A Suprema Corte da Argentina ratificou a condenação a seis anos de prisão da ex-presidente Cristina Kirchner, acusada de corrupção. A decisão, anunciada na terça-feira, também proíbe a ex-mandatária de assumir cargos públicos.
Os juízes da mais alta instância judicial do país tomaram uma decisão unânime ao rejeitar o recurso apresentado pela defesa de Kirchner, que ocupou a presidência de 2007 a 2015. A condenação, proferida em 2022, não tinha resultado em prisão imediata, uma vez que aguardava análise da Corte.
Com mais de 70 anos, é esperado que a Justiça argentina considere a possibilidade de concessão de prisão domiciliar à ex-presidente.
A condenação de Kirchner está relacionada ao caso conhecido como “Vialidad”, onde foi acusada de liderar uma organização que desviou verbas públicas através de contractos superfacturados e obras incompletas que beneficiaram empresários locais. Além dela, outros oito indivíduos envolvidos no esquema também tiveram suas penas confirmadas.
Recentemente, Kirchner anunciou a sua intenção de concorrer a um cargo legislativo em Buenos Aires, nas eleições agendadas para 7 de Setembro. Contudo, a sua condenação a impede de ocupar qualquer função electiva no país.
O governo de Moçambique está a analisar a possibilidade de estabelecer um acordo de comércio livre com os Estados Unidos da América no intuito de negociar a redução das tarifas impostas recentemente.
O porta-voz do governo, Inocêncio Impissa, ressaltou que uma das estratégias a considerar é a renovação da Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA). Esta legislação beneficia Moçambique e outros países da África Subsaariana ao permitir o acesso isento de impostos ao vasto mercado norte-americano para uma ampla gama de produtos.
Em conferência de imprensa, realizada em Maputo após a 20ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, Impissa destacou que a renovação da AGOA cria espaços favoráveis para a negociação de um acordo de comércio livre, que visa reduzir as tarifas. O Presidente dos EUA, Donald Trump, implementou uma proposta de tarifa geral de 16% sobre todas as importações de Moçambique, sendo uma tarifa padrão que pode variar consoante a posição geopolítica.
Segundo o porta-voz, o governo moçambicano irá continuar a promover junto da administração norte-americana a necessidade de rever esta taxa. Impissa afirmou que o país fará esforços para criar um ambiente de diálogo construtivo com os EUA, visando fortalecer as relações comerciais entre as duas nações.
Na ausência de uma remoção da tarifa, Impissa sublinhou que Moçambique poderá explorar outras oportunidades de mercado. O porta-voz referiu que a moratória de 90 dias para a implementação da nova tarifa está a ser utilizada como uma janela para negociar um modelo mais vantajoso para o país.
As tarifas aduaneiras impostas pelo governo Trump a outros membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) variam significativamente. Por exemplo, Madagáscar enfrenta uma tarifa de 47%, Maurícias 40%, e Botswana 37%. Outros países da SADC, como a Tanzânia e Eswatini, estão sujeitos à tarifa base de 10%. Curiosamente, as Seychelles, apesar de serem parte da SADC, não estão incluídas na lista de países afectados por estas tarifas.
Pelo menos sete pessoas perderam a vida na província do Cabo Oriental, na África do Sul, em consequência de inundações provocadas por condições climáticas extremas.
As autoridades locais estão apreensivas quanto à possibilidade de um aumento no número de fatalidades.
Segundo o African News, a África do Sul tem enfrentado intensas tempestades de inverno desde o último fim-de-semana, resultando em frio severo, queda de neve e inundações que afectaram várias províncias do país.
A região do Cabo Oriental foi a mais gravemente impactada, com o Serviço Meteorológico da África do Sul a emitir alertas sobre o elevado risco de inundações, levando ao encerramento de estradas e à declaração de condições perigosas para os viajantes.
Equipas de gestão de desastres e serviços de emergência foram prontamente mobilizadas para prestar assistência nas áreas mais afectadas. Além disso, grupos de resgate estão em operação na busca por um autocarro que transportava crianças em idade escolar, o qual foi arrastado pelas águas da enchente na Cidade do Cabo.
Até ao momento, não se sabe quantos alunos estavam a bordo do veículo. Contudo, três crianças foram resgatadas com vida antes que as operações de busca fossem suspensas ao anoitecer.
O Malawi reportou mais três novos casos de Mpox, a varíola dos macacos, elevando o total de infecções notificadas para 15 desde o início do surto, declarado a 16 de Abril deste ano.
De acordo com informações da Rádio Moçambique, o número de distritos afectados aumentou para três, abrangendo a capital, Lilongwe.
Este crescimento no número de casos de Mpox coincide com a redução da assistência médica proveniente do governo dos Estados Unidos, incluindo programas relacionados ao HIV, que têm impactado severamente o país e suscitado preocupações sobre uma possível escalada de doenças infecciosas.
Apesar do aumento contínuo das infecções, não foram reportadas mortes até ao momento, mantendo a taxa de mortalidade por esta doença em 0%.
O Parque Nacional de Maputo está a implementar melhorias na sua vedação com o objectivo de evitar a fuga de elefantes e minimizar o conflito entre humanos e fauna.
O projecto conta com o apoio do Instituto Camões, conforme revelou o administrador do parque, Miguel Gonçalves, em declarações à Lusa.
O parque já se encontrava totalmente vedado, no entanto, o modelo anterior mostrava-se ineficaz, uma vez que os elefantes, ao longo dos anos, desenvolveram métodos para ultrapassar as barreiras. Miguel Gonçalves enfatizou que a requalificação dos 145 quilómetros de vedação está 25% concluída e deverá ser finalizada até Dezembro.
Uma das principais inovações na vedação é a implementação de um sistema eléctrico, que terá como função dissuadir os elefantes de tentarem romper a barreira. “Estamos a juntar os fios electrificados para que os elefantes não consigam puxá-los nem agarrá-los com a tromba, uma vez que isso resulta em choques eléctricos. Também estamos a adicionar mais fios para dificultar ainda mais a possibilidade de quebra da vedação”, explicou o administrador.
O Parque Nacional de Maputo é um dos cinco locais identificados com “excepcional potencial” para receber o estatuto de Património Mundial pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A decisão final será tomada em Julho pela UNESCO. Numa nota emitida a 02 de Junho, a IUCN sublinhou que, caso o comité intergovernamental siga o seu parecer na próxima reunião, o parque poderá ser reconhecido por suas “paisagens incríveis, marinhas e áreas de rica geodiversidade e biodiversidade”.
Desde a sua criação em 1932, inicialmente como uma pequena área de caça, onde o elefante era um dos principais alvos, o parque evoluiu significativamente. Em 1969, foi classificado como Reserva Especial de Maputo, devido à sua biodiversidade. Após o impacto negativo da guerra civil, a protecção do parque foi revitalizada com um memorando de entendimento assinado em 2006 entre o Governo e a Peace Parks Foundation. Desde 2010, o parque tem testemunhado um crescimento constante, com a reintrodução e translocação de várias espécies.
O governo moçambicano deu início a um projecto agrícola que visa aprimorar o sistema alimentar do país e fortalecer a fertilidade do solo, além da gestão das culturas.
O projecto, intitulado “Mapeamento do Solo para Sistemas Agroalimentares Resilientes, Visão para Culturas e Solos Adaptados (SoiLFER-VACS)”, foi lançado na terça-feira, em Maputo, em colaboração com o governo japonês e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
Conforme afirmou Acubar Baptista, secretário permanente do Ministério da Agricultura, a saúde do solo é fundamental para garantir a intensificação sustentável da agricultura. Baptista realçou que o projecto é especialmente importante num momento em que o Ministério enfrenta o desafio de melhorar o sistema alimentar, visando um aumento na produção e produtividade agrícola.
O secretário permanente explicou que o país carece de informações sistematizadas que possibilitem decisões acertadas para o uso eficiente dos solos na produção agrícola. “Esperamos que o levantamento de solos proposto no projecto identifique limitações e faça recomendações sobre a adequação dos solos para culturas estratégicas, contribuindo assim para o aumento da produção agrícola,” afirmou.
Baptista destacou que a prioridade será dotar o laboratório de solos do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) de melhores condições e capacitar tecnicamente o pessoal do laboratório. “Melhorar a capacidade de análise do laboratório central de solos do IIAM é crucial, uma vez que permitirá fornecer informações sobre a gestão adequada dos solos, incluindo o tipo e a quantidade de fertilizantes a aplicar, prevenindo a degradação ambiental e gastos desnecessários devido à aplicação excessiva de fertilizantes.”
Adicionalmente, a introdução de ferramentas de análise de solo permitirá reduzir o tempo de análise, possibilitando que as informações sejam transmitidas rapidamente aos produtores.
Por sua vez, o embaixador japonês, Hamada Keiji, observou que o projecto será vital para o país, uma vez que 80% da população activa em Moçambique trabalha na agricultura e 96% dos agricultores estão em áreas rurais. “A agricultura é crucial para Moçambique, pois aumenta a produtividade e cria empregos, o que deve contribuir para a redução da pobreza e melhoria da segurança alimentar,” disse.
As tensões na baixa de Los Angeles continuam a aumentar, com manifestantes decididos a manter os protestos contra as operações de imigração, mesmo após a chegada de reforços militares da Guarda Nacional e 700 fuzileiros.
A situação tem gerado preocupações quanto à segurança e à forma como as forças de segurança estão a lidar com os protestos.
Tommy Marcus, um dos activistas presentes nas manifestações desde sexta-feira, destacou que “enquanto houver rusgas do ICE”, o serviço de imigração e controle de fronteiras dos Estados Unidos, os protestos não cessarão. Marcus criticou as operações, descrevendo-as como inconstitucionais e antiéticas, mencionando a presença de agentes à paisana sem distintivos a realizarem estas intervenções.
A agência ICE realizou diversas operações em locais onde muitos imigrantes buscam trabalho, nomeadamente no Distrito da Moda e em várias lojas Home Depot. Relatos indicam que agentes tentaram entrar em escolas, levando o superintendente do distrito, Alberto Carvalho, a tomar medidas para proteger as cerimónias de encerramento do ano escolar.
Nos últimos dias, aproximadamente 300 imigrantes foram detidos em resultado das rusgas, conforme anunciado pela ICE, que prometeu continuar as operações independentemente dos protestos. A presença da Guarda Nacional, ordenada pelo presidente Donald Trump, intensificou as tensões. Durante uma manifestação, as forças de segurança utilizaram gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes que se concentravam diante de um centro de detenção.
A noite trouxe consigo actos de vandalismo e saques em várias lojas da baixa, incluindo joalharias e uma Apple Store, atribuídos a pequenos grupos de indivíduos que não estão alinhados com a causa dos manifestantes. A autarca Karen Bass condenou estas acções, afirmando que quem vandalizou as lojas não se importa com as comunidades imigrantes e será responsabilizado.
Em resposta ao aumento da violência, a autarca considera a possibilidade de impor um recolher obrigatório à noite nas áreas afectadas, uma vez que as manifestações diurnas têm sido pacíficas.
O Governo de Moçambique irá submeter um pedido de autorização legislativa à Assembleia da República (AR) com o intuito de aprovar o novo regime jurídico dos seguros no país.
A proposta de lei foi aprovada ontem, em Maputo, durante a 20.ª sessão ordinária do Conselho de Ministros.
O porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, durante o habitual briefing à imprensa, esclareceu que a revisão do regime jurídico pretende introduzir reformas legislativas no sector dos seguros, adequando-as à dinâmica do contexto actual em Moçambique.
A proposta abrange ainda a implementação de reformas que alinham Moçambique aos princípios e boas práticas de gestão e governação de seguros, estabelecidas por organizações internacionais das quais o país é membro, como a Associação Internacional de Supervisores de Seguros (IAIS) e o Comité das Autoridades de Supervisão de Instituições Financeiras não Bancárias (CISNA).
A revisão inclui a criação da figura do provedor do cliente, que terá como principal responsabilidade agilizar a resolução de conflitos relacionados com contractos de seguros. Além disso, serão redefinidas as regras de distribuição de risco nas operações de resseguro.
De acordo com Impissa, as reformas também visam “alargar o leque das infracções cometidas no exercício da actividade, incluindo o reforço das respectivas sanções”, assim como estabelecer regras gerais de conduta no mercado e introduzir princípios gerais de liquidação das seguradoras e resseguradoras.
Essas reformas são parte integrante das 40 recomendações do Grupo de Ação Financeira (GAFI), visando a retirada de Moçambique da Lista Cinzenta. Em Junho de 2021, o Grupo de Combate ao Branqueamento de Capitais da África Oriental e Austral (ESAAMLG), órgão regional similar ao GAFI, publicou um relatório sobre a avaliação mútua a Moçambique, identificando deficiências na conformidade com os padrões do GAFI, especialmente nas estruturas legais, regulatórias e institucionais do país em relação à eficácia do regime de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.
A província de Nampula, localizada no norte de Moçambique, recebeu um orçamento de 21,1 mil milhões de meticais, equivalente a aproximadamente 335 milhões de dólares norte-americanos.
Este montante foi oficializado na última sessão do Conselho dos Serviços Provinciais de Representação do Estado e é considerado manifestamente inferior ao necessário para garantir um funcionamento adequado da região.
Graciano Francisco, porta-voz da sétima sessão do Conselho e director de Economia e Finanças, expressou a sua preocupação com a actual situação económica. Em conferência de imprensa, Francisco explicou que o orçamento atribuído à província resulta de uma contenção orçamental, decorrente da estagnação do crescimento económico, que tem levado a uma substancial redução das dotações para despesas.
O director enfatizou ainda a urgência de a província recuperar das destruições causadas por manifestações violentas e pelos ciclones que afectaram a região na última época chuvosa. “É imperativo que prestemos maior atenção aos distritos que mais sofreram, onde muitos administradores estão afastados das suas residências e gabinetes devido a actos de vandalismo”, sublinhou.
Relativamente à produção global, Francisco reiterou o objectivo de um crescimento de 8,8 por cento, prevendo um aumento de cerca de 2,4 por cento na agricultura. Este crescimento deverá ser acompanhado pela criação de mais de 70 mil postos de trabalho, com prioridade para os jovens, e pela arrecadação de receitas que possibilitem financiar a despesa pública.
Durante a sessão, Américo Barata, delegado provincial do Instituto Nacional de Saúde (INS), abordou a questão da febre tifoide, esclarecendo que a província não está a enfrentar uma epidemia da doença, desmentindo rumores que geraram apreensão na população.
Pelo menos seis pessoas perderam a vida em uma série de ataques ocorridos no sudoeste da Colômbia, supostamente perpetrados por dissidentes do Estado Maior Central (EMC), originários das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
Os ataques são liderados por Néstor Vera Fernández, conhecido pelo nome de ‘Iván Mordisco’.
O director da Polícia Nacional, general Carlos Fernando Triana, confirmou em declarações à Blu Radio que entre as vítimas estão dois agentes da polícia. A agência de notícias Europa Press reportou que os ataques afectaram pelo menos 18 municípios nas regiões de Cauca e Vale do Cauca, incluindo Cali, a capital deste último departamento.
Os episódios de violência coincidem com o aniversário da morte de Leider Johani Noscue, conhecido como ‘Mayimbú’, líder dissidente das FARC, que foi abatido em uma operação do Exército há três anos. O general Triana lamentou que os ataques estejam a ocorrer “em homenagem a esse criminoso”, referindo-se aos agressores como delinquentes.
A onda de violência teve início por volta da meia-noite em Corinto, Cauca, com a explosão de um carro-bomba, seguida de ataques armados a uma esquadra de polícia. A violência alastrou-se a outras localidades do sudoeste colombiano, como Timbiquí, Buenos Aires e Caloto.
Em Guachinte, uma área rural do município de Jamundí, no Vale do Cauca, pelo menos quatro pessoas foram mortas. Em Cali, várias esquadras policiais foram alvo de artefactos explosivos, resultando na morte de pelo menos dois civis.
A maternidade e o berçário do Hospital Provincial da Matola estarão encerrados por um período de quatro meses, com início a 16 de Junho do corrente ano.
Esta decisão visa permitir a realização de obras de melhoria nas instalações e a reorganização dos serviços prestados, como parte dos esforços do Governo para assegurar um atendimento mais seguro, humanizado e eficiente às mulheres e recém-nascidos que utilizam esta unidade sanitária.
Num comunicado divulgado pelo Ministério da Saúde, é sublinhada a importância deste encerramento temporário para a implementação das melhorias necessárias. O ministério apelou aos utentes que procurem unidades sanitárias alternativas durante este período.
Entre as opções disponíveis, destacam-se, o Centro de Saúde da Matola 1, o Centro de Saúde da Matola 2, o Centro de Saúde da Machava 2, o Centro de Saúde da Matola Gare, o Centro de Saúde de São Damaso, o Centro de Saúde do Muhalaze, o Centro de Saúde do Boquisso, o Centro de Saúde do Khongolote, o Centro de Saúde do Malhampsene e o Centro de Saúde do Ndlavela, dentre outras unidades que dispõem de serviços de maternidade.
O Tribunal de Apelações dos Estados Unidos decidiu que as tarifas comerciais implementadas durante a presidência de Donald Trump permanecerão em vigor enquanto a Justiça analisa os recursos interpostos questionando a legalidade da medida adoptada.
A decisão é válida até que se alcance um julgamento final sobre a autoridade do Executivo para aplicar tais tarifas.
As tarifas em questão afectam importações provenientes de mais de 180 países, com ênfase em conjuntos específicos direccionados ao Canadá, China e México.
A aplicação destas taxas foi justificada por Trump com base na Lei de Poderes Económicos de Emergência Internacional (IEEPA), um instrumento legal criado em 1977 e normalmente utilizado em situações de crise internacional, como sanções económicas contra países considerados hostis.
Ainda que a corte de apelações não tenha decidido sobre a constitucionalidade da aplicação das tarifas pela administração anterior, os juízes determinaram que estas possam continuar a ser aplicadas enquanto o caso está a ser deliberado.
O ministro da Saúde, Ussene Isse, advogou em Maputo, a necessidade de especialização de médicos em saúde comunitária e familiar como estratégia primordial para aprimorar o atendimento e a qualidade de vida da população moçambicana, especialmente nas zonas rurais.
O apelo foi feito durante as cerimónias centrais de lançamento da Semana da Saúde e Bem-Estar, que coincide com as comemorações dos 50 anos da Independência Nacional no sector da saúde.
O evento visou promover uma reflexão sobre os progressos e os desafios enfrentados pelo país desde a proclamação da independência.
Isse enfatizou a importância do investimento no subsistema comunitário, que deverá fortalecer a rede de cuidados primários, com um enfoque na promoção e prevenção de saúde em comunidades vulneráveis. O ministro salientou que a experiência de outros países demonstra a relevância do papel dos médicos que actuam directamente nas comunidades.
“O reforço dos cuidados primários a nível comunitário e familiar é vital. A prevenção e a promoção da saúde são essenciais, particularmente em países com recursos limitados como o nosso,” afirmou.
Adicionalmente, o governante destacou a urgência de investir em recursos humanos que actuem desde o nascimento, passando pela vacinação, saneamento básico e outros cuidados fundamentais, a fim de evitar a transição epidemiológica e diagnosticar precocemente doenças crónicas como diabetes, hipertensão e cancro.
“Com um investimento significativo nos cuidados de saúde primários, poderemos detectar doenças mais precocemente e tratá-las com maior eficácia,” defendeu.
O ministro reiterou o compromisso do Ministério da Saúde em continuar a fortalecer os cuidados de saúde primários e expandir o subsistema comunitário, que é um dos três pilares do sistema de saúde moçambicano, ao lado dos sectores público e privado.
Isse ainda abordou a persistência de problemas de saúde nas comunidades, como a malária, associada a deficiências no saneamento, e apelou à colaboração intersectorial para garantir melhorias sustentáveis nos indicadores de saúde.
“Cada sector deve contribuir. A saúde depende de informação, educação e comunicação. É urgente uma campanha nacional sobre alimentos seguros,” sugeriu.
Embora sem apresentar dados numéricos específicos, o ministro assinalou que Moçambique tem conseguido reduzir significativamente a mortalidade neonatal, materna e infantil, além de ter aumentado a esperança média de vida, apesar de desafios persistentes, como a má nutrição, mesmo em áreas com alta produção agrícola.
“O problema não reside na falta de alimentos, mas na forma como são utilizados. Urge modificar comportamentos alimentares para combater a desnutrição,” alertou.
Ussene Isse garantiu que várias acções estão em implementação com foco na nutrição infantil e no bem-estar das famílias. “Estamos cientes dos desafios, mas devemos saber como atuar para assegurar o bem-estar da população,” concluiu.
Por sua vez, a directora dos Serviços de Saúde da Cidade de Maputo, Paloma Maripia, reafirmou o compromisso das autoridades locais em promover a consciencialização sobre cuidados de saúde e incentivar hábitos de vida saudáveis.
“Estamos comprometidos em aumentar a consciencialização sobre os cuidados de saúde e a adopção de hábitos de vida saudáveis entre a população,” declarou.
O Governo do Zimbabué reforçou as suas iniciativas de combate ao contrabando na sua extensa fronteira oriental com Moçambique, através da implementação de drones de vigilância em larga escala.
Esta estratégia, que começou a ser operacional no dia 1 de Maio, já está a demonstrar resultados positivos, segundo as autoridades locais.
Os drones estão a ser utilizados principalmente para monitorizar actividades ilícitas ao longo da fronteira, com especial atenção para pontos críticos como o Posto Fronteiriço de Forbes, que conecta a província de Manicaland, no Zimbabué, à província de Manica, em Moçambique.
Misheck Mugadza, Ministro de Estado para os Assuntos Provinciais de Manicaland e Descentralização, afirmou numa declaração ao jornal estatal The Herald que tem sido observado um “declínio notável” nos casos de contrabando desde a introdução da nova frota de drones.
Mugadza acrescentou que a utilização desses aviões não tripulados não apenas permite identificar actividades ilegais, mas também actua como um elemento dissuasor para os traficantes que operam na região. Equipados com sistemas de reconhecimento facial, os drones têm o potencial de aumentar significativamente a eficácia das operações de fiscalização.
Foram concluídas as obras de montagem das torres destinadas ao transporte de energia eléctrica entre a subestação de Matambo, na província de Tete, e a subestação de Phombeya, no distrito de Balaka, no Malawi.
Esta realização representa um passo significativo na interconexão eléctrica entre os dois países.
Com a finalização desta fase do projecto, estão criadas as condições necessárias para que as obras sejam oficialmente entregues até Setembro deste ano. Sinosi Maliano, director de projectos e desenvolvimento da ESCOM, empresa responsável pela distribuição de energia eléctrica no Malawi, considerou esta uma conquista relevante, uma vez que marca um progresso concreto na interligação eléctrica que permitirá adicionar 50 MW à rede nacional.
Lançado em 2021, o projecto tem como principal objectivo conectar o Malawi à rede eléctrica de Moçambique, o que irá aumentar a fiabilidade do fornecimento de energia e fomentar a integração energética na região. Pilirani Phiri, directora de relações públicas e comunicações da ESCOM, manifestou optimismo quanto ao impacto que esta iniciativa poderá ter na redução dos frequentes apagões que o Malawi enfrenta.
Avaliado em 154 milhões de dólares, o projecto insere-se numa estrutura mais ampla de interconexão de energia na África Austral. O interconector totaliza 218 quilómetros de linha de transmissão de alta tensão, com uma capacidade de 400 quilovolts, ligando as subestações de Matambo e Phombeya.
Na província de Tete, mais de sete mil famílias de nove distritos têm recebido assistência alimentar.
Esta ajuda é dirigida a comunidades que se encontram em situação de vulnerabilidade, devido aos efeitos combinados da seca e da estiagem provocados pelo fenómeno climático El Niño.
As autoridades locais estão a implementar medidas para mitigar o impacto da crise alimentar e garantir que as populações afectadas tenham acesso a alimentos básicos, assegurando assim a sua subsistência em tempos difíceis.
A Selecção Nacional de Futebol de Moçambique, conhecida como Mambas, enfrentou a sua congénere da África do Sul, Bafana Bafana, num jogo amigável que decorreu no âmbito da Data-FIFA.
O resultado final foi uma derrota para a equipa moçambicana, que terminou a partida com um marcador de 2-0.
A selecção apresentou uma formação bastante renovada, uma vez que não contou com a presença de vários jogadores-chave, incluindo Geny Catamo, Reinildo Mandava, Bruno Langa, Alfonso Amade, Pepo e Guima. O onze inicial foi maioritariamente constituído por atletas que actuam no campeonato nacional, o Moçambola. Ivane Urrubal assumiu a baliza em substituição de Ernan Siluane.
A linha defensiva contou com o defesa-central Mexer Sitoe, que formou dupla com Chamboco, enquanto Domingos Macandza comandava a ala direita. O meio-campo era composto por Kambala, outro jogador a actuar no estrangeiro, que fazia parceria com Nené. Na zona mais avançada do meio-campo, figuravam Jonathan Muiomo e Gildo, ambos a desempenhar funções ofensivas, com Clésio Baúque a actuar como extremo esquerdo, e Stanley Ratifo na posição de avançado.
A primeira parte do encontro foi dominada pela equipa sul-africana, mas graças a várias intervenções decisivas de Ivane, Moçambique conseguiu evitar a desvantagem no marcador, indo ao intervalo com um empate sem golos.
No entanto, a segunda parte trouxe mudanças no resultado. Sinoxolo inaugurou o marcador para a África do Sul logo no segundo minuto do segundo tempo. O segundo golo foi marcado por Cupido aos 70 minutos, num lance em que Edmilson Dove não conseguiu controlar a bola de forma eficaz.
As equipas de gestão de desastres naturais da África do Sul mantêm uma vigilância rigorosa sobre os fenómenos climáticos em curso, com o país a ser severamente afectado por uma intensa frente fria.
Várias regiões das províncias do Cabo Oriental, Estado Livre e KwaZulu-Natal estão actualmente cobertas de neve, criando um cenário inédito para muitos habitantes. A província de Gauteng, onde se localizam as principais cidades de Joanesburgo e Pretória, registou o dia mais frio do ano.
O serviço meteorológico sul-africano prevê que a intensidade da frente fria comece a diminuir.
O governo estadual da Califórnia apresentou uma acção judicial com o objectivo de impedir o envio de militares para Los Angeles, em resposta à decisão do Presidente dos EUA de mobilizar membros da Guarda Nacional e fuzileiros navais para lidar com os manifestantes.
Os confrontos nas ruas de Los Angeles têm vindo a intensificar-se, com milhares de cidadãos a protestar contra as operações dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (ICE).
O governador Gavin Newsom expressou sua profunda preocupação, afirmando que “o envio de militares treinados para a guerra para as ruas não tem precedentes e ameaça a própria base da nossa democracia”. Newsom acusou o Presidente Donald Trump de agir como um “tirano” em vez de um líder democrático, solicitando ao tribunal que bloqueie “imediatamente estas acções ilegais”.
Desde a última sexta-feira, Los Angeles tem sido palco de confrontos entre manifestantes que denunciam as rusgas do ICE contra imigrantes indocumentados e forças policiais equipadas para o controle de distúrbios. Donald Trump decidiu enviar 700 fuzileiros navais, uma unidade de elite normalmente utilizada em acções externas, além de cerca de 4.000 reservistas da Guarda Nacional.
Embora tenha havido episódios de violência, incluindo carros incendiados, as autoridades locais afirmam que a situação está sob controle. O governo da Califórnia, conforme documentos judiciais consultados pela AFP, argumenta que a intenção de militarizar as ruas reflete uma “cultura guerreira” imprópria para as comunidades onde os cidadãos trabalham, estudam e criam as suas famílias.
Na petição, é afirmado que “não há invasão ou rebelião em Los Angeles”, mas sim uma agitação civil comum em muitas cidades do país e que pode ser contida pelas autoridades locais em colaboração com o governo estadual. O texto também menciona que “nada impede o Presidente de fazer cumprir a lei através dos mecanismos civis normais disponíveis para os funcionários federais”.
O ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro negou perante o Supremo Tribunal Federal (STF), as acusações de tentativa de golpe de Estado que motivam a sua investigação.
Durante a audiência, Bolsonaro reiterou suas dúvidas acerca da validade das urnas electrónicas e do processo eleitoral que culminou na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.
“Não procede à acusação”, afirmou o ex-chefe de Estado ao ser questionado pelo juiz Alexandre de Moraes, que preside o inquérito em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta Bolsonaro como figura central de uma alegada organização criminosa. Esta organização teria tentado reverter os resultados das eleições presidenciais.
Bolsonaro utilizou a ocasião para expressar, uma vez mais, críticas ao Tribunal Superior Eleitoral, que na altura do processo eleitoral estava sob a liderança do juiz Alexandre de Moraes.
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