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Terça-feira, Abril 28, 2026
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Mulher rapta bebé para enganar marido

A Polícia da República de Moçambique (PRM) no distrito de Zavala, na província de Inhambane, deteve na última semana uma mulher de 24 anos de idade indiciada de rapto de uma menor de três meses de idade na cidade de Xai-Xai, na província de Gaza.

A mulher, cuja identidade não foi revelada, é residente no bairro “A” da cidade de Xai-Xai, e teria roubado o bebé no passado dia 21 de Janeiro, no bairro Marien Ngouabi, na capital provincial de Gaza.

A suposta raptora, segundo a Polícia, é tia da menor, ou seja, irmã do pai da criança, aquém teria levado com o pretexto de brincar com ela, tendo posteriormente fugido com ela para parte incerta.

A detenção ocorreu no Centro de Saúde de Chissibuca, distrito de Zavala, onde a mulher teria levado a criança para tratamento de uma enfermidade. Consta que no cartão do bebé o nome da mãe não coincidia com o nome da suposta raptora, o que levantou suspeitas, dado que o caso havia sido comunicado à Polícia em todo o País.

Durante as investigações, segundo o porta-voz da PRM em Gaza, para onde a mulher foi transferida depois de ter sido detida, teria dito que queria enganar o marido que trabalha na África do Sul.

“Ela disse que havia dito ao marido que estava grávida e que havia dado parto. Então o marido disse-lhe que vinha para ver o bebé, o que aconteceu tendo levado ela a Chissibuca, distrito de Zavala”, disse Jeremias Langa ao Canalmoz, acrescentando que “decorrem diligências para localizar o tal marido para investigações”.

Detidos dois menores por homicídio

Enquanto isso, dois menores de 14 e 15 anos, respectivamente, foram detidos pela Polícia em Gaza, acusados de terem morto, com recurso a uma faca, um outro menor de 15 anos, por alegadas contradições.

O caso deu-se no posto administrativo de Chaimite, distrito de Chibuto, no passado dia 23 de Janeiro. A vítima em vida respondia pelo nome de Mário Romão Maposse.
Este é o segundo caso neste ano, depois de um outro em que um menor, de 10 anos, assassinou, com recurso a arma branca, uma outra criança, na cidade de Xai-Xai.

Município da Matola inaugura obra inacabada

O município da Matola inaugurou ontem a Avenida das Indústrias, que liga os bairros da Liberdade e Matlampsene à Estrada Nacional Número 4. O troço inaugurado é de 4 quilómetros, mas falta ainda por fazer-se a sinalização, lombas, valetas e passeios.

Falando momentos depois das habituais cerimónias de invocação dos espíritos e corte da fita, o vereador das Obras e Infra-Estruturas no município da Matola, Laitone Melo, disse que o acto da inauguração duma estrada naquelas condições representa um acto simbólico para permitir a circulação de pessoas.

“É um acto simbólico de entrega da estrada porque está transitável de uma ponta para outra. Vale a pena ceder para a população fazer o uso do seu valor útil e transitar livremente”, disse.

Quanto às ondulações e fissuras que se verificam nalgumas partes, o vereador Melo disse: “O conselho municipal deve ser rigoroso no controlo de camiões com excesso de carga para permitir a durabilidade. A estrada já está sinalizada. Sem dúvida, haverá controlo de excesso de carga. A Polícia estará em cima”, disse.

Segundo Laitone Melo, a estrada tem uma extensão de 4 quilómetros, 8 metros de largura. Os trabalhos realizados consistiram na limpeza do troço, formação da sub-base em que teve que usar material granular misturada com pedras.

“Findo isto, fizemos as obras de arte compostas por três aquedutos que se construíram ao longo da estrada para escoar as águas granulares que em tempo chuvoso verifica-se. Para além disso, fizemos toda a base que levou pó de pedra e finalmente a última camada”, disse, sublinhando que a faixa de rodagem foi construída por betão betuminoso.

Acrescentou que esta estrada suporta uma carga de 20 toneladas, e as bermas foram estabilizadas e misturadas com cimento para não ter desgaste e provocar erosão.
“Para além disso, foi contemplada a sinalização vertical que está visível, faltando a sinalização vertical que dentro de uns dias estará toda concluída”, disse.

O empreiteiro é JJR Moçambique e as obras custaram 55 milhões de meticais co-financiadas pelo Fundo de Estradas e Conselho Municipal da Matola. Refira-se que Matola celebrou ontem 42 anos de elevação à categoria de cidade.

Captura de camarão vai baixar 60% este ano no País

A captura de camarão, um dos principais produtos de exportação em Moçambique, vai baixar drasticamente este ano, comparativamente aos últimos dois anos.

No total, segundo dados revelados à nossa Reportagem pelo ministro das Pescas, Victor Borges, as autoridades deste sector esperam capturar ao longo de 2014 duas mil toneladas de camarão, contra seis mil toneladas capturadas por exemplo em 2012, que corresponde a uma redução de cerca de 60%.

A escassez deste pescado nas águas moçambicanas é apontada pelo ministro das Pescas como a principal razão da referida redução das quantidades de captura de camarão nos últimos dois anos em Moçambique.

Aliás, Victor Borges explicou que esta situação não afecta só Moçambique como também todos os países localizados no Canal de Moçambique como são os casos de Madagáscar, Tanzânia e Quénia, onde, igualmente, a captura de camarão tem vindo a baixar drasticamente nos últimos dois anos.

“Na minha opinião, acho que é um problema de natureza que ainda estamos a estudar para perceber o que está a acontecer, uma vez que, tal como me referi, o problema não afecta apenas o nosso País como também todos os países localizados no Canal de Moçambique”, sublinhou Victor Borges.

“Enquanto não se descobre a origem da redução das quantidades de camarão nas águas moçambicanas, neste momento estamos a estudar outras alternativas para compensar a escassez deste pescado no País”, acrescentou o governante.

Vamos apostar na aquacultura como alternativa

Tendo em conta que o camarão é um dos principais produtos de exportação em Moçambique ou, por outro, a principal fonte de captação de divisas para o País, o Governo já está a promover a aquacultura de camarão, isto é, a produção de camarão de forma artificial de modo a compensar a escassez deste pescado no território nacional.

Para o efeito, o ministro das Pescas diz que neste momento o seu sector está a mobilizar investimento tanto estrangeiro como nacional de modo a promover o desenvolvimento de aquacultura de camarão em Moçambique.

“Nos últimos anos até chegamos a realizar conferências de mobilização de investimentos na área de aquacultura como forma de promover a área de produção de camarão no País de modo a voltarmos a ser grandes produtores de camarão tal como aconteceu nos anos passados em que as nossas capturas rondavam entre cinco a seis mil toneladas”, referiu Victor Borges.

No entanto, apesar da redução em termos de captura, as receitas provenientes da exportação de camarão no País vão registar um certo crescimento este ano, porque, o Governo espera arrecadar 75 milhões de dólares norte-americanos, contra 72 milhões registados em 2013.

“Chapeiros” paralisam actividades em Tete

Os transportadores semi-colectivos de passageiros da rota TTA-Bairro M’padue, na cidade de Tete, província com o mesmo nome, paralisaram as suas actividades durante esta terça-feira, em protesto contra o estado degradado da via.

Na semana passada, os “chapeiros” da rota Tete-Matema também paralisaram as suas actividades em protesto contra os buracos nas estradas.
Os “chapeiros” dizem que decidiram fazer greve como forma de pressionar o município para resolver este problema. Acusam o município de estar preocupado apenas em cobrar taxas.

Dimas António diz que a edilidade tem conhecimento dos problemas, mas nada faz.

“Onde tem andado César de Carvalho, o edil de Tete, para que não veja buracos? As nossas viaturas estão a estragar-se”, disse a fonte.
Manolo Freitas disse que a paralisação da actividade é única forma que encontraram de pressionar a edilidade, “não vimos outra forma de pressionar o município a resolver o problema das estradas. Estamos cientes do transtorno que causamos aos utentes que não têm culpa”, disse.

Comandante “sacode água do capote”

O comandante da Polícia Municipal, João Miranda, declinou-se a tecer qualquer comentário, remetendo-nos ao edil César Carvalho.
“Eu não falo nada, procurem o edil. Estou apenas a ver a situação”, disse.

Comando da Polícia diz que não tem informação de deserções de agentes da FIR

O porta-voz do Comando-Geral da Polícia, João Machava, disse esta terça-feira ao Canalmoz que não tem nenhuma informação sobre as deserções dos agentes da Força de Intervenção Rápida (FIR) em zonas de combate, nomeadamente Sadjundjira, Vunduzi, Muxúnguè e Marínguè, na província de Sofala.

O Canalmoz tem vindo a reportar histórias de jovens da Força de Intervenção Rápida (FIR) que estão a desertar das fileiras desde o dia 21 de Outubro do ano passado, quando as tropas governamentais atacaram a residência de Afonso Dhlakama, em Sadjundjira.

Dados na posse do Canalmoz indicam que os jovens que abandonam estas zonas despem o fardamento e deixam as armas, para reiniciar a vida. O jornal está na posse de uma lista confirmada de jovens da FIR que abandonaram as fileiras.

Uns fugiram a partir do campo de batalha, outros entregaram o fardamento e as armas em Maputo e deixaram a corporação. Outros ainda simplesmente deixaram de comparecer no quartel-sede da FIR, na cidade de Maputo.

Os jovens que preferem deixar a Força de Intervenção Rápida para tentarem procurar vida noutras áreas fazem-no por causa das muitas e sucessivas baixas, entre mortes e feridos, que têm estado a suceder no campo de batalha na província de Sofala.

Mas desistem, sobretudo, pelas más condições de trabalho, nomeadamente logística alimentar e remuneração que consideram inadequada.

Polícia a leste dos acontecimentos

O Canalmoz foi três vezes ao Comando-Geral da PRM para ouvir sobre as deserções maciças da FIR, mas Pedro Cossa, porta-voz da instituição – agora em férias –, disse-nos que não queria falar do assunto.

Uma das vezes abordado à saída da sala de onde semanalmente decorre o briefing policial sobre a situação criminal no País, disse que “não respondo a questões da Polícia nos corredores do Ministério do Interior. Todas as preocupações, dou satisfação num local apropriado”.

Esta terça-feira, colocado está questão em plena conferência de Imprensa, o substituto do porta-voz, Jõao Machava, disse que não tem informação sobre as deserções.
“Não tenho conhecimento dessas deserções. Tens provas? Então, pode-me contactar, estou disponível”, disse Machava.

Mais depósitos de zinco-chumbo descobertos em Tete

A mineradora australiana “Me­tals of Africa” anunciou, segunda­-feira, a descoberta de mais evi­dências de depósitos significativos de chumbo, zinco, prata e cobre, no seu projecto de metais no rio Mazoe, na província de Tete.

Os resultados da última pesqui­sa do projecto confirmam a exis­tência de um sistema de “Broken Hill Type”, nome que deriva do depósito do minério “Broken Hill”, situado em Nova Gales do Sul, Austrália, que se acredita ser o depósito de zinco-chumbo mais rico e maior do mundo.

A “Metals of Africa” afirmou que o programa de perfuração, compreendendo cinco furos que totalizam 1 719 metros, encontrou chumbo, zinco e cobre de alta qualidade, bem como prata.

Tete é a província do país mais rica em recursos naturais. Só em Moatize, segundo dados do gover­no provincial, existem reservas globais na ordem de 120 milhões de toneladas de carvão e uma re­serva industrial de 212 milhões de toneladas, o que atrai um número cada vez maior de investidores. A Vale, por exemplo, está a investir valores que superam 1 bilião de dólares americanos, desde 2012. A concorrente, Rio Tinto, está a co­locar investimentos acima dos 849 milhões de dólares só nos projec­tos de exploração de carvão.

O efeito disso é que, por todo o lado, em Tete, há vários empreen­dimentos a serem erguidos, gran­de parte dos quais que se instalam justamente para explorar as opor­tunidades criadas pelos mega­-investimentos.

“Líder da Renamo quer dinheiro” – Sérgio Vieira

O veterano de luta de libertação nacional e quadro sénior da Frelimo, Sérgio Vieira, critica duramente a oposição e diz que a Renamo é um partido criado pelo colonialismo e que só o dinheiro pode fazer Afonso Dhlakama travar o ambiente de instabilidade política.

Sérgio Vieira não podia ser mais directo: diz que Afonso Dhlakama serve interesses estrangeiros.

“A Renamo é o que sempre foi, uma organização que obedece a interesses estrangeiros: foi criada pelo Ian Smith, pelos colonialistas”, afirmou.

Para ele, o líder da “perdiz” perdeu o norte por falta de patrão. “Hoje, tem um dirigente sem orientação nenhuma, não tem patrão, não tem dinheiro e esse é o problema da Renamo”, asseverou Vieira.

O antigo combatente diz-se, igualmente, completamente desapontado com a atitude de homens armados da Renamo, devido aos ataques a alvos civis e militares, gerando até receio de o país vir a mergulhar numa guerra civil.

Canadá quer apoiar Moçambique na gestão dos recursos minerais

O ministro canadiano do Desenvolvimento Internacional, Christian Paradis, anunciou, segunda-feira, na Cidade do Cabo, alguns projectos que visam melhorar a gestão de recursos naturais em Moçambique.

Segundo um comunicado de imprensa do Ministério canadiano do Desenvolvimento, publicado pela agência de comunicação “Market Wired”, Paradis fez o referido anúncio durante uma visita à África do Sul, que terminou segunda-feira.

A fonte indica que o governante canadiano anunciou vários projectos novos que deverão ajudar Moçambique e Tanzania a gerir melhor os seus recursos naturais, de modo a assegurar que os mesmos sejam fontes de benefícios sustentáveis a longo prazo para os seus povos.

“O crescimento económico sustentável impulsionado pelo sector privado e a redução da pobreza são duas faces da mesma moeda. Esta é a razão por que o Canadá está a apoiar os governos africanos na procura de uma gestão do sector extractivo de forma mais transparente e responsável. Estamos a garantir que as comunidades tenham os maiores benefícios do desenvolvimento dos seus recursos naturais para criar prosperidade e crescimento no continente africano”, disse o governante.

Durante a sua visita à África do Sul, Paradis participou num evento onde o Centro Africano de Desenvolvimento de Recursos e o Instituto Internacional Canadiano para a Indústria Extractiva e Desenvolvimento discutiram formas de alcançar uma cooperação efectiva.

Candidatos da Frelimo e do MDM iniciam “caça ao voto” no município de Gurúè

Os dois candidatos a presidente do Conselho Municipal de Gurúè, província da Zambézia, nomeadamente Jahanguir Hussene (da Frelimo) e Orlando Janeiro (do MDM), iniciaram esta terça-feira (04) a campanha eleitoral, sensibilizando o eleitorado a votar nos seus respectivos programas de governação, sendo que, no cômputo geral, as promessas estiveram viradas à melhoria das condições de vida dos munícipes.

Recorde-se que os resultados do processo de votação decorrido naquela região da província da Zambézia no dia 20 de Novembro passado foram anulados pelo Conselho Constitucional devido a diversas irregularidades verificadas na contagem parcial.

Jahanguir Hussen, candidato da Frelimo, escalou o bairro Novo, vulgo antigo “quartel”, para fazer o lançamento da sua campanha. Aos residentes daquela zona residencial prometeu melhorar as condições de vida.

Por seu turno, Orlando Janeiro, candidato do partido Movimento Democrático de Moçambique (MDM), que esteve acompanhado do líder do partido, Daviz Simango, desfilou pelas artérias da cidade pedindo votos aos munícipes daquela autarquia, tendo apostado no contacto interpessoal.

Janeiro prometeu construir um mercado municipal para os vendedores exercerem a sua actividade condignamente, e asfaltar as vias de acesso, para além de expandir a rede de fornecimento de energia eléctrica.

Guebuza desconhece existência de Tribunal Africano de Direitos Humanos?

Uma notícia difundida pelo canal televisivo TIM (Televisão Independente de Moçambique) está a causar estranheza, de acordo com a qual a União Africana está a considerar a criação de um Tribunal Africano dos Direitos Humanos. Mais estranho ainda é o facto de o presidente da República, Armando Guebuza, ter declarado a essa estação de televisão que “as decisões finais ainda estão em elaboração”, e que “acredita que o resultado final vai ser sempre consensual”.

Já existe um Tribunal Africano dos Direitos Humanos. Foi instituído pela União Africana em 2004. Tem sede em Arusha, Tanzânia. Houve uma intensa campanha por parte de ONG de direitos humanos para que o Tribunal Africano dos Direitos Humanos entrasse em funcionamento, após a sua criação. Papel de destaque foi desempenhado pela activista de direitos humanos sul-africana, Nobuntu Mbelle.

Os membros do primeiro colectivo de juízes do Tribunal Africano dos Direitos Humanos foram eleitos em 2006. O jurista moçambicano, Gilles Cistac, viu gorada a sua tentativa de candidatar-se a membro do colectivo devido a “intromissões”’ do governo presidido por Armando Guebuza. A ministra da Justiça, Benvinda Levi, emperrou a candidatura de Cistac, acabando por impor um candidato da preferência do regime, o antigo Procurador-Geral da República, Sinai Nhatitima, sem que este tivesse passado pelo crivo da sociedade civil.

Os cidadãos moçambicanos ainda não podem recorrer ao Tribunal Africano dos Direitos Humanos. Nos termos do Protocolo Anexo à Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, relativo à Criação de um Tribunal Africano dos Direitos Humanos e dos Povos, os Estados Membros da UA devem ratificar esse Protocolo e emitir uma Declaração em que reconhecem o direito dos respectivos cidadãos recorrerem a essa instância jurídica. Dos 53 Estados Membros da União Africana, apenas 7 emitiram a Declaração. Moçambique não é um deles: Burkina Faso, Costa do Marfim, Gana, Mali, Malawi, Rwanda e Tanzânia.
O Tribunal Africano dos Direitos Humanos e dos Povos tomou a sua primeira decisão em 2009.

Beira e Chimoio sem energia eléctrica há nove dias

A cidade da Beira e Chimoio, capitais provinciais de Sofala e Manica, respectivamente, estão sem energia eléctrica da rede nacional desde a passada terça-feira, 28 de Janeiro. Feitas as contas, são 09 dias sem energia eléctrica e com as devidas consequências para os consumidores.

Quantidades avultadas de produtos alimentares já foram parar ao lixo porque suportaram apenas até onde podiam. Os cidadãos estão desesperados porque não podem realizar várias actividades ou conservar bens. O ano lectivo já arrancou e as aulas nocturnas terão de esperar. Os comerciantes fazem contas à vida e os prejuízos estão à vista e num País onde a culpa foi politicamente instruída a morrer solteira, não se vislumbra qualquer tipo de responsabilização.

A criatividade dos cidadãos e as soluções temporárias estão a esgotar-se, perante um problema que há dias deixou de ser normal. Beira é a segunda cidade mais importante do País e hoje está uma cidade fantasma quando chega a noite, a par de Chimoio, outra importante cidade da zona Centro, no vital Corredor da Beira. Como na idade da pedra, os cidadãos aproveitam a luz do dia para fazer as suas actividades.

Do lado da Electricidade de Moçambique (EDM) as informações não são animadoras, para quem já ficou uma semana sem corrente eléctrica. Fala-se do dia 15 de Fevereiro para a situação normalizar-se. Mas mesmo após o dia 15 não há garantias de que o restabelecimento da energia eléctrica volte à normalidade. “Mesmo após a conclusão das obras na central hidroeléctrica de Chicamba, as restrições prosseguirão ainda por mais algum tempo, até que se finalizem as obras de reparação quer naquela central quer na de Mavuzi,” diz o PCA da EDM.

Origem do apagão

Uma avaria grossa, nos dois transformadores da subestação eléctrica de Chibata, na província de Manica, (que garante o fornecimento da energia eléctrica às cidades da Beira e Chimoio), colocou as duas cidades num apagão nunca antes visto. Um comunicado da EDM que chegou à redacção do Canalmoz, após termos contactado a empresa a pedir esclarecimentos, refere que decorrem obras com vista a resolver a situação. Foram mobilizados dois transformadores de reserva, que se encontravam em Tete e que chegaram ao local, no domingo passado (dia 2 de Fevereiro). Fontes internas da EDM, na zona centro, falam de negligência, porque “já havia sinais que a qualquer momento os transformadores iriam ceder” e mergulhar as duas cidades num apagão sem precedentes.

Para “minimizar” o apagão a EDM passou a importar energia do Zimbabwe e suspendeu de imediato as obras de reabilitação que estavam a decorrer na central hidroeléctrica de Chicamba, localizada também na província de Manica e colocou-a a funcionar. Só que a solução é mesmo cosmética porque a energia disponibilizada nessa ginástica garante apenas 30 por cento ou menos das reais necessidades.

O Presidente do Conselho de Administração da EDM, Augusto de Sousa Fernando, visitou o local da avaria e a expectativa que tem é de que os trabalhos “estejam concluídos até 15 de Fevereiro próximo”. Ou seja, o apagão vai se prolongar por mais uma semana e meia.

A EDM informa em comunicado que a avaria aconteceu numa altura em que as duas centrais da EDM (de Chicamba e Mavuzi) encontravam-se fora de serviço, em consequência dos trabalhos de reabilitação de grande vulto, que a empresa deu início nos princípios de Janeiro corrente. Augusto de Sousa Fernando disse ainda que a situação poderia ter tido minimizada, em particular na província de Manica, caso não tivesse sido sabotada a linha de transporte de energia, que existia entre Mavuzi e Chimoio e que garantia a redundância no fornecimento da energia eléctrica à capital da província de Manica, deixando-a, deste modo, sem a segunda alternativa.
“Apelamos às autoridades e às populações, para manter a vigilância face a estas situações de vandalismo nas linhas de transporte de energia eléctrica, e não só, pois as consequências são muitas desastrosas para os nossos clientes e para o País em geral”, enfatizou.

Os dois transformadores avariados na subestação de Chibata, que interliga Cahora Bassa/Subestação de Matambo, ao sistema da zona Centro, estavam em operação há cerca de dois anos, segundo fonte independente mas muito bem informada sobre os assuntos da EDM. Essa fonte abalizada sugere que a avaria nos transformadores possa ter sido causada por desleixo nas tarefas de controlo de operação do equipamento.

Malfeitores roubam e matam na Matola

Um grupo de malfeitores ainda a monte assaltou uma residência no bairro de Tsalala, no município da Matola, em Maputo, e matou o respectivo dono.

O finado respondia pelo nome de Abílio Santos, de 40 anos. Da residência, os malfeitores retiraram vários electrodomésticos, uma máquina de costura, uma mesa de centro e quatro telemóveis.

A Polícia continua sem pistas dos malfeitores. No entanto, segundo o oficial de Imprensa, no Comando Provincial de Maputo, Emídio Mabunda, a corporação está a trabalhar de modo a localizar os autores do crime.

Chuvas e ventos fortes desalojam mais de duas mil famílias em Nampula

As chuvas que têm vindo a cair um pouco por todo o País, estão a criar estragos assinaláveis na província de Nampula. Desde que as chuvas começaram, 796 casas ficaram totalmente destruídas e 4.372 famílias desalojadas em todo o País. Só em Nampula ficaram destruídas 571 casas e 2.477 famílias desalojadas. A informação foi avançada, ontem em Maputo, pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Alberto Nkutumula.

A província de Sofala, segundo Nkutumula, também figura como uma das mais afectadas depois de Nampula. “Devido ao transbordo do Rio Buzi, nos finais de Janeiro. Sete bairros ficaram inundados, na vila sede de Buzi. 1.057 casas ficaram inundadas e 12 destruídas.”
Segundo o porta-voz 302 afectados encontram-se acolhidos em três centros de acomodação provisórios.

“A Frelimo e a Renamo não devem usar o povo como ferramenta”

O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, apelou na cidade de Nampula, norte de Moçambique, aos partidos Frelimo e Renamo para deixarem de usar o povo como uma mera ferramenta para a satisfação de interesses privados.

Falando no aeroporto de Nampula, o presidente do segundo maior partido da oposição em Moçambique apelou “a Renamo e a Frelimo para deixarem de matar os nossos concidadãos porque ninguém deve ser morto por razões político-militares. As lideranças da Frelimo e da Renamo não podem usar o povo como ferramenta para atingirem os seus interesses privados”.

Daviz Simango trabalhou em Nampula no último fim-de-semana no âmbito da preparação das bases do seu partido em vista às eleições de Outubro próximo.

Com efeito, instado a pronunciar-se sobre o “ressurgimento” da Renamo em actividades políticas, Daviz Simango mostrou-se despreocupado e disse “esse partido (MDM) trabalha dia e noite e trabalha com vários adversários políticos. Qualquer adversário que entra no jogo é natural que o MDM olha para ele como também, igual, aos outros adversários políticos. Nós, também, não temos adversários políticos de pesos pesados, são todos iguais”.

Recepção heróica e tentativa de boicote

Daviz Simango foi recebido com pompas e circunstâncias em Nampula. No aeroporto internacional de Nampula uma moldura humana o aguardava do lado de fora, pois foram impedidos de recebê-lo dentro do aeroporto tal que acontece quando dirigentes da Frelimo chegam naquela autarquia.

Na sala VIP do aeroporto de Nampula onde o líder do MDM falou a imprensa os agentes em serviço tentaram boicotar a entrevista e, foram instruídos para fomentar barulho por via de uma televisão ligada na sala com o intuito de as declarações de Daviz Simango serem captadas com ruído pela imprensa.

Cânticos e cartazes agradecendo ao MDM e ao Daviz Simango estavam espalhados pelas ruas de Nampula e, segundo apurou o Canalmoz, a iniciativa foi da inteira responsabilidade dos munícipes locais.

Detido perigoso cadastrado disfarçado de “chapeiro”

Um cidadão considerado perigoso com vários cadastros, identificado por Fichaque Adamo, 27 anos, residente no bairro de Chamanculo, caiu nas malhas da Polícia quando estava disfarçado de “chapeiro”. O jovem é acusado de vários crimes que incluem ameaça e assalto a agentes da Polícia com recurso à arma de fogo e condução ilegal.

A informação foi avançada pelo porta-voz do briefing desta terça-feira no Comando-Geral da Polícia, João Machava.

A captura do indivíduo deu-se em plena via pública. O referido cadastrado foi interpelado pela Polícia Municipal quando os agentes faziam a habitual inspecção dos transportes semi-colectivos de passageiros. O indivíduo não trazia documentos da viatura que conduzia e para se livrar da Polícia tirou uma arma do tipo pistola para intimidar os agentes.

Segundo Machava, Adamo encontra-se detido na 18ª Esquadra.

Detidos falsificadores de moeda

Estão detidos na 14ª Esquadra, Octávio José Mangule e Luís Alfredo Balande, de 19 e 18 anos, respectivamente, residentes no bairro 3 de Fevereiro, indiciados no crime de falsificação de moeda nacional. Os indivíduos foram encontrados na posse de 77 notas falsas de mil meticais. A informação foi avançada pelo porta-voz do briefing desta terça-feira no Comando-Geral da Polícia, João Machava.

Investidura dos órgãos autárquicos marcada para 6 e 7 de Fevereiro

Os órgãos autárquicos – membros das assembleias municipais e os respectivos presidentes dos conselhos municipais – eleitos nas Eleições Autárquicas de 20 de Novembro de 2013, nos 52 municípios, vão tomar posse nos dias 6 e 7 de Fevereiro.

A cerimónia terá dois momentos. No dia 6 irá decorrer a cerimónia de investidura das assembleias municipais, enquanto o dia 7 fica reservado para a tomada de posse dos presidentes dos conselhos municipais.

A cerimónia, segundo o director Nacional do Desenvolvimento Autárquico, no Ministério da Administração Estatal (MAE), Manuel Rodrigues, deverá decorrer em simultâneo em todas as autarquias.

A investidura dos membros das assembleias municipais será dirigida pelos presidentes cessantes destes órgãos. Os presidentes dos conselhos municipais serão investidos pelos presidentes das assembleias municipais locais, a serem eleitos no dia anterior, durante a primeira sessão plenária.

A nível das novas dez autarquias, a cerimónia de investidura será dirigida pelo juiz presidente do Tribunal Judicial de cada província.

Governo decreta tolerância para sexta-feira

O Governo concede tolerância de ponto na próxima sexta-feira, 07 de Fevereiro, para a investidura dos presidentes dos Conselhos Municipais eleitos nas Eleições Autárquicas do ano passado nas 52 cidades e vilas municipais.

Um comunicado do Ministério do Trabalho refere que “a ministra do Trabalho concede tolerância de ponto a todos os trabalhadores, funcionários públicos e agentes do Estado de 52 Autarquias do país, durante todo o dia 07 de Fevereiro de 2014, Sexta-Feira. Portanto, com a excepção do Município de Gurùé, Província da Zambézia”. Recorde-se que Gurué não elegeu os órgãos locais em função da anulação da votação pelo Conselho Constitucional.

A medida do Governo visa permitir que os munícipes acompanhem, na íntegra, as cerimónias de investidura dos recém-eleitos edis.

A tolerância de ponto, segundo refere, não abrange os trabalhadores cuja natureza da sua actividade não permite interrupção no interesse público, segundo refere o nº 4, do artigo 205 da Lei nº23/2007, de 1 de Agosto, Lei do Trabalho.

Entretanto, hoje é dia do Município da Matola, mas o Governo local esqueceu-se de submeter o pedido de tolerância de ponto ao Ministério do Trabalho, com dois dias de antecedência, tal como manda a Lei. Só ontem à tarde é que o município submeteu o pedido e a ministra indeferiu por ser extemporâneo. Mas advinha-se que haja muitas ausências porque muitos trabalhadores foram a casa convictos da tolerância de ponto como tem sido habitual nos dias 05 de Fevereiro.

Guebuza condecora Jorge Khálau por “actos excepcionais e sacrifício”

Com razões e critérios ainda por explicar – se é que existem –, o presidente da República, Armando Guebuza, condecorou na manhã de ontem o comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Jorge da Costa Khálau, com a “Ordem Samora Machel” do 1º Grau.

É uma condecoração atribuída com o objectivo de valorizar os actos excepcionais de coragem, sacrifício, solidariedade, empenho pessoal e dinamismo de direcção. Ou seja, na óptica de Armando Guebuza, o comandante-geral da Polícia tem-se notabilizado por actos excepcionais e sacrifício pela pátria.

Mas a nível da opinião pública, Jorge Khálau não tem assim muita boa fama de “actos excepcionais”. É duramente criticado por nada estar a fazer para combater o crime que está a atingir níveis calamitosos com os raptos a serem apontados como o pomo da incapacidade policial. Khálau tem sido amplamente criticado pela sua postura autoritária que já o fez desacatar até ordens do tribunal.

Em épocas eleitorais, a Polícia tem-se destacado como “braço armado” do partido no poder ao promover detenções de membros da oposição e facilitar enchimentos de urnas a favor do partido Frelimo.

Mas, mesmo assim, o comandante dessa mesma Polícia foi achado excepcional pelo chefe de Estado, Armando Guebuza.

O presidente da República condecorou também 111 individualidades e quatro instituições, desde as artes, as letras, a ciência e a libertação. As várias individualidades foram distinguidas com os seguintes títulos: “Herói da República de Moçambique”, “Ordem Samora Machel” DO 1º e 2º Graus, “Ordem 25 de Junho”, “Ordem Militar 25 de Setembro”, “Ordem 04 de Outubro”, “Medalha Bagamoyo”, “Medalha Veterano da Luta de Libertação de Moçambique”, “Medalha de Mérito de Polícia”, “Medalha de Mérito Académico”, “Medalha de Mérito da Ciência e Tecnologia” , “Medalha de Mérito Combate à Pobreza”, “Medalha de Mérito Artes e Letras”, “Medalha de Mérito Artes e Letras”, “Medalha de Mérito do Trabalho”.

“Moçambique continua unido”

Discursando na ocasião, o presidente da República disse que Moçambique continua unido, apesar das diferenças existentes entre diversos actores da sociedade moçambicana.

Lei Eleitoral poderá voltar a debate no parlamento

A Assembleia da República poderá (re)debater o Pacote Eleitoral, visando acomodar as exigências da Renamo sobre a revisão da Lei Eleitoral.

Reunidos na manhã do último sábado, na 26.ͣ ronda de negociações, o Governo e a Renamo deram a conhecer que, a avaliar pelos avanços que estão a registar-se no diálogo entre as partes, dentro de uma semana poderá ser convocada uma sessão extraordinária ou antecipada a sessão ordinária da Assembleia da República, para a Revisão da Lei Eleitoral, com vista a acomodar as exigências do segundo maior partido da oposição.

As partes sublinharam que tudo depende do avanço que se registar nas negociações em curso, mas garantiram que neste sábado reexaminaram o próprio pacote eleitoral em divergência, sem contudo dizer qual dos pontos foi revisitado.

Um dos aspectos que a Renamo exige do Governo e que já esteve na origem de um impasse prolongado nas negociações as partes tem que ver com a paridade nos órgãos eleitorais, nomeadamente a Comissão Nacional de Eleições e o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral.

Em conferência de Imprensa no final do encontro, o deputado Saimone Macuiana, chefe da Delegação da Renamo, e o ministro da Agricultura, José Pacheco, chefe da Delegação do Governo, deram a conhecer que houve registo de avanços no diálogo.

Ainda no sábado, as partes acordaram, segundo deu a conhecer Saimone Macuiana, que conseguiram identificar cinco personalidades nacionais que vão servir de mediadores nacionais, bem como os termos de referência para a participação dos mesmos no diálogo em curso.

Já foram confirmados os nomes do académico Lourenço do Rosário e de bispo anglicano, Dom Dinis Sengulane. Alice Mabota não deverá fazer parte do elenco de mediadores, apesar do seu nome ter sido ventilado a certa altura.

As nossas fontes admitem que o padre Filipe Couto venha a ser um dos outros três que falta revelar os nomes, entre cinco mediadores que deverão integrar este elenco no total. Os outros dois de que ainda não se conhecem os nomes serão provavelmente religiosos, um deles, ao que tudo indica, muçulmano, residente em Nampula.

No sábado José Pacheco referiu-se apenas a um entendimento sobre os observadores nacionais. Acordaram, também, que nesta fase não terão a participação de figuras internacionais para a mediação e observação.

Por outro lado, o Governo disse estar de acordo com os pontos referentes à desmilitarização da Renamo, a despartidarização do aparelho do Estado e ao encontro ao mais alto nível entre o presidente da República, Armando Guebuza, e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama. Sem terem avançado datas, as partes disseram que esta semana poderá haver entre duas ou três sessões de harmonização do pacote eleitoral a ser enviado à Assembleia da República. Não foi anunciada nem prevista a data em que os cinco observadores deverão participar no diálogo.

Fontes do Canalmoz admitem que a Renamo se prepara para ceder às exigências do Governo e aceitar um conceito de paridade diferente do que sempre exigiu.

A “paridade” que o Governo está aparentemente disposto a aceitar não é de igualdade do número de representantes de todas as bancadas parlamentares (Frelimo, Renamo e MDM). Nem mesmo de igual número de representantes da Frelimo e da Renamo.

O que apurámos que está na forja indica que a CNE passará a ter provenientes dos partidos com representação parlamentar, 07 membros da Frelimo, 05 da Renamo e 02 do MDM. Daria isso 07 para a Frelimo, no poder, e 07 para a “oposição parlamentar”. A confirmar-se este quadro, a Frelimo conseguirá impor à Renamo um quadro em que nem de longe nem de perto se parece com a paridade que a Renamo sempre quis.

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