Politica Ministro da Defesa acusa TIM de ter “interesses estranhos”

Ministro da Defesa acusa TIM de ter “interesses estranhos”

O ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyussi, comentou o espancamento de jornalistas da Televisão Independente de Moçambique (TIM) por militares e saiu em defesa das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, embora tenha repetido que medidas serão tomadas para evitar casos de géneros.

Filipe Nyussi negou comentar a brutalidade dos agentes das FADM que chegaram a espancar o chefe da Redacção da TIM até perder os sentidos, e disse que o facto de a TIM estar a perseguir o caso desde que há disputa de terra entre os militares e a população, “é muito estranho”.

“A televisão TIM é especialista neste expediente, porque se olhar bem mais de quatro ou cinco vezes fez reportagens sobre esta área. É a mesma televisão. Não sei, talvez (o jornalista) esteja a residir naquela zona e tenha um grande interesse naquele expediente”.

Vamos averiguar e tomar medidas

Filipe Nyussi, diz que o Ministério da Defesa ainda vai averiguar “o que se passou”. Segundo Nyussi, a brutalidade dos militares justifica-se pelo facto de ter sido a população a forçar a entrada no quartel em protesto.

Recomendado para si:  Parlamento moçambicano aprova aumento da idade da reforma para até 70 anos

“Eu não conheço nenhuma parte do mundo onde os soldados permitem as pessoas entrarem no quartel ainda em massa”.

Questionado se o episódio não colocava a população contra os militares e, por sua vez, colocava em causa a convivência, Nyussi disse que não há espaço para as forças armadas ficarem inimigas do povo. “Uma coisa é não esperarem que haja um dia que um soldado em guarnição permita que entrem no quartel sem ele autorizar. Até eu que sou ministro não posso ir a um quartel qualquer sem comunicar o chefe do Estado-Maior General para ele baixar ordens”, disse.

Destaques da semana