A operadora aérea sul-africana AirLink está a considerar a possibilidade de estabelecer voos para Nacala a partir do Aeroporto Internacional Oliver Tambo, na África do Sul.
Esta iniciativa depende dos contactos que estão a ser realizados pelo governador da província de Nampula, Eduardo Abdula, com a empresa, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento local.
No último sábado (12), o governador reuniu-se com uma equipa da AirLink, liderada por Linomi Mohotane, gestora regional da companhia, e Felismino Chale, chefe de escala da AirLink em Nampula, no contexto da VI edição da Feira Económica de Nampula (FENA). Durante a reunião, a equipa da AirLink expressou interesse em explorar a nova rota, inicialmente com a proposta de realizar dois voos semanais.
Uma visita da equipa da AirLink a Nacala está agendada para os próximos dias, com o intuito de realizar um estudo de mercado mais aprofundado. O governador Eduardo Abdula garantiu que a assistência necessária será disponibilizada para que as operações da AirLink na região possam ser concretizadas com a maior rapidez possível.
A Agência Meteorológica do Japão revelou que mais de dois mil sismos têm afectado um grupo de pequenas ilhas no sudoeste do país, num período de pouco mais de três semanas.
Desde 21 de Junho, o número de tremores detectados ultrapassou a marca dos dois mil, levando à decisão de evacuar os cerca de 60 residentes das ilhas de Akuseki e Kodakara.
Os moradores foram retirados no início de Julho, após um terramoto de magnitude 5,5 na escala de Richter ter atingido a região, um evento classificado como seis na escala japonesa, que avalia os abalos e os potenciais danos causados.
A continuidade dos sismos tem suscitado preocupações sobre a segurança das estruturas e da vida nas ilhas, resultando no adiamento do retorno dos residentes.
A comunidade moçambicana em Portugal celebra a recente classificação do Parque Nacional de Maputo como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
A decisão foi tomada durante a 47ª reunião da UNESCO, que decorreu em Paris no último domingo.
Vários cidadãos moçambicanos radiados em Portugal manifestaram a sua alegria nas redes sociais. A expressão “Parabéns Moçambique” ressoou entre os comentadores, que destacaram a importância desta conquista. Comentários como “viva terra amada” e “maravilhoso” refletem o orgulho da comunidade por esta nova distinção.
O Parque Nacional de Maputo foi oficialmente classificado como Património Mundial, representando um marco significativo para Moçambique e um avanço crucial para a preservação da biodiversidade no continente africano. Gustavo Dgedge, Secretário de Estado da Terra e Ambiente, expressou que este é “um momento histórico e de orgulho” para a nação, reconhecendo o trabalho árduo e a dedicação de vários intervenientes na restauração da área.
Com uma extensão de 1.794 km², o parque oferece uma rica diversidade de ecossistemas, incluindo recifes de coral, zonas húmidas, lagos, e mangais. Esta designação sublinha o papel vital do parque na protecção de espécies ameaçadas. As suas praias, por exemplo, são locais cruciais para a nidificação de tartarugas-de-couro e das tartarugas-comuns, além de albergar a maior concentração mundial de peixe-rei gigantes.
Pejul Calenga, Director-Geral da Administração Nacional das Áreas de Conservação, salientou a importância da protecção destes espaços selvagens face às alterações climáticas. A classificação do Parque Nacional de Maputo como o segundo Património Mundial do país, e o primeiro de carácter natural, demonstra um forte compromisso com a protecção ambiental.
Instaurado como parque nacional em 2021, o Parque Nacional de Maputo resultou da fusão da Reserva Especial de Maputo e da Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro. Inicialmente criado para proteger os elefantes costeiros, o parque tem experimentado uma transformação significativa, consolidando-se como um exemplo de sucesso em conservação. Através de parcerias com a Peace Parks Foundation, foram realizados investimentos para reintroduzir 5.388 animais selvagens e restaurar o ecossistema.
O parque agora acolhe visitantes em três estabelecimentos turísticos, variando entre experiências rústicas e de luxo, ao mesmo tempo que proporciona benefícios diretos às comunidades locais. Estas beneficiam da partilha de receitas, apoio a meios de subsistência sustentáveis e acesso gerido aos recursos naturais.
Werner Myburgh, CEO da Peace Parks Foundation, destacou a importância deste momento, não apenas para Moçambique, mas para a região. Elogiando o compromisso do Governo moçambicano com a conservação e o desenvolvimento comunitário, Myburgh enfatizou que a transformação do que antes era uma área protegida no papel para uma paisagem produtiva é uma conquista coletiva.
Torre Pacheco, uma cidade no sudeste de Espanha, tem sido palco de intensos protestos anti-migrantes, resultando em vários feridos e pelo menos uma detenção.
Os tumultos começaram após um homem de 68 anos ter denunciado à imprensa um ataque violento por parte de três jovens, supostamente de origem norte-africana, ocorrido na quarta-feira.
Na noite de sábado, grupos armados com bastões percorreram as ruas da cidade, à procura de indivíduos de origem estrangeira, apesar da presença de um forte dispositivo policial. Embora a autarquia não tenha divulgado o número exacto de feridos, confirmou a detenção de uma pessoa relacionada com os actos de violência.
Os protestos foram instigados pela divulgação de um vídeo do ataque ao reformado, que rapidamente se espalhou nas redes sociais. Na sexta-feira, a autarquia organizou uma manifestação pacífica, mas elementos de extrema-direita aproveitaram a ocasião para expressar slogans anti-imigrantes. Um grupo identificado como Deport Them Now também fez apelos nas redes sociais, incitando à violência contra pessoas de origem norte-africana.
Em resposta à situação, as autoridades regionais de Múrcia exortaram a população a manter a calma. O líder conservador do Governo Regional, Fernando López Miras, apelou na rede social X para que Torre Pacheco regresse à normalidade, enfatizando que a frustração da população não justifica a violência. O presidente da Câmara Municipal, Pedro Angel Roca Ternel, também fez um apelo à tranquilidade durante uma entrevista à RTVE.
Pelo menos 27 palestinianos, entre os quais mulheres e crianças, perderam a vida em uma série de ataques realizados por forças israelitas em diversos locais da Faixa de Gaza. A informação foi confirmada pela organização de primeiros socorros Defesa Civil na região.
Os bombardeamentos afectaram residências e campos de deslocados, gerando um impacto devastador nas comunidades locais. Na cidade de Gaza, um ataque nocturno contra uma habitação no campo de Chati resultou na morte de cinco palestinianos, incluindo mulheres e crianças. Outros dois ataques que visaram casas na mesma área causaram a morte de três pessoas, entre as quais uma criança.
Além disso, no campo de refugiados de Nousseirat, situado na parte central do território, um ataque a uma residência provocou a morte de 10 cidadãos, enquanto seis palestinianos foram mortos na manhã seguinte, nas proximidades de um ponto de distribuição de água potável em Nousseirat.
A Primeira-Ministra de Moçambique, Benvinda Levi, manifestou em São Tomé, a intenção de aprofundar a cooperação económica entre os dois países, após 50 anos de uma colaboração que tem sido predominantemente focada nas áreas política e educacional.
A declaração ocorreu durante uma breve conferência de imprensa, à margem das comemorações do 50º aniversário da independência do arquipélago, em que Levi esteve presente em representação do Presidente da República, Daniel Chapo.
“Estamos abertos a avançar para a cooperação económica; temos estado mais focados na cooperação política e na área de formação. Agora, é tempo de aprofundar a vertente económica”, enfatizou a Primeira-Ministra.
Levi fez referência às potencialidades de São Tomé e Príncipe, incluindo a produção de café, que podem ser exploradas em joint ventures com Moçambique. A Primeira-Ministra também salientou que o arquipélago poderá identificar áreas de interesse estratégico em Moçambique para o desenvolvimento de projectos conjuntos.
A cooperação bilateral, que já conta com acordos nas áreas da justiça, educação, combate ao crime e isenção de vistos, é classificada por Levi como promissora, apesar dos desafios existentes. A dirigente mostrou-se optimista, afirmando ter a certeza de que os obstáculos poderão ser superados.
Durante a sua visita oficial, que se estenderá até ao dia 14, Benvinda Levi reuniu-se com a comunidade moçambicana residente em São Tomé e Príncipe, ouvindo as suas preocupações e explorando formas de fortalecer a colaboração entre os dois países. Um dos temas abordados pela comunidade foi a dificuldade de obter bilhetes de identidade, o que tem implicações no acesso a documentos essenciais. A Primeira-Ministra garantiu que será enviada uma brigada móvel para resolver as questões documentais, dado que São Tomé e Príncipe é assistido a partir da missão diplomática em Angola.
Esta visita oficial de quatro dias foi realizada a convite do Presidente de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, e tem como objectivo reforçar os laços históricos entre os dois países lusófonos, com foco na transição de uma relação essencialmente política para uma colaboração que promova um impacto económico e social significativo.
O número de casos confirmados de “Mpox” no distrito de Lago, na província do Niassa, registou um aumento, passando de três para cinco.
A informação foi divulgada pela governadora da província, Judite Massengele, durante uma conferência de imprensa realizada no distrito de Sanga, no âmbito de uma visita que efectua a esta localidade.
Na sua intervenção, Judite Massengele fez um apelo à população para reforçarem as medidas de prevenção e vigilância em relação à doença. A governadora sublinhou a importância do distanciamento social de indivíduos que apresentem sintomas suspeitos, como uma estratégia vital para conter a propagação do vírus.
Nos últimos dias, elefantes e hipopótamos causaram danos significativos em mais de 1500 hectares de machambas no distrito de Machanga, na província de Sofala. Esta devastação ameaça a realização da segunda época agrícola na região.
A informação foi divulgada por Luís Domingo, Técnico dos Serviços Distritais de Actividades Económicas de Machanga, que alertou para a gravidade da situação e as suas implicações para a subsistência das comunidades locais. As autoridades estão a avaliar as medidas necessárias para mitigar os impactos deste fenómeno.
Valige Taubo, governador da província de Cabo Delgado, anunciou que o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP) disponibilizou mais de 50 milhões de dólares para a reconstrução de infraestruturas danificadas por ataques de grupos islamitas que têm assolado a região desde 2017.
Durante uma cerimónia em que o UNDP entregou dez veículos e 15 triciclos ao governo local, como parte de uma doação do governo japonês, Taubo indicou que os fundos foram utilizados na reconstrução de mais de 30 infraestruturas. As obras realizaram-se nos distritos de Palma, Mocímboa da Praia, Quissanga, Macomia, Muidumbe e Nangade.
“O processo de entrega destas infraestruturas às administrações distritais competentes acontecerá nos próximos dias. Até à data, o UNDP já investiu mais de 50 milhões de dólares para apoiar a implementação do Programa de Reconstrução de Cabo Delgado (PRCD) através da reabilitação e equipagem de mais de 30 infraestruturas públicas”, afirmou o governador.
Catherine Sozi, coordenadora do UNDP em Moçambique, sublinhou que os veículos recentemente doados “facilitarão o trabalho das equipas no terreno, especialmente nas áreas mais remotas.” A responsável explicou que estes meios de transporte irão aumentar a mobilidade das instituições estatais, além de permitir uma melhor supervisão das obras de reconstrução em zonas anteriormente afectadas por ataques terroristas.
Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), em Maio, o terrorismo islamita atingiu mais de 134.000 pessoas em Cabo Delgado.
Dados divulgados pelo Centro Africano para Estudos Estratégicos (ACSS), uma instituição académica do Departamento de Defesa dos EUA, indicaram que em 2024, somente, grupos extremistas islamitas mataram pelo menos 349 pessoas no norte de Moçambique, representando um aumento de 36 por cento em relação ao ano anterior.
Os ex-guerrilheiros da Renamo, que exigem o afastamento do actual líder, Ossufo Momade, anunciaram na segunda-feira (14), a retomada do encerramento das sedes do partido. Este anúncio surge após um período de 20 dias de trégua.
João Machava, porta-voz do grupo, afirmou que a decisão de fechar as estruturas partidárias visa pressionar a direcção da Renamo a convocar um Conselho Nacional alargado, conforme previsto nos estatutos internos do partido. Machava destacou que, durante a trégua, “não houve nenhum movimento de aproximação para um diálogo da parte das representações do partido”.
“As delegações em todos os níveis voltarão a encerrar até à realização do Conselho Nacional alargado, onde deverá resultar a demissão do presidente do Renamo, Ossufo Momade”, declarou.
Além disso, o grupo de ex-guerrilheiros afirmou que continua sem resposta às cartas enviadas ao Comando-Geral da Polícia e ao Ministério da Administração Estatal, nas quais relataram alegadas ameaças dirigidas aos seus membros. Os desmobilizados advertiram que, nos próximos sete dias, poderão anunciar novas acções, caso não haja progressos no processo de diálogo interno.
O governo de Moçambique promoveu a entrega de cinquenta gaiolas flutuantes e os respectivos insumos aos piscicultores da albufeira de Cahora Bassa, na província de Tete. Esta iniciativa visa impulsionar a produção de peixe tilápia na região.
A ação é apoiada pela Agência de Desenvolvimento do Zambeze e abrange a disponibilização de 312 mil e 500 alevinos, bem como 128 toneladas de ração, destinadas às duas cooperativas beneficiárias do programa.
O Secretário de Estado das Pescas, Momade Juízo, revelou que o objectivo deste projecto é o aumento da produção pesqueira em Moçambique, contribuindo assim para o desenvolvimento do sector.
O programa Women’s Voice and Leadership, Aliadas (WVL-Aliadas) entra numa nova fase voltada para o fortalecimento do empoderamento das mulheres moçambicanas, especialmente as vítimas do conflito armado na província de Cabo Delgado, no norte do país.
A iniciativa, coordenada pelo Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) e conta com o financiamento do Governo do Canadá, foi relançada na última quinta-feira, em Maputo, com o intuito de consolidar o movimento feminista em Moçambique.
Durante o evento, Paula Monjane, directora do programa, enfatizou que a renovação acontece “num contexto interno e externo cada vez mais complexo”, que requer abordagens estratégicas e inclusivas. Monjane reafirmou o compromisso de dar atenção especial às mulheres em Cabo Delgado, assim como a grupos emergentes, incluindo mulheres LGBTQI+, jovens urbanas e rurais.
Na primeira fase do programa, que decorreu entre 2019 e 2024, foram apoiadas mais de 4.000 mulheres através de 57 colectivos feministas por todo o país. A nova fase, que se estenderá até 2030, conta com um orçamento de 9,7 milhões de dólares canadianenses (equivalente a cerca de 455,9 milhões de meticais) e irá utilizar Fundos plurianuais, Mecanismos de resposta rápida, além de reforço institucional e técnico às organizações parceiras.
Fidélia Chemane, directora executiva do CESC, sublinhou que Cabo Delgado se tornou uma prioridade à medida que o conflito se intensificava. “O programa não foi concebido para contextos de guerra, mas tornou-se evidente que não havia lugar mais urgente para o Aliadas do que Cabo Delgado”, declarou.
As actividades em campo incluem a realização da primeira pesquisa nacional sobre mulheres deslocadas, sessões de terapia comunitária e apoio a traumas, além de acções de solidariedade com metodologias feministas adaptadas à realidade local.
Durante a pandemia da Covid-19, o Aliadas lançou a plataforma Mulheres com Vida, que conta com mais de 120 representantes de colectivos feministas. Esta experiência evidenciou a importância da articulação e resposta ágil, resultando na criação do Observatório das Mulheres e do Observatório do Feminicídio.
O programa também promoveu a Feira Económica Solidária em Nampula, associando o debate de direitos a oportunidades económicas. Na nova fase, o intuito será fortalecer a influência política dos colectivos, sobretudo em reformas estruturantes como a Lei do Conteúdo Local.
Monjane expressou: “Queremos que as mulheres possam intervir no diálogo político nacional e que as suas realidades sejam levadas em conta.”
O programa manterá flexibilidade e escuta activa frente a desafios como as alterações climáticas e a vulnerabilidade social. Chemane concluiu: “Não teremos respostas rígidas, mas vamos continuar a colaborar com as comunidades, em marcha até que todas estejamos livres.”
O movimento estudantil moçambicano, representado por várias associações e núcleos de estudantes, manifestou-se contra a recente revogação do decreto que assegurava o pagamento de subsídios aos finalistas de Medicina das instituições públicas de ensino superior.
Os estudantes reúnem-se na capital moçambicana para formalizar a sua posição e enviar um documento ao Ministério da Saúde, com cópias dirigidas ao Gabinete da Primeira-Ministra e ao Ministério da Educação e Cultura.
Este acto será seguido por uma conferência de imprensa, onde as lideranças das associações e núcleos de estudantes explicarão os motivos da sua indignação.
A decisão de revogar o decreto, que garantia um subsídio equivalente a 80 por cento do salário de entrada na carreira médica generalista, foi anunciada após uma sessão do Conselho de Ministros. Os estudantes expressam preocupação com as implicações desta medida para a sua formação e futuro profissional.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) da Cidade de Maputo apresentou quatro indivíduos suspeitos de integrarem uma rede criminosa dedicada à burla qualificada e falsificação de documentos.
Os detidos têm alegadas ligações à manipulação de concursos públicos em instituições do Estado.
Segundo o porta-voz do SERNIC, João Adriano, os suspeitos são acusados de forjar pareceres e documentos oficiais, fazendo-se passar por funcionários públicos ou representantes de instituições adjudicantes.
O objectivo era obter ganhos ilícitos junto de empresas concorrentes em concursos públicos.
O SERNIC revelou que o grupo simulava decisões de adjudicação, aliciando empresas concorrentes com promessas falsas de contractos públicos em troca de pagamentos monetários. “Estamos perante indivíduos reincidentes, com três processos anteriores por crimes da mesma natureza”, declarou Adriano.
Os suspeitos seguiam os anúncios de concursos e abordavam tanto os representantes das empresas promotoras como os concorrentes, alegando ter influência sobre os resultados. Utilizando documentos falsificados, extorquiam quantias elevadas sob o pretexto de garantir a adjudicação.
João Adriano sublinhou a gravidade social deste tipo de prática, classificando-a como uma nova forma de burla que explora vulnerabilidades institucionais e empresariais. O SERNIC também advertiu que empresas que aceitarem pagar os valores exigidos poderão ser responsabilizadas por envolvimento em actos de corrupção.
Os quatro detidos negam qualquer envolvimento nos crimes e questionam a legalidade da sua detenção. Em declarações à AIM, afirmam que foram levados sem mandado judicial, sem notificação formal e mantidos incomunicáveis durante vários dias. Relatam ainda ter sido intimidados, espancados e mantidos em locais clandestinos, incluindo um suposto espaço conhecido como “congelador”, na zona de Chiango.
“Estava num bar com amigos quando fui abordado. Disseram: ‘Confessa lá’. Mas confessar o quê? Nunca fiz nada”, relatou um dos detidos. Outro alegou ter sido levado à força em frente à loja da esposa e para um local escuro. “Gritei por socorro. Depois, espancaram-me”, acrescentou.
Um terceiro detido afirmou que apenas entregou um envelope sem saber o conteúdo, enquanto o quarto negou conhecer os outros envolvidos, afirmando ter sido confundido. “Estava à espera de alguém num bar quando fui levado. Achei que era um sequestro”, disse.
Os detidos indicam que ainda não foram oficialmente informados sobre os processos, nem tiveram acesso a advogados ou contacto com familiares. Afirmam que as autoridades os estão a utilizar como “bodes expiatórios” num processo mal instruído e pedem uma reavaliação do caso.
O Secretário de Estado da Cidade de Maputo, Vicente Joaquim, enfatizou a importância de continuar a promover acções de sensibilização para reduzir a taxa de fecundidade na capital moçambicana.
Apesar de Maputo apresentar a taxa de fecundidade mais baixa do país, cifrando-se em 2,6, Joaquim alertou para a necessidade de persistência nestas iniciativas.
As declarações foram proferidas durante as celebrações do Dia Mundial da População, que se decorreram sob o lema “Equilibrando o crescimento da população com o desenvolvimento inclusivo e sustentável”. O evento teve como principal objectivo informar a população sobre as relações entre a dinâmica populacional e o desenvolvimento socioeconómico.
Comparativamente, outras províncias do país, como Niassa e Cabo Delgado, registam taxas de fecundidade alarmantes, de 6,8 e 6,2, respectivamente, em contraste com a taxa básica de reposição populacional que se estabelece em 2,1. Joaquim sustenta que, apesar de Maputo ter já alcançado uma taxa mais favorável, a cidade deve continuar a trabalhar na sensibilização dos jovens e adolescentes sobre saúde sexual e reprodutiva.
O Secretário de Estado afirmou que “não podemos ficar tranquilos. Devemos continuar a desencadear acções, principalmente no que diz respeito à sensibilização dos nossos adolescentes e jovens”. Este esforço já está em curso, com resultados visíveis, mas Joaquim frisou a necessidade de intensificação das actividades.
Durante a sua intervenção, foram apresentadas estatísticas reveladoras sobre a população da cidade de Maputo, que totaliza aproximadamente 1.139 476 habitantes, sendo 51,3% do sexo feminino e 48,7% masculino, segundo projecções do Instituto Nacional de Estatística (INE) para o período de 2017 a 2050. A população activa na capital é constituída por cerca de 711 959 habitantes, o que representa 62,7% do total, dos quais 45% são jovens na faixa etária dos 15 aos 39 anos, o que levanta a questão da empregabilidade destes jovens.
Em resposta a essa preocupação, a Secretaria de Estado planeia o aumento da formação em diversas áreas, com o intuito de promover o emprego e o empreendedorismo. Joaquim indicou que a expectativa é formar cerca de 2.500 jovens até ao final do ano, tendo já alcançado quase metade desse número no primeiro semestre.
As acções de formação, embora importantes, são apenas uma parte das estratégias a serem implementadas para abordar as questões de emprego e empregabilidade.
A antiga internacional basquetebolista moçambicana Aleia Rachide faleceu no domingo (13), em Portugal, aos 40 anos, vítima de doença. A notícia da sua morte causa um grande luto no desporto moçambicano, onde Aleia deixou um legado notável.
Formada no clube Costa do Sol, Aleia destacou-se em várias equipas, incluindo o Instituto Superior Politécnico Universitário (actualmente conhecido como A Politécnica) e o Desportivo de Maputo. Entre 2005 e 2009, a basquetebolista representou Moçambique na Taça dos Clubes Campeões de África.
No que diz respeito à Selecção Nacional, Aleia participou em quatro edições do Afro Basket, nos anos de 2005, 2007, 2009 e 2011, além de ter competido nos Jogos Pan-Africanos. A sua carreira ficou marcada por importantes conquistas, como a vitória nos Jogos da Lusofonia em Macau, em 2006, e a conquista do vice-campeonato africano em 2003, seguida de uma medalha de bronze em 2005 e um quarto lugar em 2007.
Em 2008, Aleia Rachide fez história ao conquistar o título africano de clubes, jogando por empréstimo pela A Politécnica, um ano após a equipa ter conquistado o seu primeiro título nacional. Nascida a 23 de Janeiro de 1985, Aleia deixa uma marca indelével no basquetebol moçambicano e será recordada pela sua dedicação e talento em prol do desporto nacional.
O político Aguinaldo Navalha foi alvo de um atentado em sua residência, localizada na província de Gaza, no sul de Moçambique.
A confirmação do incidente foi feita no domingo (13) pelo deputado da Renamo, Domingos Gundana, durante um programa de debate televisivo.
Embora não tenham sido fornecidos detalhes adicionais sobre o ataque, Gundana apelou às autoridades provinciais para conduzirem uma investigação minuciosa, com o intuito de identificar e responsabilizar os autores do crime.
“Esperamos que este atentado não tenha motivações políticas e que as autoridades locais consigam encontrar os indivíduos que invadiram a sua residência”, enfatizou o deputado.
Aguinaldo Navalha é um destacado membro do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e concorreu como cabeça-de-lista do partido para o cargo de governador da província de Gaza nas eleições de Outubro passado.
A situação da escola construída no Bairro Ivagalane, em Quelimane, continua a gerar preocupação entre a população. Passaram mais de três anos desde a conclusão da infra-estrutura, que foi erguida pela edilidade local, mas, até à data, a escola não foi integrada oficialmente no sistema educativo da província da Zambézia.
Segundo a autarquia de Quelimane, este entrave deve-se à recusa do Governo provincial em assumir a gestão da instituição.
O tema voltou a ser debatido no passado sábado (12), durante uma visita às instalações, liderada pelo presidente do Conselho Municipal de Quelimane, Manuel de Araújo. Este evento contou ainda com a presença do 2.º vice-presidente da Assembleia da República, Fernando Jone, que expressou a sua indignação face ao estado de abandono da escola.
“É incompreensível que uma infra-estrutura escolar deste nível, construída com recursos municipais, esteja encerrada, enquanto crianças estudam ao relento, sem condições mínimas. Este caso merece debate urgente em plenário”, afirmou Jone, visivelmente consternado pela situação.
O vice-presidente do Parlamento revelou que teve conhecimento da questão através de uma reportagem, o que motivou a sua deslocação a Quelimane para aferir pessoalmente a veracidade dos factos.
A escola em questão está totalmente construída, equipada e mobiliada, apresentando salas de aula, blocos administrativos e instalações sanitárias prontas para uso. No entanto, a falta de aceitação formal por parte do Governo Provincial mantém as portas fechadas a centenas de crianças do bairro, que enfrentam condições precárias de ensino.
O edil Manuel de Araújo manifestou a sua frustração, considerando o bloqueio como “prejudicial à população e à boa governação local”. Recordou ainda episódios anteriores, como a recusa de ambulâncias adquiridas pelo Município, que hoje são essenciais para os serviços de saúde na cidade.
“Estas ambulâncias, antes rejeitadas, são hoje as que melhor servem a cidade. O mesmo acontecerá com esta escola. Já existe um decreto que concede autonomia aos municípios na gestão de escolas primárias e centros de saúde, mas infelizmente está a ser sistematicamente ignorado”, denunciou De Araújo.
De acordo com dados oficiais, mais de oito mil alunos na província da Zambézia estudam em condições desfavoráveis, expostos a diversos perigos. A região necessita de mais de 130 mil carteiras para equipar as escolas convencionais adequadamente.
A construção da escola foi financiada no âmbito da cooperação descentralizada entre Quelimane e o Município de Setúbal, em Portugal, visando responder à crescente demanda escolar nas zonas periféricas da cidade e promover a inclusão social.
A Lei nº 6/2018, juntamente com os seus decretos complementares, confere aos municípios competências claras na área da educação primária e saúde básica, mas a sua implementação continua a encontrar resistência por parte de sectores da administração central e provincial.
Um ataque a tiros ocorrido no domingo (13), numa igreja em Lexington, estado de Kentucky, resultou em vários feridos. O único suspeito do ataque foi abatido pelas autoridades locais, conforme informações divulgadas.
A Polícia Estadual de Kentucky confirmou, através de uma nota nas redes sociais, que um dos agentes foi baleado por volta das 11h36, hora local. O suspeito, após disparar contra o policial, conseguiu fugir, mas foi localizado na Igreja Batista Richmond Road, onde foi capturado pelas forças de segurança.
Equipes do Serviço de Emergência Médica (SME) foram mobilizadas para prestar socorro às vítimas no local do incidente. A nota policial também atestou que o suspeito não sobreviveu ao confronto.
O governador de Kentucky, Andy Beshear, fez declarações sobre o ocorrido, ressaltando que tanto o policial ferido quanto outros indivíduos estão a receber tratamento em um hospital próximo.
O governador pediu a todos que rezem pelas vítimas afectadas por este acto de violência e expressou agradecimentos pela rápida resposta das forças de segurança.
O MetLife Stadium, localizado em Nova Jersey, foi palco da final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, onde o Chelsea se sagrou campeão ao vencer o Paris Saint-Germain.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve a tarefa de entregar o troféu aos vencedores, mas a sua presença não foi bem recebida por todos os presentes.
Durante a cerimónia de entrega, Trump foi vaiado em vários momentos, conforme evidenciado por vídeos que circulam nas redes sociais. O ex-presidente subiu ao palco ao lado do presidente da FIFA, Gianni Infantino, e, ao acenar para o público, foi recebido por gritos de desaprovação.
A final, que atraiu uma vasta audiência, foi assistida por Trump e a sua esposa, Melania, a partir de um camarote. Além deles, estiveram na companhia do ex-presidente figuras proeminentes, como Gianni Infantino, a esposa do presidente da FIFA, Leena Al Ashqar, e a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem.
A Associação Moçambicana de Juízes (AMJ) apresentou duas peças junto do Ministério Público, visando a responsabilização criminal de funcionários e a reposição de direitos...