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Domingo, Abril 12, 2026
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31 mortos devido a acidentes de viação em Moçambique

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Durante a festa do Dia da Família, a polícia registou, em todo o país, 24 acidentes de viação que resultaram na morte de 31 pessoas. A polícia lamenta o facto de a maior parte dos automobilistas envolvidos nos acidentes abandonar as vítimas. Em todo o país, a situação da criminalidade e sinistralidade foi calma, quando comparada com o igual período do ano passado.

O porta-voz do comando da PRM, Pedro Cossa, avançou, durante uma conferência de imprensa, que, desde o dia 26, foram registados, em todo país, 24 acidentes de viação que resultaram em 31 mortos. O excesso de velocidade continua a ser a principal causa da sinistralidade rodoviária. “Estes acidentes surgem como resultado da irresponsabilidade de alguns automobilistas”, disse Pedro Cossa, para, depois acrescentar que grande parte dos automobilistas “abandonou os sinistros”, uma situação que terá manchado o natal.

Cossa frisou ainda que entraram no território moçambicano, nos dias 24 e 25 de Dezembro, mais de 14 mil cidadãos. “O território nacional registou um movimento migratório assinalável. Entraram, através das nossas fronteiras, 7 283 moçambicanos, 4 572 sul-africanos, 1 966 cidadãos da Suazilândia, 227 cidadãos malawianos através da fronteira de Angónia, e 445 zimbabweanos através da fronteira de Machipanda. Ao todo, registou-se a entrada de 14 792 pessoas. Neste período, saíram do território moçambicano 21 254 cidadãos”, afirmou Pedro Cossa.

Na província de Gaza, foram registados três casos de atropelamento e fuga dos automobilistas. Neste momento, os indivíduos foram neutralizados e estão a contas com a polícia. A PRM continua a trabalhar para manter a ordem e tranquilidade públicas durante a semana que antecede o final de ano intensificando as operações nos locais considerados críticos.

Queimadas descontroladas destruíram 12 mil hectares em Sofala

Queimadas Descontroladas
Apesar das queimadas descontroladas estarem a diminuir na província de Sofala, continuam a ser uma preocupação para diversos sectores, com destaque para agricultura.

Neste ano prestes a findar, foram devastadas pouco mais de 12 mil hectares. Estes dados representam uma redução de cerca de 7 mil  hectares, comparativamente ao ano passado, pois em 2011 foram destruídas cerca de 19 mil hectares.

Maria Magaia, chefe provincial de serviços florestais e Faúna Bravia em Sofala, disse que, apesar desta redução, a província de Sofala não está bem neste aspecto, tendo defendido mais trabalho de base junto às comunidades, no sentido de pôr fim a este fenómeno que noutros anos chegou a tirar vida a pessoas e destruiu várias casas de construção precária nas regiões do interior e muitos animais, principalmente do Parque Nacional de Gorongosa.

“O número de hectares destruídos pelas queimadas este ano indica, claramente, que nosso sector tem de redobrar esforços junto às comunidades, no sentido delas serem mais vigilantes e recorrerem, cada vez mais, a queimadas frias, ou seja, fazerem queimadas no período não seco, para evitar que as mesmas atinjam grandes áreas. Por outro lado, precisamos de potenciar as comunidades no uso de capim para alguma renda.”

Mais de 117 mil pessoas entraram pelas fronteiras de Goba e Ressano Garcia

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As autoridades de migração estimam que este é o melhor grupo de entrada de pessoas nos últimos tempos.
Pouco mais de dezassete mil pessoas, entre nacionais e estrangeiras, entraram no país pelas fronteiras de Ressano Garcia e Goba, na província de Maputo, de 22 a 25 de Dezembro corrente.
As autoridades de migração estimam que este é o melhor grupo de entrada de pessoas nos últimos tempos.

Só na fronteira de Goba, deram entrada, neste período, 54.109 pessoas, em resposta aos apelos à autoridades de migração para o uso de fronteiras alternativas à de Ressano Garcia. Já em Ressano Garcia, 63.148 passaram pela fronteira naqueles quatro dias, provenientes da vizinha África do Sul.

O chefe do posto fronteiriço de Goba, Aurélio Matsinhe, disse que atingiram o pico no dia 24, atendendo que outros passageiros já vinham compreendendo o apelo que o posto de Ressano Garcia anunciava, para o uso das fronteiras de Goba e Namaacha.

De acordo com dados avançados pela Rádio Moçambique, além de uma estrada em óptimas condições para a ligação com a capital do país, o posto fronteiriço de Goba está equipado com material informático para o registo rápido de passaportes e de documentos comerciais.

Da fronteira de Goba, a distância entre Maputo e Durban, por exemplo, diminuiu em cerca de cem quilómetros em relação a outros pontos de travessia.

Na fronteira de Ressano Garcia, onde se vive uma relativa calmia, projecta-se agora a cobertura do movimento de retorno, depois da passagem das festas do Natal e do Fim-de-Ano.

Funcionários da Autoridade Tributária sob investigação

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Trata-se de funcionários que alegadamente dispensaram a aplicação de multas aos comerciantes infractores, cobrando dinheiro em benefício próprio, lesando o Estado.

A Autoridade Tributária de Moçambique em Inhambane está a investigar casos de alguns funcionários supostamente envolvidos em esquemas de corrupção. Trata-se de funcionários que alegadamente dispensaram a aplicação de multas aos comerciantes infractores, cobrando dinheiro em benefício próprio, lesando o Estado. Esta acção foi protagonizada por funcionários recém-contratados pela Autoridade Tributária de Moçambique, presumindo-se que a sua ingenuidade tenha permitido o seguimento do rasto.

O delegado da Autoridade Tributária de Moçambique em Inhambane, Patrício Marrime, disse que a confirmar-se o envolvimento dos referidos funcionários serão imediatamente desvinculados .

“Cada um conhece o seu papel na instituição e aqueles que não conseguirem adaptar-se serão afastados. A Autoridade Tributária de Moçambique não é nenhuma fonte de dinheiro ilícito”, disse Patrício Marrime.

Impostos em Nampula: Cresce contribuição dos minerais

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O Estado arrecadou para os seus cofres 56 milhões de meticais, valor que resulta da cobrança de impostos e taxas relativos à exploração de recursos minerais na província de Nampula, ao longo deste ano prestes a findar.

Segundo reporta o jornal Notícias, a província superou, assim, em cerca de seis milhões de meticais a sua meta planificada para o presente exercício económico. O referido montante foi cobrado não só às grandes empresas do ramo mineiro que operam naquela parcela, como também a outras de pequena e média envergaduras e associações de garimpeiros que estão a assumir os apelos visando distanciar-se da ilegalidade que vinha caracterizando o exercício da actividade.

De acordo com Moisés Paulino, director dos Recursos Minerais e Energia de Nampula, o sucesso registado na cobrança dos impostos e taxas ao longo do ano em curso deveu-se a vários factores, com destaque para a organização interna do sector que dirige. Sublinhou que foram aperfeiçoados os mecanismos de arrecadação de receitas, porque os desmandos que caracterizavam o exercício da actividade mineira em Nampula eram de tal ordem que estavam a lesar o Estado, pois alguns operadores tudo faziam para se furtar ao pagamento das suas obrigações, optando por funcionar na ilegalidade, fenómeno entretanto superado.

A ampla divulgação da legislação mineira em vigor, sobretudo no que tange aos aspectos de funcionamento e de cumprimento das obrigações fiscais, está a ser respeitada. Moisés Paulino reforçou as suas afirmações apontando que as indústrias de construção civil e de materiais tiveram uma contribuição na estrutura de arrecadação de receitas embora em menor escala em termos de volume, “porque as obras de infra-estruturas sociais e económicas em execução neste momento nos principais centros urbanos e não só exigem areia e pedra e, pelas quantidades avultadas exploradas daqueles materiais, houve cobrança de impostos a favor dos cofres do Estado”- anotou o responsável.

Mostrou-se optimista quanto ao incremento do montante arrecadado no exercício económico corrente pela sua direcção, porquanto os diferentes operadores do ramo se manifestam a favor da regularização da sua situação em relação ao fisco.

Segundo o matutino Notícias, citando Moisés Paulino, os valores arrecadados pelo Governo de Nampula a favor do Estado mostram que a província é um bom destino do investimento privado no país, graças à continuidade de actividades privilegiam o bom ambiente de negócios que caracteriza o exercício das actividades económicas naquele ponto.

Acrescentar o valor das pedras

Na província de Nampula têm sido descobertos quase todos anos novos jazigos de minérios, em particular pedras preciosas e semipreciosas, que são exploradas por operadores artesanais. Maraca e Nathove, no distrito de Mogovolas, são as mais recentes minas descobertas, as quais se juntam à de Mavuco, no vizinho de Moma, onde ocorrem turmalinas de diferentes espécies, águas marinhas, entre outras.
Era suposto que a exploração daquelas riquezas impulsionasse o rápido desenvolvimento socioeconómico das regiões mineiras, mas constata-se que tal situação não constitui uma realidade.

Moisés Paulino concorda com a ideia segundo a qual as pedras preciosas e semipreciosas exploradas nas regiões supracitadas da província são, com menor ou maior intensidade, comercializadas fora do país a valores fabulosos e que de algum modo constituem uma força motora dessas nações, sobretudo na Ásia, quando de Nampula saem contra o pagamento de bagatelas por parte de cidadãos estrangeiros que abraçaram a actividade.

Aquele governante disse sem rodeios que a ignorância dos garimpeiros sobre o valor real do produto que exploram é a razão deste facto. “Eles comercializam as pedras a preços determinados pelos compradores, sem ter em conta o esforço que fazem e o risco a que se sujeitam no quadro da exploração das pedras preciosas e semipreciosas”- acrescentou.

A criação do centro de gemologia e lapidação baseado na cidade de Nampula foi para transmitir aos operadores mineiros de pequena e média escalas os conhecimentos relativos ao valor comercial do produto que exploram, segundo a nossa fonte. Para o efeito, aquela instituição, com autonomia financeira e patrimonial, vem promovendo desde a sua criação, há cerca de dois anos, vários cursos para todos os interessados, desde particulares até instituições, sobre o valor comercial do seu produto e principais mercados.

Moisés Paulino disse que essa acção se enquadra nos desafios do Governo visando promover ganhos a favor dos operadores mineiros, com impacto social e económico nas zonas de origem. “Cerca de 70 por cento das pedras preciosas e semipreciosas que estão expostas no mercado asiático, em particular na China, Singapura e Tailândia, provêm de Moçambique, em particular das minas de Nampula”- rematou o entrevistado.

Pedras preciosas: Governo concessiona blocos em Nacala-a-Velha. Só para moçambicanos

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O Governo concessionará três blocos para a prospecção e pesquisa de pedras preciosas e semipreciosas no distrito de Nacala-a-Velha, província de Nampula, no norte de Moçambique.

Para o efeito, o Ministério dos Recursos Minerais (MIREM) lançou, recentemente, um concurso público, cujo prazo de submissão de propostas termina no dia 30 de Janeiro próximo.

Segundo dados apurados pela AIM, o concurso está aberto apenas para moçambicanos, que podem concorrer individual ou colectivamente.

O presente concurso é o segundo que o MIREM lança destinado única e exclusivamente aos operadores moçambicanos que exercem actividades neste ramo.

O primeiro foi lançado em Junho último e foi relativo à atribuição de títulos mineiros de prospecção e pesquisa geológica de carvão na bacia carbonífera do Médio Zambeze, em Tete.

Segundo o MIREM, as propostas de prospecção e pesquisa geológica de pedras preciosas e semipreciosas em Nacala-a-Velha deverão conter um programa de prospecção e pesquisa, bem como orçamento detalhado do primeiro ano de actividades.

A província de Nampula se distingue pela ocorrência de pedras preciosas e semipreciosas, como as turmalinas, águas marinhas e ouro.

Esses recursos, que têm despertado a cobiça e o interesse de muitos operadores do ramo, ocorrem, para além de Nacala-a-Velha, nos distritos de Moma, Mogovolas e Lalaua.

Em entrevista à AIM este ano, o director provincial dos Recursos Minerais e Energia de Nampula, Moisés João, disse que a exploração de pedras preciosas e semipreciosas naquele ponto do país já foi muito problemática, na sequência da ocupação, pelos garimpeiros, de áreas já concessionadas aos privados, prejudicando a actividade dos empresários.

Todavia, a acção conjunta com as autoridades policiais permitiu um controlo da situação, havendo já grupos de operadores devidamente organizados a explorar pedras preciosas e semipreciosas em Nampula.

A actividade ilegal é incitada por cidadãos estrangeiros com o objectivo de comprar, mais tarde, os produtos a preços muito abaixo do seu valor real.

Segundo o interlocutor, as turmalinas paraíbas são o principal atractivo de estrangeiros vindos de países vizinhos, bem como do centro e norte de África.

Malawianos incendeiam posto da Guarda Fronteira moçambicana em Mamdimba

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Um grupo de malawianos incendiou o posto policial da Guarda Fronteira moçambicana na região de Baraguá, no distrito moçambicano de Mamdimba, província do Niassa.

O incidente, segundo reporta a Rádio Moçambique em Lichinga, deu-se na última segunda-feira, quando diversos indivíduos, provenientes do outro lado da fronteira com o Malawi, invadiram o posto policial, onde espancaram o agente ali presente, ao mesmo tempo que tentaram, sem sucesso, apoderar-se da sua arma, tipo AK-47.

Tudo começou quando familiares de um cidadão malawiano, retido no posto policial por entrada ilegal em território moçambicano, atravessaram a linha que separa os dois países para resgata-lo.

Alberto Imede, Comandante Distrital da PRM em Mamdimba, disse à Rádio Moçambique, que os cidadãos malawianos, após resgatar o seu concidadão e levá-lo para o seu país, retornaram ao território moçambicano para, desta feita, incendiarem as instalações da Guarda Fronteira daquele distrito do Niassa. Na sequência das escaramuças, duas pessoas ficaram feridas.

Alberto Imede informou que uma comissão foi criada para apurar com mais detalhes o acontecido e as autoridades de Mamdimba já solicitaram às cóngeres malawianas para, por sua vez, averiguar o assunto.

Esta não é a primeira vez que são reportados casos de destruição com recurso ao fogo, de postos da Guarda Fronteira moçambicana em Mamdimba por cidadãos malawianos.

Egipto: Mubarak levado para o hospital com as costelas partidas

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O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, de 84 anos, sofre de um edema pulmonar e tem várias costelas partidas, segundo a agência oficial Mena. O líder derrubado por uma revolta popular em Fevereiro de 2011, foi transferido da prisão para o hospital para receber tratamento.

O procurador geral do Egipto ordenou a transferência de Hosni Mubarak da prisão para o hospital devido à deterioração do seu estado de saúde. O ex-presidente, derrubado em Fevereiro de 2011 foi condenado em Junho a prisão perpétua pela repressão da revolta popular contra o seu regime que fez perto de 850 mortos.

As radiografias mostram que Mubarak tem as costelas partidas na sequência de uma queda no duche a 15 de Dezembro e que sofre de uma acumulação de líquido nas membranas em torno dos pulmões, incidou a agência Mena, citando o relatório médico.

Mubarak já fora internado a 19 de Dezembro para fazer um TAC à cabeça. O procurador-geral anunciou que o ex-presidente voltará à prisão de Tora, logo que termine os tratamentos médicos.

Mandela recebe alta hospitalar

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“Os médicos chegaram à conclusão de que tinha feito progressos suficientes para deixar o hospital. Agora vai receber tratamento em casa”, disse Mac Maharaj, citado pela cadeia de informação eNCA, um dia depois de o Prémio Nobel da Paz ter tido alta hospitalar após 19 dias de internamento. Aos 94 anos, o herói da luta anti-apartheid tinha dado entrada num hospital de Pretória a 8 de Dezembro devido a uma infecção pulmonar. A 15 de Dezembro foi operado para retirada de cálculos biliares.

Questionado sobre o regresso de Mandela à sua casa de Qunu, aldeia natal no Cabo Oriental, onde vive, Mac Maharaj respondeu: “A data da partida de Madiba (nome de clã de Mandela) depende inteiramente da sua vontade. Faremos o que ele desejar”.

“Mas, por agora, os médicos consideraram necessário que permaneça em Houghton (bairro de Joanesburgo), próximo de todas as instalações onde pode receber cuidados de alta qualidade”, acrescentou o porta-voz.

Para manter a privacidade do antigo chefe de Estado, as autoridades deram o mínimo de informação possível durante o internamento e o regresso à casa de Nelson Mandela decorreu de forma discreta a 26 de Dezembro, feriado na África do Sul.

“Pedimos que a sua intimidade continue a ser respeitada para beneficiar das melhores condições possíveis para um restabelecimento completo”, indicou na quarta-feira a presidência, num comunicado em que anunciava a saída de Nelson Mandela do hospital.

O Prémio Nobel da Paz tem uma residência em Houghton, Joanesburgo, mas nos últimos meses vivia na aldeia natal, Qunu.

Foi daqui que foi transferido de avião para Pretória para ser hospitalizado.

Majescoral projecta lançamento de álbum

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Fazendo o balanço das actividades do grupo no corrente ano, Chichango considera que 2012 foi um ano positivo, pois a maioria dos objectivos traçado pelo grupo foi alcançada, com principal destaque para a gravação do álbum sob a liderança do maestro Augusto Gamaliel.

“Estivemos empenhados na gravação do álbum (Vumani Va le Kaya), o trabalho revela as raízes da música moçambicana de norte a sul e será lançado em 2013. As músicas foram compostas pelo Maestros Faustino Chirute e Ricardo Candido, membros fundadores do grupo, ambos já falecidos”.

Este ano constituiu para o coordenador do grupo, um período de muita aprendizagem com vários concertos e troca de experiência com outros grupos.

“Comemoramos o aniversário (18 anos) com um concerto denominado “Negro Espiritual”, com raízes africanas e contamos com a presença do pianista Geoff Galagher dos Estados Unidos da América para além dos maestros Feliciano de Castro e Pedro Tinga”.

O grupo teve ainda um intercâmbio com um coral norte-americano chamado Sharing a New Song e participação na 32.ª cimeira da Sociedade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) que decorreu em Maputo.

O Majescoral realizou recentemente um concerto na Matola que contou com cerca de 50 artistas moçambicanos. O mesmo serviu para encerrar as actividades do ano e desejar festas felizes para todos os que têm acompanhado o percurso do grupo.

O concerto foi liderado pelo pianista, maestro e professor da Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Feliciano de Castro e o guitarrista e maestro Pedro Tinga.

O coral contou ainda com a presença da Orquestra da UEM, dirigida pelo professor de música Edson Utui.

Majescoral é uma associação para pesquisa e divulgação da música e ritmos moçambicanos. Desde a sua criação, em 1994, o grupo interpreta ritmos diversificados passando pela música clássica, jazz, tradicional bem como contemporânea.

Moza Banco abre mais quatro agências

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Com estas aberturas, eleva-se para 20 o numero de agências, perfazendo um total de 30 unidades de negócio do Moza Banco no país, estando a instituição financeira de raiz moçambicana já presente nas cidades de Maputo, Matola, Nampula, Nacala, Tete, Beira, Chimoio, Xai Xai, Maxixe e Pemba

Recorde-se que o Moza Banco efectuou durante o II semestre do ano corrente um aumento do capital social, que actualmente é de aproximadamente os 45 milhões de dólares norte-americanos, reforçando desta forma a sua estratégia de crescer à medida do crescimento de Moçambique.

O Moza Banco abriu recentemente uma nova unidade de negócio na cidade da Maxixe, província de Inhambane, sul de Moçambique, elevando para 27 o número de unidades desta natureza em todo o país.
O Moza Banco opera em Moçambique desde 2008 e conta com 38 agências em todo o país, das quais 14 na cidade de Maputo.

Esta instituição financeira tem capitais moçambicanos, macaenses e portugueses distribuídos entre: Moçambique Capitais com 50,4 por cento, Banco Espirito Santo (BES) com 25,1 por cento e Geocapital, 24,5 por cento.

Recentemente, o Moza Banco realizou um novo aumento no seu capital social no valor de 141.650.000 milhões de meticais (um dólar equivale a cerca de 29,3 meticais ao câmbio corrente).

No passado dia 15 de Novembro de 2012, o Moza Banco emitiu Papel Comercial na Bolsa de Valores de Moçambique, um instrumento de dívida, no valor de 700 milhões de meticais.

Conflitos na Guiné-Bissau e Mali: Moçambique é por solução pacífica

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Numa mensagem ao corpo diplomático divulgada segunda-feira, por ocasião do fim de ano, o chefe do Estado, Armando Guebuza, disse que, na qualidade de presidente em exercício da CPLP e da SADC, e como de membro da União Africana, a intervenção de Moçambique “tem sido ancorada no princípio da resolução pacífica de conflitos”.

“Registámos, com preocupação, a ocorrência de golpes de estado na Guiné-Bissau e no Mali, que resultaram em instabilidade e que fez retroceder os progressos alcançados na consolidação da democracia e das instituições democráticas naqueles dois países irmãos”, disse.

O Presidente da República lembrou, na ocasião, que “Moçambique tem estado a prestar o seu contributo para a solução destas crises complexas”, o golpe de Estado de Abril na Guiné-Bissau e do norte do Mali, que é controlado, desde Junho, por grupos rebeldes islâmicos armados.

“A nossa intervenção tem sido ancorada no princípio da resolução pacífica de conflitos e da promoção do diálogo e reconciliação nacional, como aspectos importantes da promoção da paz e estabilidade internacionais”, disse Armando Guebuza.

Na quinta-feira, o conselho de segurança da ONU adoptou uma resolução a autorizar, por etapas e sob condições, uma intervenção militar internacional no Norte do Mali.

Há seis meses, Moçambique assumiu a presidência moçambicana da CPLP, assegurando total apoio à Guiné-Bissau, para ultrapassar a crise política que o país enfrenta, mas sempre considerou o diálogo “um potente mecanismo” para a resolução do conflito.

Em Agosto, Armando Guebuza assumiu a presidência rotativa da SADC, durante a cimeira da organização que ocorreu rodeada de um clima de instabilidade política e económica que afecta alguns países da região austral de África, nomeadamente Madagáscar, Zimbabwé e República Democrática do Congo.

Na altura, Armando Guebuza mostrou-se confiante num bom desempenho de Moçambique na liderança e organização, assegurando o respeito da comunidade no firmamento político e diplomático do continente e com um crescente papel nas questões de paz, segurança e desenvolvimento mundiais.

“Deploramos a eclosão da instabilidade no Leste da República Democrática do Congo, que resulta num maior sofrimento da população e no desvio das atenções dos congoleses daquilo que devia ser a sua agenda: a busca do desenvolvimento social e económico”, disse ainda o chefe de Estado moçambicano, no encontro com o corpo diplomático.

Jornalistas sofrem acidente de viação

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Trata-se de André Jonas, jornalista e correspondente do semanário Domingo na província do Niassa, Nelson Nhica e Bonifácio Mussá, da Televisão de Moçambique, TVM.

A viatura, propriedade da Delegação do Instituto Nacional de Acção Social de Cuamba, INAS, partira da capital provincial do Niassa, Lichinga, com destino à cidade de Cuamba, transportando os três profissionais da comunicação social para mais uma missão de reportagem naquela zona do sul da província.

Depois do sinistro, os jornalistas foram prontamente socorridos por viaturas que circulavam àquela hora da noite, tendo sido evacuados para o Hospital Distrital de Cuamba, onde receberam tratamentos médicos e a respectiva alta, depois de o médico ter confirmado que não havia nada de grave em relação aos pacientes.

Preços continuam insuportáveis na Beira

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Com a excepção de bebidas alcoólicas que mantêm os preços, os de produtos alimentares estão em alta. A batata compra-se a 30 meticais por cada quilograma contra os 20 aplicados anteriormente. O arroz viu o custo acrescido em 15 por cento do real valor. Por exemplo, o que custava 700 meticais agora está sendo vendido a 900 e o frango cujos preços variam de loja para loja, chega a vender-se a 200 meticais a unidade.

Os consumidores têm estado a lamentar, mas os comerciantes justificam ter aumentado os preços por causa do agravamento na fonte e ainda devido ao aumento do preço de transporte.

Sobre o aumento de preços, os fiscais do Conselho Municipal da Beira e do sector de Indústria e Comércio a nível provincial têm sido confrontados pelos comerciantes com informações de que o fazem para garantir lucros. Aqueles agentes económicos justificam que o aumento é originado pela desvalorização do metical face ao dólar e ainda o aumento de preços nos locais onde adquirem o produto.    

ZAMBÉZIA – Cidade de Quelimane: Seis bairros com restrições no fornecimento de água e energia

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As duas empresas, nomeadamente, o Fundo de Património de Abastecimento de Água (FIPAG) e a Electricidade de Moçambique (EDM) tinham prometido fornecer água e energia 24 horas aos munícipes. No entanto nada disso está a acontecer, o que causou sérios transtornos aos seus clientes durante a festa do Natal.

O director da Electricidade de Moçambique – Área Operacional de Quelimane, Manuel Anselmo tinha tranquilizado os munícipes ao afirmar que não haveria problemas no fornecimento de energia e que equipas do piquete estariam 24 horas para responder a qualquer situação anormal.

Manuel Anselmo disse quando entrevistado pela Rádio Quelimane-FM que tinham sido acauteladas todas as situações que poderiam pôr em causa o fornecimento de energia, incluindo trabalhos na rede para aferir o grau de fiabilidade.

Todavia, a cidade de Quelimane tem vindo a registar fortes restrições e cortes constantes no fornecimento de energia, facto que, para além de transtornar os munícipes, provoca danos graves nos electrodomésticos, entretanto, nunca assumidos pela empresa. Nos dias 24 e 25 de Dezembro corrente, uma vez mais, a cidade de Quelimane teve vários cortes prolongados e houve explicações da própria empresa prestadora de serviços sobre o que teria acontecido.

A nossa Reportagem soube que os cortes registados naqueles dois dias se deveram a um curto-circuito no bairro Torrone Novo e Janeiro. Para a reparação da avaria, levou-se muito tempo, situação que transtornou os clientes, uma vez que tinham nos seus congeladores e geleiras produtos frescos.

Entretanto, informações que colhemos indicam que vários bairros do município de Quelimane estão, igualmente, a registar restrições no abastecimento de água. Os bairros Mapiazua, Manhaua, Pequeno Brasil, Micajune, Floresta e Aeroporto são os mais afectados. Apesar do problema de água, no município de Quelimane, ser bicudo, aqueles bairros vinham recebendo-a sem pressão mas jorrava nos fontenários. A nossa Reportagem viu mulheres com recipientes na cabeça procurando água noutros bairros para satisfazer as suas necessidades.

Entretanto, a directora do Fundo de Património de Abastecimento de Água, Kátia Zacarias, disse que a empresa que dirige, com o apoio do Executivo e parceiros, está a investir mais de 28 milhões de dólares norte-americanos para elevar a pressão e abranger novos bairros de expansão no fornecimento do precioso liquido de qualidade, durante 24 horas por dia.

Tolerância de ponto pela passagem do ano

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A referida tolerância não abrangerá os trabalhadores e funcionários públicos cuja actividade não permite interrupção no interesse público. Sublinhe-se ainda que o comércio e outros serviços essenciais continuarão a funcionar normalmente, obedecendo aos horários legalmente estabelecidos no âmbito da quadra festiva.

Na pista e placa de estacionamento de aviões: Aeroporto de Maputo volta às obras em 2014

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Estas obras seguir-se-ão às da construção dos terminais internacional e doméstico, cuja parte final foi inaugurada em Outubro último.

O facto foi ontem anunciado na capital por Manuel Veterano, presidente do Conselho de Administração dos Aeroportos de Moçambique (ADM), após a assinatura do contrato para a elaboração do projecto de reabilitação daquelas infra-estruturas, trabalho adjudicado à DHV, uma firma de consultoria, de direito moçambicano, pertencente ao grupo com o mesmo nome com escritórios em vários pontos do mundo.

O desenho detalhado do projecto da restauração estará terminado em seis meses, devendo começar logo o procurement para a selecção do empreiteiro a ser confiado às obras, de acordo com informações avançadas na ocasião.

A elaboração destes documentos está avaliada em 500 mil dólares norte-americanos, parte do 1.6 milhão de USD disponibilizado aos Aeroportos de Moçambique em Dezembro do ano passado pela Agência Francesa de Desenvolvimento para custear despesas de preparação da reabilitação de infra-estruturas aeroportuárias.

Mário Macaringue, director-geral da DHV em Moçambique, disse que farão o melhor e vão cumprir com os prazos estabelecidos para a execução da consultoria.

Acrescentou que os projectos terão a qualidade que se pretende e garantiu que a firma estará disponível a dar todo o apoio durante a fase das obras.

Aliás, aquela empresa já está contratada para os trabalhos de fiscalização da reabilitação, segundo o PCA dos ADM.

Na sua intervenção, Manuel Veterano disse ainda que com a inauguração do terminal doméstico em Outubro último completou-se a segunda fase da reabilitação do Aeroporto Internacional de Maputo, mas com a melhoria da pista, a placa de estacionamento de aviões, os caminhos de circulação de pessoal e equipamentos aeroportuários e toda a sinalização luminosa ter-se-á um empreendimento moderno e mais seguro.

De salientar que a par das obras recentemente terminadas no Aeroporto de Maputo e as previstas, a ADM está numa grande empreitada em Nacala. Estão em curso as obras de transformação do Aeroporto Militar de Nacala em infra-estrutura comercial de nível internacional, prevendo-se que o empreendimento esteja concluído até finais do próximo ano. O projecto está orçado em 114 milhões de dólares norte-americanos e a ser implementado pela companhia brasileira Construtora Norberto Odebrecht, SA, e financiado pelos Governos de Moçambique e Brasil, bem como a própria empresa pública Aeroportos de Moçambique.

Frigoríficos de Zimpeto dividem comerciantes

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As câmaras frigoríficas inauguradas há dias no Mercado Grossista de Zimpeto, em Maputo, estão a dividir opiniões de vendedores, com um grupo a afirmar que está tudo bem e outro a dizer que o mais importante seria a montagem de alpendres ou cobertura daquele centro comercial. 

Mau uso de “paixões” provoca lesões graves

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A pirotecnia é bastante usada pelas crianças e adolescentes durante todo o mês de Dezembro, mas é na noite de transição do ano, quando mesmo os adultos entram em cena, que provoca grande parte das vítimas.

Entre a noite de 31 de Dezembro e a madrugada do primeiro dia do presente ano, por exemplo, pelos menos 12 cidadãos, entre crianças e adultos, deram entrada no Serviço de Urgências do Hospital Central de Maputo (HCM) com ferimentos provocados por aqueles dispositivos de diversão.

Acredita-se que alguns feridos da Matola e dos bairros a norte da cidade de Maputo tenham sido atendidos nos hospitais gerais José Macamo e Mavalane, respectivamente.

Parte daqueles 12 feridos atendidos no HCM perdeu dedos, mas outros viram mesmo uma das suas mãos amputadas, de acordo com Raul Cossa, porta-voz da maior unidade sanitária da capital e do país.

Nesse sentido, aquele médico recomenda a quem queira usar “paixões” para que antes leia devidamente as instruções de modo a evitar ferimentos, alguns dos quais eternos.

A nossa Reportagem testemunhou a chegada no Serviço de Urgências do HCM de alguns feridos por aqueles objectos nos primeiros instantes deste ano. Enquanto as crianças davam entrada chorando, os adultos esforçavam-se em disfarçar da dor e nenhum deles aceitava que estava a usar “paixões”.

Garantiam que tinham sido atingidos pela pirotecnia accionada por outros convivas com os quais festejavam o início do novo ano.

Grupos vulneráveis: Governo revê subsídio básico

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Trata-se de instrumentos de medição viciados e que, por isso, diminuíam ou aumentavam o peso em benefício dos vendedores. Do universo daquelas balanças, cinco foram recolhidos no fim-de-semana passado, no Mercado Grossista de Zimpeto.

De acordo com Moisés Covane, administrador daquele espaço, presentemente equipas de fiscalização estão a trabalhar de forma intensa em vários mercados para que os cidadãos não sejam lesados, numa altura em que o preço de alguns produtos subiu.

Aliás, tendo em conta a má-fé de alguns vendedores foram compradas algumas balanças que podem ser utilizadas gratuitamente pelos compradores bastando, para o efeito, solicitá-la aos fiscais.

Aliás, neste contexto têm sido distribuídos panfletos contendo instruções aos compradores que possam querer usar os referidos instrumentos.

“Nós temos recolhidos as balanças como uma actividade rotineira, mas agora estamos a controlar com maior rigor tendo em conta a quadra festiva. Por isso, queremos voltar a apelar aos vendedores para não viciarem as balanças”, destacou.

Ainda no final de semana foram recolhidos 30 sacos de batata-reno e 10 de cebola cujo peso, por saco, não atingia os 10kg conforme o estipulado. Estes produtos foram encaminhados às instituições de caridade.

Segundo Covane, havendo reincidência o vendedor pode ser suspenso das suas actividades. “Os vendedores devem render sem prejudicar os compradores. Por isso, vamos continuar a trabalhar, mesmo depois das festas”, garantiu Covane.

Os mercados de Xipamanine e do Peixe estão na lista das mais problemáticas em termos de viciação do peso. Assim sendo, chama-se a atenção dos compradores de modo a serem mais cautelosos durante as compras.

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