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Segunda-feira, Abril 13, 2026
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Jovem agredido na Marginal de Maputo “desaparece” e Polícia diz que desconhece o caso

Jovem agredido na Marginal de Maputo “desaparece” e Polícia diz que desconhece o caso
Na manhã da quinta-feira (17) passada, na Avenida da Marginal, na capital moçambicana, um jovem cuja identidade ainda não foi apurada, foi violentamente agredido com recurso a armas branca por um grupo de desconhecidos. A Polícia diz que não recebeu nenhuma notificação sobre o caso.

Entretanto, a Cruz Vermelha de Moçambique (CVM) afirma que recebeu um pedido de resgate mas quando chegou ao local do crime uma ambulância acabava de socorrer a vítima. O referido jovem foi agredido nas proximidades do Instituto Superior de Ciências Náuticas na manhã daquela quinta-feira.

Na altura em que o crime se deu, um cidadão reportou a nossa que um indivíduo estava a ser esquartejado por desconhecidos empunhados de catanas debaixo do viaduto da Marginal, também conhecido por “corredor da morte” devido aos acidentes que ali ocorrem.

A nossa reportagem fez-se ao local mas já era tarde. Horas depois, um vídeo amador, com duração de um minuto e vinte segundos, no qual o jovem em causa, todo ensanguentado, está estatelado, de costas, no meio de uma das faixas de rodagem, estava a ser exibido na rede social facebook. Ele parece inanimado mas a dado momento mexe, levemente, a perna direita e um dos braços.

Ele está com a cabeça vira para o viaduto, isto para quem vem do Clube Naval e direcção a baixa da cidade de Maputo. Testemunhas oculares informaram ao nosso jornal que a vítima foi socorrida por uma ambulância cuja chapada da matrícula não foi possível registar.

Durante o período em que a vítima permaneceu estatelada no meio da estrada, o cidadão que produziu o vídeo conseguiu registar o movimento dos carros que passavam bem próximo ao corpo aparentemente sem vida.

Instantes depois, um dos automobilistas que passava no local estaciona a sua viatura e, desesperado, olha para os lados como quem procura ajuda.

A escassos metros da cabeça do jovem há sangue no asfalto. Vê-se no vídeo exibido no:
https://www.facebook.com/photo.php?v=3830296690319&set=vb.1664932673&type=2&theater.

De seguida, o mesmo automobilista, visivelmente transtornado com o estado da vítima diante dos seus olhos, retorna à viatura da qual retira algo que pelas imagens não se percebe bem do que se trata. Mas parece querer ajudar.

Polícia desconhece o caso

Entretanto, o porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) ao nível da cidade de Maputo, Orlando Madumane, quando questionada pelo a nossa fonte sobre o caso respondeu que nenhuma informação a respeito chegou à corporação. Nem viu o tal vídeo em que o jovem aparece todo ensanguentado.

Cruz Vermelha de Moçambique recebeu um pedido de resgate

A nossa Reportagem dirigiu à Cruz Vermelha de Moçambique (CVM) para obter mais informações. Ficou a saber que na manhã daquela quinta-feira recebeu um pedido de resgate. Contudo, a equipa destacada para o terreno chegou tarde.

A vítima já havia sido socorrida por uma outra ambulância. O estranho é que no Hospital Central de Maputo (HCM), segundo a informação fornecida a nossa fonte por alguns funcionários, não se tem o registo de um caso similar a este, principalmente que tenha dado entrada no dia em alusão.

Quatro assaltantes detidos na província de Maputo

Quatro assaltantes detidos na província de Maputo
Quatro indivíduos acusados de protagonizar assaltos com recurso a arma de fogo foram, no passado sábado (19), detidos na cidade da Matola, província de Maputo, Sul de Moçambique, pela Polícia da República de Moçambique (PRM).

Os bandidos, que estão a ver o sol aos quadradinhos na 1ª esquadra daquela parcela do país, foram encontrados na posse de uma impressora roubada e uma pistola, com a qual praticavam assaltos a residências e contra pessoas em plena via pública.

O porta-voz do Comando Provincial da PRM, Emídio Mabunda, disse que o grupo aterrorizava os munícipes da Matola. Roubava diversos bens, ameava e agredia fisicamente para lograr os seus intentos.

A detenção da referida quadrilha foi possível graças à colaboração da população. O porta-voz disse ainda que dois elementos do mesmo grupo encontram-se em parte incerta, mas a Polícia está ao seu encalço.

Carvão de Benga – Governo vai analisar dados da Rio Tinto

Carvão de Benga - Governo vai analisar dados da Rio Tinto

O Governo vai enviar equipas técnicas para, com base em novas avaliações, confrontar os dados avançados pela Rio Tinto com relação ao carvão de Benga, em Tete. Num comunicado emitido há dias, a multinacional anglo-australiana anunciou uma revisão em baixa dos volumes de carvão metalúrgico explorado em Moçambique, alegando constrangimentos na capacidade de escoamento.

Vice-Ministro dos Recursos Minerais, Abdul Razak, disse que o Executivo está ainda à espera do relatório que a Rio Tinto deverá disponibilizar no final deste mês, para depois iniciar uma reavaliação dos dados.

“Devo dizer desde já que a avaliação que a Rio Tinto efectuou é perfeitamente normal na geologia. É possível que uma empresa estime que tem uma determinada reserva, mas em avaliações posteriores, chegue à conclusão que os números são maiores ou menores”, frisou.

Abdul Razak escusou-se a pronunciar-se sobre quando é que, realmente, o Governo poderá iniciar a sua avaliação, considerando que não é uma questão de receber a informação e logo a seguir arrancar-se com os trabalhos.

Ele admitiu, no entanto, que uma possível redução de reservas possa a médio e longo prazos afectar as receitas previstas pela produção da Rio Tinto. “Não creio que as receitas possam ser afectadas imediatamente, mas para aquilo que são as expectativas de médio e longo prazos, sim, elas podem ser afectadas”.

De referir que, na semana passada, a empresa considerada líder no sector de mineração, disse que as suas contas em Moçambique foram afectadas em cerca de três mil milhões de euros e ficarão abaixo do previsto devido à falta de capacidade de infra-estruturas de transportes do país.

Abdul Razak garantiu que o Governo moçambicano está a trabalhar com as empresas para que a capacidade de escoamento aumente a curto e médio prazo, mas insistiu que as avaliações da Rio Tinto são uma situação normal na geologia, onde isso acontece muitas vezes.

No caso concreto de escoamento, o vice-ministro indicou existir trabalhos já avançados para a construção de duas linhas-férreas que ligarão a região mineira de Tete a Nacala. As duas infra-estruturas envolvem as companhias brasileira Vale e a britânica ENRC.

Na sequência dos prejuízos registados em Benga e no Canadá, a empresa demitiu o presidente-executivo, Tom Albanese, que vai ser substituído por Sam Walsh, e reconheceu que “uma redução desta dimensão em relação à relativamente recente aquisição de Moçambique é inaceitável”, disse o presidente Jan du Plessis.

Doug Ritchie, que liderou as aquisições em Moçambique, anteriormente denominadas Riversdale Mining Limited, também apresentou a sua demissão.

Enfermeiros reúnem-se para concertar posições

Enfermeiros reúnem-se para concertar posições
O encontro foi à porta fechada, mas fontes próximas do processo afiançaram que um dos pontos prende-se com a constituição duma estrutura reivindicativa sólida e esboço de um caderno reivindicativo com os pontos para as negociações.

Os enfermeiros da cidade de Maputo reuniram-se, ontem, em Maputo, para concertar posições em relação às suas reivindicações, particularmente no que diz respeito à melhoria das suas condições de trabalho.

São dezenas de enfermeiros que se reuniram no anfiteatro do Instituto Superior de Ciências de Saúde.

Depois do governo aceitar resolver os problemas da classe médica, nomeadamente a revisão do seu estatuto e salário, os enfermeiros estão alegadamente dispostos a entrar na batalha também da melhoria da sua situação profissional, sobretudo no que diz respeito ao salário. Para além disso, os enfermeiros, tal como os médicos, também querem um estatuto.

Na semana passada, reuniram-se duas vezes com o ministro da Saúde, Alexandre Manguele, num encontro à porta fechada e, ao que tudo indica, não houve consenso.

Saúde preocupada com elevada incidência da cegueira no litoral de Nampula

Saúde preocupada com elevada incidência da cegueira no litoral de Nampula
Cirurgiões desdobram-se desde segunda-feira em mais uma vasculha de doentes em Nacala.

As autoridades provinciais de Saúde em Nampula estão apreensivas com o crescente número de casos de cataratas, uma das principais causas da cegueira, em Moçambique.

De acordo com Anselmo Vilanculos, director clínico do Hospital Central de Nampula, HCN, cerca de 73 por cento de pessoas com idade igual ou superior a 50 anos são portadoras de catarata sevil, a mais predominante em adultos. Regra geral, isto significa que em cada 10 idosos, sete são portadores de catarata, cifra que o nosso entrevistado considera bastante elevada, numa província com uma população estimada em mais de quatro milhões de habitantes.

Para inverter este quadro, Vilanculos afirmou que já foram constituídas equipas de trabalho, compostas por alguns cirurgiões, que se desdobram, mensalmente, em campanhas de operações gratuitas aos doentes nos seis distritos com maior incidência de cataratas, nomeadamente, Nacala-porto, Angoche, Moma, Monapo, Ribáuè e Eráti. Aliás, para esta segunda-feira estava prevista mais uma viagem de vasculhaʺde doentes em Nacala, numa operação que irá durar cerca de duas semanas.

 A acção conta com o financiamento da SightSavers Internacional, uma organização não-governamental sedeada em Londres que, para além de suportar as despesas de deslocação do pessoal técnico aos distritos, disponibilizou uma viatura ao sector da Saúde, para os trabalhos internos ligados àquele tipo de actividade.

O director clínico da maior unidade sanitária da zona norte confirmou ao “O País” a existência de outros distritos ao nível da província com os mesmos problemas, mas referiu que a prioridade, neste momento, vai para aqueles que reúnem capacidade cirúrgica.

Crime organizado está sob controlo

Crime organizado está sob controlo
Comentando em torno do crime organizado, sobretudo dos raptos registados em diversos pontos do país, o governante afirmou que “não podemos dizer que já estão julgados todos os casos de raptos havidos, pois isso não compete a nós. Mas a investigação foi realizada e o nível de conhecimento a que se chegou e as provas materiais reunidas deixam-nos tranquilos para dizermos que de facto o Estado está a controlar o crime organizado no país”.

Um dos desafios que se coloca tem a ver com os meios de trabalho. É por isso que anualmente o Governo tem vindo a dedicar uma parte do seu orçamento para as unidades do Ministério do Interior.

“O que acontece é que as necessidades são muitas ou seja vão para além da capacidade real da economia do país. Por isso, vamos resolvendo (os problemas) a pouco e pouco”, sublinhou.

Para já, o Ministério do Interior nunca irá se sentir confortável com o crime devido ao mal que cria aos cidadãos. Basta dizer que os efeitos da criminalidade vão para além das pessoas que sofrem directamente, sobretudo quando se trata do crime organizado e violento.

“Nunca nos podemos confortar com o crime. Mesmo perante um furto, as pessoas ficam com medo de sair de casa temendo ficar sem os seus bens. Todavia, nós sentimo-nos confortados porque há capacidade criada para combater a criminalidade. Estamos em condições de garantir a tranquilidade e ordem públicas aos cidadãos moçambicanos. O que precisamos é continuar a consolidar essa capacidade”, destacou o ministro.

Ontem, o governante manteve um encontro com uma parte dos seus efectivos, nomeadamente das áreas de Polícia, Serviço Nacional de Salvação Pública, Migração e Direcção de Identificação Civil.

Saúde em Nampula – Desafio é combate à desnutrição

Saúde em Nampula - Desafio é combate à desnutrição
Para o efeito, de acordo com dados apurados pela nossa Reportagem, iniciaram acções de formação dos seus quadros ligados à área de nutrição à escala da província de Nampula que regista, actualmente, taxas de subnutrição consideradas acima do aceitável que é de 12 por cento.

O programa, que conta com o suporte do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), visa dar a conhecer ao pessoal técnico da Saúde novas abordagens que privilegiam a componente comunitária de identificação de casos de desnutrição, fenómeno que resulta do fraco acesso a alimentos numa determinada comunidade.

Um estudo realizado visando, essencialmente, avaliar o nível do domínio pelas comunidades dos principais sinais da desnutrição, sobretudo nas crianças, concluiu ser deficitário. Igualmente, concluiu que as comunidades não dominam os procedimentos a ter em conta na combinação dos alimentos de que dispõem, uns em menor e outros em grande escala, para a preparação de uma boa refeição.

No quadro da formação dos técnicos ligados à área de nutrição, que decorre na cidade de Angoche, soubemos de Ramalho César Nacuale, formador da direcção provincial de Saúde, em Nampula, que o treinamento está a privilegiar acções práticas, pois, a teoria já é do domínio de todos. Participa da formação, com a duração de cerca de uma semana, um total de 25 técnicos afectos às unidades sanitárias dos distritos de Angoche e Moma.

“Julgamos que a contribuição dos técnico da Saúde para que os casos de desnutrição sejam identificados e tratados devidamente deve ser maior sem, contudo, justificar o internamento do paciente ou ainda resultar em morte”, disse a fonte.

Adiantou que essa contribuição deve começar a partir da comunidade onde o agente da Saúde está inserido. O técnico deve capacitar as famílias na sua área de residência no diagnóstico precoce da desnutrição e isso terá impacto na diminuição de casos encaminhados às unidades sanitárias, incluindo mortes por desnutrição.

 Estatísticas apontam que a própria cidade de Nampula, onde se presume que a disponibilidade de alimentos no mercado é maior, assim como no distrito de Malema, que é o celeiro da província, o índice de desnutrição da população local situa-se acima dos 12 por cento aceitáveis.

Memba, Nacala-à-Velha, Angoche e Muecate são outros distritos que registam, neste momento, elevadas taxas de desnutrição consideradas como estando acima dos limites tolerados desde os anos passados. “Temos que agir com rapidez e eficiência porque não podemos assistir casos de morte ou superlotação nas enfermarias em razão da desnutrição” – rematou Ramalho Nacuale.

Nampula regista, anualmente, uma taxa de crescimento médio em termos de volumes de produção de alimentos na ordem dos 9 por cento, sendo que, na última safra, as colheitas superaram os cinco milhões de toneladas, de acordo com dados do sector da Agricultura.

Produção de arroz: Angoche tem muito potencial por aproveitar

Produção de arroz: Angoche tem muito potencial por aproveitar
Miguel Massunda Júnior, director do serviço distrital de Actividades Económicas em Angoche, referiu ainda que o investimento necessário para estimular o incremento dos níveis de produção e produtividade e, consequentemente, dos volumes de arroz em cada safra deve se concentrar na aceleração do esforço em curso, visando a reabilitação ou construção de novos regadios além da aquisição de mais equipamentos agrícolas, com vista à sua disponibilização aos actores de produção a vários níveis para trabalhos de lavouras.

As áreas disponíveis para a prática do arroz em Angoche são estimadas em cerca de 50 mil hectares. Contudo, a exploração concentra-se em cerca de 20 mil hectares. “Temos áreas virgens com potencial para a produção de arroz em diferentes regiões de Angoche, em particular nas localidades que se situam nas margens dos rios Meluli, Mutomote, e ainda aquelas que beneficiam da humidade de algumas lagoas naturais, como são os casos de Muziva e Gelo, esta última na zona limítrofe com o posto administrativo de Muatua, no vizinho distrito de Mogovolas. Na periferia da cidade de Angoche, destacamos os bairros de Cerema e Namarripe e não descuramos da localidade de Sangaje, riquíssima para a produção do arroz”- enfatizou o dirigente.

Embora ténue, o Executivo de Angoche está de algum tempo a esta parte, a fazer investimentos baseados em recursos financeiros do orçamento geral do Estado, visando estimular o incremento das áreas potencialmente ricas para o cultivo do arroz e consequentemente atingir níveis cada vez mais satisfatórios no que ao volume de colheitas da cultura alimentar diz respeito.

Segundo Miguel Massunda Júnior, o investimento consubstancia-se na reabilitação de sistemas de regadio para controlar as perdas de água como acontece na localidade de Parta e Ilótue. “Em parte temos uma área húmida, que segundo o último inventário tem cerca de 200 hectares, mas estamos, neste momento, a fazer a exploração de 99 hectares através do sector familiar”, acrescentou o entrevistado, ajuntando que a área explorada tem estado a subir nas últimas campanhas mercê do engajamento dos produtores.

Em Ilótue foi concluída em Novembro último a empreitada referente à reabilitação recentemente de um dos três sistemas de regadio necessários na região para garantir a produção sustentável de arroz, a fonte lamentou as grandes perdas de água que se registam na irrigação dos campos motivada por indisponibilidade, naquela localidade, de mecanismos convencionais de controlo daquele recurso.

O entrevistado revelou que, no quadro da responsabilidade social da mineradora chinesa Haiyu Mozambique Mining Company Limitada, que está em vias de iniciar a exploração de areias pesadas de Sangaje, o distrito de Angoche vai beneficiar de mais dois tractores e respectivas alfaias para lavouras que será colocado à disposição das actividades viradas a produção de arroz naquela localidade.

Miguel Massunda Júnior precisou que o fundo de desenvolvimento agrário contemplou, no quadro da assistência que presta as províncias, o posto administrativo de Namitória onde está localizada uma das maiores baixa da província para produção de arroz. Em Parta, será criado o maquicentro onde estarão disponíveis para os produtores locais não só de arroz, os equipamentos agrícolas para trabalhar as terras.

Este esforço da parte do Governo decorre, simultaneamente, as actividades de transferência de tecnologias agrárias que está a ser efectuada por parte do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique. Pretende-se com esse esforço instar os produtores a vários níveis, a adoptar a semente de arroz denominada makassane que tem a vantagem de produzir duas épocas ao ano em razão do seu ciclo curto.

A variedade da semente foi aprovada depois de vários ensaios como propícia para as condições agro-ecológicas que os solos de Angoche reúnem no que tange à produção de arroz.

“Aliás, o nosso esforço de construir ou reabilitar os sistemas de regadio é motivado pela necessidade de duplicar os níveis de produção estimados em 28 mil toneladas, até que possamos atingir as 60 mil toneladas, o que vai fazer de Angoche uma região com uma quota elevada, visando reduzir o défice de arroz no país que se situa em 320 mil toneladas” – ajuntou a fonte.

O número de extensionistas da rede pública, no distrito de Angoche, subiu de oito para 17 com as novas admissões feitas recentemente, com o objectivo de reforçar o quadro de pessoal no sector das Actividades Económicas.

Este facto é qualificado pelo informador como sendo a garantia de maior assistência técnica aos produtores ao nível das 17 localidades que compreendem o distrito, bem assim a redução de custos com a deslocação constante dos técnicos para cobertura das zonas de produção, os quais passarão a ser usados para aquisição de insumos agrícolas.

Presidência da CPLP – Moçambique faz balanço positivo

Presidência da CPLP - Moçambique faz balanço positivo
Em declarações à agência Lusa, o Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Henrique Banze, que considerou os resultados obtidos “encorajadores para o resto do processo”, reconheceu, contudo, “o grande desafio” que a Guiné-Bissau e a questão da segurança alimentar representam para a organização.
Esta é “uma presidência qualificada de positiva do nosso lado, apreciando os esforços que todos os Estados-membros têm desenvolvido para garantir que a CPLP continue uma organização relevante”, disse. O titular da pasta dos Negócios Estrangeiros de Maputo destaca o “enfoque que foi dado às questões ligadas à concertação política diplomática que é um dos pilares fundamentais”. “Um enfoque muito especial para a Guiné-Bissau por causa da situação própria que se estabeleceu”, disse Henrique Banze.
Na cimeira, que se realizou a 20 de Junho em Maputo, sob o lema “A CPLP e os Desafios na Segurança Alimentar e Nutrição”, Moçambique assumiu a presidência rotativa da organização dos oito países lusófonos assinalando a segurança alimentar e a normalização da situação política na Guiné-Bissau como dois dos sete pontos fortes.
Henrique Banze afirma que foram dados “passos importantes neste processo” seis meses depois.
O governante moçambicano releva a importância do diálogo no processo guineense, o que foi conseguido nos primeiros seis meses da presidência de Moçambique. Além de aproximar as lideranças do Governo interino (deposto no golpe de Estado de 12 de Abril de 2012) e o de transição, à mesa das negociações, Moçambique conseguiu recentemente que a União Africana passasse a coordenar os esforços de reconciliação dos actores envolvidos na crise guineense.
Durante os seis meses, a Guiné-Bissau mereceu atenção “ao mais alto nível” na ONU e Moçambique também garantiu que uma missão fosse à Guiné-Bissau em Dezembro para falar com todos os actores políticos, incluindo os militares, afirmou Henrique Banze.
“Há uma série de recomendações que estão a surgir para que a Guiné-Bissau possa voltar à normalidade constitucional. A nossa avaliação é francamente positiva nesse aspecto”, acrescentou.
Desde 2008, a questão da segurança alimentar e nutricional tem mobilizado a atenção política dos Estados-membros da CPLP, que já adoptaram uma resolução sobre o tema, realizaram dois simpósios e organizaram um diálogo Brasil-África.
Não obstante estas iniciativas, prevalecem os problemas da desnutrição aguda no espaço da CPLP, afectando aproximadamente 28 milhões de pessoas, segundo dados da organização.
“O que nós pretendemos é fundamentalmente a redução (da desnutrição). Se pudermos reduzir, pelo menos em 50 por cento, as pessoas que passam fome, estaríamos em grande parte a cumprir isso”, disse Henrique Banze, assinalando que a CPLP olha para a questão alimentar “com preocupação”.

População instada a abandonar áreas de risco

População instada a abandonar áreas de risco
As autoridades estão neste momento a concentrar as atenções na monitoria da situação assim como no atendimento das pessoas afectadas que já atingem 37 mil com 35 óbitos.

As intervenções que estão a ser feitas pelas autoridades estão concentradas não só no alívio ao sofrimento das milhares de famílias afectadas como também para evitar a ocorrência de mais óbitos.

Neste sentido, as autoridades municipais de Maputo em coordenação com o Comité Operativo de Emergência (COE) estiveram envolvidos este fim-de-semana na retirada das famílias que se encontravam em zonas de risco devido ao alagamento e também ao risco de aluimento de terras.

O Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, encontra-se desde domingo na zona centro do país, tendo visitado ontem o distrito de Mopeia, na província da Zambézia, para se inteirar da implementação do Plano de Contingência para a presente época chuvosa.

No sul do país as atenções estão concentradas sobre o Limpopo e também o Incomati que, segundo a Direcção Nacional de Águas, estão a receber importantes contribuições a partir da montante, nomeadamente África do Sul, Zimbabwe e Suazilândia. Em razão desta situação, as Barragens dos Pequenos Libombos, Corumana, Massingir e Macarretane ampliou ligeiramente as descargas de forma a aumentar a capacidade de encaixe.

Pemba – Estuda-se aproveitamento das instalações do congresso

Pemba - Estuda-se aproveitamento das instalações do congresso
Mónica Patrício Clemente, primeira secretária provincial daquela formação política, em Cabo Delgado, que revelou o facto ao nosso Jornal, disse que, para o efeito, duas equipas do Comité Central escalaram recentemente aquela urbe onde procederam à auscultação das bases sobre o futuro das infra-estruturas em alusão.

A nossa fonte revelou que o comité provincial já avançou ideias sobre o futuro daquelas instalações, tendo dito que muitos membros defendem que as mesmas devam acolher a Universidade Nachingwea, uma instituição do Ensino Superior propriedade do partido Frelimo, sustentando que a cidadela tem condições aceitáveis para passar a ser um campus universitário.

 O local que acolheu a reunião máxima do partido Frelimo, em Setembro de 2012, possui três prédios “comboios” com 36 salas, um pavilhão gigante que pode ser subdividido em mais compartimentos, seis casas para servirem de residências e de blocos administrativos, para além de existir ainda mais espaços aonde podem ser erguidas outras infra-estruturas, em caso de necessidade.

“Estamos à espera de uma decisão central, mas, a nível provincial, nós já avançámos algumas ideias, desde a transformação em campus universitário da Universidade Nachingwea, numa escola média da Frelimo para a formação de quadros. Mas essas são apenas nossas opiniões como comité provincial, porque houve uma auscultação que foi realizada por duas brigadas que vieram da sede, em Maputo, e ainda não temos uma decisão final”, disse Mónica Patrício.

Mónica Patrício desmentiu informações postas a circular, na cidade de Pemba, segundo as quais, o salão que acolheu as sessões do 10.º Congresso teria sido entregue a um empresário para transformar num supermercado, alegadamente porque qualquer decisão para o feito deverá ser tomada pelo Comité Central, depois de ouvido o Comité Provincial, e que em nenhum momento o seu partido se referiu à hipótese de supermercado.

A primeira secretária do comité provincial disse ser intenção do seu partido, pelo menos a nível local, ver aquelas instalações a serem usadas como escola superior para formar jovens locais que terminam o nível secundário do segundo ciclo nas diversas instituições de ensino espalhadas por toda a província, que muitas vezes ficam sem vagas nas outras universidades públicas e privadas.

A nossa entrevistada assegurou que as instalações do 10º Congresso continuam em bom estado de conservação, e que o Comité Provincial está a trabalhar para garantir a sua segurança, afirmando que a sua formação política pretende dignificar os esforços dos membros do partido que tudo fizeram para a edificação daquelas infra-estruturas.

A cidadela do 10º Congresso da Frelimo localiza-se no bairro residencial de Muxara, arredores da cidade de Pemba, e ocupa uma área de cerca de sete hectares, onde foram erguidos três blocos de um piso cada, com 36 salas no total, seis residências, um pavilhão e pequenos edifícios de apoio. Igualmente foram montadas tendas que serviram de dormitórios e salas de refeições durante a reunião magna daquela agremiação política.

Acidente mata e destrói em Boane

Acidente mata e destrói em Boane
A vítima mortal, uma mulher cuja identidade não conseguimos apurar, é senhora que na altura se encontrava parada na berma da estrada, aparentemente à espera de transporte público.

Segundo testemunhas do sinistro, o acidente deveu-se à imprudência do condutor do camião, um KenWorth com chapa de inscrição ABJ 447 MP pertencente à firma A. Arreola Trucking, que seguia na direcção Boane-Maputo.

Ao tentar contornar a curva junto ao cruzamento para a Barragem dos Pequenos Libombos, o condutor do camião terá perdido o controlo da viatura que foi se embater com a viatura de transporte de passageiros, um Toyota Hiace com matrícula AAJ 660 MP, que foi arrastada por cerca de 50 metros, até ir embater numa barraca que ficou completamente destruída.

À hora que a nossa Reportagem se fez ao local, as duas viaturas continuavam anichadas no interior da barraca, numa altura em que já se ensaiava a operação de retirada dos dois veículos com recurso a uma grua. A presença de mirones atraídos pela espectacularidade do acidente tornou o trânsito momentaneamente complicado na zona, o que obrigou a que vários agentes da Polícia fossem posicionados para ajudar a disciplinar o tráfego, intenso àquela hora do dia.

Além da barraca destruída, o acidente causou danos nas linhas de transporte de energia eléctrica, situação prontamente solucionada por uma equipa da Electricidade de Moçambique que se deslocou ao local.

A imagem captada pelo nosso colega Jaime Macamo ilustra o ambiente no local do acidente e o estado em que ficaram duas viaturas e a barraca destruída.

Pai viola filha e atira culpa nela

Pai viola filha e atira culpa nela

O visado encontra-se detido, desde quinta-feira última, na 5ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique, no bairro da Machava.

A menor foi levada sexta-feira da semana passada ao Hospital Central de Maputo, para fazer exames médicos e as autoridades policiais esperam os resultados.

Segundo contaram os vizinhos da menor à nossa Reportagem, tudo foi despoletado quando Muianga se pôs aos gritos, por volta das 23 horas, exigindo que a filha lhe ajudasse, numa altura em que sua esposa (madrasta da criança) não estava em casa.

Uma das vizinhas foi prestando atenção e, apercebendo-se de que a discussão não era algo comum, foi chamando outras vizinhas que ficaram junto da casa, de construção precária, até à consumação do incesto.“Ele pedia ajuda à miúda, ao mesmo tempo que afirmava que tudo faz por ela, e porquê ela não o pode ajudar.

Ela desatou a chorar até que o pai lhe despejou do colchão para o chão e de joelho consumou a violação”, disse uma das vizinhas.Sobre a sua passividade perante um acto daquela natureza, as nossas fontes disseram que era noite e queriam ter a certeza do que, efectivamente, ele acabou fazendo.

Segundo narram, a vítima teria confessado que não era a primeira vez que o seu pai mantinha relações sexuais com ela, acto negado pelo agressor na hora, e que mais tarde, segundo contam, teria confessado na tentativa de se ver livre do problema.

Já nas mãos da Polícia e diante da nossa Reportagem, L. Muianga disse que no bairro teria sido forçado a aceitar o crime sob alegação de que o problema terminaria por ali.

Vandalizada sede do MDM

Vandalizada sede do MDM
A informação foi facultada à nossa Reportagem por Sílvia Paulo, chefe das Relações Públicas e porta-voz da PRM em Gaza, que disse estarem a decorrer diligências para se esclarecer o caso e apurarem-se responsabilidades.

Intensifica prospecção de ouro em Manica

Intensifica prospecção de ouro em Manica
Anteriormente conhecida por Terranova Minerals, a Auroch Minerals dispõe actualmente de fundos no montante de 5,4 milhões de dólares australianos, na sequência de um encaixe de capital necessário para ser readmitida à cotação.

A empresa concluiu, por outro lado, o processo de aquisição do projecto 3Moz Manica à Pan African Resources.

A Explorator Limitada, agora uma subsidiária da Auroch Resources controlada a 100 por cento, vai iniciar a perfuração de novos furos na região norte da concessão, onde já foram completados nove furos com um comprimento conjunto de 2135 metros até meados de Dezembro de 2012.

Professores de nível superior para o Ensino Secundário

Professores de nível superior para o Ensino Secundário
Citado pela Agência de Informação de Moçambique, Banze estimou que, do universo de oito mil professores contratados este ano para leccionarem nas escolas públicas moçambicanas, 1200 têm formação superior.

O actual Sistema Nacional de Ensino alberga 140 mil professores, 20 mil dos quais estão no Ensino Secundário. Segundo Eurico Banze, o pagamento a um professor com formação superior custa duas vezes ou mais comparativamente a um do Ensino Primário.

À entrada no aeroporto de Maputo: Devolvidos 61 ilegais

À entrada no aeroporto de Maputo: Devolvidos 61 ilegais
Trata-se da segunda semana consecutiva que indivíduos de nacionalidade portuguesa são devolvidos à procedência por falta de bilhete aéreo de regresso, clareza quanto ao objectivo de viagem, local de hospedagem e meios de subsistência em território moçambicano.

Dos recambiados, número saliente vai para 22 portugueses, seguido de seis nigerianos, igual número de paquistaneses, quatro bengalis e dois camaroneses que desembarcaram de voos da Transportadora Aérea Portuguesa (TAP) e Kenyan Airlines, provenientes de Lisboa e Nairobi, capitais portuguesa e queniana, respectivamente.

Segundo o porta-voz da Polícia no Comando da Cidade de Maputo, Orlando Mudumane, grande parte dos imigrantes vêm ao país à procura de oportunidades de negócios e emprego, mas uma vez que não apresentam o vínculo contratual ou não sabem para que instituições vão trabalhar, acabam sendo recambiados. “Eles, regra geral, não conseguem clarificar as razões porque vêm ao país, o local de hospedagem e muito menos os meios de subsistência durante a sua permanência.

Outros ainda foram mandados de volta por possuir vistos falsos”, disse Mudumane. A tentativa de entrada de pessoas de forma clandestina ao nosso país é uma situação que de há algum tempo a esta parte tem estado a preocupar as autoridades nacionais devido à frequência com que os casos acontecem e porque o fenómeno tende a crescer a cada dia que passa. A título de exemplo, perto de 5618 indivíduos foram reembarcados em 2012, contra 4993 repatriados no ano anterior.

A identificação das anomalias nos vistos de entrada ou falta de comprovativos para a permanência no território nacional e consequente devolução de estrangeiros para os países de proveniência resulta da intensificação do trabalho de fiscalização levado a cabo pelas autoridades de migração nos diversos postos fronteiriços nacionais.

Os vistos de entrada para a República de Moçambique são obtidos no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, nas missões diplomáticas e consulares do país no estrangeiro, nos Serviços de Migração e postos fronteiriços autorizados para o efeito.

Orlando Mudumane acrescentou que os indivíduos de nacionalidade paquistanesa, tailandesa, chinesa, bengali, e agora portuguesa, são os que mais procuram entrar para o território nacional sem reunir os requisitos exigidos por lei.

PM de visita às áreas sitiadas : Prioridade é salvar vidas

PM de visita às áreas sitiadas : Prioridade é salvar vidas

Este pronunciamento é do Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, que está desde domingo, e por uma semana, a visitar a região centro do país para “ïn loco” monitorar a situação de emergência.

Vaquina afirmou que é preciso reflectir profundamente sobre como viver sem desgraça decorrente das inundações aproveitando a água para acções de desenvolvimento.

Entretanto, o director-geral do Instituto Nacional de Calamidades, João Ribeiro, disse ontem, na cidade de Quelimane, que trinta e sete mil pessoas estão afectadas pelas intempéries ocorridas na presente época chuvosa, sendo urgente, encontrar mecanismos de assistência mais rápidos de forma a que a vida volte à normalidade.

Ribeiro disse que, nesta perspectiva, os governos distritais continuam a desempenhar um papel fundamental na mobilização das populações a se retirarem das zonas de risco, facto que fez com que até ao momento não houvesse situações de busca e salvamento.

Na sequência da deterioração da situação, na bacia do Limpopo, o Governo Provincial de Gaza, destacou ontem, de emergência, uma equipa de trabalho para a região de Pafuri, no distrito de Chicualacuala, isolada do resto da província, e numa situação considerada crítica.

A decisão foi tomada no decurso da sessão extraordinária, ontem realizada em Xai-Xai, para avaliar a situação provocada pelas recentes enxurradas que continuam a fustigar a província. A referida equipa, deverá levar para aquele ponto, para além de mantimentos, medicamentos e cloro para o tratamento da água.

Por outro lado, uma equipa de busca e salvamento, composta por técnicos de Administração Marítima, Serviço Nacional de Salvação Pública, Instituto Nacional de Gestão de Calamidades e Cruz Vermelha de Moçambique, apoiada por dois barcos a motor, tendas familiares e de kits de saneamento, encontra-se, desde domingo, pré-posicionada  em Maniquinique, no distrito de Chibuto.

Com idêntico objectivo, desta feita na localidade de Chihaquelane, posto administrativo de Chilembene, distrito de Chókwè, um outro grupo se encontra, naquele local seleccionado como um eventual centro de trânsito, caso a situação o exija.

A subida do rio Limpopo está a ameaçar cinco distritos de Gaza, nomeadamente Mabalane, Chókwè, Guijá, Chibuto e Xai-Xai.

Para além do Limpopo, o Incomáti também regista aumento do volume de escoamentos devido às chuvas moderadas a fortes que têm ocorrido no território nacional e a montante.

Espera-se que a estação de Magude, em Maputo, ultrapasse o alerta recomendando-se, por isso, que a população tome medidas de precaução.

Em razão desta situação, as Barragens dos Pequenos Libombos, Corumana, Massingir e Macarretane ampliaram ligeiramente as descargas de forma a aumentar a capacidade de encaixe.

Erosão ameaça "engolir" campo do bairro de Muatala em Nampula

Erosão ameaça "engolir" campo do bairro de Muatala em Nampula
O único campo de futebol localizado no bairro de Muatala, na província de Nampula, Norte de Moçambique, está a desaparecer paulatinamente devido à erosão. O problema agravou-se com a chuva que cai no país desde início de Janeiro corrente.

À situação junta-se a ocupação de espaços pertencentes àquele recinto desportivo por parte da população que vive nas proximidades. Ela vandalizou a vendação e construiu residências numa parte do local.

Os organizadores do Campeonato Recreativo do Bairro de Muatala mostram-se preocupados com a elevada degradação do único recinto que acolhe jogos naquela zona.

Apesar das condições anómalas, nele, o Núcleo do Desporto do Bairro de Muatala está a movimentar, neste momento, um campeonato recreativo que envolve nove equipas de diferentes bairros da cidade de Nampula.

Para minimizar o problema da situação, alguns atletas que participam no Campeonato Recreativo do Bairro de Muatala uniram-se e no último sábado pegaram enxadas, ancinhos e pás e taparam algumas crateras abertas pela chuva. A actividade foi organizada pelo Núcleo de Desporto de Bairro de Muatala, por sinal entidade prepara o certame.

O presidente do Núcleo de Desporto de Bairro de Muatala, Quinta Rapousa, disse que remeteu, em 2010, ao Conselho Municipal e à Direcção Provincial da Juventude e Desporto de Nampula uma carta na qual pedia que o campo fosse nivelado e vedado como forma de manter o controlo do espaço. Porém, até agora “nem água vem e nem água vai”.

Aquele dirigente disse ainda que nos finais de 2011, o edil de Nampula, Castro Namuaca, visitou aquele campo e prometeu agir mas até este momento nada fez. O problema prevalece.

“Caso a situação continue no mesmo estado, este bairro vai ficar sem campo dentro de alguns anos, uma vez que a erosão e a população já estão a tomar conta do espaço”, disse o nosso entrevistado. Acrescentou que ainda realizam-se jogos naquele recinto porque o bairro não dispõe de outro lugar para o efeito.

Relativamente ao Campeonato Recreativo do Bairro de Muatala, falta apenas uma jornada para o seu término. O certame é liderado pela formação da Texmoque, com 30 pontos, seguida pelo PM Futebol Clube, com 29 pontos.

Na terceira (28 pontos), quarta (25 pontos), quinta (22 pontos) e sexta (21 pontos) posições respectivamente estão as equipas de Matchedje, Croácia, Associação do Hospital Central de Nampula e Nigéria.

A sétima posição é ocupada pela formação de Central Futebol Clube, com 15 pontos, seguida do Sem Medo Futebol Clube, com 11. O oitavo lugar e último da tabela classificativa é ocupado pela equipa de Banaliza Futebol Clube, com nove pontos.

No fim desta prova, aquela agremiação prevê organizar um campeonato da cidade de Nampula em juvenis, no qual participem de 10 equipas de ambos os sexos.

Segundo Guedes Repousa, o vento visa descobrir talentos para alimentar os clubes de Nampula. Aliás, este é um dos grandes objectivos da criação do Núcleo de Muatala.

Para evitar agressões e vandalização do recinto desportivo nos dias de realização de jogos, o núcleo trabalha em coordenação com a Academia Militar que manda um contingente para manter a ordem e segurança no local.

Há fortes esquemas de corrupção na atribuição de cartas de condução

Há fortes esquemas de corrupção na atribuição de cartas de condução
Os referidos esquemas, segundo Cassamo, partem dos altos dirigentes do INATTER, passando pelos Serviços de Viação, examinadores e por fim envolvendo os instrutores e até os simples funcionários.

Cassamo Lalá contou a nossa fonte que o aluno de condução depois das aulas práticas e teóricas a nível da escola de condução, chega à fase do exame, mas antes do exame o candidato deve passar pela captação de dados junto dos Serviços de Viação. `Aí tudo pode acontecer!… Por exemplo o aluno que frequentou a escola de condução na especialidade de ligeiro, pode negociar com os Serviços de Viação do INATTER para ter pesado ou serviços públicos´.

O mais grave é que quando a escola detecta casos desses, manda o aluno imediatamente rectificar os dados captados nos Serviços de Viação, visto que são estranhos à entidade de formação. Só que quando confrontada com a situação, pela escola, o INATTER diz que `o sistema não permite a alteração de dados, algo que só pode ser feito depois do candidato tiver obtido a sua licença de condução´. E como as normas são violadas, Cassamo Lalá não tem dúvidas: `Só a corrupção pode explicar esse fenómeno´.

`Outro indício de corrupção´, segundo a nossa fonte, `está no licenciamento para serviços públicos de condução´. Segundo Lalá, `há cada vez mais licenciados em serviços públicos cuja proveniência é desconhecida, pois as escolas de condução dificilmente recebem candidatos para aquela especialidade´.

Questionado sobre como é que tem a certeza de que as escolas andam `às mosca´, Cassamo disse que são dados da Associação das Escolas de Condução (AEC), da qual é membro, e explica: `Nós temos um carro a nível da Associação para examinar os candidatos a serviços públicos, e sempre que a escola tiver candidatos dirige-se para lá. São poucos os dados que temos sobre esse tipo de serviços´ disse.

Cassamo vai longe mais longe e afirmar que `o INNATER não está preparado para lidar quer com a fiscalização, quer com a examinação dos candidatos´, e sustenta que `o INATTER não tem examinadores em número desejado, porque um examinador chega a trabalhar com mais de 20 candidatos por dia, para além de que não dispõe de espaço suficiente para examinar candidatos´.

Contactado o INATTER para se pronunciar sobre o assunto, o director-adjunto, Edgar Gemo, prometeu reagir `brevemente´. Enquanto aguardamos pela versão da INATTER fica aqui, por ora, a versão do conceituado director da Escola de Condução Internacional, Cassamo Lalá, que torna assim pública a denúncia de corrupção na entidade da administração pública que tem por função confirmar que os cidadãos estão habilitados a conduzir.

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