
Na ocasião, Verónica Macamo referiu que tal convite é feito no quadro dos acordos de amizade e cooperação existentes entre os dois países e tem como principal objectivo fortalecer a cooperação institucional.
No domínio parlamentar, os dois países têm vindo a intensificar a troca de experiências através de intercâmbio de delegações, visitas de estudo e estabelecimento de mecanismos formais de cooperação, que podem não ser necessariamente a assinatura de um acordo ou protocolo de cooperação.
A Assembleia da República tem vindo a estabelecer contactos com o Governo de Moçambique e com entidades chinesas com o objectivo de viabilizar os apoios para a criação de condições básicas de trabalho para os deputados, concretamente gabinetes de trabalho, locais de acomodação e serviços afins.
É nesta base que a Presidente da Assembleia da República afirmou, na ocasião, que o Parlamento pretende orientar a cooperação com a sua congénere chinesa no incremento de parcerias com vista à busca de apoios para a construção da cidadela parlamentar e manutenção de infra-estruturas.
Na audiência, a Presidente da AR felicitou o diplomata pela forma como levou a cabo a sua missão no país, durante os dois anos do seu mandando. “Durante a sua estadia, muitas coisas foram feitas, o relacionamento entre os dois países se elevou cada vez mais, as relações de amizade, solidariedade e cooperação entre os dois países mutuamente vantajosas se incrementaram”, disse, desejando sucessos nas novas missões que o diplomata irá desempenhar nos próximos tempos em Portugal.
Por seu turno, o embaixador sino disse estar satisfeito com o apoio oferecido pelas autoridades moçambicanas durante o seu mandato e desejou que Moçambique conheça um desenvolvimento mais rápido. “Tenho toda confiança no futuro brilhante de Moçambique”, disse o diplomata, acrescentando que “durante estes dois anos trabalhei com toda a vontade para promover a nossa cooperação amistosa entre a China e Moçambique e tenho a certeza que a nossa amizade vai crescer cada vez mais”.
Ainda no que respeita às relações internacionais do Parlamento moçambicano, a Presidente da AR manifestou o desejo de ver o seu homólogo do parlamento francês visitar o país no II semestre de 2013.
Verónica Macamo manifestou tal intenção durante uma audiência que concedeu ao embaixador extraordinário e plenipotenciário e da França, em Moçambique, Serge Segura, num encontro que serviu para passar em revista a situação política, económica e social do país, destacando os desafios de Moçambique, e em especial no domínio parlamentar.
Para além de aflorar sobre a organização e funcionamento do Parlamento moçambicano, bem como a sua relação com os outros órgãos de soberania, a PAR falou da existência da Liga Parlamentar de Amizade, Solidariedade e Cooperação entre a República de Moçambique e a República Francesa, criada através da resolução 32/2011, um instrumento fundamental para o lançamento das relações de amizade e cooperação entre os parlamentos dos dois países.
Com o intuito de criar as referidas relações, os dois Parlamentos vêm trocando delegações e experiências. Tal é o caso da visita efectuada ao Parlamento moçambicano, em Março de 2007, por uma Delegação Parlamentar da Liga de Amizade França-Moçambique, constituída por três deputados e um funcionário, com a pretensão de estabelecer contactos com a contra parte moçambicana.
Actualmente, a cooperação entre os dois países tem como base o documento quadro de parceria assinado entre os dois Governos, em 2006, que abarca os sectores de Saúde e luta contra o SIDA; Protecção do Meio Ambiente e da Biodiversidade, bem como outros, num valor global de 121 milhões de Euros.
A anteceder estas audiências, a líder da Assembleia da República recebeu o embaixador extraordinário e plenipotenciário de Moçambique designado para a República Federativa do Brasil, Manuel Tomás Lubisse. Durante o encontro, a presidente do Parlamento passou em revista a situação política, económica e social do país, destacando os desafios, e em especial no domínio parlamentar e instruiu o diplomata para que manifeste o interesse de ver criada a comissão mista para garantir uma melhor programação e operacionalização das actividades a realizar no quadro de protocolo de cooperação existente entre os dois Parlamentos.















