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Segunda-feira, Abril 13, 2026
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Samora Machel Júnior destaca declarações de ex-agente secreto sobre morte do pai

Samora Machel Júnior destaca declarações de ex-agente secreto sobre morte do pai

O primogénito de Samora Machel considerou esta quinta-feira `importantes e encorajadoras´ as declarações dum ex-agente da secreta sul-africana, que assumiu a autoria da morte do primeiro Presidente, mas disse esperar pelos resultados da comissão de inquérito.

Em declarações à `Lusa´, Samora Machel Júnior, filho do ex-chefe de Estado, que proclamou a independência do país, disse tratar-se de `informações importantes e encorajadoras´ para se apurar a verdade sobre as causas da queda do avião presidencial.

`É sinal de que existem fortes indícios (de que não se tratou de erro humano, como indicam algumas teorias) que levaram o governo sul-africano a reabrir o processo´, disse à Lusa Samora Machel Júnior.

Numa entrevista exclusiva publicada pelo semanário sul-africano `Sowetan Sunday World´, um agente ao serviço do `Civil Cooperation Bureau´ (CCB), departamento de operações especiais dos serviços secretos do então regime do `apartheid´, assumiu ter estado envolvido na morte de Samora Machel.

`Eu fazia parte da equipa de reserva, armada com mísseis terra-ar, que seriam utilizados caso o primeiro plano falhasse´, disse Hans Louw, assinalando que também colaborou nos relatórios e trâmites burocráticos da morte de Samora Machel.

Esta quinta-feira, o filho de Samora Machel disse à `Lusa´ que há muito que `a família continua à espera´ de uma posição oficial do Estado sobre a morte do ex-Presidente de Moçambique.

`Até este momento, tudo o que temos ouvido é com base no que sai nos órgãos moçambicanos e sul-africanos. Não tivemos nenhum contacto com o Estado´ para abordar as informações que têm sido veiculadas pela imprensa nacional ou estrangeira sobre o assunto, disse Samora Machel Júnior.

Moderniza-se plataforma Tecnológica da mCel

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Neste âmbito, inicia no próximo domingo o processo de modernização da plataforma tecnológica de gestão de clientes do serviço pré-pago, tendo por objectivo oferecer um leque de produtos, serviços e promoções mais inovadoras e que acrescentem maior valor a toda base de clientes do serviço pré-pago.

Segundo indica uma nota daquela operadora, foram tomadas medidas para evitar constrangimentos na prestação de serviços aos clientes.

No entanto, a mCel alerta para a eventualidade de poder haver algumas perturbações que possam pôr em causa, mesmo que momentaneamente, as comunicações de voz, sms e Internet naquele serviço, sobretudo durante a madrugada do próximo domingo, período em que decorrerá o início da operação.

Pelos eventuais transtornos que possam ocorrer, a operadora pede a compreensão dos seus clientes.

Previstas para amanhã e domingo: Chuvas podem agravar prejuízos

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A preocupação com relação à cidade de Maputo deve-se sobretudo à prevalência da saturação dos solos e à erosão gerada pelas últimas chuvas, o que poderá resultar no agravamento do cenário das inundações nos bairros periféricos e novos desabamentos de casas em razão do aprofundamento das crateras abertas.

Com efeito, o Instituto Nacional de Meteorologia prevê para amanhã e domingo chuvas de mais de 50 milímetros em 24 horas, podendo ser superiores a 75 milímetros nalgumas regiões.

Sérgio Buque, chefe do Departamento de Análise e Previsão do Tempo, deu conta que a precipitação poderá prolongar-se até às primeiras horas de segunda-feira, devendo afectar, para além de países a montante, como sejam a África do Sul e a Suazilândia, as províncias e cidade de Maputo e Gaza.

A-propósito das chuvas a montante, Sérgio Buque deu conta que poderão influenciar os caudais de rios como o Limpopo, Incomáti, Maputo e Umbelúzi, que por enquanto ainda não atingiram níveis de alerta.

Das regiões que deverão ter precipitação superior a 75 milímetros, entre outras, constam o distrito de Massingir e o sul da província de Maputo. Nos restantes pontos do país espera-se continuação de chuvas em regime fraco a moderado (até 30 milímetros em 24 horas).

Para a zona sul a previsão sazonal aponta para chuvas abaixo do normal com tendência para a normal durante o período de Janeiro a Março, de acordo com a previsão sazonal avançada nos finais do ano passado. No entanto, a precipitação ocorrida a 1 de Janeiro, na ordem de 32 milímetros, e a de terça-feira (158 milímetros) já é igual àquilo que tem sido normal para o período.

“No final da época poderemos ter chuvas acima do normal para Maputo, porque ainda vai chover nos próximos dias”, disse.

Segundo explicou, a fase neutra do fenómeno El Niño Oscilação Sul (ENSO) é caracterizada por irregularidade na distribuição e chuvas localizadas, variando entre valores altos e baixos. A título de exemplo, Changalane registou apenas uma precipitação de 4.1 milímetros no passado dia 15 de Janeiro corrente.

A precipitação da última terça-feira deveu-se à passagem de uma frente fria no Canal de Moçambique. A maior parte da precipitação, cerca de 150 milímetros, caiu num intervalo de três horas.

Várias famílias vítimas das inundações estão a abandonar voluntariamente as casas, refugiando-se em zonas consideradas seguras. Por essa razão, os fuzileiros navais destacados para a região ainda não intervieram no resgate, porque da monitoria feita não foi constatada a presença de pessoas em locais impróprios.

Teixeira Almeida, delegado do INGC, diz que tal deve-se a uma prévia acção de sensibilização da população.

Sobre a linha do Limpopo danificada, os Caminhos de Ferro de Moçambique deu conta que esforços estão em curso para restabelecê-la o mais breve possível. Ela tinha sido interrompida em três troços.

Carvão Mineral em Tete: Reduzem expectativas à volta de Benga

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Um vasto trabalho de prospecção e avaliação foi conduzido pela RTCM desde 2011. Estas novas informações conduziram a uma revisão em baixa das estimativas dos volumes de carvão metalúrgico recuperável nas áreas mineiras da RTCM e também à reavaliação da escala que o negócio pode alcançar.

A produção de carvão pela RTCM está actualmente limitada pela falta da capacidade de infra-estruturas de transporte, uma vez que não foi possível avançar com base nos planos infra-estruturais originais da RTCM. A Rio Tinto procurou inicialmente fazer o transporte fluvial do carvão no rio Zambeze, mas está actualmente no processo de identificação de rotas de escoamento alternativas, uma vez que aquela opção não obteve aprovação final. A Rio Tinto continua a trabalhar com o Governo no desenvolvimento de alternativas de infra-estruturas de transporte.

A conjuntura de volumes inferiores de carvão metalúrgico recuperável e a impossibilidade de aumentar a produção, como originalmente projectada, devido aos constrangimentos de infra-estrutura, conduziu à redução do valor escriturado da RTCM e o registo de uma imparidade nas contas da Rio Tinto.

Em comunicado recebido na nossa Redacção, a mineradora anglo-australiana diz que continua a acreditar que a RTCM pode em última análise ser um negócio valioso de carvão metalúrgico e vai continuar a aumentar a produção do carvão metalúrgico de Benga.

O carvão metalúrgico é um recurso geológico raro e sem substituto na indústria siderúrgica. Com uma futura demanda forte deste produto, a previsão a longo prazo do preço de carvão metalúrgico é favorável.

A RTCM está neste momento focalizada em aumentar a capacidade de produção da mina de Benga à medida que houver capacidade de transporte adicional, concluindo os trabalhos de prospecção e avaliação do seu extensivo portfólio de projectos de carvão.

Também pretende concentrar-se no trabalhar com o Governo e outros parceiros na identificação de uma solução a longo prazo de infra-estrutura de transporte que seja consistente com a dimensão e qualidade dos recursos da RTCM.

A RTCM irá manter uma força de trabalho consistente com as necessidades do negócio e irá continuar os seus esforços para dotar-se tanto quanto possível de quadros moçambicanos. Irá continuar também o diálogo com o Governo e outros parceiros a fim de desenvolver um negócio que traga valor aos accionistas da Rio Tinto bem como benefícios sociais e económicos a longo prazo para Moçambique.

Rio Zambeze inspira desenhos animados

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“Zambézia” conta a aventura de Kai, um jovem Falcão que abandona o pai para seguir o seu destino: tornar-se um Furacão, a elite de aves que protege a Zambézia, cidade dos pássaros, dos perigosos predadores.
A história passa-se numa região próxima ao rio Zambeze, que serviu como inspiração para o título.
O filme conseguiu reunir excelentes actores para dar vida a seus personagens. Além de Jackson, “Zambézia” conta com Leonard Nimoy, Jeff Goldblum e Abigail Breslin. O filme não apenas conta com o talento de actores consagrados, como também investe numa actriz que está a despontar no cinema, o que pode ser uma estratégia para atrair a atenção de um público mais jovem.
É difícil prever o futuro de “Zambézia”. Pode ser que o público se sinta atraído simplesmente por ser uma produção que não será lançada por um grande estúdio de Hollywood, além de que a presença de tantos grandes nomes no filme sem dúvida contará.

No norte do país: Falta da castanha ameaça fábricas de processamento

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A Associação dos Industriais de Cajú (AICAJU), que deu estas informações, estima que das 33.600 mil toneladas necessárias para o funcionamento pleno das treze unidades de processamento existentes nas províncias de Cabo Delgado e Nampula, só poderá oferecer 28 mil toneladas.

Mohomed Yunuss, presidente da AICAJU, disse em entrevista ao “notícias”que, o desempenho dos produtores de castanha das duas províncias, consideradas potenciais produtoras do país, foi afectado por problemas de natureza climatéricas, principalmente em Cabo Delgado.

“Feitas as contas, depois do término oficial da campanha de comercialização, constatamos que estamos perante um défice de 5.600 toneladas de matéria-prima, todavia não estamos desalentados porque esperamos socorrermo-nos da castanha produzida para além da Zambézia, mas também de Gaza e Inhambane”-explicou.

As treze unidades de processamento da castanha de cajú, maior parte delas (em número de doze), estão localizadas na província de Nampula, considerada maior produtora do país.

Segundo as estimativas da AICAJU, pouco mais de doze mil trabalhadores poderão ser empregues nas referidas unidades de processamento, facto que constitui uma mais-valia para a melhoria da renda das famílias das regiões onde estão implantadas as fábricas.

De referir que na campanha 2012/13, a comercialização da castanha de caju que foi lançada pelo Chefe do Estado, Armando Guebuza, foi processada num ritmo extremamente acelerado, facto motivado pelo aumento do preço praticado pelos compradores.

A comercialização havia arrancado com a fixação do preço de oito meticais/quilograma, valor que acabou sendo considerado baixo pelos produtores, levando-os a “congelar” a sua produção nos celeiros. Tal realidade acabou deixando os industriais e comerciantes “encurralados”, sem saída para aqueles que acabaram por aumentar o preço de compra, para 12 meticais.

Segundo o instituto de Caju (INCAJU), a meta atribuída para a província de Nampula foi de 40 mil toneladas, sendo que 33.600 eram para a indústria e as restantes quantidades para exportação.

Mohome Yunuss reconhece que a actual tecnologia em uso nas unidades de processamento da castanha de caju, esta longe de fazer aproveitamento da castanha de caju e dos seus derivados, como forma de dar valor acrescentado ao produto. Neste momento, apenas se faz o aproveitamento da amêndoa, o mesmo não acontecendo em relação a maçã, casca, película entre outros, daí que seja necessário importar novas tecnologias para que este aproveitamento seja realidade.

O presidente da AICAJU elogiou o comportamento dos produtores que, ultimamente, abandonaram o hábito de ferver a castanha (para acelerar a secagem e colocar rapidamente no mercado), prática que lesava sobremaneira aos industriais e exportadores por causa das consequências colaterais daquele tipo da castanha (que ficava com a amêndoa afectada em qualidade e peso depois de completamente seca).

Sobre a banca, que em algum tempo se mostrava “reticente” em financiar aquele ramo de actividades, AICAJU também diz que o relacionamento melhorou sobremaneira.

Eu matei Samora – confessa ex-agente da policia secreta sul-africana

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Numa entrevista exclusiva publicada pelo semanário «Sowetan Sunday World», o ex-agente afirmou que participou nos planos que causaram a morte, em Outubro de 1986, num desastre de avião, ao antigo Presidente de Moçambique, Samora Machel, bem como a outras 33 pessoas que integravam a sua comitiva.

Hans Louw, um assassino profissional ao serviço do “Civil Cooperation Bureau” (CCB), um departamento de operações especiais daqueles serviços secretos, concedeu a entrevista na prisão, onde se encontra desde 1997, a cumprir uma pena de 22 anos, por ter morto um membro da máfia grega. Ele e um outro
agente são acusados de outros seis homicídios e 70 tentativas de homicídio.

Louw afirma que a morte de Samora Machel não resultou de um acidente e que não foi por acaso que o avião em que este seguia, um Tupolev de fabrico soviético vindo de Lusaka, Zâmbia, em direcção a Maputo, caiu nas colinas em Mbuzini, perto da fronteira sul-africana com Moçambique.

“Eu fazia parte da equipa de reserva, armada com mísseis terra-ar, que seriam utilizados caso o primeiro plano falhasse”, disse Louw, que afirma ter também colaborado nos relatórios e trâmites burocráticos da morte de Samora Machel. Segundo o ex-agente, havia um plano A, que devia desviar o Tupolev
da sua rota por meio de emissão de falsos sinais de rádio, o que efectivamente aconteceu. Crente de que estava a baixar em direcção a Maputo, o piloto russo conduziu, de facto, o avião para território
sul-africano, onde acabou por despenhar-se nas montanhas de Libombo, na região de Mbuzini.

Louw acusa os serviços secretos militares do regime do «apartheid», a que pertencia na época, de terem emitido os falsos sinais. O mesmo método, denunciou Louw, teria depois servido para abater um avião militar angolano em 1989. Em 1987, uma comissão de investigação sul-africana declarou que o
desastre se deveu a um erro do piloto, que também morreu no desastre.

Depois do fim do «apartheid», também a Comissão para a Verdade e Reconciliação investigou o desastre, mas não publicou os resultados. Nessa altura apurou-se que a causa do acidente foi, efectivamente, a emissão de falsos sinais.

A pedido de Graça Machel, viúva do Presidente Samora Machel e actual esposa de Nelson Mandela, ex-Presidente sul-africano e também a pedido deste, a morte de Samora Machel está agora a ser investigada pela equipa especial de investigações «The Scorpions».

Louw confessou ainda que no princípio dos anos 90 distribuiu armas para semear violência nos comboios interurbanos no Rand Oriental, próximo de Joanesburgo, com armas provenientes de Moçambique. Depois de se demitir das forças especiais, foi mercenário em Angola e na Serra Leoa com a empresa sul-africana Executive Outcomes, oficialmente dissolvida em 1998, mas que continua a actuar sob outros nomes.

Disse que estava arrependido do seu “passado sangrento” e que, por isso, queria “pôr tudo em pratos limpos”.

As suas revelações são apenas a ponta do icebergue.

Serviço Militar – A meta é recensear 160 mil mancebos

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Trata-se de jovens de ambos os sexos, nascidos em 1995, bem como aqueles que não puderam regularizar a sua situação militar em ocasiões anteriores, desde que a sua idade não ultrapasse os 35 anos.

A meta estabelecida para este ano assemelha-se à do ano passado, tendo neste período sido registados em todo o país 198.521 jovens de ambos os sexos, o que representou um crescimento na ordem dos 24,7 porcento em relação a meta previamente estabelecida.

Para a presente campanha, o Ministério da Defesa Nacional reitera os apelos para que os jovens abrangidos se dirijam aos centros de recenseamento, a fim de regularizarem a sua situação, sob o risco de se até ao último dia da operação não se apresentarem serem considerados faltosos e, por essa via, estarem sujeitos a sanções nos termos da lei.

No seu apelo, o Ministério da Defesa Nacional explica que os jovens devem ter sempre presente que o recenseamento militar constitui uma porta para a afirmação patriótica ao serviço da defesa da pátria.

Igualmente, regularizar a situação militar contribui para que a base de dados da reserva territorial para a defesa de Moçambique seja visualizada com mais precisão.

O Ministério da Defesa Nacional entende que tudo o que é feito em Moçambique deve ser com tranquilidade e estabilidade e é contributo significativo de jovens que dia e noite, nas fileiras das Forcas Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) garantem a paz, defendem a soberania e a integridade territorial.

Este facto torna-se premente, sobretudo numa altura em que os apetites sobre o país se acumulam: país com acesso ao mar; com portos e linhas férreas e com mares praias maravilhosas; rios; recursos marinhos e faunísticos, florestas abundantes de todo o tipo de espécies animais, o virgem subsolo em descoberta, a energia e as infra-estruturas chamam a atenção de muitos sendo assim importante manter e consolidar a prontidão combativa das FADM.

Chuvas matam e destroem em Manica

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Na sequência desta situação, pelo menos 570 famílias ficaram sem tecto devido à destruição total das suas habitações e 1771 outras registaram danos parciais em suas casas. A maior parte das destruições ocorreu na cidade de Chimoio, a capital provincial, onde pelo menos 1641 casas ficaram parcialmente destruídas e 510, todas de construção precárias, desabaram totalmente.

O delegado do INGC em Manica, João Vaz, que revelou o facto, disse que o levantamento prossegue não apenas na cidade de Chimoio, mas também em todos os distritos nos quais está havendo precipitação que está a deixar um rasto desolador de destruições e mortes.

Entre as casas destruídas parcialmente na cidade de Chimoio constam 80 de construção convencional. Ainda na capital provincial de Manica, pelo menos 17 pessoas contraíram ferimentos, 29 casas de culto desabaram, o mesmo acontecendo com 14 barracas em diversos mercados informais da cidade. Os prejuízos aconteceram em todos os três postos administrativos urbanos da autarquia e atingiram com maior incidência os bairros suburbanos.

Dos distritos da província de Manica chegam informações segundo as quais 29 pessoas contraíram ferimentos diversos, 191 famílias desalojadas e 105 casas de construção precária desabaram, no distrito de Sussundenga.

No distrito de Manica, mais concretamente no posto administrativo de Messica, duas pessoas perderam a vida e igual número contraíram ferimentos. A terceira vítima mortal registou-se em Cafumpe, distrito de Gondola. As causas dos óbitos e ferimentos não foram reveladas, mas o delegado do INGC em Manica admite ter sido por electrocussão ou desabamento de paredes de casas.

Corte de Comunicações

O delegado do INGC em Manica, João Vaz, indica que para além das destruições apontadas as chuvas cortaram as comunicações rodoviárias entre várias localidades, devido à destruição de drifts, pontes e erosão pluvial a nível das estradas.

Com efeito, o distrito de Tambara está isolado devido à subida do caudal do rio Muira e dentro do próprio distrito, o posto administrativo de Nhacafula já não se comunica com a sede distrital, devido à subida do caudal do rio Tchidji.

No distrito de Guro, os troços Nhancatale-Mandie, Nhamassonje-Tanda, Tanda-Bunga e Mungari-Tambara, já não se comunicam entre si devido à destruição de pontes nas respectivas estradas.

Em Mossurize, os troços Dombe-Espungabera e Chiurarirue-Machaze estão intransitáveis na sequência da subida do caudal dos rios e destruição de drifs. Assim, o distrito de Mossurize ficou totalmente isolado do resto da província, sendo apenas acessível via Zimbabwe.

No distrito de Manica, informações que tivemos acesso indicam a destruição de pontes e drifts na estrada Manica-Mavonde, deixando esta última localidade isolada da sede distrital.

Em termos de acções de socorro, o INGC em Manica disponibilizou 15 tendas e igual número de cobertores para as famílias desalojadas, 10700 metros de plástico para a cobertura e 10 gericans para o acondicionamento de água. Ainda não foram alocados víveres para as referidas famílias, embora o INGC tenha garantido que, em caso de necessidade, tal será feito pontualmente.

Relativamente à situação hidrológica, a fonte indicou que o cenário se afigura cada vez mais preocupante nas bacias do Búzi e Zambeze. Enquanto os níveis hidrometricos estão em ascensão no rio Zambeze, que ontem estava a 20 milímetros para o nível de alerta, o Lucite, integrante da bacia do Búzi, estava a baixar.

Tete – Chuvas condicionam transitabilidade rodoviária

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Por exemplo, o acesso rodoviário à sede distrital de Tsangano, ao longo do Planalto Angónia/Marávia, região norte da província de Tete, está sendo feito com sérias dificuldades devido pavimento escorregadio ao longo da estrada.

“É verdade que, em alguns troços, a estrada está uma maravilha mas transitamos com alguns problema num e noutros pequenos troços onde o construtor que esteve envolvido na reabilitação da rodovia colocou alguns solos lamacentos e bastante escorregadios. Nesses troços quando chove nenhum carro consegue passar” – disse Ana Beressone, administradora daquele distrito.

Aquela dirigente acrescentou que, relativamente aos anos anteriores, o acesso à sede distrital de Tsangano tende a melhorar nos últimos dez meses, com a conclusão do programa de reabilitação faseada de cerca de 50 quilómetros que separam a sede distrital ao cruzamento de Ampulo, junto à N304.

Entretanto a rede viária de Tete, conheceu melhorias na sua extensão e transitabilidade durante ano passado, o que permite uma circulação normal em cerca de 68,9 por cento de estradas classificadas e 31,1 por cento das não classificadas mesmo em plena estação chuvosa.

O Director Provincial das Obras Públicas e Habitação, em Tete, Luís Machel, disse haver um e outro problema nalgumas estradas não classificadas que ligam algumas sedes distritais, sobretudo nesta época chuvosa.

“Estamos com uma rede constituída por 540 quilómetros da rede primária, 1229 secundária, 788 quilómetros de terciária e 413 de vicinal. Estas vias de comunicação oferecem, neste momento, uma transitabilidade de cerca de 70 por cento da totalidade da rede viária da província” – disse Machel.

Com relação à Estrada Nacional nº 7 (EN-7) que atravessa a província de Tete fazendo ligação com os países como o Malawi, Zâmbia, Zimbabwe e dos Grandes Lagos, a nossa fonte disse que, embora com muita morosidade, estão em curso trabalhos da sua manutenção e reabilitação, acção que está a cargo da concessionária Estradas do Zambeze.

“Neste momento estamos com problemas sérios de transitabilidade na EN-7, mais concretamente nos troços cidade de Tete/Zóbuè, Changara/Cuchamano e na EN-304 no fragmento Mussacama/Cálomuè”, disse Machel.

Esta rota com maior tráfego de circulação de viaturas e que liga aos países vizinhos de Malawi, Zimbabwe e Zâmbia e dos Grandes Lagos, tem constituído um desembaraço para os automobilistas que circulam diariamente por esta rodovia, interligando ao Porto da Beira, na província de Sofala.

O director das Obras Públicas e Habitação de Tete, referiu que em relação à estrada de Chitima, ligando o distrito de Cahora-Bassa à Mphende, sede distrital de Mágoè, foi concluída no ano passado, a construção de 13 pontes previstas no âmbito da asfaltagem daquela rodovia.

Entretanto, Luís Machel, reconheceu haver atrasos frequentes de construção de estradas, uma situação originada pelo desembolso tardio dos orçamentos, facto aliado à falta de meios circulantes na direcção provincial das Obras Públicas e Habitação, em Tete, para o acompanhamento e supervisão das actividades de reabilitação das estradas, entre outras actividades do sector das Obras Públicas.

Chuvas na capital – Cenário simplesmente catastrófico

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O pânico instalou-se nos bairros mais propensos à ocorrência de calamidades da capital. O cenário que se viveu assemelha-se a um terramoto, segundo contam os moradores entrevistados pela nossa Reportagem.

“Perdemos tudo. Não sabemos o que vai ser de nós daqui em diante”, é a frase mais frequente ouvida pelo “Notícias”, principalmente no bairro de Laulane, onde a rotura de uma conduta de água aumentou a desgraça da população.

O nosso trajecto em busca do desaire alheio iniciou-se na Avenida General Cândido Mondlane, onde era possível ver o desespero das pessoas que tentavam retirar das suas casas quantidades de água que colocou seus móveis a flutuar.

 No bairro de Laulane, bem próximo à linha-férrea, as enxurradas arrasaram mais de uma centena de casas, um menor perdeu a vida e algumas pessoas ficaram feridas quando tentavam fugir e salvar alguns bens. O comboio que liga a cidade de Maputo e o distrito da Manhiça ficou sem manobras para transportar os seus passageiros, após parte da linha ficar suspensa.

João Chave viu o seu filho de apenas sete anos a ser arrastado pelas correntes sem poder fazer algo para o ajudar. O menino viria a se salvar graças ao tronco de uma árvore onde foi se entalar até que fosse resgatado por um vizinho.

“Quando tentávamos nos salvar, segurados a um tronco, o meu filho foi arrastado para uma distância de mais de 500 metros e foi salvo por um vizinho que o viu travado pelo tronco de uma árvore. A minha esposa ficou gravemente ferida e não foi a tempo de ser atendida como devia”, lamentou Chave.
Paula Eneristo vive com seus pais e mais sete irmãos. Sua casa foi arrastada pelas águas e família ressuscitou dos escombros quando a chuva teve uma pequena interrupção, por volta das 13.00 horas.

“Salvamo-nos por sorte, podemos afirmar que ressuscitamos dos escombros da casa destruída. Agora estamos aqui sem saber para onde é que vamos e o que vai ser de nós nas próximas horas”, explica a vítima.

A chefe do quarteirão 1, Luísa Macuácua, fez o levantamento das famílias que perderam suas casas e avançou pelo menos 120 famílias com casas arrastadas e derrubadas pela catástrofe, um menor que perdeu a vida depois de ser arrastado pelas correntes. As vítimas foram alojadas pela edilidade na Escola Primária Força do Povo.

Sobre sequestradores, PRM assegura: Ninguém sairá impune

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A título de exemplo, na última semana foram detidos sete indivíduos, sendo que a Polícia deu a conhecer apenas dois nomes, em conexão com o sequestro do proprietário da Padaria Lafões, Zainadin Dali, ocorrido por volta das 21.00 horas do passado dia 18 de Dezembro, no bairro da Polana-Cimento, próximo ao Consulado de Portugal.

Trata-se de jovens identificados pelos únicos nomes de Momed e Shafar, este último conhecido nos meandros do crime pelo cognome Van Dame, encarcerados nas celas de uma das subunidades da corporação que a nossa fonte não adiantou. Ao que apurámos, a operação foi realizada por uma força policial que integrava a Força de Intervenção Rápida (FIR) e o Grupo de Operações Especiais (GOE).

Os sequestradores teriam, na altura do rapto, bloqueado a viatura da vítima, obrigando-o a passar para uma outra conduzida por um dos meliantes. Zainadin é um dos três irmãos que gerem o negócio de padarias e pastelarias do falecido empresário Dalí.

“O que nós podemos garantir é que no caso dos raptos ninguém ficará de fora, pelo menos no trabalho que compete à Polícia. Todos eles serão punidos, independentemente da condição financeira, nome ou qualquer outra distinção”, afirmou Cossa.

Falando durante o habitual encontro com a Comunicação Social, o porta-voz disse ter sido apreendido dinheiro nos valores de 550 mil meticais e 45 mil dólares norte-americanos e duas viaturas de marca Toyota Corolla.

“Depois de se provar o seu envolvimento, estes terão encaminhado a corporação até ao local onde estava escondido o dinheiro que foi apreendido. Um factor que chamou a nossa atenção é que os criminosos mantêm em cárcere suas vítimas nos bairros da capital, contrariamente ao que vinha acontecendo nos outros casos”, acrescentou Cossa.

A fonte policial promete mais desenvolvimento sobre os casos e garante que dentro de dias serão conhecidas as caras dos novos suspeitos de envolvimento nos raptos no país.

Época chuvosa e suas consequencias – Duplica número de mortos e afectados

Do universo dos óbitos, seis registaram-se em Macossa, província de Manica, Milange, na Zambézia, e quatro na cidade de Maputo, entre a sexta-feira, 11, data da activação do alerta laranja, e a última quarta-feira.

Dados ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) em Maputo apontam Manica como o ponto do país com mais afectados, 11.580, seguindo-se Zambézia, 1914, Inhambane, 775, e Sofala, com 95.

Parte significativa das vítimas encontra-se abrigada em centros de acomodação temporária, uma vez que as suas casas foram-se com as enxurradas.

Rita Almeida, Porta-voz do Conselho Técnico de Gestão das Calamidades, disse que para o caso da cidade de Maputo as equipas ainda estavam a fazer o levantamento dos afectados, mas dados preliminares indicavam a destruição de 380 casas em diferentes bairros residenciais.

Quatro centros de acomodação temporária foram abertos nos bairros de Hulene, Magoanine “C”, Xipamanine e Inhagóia, sendo que até ao início da tarde de ontem acolhiam 223 famílias. A maior parte dos agregados encontra-se nos centros de Magoanine, 120, e Força do Povo, no Hulene, com 80.

A nossa fonte explicou que o número dos acolhidos nos centros varia, dado que à medida que os níveis de água baixam em algumas zonas as famílias regressam, cenário que pode resultar em mortes em caso de uma subida repentina dos caudais dos rios.

Embora Sérgio Buque, Chefe do Centro de Análise e Previsão de Tempo no Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), indique um abrandamento das chuvas nas regiões centro e norte, bem como uma paragem no sul hoje e amanhã, o Conselho Técnico de Gestão das Calamidades está preocupado com o aumento dos níveis de água na bacia do Save, concretamente em Govuro, bem como com as inundações que podem vir a ocorrer nas cidades críticas, como Xai-Xai, Maxixe e Inhambane.

Outra preocupação, de acordo com a porta-voz, é a ameaça de eclosão de doenças relacionadas com o consumo de água contaminada e/ou falta de higiene pessoal e colectiva nos centros de acomodação. Nesse sentido, há já trabalhos concretos visando colocar mais água tratada naqueles locais.  

O INGC garante estar a altura de responder em tempo útil aos efeitos destas chuvas, uma vez que estão dentro do plano de contingência, dispondo de meios humanos e materiais necessários.

Aliás, Rita Almeida disse que já foram mobilizados três barcos para Nhamatanda, Sofala, igual número em Chinde, na Zambézia, com vista a auxiliar operações de salvamento, para além dos dois alocados à cidade de Maputo.

Mais de 20 mil afectados pelas chuvas em Moçambique que já fizeram pelo menos oito mortos

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Em Moçambique vive-se o pico da época chuvosa que já fez pelo menos oito vítimas mortais e deixou desalojadas perto de 20 mil pessoas, segundo dados preliminares do Conselho Técnico de Gestão de Calamidades, do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), que não inclui, ainda, dados da intensa chuva que nesta Terça-feira inundou a capital do país.

O INGC indica que o fenómeno está a afectar fortemente as populações das províncias de Inhambane, Zambézia, Manica e Sofal onde já foram criados centros de acolhimento às pessoas afectadas pelo mau tempo.

Para além de vítimas humanas, a chuva destruiu várias infraestruturas sócio-económicas em todo o país.

Ainda devido a chuva, o curso normal das aulas poderá estar comprometido em algumas regiões do país.

O tráfego rodoviário também está condicionado na seguintes regiões: entre Lindela e Homoíne e Mubalo e Homoíne, em Inhambane; entre Mopeia e Luabo, na Zambézia; entre Tete e Zumbo, Tete e Mutarara e entre Tete e Buruma, na província de Tete; e entre Mussurize e Machaze, em Manica.

Escola de Chamissava acusada de cobranças ilícitas

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A direcção da Escola Primária Completa Chamissava, localizada no distrito de KaTembe, cidade de Maputo, é acusada de realizar cobranças ilícitas aos pais e encarregados de educação, sob ameaça de vedar os seus educandos às aulas.

A denúncia sobre essa prática foi feita, Segunda-feira (14), naquele estabelecimento de ensino por uma residente local, Isabel Vidro, durante uma reunião de abertura do ano lectivo escolar, que contou com a presença do edil de Maputo, David Simango, entre outros quadros do sector da educação.

“A directora da escola nos cobra 20 meticais (0,6 dólar) a cada aluno para a construção de casas de banho e quem não tirar não irá assistir as aulas”, disse Isabel Vidro, acrescentando que “eu não trabalho e tenho seis filhos, onde terei esse dinheiro todo?”.

“Que escola é essa que não tem casas-de-banho e cobra dinheiro aos pais e encarregados de educação?”, questionou ela, tendo sido vivamente aplaudida por outros encarregados de educação presentes na reunião.

Entretanto, a directora da escola, Lídia Eusébio, nega que a cobrança dos 20 meticais seja condição para os alunos assistirem as aulas e referiu que esta decisão foi tomada numa reunião em que participaram os pais e encarregados de educação.

Este caso da Escola Primária Completa Chamissava é comum em diversas escolas moçambicanas, onde, apesar das matrículas do ensino primário serem gratuitas, os encarregados de educação são obrigados a contribuir para o pagamento de salários de guardas, construção de murros de vedação, entre outras despesas, sob o risco dos seus educandos não assistirem as aulas.

Entretanto, o porta-voz do Ministério da Educação, Eurico Banze, disse que os pais e encarregados de educação podem contribuir para algumas despesas da escola, mas tal não deve ser obrigatório e deve resultar do consenso com as escolas.

“As contribuições não podem ser condição para assistir as aulas, mas as pessoas podem ser sensibilizadas para ajudar a escola, dentro das suas capacidades financeiras”, disse Banze.

Proprietário do “Grupo África Comercial” em Nampula abandona trabalhadores sem salários há 20 meses

Meticais
Sessenta e seis trabalhadores do “Grupo África Comercial, Lda”, na província de Nampula, Norte de Moçambique, foram abandonados à sua sorte pelo patronato em consequência da da sua falência. Há vinte meses que não tinham salários.

O proprietário, que responde pelo nome de Ibraimo Ismael, refugiou-se na cidade de Maputo junto com a família. Suspeita-se que tenha transferido parte do seu capital financeiro para investir noutros negócios na capital do país.

Para além da dívida em causa, a massa laboral reivindica igualmente a falta de canalização ao Instituto Nacional de Segurança Social do dinheiro que era descontado para o efeito durante três anos, horas extraordinárias, dentre outros direitos.

O “Grupo África Comercial, Lda” é também proprietário de um supermercado que era considerado uma referência ao nível da região norte do país. Porém, actualmente está encerrado. Sabe-se que foi um dos primeiros estabelecimentos comerciais de género a ser instalado na cidade de Nampula e que assegurava o fornecimento de produtos básicos às populações, sobretudo à classe com maior posse financeira.

Além disso, dispunha de uma gama de serviços comerciais em vários pontos da região norte do país, diga-se, que sustentavam famílias mercê dos postos de emprego criados.

Informações indicam que, presentemente, aquele grupo comercial tem apenas dois postos em funcionamento, dos quais um armazém com frigoríficos e fornece produtos pesqueiros, com destaque para o carapau importado de Angola. Emprega não menos de 10 trabalhadores.

Inácio Amimo e Elizabethe Muhapusse, ambos membros do Comité Sindical do “Grupo África Comercial” em Nampula, e que encabeçam a comissão de reivindicação, disseram que tentaram, inúmeras vezes, encontrar soluções junto de alguns membros sócios que ainda se encontram nesta parcela do país, mas foi em vão. Até à Direcção Provincial do Trabalho chegaram mas não obtiveram nada satisfatório.

“Queremos que eles nos indemnizem para que cada um vá procurar outro emprego. Somos obrigados a chegar ao posto de trabalho mesmo sem algo a fazer. Mas soubemos que eles pretendem a todo custo correr com as pessoas sob alegação de abandono do posto de trabalho. É para não nos indemnizarem. Temos recorrido a outros trabalhos externos para alimentar as nossa família”, disseram as nossas fontes.

Por outro lado, os nossos interlocutores referiram ainda que dos encontros realizados com os sócios a resposta tem sido de forma arrogante: “não há indemnização. Quem não aguenta abandona. Estamos à procura de dinheiro para pagar os vossos salários e reactivar as nossas unidades”.

Entretanto, as nossas fontes disseram também que de 2004 até Dezembro de 2012, houve pelo menos cerca de 20 actas de inspecção do Trabalho. Foram detectadas várias irregularidades e passadas as respectivas multas. Porém, a sociedade nunca ainda não resolveu uma coisa sequer.

Tentativas de ouvir a direcção do “grupo” redundaram em fracasso. Fomos informados que só o proprietário Ibraimo Ismael, ora em Maputo, é que pode falar à Imprensa sobre o caso.

O director provincial do Trabalho, Benjamim Lombaiomba, que reconheceu a legitimidade dos problemas apresentado pelos trabalhadores da “África Comercial” em Nampula. Disse tratar-se de um assunto já com “barba branca”.

“Nós já enviamos todo o expediente para o Tribunal Provincial e estamos à espera da tramitação processual, daí que já está fora da nossa responsabilidade”, sublinhou a fonte.

Por outro lado, soubemos que os trabalhadores do “Grupo África Comercial”, cansados de esperar, contactaram a ministra do Trabalho, Helena Taipo, que teria prometido intervir no caso.

A ministra afirmou que está a trabalhar com os órgãos judiciais e com o proprietário da empresa em causa com vista a encontrar uma solução para a massa laboral.

“Mesmo o Tribunal está em cima de nós, mas estamos a ultimar algumas situações também relacionadas com este caso. Esperamos que em breve tenhamos o desfecho”, disse Helena Taipo.

Refira-se o “Grupo África Comercial” entrou em crise financeira há cerca de cinco anos, quando os seus clientes denunciaram a venda de produtos fora do prazo.

Fronteira: Ressano mantém atendimento célere

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O facto surge da realização do CAN que vai decorrer de 19 de Janeiro a 10 de Fevereiro próximos, na vizinha África do Sul, e da festa pascal que se aproxima, momentos que deverão novamente movimentar muitas pessoas.

De acordo com Rogério Machava, Chefe da Delegação Aduaneira em Ressano Garcia, há pelo menos cinco jogos de futebol que estão confirmados para a sua realização perto daquela fronteira, o que pressupõe, em parte, a deslocação de numerosos moçambicanos, e não só, para irem acompanhar as referidas partidas.

Neste contexto, disse Machava, terminada a `Operação Karibu´, que vinha decorrendo desde 28 de Novembro, a sua equipa irá continuar a se esforçar em prestar melhores serviços aos utentes daquele posto migratório.

`Para nós o trabalho de facilitação aos viajantes continua. Assim sendo, iremos contar com os nossos efectivos locais. Todavia, sempre que necessário vamos solicitar reforço´, garantiu.

Depois do CAN, as atenções estarão viradas para a época pascal por ser um período em que cresce a movimentação de viajantes, sobretudo de mineiros que trabalham na `terra do rand´.

`Na verdade, vamos funcionar sem interrupção até ao dia 6 de Maio. A ideia é facilitar ao máximo a vida das pessoas que possam servir-se desta fronteira´, destacou Machava.

Nota particular é que todas as actividades serão coordenadas com os agentes dos serviços migratórios e policiais ali posicionados. De igual modo, as autoridades moçambicanas estão em permanente contacto com as suas congéneres sul-africanas, ao exemplo do que sucedeu durante a `Operação Karibu´, encerrada na passada sexta-feira.

A fronteira de Ressano Garcia é a mais movimentada à escala nacional, sendo, por isso, a que mais impostos colecta para os cofres do Estado.

Chuvas matam e paralisam Maputo

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Pelo menos quatro crianças perderam a vida por afogamento ontem em Maputo, em consequência das chuvas intensas que surpreenderam e paralisaram literalmente a cidade de Maputo.

Os incidentes tiveram lugar nas Mahotas e no bairro da Maxaquene, na cidade de Maputo. Neste último bairro o infortúnio foi para duas crianças que ao regressar da escola passaram pelas imediações da vala de drenagem, tendo resvalado e consequentemente arrastadas até ao vale do Infulene.

Até a retirada da nossa equipa de Reportagem das imediações da Fábrica Cervejas de Moçambique onde decorriam as buscas, uma equipa dos bombeiros intensificava a procura no sentido de resgatar o corpo da segunda criança.

No local, soubemos que situação similar acontecia nas imediações da Rua Cândido Mondlane, nas Mahotas envolvendo também dois menores, e que até à altura havia sido resgatado um corpo.

Apesar da anunciada previsão do estado de tempo, a precipitação de ontem encontrou muita gente desprevenida, pois nada indicava para uma chuva daquela intensidade.

Muitos citadinos ficaram encurralados, pois a força das águas não abria espaço para a realização de qualquer actividade, muito menos a circulação e, por conseguinte, muitas agendas ficaram comprometidas, facto que coincidiu com o arranque das aulas.

De acordo com fontes dos serviços meteorológicos, a precipitação chegou a alcançar os 40 milímetros em duas horas, o que foi demasiado a medir pelos danos provocados.

Ao longo de diversas avenidas da capital do país, era visível o fenómeno de viaturas paralisadas, o que agravou o fenómeno de congestionamento das vias de acesso. A mistura entre as águas pluviais e as negras, resultantes do deficitário sistema de saneamento, vem augurar maus dias no que tange à provável ocorrência de doenças diarreicas, malária ou cólera e a malária, pois estão criadas as condições para a multiplicação do mosquito.

Já no interior dos bairros tradicionalmente críticos em termos de saneamento do meio, a situação era penosa, com os residentes a abandonarem as suas casas e procurarem lugares mais seguros, pois já não tinham como enfrentar a fúria das águas que teimavam em penetrar em qualquer que fosse o espaço.

Nos bairros de Hulene, Urbanização e Mavalane, era visível o esforço de homens, mulheres e crianças que trocaram os seus afazeres de rotina, arregaçando as mangas para uma batalha contra a fúria das águas.

Circular na zona baixa da capital do país, revelou-se impossível por algumas horas, sobretudo nas Avenidas 25 de Setembro e Nações Unidas onde desaguava a corrente das águas idas de diversos pontos mais altos da cidade.

O comércio, na zona baixa foi forçado a encerrar em muitos estabelecimentos, com os comerciantes informais a serem os grandes lesados do dia, pois não havia mínimas condições para colocarem seus produtos nos passeios. Os vendedores de guarda-chuvas é que conheceram bons momentos com a maior procura.

As paragens dos transportes semicolectivos de passageiros, já muito cedo conheceram enchentes fora do comum, com os passageiros a procurarem a todo o custo regressarem às suas casas temendo a chuva que não dava sinal de tréguas. As imagens mostram alguns momentos que colocaram Maputo em teste quanto à sua capacidade de gerir águas pluviais.

Mais um jovem linchado na Beira

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Segundo a oficial de imprensa no Comando Provincial da PRM, em Sofala, Sididi Paulo, dentre vários electrodomésticos encontrados com o malogrado destacam-se televisores, cadeiras plásticas e DVD’s.

Ainda de acordo com a mesma fonte, dois indivíduos foram detidos indiciados de serem os mentores do tal linchamento.

Este é o segundo linchamento a registar-se já no presente ano, sendo que o primeiro aconteceu no distrito de Chibabava, quando populares revoltaram-se contra um cidadão que havia espancado a sua esposa até à morte.

Chuva: Zambeze preocupa em três províncias

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O Zambeze ultrapassou o nível de alerta local, desde o passado dia 14 de Janeiro, em consequência das abundantes chuvas que estão a cair um pouco por todo o território nacional e nos países vizinhos a montante.

O Director-Geral da Administração Regional das Águas do Zambeze, Custódio Vicente, disse que, apesar de a tendência das chuvas ser de abrandar, os caudais dos principais afluentes do Zambeze, nomeadamente, Luia, Revubue, Luenha e Chire, continuam muito altos e a escoar grandes volumes de água para o rio principal.

“Estamos ainda a registar aumentos dos níveis hidrométricos nas nossas estações do Baixo Zambeze. Prevalece ainda a subida dos caudais em toda região do Baixo Zambeze, apesar de haver sinais de abrandamento das chuvas nas últimas horas” – disse o Director-Geral da ARA-Zambeze.

Entretanto, o Delegado Provincial do Instituto de Gestão de Calamidades em Tete, Joaquim Kuripa, disse que para fazer face ao cenário das chuvas que poderão provocar uma instabilidade em algumas regiões vulneráveis e propensas às inundações e cheias, foram já activados os comités de emergência que estão em plena actividade em todos os distritos da província, com particular incidência para Zumbu, Moatize, Changara e Mutarara.

“Já temos a situação sob controlo em todos os distritos da província. Ao longo da bacia do Zambeze, concretamente no distrito de Mutarara, ao sul da província, todos os meios logísticos estão em prontidão para uma intervenção a qualquer momento em caso de emergência” – disse.

Dados da Direcção Nacional de Águas indicam que o rio Inhazónia, afluente do Púnguè, mantém níveis acima de alerta, mas com tendência de baixar, enquanto no curso principal a estação hidrométrica de Mafambisse atingiu o nível de alerta às 6.00 horas de ontem e continua a subir.

Na região sul, a bacia do rio Inhanombe, em Inhambane, continua em alerta. No entanto, a tendência dos níveis é de baixar nas estações de Mubalo e Maxixe, EN1 Km-480, situando-se em 1,50 e 0,02 metros acima do nível de alerta, respectivamente.

Nas restantes bacias hidrográficas do país, a situação hidrológica mantém-se estável.

Face à previsão do INAM de ocorrência de precipitação em regime moderado a forte nas províncias de Sofala, Manica e Tete, associada ao alto volume de escoamento, na bacia hidrográfica do Zambeze os níveis hidrométricos poderão continuar acima de alerta e com tendência de subir no baixo Zambeze (Mutarara, Caia e Marromeu). As bacias do Púnguè em Inhazónia e Mafambisse; Búzi em Dombe e Goonda; e Inhanombe e Mubalo poderão manter-se oscilatórios e acima do alerta, mas com tendência de baixar. A bacia do Save poderá atingir o alerta em Massangena devido à persistência das chuvas.

A DNA recomenda às populações e à sociedade em geral a tomarem medidas de precaução, evitar a travessia dos rios, manter os equipamentos e bens em zonas seguras, particularmente nas bacias do Messalo, Licungo, Zambeze, Búzi, Púnguè, Save e Inhanombe.

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