e Segurança (FDS) que visava impedir a exploração da referida mina, situada a cerca de nove quilómetros da sede do posto administrativo de Luluti.

Durante os actos de vandalismo, alguns indivíduos sofreram ferimentos ligeiros. Moçambique tem sido cenário de episódios de violência, incluindo manifestações em massa que degeneraram em confrontos, especialmente após os resultados das eleições gerais realizadas em Outubro passado.

A localidade de Mogovolas também tem sido marcada por tensões entre os residentes e as autoridades, especialmente após rumores que vincularam a disseminação da cólera a estes últimos, o que resultou na morte de líderes comunitários e na destruição de residências.

Os tumultos levaram ao encerramento de uma unidade de saúde, com profissionais de saúde a serem atacados devido a alegações infundadas de que estes estariam a propagar a cólera. Como consequência, a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) abandonou a área.

TotalEnergies busca aprovação do Governo de Moçambique para retomar projecto de GNL

Patrick Pouyanne, CEO da empresa francesa de petróleo e gás Total Energies, que lidera o Projecto de Gás Natural Líquido (GNL) de Moçambique, situado na península de Afungi, no distrito de Palma, região norte da província de Cabo Delgado, anunciou que a companhia irá solicitar à tutela do governo moçambicano a suspensão da declaração de força maior, com o objectivo de reatar as suas operações.

O projecto de GNL, cuja previsão orçamental é de cerca de 20 mil milhões de dólares, encontra-se sob a declaração de força maior desde 2021, após um ataque terrorista significativo à cidade de Palma. Na altura, as expectativas eram elevadas para que o projecto, conhecido simplesmente como “Mozambique LNG”, onde a TotalEnergies detém uma participação operacional de 26,5%, colocasse Moçambique entre os principais produtores de GNL a nível mundial. Contudo, a invasão jihadista de 2021 levou à paralisação total das obras.

Durante uma entrevista à agência de notícias Reuters, realizada na margem da Conferência Mundial do Gás em Pequim, Pouyanne afirmou que, com a melhoria da situação de segurança, cabe agora ao governo de Moçambique a decisão sobre a suspensão da força maior.

Se o governo decidir relaxar essa declaração, a retomada da construção do projecto poderá ocorrer ainda no início do verão do hemisfério norte. Adicionalmente, o governo moçambicano aguarda a reconfirmação do apoio financeiro por parte do Reino Unido e dos Países Baixos, para que a obra possa avançar.

Incêndio devasta mercearia em Marracuene

Um incêndio, aparentemente provocado por um curto-circuito, consumiu uma mercearia localizada na avenida Dom Alexandre, no bairro Guava, no distrito de Marracuene, na província de Maputo.

Felizmente, não foram registadas vítimas humanas, mas os danos materiais são significativos.

O Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) conseguiu intervir rapidamente, evitando a propagação das chamas para áreas circundantes, o que poderia ter agravado ainda mais a situação.

Produtores de cana de Chemba enfrentam crise após fecho da fábrica de açúcar orgânico

Mais de cinco mil produtores de cana sacarina, associados a três cooperativas, enfrentam um futuro incerto após o encerramento da fábrica de açúcar orgânico em Chemba. 

O anúncio, que apanhou muitos de surpresa, deixou os agricultores sem uma fonte vital de rendimento.

Victor das Neves, Presidente da Associação das Cooperativas Agrícolas de Chemba, expressou a sua preocupação face à falta de informação sobre os motivos por detrás do encerramento. Os cooperantes aguardam respostas que possam esclarecer a situação e proporcionar orientação sobre os próximos passos.

A notícia gerou descontentamento e incerteza entre os membros das cooperativas, que dependem da fábrica para a comercialização da sua produção.

O impacto económico da decisão poderá ser significativo, uma vez que muitos dos produtores direccionavam a sua produção exclusivamente para a fábrica, que agora não se encontra em funcionamento.

Surto de carbúnculo hepático em Manica coloca Tete em estado de alerta

Tete encontra-se em estado de alerta máximo devido à recente notificação de carbúnculo hepático na localidade de Vandúzi, na província vizinha de Manica.

Esta doença, que afecta não só bovinos, mas também animais selvagens, está a impactar significativamente a principal via que liga o distrito de Changara, uma área reconhecida pela sua relevância na criação pecuária.

As autoridades locais estão a intensificar medidas preventivas para conter a propagação da enfermidade, assegurando a saúde do gado e, consequentemente, a segurança alimentar da população. A situação está a ser monitorizada de perto, com campanhas de sensibilização e vigilância sanitária a serem implementadas nas comunidades adjacentes.

Este fenómeno ressalta a necessidade de uma resposta rápida e eficaz para proteger o sector agropecuário e mitigar os impactos sociais e económicos que possam advir da propagação desta doença.

Sthoe e as cartas da memória em novo romance de Lucílio Manjate

O aclamado escritor Lucílio Manjate dá continuidade à saga do agente policial Sthoe com o lançamento do seu novo romance, intitulado “Última Memória: Entrevista com Sthoe”. 

Esta obra, publicada pela Alcance Editores, compõe-se de 188 páginas, distribuídas por cinco capítulos, onde o autor explora a temática do tempo e das memórias.

No centro da narrativa, encontra-se Sthoe, um personagem que já havia sido apresentado na novela “A Legítima Dor da Dona Sebastião” (2013) e posteriormente no romance “Rabhia” (2017). Agora, na sua maturidade, Sthoe recruta os serviços de Dezassete, um taxista com um passado nebuloso, suspeito de um crime. Através desta parceria inusitada, Sthoe pretende redigir cartas dirigidas ao seu ex-estagiário, Bernardo Bastante Sozinho.

Estas cartas têm, à primeira vista, o intuito de compartilhar histórias e experiências, com a esperança de estimular o antigo discípulo a enveredar-se pelo caminho da investigação policial. Contudo, a verdadeira razão por detrás da correspondência poderá revelar-se mais complexa e enganadora do que aparenta.

Lucílio Manjate, um dos autores mais prolíficos de Moçambique, já publicou mais de uma dezena de obras, sendo algumas delas reconhecidas com prémios em Moçambique, Portugal e Brasil. O seu trabalho inclui ainda contos traduzidos para o inglês e espanhol. Para além de escritor, Manjate exerce a função de professor de Literatura na Universidade Eduardo Mondlane, onde lecciona no Curso de Literatura Moçambicana.

Nascido em Maputo a 13 de Janeiro de 1981, Lucílio Manjate formou-se em Linguística e Literatura, assim como em Filosofia pela mesma universidade. É membro activo da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) e da Sociedade Moçambicana de Autores (SOMAS), tendo participado em vários eventos culturais e literários tanto a nível nacional como internacional.

Vitorino Malate celebra a mulher com exposição ‘Wansati’ em Maputo

A Associação Muva, em Maputo, será o palco da inauguração da quinta exposição do artista plástico moçambicano Vitorino Malate, intitulada “Wansati (Mulher)”, marcada para esta sexta-feira (23).

“Wansati”, que na língua changana significa Mulher, representa o símbolo da vida de qualquer ser humano, reafirmando a importância da existência no mundo e a sua expressão estética.

Este evento marca o regresso de Malate após um período de silêncio nas galerias de arte de Moçambique, onde o artista apresenta uma abordagem que conecta profundamente com as raízes culturais africanas, reflectindo sobre questões sociais contemporâneas.

Com esta exposição, Vitorino Malate tem como intuito homenagear a mulher, destacando a capacidade inerente de gerar vida e o papel fundamental que desempenha no seio da família e da sociedade. A sua pintura é uma ode à beleza feminina, onde se evidenciam aspectos como a estética do corpo, a simpatia e a suavidade dos gestos e movimentos.

As 15 obras em exibição utilizam cores expressivas que refletem experiências vividas, promovendo um diálogo entre tradição e modernidade. A suavidade das cores e as formas sensuais evocam as ondas do mar, adicionando uma camada de profundidade ao seu trabalho.

Vitorino Malate, que possui uma carreira artística consolidada com exposições em países como Portugal, França, Inglaterra e África do Sul, tem-se nos últimos anos dedicado à pesquisa de novas técnicas e materiais que minimizem o impacto ambiental. Nascido em 1962 na localidade de Zandamela, no distrito de Zavala, província de Inhambane, Malate iniciou a sua trajectória artística em 1979, durante uma exposição colectiva no Instituto Médio Pedagógico-EFEP, junto ao seu amigo e colega Pedro Mourana.

UEM impulsiona inovação tecnológica com formação de estudantes e docentes

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) anunciou que, desde 2021, formou mais de 1.200 estudantes em competências tecnológicas com vista à resolução de problemas que afectam a sociedade moçambicana. 

Esta iniciativa reflecte um esforço contínuo para capacitar jovens e prepará-los para os desafios do mundo moderno.

No mesmo intervalo, o programa também proporcionou formação avançada a 20 docentes e pessoal técnico da universidade, elevando o nível de especialização dentro da instituição. Essas acções são parte integrante do Projecto de Tecnologias de Informação e Comunicação para o Desenvolvimento, implementado em colaboração com o Politécnico de Milão, uma universidade italiana, e conta com o financiamento da Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento.

Manuel Guilherme Júnior, Reitor da UEM, sublinhou que esta iniciativa representa uma valiosa oportunidade para fortalecer a cooperação institucional na busca por soluções locais.

Maria Cristina Pescante, Directora da Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento, destacou que as empresas que surgiram deste projecto evidenciam a relevância do uso das tecnologias no desenvolvimento sustentável do país.

As instituições italianas envolvidas no projecto reafirmaram o seu compromisso em continuar a apoiar Moçambique na formação de investigadores e no desenvolvimento de iniciativas tecnológicas.

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