A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a detenção de 12 indivíduos suspeitos de envolvimento em crimes de roubo de motorizadas e assaltos, ocorridos na cidade de Chimoio, na província central de Manica.
Entre os detidos, constam dois agentes da PRM, acusados de serem os mandantes dos roubos.
Os crimes em questão foram perpetrados em diversos bairros e no centro da cidade, com os assaltantes a utilizarem catanas para intimidar as suas vítimas.
Segundo o chefe do departamento das Relações Públicas da PRM em Manica, Mouzinho Manasse, a detenção resultou de denúncias feitas pela população, principalmente por parte das vítimas dos assaltos.
“Recebemos ocorrências sobre o roubo de motorizadas e iniciámos um trabalho que levou à detenção destes indivíduos, além da recuperação de sete motorizadas. A colaboração da comunidade foi crucial”, afirmou Manasse.
Os assaltantes identificados utilizavam instrumentos cortantes para agredir mototaxistas. Em algumas situações, dois deles requisitavam serviços de mototáxi, enquanto os demais se posicionavam estrategicamente para perpetrar os assaltos. Um dos detidos, identificado como Helton, de 27 anos, confessou ter participado no roubo de várias motorizadas, afirmando que, em todos os casos, não houve feridos.
Além disso, um dos agentes da PRM, identificado como Matepa, declarou-se apenas como intermediário na venda das motorizadas roubadas. “Estive envolvido na venda de quatro motorizadas e recebi uma pequena comissão por isso. Não sou o mandante, apenas fiz a mediação”, esclareceu.
Os dois agentes da PRM continuam detidos e estão a ser alvo de investigações. Caso se prove a sua culpabilidade, poderão ser responsabilizados criminalmente. Recentemente, cinco membros da polícia foram expulsos por práticas de corrupção e crimes diversos, em resposta aos esforços da corporação para identificar elementos com comportamentos desviante e reforçar a integridade nas suas fileiras.
Os transportadores semi-colectivos de passageiros que operam na rota Costa do Sol – Anjo Voador e Zimpeto – Costa do Sol iniciaram numa paragem de actividades a partir das 8:00 horas.
A acção visa contestar as alegadas cobranças ilícitas e a imposição de multas de 10 mil meticais por parte da polícia municipal.
Os transportadores, demonstrando o seu descontentamento, decidiram obrigar os passageiros a descerem dos veículos, condição que se mantém até que as suas preocupações sejam atendidas.
Esta paragem repentina gerou um cenário de dificuldades para muitos passageiros, que se veem forçados a caminhar ou a recorrer a boleias para conseguirem chegar aos seus destinos.
O secretário-geral da Frelimo, Shakil Aboobacar, e o seu homólogo da União Nacional Africana do Zimbabwe – Frente Patriótica (ZANU-PF), Obert Mpofu, destacaram a importância da união entre as duas formações políticas para enfrentar os desafios contemporâneos e futuros.
Este encontro decorreu em Harare, e integrou a visita de trabalho de cinco dias de Aboobacar ao Zimbabwe.
Durante a reunião, ambos os líderes reconheceram a robustez da colaboração mútua e sublinharam a necessidade de aprofundar parcerias nas áreas de formação de quadros e intercâmbio de experiências. Aboobacar enfatizou a visão do Presidente da República, Daniel Chapo, para a criação de condições que visem a conquista da independência económica, um objectivo comum que liga os dois partidos que apoiam os governos de Moçambique e Zimbabwe.
O secretário-geral da Frelimo anunciou que o país está preparado para receber, ainda este ano, uma reunião de líderes jovens e femininos de ambas as formações, com o intuito de discutir estratégias conjuntas para enfrentar desafios contemporâneos e consolidar a confiança da população moçambicana e zimbabweana nas suas propostas.
No contexto das comemorações dos 50 anos da Independência Nacional e dos 63 anos da fundação da Frelimo, Aboobacar reiterou o convite ao ZANU-PF para se juntar às festividades que se realizam em Moçambique.
Obert Mpofu, por sua vez, afirmou que os partidos “camaradas” estão entrelaçados por um vínculo histórico de sacrifícios e uma convicção comum que os impulsiona em direcção a um único destino. “Desde a nossa luta pela libertação até as conferências de hoje, os partidos ZANU-PF e Frelimo têm caminhado juntos”, afirmou Mpofu.
A visita foi acompanhada por outros membros do comité central da Frelimo, incluindo os secretários para as Relações Exteriores, Ludmila Maguni, e para a Economia e Projectos, Nelson Muianga, entre outras figuras proeminentes do partido.
A Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo de Moçambique dará início ao recebimento de propostas de candidatos para preencher os três lugares reservados a figuras da sociedade civil na comissão.
As candidaturas poderão ser apresentadas presencialmente ou de forma virtual, sendo que toda a documentação deve ser entregue aos Secretários de Estado provinciais até o dia 30 de Junho.
O presidente da comissão, Edson Macuacua, foi citado no jornal independente “O País” e assegurou que o processo de selecção das três figuras da sociedade civil será conduzido de forma transparente e inclusiva. “Na selecção, vamos priorizar o equilíbrio, a representação de género e a diversidade regional”, afirmou. “Existindo uma grande disposição das figuras da sociedade civil em participar, pretendemos garantir que a selecção seja criteriosa e transparente.”
Macuacua destacou que o perfil dos candidatos, a sua experiência, conhecimentos e a capacidade de representar todos os cidadãos serão os critérios primordiais na escolha.
Uma fase de consulta pública seguirá a selecção. “Serão realizadas duas rondas de consulta”, explicou. “Na primeira, a comissão deslocar-se-á às províncias para ouvir todas as forças vivas da sociedade.”
“Na primeira consulta, a comissão não levará nada consigo”, afirmou. “Estamos mais preparados para ouvir do que para falar. Estamos a criar espaço para que os intervenientes, sejam cidadãos ou membros da sociedade civil, possam questionar, partilhar ideias, opiniões, experiências e conhecimentos.”
É importante notar que os membros da sociedade civil na comissão serão superados em número pelos nomeados políticos. A comissão conta com 18 membros provenientes de nove partidos políticos, sendo que vários destes são organizações pequenas, pouco conhecidas da maioria dos moçambicanos, mas que conseguiram obter votos suficientes no último ano para conquistar alguns lugares nas assembleias provinciais.
Kenneth Ofori-Atta, ex-ministro das Finanças e Planeamento Económico do Gana, foi inscrito na lista vermelha de alertas da Interpol, acusado de utilização indevida de cargo público para benefício pessoal.
Em declarações à “African News”, reporta-se que, a 12 de Fevereiro deste ano, o Gabinete do Promotor Especial do Gana (OSP) declarou Ofori-Atta como procurado e fugitivo da justiça, uma vez que abandonou o país sem previsão para o seu regresso à jurisdição.
O OSP informou Ofori-Atta da sua condição de suspeito em várias investigações de corrupção e convocou-o para comparecer a uma reunião marcada para uma data específica. Passados seis dias, foi anunciado que Ofori-Atta manifestou interesse em reagendar a reunião para Maio, o que resultou na sua exclusão temporária da lista de procurados.
No entanto, o ex-ministro não compareceu à nova convocação, levando as autoridades ganesas a solicitar à Interpol a sua inclusão na lista vermelha, a fim de que fosse detido até à sua extradição.
As acusações que pesam sobre Ofori-Atta incluem a infracção de procedimentos de aquisição relacionados à compra de ambulâncias e a um projecto de catedral nacional que permanece inacabado, apesar de um investimento governamental que rondou os 58 milhões de dólares.
Kenneth Ofori-Atta refutou as acusações, alegando ter sido tratado injustamente e justificando a sua ausência com a necessidade de tratamento médico fora do país.
O ex-ministro ocupou o cargo de 10 de Janeiro de 2017 até 14 de Fevereiro de 2024, sob a presidência de Nana Akufo-Addo, do Novo Partido Patriótico (NPP). Em Outubro de 2022, 80 legisladores do NPP exigiram a demissão de Ofori-Atta, acusando-o de má gestão económica.
O Chefe de Estado moçambicano, Daniel Chapo, manifestou a sua consternação pela morte do antigo presidente da Zâmbia, Edgar Lungu, que faleceu na quinta-feira, vítima de doença.
Na sua mensagem, Chapo lamentou o desaparecimento físico do antigo estadista, destacando a importância do seu contributo para a democracia e a estabilidade tanto da Zâmbia quanto da região da SADC.
“Neste momento de luto e tristeza, em nome do Povo e do Governo da República de Moçambique e no meu próprio, apresentamos as nossas mais sentidas condolências ao Povo e ao Governo da República irmã da Zâmbia. Manifestamos a nossa solidariedade à família enlutada, desejando força para superar a dor provocada por esta perda irreparável”, escreveu o Chefe do Estado.
O legado de Edgar Lungu, descrito como um líder comprometido com a causa nacional e regional, foi amplamente reconhecido na mensagem presidencial. Chapo afirmou que “o Presidente Lungu foi um patriota que serviu o seu país como um estadista de alto nível, liderando a República da Zâmbia rumo à consolidação da estabilidade política através da democracia multipartidária”.
O governante moçambicano sublinhou ainda que a região da SADC e todo o continente africano recordarão eternamente a importante contribuição do antigo Presidente Lungu para os esforços conjuntos visando garantir a paz e a segurança em toda a região e no continente.
Concluindo a sua mensagem, Chapo afirmou que o governo e o povo moçambicano se unem à nação zambiana neste momento de dor, prestando homenagem a um líder que deixou uma marca indelével na história do seu país e da África Austral.
O presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Manhique, encontra-se em Nice, França, onde participa na Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos (UNOC 2025), a convite do seu homólogo francês, Christian Estrosi, presidente da Metrópole Nice Côte d’Azur.
O evento, que decorre de 9 a 13 de Junho, é precedido por uma série de painéis temáticos. O Edil de Maputo intervirá no painel intitulado “Visões ousadas para o futuro das cidades e regiões costeiras”, onde partilhará experiências e estratégias com líderes locais de diversas partes do mundo.
Este painel conta com a presença de figuras de destaque, como Hugo de Jonge, comissário do Rei de Zeeland, Marcellin Nadeau, deputado da Martinica, Mohamed Houmed, presidente do Conselho Regional de Obock, e Nathalie Balcaem, administradora geral do Porto de MDK.
A cerimónia de abertura da conferência incluiu uma intervenção de John Kerry, antigo secretário de Estado dos Estados Unidos e actual enviado especial para o clima, que destacou a importância da diplomacia ambiental na salvaguarda dos oceanos.
A UNOC 2025 é reconhecida como um dos mais relevantes fóruns globais para a defesa dos ecossistemas marinhos, reunindo chefes de Estado, cientistas, representantes da sociedade civil e cerca de 600 líderes de cidades costeiras. O foco da conferência é fortalecer o papel das cidades no combate às mudanças climáticas, na protecção da biodiversidade marinha e no desenvolvimento sustentável das regiões costeiras.
Durante a conferência, será lançada uma iniciativa internacional que visa mobilizar os jovens em defesa dos oceanos, com projectos locais que buscam ter um impacto global. A cidade de Maputo, com a sua extensa orla marítima e susceptibilidade aos impactos da erosão costeira e poluição, assume um papel importante neste esforço conjunto.
A participação de Maputo nesta conferência reafirma o seu compromisso com a diplomacia climática urbana e a construção de soluções locais para desafios globais, destacando-se como uma voz activa entre as cidades africanas na defesa dos oceanos como um património comum da humanidade.
Moçambique descarta anualmente cerca de 116.000 toneladas de plástico sem o tratamento adequado, o que representa um grave risco para a saúde pública e a biodiversidade.
Momade Juízo, Secretário de Estado do Mar e Pescas, fez estas declarações na passada quinta-feira em Maputo, durante uma cerimónia que assinalou o Dia Mundial do Ambiente, cuja temática foi “Evitar a Poluição Plástica, Preservar o Ambiente”. O quadro alertou que o descarte incorrecto de plásticos no solo, rios e oceanos compromete a biodiversidade.
Juízo esclareceu que a acumulação de plástico está a saturar e esgotar os aterros sanitários. “É fundamental que todos nós sejamos agentes activos na defesa do ambiente, lutando pela preservação dos ecossistemas e assegurando uma vida melhor para o nosso planeta. A erradicação da poluição plástica é uma contribuição crucial para a conservação e uso sustentável dos oceanos, mares e recursos marinhos,” afirmou.
Segundo o Secretário de Estado, o governo já implementou medidas para uma gestão adequada de resíduos, no âmbito do seu programa de gestão sustentável de resíduos, desenvolvido com o apoio de parceiros nacionais e internacionais.
“Todos os actores ambientais devem continuar a lutar pela preservação dos ecossistemas, assegurando uma vida melhor para o nosso ambiente, que, devido à vulnerabilidade do país às alterações climáticas, tem enfrentado ciclones e inundações”, concluiu Juízo.
O governo de Moçambique reafirmou que as ofertas feitas ao Presidente da República, Daniel Chapo, durante a sua recente visita de trabalho à província de Gaza não contrariam a Lei de Probidade Pública.
A declaração foi proferida pelo porta-voz do governo, Inocêncio Impissa, em conferência de imprensa realizada em Maputo.
Impissa, que exerce também o cargo de ministro da Administração Estatal e Função Pública, elucida que a legislação vigente proíbe a aceitação de presentes por parte de servidores públicos caso estes tenham expectativas de obter favores em troca. “A Lei de Probidade Pública estabelece que o servidor público não pode aceitar presentes de alguém que deseje uma prestação de serviços”, afirmou.
O porta-voz explicou ainda que, para que se configure uma violação à probidade pública, é necessário que aquele que oferece os presentes o faça com a intenção explícita de obter um benefício. “Noutros casos, existem indivíduos que solicitam ofertas ou exigem presentes, antes mesmo de qualquer decisão favorável ser tomada”, acrescentou.
Durante a sua passagem pela província de Gaza, a governadora Margarida Mapandzene ofereceu ao Chefe de Estado uma variedade de produtos, incluindo 10 quilos de castanha de caju, 250 quilos de laranja, 250 quilos de mandioca, uma tonelada de arroz, um casal de suínos, 85 quilos de peixe, seis cabritos, 10 ovinos e 20 cabeças de gado.
De acordo com Impissa, estas ofertas não têm carácter pessoal, nem para quem as oferece, nem para o Presidente da República. “As prendas não são para guardar em casa”, frisou, sublinhando que os itens recebidos são, na verdade, destinados a instituições como orfanatos e unidades sanitárias, bem como para as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique, que continuam a lutar contra o terrorismo em Cabo Delgado.
A conferência concluiu com a ressalva de que as ofertas são uma prática comum em contextos comunitários, reflectindo a hospitalidade e gratidão da população, e que não devem ser interpretadas como uma violação das normas de probidade pública.
Dois terroristas islâmicos foram mortos e um membro das forças locais ficou ferido em confrontos nas florestas da comunidade de Novo Cabo Delgado, na província norte de Cabo Delgado.
De acordo com uma fonte citada pela Agência de Notícias de Portugal (Lusa), os confrontos ocorreram na quinta-feira a cerca de 50 quilómetros da cidade de Macomia. “Obtivemos embates que se prolongaram por dois dias, onde infligimos pesados golpes ao inimigo no seu reduto. Eliminámos dois terroristas e um dos nossos colegas ficou ferido, mas o ferimento não é grave”, referiu a fonte, falando a partir de Macomia.
No decorrer da operação para neutralizar os armados, foi possível interromper uma linha de comunicação com o grupo extremista Estado Islâmico (ISIS).
Há pouco mais de uma semana, o Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade por um ataque a um acampamento militar moçambicano em Macomia, alegando ter eliminado pelo menos 10 soldados. Esta afirmação não foi confirmada pelas autoridades moçambicanas.
Num comunicado divulgado nos seus canais de propaganda, o Estado Islâmico acrescentou que um acampamento militar moçambicano foi destruído nesse ataque alegado. Este foi o segundo ataque deste tipo em menos de um mês, após um incidente semelhante no distrito de Muidumbe, onde o grupo afirmou ter morto 11 soldados moçambicanos.
Em Maio, um navio oceanográfico russo foi alvo de um ataque armado em alto-mar por assaltantes desconhecidos numa zona de Cabo Delgado frequentemente atacada por extremistas que se dirigem aos pescadores locais.
Ainda em Maio, quatro soldados ruandeses foram mortos por terroristas, vítimas de uma emboscada, numa floresta no distrito de Mocímboa da Praia.
O Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, procedeu à cerimónia de posse dos 43 secretários de Estado que irão integrar o XXV Governo Constitucional.
Esta apresentação ocorreu um dia após Luís Montenegro assumir a liderança do governo e após a nomeação dos 16 ministros.
Luís Montenegro, que lidera também o Partido Social-Democrata (PSD) e a Aliança Democrática (AD), coligação que venceu as eleições legislativas antecipadas de 18 de Maio, não obteve maioria absoluta.
A cerimónia decorreu no Palácio da Ajuda, em Lisboa, e revelou uma diminuição no número de mulheres no novo governo em comparação com a anterior administração, também sob a liderança de Montenegro. O novo executivo conta agora com um total de 60 governantes, incluindo o primeiro-ministro, dos quais 20 são mulheres, representando cerca de 33 por cento do total, em contraste com os 40 por cento do governo anterior.
A primeira reunião do novo Conselho de Ministros manteVE algumas das figuras centrais nas pastas de Negócios Estrangeiros, Defesa e Finanças. Paulo Rangel permanecerá à frente dos Negócios Estrangeiros, Nuno Melo continua na Defesa e Miranda Sarmento manterá o cargo nas Finanças. Leitão Amaro assume o Ministério da Presidência.
As mudanças incluem a substituição de Pedro Reis na Economia, cargo que será ocupado por Manuel Castro Almeida, que também assumirá a Coesão Territorial. Maria Lúcia Amaral, ex-Provedora de Justiça, substitui Margarida Blasco na Administração Interna.
No seu discurso na cerimónia de posse, Luís Montenegro enfatizou a “guerra à burocracia”, afirmando que criar riqueza é o único caminho viável para o país. O primeiro-ministro abordou ainda questões relacionadas com imigração e segurança, reiterando a necessidade de repatriamento dos imigrantes considerados “ilegais”.
Montenegro sublinhou a importância da confiança depositada no seu governo e a necessidade de uma abordagem construtiva na política nacional, invocando a responsabilidade de todos os envolvidos na continuidade da estabilidade política.
Marcelo Rebelo de Sousa, por sua vez, assinalou que a vitória da AD, embora significativa, não deve ser encarada como um “cheque em branco” para a actuação do novo governo.
Acompanhe as atualizações sobre a nova governação de Portugal e as suas implicações a nível nacional e internacional.
Moçambique reafirma a sua determinação em maximizar os benefícios proporcionados pelo mar, priorizando a utilização sustentável dos recursos marinhos e o avanço da “economia azul”.
Este compromisso inclui áreas como o turismo, a pesca, a indústria de gás e petróleo, a criação de áreas marinhas protegidas e o desenvolvimento de infra-estruturas portuárias e de transporte marítimo.
A renovação deste compromisso ocorreu durante um seminário, realizado em Maputo, sob a égide do Dia Mundial dos Oceanos, que se celebra no próximo dia 8 de Junho. O Secretário de Estado do Mar e Pescas, Momade Juízo, sublinhou que o planeamento sustentável é crucial, destacando o lema deste ano: “Catalisando a Acção para o Nosso Oceano e o Clima”.
“Reconhecendo a vital importância do mar para o nosso país, que vive e se sustenta através do mar, o governo está decidido a maximizar os benefícios oferecidos por este recurso, sempre com uma perspectiva sustentável”, afirmou Juízo.
O compromisso de Moçambique está alinhado com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, especificamente com o Objectivo número 14, que defende a protecção da vida marinha através da conservação e utilização sustentável dos oceanos e dos seus recursos.
O Secretário de Estado alertou ainda para os desafios actuais que ameaçam os oceanos, como a crise climática e a exploração crescente dos seus recursos. “É necessário adoptar uma abordagem mais criativa e inovadora para lidar com as questões marinhas, enfatizando a importância da acção global em vez de soluções isoladas”, explicou.
Com uma linha de costa que se estende por 2.700 quilómetros e 60% da população a residir na zona costeira, Moçambique tem reforçado o seu quadro político e legal em prol da gestão sustentável do mar. O governo tem aprovado diversas estratégias e iniciativas capazes de promover o desenvolvimento ambiental, social e económico do país.
Momade Juízo também destacou a necessidade de elevar a responsabilidade colectiva e individual na defesa dos oceanos e dos ecossistemas marinhos. Ele frisou que a protecção destes recursos é uma missão de todos, tendo em conta os desafios como o combate à pesca ilegal, a destruição de mangais e a proliferação de resíduos, especialmente plásticos.
Apesar das dificuldades, o Secretário de Estado reconheceu as iniciativas do governo para assegurar o uso responsável dos recursos marinhos, promovendo o desenvolvimento socioeconómico do país enquanto se preserva a saúde ambiental. Ele valorizou particularmente as contribuições das comunidades, da sociedade civil e de vários intervenientes nas questões marítimas como essenciais para inverter a situação actual.
A “economia azul” é vista como uma estratégica relevante para promover o crescimento sustentável, criar emprego, melhorar a segurança alimentar e capacitar mulheres e jovens.
Um workshop multidisciplinar dedicado ao cancro, destinado à partilha de experiências no tratamento da doença.
Este evento conta com a presença de especialistas de diversas áreas da saúde, incluindo médicos cirurgiões, radiologistas, terapeutas e clínicos gerais, provenientes de várias instituições nacionais e internacionais, em colaboração com o Ministério da Saúde (MISAU).
A responsável pelo Programa Nacional de Controlo do Cancro e directora Científica e Pedagógica do Hospital Central de Maputo (HCM), Cesaltina Lorenzoni, destacou que a escassez de médicos qualificados para o tratamento de diferentes tipos de cancro é uma preocupação significativa em Moçambique.
Lorenzoni sublinhou a importância de uma abordagem multidisciplinar, que antes não era praticada. “No caso de um doente com cancro do colo do útero, não intervém apenas o cirurgião. É fundamental o envolvimento de terapeutas, assistentes sociais, e especialistas na gestão da dor, entre outros profissionais. Esta abordagem transforma a qualidade da assistência prestada aos pacientes”, afirmou.
O workshop foi idealizado em colaboração entre o MISAU, o HCM, o MD Anderson Center – o maior hospital especializado em cancro do mundo, situado nos Estados Unidos, e outras instituições de renome internacional, com o intuito de promover o desenvolvimento desta prática em Moçambique.
O HCM, reconhecido como hospital de referência no país, tem-se destacado na área assistencial, na formação e na investigação. A instituição é a única em Moçambique a disponibilizar radioterapia e tem realizado cirurgias complexas em doentes oncológicos. Actualmente, conta com 303 médicos em formação nas diversas especialidades médicas.
Participam neste workshop cerca de 60 profissionais de saúde de instituições de vários países, incluindo Estados Unidos, Brasil, Espanha, Alemanha, Reino Unido, Quénia, Gâmbia, Etiópia, Ruanda e Nigéria.
Moçambique iniciou a sua abordagem multidisciplinar no tratamento do cancro em 2016, com o objectivo de aperfeiçoar continuamente esta prática, alinhando-se com as melhores metodologias implementadas globalmente.
A Office of the High Commissioner for Human Rights (OHCHR) pretende recrutar um (1) Consultancy on UN Guiding Principles on Business and Human Rights (UNGPs). Saiba mais.
A Rede para o Desenvolvimento da Primeira Infância (RDPI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Elaboração de Estratégia de Mobilização de Recursos para a RDPI. Saiba mais.
A Rede para o Desenvolvimento da Primeira Infância (RDPI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Consultor(a) para Elaboração da Estratégia de Comunicação da RDPI. Saiba mais.
Um incidente alarmante ocorreu na capital do estado de Minas Gerais, quando um homem agrediu um bebé de apenas quatro meses, confundindo-o com um boneco realista conhecido como “bebé reborn”.
O ataque aconteceu enquanto a criança estava no colo da mãe, numa fila de uma roulotte de lanches.
O homem, irritado ao supor que a mulher, de 25 anos, utilizava um boneco para obter prioridade na fila, desferiu uma forte palmada na cabeça do bebé, causando um hematoma. Inicialmente, o agressor chegou a brincar com a criança, que, por sua tenra idade, não respondeu. Convencido de que a falta de interacção confirmava que se tratava de um boneco, o homem optou por agredir o bebé.
O choro intenso da criança e o desespero da mãe chamaram a atenção dos demais clientes que aguardavam na fila da roulotte, localizada na Avenida Getúlio Vargas, próxima à Praça Savassi. Rapidamente, os presentes dominaram o homem e evitaram que ele fugisse, percebendo o gravíssimo erro que cometera.
A polícia foi accionada e, ao chegar ao local, prendeu o agressor, que alegou ter agido sob influência de álcool. No entanto, os agentes não encontraram sinais de embriaguez e o homem foi autuado.
A mãe e o bebé foram transportados para o Hospital João XXIII, o principal hospital público de Belo Horizonte. Os médicos trataram o hematoma e confirmaram que, embora a criança não corra risco de vida, serão necessários exames adicionais para verificar possíveis sequelas decorrentes da agressão.
Um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) foi detido em Palma, na província de Cabo Delgado, após ter sido implicado em um homicídio voluntário.
O incidente ocorreu na madrugada de quinta-feira, quando o agente surpreendeu um cidadão a manter relações íntimas com a sua esposa.
De acordo com informações avançadas pela Carta de Moçambique, o crime teve lugar cerca da meia-noite, quando o agente, após ter abandonado o seu posto de trabalho, dirigiu-se à sua residência e encontrou a esposa acompanhada de outro homem.
A situação escalou rapidamente para uma discussão entre o agente e a vítima, que culminou com o disparo de arma de fogo por parte do policial. A bala atingiu o homem na cabeça, causando a sua morte imediata, conforme reportado pelo Comando Distrital da PRM de Palma.
As obras de reabilitação e ampliação da barragem de Locumué, situada na cidade de Lichinga, na província do Niassa, serão retomadas em breve, após uma paragem que durou três anos devido a um défice orçamental.
Actualmente, o empreiteiro responsável pela execução dos trabalhos encontra-se a mobilizar o equipamento necessário para a realização das obras na maior barragem de captação e distribuição de água da cidade. As informações foram divulgadas pela porta-voz da sexta sessão ordinária dos Serviços de Representação de Estado no Niassa, Lúcia Joaquim.
A barragem de Locumué é a principal fonte de abastecimento de água em Lichinga, apresentando actualmente um volume de 816 mil metros cúbicos, em comparação com a capacidade instalada de 1,7 milhões de metros cúbicos.
O Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) está a exigir esclarecimentos e a tomar medidas para impedir a destruição de provas relacionadas com o assassinato de Elvino Dias e Paulo Guambe, ocorrido em Outubro de 2024.
Esta semana, a organização da sociedade civil apresentou o segundo requerimento de insistência à Procuradoria-Geral da República (PGR), solicitando uma investigação aprofundada e a responsabilização dos suspeitos envolvidos no crime.
Entre os possíveis autores do duplo homicídio, o CDD identifica Roque Xavier, Chefe do Departamento de Operações Penitenciárias (DOP) da Cadeia Civil de Maputo, assim como dois reclusos, Julião Ruben Munguambe e Edson Cassiano Lacerda Sílica.
Segundo a organização, Roque Xavier teria ordenado a saída dos dois reclusos no dia 16 de Outubro de 2024, sem escolta nem autorização formal, sob o pretexto de que iriam realizar trabalhos agrícolas na região de Moamba. Os reclusos terão permanecido fora do estabelecimento penitenciário por três dias, em violação da legislação vigente, que proíbe pernoitas fora das prisões sem supervisão adequada.
A tragédia ocorreu na madrugada de 19 de Outubro, quando Elvino Dias, advogado e assessor do ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, e Paulo Guambe, representante do partido Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS) nas eleições de 9 de Outubro do ano passado, foram assassinados. O CDD informou ainda que, no dia 21 de Outubro, Roque Xavier teria ordenado a eliminação dos registos de entrada e saída dos reclusos.
A organização já havia apresentado elementos de prova à PGR em Abril, que, segundo o CDD, indicam que os reclusos podem ser os autores do homicídio. O silêncio da PGR frente a esta situação é visto como um sinal preocupante de tentativa de obstrução da justiça e potencial desaparecimento de provas.
Um trágico incidente ocorreu na prisão de Bouaké, a segunda maior cidade da Costa do Marfim, onde cinco detentos perderam a vida durante um confronto violento que se seguiu a uma busca de rotina. O episódio foi confirmado pelas autoridades.
De acordo com o promotor Abel Nangbelé Yeo, os prisioneiros reagiram com “hostilidade” à operação de verificação de contrabando, realizada na terça-feira. Além dos cinco mortos, 29 pessoas ficaram feridas, incluindo seis agentes penitenciários e 23 detentos.
O ataque teve início quando os agentes de segurança chegaram ao edifício e foram confrontados por prisioneiros armados com cassetetes, facões e outros objetos contundentes. Os agentes, em tentativa de controlar a situação, dispararam tiros de advertência “para encobrir a retirada”.
Durante a busca, as autoridades apreenderam blocos de maconha, comprimidos de Tramadol, celulares e três granadas, indicando a presença de contrabando nas instalações.
As condições prisionais na Costa do Marfim têm sido alvo de críticas por parte de organizações de direitos humanos e das Nações Unidas.
A Direcção Provincial de Desenvolvimento Territorial e Ambiente da província de Maputo anunciou a mobilização de meios aéreos para localizar dois leões que, segundo informações recebidas, têm circulado em áreas residenciais e de pasto nos distritos de Boane, Moamba e Namaacha.
Esta decisão surge após uma série de relatos preocupantes sobre a presença dos felinos nas proximidades das habitações. A situação agravou-se com a informação de que os leões terão atacado e devorado três bovinos na localidade de Mafuiane, em Namaacha.
A directora provincial de Desenvolvimento Territorial e Ambiente, Mariamo José, confirmou os incidentes e reafirmou a urgência da operação para garantir a segurança da população local.
Centenas de manifestantes organizaram protestos em várias cidades ucranianas contra a demissão do ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, anunciada na quarta-feira.
A saída de Fedorov...
Os onze alunos da Escola Comunitária Santa Montanha, afectados por um spray paralisante, encontram-se fora de perigo. O incidente ocorreu quando uma estudante trouxe...