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Ministro da Saúde propõe especialização em saúde comunitária para transformar atendimentos em Moçambique

O ministro da Saúde, Ussene Isse, advogou em Maputo, a necessidade de especialização de médicos em saúde comunitária e familiar como estratégia primordial para aprimorar o atendimento e a qualidade de vida da população moçambicana, especialmente nas zonas rurais.

O apelo foi feito durante as cerimónias centrais de lançamento da Semana da Saúde e Bem-Estar, que coincide com as comemorações dos 50 anos da Independência Nacional no sector da saúde.

O evento visou promover uma reflexão sobre os progressos e os desafios enfrentados pelo país desde a proclamação da independência.

Isse enfatizou a importância do investimento no subsistema comunitário, que deverá fortalecer a rede de cuidados primários, com um enfoque na promoção e prevenção de saúde em comunidades vulneráveis. O ministro salientou que a experiência de outros países demonstra a relevância do papel dos médicos que actuam directamente nas comunidades.

“O reforço dos cuidados primários a nível comunitário e familiar é vital. A prevenção e a promoção da saúde são essenciais, particularmente em países com recursos limitados como o nosso,” afirmou.

Adicionalmente, o governante destacou a urgência de investir em recursos humanos que actuem desde o nascimento, passando pela vacinação, saneamento básico e outros cuidados fundamentais, a fim de evitar a transição epidemiológica e diagnosticar precocemente doenças crónicas como diabetes, hipertensão e cancro.

“Com um investimento significativo nos cuidados de saúde primários, poderemos detectar doenças mais precocemente e tratá-las com maior eficácia,” defendeu.

O ministro reiterou o compromisso do Ministério da Saúde em continuar a fortalecer os cuidados de saúde primários e expandir o subsistema comunitário, que é um dos três pilares do sistema de saúde moçambicano, ao lado dos sectores público e privado.

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Isse ainda abordou a persistência de problemas de saúde nas comunidades, como a malária, associada a deficiências no saneamento, e apelou à colaboração intersectorial para garantir melhorias sustentáveis nos indicadores de saúde.

“Cada sector deve contribuir. A saúde depende de informação, educação e comunicação. É urgente uma campanha nacional sobre alimentos seguros,” sugeriu.

Embora sem apresentar dados numéricos específicos, o ministro assinalou que Moçambique tem conseguido reduzir significativamente a mortalidade neonatal, materna e infantil, além de ter aumentado a esperança média de vida, apesar de desafios persistentes, como a má nutrição, mesmo em áreas com alta produção agrícola.

“O problema não reside na falta de alimentos, mas na forma como são utilizados. Urge modificar comportamentos alimentares para combater a desnutrição,” alertou.

Ussene Isse garantiu que várias acções estão em implementação com foco na nutrição infantil e no bem-estar das famílias. “Estamos cientes dos desafios, mas devemos saber como atuar para assegurar o bem-estar da população,” concluiu.

Por sua vez, a directora dos Serviços de Saúde da Cidade de Maputo, Paloma Maripia, reafirmou o compromisso das autoridades locais em promover a consciencialização sobre cuidados de saúde e incentivar hábitos de vida saudáveis.

“Estamos comprometidos em aumentar a consciencialização sobre os cuidados de saúde e a adopção de hábitos de vida saudáveis entre a população,” declarou.