Um trágico incidente ocorreu na prisão de Bouaké, a segunda maior cidade da Costa do Marfim, onde cinco detentos perderam a vida durante um confronto violento que se seguiu a uma busca de rotina. O episódio foi confirmado pelas autoridades.
De acordo com o promotor Abel Nangbelé Yeo, os prisioneiros reagiram com “hostilidade” à operação de verificação de contrabando, realizada na terça-feira. Além dos cinco mortos, 29 pessoas ficaram feridas, incluindo seis agentes penitenciários e 23 detentos.
O ataque teve início quando os agentes de segurança chegaram ao edifício e foram confrontados por prisioneiros armados com cassetetes, facões e outros objetos contundentes. Os agentes, em tentativa de controlar a situação, dispararam tiros de advertência “para encobrir a retirada”.
Durante a busca, as autoridades apreenderam blocos de maconha, comprimidos de Tramadol, celulares e três granadas, indicando a presença de contrabando nas instalações.
As condições prisionais na Costa do Marfim têm sido alvo de críticas por parte de organizações de direitos humanos e das Nações Unidas.
A Direcção Provincial de Desenvolvimento Territorial e Ambiente da província de Maputo anunciou a mobilização de meios aéreos para localizar dois leões que, segundo informações recebidas, têm circulado em áreas residenciais e de pasto nos distritos de Boane, Moamba e Namaacha.
Esta decisão surge após uma série de relatos preocupantes sobre a presença dos felinos nas proximidades das habitações. A situação agravou-se com a informação de que os leões terão atacado e devorado três bovinos na localidade de Mafuiane, em Namaacha.
A directora provincial de Desenvolvimento Territorial e Ambiente, Mariamo José, confirmou os incidentes e reafirmou a urgência da operação para garantir a segurança da população local.
Uma juíza distrital de Boston concedeu uma liminar que bloqueia a proibição imposta pelo governo de Donald Trump à entrada de estudantes internacionais na universidade de Harvard.
A decisão foi tomada após a argumentação da instituição da Ivy League, que sustentou que a medida era ilegal. O pedido foi apresentado à magistrada Allison Burroughs.
Harvard fundamentou seu pedido no fato de que Trump violou a legislação federal ao não apresentar evidências que comprovassem que os estudantes estrangeiros representavam uma ameaça à segurança nacional.
A universidade salientou que a Proclamação proibia milhares de alunos de frequentar o ensino superior nos Estados Unidos, cerceando assim não apenas o direito dos estudantes de perseguirem seus sonhos, mas também o direito da própria Harvard de educá-los. “Sem os seus estudantes internacionais, Harvard não é Harvard”, enfatizou a instituição em um documento entregue à juíza.
Adicionalmente, Harvard argumentou que a alegação de ameaça à segurança era inconsistente, uma vez que a proibição apenas restringia a entrada dos alunos para estudar na universidade, sem afectar a possibilidade de ingresso dos mesmos de forma geral no país.
O presidente do Chade, Mahamat Idriss Deby, anunciou a suspensão da emissão de vistos para cidadãos dos Estados Unidos, em resposta à recente decisão do governo de Donald Trump que proíbe a entrada de chadianos nos EUA.
A medida de Trump representa o retorno de uma política controversa do seu primeiro mandato. O presidente norte-americano justificou a proibição de vistos para 12 países, incluindo o Chade, alegando que estes países apresentam fraquezas em seus sistemas de triagem e verificação, além de historicamente se recusarem a repatriar cidadãos que permanecem nos Estados Unidos além do permitido.
A nova proibição abrange, além do Chade, países como Afeganistão, Mianmar, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iémen. A partir de segunda-feira, às 12h01, serão implementadas restrições mais rigorosas para visitantes de outros sete países.
Em uma publicação no Facebook, Deby informou que instruiu seu governo a suspender os vistos para cidadãos americanos “segundo os princípios de reciprocidade”. Ele afirmou: “O Chade não tem aviões para oferecer, nem bilhões de dólares para dar, mas o Chade tem sua dignidade e orgulho”, conforme reportado pela African News.
O porta-voz do governo da República do Congo, Thierry Moungalla, manifestou que o país acredita estar entre os afectados pela proibição devido a um “mal-entendido” relacionado a um ataque armado nos EUA, cujos perpetradores foram supostamente confundidos com cidadãos congoleses. “Obviamente, o Congo não é um país terrorista, não abriga nenhum terrorista e não é conhecido por ter vocação terrorista”, afirmou Moungalla, acrescentando que as autoridades diplomáticas do governo buscarão esclarecimentos junto às autoridades americanas.
Murade Murargy, ex-Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e nacional moçambicano, alertou para os entraves que dificultam a criação de um ambiente empresarial favorável nos países da CPLP.
Durante a sua intervenção no I Fórum do Pilar Económico e Empresarial da CPLP, realizado nos dias 4 e 5 de Junho em Lisboa, Murargy destacou que a burocracia, as elevadas taxas de juros e a corrupção são alguns dos factores que consomem recursos e comprometem o desenvolvimento da classe empresarial.
O ex-diplomata acrescentou que, aos desafios já mencionados, se soma o “egoísmo nacional” e a falta de uma abordagem panafricanista, mostrando uma resistência generalizada à cooperação intra-africana e Sul-Sul. A ausência de capital humano qualificado e a inoperância do sistema judicial foram igualmente mencionadas como barreiras significativas para a prosperidade económica na região.
Murargy, que dirigiu a sua carreira diplomática à promoção da cooperação económica, sublinhou a importância de um ambiente empresarial que não se limite apenas ao uso da língua portuguesa, mas que fomente a concretização de acordos comerciais que beneficiem os cidadãos. Mesmo com algumas mudanças positivas sob a presidência de Timor-Leste, o diplomata criticou a abordagem tradicional dos governos, que frequentemente priorizam a promoção da língua em detrimento de outros aspectos da cooperação.
O Fórum, que contou com a participação de várias personalidades, foi também um espaço para reflexões sobre a formação de recursos humanos. Murargy lamentou a falta de mão-de-obra qualificada, destacando a importância da educação como um pilar central para o desenvolvimento económico e social.
Além disso, o ex-Secretário Executivo chamou a atenção para os desafios enfrentados pelos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, que estão inseridos em comunidades económicas regionais como a SADC. Ele frisou que, para que os países da CPLP possam realmente beneficiar das suas potencialidades, é fundamental promover uma estratégia de formação e qualificação que permita aos cidadãos competir em um mundo em rápida transformação.
A conferência termina com um apelo para que a CPLP se torne um veículo eficaz de interligação entre diferentes comunidades regionais, potenciando a realização de políticas sinérgicas que ajudem a superar os obstáculos actualmente existentes.
A relação entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o multimilionário Elon Musk deteriorou-se dramaticamente nas últimas 24 horas, culminando em um intercâmbio de acusações e insultos que expuseram os bastidores da campanha vitoriosa de Trump em Novembro.
A situação, relatada pela RFI, sugere um possível enfraquecimento da posição do líder norte-americano e a possibilidade de uma eventual expulsão de Musk dos Estados Unidos.
Na sua rede social, Trump insinuou que cortar contractos com empresas de Musk poderia ser uma forma eficaz de poupar dinheiro aos contribuintes, mencionando especificamente o fornecimento de internet Starlink e a colaboração da NASA com a SpaceX. Essa medida, segundo Trump, poderia comprometer os testes necessários para a futura exploração lunar.
A partir desse ponto, o tom das acusações intensificou-se. Elon Musk declarou que a SpaceX se recusaria a continuar a parceria com a NASA e acusou Trump de estar envolvido no escândalo de pedofilia que ronda o bilionário Jeffrey Epstein, sugerindo que o Presidente deveria ser destituído.
Musk não hesitou em criticar Trump, afirmando que, sem o seu apoio, o Presidente teria perdido a eleição, classificando-o como ingrato. Estima-se que Musk tenha contribuído com mais de 250 milhões de dólares para a campanha de Trump.
A vila municipal de Sussundenga, localizada no distrito homónimo da província de Manica, verá cerca de 16 mil habitantes ganharem acesso à energia eléctrica proveniente da rede nacional.
Este avanço resulta da instalação de postes de média tensão em vários bairros, cuja iluminação deverá ser activada ainda este ano. O presidente do Município, Manuel Sumila, anunciou a iniciativa, inserida no programa presidencial “Energia Para Todos”, um projecto que visa assegurar a universalização do acesso à electricidade até 2030.
Actualmente, a electrificação está a ser implementada em dois bairros específicos: Muzoria e Nhamezara. Nestes locais, foram colocados 46 postes de média tensão, abrangendo uma extensão superior a 2,5 quilómetros. Assim, nos próximos meses, os residentes desses bairros poderão beneficiar de uma fonte de energia mais eficiente e de qualidade.
Durante uma conferência à AIM, Sumila afirmou que alguns habitantes terão acesso à electricidade pela primeira vez. O edil mencionou que também se encontra em curso um trabalho semelhante na zona de expansão dos bairros Nhamezara, onde já foram erigidos 16 postes de média tensão adicionais.
Nos dias vindouros, a rede eléctrica será estendida para os bairros Chicueu e Nhamwaia, totalizando cinco comunidades que beneficiarão um total de 16.412 cidadãos.
O presidente do conselho municipal realçou que estão a ser feitas aberturas de covas para a colocação de postes de baixa tensão, com o objectivo de garantir a distribuição domiciliária. Este trabalho conta com o apoio da Empresa Electricidade de Moçambique (EDM).
Sussundenga, com uma população de 43.612 habitantes distribuídos por 17 bairros, enfrenta ainda desafios relacionados com a falta de electricidade em várias das suas áreas. O presidente do município expressou a esperança de que, dentro de alguns meses, a quase totalidade da vila possa ser iluminada.
“Estamos a promover a iluminação pública para garantir que a vila se torne cada vez mais segura e livre de relatos de criminalidade”, afirmou Sumila. O programa “Energia Para Todos”, que visa levar electricidade à totalidade da população moçambicana, foi oficialmente lançado a 12 de Novembro de 2019 como parte da Estratégia Nacional de Energia e está alinhado com o Plano Quinquenal do Governo e com os objectivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas.
Este programa abrange todos os moçambicanos, incluindo as populações rurais e aquelas em áreas isoladas, com a intenção de fornecer energia sustentável e acessível a todos, visando a cobertura total até 2030. As famílias que vivem a menos de 100 metros do ponto de ligação beneficiarão especialmente desta iniciativa.
O Governo norte-americano anunciou a concessão de três isenções ambientais que visam agilizar a construção do muro na fronteira com o México nos estados do Arizona e do Novo México.
Esta medida segue outra isenção já concedida em Abril para obras semelhantes na Califórnia.
As novas isenções permitirão acelerar a construção de aproximadamente 58 quilómetros de um novo muro na fronteira, conforme explicou a secretária do Departamento de Segurança Interna (DHS), Kristi Noem, em comunicado citado pela agência Efe. Os troços afectados estão localizados nos sectores de Yuma, Tucson e El Paso, no Texas.
As isenções isentam o DHS do cumprimento de várias leis ambientais, incluindo a Lei da Política Ambiental Nacional, que eram previamente exigidas para a construção de estradas ou barreiras físicas nessas áreas. Segundo o comunicado, os projectos abrangidos por estas excepções “irão fechar lacunas críticas no muro fronteiriço e melhorar as operações de segurança fronteiriça nos sectores de El Paso, Tucson e Yuma da Patrulha de Fronteiras dos EUA”.
Noem afirmou que “os projectos executados ao abrigo de uma isenção são passos cruciais para proteger a fronteira sul e reforçar o nosso compromisso com a segurança fronteiriça”. A autoridade da secretária da Segurança Interna para emitir isenções como a anunciada resulta de uma secção da Lei de Reforma da Imigração Ilegal e Responsabilidade dos Imigrantes de 1996, assinada pelo então Presidente democrata Bill Clinton.
A Ministra das Finanças, Carla Loveira, abordou o défice orçamental do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) previsto para 2025, informando que o Executivo planeia mobilizar 97% do valor necessário para a sua cobertura, com o remanescente (2,7%) a ser obtido através de saldos transitados.
Em entrevista à Rádio Moçambique, Loveira sublinhou que o défice previsto de 126,8 mil milhões de meticais, equivalente a 8,2% do Produto Interno Bruto (PIB), é inferior ao registado em 2024, que foi de 156 mil milhões de meticais, representando 11% do PIB. O défice para 2025 resulta de uma estimativa de colecta de receitas de 385,8 mil milhões de meticais (25% do PIB) contra uma despesa total de 512,7 mil milhões de meticais (33,2% do PIB).
No programa Cartas na Mesa, a Ministra delineou três linhas de financiamento para cobrir o défice. A primeira é o crédito interno, que se estima em 35 mil milhões de meticais (2,3% do PIB), com uma redução de 0,5 pontos percentuais em relação a 2024. A segunda linha refere-se ao crédito externo, com uma previsão de mobilização de 29,9 mil milhões de meticais (1,9% do PIB), o que representa um aumento de 0,6 pontos percentuais comparativamente ao ano anterior. Por fim, o Executivo espera receber donativos na ordem de 58,2 mil milhões de meticais (3,8% do PIB), o que constitui um acréscimo de 0,8 pontos percentuais em relação a 2024.
Dessa forma, o Estado poderá financiar 123,1 mil milhões de meticais, correspondendo a 97% do total do défice estimado. Loveira referiu que existem saldos transitados de 2024 que totalizam 3,5 mil milhões de meticais (0,2% do PIB), o que equivale a 2,7% do total do défice.
O porta-voz das Forças de Defesa do Ruanda (RDF), Brigadeiro General Ronald Rwivanga, anunciou a morte de quatro soldados rwandeses que foram vítimas de uma emboscada no mês passado, numa floresta no distrito de Mocímboa da Praia, localizado na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.
A presença de tropas rwandesas em Moçambique iniciou em Julho de 2021, a pedido das autoridades moçambicanas, com o intuito de auxiliar na luta contra o terrorismo na região de Cabo Delgado.
Desde a retirada da Missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) em Moçambique, o Ruanda já mobilizou 5.000 soldados para combater os terroristas que afirmam lealdade ao autodenominado “Estado Islâmico” (ISIS).
Conforme Rwivanga, citado pela plataforma sul-africana “DefenceWeb”, estas quatro baixas são somadas a três outras perdas e a seis soldados feridos. “Conseguimos contê-los, mas perdemos quatro soldados há poucas semanas. Caímos numa emboscada na floresta”, declarou.
O porta-voz destacou que, apesar de alguns ataques esporádicos por parte dos terroristas, a situação de segurança está sob controle. “Uma das conquistas da RDF foi forçá-los a recuar para as florestas densas. De lá, eles procuram alvos fáceis, deslocando-se para as aldeias a fim de roubar alimentos”, frisou.
Rwivanga elucidou que a guerra na selva é complexa. “Por vezes, utilizamos drones para rastrear os insurgentes. Contudo, a visibilidade é um desafio devido à densa vegetação”, explicou. O acesso restrito às áreas costeiras foi uma das consequências da sua estratégia, a qual os privou de rotas essenciais para se conectarem com as grandes redes do ISIS que operam em África.
“Todas as áreas costeiras estão limpas. Conseguimos bloquear o acesso a alimentos e meios de comunicação,” acrescentou o Brigadeiro.
O porta-voz reconheceu que uma das razões pelas quais as forças de defesa e segurança moçambicanas não conseguiram lidar com o ISIS sozinhas foi uma falta de competência e disciplina, mas enfatizou que agora têm o conhecimento necessário para actuar. “Durante dois anos, entre 1996 e 1998, vivemos uma insurgência no Ruanda. Portanto, sabemos como lutar este tipo de combate. Não intendemos ficar em Moçambique para sempre; por isso, treinamos as forças locais”, concluiu.
Segundo a Agência das Nações Unidas para os Refugiados, existem 25.000 pessoas deslocadas recentemente em Cabo Delgado, necessitando urgentemente de alimentos, abrigo, assistência médica e proteção. A agência alertou que apenas 32% das suas necessidades estão financiadas, levando a uma crescente vulnerabilidade.
Dados recentemente divulgados pelo Centro Africano para Estudos Estratégicos, uma instituição académica do Departamento de Defesa dos Estados Unidos que analisa conflitos em África, revelam que, apenas em 2024, pelo menos 349 pessoas perderam a vida em ataques por grupos extremistas islâmicos em Cabo Delgado.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) recuperou uma arma de fogo do tipo AK-47, que havia sido abandonada numa mata no Vale de Infulene, no município da Matola.
A recuperação ocorreu durante uma operação realizada pela 6.ª esquadra da polícia.
A referida arma encontra-se actualmente sob custódia das autoridades policiais, aguardando os procedimentos de despacho adequados.
O antigo Presidente da Zâmbia, Edgar Chagwa Lungu, faleceu na quinta-feira (05), aos 68 anos, conforme anunciado pelo seu partido, a Frente Patriótica.
A informação revela que Lungu estava internado no Mediclinic Medforum Hospital, em Pretória, África do Sul, no momento do seu falecimento.
Edgar Lungu ocupou o cargo de Presidente da Zâmbia de 26 de Janeiro de 2015 até 24 de Agosto de 2021, quando perdeu as eleições para o seu opositor de longa data e actual Presidente zambiano, Hakainde Hichilema. Durante o seu mandato, Lungu foi reconhecido por melhorar a posição internacional da Zâmbia, fortalecendo as relações diplomáticas com os países vizinhos, incluindo Moçambique. Contudo, enfrentou críticas por implementar medidas de segurança consideradas excessivas.
Em resposta à notícia da sua morte, o Chefe do Estado moçambicano, Daniel Chapo, expressou o seu pesar e enviou uma mensagem de condolências ao Presidente da República da Zâmbia, Hakainde Hichilema. Na sua mensagem, Chapo manifestou profunda consternação pelo falecimento do antigo estadista, enfatizando a importância do seu contributo para a democracia e a estabilidade da Zâmbia e da região.
A presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, exortou os crentes muçulmanos a contribuírem para a moralização da sociedade moçambicana durante a cerimónia religiosa do Eid-al-Adha, realizada na cidade de Nampula.
A líder política fez este apelo na passada sexta-feira, sublinhando a importância de a data ser um momento de reflexão para promover a coesão em torno dos objectivos nacionais, enfatizando que “cada um deve fazer a sua parte na construção do país”.
Durante o seu discurso, Talapa incentivou os muçulmanos a utilizarem esta ocasião como uma oportunidade para pensar sobre a melhoria da moralidade, especialmente entre os jovens, e a pacificação das famílias moçambicanas. “Todos somos uma única família e, nas nossas famílias, convivemos com diversas religiões”, afirmou, destacando que no país não existem conflitos religiosos.
O evento religioso também contou com a oração do sheik Niqueirão Jacinto, que incorporou na sua mensagem temas relevantes para a sociedade, como o respeito pelos preceitos do Islão e a importância da convivência e fraternidade. O sheik pediu protecção para os jovens contra o consumo de substâncias prejudiciais e alertou sobre os males da corrupção nas instituições públicas.
Durante a cerimónia, fez votos de solidariedade e amor ao próximo, pedindo que essas virtudes se concretizem em campanhas de ajuda às vítimas de ciclones recentes e aos afectados pela violência em Cabo Delgado. Jacinto solicitou ainda pela paz e reconciliação nacional, enfatizando a necessidade de diálogo entre os moçambicanos.
A celebração do Eid al-Adha, que também é conhecida como a Grande Festa ou Festa do Sacrifício, sucede à peregrinação à Meca e é assinalada a partir do décimo dia do mês de Dulrija.
Este ano, a festa durou quatro dias e atraiu a participação de várias entidades governamentais em várias localidades da província de Nampula, incluindo o governador Eduardo Abdula e o presidente do conselho municipal de Nampula, Luís Giquira.
Os médicos residentes do Hospital Central de Maputo, a maior unidade de saúde em Moçambique, anunciaram hoje um entendimento com o governo que resultará na suspensão da sua greve parcial.
A greve, que se iniciou há três dias, consistia na recusa dos profissionais de saúde em trabalhar horas extraordinárias. Os médicos haviam alertado, no final de Maio, que deixariam de realizar horas adicionais a partir de 1 de Junho, a menos que o governo saldasse a dívida referente ao trabalho suplementar realizado nos meses anteriores.
Essa posição significava que os médicos se recusavam a trabalhar após as 15h30, nos fins de semana e em feriados. A administração do hospital recebeu uma carta a solicitar o pagamento do trabalho extraordinário acumulado ao longo dos últimos treze meses.
Após negociações com o Ministro da Saúde, Ussene Issa, os médicos decidiram suspender a greve, embora tenham advertido que, caso o governo não cumpra as promessas feitas, a paralisação será retomada.
O porta-voz dos médicos em greve, Ossifo Cafur, declarou aos jornalistas que a decisão de suspender a greve foi considerada razoável, uma vez que o Ministro “se comprometeu a resolver os problemas directamente”.
“Suspendemos a greve temporariamente”, afirmou Cafur, sublinhando que confiavam no Ministro e na sua equipa de negociação. No entanto, advertiu que, se a palavra não for cumprida, “voltaremos a entrar em greve imediatamente”.
Os profissionais de saúde deram ao governo um prazo de 30 dias para o pagamento das horas extraordinárias. “Vamos aguardar mais 30 dias”, disse Cafur, citado pela agência noticiosa portuguesa Lusa. Ele frisou que a falta de pagamento afecta mais de 300 médicos do Hospital Central.
Em um gesto significativo de diplomacia, Moçambique e Malawi solidificaram as suas relações de amizade e colaboração através da assinatura de três instrumentos jurídicos bilaterais, na manhã de hoje, durante a visita de trabalho de dois dias do Presidente moçambicano, Daniel Chapo, ao Malawi.
Este convite foi feito pelo seu homólogo malawiano, Lazarus Chakwera.
Os acordos, formalizados na capital do Malawi, Lilongwe, decorrem de conversações bilaterais entre as delegações de ambos os países. A cerimónia de assinatura contou com a presença dos dois líderes, que expressaram a importância das parcerias estabelecidas.
Na ocasião, o Presidente Chapo declarou que esta visita representa uma oportunidade inestimável para fortalecer os laços de amizade, cooperação e solidariedade entre os dois povos. O estadista reiterou o compromisso de Moçambique em continuar a colaborar com o Malawi, visando o desenvolvimento económico e o bem-estar social das suas populações.
Chapo também abordou a estabilidade política e social vigente em Moçambique, destacando os esforços no combate ao terrorismo, especialmente nas áreas afectadas da província de Cabo Delgado. O Chefe de Estado agradeceu ainda ao povo malawiano pelo apoio na Missão Militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SAMIM), que tem trabalhado para restaurar a paz na região.
Abordando um tema urgente, Chapo referiu-se aos desafios impostos pelas mudanças climáticas, mencionando os ciclones que impactaram Moçambique no primeiro semestre do ano, e apelou à união dos dois países na busca por soluções resilientes para habitações e infraestruturas.
O Presidente moçambicano salientou igualmente a importância dos corredores de desenvolvimento, como os de Nacala e da Beira, para a interligação entre Moçambique e Malawi. Na sua intervenção, expressou o desejo de estabelecer uma ligação aérea directa entre as cidades de Tete e Nampula e o Malawi, com o intuito de dinamizar os negócios e facilitar a mobilidade.
Por sua parte, o Presidente Chakwera enfatizou a relevância histórica desta visita, que representa um marco no fortalecimento das relações bilaterais. Segundo ele, este encontro proporciona uma plataforma crucial para consolidar laços baseados em valores comuns e amizade.
Ao final da cerimónia, Chapo convidou Chakwera para as celebrações dos 50 anos de independência de Moçambique, programadas para o próximo dia 25 de Junho na cidade de Maputo. Este evento também marcará meio século de relações diplomáticas entre os dois países.
Ossufo Momade, líder do antigo movimento rebelde Renamo, fez a sua primeira aparição pública em meses para inaugurar uma reunião da associação dos veteranos militares da Renamo (ACOLDE), no centro da capital moçambicana.
A ausência prolongada de Momade coincidiram com uma séria crise interna no partido. Várias pessoas que se identificavam como guerrilheiros desmobilizados fecharam escritórios da Renamo em todo o país, exigindo a sua demissão e responsabilizando-o pela fraca performance do partido nas últimas eleições gerais, onde a Renamo perdeu a sua posição como principal força da oposição parlamentar.
Historicamente, a Renamo sempre ocupou o segundo lugar nas eleições, atrás do partido no poder, Frelimo. No entanto, nas recentes eleições, o partido viu-se relegado para a terceira posição, atrás também do Partido dos Optimistas pelo Desenvolvimento de Moçambique (Podemos).
A revolta contra a liderança de Momade culminou na ocupação da sede da Renamo na cidade de Maputo por um grupo que reivindicava ser composto por ex-guerrilheiros. A situação exigiu a intervenção da polícia de intervenção rápida (UIR), que expulsou os desmobilizados dos escritórios do partido.
Em meio a esta crise, a liderança da Renamo encontra-se em posição legal sólida, visto que Momade foi eleito presidente da formação em dois congressos partidários, em 2019 e 2024. Os seus opositores carecem da mesma legitimidade democrática.
Na semana passada, o grupo parlamentar da Renamo manifestou, de forma unânime, apoio a Momade, apesar do descontentamento de vários deputados em relação à sua liderança.
Ao abrir a reunião da ACOLDE, Momade apelou aos membros da Renamo para que estabelecessem “plataformas de diálogo interno”, com o intuito de construir consenso e superar as tensões actuais. “A Renamo sempre foi um partido de diálogo”, afirmou. “Os nossos estatutos consagram estruturas como a Liga das Mulheres, a Liga da Juventude e a ACOLDE como organizações fundamentais para a vitalidade do Partido.”
Momade estimulou os guerrilheiros desmobilizados a utilizarem a ACOLDE como um espaço para discutir ideias que fortalezam a unidade do partido e a sua missão histórica. Reiterou que “os nossos adversários políticos não são os nossos companheiros dentro do partido, mas sim aqueles que tentam, a todo custo, impedir-nos de cumprir a nossa missão de governar Moçambique.”
Durante o seu discurso, expressou também preocupação pela alegada marginalização dos ex-guerrilheiros durante o processo de Desmobilização, Desarmamento e Reintegração (DDR), um elemento chave do acordo de paz assinado entre Momade e o então Presidente, Filipe Nyusi, em agosto de 2019. Neste processo, 5.221 ex-guerrilheiros foram desmobilizados e passaram à vida civil.
Momade salientou que o DDR começou antes de assumir a liderança da Renamo, garantindo que a sua gestão apenas continuou os acordos firmados entre a Renamo e o governo anterior. “Fizemos tudo para assegurar que os fighters desmobilizados tivessem acesso a pensões e a projetos geradores de rendimentos”, declarou.
Reconheceu que ainda há desafios em garantir que todos os desmobilizados recebam as suas pensões, atribuindo as dificuldades à responsabilidade do governo. “A Renamo e o seu presidente não são responsáveis por corrigir ou pagar pensões”, afirmou, sublinhando que essa é uma obrigação do Estado.
O representante da ACOLDE, Domingos Gundana, apelou ao espírito de fraternidade e ao debate calmo entre os membros da Renamo, enfatizando a importância de encontrar “soluções construtivas” para fortalecer o partido.
Elias Dhlakama, irmão mais novo de Afonso Dhlakama, alertou que a Renamo atravessa “um dos momentos mais delicados da sua história”, citando o desaparecimento de outros grandes partidos em África, se o partido não agir de maneira responsável. Dhlakama, que desafiou Momade pela liderança nos últimos congressos, duvidou que a reunião da ACOLDE conseguiria resolver a crise interna do partido. “A liderança do Partido abriu as portas para que o inimigo entrasse na sede nacional do partido”, concluiu.
A situação continua a evoluir e os desdobramentos desta crise podem ter um impacto significativo no futuro da Renamo e na política moçambicana.
A Primeira-dama de Moçambique, Gueta Chapo, manifestou a sua preocupação com o crescente número de mulheres a cumprir pena na cadeia central, muitas delas condenadas por crimes de violência, incluindo agressões contra familiares.
Durante uma visita de trabalho à cidade da Beira, na província de Sofala, Gueta Chapo lamentou o alarmante nível de violência perpetrado por algumas mulheres, culminando nas suas condenações, e sublinhou que o papel da mãe é fundamental como educadora de uma sociedade saudável.
A Primeira-dama referiu exemplos de mulheres que maltratam as suas crianças e também casos de agressão contra maridos. “Quando se descobre que uma criança cometeu um erro, muitas vezes sofre consequências graves”, disse Gueta Chapo, enfatizando a necessidade de uma mudança de mentalidade.
Gueta Chapo indicou ainda que a agressão de algumas mulheres contra os seus companheiros, a propósito do Dia da Mulher Moçambicana, demonstra a urgência de promover a educação dentro da família. “Precisamos educar as nossas filhas e mudar as nossas práticas para evitar que muitas crianças fiquem abandonadas nas ruas e muitas mulheres encarceradas”, afirmou.
Questionou também a eficácia do aumento do espaço na penitenciária sem uma transformação das mentalidades. “As mulheres pedem uma cela maior, mas o que vale isso se a forma de pensar não muda?”, desafiou.
A Primeira-dama alertou para o crescente consumo de drogas entre as crianças, questionando o papel das mães e mulheres. “O problema das drogas nas nossas escolas é sério. Onde estamos como mães?”, indagou.
Durante o encontro, foram levantadas preocupações sobre o assassinato de 12 mulheres desde o início do ano. Inês Chirinda, residente local, pediu apoio para lidar com essa situação alarmante, afirmando: “A cada dia que passa, uma mulher é morta, e não sabemos como agir.”
Gueta Chapo concluiu a reunião apelando a todas as mulheres da província de Sofala para abandonarem as suas divergências políticas e unam esforços na luta contra as adversidades que afectam a sociedade.
Além das conversações com as mulheres, a Primeira-dama ofereceu meios circulantes a mais de 200 líderes tradicionais dos 13 distritos de Sofala e mostrou a sua solidariedade com as crianças acolhidas no Infantário 1° de Maio, na Beira.
O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, apelou aos juízes do país para serem inflexíveis na luta contra a corrupção, sublinhando que não pode haver desenvolvimento sem um sistema judicial célere, honesto e imparcial.
As declarações do chefe de Estado tiveram lugar durante a cerimónia de tomada de posse da nova Presidente do Tribunal Administrativo, Ana Maria Gemo, e da nova Vice-Presidente do Supremo Tribunal, Matilde Monjane. Também foram empossados o juiz do Supremo Tribunal, Carlos Mondlane, e Alberto Nkutumula, nomeado pelo parlamento nacional, a Assembleia da República, para o Conselho Constitucional, a mais alta instância em questões de direito constitucional e eleitoral.
Chapo classificou os juízes como “a ponta afiada da faca” na luta contra a corrupção, enfatizando que o desenvolvimento do país exige magistrados comprometidos com a verdade, legalidade e o bem comum. Expressou a sua expectativa de ver acções concretas no combate à corrupção na administração pública.
“Num período de mudanças profundas e rápidas, a justiça moçambicana deve ser um agente estratégico de desenvolvimento, promovendo a confiança na segurança jurídica e na equidade social”, afirmou.
O Presidente acrescentou que a visão de Moçambique como um país desenvolvido, justo e competitivo requer um sistema judicial onde todos os cidadãos sejam tratados em condições de igualdade, e onde os casos sejam resolvidos rapidamente, exemplificando rigor, integridade, responsabilidade, competência e transparência.
Um sistema judicial eficiente, segundo Chapo, é um factor essencial para a eficiência económica. “As economias modernas assentam em contractos, direitos e garantias, e em soluções previsíveis em caso de litígios”, afirmou.
O Presidente alertou que “onde a lei não é célebre, estável nem previsível, a incerteza prevalece”, e essa incerteza é “inimiga da produção, investimento e oportunidades”.
“Se queremos afirmar Moçambique como um destino seguro para investimento nacional e internacional”, frisou, “devemos continuar a investir na modernização do nosso sistema judicial, no fortalecimento da sua capacidade institucional, e na valorização do papel dos seus operadores”.
Os investidores desejam “sistemas legais previsíveis, imparciais e independentes”, além de “eleições livres, justas e transparentes”. Juízes independentes e imparciais “não são um luxo nas nossas democracias”; são, ao contrário, os seus alicerces. Sem essa independência e imparcialidade, “a confiança pública evapora. Sem ela, não há paz social sustentável. Sem ela, a justiça perde o significado e o valor”.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, recebeu em Maputo, o futebolista internacional moçambicano Geny Catamo, em uma audiência marcada pela congratulação do Chefe de Estado ao atleta pela sua recente conquista no futebol português.
Geny Catamo, bicampeão da primeira liga portuguesa, destacou-se na época 2024-2025 ao ajudar o Sporting Clube a alcançar o primeiro lugar no campeonato e a Taça de Portugal. Este feito é visto como um motivo de orgulho colectivo para todos os moçambicanos, reflectindo o talento e a perseverança do jogador.
Durante o encontro, o Presidente Chapo expressou as suas sinceras felicitações ao jovem atleta. Nas palavras do Chefe de Estado, a vitória de Catamo não é apenas uma conquista individual, mas sim um simbolismo do potencial da juventude moçambicana que, através do trabalho árduo, pode realizar os seus sonhos.
O Presidente enfatizou a importância do desporto como uma ferramenta estratégica para promover a cidadania e a imagem positiva do país a nível internacional. Chapo encorajou Geny a manter a humildade e a determinação, sublinhando que o sucesso requer sacrifício contínuo e compromisso com o bem comum.
O atleta, por sua vez, expressou a sua gratidão ao Presidente pela distinção e reafirmou o seu empenho em representar Moçambique com honra. “Levo Moçambique no coração e tudo o que faço é para orgulhar o meu país e motivar outros jovens a acreditarem que é possível”, afirmou Catamo.
Esta audiência reflete a linha de ação do Presidente, que visa reconhecer e celebrar moçambicanos que se destacam no exterior, representando de forma digna os valores e a cultura de Moçambique em palcos internacionais.
Durante um recente painel da Plataforma Global para Redução de Riscos de Desastres, Luisa Meque, Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), sublinhou o compromisso de Moçambique em priorizar a mitigação do impacto dos desastres nas populações mais vulneráveis.
Na sua intervenção, Meque destacou a importância da desagregação de dados, essencial para a tomada de decisões informadas, especialmente no que tange a assistência a pessoas com deficiência e outros grupos severamente afectados. O painel teve como tema “Reforçar a Compreensão de Dados Sobre o Impacto dos Desastres e a Sua Aplicação na Tomada de Decisões”.
A Presidente do INGD evidenciou os desafios enfrentados na gestão de bases de dados, especialmente na utilização eficaz das tecnologias de informação e comunicação, que carecem de uma amplitude maior e limitam o acesso a informações cruciais. “A nossa intervenção na redução do risco de desastre é prioritária para pessoas vulneráveis. Contudo, é evidente que algumas pessoas são afectadas de forma mais intensa do que outras. A desagregação de dados por grupos vulneráveis apresenta um grande desafio”, referiu Meque, durante a conferência realizada em Genebra.
A responsável também mencionou a vulnerabilidade do país face a desastres naturais, relatando que, na temporada chuvosa de 2024-2025, Moçambique enfrentou três ciclones devastadores: Chude, Dikeledi e Jude, que atingiram o país quando algumas regiões ainda se recuperavam dos efeitos da seca. Nos últimos três anos, o país foi afectado por seis ciclones, resultando em 400 mortes, 1.800 feridos e cerca de três milhões de pessoas directamente impactadas, muitas das quais perderam os seus lares.
Meque abordou ainda o Sistema de Coordenação da Gestão do Risco de Desastres, enfatizando a necessidade de alinhamento com o Centro de Operações Humanitárias e de Emergência (COHE) da SADC, situado em Nacala, na província de Nampula.
Este centro desempenha um papel crucial na resposta a desastres na região, facilitando a partilha de informações fundamentais para a mitigação de riscos.
O evento proporcionou uma actualização dos perfis de informação de risco, promovida pelo Escritório das Nações Unidas para Redução de Riscos de Desastres (UNDRR), oferecendo uma perspetiva abrangente baseada em dados científicos sobre os perigos relevantes para a redução de riscos de desastres.
Tom de Groeve, Diretor do Centro de Investigação da Comissão Europeia, enfatizou a importância de uma abordagem multirrisco, salientando que os perigos frequentemente interagem, propagando-se de forma cascata e intensificando seus impactos. A sua intervenção sublinhou a relevância de políticas baseadas em evidências científicas para a prevenção e redução dos riscos de desastres, visando aumentar a resiliência das infraestruturas, ecossistemas, sociedades e economias.
Dados apresentados durante o evento pelas Nações Unidas indicam que o número de pessoas afetadas por desastres teve um aumento significativo de 130% desde 2015, correspondendo a mais de 120 milhões de indivíduos. “Estamos a enfrentar cerca de 550 desastres anualmente, o que equivale a mais de um por dia. A dura realidade é que algumas pessoas são atingidas com muito mais força do que outras”, concluiu a fonte.
Centenas de manifestantes organizaram protestos em várias cidades ucranianas contra a demissão do ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, anunciada na quarta-feira.
A saída de Fedorov...