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Segunda-feira, Abril 13, 2026
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Após uma semana de greve: Médicos retomam postos

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Três pontos constituíam o caderno reivindicativo dos profissionais filiados na Associação Médica de Moçambique (AMM), concretamente a questão das casas, estatuto médico e a necessidade de ajustamento dos salários.

Os primeiros dois pontos já haviam sido satisfeitos quando da primeira ameaça de greve em meados de Dezembro, tendo a questão do salário transitado para a fase seguinte das negociações, cujo fracasso ditou o abandono dos serviços por parte deste grupo de médicos há pouco mais de uma semana. O ajustamento salarial segundo apurámos deverá entrar em vigor a partir de Abril próximo.

Em conferência de Imprensa ao fim da manhã de ontem, as duas partes, Ministério da Saúde (MISAU) e AMM, garantiram que as preocupações apresentadas pelos médicos foram cabalmente resolvidas nos encontros conjuntos que vêm se realizando desde a paralisação, pelo que aqueles profissionais voltavam ao trabalho.

O Ministro da Saúde, Alexandre Manguele, disse que “houve um entendimento que abre portas no sentido de todos os médicos regressarem ao trabalho para a satisfação do povo que ficou privado de cuidados de saúde na plenitude”. Acrescentou que as preocupações foram ultrapassadas, devendo avançar-se imediatamente para a normalização da situação nas unidades sanitárias que estavam a funcionar debaixo de uma grande pressão.

Por sua vez, Jorge Arroz, presidente de Direcção da AMM, garantiu que a questão do ajuste salarial era o último ponto que continuava pendente e foi resolvido nas conversações, que suspensas na madrugada de ontem foram retomadas de manhã, terminando com um acordo entre as duas partes.

Questionado sobre os números ou percentagens nos quais os ordenados dos médicos serão ajustados, Arroz escusou-se a entrar em detalhes, explicando que o aumento terá em conta os princípios de equidade e justiça salarial em relação a outros funcionários do Estado.

Nas suas reivindicações, os médicos diziam que os seus salários eram muito baixos comparativamente a outros quadros da Função Pública da mesma categoria ou até em relação a alguns de escalões inferiores.

Durante a greve as unidades sanitárias do país, principalmente os hospitais de referência ressentiram-se parcialmente da ausência dos médicos grevistas, facto que se caracterizou pelo cancelamento de algumas consultas e de tratamento.

A AMM chegou a falar de uma adesão de 90 por cento, facto desmentido pelo MISAU que apontava a não apresentação nos postos de trabalho de uma cifra na ordem de 10 porcento.

O país conta com pouco mais de dois mil médicos, dos quais cerca de 1300 trabalham no serviço público de Saúde.

Detidos sequestradores do dono da Padaria Lafões em Maputo

Sequestradores

Dois indivíduos de nacionalidade moçambicana encontram-se detidos numa das celas da cidade de Maputo, desde semana passada, indiciados no rapto do proprietário de uma padaria Lafões, anunciou, ontem, em Maputo, o porta-voz do Comando Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Pedro Cossa.

Os suspeitos foram identificados apenas pelos nomes de Mohamed e Shafar, este último também conhecido no submundo do crime pelo nome de “Van Damme”.

Falando durante o habitual briefing da PRM, Cossa revelou que a vítima foi mantida no cativeiro numa residência nas proximidades do Aeroporto Internacional de Maputo. “Depois de a Polícia descobrir que os raptores escondiam as suas vítimas na cintura da cidade de Maputo, eles passaram a escondê-las aqui na cidade. Mesmo assim, conseguimos descobrir”, disse o porta-voz.

A PRM também encontrou 550 mil meticais (uma soma equivalente a cerca de 18.500 dólares), 45 mil dólares e duas viaturas de marca Toyota que eram usadas para a prática deste tipo de crimes.

Num outro desenvolvimento, o porta-voz da PRM disse que, durante a semana passada, as autoridades da lei e ordem detiveram 26 cidadãos por prática de vários crimes entre os quais furto qualificado, roubo, burla, tentativa de suborno e homicídio. Dos detidos constam um cidadão de nacionalidade portuguesa e outro de nacionalidade nigeriana, que são indiciados nos crimes de tentativa de suborno e burla respectivamente.

Na semana passada, também foram repatriados da África do Sul 88 cidadãos moçambicanos que se encontravam naquele país em situação- ilegal.

Nova espécie de cobra venenosa descoberta em Moçambique

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Uma nova espécie de cobra, considerada altamente venenosa e potencialmente fatal, foi descoberta em Moçambique, anunciou ontem um pesquisador da Universidade Lúrio (UniLúrio) de Moçambique.

O zoólogo Harith Farooq, que disse ter descoberto a serpente em março de 2012, referiu tratar-se da espécie Thelotornis usambaricus, que pertence a um grupo de cobras vulgarmente chamado de “Vine snakes”ou “Twig snakes”.
Até à sua descoberta em Moçambique, só se sabia da sua existência na vizinha Tanzania, também país localizado na África Austral.

“O veneno é hemotóxico e até ao momento não existe antiveneno para os seus ataques”, disse ontem o pesquisador entrevistado pela Agência de Informação de Moçambique.

Harith Farooq disse ter descoberto a serpente quando realizava um inventário de fauna terrestre na Ilha de Vamizi, Arquipélago das Quirimbas, província nortenha de Cabo Delgado, onde encontrou dois exemplares deste animal.

A seguir, o zoólogo enviou um dos exemplares para o Museu de História Natural do Zimbabwe para confirmação taxonómica, um trabalho que foi realizado com o especialista Donald G. Broadley, o mesmo que descreveu esta espécie para a ciência em 2001 na Tanzania.

“Actualmente, os dois exemplares trazidos de Vamizi podem ser encontrados no Museu de História Natural do Zimbabwe, em Bulawayo, ou na colecção de referência de répteis da Universidade Lúrio em Pemba”, na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, refere a fonte.

Com a descoberta, sobe para 96 o número de espécies de cobras contabilizadas em Moçambique, segundo os dados estatísticos desta área.

Governador da Zambézia rejeitainauguração de escola secundária

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A abertura do ano lectivo escolar na província da Zambézia foi marcada ontem pela rejeição da inauguração da escola secundária de Alto-Ligonha, localizada no distrito de Gilé. Trata-se de uma infra-estrutura que contempla 10 salas de aula, com capacidade para 50 alunos cada, três latrinas duplas, gabinetes do director e pedagógicos, bem como uma biblioteca.

A infra-estrutura, ora rejeitada, foi construída com fundo acelerado de infra-estruturas escolares (FASE), num investimento estimado em pouco mais de seis milhões de meticais.

O contrato ora celebrado foi alocado para construção de um lote de três escolas ao nível do distrito de Gilé. As obras estavam a cargo da Alif construções, uma empresa baseada naquela província.

Na Zambézia, a abertura do ano lectivo escolar teve lugar no posto administrativo de Alto-Ligonha, e foi orientada pelo vice-ministro da educação, Arlindo Chilundo. A mesma contou com a presença do governador da Zambézia, Joaquim Veríssimo.

De acordo com Joaquim Veríssimo, a não inauguração das infra-estruturas escolares prende-se com o facto de ao governo nunca ter sido apresentado, pelo sector da educação, algum projecto de construção, os financiamentos, entre outras questões administrativas. Mesmo assim, Veríssimo orientou a direcção a utilizar as salas com vista a não prejudicar o decurso normal das aulas que ontem iniciaram no país.

“Não posso inaugurar essas obras porque não tive acesso aos documentos, sendo assim, nós precisamos de mais informações sobre o projecto e, se tudo estiver conforme, voltaremos a este lugar para praticar um acto, ciente de que as condições são apropriadas”, disse.

Chuvas alagam cidade de Maputo

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A cidade de Maputo registou, ontem, chuvas intensas que alagaram tanto a baixa da cidade quanto as zonas periféricas, tornaram as vias de acesso intransitáveis e os estabelecimentos comerciais encerrados.

O cenário vivido ontem na capital do país foi muito dramático, dado que as estradas ficaram alagadas, as valas de drenagem entupidas, enxurradas em todo o canto da cidade, pessoas desesperadas, escassez de transporte, tudo devido às chuvas que caem na capital do país desde o passado fim-de-semana.

Várias pessoas que se fizeram à baixa da cidade para os seus postos de trabalho, ou então para passear ou fazer as suas compras, não tiveram alternativas se não mergulhar os seus pés nas águas turvas, com riscos imensos de contrair doenças.

Os autocarros não escaparam a esta lastimável situação que a chuva criou.

Alguns automobilistas, desesperados, tentaram tirar os seus carros das avenidas mas sem sucesso.

Os comerciantes formais e informais também foram alvos das enxurradas e tiveram que suspender as suas actividades.

Não se sabe quais os prejuízos causados e quantos impostos deixaram de ser pagos por alguns destes comerciantes.

Este panorama descreve a cidade de Maputo sempre que cai chuva, mas não se sabe o que é que as autoridades municipais fazem para estancar o problema de esgoto, que a cada dia de chuva que se passa degrada e ameaça a vida das pessoas.

O Instituto Nacional de Meteorologia já previa a queda de chuvas em Maputo durante o último fim-de-semana e os órgãos de informação divulgaram esta informação até de forma repetitiva, mas as autoridades não se prepararam e, como resultado, via-se meia dúzia de profissionais a tentar estancar esta grandiosa catástrofe.

Já nas zonas suburbanas, como, por exemplo, Xiquelene, verificavam-se cenários dolorosos e preocupantes, de crianças a fazerem das águas turvas uma praia! Igrejas ficaram completamente engolidas pela água das chuvas e as conservatórias de registo civil também escaparam à fúria das mesmas.

Chuva destrói infra-estruturas e desaloja 572 famílias em Inhambane e Zambézia

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A chuva que cai nas diferentes províncias moçambicanas já deixou, até este momento, centenas de famílias sem tecto, salas de aulas destruídas e algumas vias de acesso cortadas, condicionando desta maneira a transitabilidade de viaturas e de pessoas de um lugar para o outro, segundo a porta-voz do Conselho Técnico de Gestão de Calamidades, no Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), Rita Almeida.

A chuva poderá abrandar nos próximos dias, embora irão persistir os níveis de alerta, principalmente nas bacias do Zambeze, Messalo, Caia, Marromeu e nas estações do Búzi e Save.

Sem falar dos estragos causados por exempolo em Nampula, Rita Almeida apontou ainda que a queda intensa da chuva inundou casas e desalojou 492 famílias nos distritos de Panda e Homoine, na província de Inhambane, Sul de Moçambique. As mesmas encontram-se nos centros de acomodação temporárias. Outras 80 famílias, na mesma situação, são do distrito de Milange na Zambézia.

No distrito de Nhamatanda, em Sofala, as vias de acessos que fazem ligações com alguns povoados estão intransitável situação idêntica verificada nos troços Zumbo-Tete, Mutarara-Tete, Massangena, Chibuto e Xai-Xai (em Gaza) e Maputo província, disse Rita Almeida.

As infra-estruturas escolares não escaparam da fúria das águas e, consequentemente, 54 salas de aulas estão destruídas em todo território nacional, o que vai fazer com que alguns alunos assistam aulas ao relento, segundo referiu a nossa interlocutora.

Perante a situação, ela afirmou que o INGC já tomou algumas medidas cautelares, tais como o posicionamento de algumas equipas com barcos nos distritos de Chinde e Xai-Xai para apoiar a travessia das comunidades que estão isoladas por causa da intransitabilidade das vias de acesso e inundações das residências. Entre alguns pontos do interior, principalmente na província de Gaza a ligação é impossível. Houve retirada das pessoas nos locais de risco para as zonas altas, apoio as comunidades, acomodação temporária, difusão da informação sobre medidas de prevenção, dentre outras.

Acrescenta que todo aquele leque de acções é desencadeado envolvendo outras instituições nomeadamente, águas de Moçambique, Instituto Nacional de Meteorologia e além de todas entidades governamentais e privadas.

Para além dos trabalhos acima referidas, foram mobilizados e reforçados as equipas dos comités de Gestão de Calamidades ao nível distrital e provincial nas províncias da Zambézia e Inhambane, de acordo com Rita Almeida, que acredita ser prematuro para falar de dinheiros que estas operações de assistência irão custar, bem como para a posterior ajudar as famílias afectadas a se reconstruirem, porque a chuva continua a ameaçar.

Entretanto, realçou que o Governo aprovou o plano nacional de contingência avaliado em 120 milhões de meticais cujo propósito é assegurar a longo prazo a gestão de calamidades e reduzir os danos provocados pelas intempéries e outras acções climatéricas.

O país está em alerta laranja, que significa que as instituições devem estar em prontidão, redobrar os esforços de vigilância de fenómenos naturais, as comunidades devem ser informadas permanentemente sobre as calamidades, as instituições que trabalham na mitigação devem estar mais próximos das zonas de risco e da comunidade para qualquer eventualidade.

Sete indivíduos acusados de rapto do proprietário da padaria “La Fonte” na capital moçambicana

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A Polícia da República de Moçambique (PRM) afirma que deteve, no domingo passado (06), na capital moçambicana, sete indivíduos acusados de raptar o proprietário da padaria “Lafões”.

O porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Pedro Cossa, disse que a investigação desencadeada pela corporação permitiu também o desmantelamento da quadrilha que protagonizava esses actos e localização dos cativeiros onde as vítimas eram feitas reféns, no bairro do Aeroporto e no centro da cidade de Maputo.

Não precisou aonde concretamente. Foram igualmente apreendidos 550 mil meticais, 46 mil dólares e duas viaturas de marca Toyota.

Na semana de 05 a 11 de Janeiro corrente, a PRM deteve, em todo o território nacional, 116 indivíduos acusados de diversos crimes, dos quais 68 contra ordem, segurança e tranquilidade públicas, 37 contra pessoas e 11 contra propriedades.

Assaltantes ameaçam e apoderam-se de mais de 267 mil meticais na capital moçambicana

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Indivíduos não identificados e em parte ameaçaram, na tarde do último sábado (12), no bairro da Malhangalhene, capital moçambicana, um gerente de uma bomba de combustível localizada na esquina entre as avenidas Vladimir Lenine e Joaquim Chissano. Apoderaram-se de 267.500 meticais da receita diária.

O porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, Orlando Modumane, disse que na altura em que o gerente foi interceptado pelos meliantes dirigia-se ao banco para depositar o valor. Imobilizaram-no e fizeram-no refém por algumas horas, ao fim das quais levaram o montante em causa e puseram-se em fuga.

Jovem viola sexualmente criança de 10 anos em Maputo

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Um cidadão identificado por Geraldo, de 21 anos de idade, está detido na 17ª esquadra, na capital moçambicana, acusado de ter violado sexualmente, no sábado passado (05), uma menor de 10 anos de idade no distrito municipal KaMubukwana.

O porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Pedro Cossa, explicou que o caso deu-se numa altura em que os pais da vítima estavam ausentes.

O jovem imobilizou a criança à força para poder consumar o acto. Entretanto nenhum ferimento teve a menor nos seus órgãos genitais, segundo os exames médicos efectuados.

Agente da PIC `evade-se´ da cadeia civil e inferniza a vida dos denunciantes

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A sentença que condenou Balate foi lida em Junho de 2009 por um juiz da Quinta Secção do Tribunal Provincial de Maputo, estabeleceu também uma compensação de 500 mil Meticais que deve ser paga à família do malogrado pelo agente condenado, depois de ter ficado provado em Tribunal que o agente usou as funções do Estado para praticar uma vingança pessoal.

Agora os familiares do cidadão Abrantes Afonso Penicelo denunciaram à procuradora da cidade de Maputo que estão a sofrer ameaças protagonizadas por este agente que tem estado fora da Cadeia Civil de Maputo, onde deveria estar a cumprir uma pena de 22 anos de prisão maior.

Silvano Afonso Penicelo e Constantino Afonso Júnior, familiares do finado, dizem num documento enviado à Procuradoria da cidade e à Liga Moçambicana dos Direitos Humanos, na posse da nossa fonte, que vezes sem conta Alexandre Balate tem estado fora da unidade prisional. É acusado pela família de Penicelo de proferir ameaças e chantagens.

Por exemplo, na carta contam que no dia 29 de Dezembro de 2012 receberam um telefonema anónimo que alertava que Alexandre Balate estava a passear na zona e a frequentar locais de pasto. E no dia 04 do mês em curso voltaram a receber um telefonema que dava conta que Balate estava no bairro 25 de Junho, por sinal o mesmo bairro onde Silvano Afonso Penicelo mora.

`O recluso Alexandre Afonso Balate fazia-se acompanhar na altura por um agente da Polícia de Investigação Criminal, conhecido pelo único nome de Gago. Ao se aperceber da nossa movimentação, Balate deixou as barracas e foi esconder a viatura perto de uma oficina. Ele fazia-se transportar numa viatura de marca Kia sem chapa de inscrição´, escrevem.

Os familiares ainda recordam das crueldades físicas e morais que Silvano passou durante a realização das cerimónias fúnebres do falecido Abrantes em Chissibuca, orquestrados pelo próprio Alexandre Francisco Balate. Referem que Silvano foi preso sem mandato judicial. Também foi raptado.

Os familiares de Penicelo contam ainda que no mesmo dia 04 de Janeiro, a caminho de Magoanine, cruzaram-se com Balate na Avenida Maria de Lurdes Mutola, na zona da Mesquita. Apercebendo-se disto, Balate dirigiu-se para uma viatura da Polícia, marca Land Crusier, chapa de matrícula 0188, que fazia patrulha no local, exibiu cartão de trabalho como agente da PIC e disse que estava a ser perseguido por bandidos.

`O chefe do carro da patrulha mandou-nos parar e ordenou que saíssemos do carro, revistaram-nos atiraram no carro, agrediram-nos e conduziram-nos para a 14ª Esquadra da PRM no Bairro 3 de Fevereiro, onde nos apresentaram como criminosos, que perseguíamos o chefe da PIC na cidade´, contam explicando que o pior não aconteceu naquela esquadra porque o oficial de permanência não aceitou abrir um auto sem que o denunciante estivesse no local, na Esquadra, tendo, sim, lavrado uma ocorrência que ficou com o número 40/14ª Esquadra 2013.

O porta-voz da Polícia a nível da cidade de Maputo, Orlando Modumane, `sacudiu a água do capote´ e disse que este caso está sob alçada do Serviço Nacional de Prisões e não da Polícia.

`Ele estava sob controlo do Serviço Nacional de Prisões. A saída dele da cadeia nada tem a ver com a Polícia, mas tratando-se de um indivíduo que foi condenado não deixa de ser preocupante´, disse Modimane.

Questionado sobre as ameaças que o suposto evadido tem vindo a fazer contra os familiares do falecido Abranches Afonso Penicelo, Modumane disse que `se isso aconteceu é crime. A ameaça é crime punível nos termos da lei´, disse.

Médicos anunciam fim da greve

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A Associação Médica de Moçambique (AMM) anunciou hoje, em Maputo, o fim da greve que a classe vinha realizando desde semana passada em todo o país exigindo melhores salários.

Esta decisão surge depois desta agremiação – que se afirma representar todos os médicos do país – ter alcançado um acordo com o Ministério da Saúde (MISAU), na sequência das negociações havidas entre as partes.

“Tendo chegado a um acordo de forma a garantir uma justiça social em termos de dignidade salarial e partindo do princípio de equidade no sector público a AMM acha que estão criadas as condições para levantar a greve que teve início no dia 7 de Janeiro corrente”, disse o presidente da AMM, Jorge Arroz.

A associação defende que a dignificação do médico moçambicano não se limita exclusivamente a dignidade salarial, mas também na melhoria das condições de vida e outras condições de vida que ainda constituem barreiras.

Por seu turno, o Ministro da Saúde, Alexandre Manguele, disse que com este acordo estão criadas as condições para o restabelecimento do normal funcionamento das unidades sanitárias do serviço nacional de saúde.

“Não há médicos neste momento em situação de paralisação laboral. Estamos todos a voltar as actividades laboral. Saúdo todos os trabalhadores, os enfermeiros, técnicos de medicina, todos que compõem a equipa médica administrativos, os serventuários, agentes de serviço, somos todos que fazemos a saúde em Moçambique,” referiu.

Manguele disse que é com este grupo que governo moçambicano está preocupado, por isso vai todo possível dentro da conjuntura do país para fazer com que as condições de trabalho estejam melhoradas.

Minutos após o anúncio do fim da greve, a AMM publicou na sua página do “facebook” um comunicado de imprensa explicando a sua decisão.

Segundo o comunicado, O MISAU emitirá uma circular onde serão orientadas as Instituições e Unidades Sanitárias do Serviço Nacional de Saúde, Direcções Provinciais e Distritais de Saúde de como irão proceder de imediato, no sentido de salvaguardar que não sejam tomadas quaisquer medidas administrativas aos médicos e médicos estagiários, que não se apresentaram até a data da assinatura do presente acordo (7 a 15 de Janeiro de 2013)”.

O Governo deverá criar e institucionalizar um Estatuto do Médico e respectiva grelha salarial, dignos e diferenciados no sector público, tomando em conta o princípio de equidade de modo a que tenha efeito a partir de Abril de 2013.

A nota destaca a criação de Decretos e Diplomas Ministeriais que irão regulamentar a lei que Aprova o Estatuto do Médico, em particular a proposta do Regulamento das carreiras Médicas.

Entretanto, as partes acordaram dar continuidade e estabelecer mecanismos de diálogo permanente que serão traduzidos em matriz de trabalho, com acções e prazos de cumprimento.

Nampula – Queimadas desequilibram ecossistemas

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Esta conclusão é dos técnicos afectos ao projecto FAPIM, Forest Agriculture Programme Integrate Mozambique, implementado pela Associação Nacional de Extensão Rural, AENA, num encontro havido há dias na cidade da Ilha de Moçambique para avaliarem entre outros pontos os efeitos das queimadas no meio ambiente.

Durante a apresentação do documento que resume as conclusões do estudo levado a cabo pelos técnicos da AENA sobre a matéria, Abdul Jahapo, técnico do FAPIM, disse que é imperioso neste momento a tomada de medidas urgentes tendentes a reduzir as queimadas descontroladas no distrito de Meconta, o que passa pela capacitação dos líderes comunitário como grupo prioritário, em relação aos impactos que as queimadas trazem para a agricultura e o meio ambiente.

Jahapo acrescentou na ocasião que caso medidas não sejam tomadas os esforços de reflorestamento, sobretudo com espécies nativas neste momento em curso a escala daquele distrito do interior, não vão surtir em efeitos desejados.

Por seu turno, António Mutoua, director operativo da AENA, considerou que “a redução de queimadas descontroladas é uma abordagem importante dentro da nossa agremiação pelo que cada técnico deve sair preparado deste encontro para sensibilizar as comunidades onde trabalham a evitarem queimadas praticadas de uma forma descontrolada”.

Segundo Mutoua, as queimadas são de maior dimensão que a natureza já não aguenta a pressão exercida sobre ela, observando que por isso, os fenómenos naturais úteis a humanidade entre eles a chuva que figura na primeira linha de necessidades já não ocorrem com regularidade como acontecia anteriormente, comportamentos conhecidos como mudanças climáticas”.

Num outro desenvolvimento, o director operativo da AENA assumiu que a organização que dirige deve encontrar uma plataforma para que de forma conjunta as comunidades e o Governo distrital de Meconta, e não só, possam combater as práticas que concorrem para a alteração  do meio ambiente sendo as queimadas descontroladas uma prioridade.

Todavia, as actividades de sensibilização levadas a cabo pelos técnicos do FAPIM estão, apenas, a surtir efeitos na comunidade de Nacoma, onde mercê a capacidade do respectivo régulo os residentes da sua região não praticam as queimadas, pelo que nos próximos tempos deverá ser usada como uma referência em prol das boas práticas para o meio ambiente.

A Associação Nacional de Extensão Rural é uma organização da sociedade civil com sede na cidade de Nampula e, com acções nas províncias de Cabo Delgado, Nampula e Zambézia, onde para além de promover boas práticas agrícolas através da promoção da agricultura de conservação, advoga a exploração sustentável dos recursos naturais.

Serviço Cívico – Recrutamento começa este ano

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Segundo as mesmas fontes, o Serviço Cívico de Moçambique tem como objectivo principal dotar os jovens em idade de obrigações militares, de competências e valores culturais para contribuírem positivamente para o desenvolvimento do país que, por diversas razoes, não podem prestar o Serviço Militar.

Aliás, no lançamento da campanha de recenseamento militar, no distrito de Angónia em Tete, o ministro da Defesa, Filipe Nyusi, explicou que durante o Serviço Militar e o Serviço Cívico, os jovens tornam-se líderes, aperfeiçoam a disciplina, a boa conduta, os bons costumes, aprumo, organização, higiene individual e colectiva e o dever do trabalho.

Disse que promovem e valorizam a honra, a coragem, o estoicismo, a bravura e o orgulho de servir o país.
“Nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e no Serviço Cívico de Moçambique, o jovem cidadão torna-se um indivíduo de referência e ganha espírito de fraternidade e de cooperação sem preconceitos”, vincou na ocasião o titular da pasta da Defesa.

Nyusi salientou que o Serviço Militar e o Serviço Cívico constituem em si um processo de ensino e aprendizagem, onde o jovem aprende a saber ser, saber estar e saber fazer e a conviver com pessoas de diferentes origens, promovendo e assimilando daí valores da unidade nacional.

Entretanto, dados sobre o recenseamento militar indicam que em observância a lei que regula a matéria, o Governo programou inscrever para o presente ano em todo o território nacional uma amostra de 160 mil mancebos de ambos os sexos, abrangendo todos os cidadãos nascidos no ano de 1995, bem como aqueles que não puderam fazê-lo em ocasiões anteriores, por vários motivos, desde que a sua idade não ultrapasse os 35 anos.

Dos 160 mil mancebos planificados para 2012 foram recenseados em todo o país 198.521 jovens de ambos os sexos, o que representa um crescimento em 24 por cento da meta estabelecida.

A província de Tete foi uma das que se destacou na superação da meta previamente estipulada em 32 por cento, acima da média nacional.

Trata-se de resultados que revelam o elevado índice de crescimento da consciência patriótica dos jovens que de forma exemplar vêm compreendendo a importância de se recensearem, condição imprescindível para darem o seu contributo para a defesa da pátria.

Nesta processo destaca-se o esforço conjunto realizado pelos órgãos do Estado, intervenientes no processo, pais e encarregados de educação, secretários de bairros e lideres comunitários que de forma aberta sensibilizaram os jovens para cumprirem o seu dever de cidadãos comprometidos com a pátria.

Inhambane – Ano Lectivo: Haverá falta de vagas para a 8ª e 11ª classes

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Dados divulgados na reunião provincial de planificação dos efectivos escolares para 2013, realizada recentemente na cidade da Maxixe, indicam que pelo menos 2.753 graduados da 10ª classe ficarão sem afectação no ensino geral do 2º ciclo por falta de capacidade nos estabelecimentos de ensino em funcionamento naquela região do país. Estes graduados, de acordo com o plano de actividades da Direcção Provincial de Educação e Cultura para 2013, poderão ser absorvidos no ensino profissionalizante.

Para os cerca de 337 graduados da sétima classe, sem afectação normal nas escolas públicas, serão encaminhados para o ensino à distância, observando no entanto as idades recomendadas para esta modalidade de ensino no país.

Espera-se que a província de Inhambane faça a graduação no presente ano lectivo de 26.316 alunos na sétima classe, dos quais 22.596 têm lugar assegurado na 8ª classe no próximo ano. A nível da 10ª classe espera-se que este ano transitem 14.021 alunos, dos quais 11.268 vão continuar a estudar, nomeadamente, 7.851 no curso diurno, 2.563 no curso nocturno, 63 vão para o ensino privado, 584 serão encaminhados para os institutos de formação de professores e outros 207 vão seguir diversos cursos no ensino técnico-profissional.

Enquanto a província continua sem capacidade para absorver todos os graduados da 7ª e 10ª classes, no ensino primário completo não se anunciam problemas de vagas para 2013, pois há espaço para todos alunos que transitarem da 5ª para a 6ª classe. Neste contexto, estão disponíveis para este nível de ensino no próximo ano lectivo 34.620 alunos e todos poderão matricular-se nas escolas públicas no curso diurno.

Entretanto, a falta de cobertura orçamental para a contratação de professores para um universo de 519.999 alunos projectados para 2013 em todos níveis de ensino, em regime de carga horária normal, vai registar-se um défice de 1.556 novos professores, dos quais 350 para EP1,188 para o EP2, 929 docentes para o ensino secundário geral 1º ciclo, 64 para o 2º ciclo e 25 para o ensino técnico-profissional.

A província de Inhambane vai trabalhar no próximo ano com pouco mais de 1.431.191,88 contos. Do orçamento autorizado, 121.107,30 contos destinam-se ao pagamento das horas extraordinárias, 1.169.082,36 contos para salários e remunerações.

Choque entre comboio e “chapa” faz oito feridos

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O sinistro deu-se quando a locomotiva de transporte de passageiros 607 embateu contra uma viatura, também de transporte Semi-colectivo de passageiros, de marca Toyota Hiace, com a chapa de inscrição ACE 900 MP, que terá ficado parciamente destruída.

Segundo Emídio Mabunda, Porta-voz da Polícia no Comando Provincial em Maputo, o automobilista pôs-se depois em fuga momentos depois do sinistro, encontrando-se ainda em parte incerta.

Prioridade da Educação é conquistar conhecimento

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Em todo o país aconteceram cerimónias similares, marcadas sobretudo pela realização de reuniões em cada comunidade escolar, para a definição das principais linhas de força para o presente ano escolar.

De vários pontos chegam-nos informações dando conta do interesse geral dos intervenientes no sistema de educação, de assumir a sua responsabilidade, de modo a garantir-se uma cada vez melhor qualidade de ensino e consistência nos graduados colocados no mercado.

De acordo com o ministro Augusto Jone, no processo de formação das novas gerações, a visão estratégica do sector é fazer da educação um direito humano fundamental, na força motriz do desenvolvimento e num instrumento de melhoria das condições de vida dos cidadãos, das famílias e das comunidades.

Defendeu que é no espírito desta visão que no presente quinquénio de governação se definem cinco prioridades que na opinião do ministro deverão ser reiteradas sempre, nomeadamente o ensino primário, a qualidade do ensino, a capacidade institucional, o ensino técnico-profissional e vocacional e o ensino pré-escolar.

Para o governante, o ensino técnico-profissional continua a ser uma das grandes prioridades do sector da Educação, pelo poder que tem de dotar as novas gerações de competências para uma variedade de profissões necessárias, no intuito de assegurar a demanda do sector produtivo nacional.

Uma das estratégias para o alcance deste desiderato consiste na planificação de acções que concorram para a diversificação das oportunidades de formação, incluindo a introdução de cursos profissionalizantes de curta duração.

É assim que as autoridades do sector privilegiam a implementação, cada vez com maior afinco, do Programa Integrado de Reforma de Educação Profissional, tendo a este propósito o ministro afirmado que, no presente ano lectivo, o país vai operar 19 instituições de Ensino Técnico-Profissional (ETP), no seio das quais vão ser introduzidas novas qualificações, para além de apetrechamento de infra-estruturas e capacitação de professores.

O Ministério da Educação anunciou ainda que está assegurada a distribuição de cerca de 14 milhões de livros para o Ensino Primário, incluindo 446 mil livros de reserva, colocados em cada província, para atender a situações de emergência e alguns ajustes de distribuição necessários.

No que concerne ao professor, Augusto Jone anunciou que vão ser contratados 8500 novos professores para reforçar os já em actividade e que devem assumir com profissionalismo, os desafios que se colocam à sua classe.

Sobre a qualidade de ensino, o ministro da Educação disse tratar-se de um tema transversal que envolve a administração do sistema, dai que considerou a visão de qualidade como holística, não se esgotando nos resultados do processo avaliativo, na sala de aulas, mas envolve todas as dimensões que garante o funcionamento correcto e eficiente do sistema educativo.

Para este efeito e visando estabelecer normas e indicadores de qualidade em todos os níveis de funcionamento do Ministério da Educação, Augusto Jone disse ser necessário o estabelecimento de um sistema de gestão da qualidade, assegurando a sua implementação e avaliação, o que contribuirá para a concepção e coordenação de projectos inovadores e outros eventos que visem melhorar a qualidade do ensino e aprendizagem no país.

Em parceria com outros sectores, Augusto Jone disse que o ministério que superintende está a desenvolver uma estratégia integrada e holística na primeira infância que vai contribuir para o desenvolvimento integral e harmonioso das crianças nos primeiros anos de vida, alicerce fundamental para o seu sucesso no futuro.

Com rasto de morte e destruição: País sob chuvas

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Rita Almeida, porta-voz do Conselho Técnico de Gestão das Calamidades, deu a conhecer ontem, em Maputo, que outras 447 pessoas foram desalojadas em Panda, província de Inhambane, 45 em Homoíne e ainda outras 80 em Milange, na Zambézia. Os desabrigados foram já encaminhadas para abrigos temporários, tendo recebido, igualmente, um kit de bens de socorro, uma vez que, na sua grande maioria, perderam os seus haveres.

Segundo a nossa fonte, há informações dando conta da ocorrência de oito óbitos no global, mas há diligências em curso para confirmação dos casos. As seis mortes que terão sido por electrocussão registaram-se nos bairros de Namicopo e Muatala, em Nampula, e deveram-se à destruição pelas enxurradas das redes precárias e clandestinas de transporte de electricidade, bem como a falta de protecção de alguns condutores eléctricos.

No caso de Inhambane, as pessoas foram desalojadas como resultado da subida dos níveis do rio Inhanombe. Neste ponto, as pontes sobre aquele curso de água na estrada Lindela/Homoíne e Mubalo/Homoíne ficaram submersas, impossibilitando a comunicação com o resto do distrito.

De igual modo, as estradas ligando Mopeia/Luabo, na Zambézia, Tete/Zumbo e Tete/Boroma, em Tete, apresentam-se com trânsito condicionado devido ao impacto negativo das chuvas e a destruição da ponte sobre o rio Chimadzi.

 Paralelamente, extensas áreas de culturas ao longo das zonas baixas e ribeirinhas dos rios Búzi, Inhanombe e Luenha (afluente do Zambeze), encontram-se inundadas.

De acordo com Rita Almeida, foram reforçados já alguns meios, como barcos para Nhamatanda, Chinde e Gaza. Estes meios estão a ser usados, na maioria dos casos, para a travessia dos rios que nesta altura se apresentam com elevados escoamentos.

Com relação aos sete mil afectados, a nossa interlocutora deu conta que a maioria possui casas temporárias nas zonas baixas onde desenvolve as suas actividades agrícolas. Na sequência da subida dos níveis dos rios deslocaram-se já para áreas consideradas seguras.

“O trabalho de reassentamento que fizémos nos últimos anos permite que, por estas alturas, não tenhamos milhares de desalojados”, disse.

Face ao agravamento da situação, nalgumas bacias hidrográficas, a Direcção Nacional de Águas instou já a população no sentido de se posicionar em zonas seguras com destaque para as bacias do Zambeze, Búzi, Inhanombe e Messalo.

Um comunicado da Direcção Nacional de Águas aponta que aquelas quatro bacias hidrográficas estão a registar um aumento do volume de escoamentos em consequência das chuvas intensas que se têm verificado desde o início deste mês.

Face à persistência de ocorrência de chuvas, as bacias dos rios Messalo, Licungo, Zambeze, Búzi, Inhanombe e Mutamba, poderão continuar em alerta e a registar um incremento do escoamento, podendo a transitabilidade entre Lindela e a cidade de Inhambane (rio Mutamba) ser condicionada.

As restantes bacias poderão registar níveis oscilatórios e mantendo-se abaixo do alerta.

Assim, a DNA recomenda à população e a sociedade em geral para tomar medidas de precaução, evitando a travessia dos rios, manter os equipamentos e bens em zonas seguras, particularmente nas bacias do Messalo, Licungo, Púnguè, Zambeze, Inhanombe e Mutamba.

84 mil pessoas poderão ser afectadas pelas cheias e ciclones

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INGC alerta.
Mais de 84 mil pessoas necessitarão de ajuda, na província da Zambézia, se ocorrerem situações de cheias, ciclones ou vendavais na presente época chuvosa, alerta o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, INGC.

O INGC prevê, para Janeiro a Março deste ano, na zona centro e norte da província, chuvas normais com tendência para acima de normais.

Milton Barbosa, do departamento técnico no Instituto Nacional de Gestão de Calamidades na Zambézia, disse à Rádio Moçambique que o sector tem vindo a trabalhar com as estruturas locais para o reforço das medidas de prevenção, em caso de ocorrência de uma calamidade.

Entretanto, outras mais de trinta e duas mil pessoas, dos distritos do Chinde, Mopeia e Morrumbala, poderão neste ano conhecer bolsas de fome, devido à estiagem.

Ao longo do fim-de-semana, quatro pessoas contraíram ferimentos, entre graves e ligeiros, no distrito da Maganja da Costa, em consequência dos fenómenos naturais que, segundo a fonte, já foram assistidas e encontram-se em convívio familiar.

Capital do país engolida por lixo e buracos

Várias estradas da capital do país encontram-se cheias de buracos, o que dificulta a sua transitabilidade. A situação tem estado a agravar o velho problema de congestionamento de trânsito que afecta a cidade de Maputo.

A famosa baixa da cidade, na avenida Guerra Popular, não oferece alternativas aos automobilistas, tendo mesmo que ir ao encontro de uma das covas para poderem continuar com a viagem.

São estradas em buracos, em quase todos os lados da capital. Na avenida de Angola, os automobilistas entregam-se aos buracos com maior naturalidade, na falta de alternativas para prosseguirem com o trajecto.

A situação de buracos repete-se na rua da resistência, no largo Dom Gongalo da Silveira e na famosa rua da Beira. Os automobilistas contam o martírio na primeira pessoa. Na rua da beira, há que prefere colocar o seu carro no sentido inverso e não arriscar em mergulhar a sua viatura.

O Problema do Lixo

Várias zonas habitacionais da cidade de Maputo partilham espaços com montões de lixo que não são removidos há vários dias. Citadinos, dizem-se transtornados com a situação.

O lixo nos bairros da cidade de Maputo é um problema de barba branca, cuja solução não é encontrada, devido à velha justificação de falta de meios para a sua remoção. A SOS, uma organização não-governamental que tem estado a apoiar famílias e crianças desfavorecidas nos arredores da capital do país, tem estado a dividir as suas instalações com uma lixeira.

Na famosa zona do Hulene, na cidade de Maputo, residências e estabelecimentos comerciais partilham espaços com o lixo, com os vários riscos associados, mas as pessoas afectadas dizem não ter outra saída.

O problema de lixo é colocado às autoridades municipais, mas a solução tarda a chegar. “Nós pagamos, todos os meses, uma taxa de lixo que não sabemos para quê, pois estamos com esta situação do lixo há séculos e não há uma solução à vista”, desabafou Miami Pedro.

Por seu turno, Joaquim Ndava prefere dizer que alguns citadinos têm uma meia culpa na forma como o lixo é mal gerido na capital do país. “O que mais me preocupa é que muitos dos meus vizinhos saem com o lixo de casa, normalmente, mas chegam aqui e deposita bem ao lado do contentor. Isto é estranho, mas as autoridades municipais não têm estado a desempenhar bem o seu papel”, apontou.

A remoção do lixo foi, recentemente, parcialmente concessionada a empresas do sector a nível da cidade de Maputo, mas muitos citadinos ainda se queixam de fraca capacidade de gestão de resíduos sólidos.

Desabamento de casas e igrejas causa 14 feridos

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Pelo menos 14 pessoas ficaram feridas, atingidas por desabamentos de casas e igrejas no Chimoio, na sequência da chuva incessante que fustiga a região, disse ontem à Lusa fonte oficial.

Dados do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) em Manica indicam que, durante o fim de semana, 510 casas de construção precária desabaram e outras 1 641 ficaram parcialmente destruídas. Também 80 casas de construção convencional ficaram sem tecto ou parede, enquanto 29 igrejas desabaram parcialmente.  Ainda segundo o levantamento do INGC, a rádio comunitária de Chimoio ficou com o equipamento submerso, o que obrigou à paralisação do funcionamento.

João Vaz, delegado do INGC em Manica, disse que algumas pessoas foram atingidas a dormir e outras surpreendidas em cultos religiosos, quando as paredes cederam “à pressão da chuva”, deixando a “nu” várias famílias nas periferias de Chimoio. “Agora 10 pessoas estão sem abrigo, mas a Cruz Vermelha cedeu tendas que estão a ser montadas para acomodar estas pessoas”, disse à Lusa João Vaz.

Ainda segundo a mesma fonte, das vítimas do mau tempo, 90 famílias receberam rolos plásticos para cobertura, como a primeira medida governamental em resposta à situação de contingência. Outras 70 lonas e “kits” de reconstrução estão a caminho de Chimoio, enviadas pela direcção regional centro do INGC. Várias estradas de Manica estão cortadas ou condicionadas, devido à subida de caudais dos rios, sobretudo os mais problemáticos.

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