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Sexta-feira, Outubro 23, 2026
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Confrontos mortais em Muecate após saques a donativos do INGD

Um cidadão perdeu a vida e quatro pessoas, incluindo um menor de 15 anos, ficaram feridas em confrontos entre a Polícia e populares no distrito de Muecate, na província de Nampula, norte de Moçambique. 

O incidente ocorreu após saques a armazéns do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), onde estavam armazenados alimentos e material agrícola destinados a apoiar vítimas do Ciclone Jude.

A organização Kóxukhuro, que opera nas áreas de direitos humanos e governação em Nampula, denunciou que a indignação da população resultou da exclusão de muitos beneficiários, uma vez que, mais de um mês após a entrega dos produtos pelo INGD, as listas de beneficiários, divulgadas a 15 de Outubro, continham predominantemente nomes de familiares e amigos de líderes comunitários e funcionários públicos. Esta situação gerou acusações de favorecimento e exclusão, levando centenas de pessoas a assaltar os armazéns.

Na tentativa de restaurar a ordem, a Polícia foi accionada e utilizou força para dispersar a multidão, resultando em um morto e quatro feridos. A Kóxukhuro destacou que o episódio revela não apenas a grave situação de insegurança alimentar em Muecate, mas também a fragilidade das respostas institucionais à pobreza extrema.

O Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) expressou profunda preocupação face às falhas graves das autoridades na gestão da assistência e à intervenção desproporcional da Polícia.

A organização exige, por um lado, a prestação urgente de assistência humanitária às vítimas do Ciclone Jude, que deveriam ter sido socorridas há muito tempo, e, por outro, a abertura de uma investigação para apurar as causas do incidente e responsabilizar todos os intervenientes envolvidos.

Dívida pública em Moçambique atinge níveis preocupantes e suscita alerta do Ministério das Finanças

O Ministério das Finanças alertou que a dívida pública de Moçambique poderá atingir 76,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, num cenário em que o crescimento económico médio está previsto para ser de 4,2 por cento entre 2026 e 2028.

Estas projecções foram apresentadas no Relatório de Riscos Fiscais 2026, divulgado hoje durante um seminário onde se discutiram as implicações financeiras para o país. O documento sublinha que a dívida pública se mantém elevado, ultrapassando os limites prudenciais reconhecidos a nível internacional.

O relatório revela que a dívida interna duplicou entre 2020 e 2024, evidenciando as crescentes pressões sobre as contas públicas e a urgente necessidade de fortalecer a disciplina orçamental. Entre os principais riscos assinalados encontram-se a massa salarial, os passivos contingentes das empresas públicas, os desastres naturais e as vulnerabilidades do sistema previdenciário e das autarquias locais. Destacam-se três empresas públicas – TMcel, CFM e EDM – que acolhem a maioria dos riscos financeiros, representando obrigações significativas para o Estado.

Embora Moçambique continue a apresentar uma trajectória de crescimento económico positiva, o relatório alerta que a volatilidade dos mercados internacionais, as pressões inflacionárias e choques externos poderão comprometer a estabilidade fiscal e a sustentabilidade da dívida.

O documento propõe diversas medidas de mitigação, incluindo um controle rigoroso das admissões no aparelho do Estado, o reforço da arrecadação de receitas, a diversificação da base tributária e a criação de mecanismos financeiros inovadores, como fundos soberanos e seguros paramétricos, destinados a enfrentar choques climáticos e orçamentais.

Na abertura do seminário, a Secretária Permanente do Ministério das Finanças, Albertina Forquilha, destacou que o relatório “não é apenas um documento técnico, mas um convite à acção e ao trabalho conjunto entre o Governo, o sector privado, a sociedade civil e os parceiros de cooperação, para a construção de um Moçambique fiscalmente resiliente, economicamente forte e socialmente justo.”

O evento contou com a presença de representantes da Assembleia da República, do Tribunal Administrativo, de instituições públicas e privadas, bem como da sociedade civil e parceiros de cooperação.

Instituições do Estado acumulam dívida de 192 milhões à ADRS em Gaza e Inhambane

As instituições do Estado nas províncias de Gaza e Inhambane devem, em conjunto, cerca de 192 milhões de meticais à empresa Águas da Região Sul (ADRS), com destaque para os sectores da saúde e da educação, que lideram este ranking de incumprimento. 

Este montante contribuiu para um prejuízo acumulado de mais de 540 milhões de meticais pela empresa. A informação foi divulgada em Xai-Xai, durante o lançamento da campanha de recuperação de dívidas que abrangerá mais 23 clientes até Dezembro.

Tomás Langa, Director Comercial da ADRS, destacou a gravidade da situação, afirmando que as instituições de saúde e educação são as principais devedoras. “Estamos a dizer que temos instituições a nível da educação e da saúde, que acumulam um percentual maior na ordem de 192 milhões”, afirmou Langa.

Além das instituições estatais, clientes domésticos, comerciais e industriais também enfrentam dificuldades financeiras, totalizando cerca de 540 milhões de meticais em dívida. Entre os 98 mil clientes, a maioria encontra-se na província de Gaza, abrangendo cidades como Xai-Xai, Chókwé, Chibuto, Inhambane e Maxixe.

A situação crítica das dívidas tem impacto directo na expansão e melhoria da rede de abastecimento de água, levando a empresa a iniciar uma campanha de renegociação das dívidas. “Um cliente que está com uma dívida, por exemplo, de 10 milhões, nós abrimos mais espaço, avaliando a capacidade financeira desse cliente. O mínimo pode variar entre 200 a 400 meticais, dependendo da situação”, explicou Langa, afirmando que a campanha está prevista até 31 de Dezembro e beneficiará cerca de 5 mil clientes, correspondendo a aproximadamente 23 mil pessoas.

Residente no posto administrativo de Patrice Lumumba em Xai-Xai, Blessing relatou que acumulou uma dívida de mais de 10 mil meticais, o que resultou no corte do abastecimento de água por quase um ano. “Mesmo para poder cozinhar e preparar algo para comer, era um desafio. Por conta de uma dívida de 5 mil, fiquei sem água sensivelmente por um ano e meio. Chegamos a um acordo para pagar 600 meticais mensalmente”, frisou Blessing.

Adicionalmente, a empresa tem enfrentado perdas mensais na ordem de 33 milhões de meticais devido ao roubo de água e à vandalização da rede.

Israel intensifica bombardeamentos em Gaza após acusar Hamas de romper cessar-fogo

O exército israelita lançou novos ataques aéreos esta manhã no sul de Gaza, justificando a acção como resposta a uma “flagrante violação” do cessar-fogo por parte do Hamas. A operação resultou na suspensão do acesso a ajuda humanitária no enclave.

As Forças de Defesa de Israel emitiram um comunicado a informar que, em decorrência da violação do acordo de cessar-fogo, foram iniciados bombardeamentos contra alvos considerados terroristas do Hamas, focando-se nas zonas orientais de Khan Yunis e na área de Rafah, no sul do território.

Segundo a Defesa Civil de Gaza, que opera sob a autoridade do Hamas, pelo menos 15 pessoas perderam a vida em diversas áreas da Faixa de Gaza, incluindo seis civis em Al-Zawaida, no centro, e uma mulher e duas crianças que estavam em tendas de deslocados perto de Khan Yunis. Israel está a averiguar essas alegações, reafirmando que os ataques foram uma retaliação a disparos efectuados pelo Hamas, que nega a acusação.

O Governo de Israel anunciou a suspensão da entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, citando a violação do cessar-fogo como justificação. Uma fonte governamental israelita declarou que “a transferência de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza foi suspensa até novo aviso”.

No passado sábado, o Departamento de Estado dos Estados Unidos já havia emitido um alerta sobre “relatos credíveis” de que o Hamas estaria a preparar uma “violação iminente” da trégua, a qual entrou em vigor a 9 de Outubro, mediada pelos Estados Unidos e outros países. O Presidente norte-americano, Donald Trump, destacou que não existe um prazo fixo para o desarmamento do Hamas, uma das cláusulas do acordo, mas advertiu que, caso o grupo não cumpra, poderão ser tomadas novas medidas.

O cessar-fogo estipula a retirada gradual do exército israelita da Faixa de Gaza, a libertação de reféns e prisioneiros, bem como a entrada de ajuda humanitária no território. Além disso, prevê a futura formação de um novo governo sem a participação do Hamas.

Fontes palestinianas reportaram que, hoje, pelo menos 20 pessoas foram mortas em bombardeamentos israelitas em vários locais de Gaza, marcando o episódio mais grave desde o início da trégua. Desde o início da ofensiva israelita, mais de 68 mil pessoas faleceram na Faixa de Gaza, que começou após o ataque do Hamas em 7 de Outubro de 2023, resultando em 1.200 mortos e 250 reféns em território israelita.

Mais de 1,5 milhão de pessoas podem enfrentar pobreza até 2050 devido a mudanças climáticas

Mais de 1,5 milhões de moçambicanos poderão ser empurrados para a pobreza até 2050, consequência dos impactos combinados dos choques climáticos e da degradação ambiental.

A afirmação foi feita por Salim Valá, Ministro do Planeamento e Desenvolvimento, durante a Conferência Nacional de Financiamento Climático, realizada na capital moçambicana.

O ministro advertiu que o plano de contingência do governo para a época chuvosa de 2025-2026 apresenta um défice de oito mil milhões de meticais, o que corresponde a 125,1 milhões de dólares americanos ao câmbio actual. Este dado alarmante levanta sérias preocupações sobre a capacidade do país em assegurar a resiliência climática necessária.

Valá sublinhou que Moçambique deverá mobilizar cerca de 37,2 mil milhões de dólares até 2030 para alcançar uma resiliência climática que inclua o capital humano, físico e natural. O ministro enfatizou que a incapacidade de reunir os recursos necessários poderá resultar num aumento significativo do número de pessoas em situação de vulnerabilidade social nas próximas décadas.

O ministro também fez referência a experiências bem-sucedidas que podem servir como pontos de referência, nomeadamente o mercado de carbono, que já se encontra em desenvolvimento no país, fruto de uma parceria com a Iniciativa Africana dos Mercados de Carbono. A colaboração visa o lançamento do “Plano de Activação do Mercado Nacional de Carbono”, posicionando Moçambique como potencial líder regional neste sector.

Outro exemplo destacado foi a troca de dívida com a Bélgica, que converteu 2,4 milhões de euros em investimento climático. Valá considerou que a iniciativa exemplifica como a diplomacia económica pode gerar impactos ambientais e sociais positivos concretos.

Por último, o ministro observou que Cabo Verde surge como um exemplo inspirador ao negociar trocas de dívida soberana para acções climáticas, convertendo obrigações financeiras em investimentos para a transição energética e a economia azul, contribuindo assim para fundos de resiliência nacional e promovendo a sustentabilidade financeira e a autonomia no desenvolvimento.

Nampula: INAS retoma pagamento do subsídio de apoio à COVID-19 após três anos de atraso

O Instituto Nacional de Ação Social (INAS) anunciou o início do pagamento do subsídio destinado a famílias vulneráveis em Nampula, uma medida que chega três anos após a promessa de apoio social em resposta à pandemia de COVID-19.

A partir desta semana, quase 137 mil famílias na província do norte de Moçambique irão beneficiar deste apoio.

O processo de pagamento, que esteve suspenso devido à falta de fundos e à necessidade de ajustes no sistema, será realizado através de transferências electrónicas directas para os telemóveis dos beneficiários. Esta alteração visa aumentar a transparência e minimizar o risco de desvios, conforme destacou o delegado provincial do INAS, Assane Juma.

“Os valores serão creditados directamente nas contas móveis, e os pagamentos ocorrerão de forma sequencial”, afirmou Juma, revelando que a fase de preparação iniciou a 8 de Outubro, com o registo dos beneficiários e a abertura de contas.

Cada família receberá um montante de 1500 meticais, correspondente a um mês de apoio. Apesar de o Governo ter prometido um total de seis meses de subsídio durante a pandemia, apenas dois meses foram pagos anteriormente. Com a retoma do processo, o INAS procura agir dentro das “possibilidades actuais”, conforme citado pelo portal Ngani.

A nova abordagem digital visa eliminar as longas filas e os pagamentos em espécie, que anteriormente geravam denúncias de corrupção. “Este sistema é mais seguro e diminui o risco de fraudes. Os dados serão cruzados por três plataformas diferentes, com o apoio do Programa Mundial de Alimentação e da empresa Sepa”, garantiu o delegado.

Entretanto, alguns beneficiários poderão ter dificuldades em ser localizados, devido a mudanças de residência ou emigração. O INAS afirmou que nenhuma família ficará excluída deste apoio. O subsídio, embora considerado modesto, é visto como um alívio num contexto de crescente vulnerabilidade social em Nampula. “É pouco, mas chega numa hora difícil”, comentou uma fonte local do programa.

Com o suporte técnico e financeiro do Programa Mundial de Alimentação (PMA), o INAS compromete-se a acompanhar de perto a operação, especialmente em áreas rurais onde a literacia digital é baixa, assegurando que o auxílio chegue efetivamente a quem dele necessita.

Nampula reforça apoio às mulheres rurais para combater a fome e promover a nutrição

O governo da província de Nampula, a mais populosa de Moçambique, apelou às mais de 70 mil produtoras rurais para se empenharem na produção alimentar, visando a promoção da saúde e nutrição das famílias.

O apelo foi feito pelo director provincial da Agricultura e Pescas, Manuel Chicamisse, durante a celebração do Dia Internacional da Mulher Rural, a 15 de Outubro, e do Dia Mundial da Alimentação, a 16 de Outubro, realizado em Namachilo, no distrito de Rapale.

De acordo com dados oficiais, Nampula conta com 178.123 produtores familiares, dos quais 71.250, ou seja, cerca de 40 por cento, são mulheres. Chicamisse sublinhou a importância de promover a diversificação alimentar e fortalecer o empoderamento das mulheres rurais. Entre as iniciativas destacadas estão o apoio técnico, a introdução de culturas resilientes, o acesso a insumos agrícolas, o fomento da piscicultura e o estímulo ao cooperativismo.

O director provincial fez uma menção especial às mulheres, reconhecendo o seu papel essencial no processamento da produção agrária e na garantia de que os nutrientes sejam disponibilizados à população. Ele reiterou o compromisso do governo em promover alimentação saudável, sustentável e acessível para todos.

A província de Nampula enfrenta uma elevada taxa de desnutrição, que se cifra em 46.7 por cento entre mulheres e crianças menores de cinco anos, superando a média nacional de 38 por cento. Chicamisse enfatizou que o Dia Mundial da Alimentação deve ser visto como um momento de reflexão sobre os desafios e oportunidades na luta contra a fome e a má nutrição, sublinhando a importância das mulheres rurais como pilares na produção alimentar.

Dados das Nações Unidas apontam que, até 2023, as mulheres constituem cerca de 40 por cento da força de trabalho agrícola a nível global, com participação ainda mais significativa em certas regiões da África e da Ásia. No entanto, as mulheres enfrentam limitações no acesso a recursos essenciais, como direitos à terra, crédito, educação e tecnologia.

Este ano, o Dia Internacional da Mulher Rural foi celebrado sob o lema “De mãos dadas pelas mulheres rurais”, enquanto o Dia Mundial da Alimentação teve como tema “De mãos dadas por melhores alimentos e um futuro melhor”, coincidentemente com o 80.º aniversário da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Plano de contingência para a época chuvosa em Moçambique apresenta défice de 8 mil milhões de meticais

O Plano de Contingência para a época chuvosa, que se inicia em Outubro e se estende até Abril de 2026, regista um défice considerável de oito mil milhões de meticais, cavando ainda mais o fosso em relação aos 14 mil milhões de meticais necessários para a sua execução.

A revelação foi feita pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, durante a habitual conferência de imprensa que ocorreu após a 35ª sessão do Conselho, realizada em Maputo. Impissa, que também assume o cargo de ministro da Administração Estatal e Função Pública, alertou para a possibilidade de cerca de quatro milhões de cidadãos serem afectados durante esta época chuvosa e ciclónica.

O governo elaborou quatro cenários para a situação. O cenário mínimo prevê que menos de um milhão de pessoas possa ser impactado. Contudo, nas previsões mais realistas, o Executivo projecta que entre 1,2 a 2,0 milhões de pessoas possam ser afectadas. “A análise realizada pelas nossas equipas sugere que, se ocorrerem as previsões conforme projectadas, estaremos mais propensos ao segundo cenário, que abrange uma população entre 1,2 e 2 milhões”, afirmou Impissa.

Moçambique tem sido, de forma recorrente, alvo de diversas ameaças naturais, incluindo cheias, inundações urbanas, secas, ciclones tropicais e epidemias, que invariavelmente provocam danos humanos e materiais significativos. Em Julho, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres indicou que cerca de 64 dos 154 distritos do país poderão ser afectados por essas contingências.

Impissa enfatizou que “a boa parte da resposta para os desastres reside no comportamento dos nossos concidadãos” nos próximos seis meses, período em que decorre a época chuvosa. As autoridades devem, segundo o porta-voz, estar preparadas para realizar uma avaliação precisa com base nos dados disponíveis, de forma a mitigar os desastres.

O governo antecipa, ainda, que o desfazimento do défice pode ser alcançado através de diferentes fontes de financiamento, como seguros parametrizados, acções proactivas contra a seca e cheias, ciclones, bem como doações em espécie ou monetárias.

Advogados moçambicanos exigem justiça por Elvino Dias

Hoje, dezenas de advogados moçambicanos dirigiram-se ao local do homicídio de Elvino Dias, conhecido como o “advogado do povo”, onde também perdeu a vida Paulo Guambe, apoiantes do ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane. 

O grupo pediu justiça e manifestou a sua preocupação relativamente à “bipolarização” da sociedade.

Carlos Martins, bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM), fez uma declaração contundente ao depositar uma coroa de flores no local do crime, situado na avenida Joaquim Chissano, no centro de Maputo. O duplo homicídio ocorreu na noite de 18 para 19 de Outubro de 2024, apenas dias após as eleições gerais, e continua sem esclarecimento. “Há uma morosidade processual inaceitável”, afirmou Martins.

O bastonário sublinhou que a OAM faz parte do sistema da Administração da Justiça e que o ataque não foi apenas um ataque à advocacia, mas sim um ataque a todos os pilares da Justiça. “Devemos fazer mais para que, efectivamente, este caso seja esclarecido”, apelou Martins, que marchou com outros advogados desde a sede da OAM até ao local do crime, por volta das 08:30 locais.

Martins expressou a sua esperança em relação à resolução do caso: “Nós acreditamos. Ainda passa um ano, é muito, mas acreditamos que se faça Justiça. Há vários outros crimes que não foram esclarecidos até hoje, e preocupa-nos o autoritarismo que tomou conta da própria sociedade.”

O crime de Elvino Dias, que ocorria em um contexto de contestações populares ao processo eleitoral, resultou em um clima de violência que se prolongou por mais de cinco meses, com cerca de 400 mortes.

Dias, que se destacou por defender causas sociais e apoiar os mais desfavorecidos, foi assassinado em uma emboscada enquanto era assessor jurídico de Venâncio Mondlane. O seu carro foi interceptado por duas viaturas, de onde homens armados dispararam várias vezes, resultando na morte de Dias, de 45 anos, e de Paulo Guambe, mandatário do partido Podemos.

“A bipolarização também não ajuda. Ou é do contra ou é da oposição. Devemos desmistificar isso e acreditar que podemos ter uma sociedade plural, onde a divergência de opinião não representa uma ameaça”, criticou Martins, salientando que a OAM deseja mostrar à sociedade que é possível coexistir com ideias diferentes.

“As diferenças só nos fortalecem e não nos podem dividir”, concluiu o bastonário, reforçando o compromisso da Ordem e dos advogados na defesa do Estado de Direito, da Constituição, da democracia e dos direitos fundamentais.

Vagas de emprego do dia 20 de Outubro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 20 de Outubro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Diretor de Procurement e Logística – Projeto

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Diretor de Procurement e Logística – Projeto. Saiba mais.

2. Vaga para Encarregado Geral – Projeto

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Encarregado Geral – Projeto. Saiba mais.

3. Vaga para Gender Analyst

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Gender Analyst. Saiba mais.

4. Vaga para Líder de Protecção Social e Género para o projecto LINK/MEGA LINK (LPSG)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Protecção Social e Género para o projecto LINK/MEGA LINK (LPSG). Saiba mais.

5. Vaga para Responsável – Supply Chain (Maputo)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável – Supply Chain (Maputo). Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Receptionist/ Administrative Assistant

A International Organization for Migration (IOM) pretende recrutar um (1) Receptionist/ Administrative Assistant. Saiba mais.

2. Vaga para Agente de Call Center e Followup

A GiveDirectly (GD) pretende recrutar um (1) Agente de Call Center e Followup. Saiba mais.

3. Vaga para Health Systems Strengthening Experts

A Management Sciences for Health (MSH) pretende recrutar um (1) Health Systems Strengthening Experts. Saiba mais.

4. Vagas para Graduados

A Vodacom pretende recrutar Graduados – Programa de Graduados Vodacom 2025. Saiba mais.

5. Vaga para Procurement Intern

A DP World pretende recrutar um (1) Procurement Intern. Saiba mais.

6. Vaga para Cost Controls Specialist

A CB&I pretende recrutar um (1) Cost Controls Specialist. Saiba mais.

7. Vagas para Promotores de Vendas

A Angel Supplies, Lda uma empresa que actua no ramo de importação, representação comercial e venda de produtos diversos, pretende recrutar Promotores de Vendas. Saiba mais.

8. Vaga para Promotor/a de Vendas

A empresa AKA SOLUTION, LDA, localizada em Maputo, Cidade da Matola, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Profissional em Marketing (Promotora de Vendas). Saiba mais.

9. Vaga para Consultoria para o Estudo de Linha de Base (Baseline Report) do Programa WVL-Aliadas

O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um/a (1) Consultoria para o Estudo de Linha de Base (Baseline Report) do Programa WVL-Aliadas. Saiba mais.

10. Vaga para Quality Inspector

A McDermott International pretende recrutar um (1) Quality Inspector. Saiba mais.

11. Vaga para Consultor para Registo e Divulgação de uma Marca Coletiva das Cooperativas

A Associação ESMABAMA pretende recrutar um (1) Consultor para Registo e Divulgação de uma Marca Coletiva das Cooperativas. Saiba mais.

12. Vaga para Gestor de Projecto

A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Projecto. Saiba mais.

13. Vagas para Inquiridores

A empresa Intercampus – Estudos de Mercado, Lda. presente em Moçambique desde 2007, pretende recrutar Inquiridores. Saiba mais.

14. Vaga para Técnico Superior em Contabilidade

Uma empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente integrada no Grupo “A”, pretende reforçar a sua equipa em Maputo com a admissão de um(a) Técnico(a) Superior em Contabilidade. Saiba mais.

15. Vagas para Docentes a Tempo Parcial

A Universidade Wutivi (UniTiva) pretende recrutar quarenta (40) Docentes a Tempo Parcial. Saiba mais.

16. Vaga para TAR & Maintenance Specialist

A RINA pretende recrutar um (1) TAR & Maintenance Specialist. Saiba mais.

17. Vaga para Administrative Assistant

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Administrative Assistant. Saiba mais.

18. Vaga para Motorista para a Recolha de Resíduos

A Zero Waste Offshore, Lda., empresa especializada em gestão de resíduos e soluções ambientais sustentáveis, está a recrutar um (1) Motorista para a Recolha de Resíduos. Saiba mais.

19. Vaga para Cluster Supervisor-Manica

A Vodafone pretende recrutar um (1) Cluster Supervisor-Manica. Saiba mais.

20. Vaga para Specialist: M-Pesa MIS Data Engineer

A Vodafone pretende recrutar um (1) Specialist: M-Pesa MIS Data Engineer. Saiba mais.

21. Vaga para Head Chef

A RA International pretende recrutar um (1) Head Chef. Saiba mais.

22. Vaga para Cabeleireira

O Salão & Boutique Canaã pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Cabeleireira. Saiba mais.

23. Vaga para Barbeiro

O Salão & Boutique Canaã pretende recrutar um (1) Barbeiro. Saiba mais.

24. Vaga para Agente de Angariação e Vendas

A Canaã Prestige pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Agente de Angariação e Vendas. Saiba mais.

Motorista de Yango torturado e assassinado na Matola

Um jovem de aproximadamente 40 anos, motorista de táxi por aplicativo, foi torturado e assassinado na madrugada de quarta-feira, no município da Matola. 

Este caso eleva para cinco o número de motoristas de Yango que perderam a vida nas últimas semanas.

O motorista, cuja identidade não foi revelada, desapareceu no dia 14 de Outubro, e dois dias depois o seu corpo foi encontrado abandonado numa mata no bairro Machava-sede.

O cadáver estava amarrado e evidenciava sinais de agressões físicas, o que gerou revolta nas redes sociais e entre amigos e conhecidos da vítima, que expressaram a sua indignação em mensagens de repúdio.

Inflação em Moçambique regista novo aumento e eleva custo de vida

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Moçambique registou um aumento de 4,93% em Setembro, conforme indicam os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE). Este é o segundo mês consecutivo de subida do custo de vida, após um incremento de 4,79% em Agosto.

Os produtos alimentares, as bebidas não-alcoólicas e os preços de aquisição de veículos automóveis foram os principais responsáveis pelo aumento da inflação anual em Setembro. Os dados foram recolhidos em várias cidades, incluindo Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e na província de Inhambane.

Comparativamente a Setembro do ano anterior, todos os locais onde o INE realizou a recolha de preços apresentaram aumentos no custo de vida. A cidade de Tete destacou-se com o maior incremento, de aproximadamente 9,74%, seguida por Quelimane, que registou uma subida de 5,77%.

Os restantes pontos apresentaram as seguintes variações: em Xai-Xai, os preços aumentaram 5,42%; em Chimoio, 5,13%; na província de Inhambane, 4,96%; em Maputo, 3,85%; na Beira, 3,82%; e em Nampula, 3,80%.

As divisões de Alimentação e bebidas não-alcoólicas, assim como Restaurantes, hotéis e cafés, foram as que mais aumentaram os preços, com variações de cerca de 11,85% e 9,01%, respectivamente.

STF reabre inquérito contra Jair Bolsonaro por suposta interferência na Polícia Federal

O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil decidiu reabrir um inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, anteriormente arquivado em 2022, por suposta interferência política ilegal na Polícia Federal (PF). 

A reabertura foi autorizada na quinta-feira pelo juiz Alexandre de Moraes, em resposta a um pedido do procurador-geral do Brasil, Paulo Gonet.

Gonet contestou a decisão do seu antecessor, que havia arquivado o inquérito em Março de 2022, durante o mandato de Bolsonaro, alegando falta de provas. O inquérito original foi instaurado em Abril de 2020, após a renúncia de Sergio Moro ao cargo de ministro da Justiça, na sequência de alegações de tentativa de interferência do Presidente na PF.

Sergio Moro, ex-juiz responsável pela condenação de Luiz Inácio Lula da Silva em um caso de corrupção posteriormente anulado, acusou Bolsonaro de exigir mudanças na liderança da PF para proteger dois de seus filhos — o senador Flávio Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro — que eram alvos de investigações por parte da polícia.

Moro afirmou que a pressão para interferir na PF foi evidente numa reunião ministerial realizada a 22 de Abril de 2020, poucos dias antes da sua demissão. As imagens gravadas mostram Bolsonaro expressando descontentamento pela falta de informações da PF e anunciando suas intenções de mudar a direcção da polícia, o que ocorreu após a saída de Moro.

No pedido de reabertura do inquérito, Paulo Gonet apresentou novas provas que justificariam a necessidade de investigar se ocorreu, de fato, interferência indevida na PF.

Jair Bolsonaro, actualmente em prisão domiciliária desde 4 de Agosto, foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022 para Lula da Silva. A decisão sobre a reabertura do inquérito é parte de um processo distinto relacionado à tentativa de golpe, sentenciado em 11 de Setembro e ainda pode ser objecto de recurso.

Além disso, o ex-presidente e o deputado Eduardo Bolsonaro, seu filho, são investigados por tentativas de incitar o governo dos Estados Unidos a sancionar juízes e autoridades brasileiras em resposta ao julgamento, resultando em tarifas elevadas sobre produtos brasileiros e na revogação de vistos de vários juízes do STF e funcionários do Governo. Na segunda-feira, Alexandre de Moraes decidiu manter Jair Bolsonaro em prisão domiciliária.

União Africana suspende Madagáscar após tomada de poder militar e destituição de Rajoelina

A União Africana (UA) anunciou a suspensão de Madagáscar, um passo que tem efeitos imediatos. Esta decisão surge um dia após a tomada do poder pelos militares, que destituíram o presidente Andry Rajoelina, segundo a agência de notícias AFP.

O anúncio foi feito por Fortune Charumbira, presidente do parlamento pan-africano. Rajoelina, de 51 anos, confirmou que abandonou o país após semanas de protestos populares que culminaram na intervenção militar. De acordo com um comunicado da presidência malgaxe, o ex-chefe de Estado deixou Madagáscar entre sábado e domingo, em resposta a “ameaças explícitas e extremamente sérias contra a sua vida”.

Relatos indicam que Rajoelina foi evacuado num avião militar francês. Na segunda-feira, o ex-presidente declarou estar refugiado num “local seguro”, sem fornecer mais pormenores. Rajoelina, que chegou ao poder em 2009 após um golpe de Estado, acusou a Assembleia Nacional de se unir aos militares para depô-lo.

Os militares, sob a liderança do coronel Michael Randrianirina, estão previstos para tomarem posse formal na próxima sexta-feira, dia 17. A destituição de Rajoelina ocorre no contexto de um movimento de protesto iniciado por jovens a 25 de setembro, exigindo melhorias nas condições de acesso à água e à energia eléctrica.

A comunidade internacional manifestou preocupação com os desenvolvimentos em Madagáscar, e a Organização das Nações Unidas (ONU) descreveu a situação como uma tomada de poder “inconstitucional”. O país insular é o mais recente a experimentar um controlo militar, juntando-se a uma lista de ex-colónias francesas que sofreram mudanças de regime desde 2020, incluindo Mali, Burkina Faso, Níger, Gabão e Guiné-Conacri.

Avaria na subestação de Inchope deixa mais de 19 mil clientes sem energia eléctrica

A Electricidade de Moçambique (EDM) anunciou uma interrupção no fornecimento de energia eléctrica em várias áreas das províncias de Manica e Sofala, devido a uma avaria registada na Subestação de Inchope.

As localidades afectadas incluem partes do município de Inchope e o distrito de Gorongosa, resultando na privação temporária de energia para cerca de 19.350 clientes.

A EDM informou que equipas técnicas estão a trabalhar no local para reparar a avaria e restabelecer o fornecimento de electricidade o mais rapidamente possível.

A empresa solicitou a colaboração dos clientes na identificação de possíveis anomalias e recordou que, durante o período de intervenção, todas as instalações eléctricas devem ser consideradas como estando em tensão.

ONU condena mudança de Governo em Madagáscar

O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou a recente “mudança inconstitucional” de governo em Madagáscar, ocorrida na quinta-feira, e fez um apelo à restauração do Estado de Direito no país. 

Em conferência de imprensa, o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, declarou: “O Secretário-Geral condena a mudança inconstitucional de governo em Madagáscar e apela à restauração da ordem constitucional e do Estado de Direito”.

Dujarric também elogiou a decisão da União Africana de suspender Madagáscar da organização, evidenciando a seriedade da situação política no país.

Por outro lado, o novo líder militar, Michael Randrianirina, defendeu que a recente transição de poder não deve ser classificada como um golpe de Estado, uma vez que o Presidente Andry Rajoelina havia abandonado o país antes dos eventos. “Um golpe de Estado é quando os soldados entram no palácio presidencial com armas. Atiram. Há derramamento de sangue (…) Isso não é um golpe de Estado”, afirmou o coronel Randrianirina à imprensa.

Relatório oficial aponta engenharia inadequada como causa da implosão do submersível Titan

Um relatório publicado pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos revelou que a implosão do submersível Titan, ocorrida em Junho de 2023, foi resultado de “engenharia inadequada” por parte da OceanGate. 

A investigação concluiu que a empresa não realizou os testes necessários, o que comprometeu a segurança e a resistência do submersível.

Segundo o documento, uma série de problemas de engenharia e uma avaliação incorrecta dos dados do sistema de monitorização contribuíram para a tragédia. A delaminação e os danos acumulados na caldeira de pressão, identificados entre o mergulho 82 e o mergulho do acidente (mergulho 88), levaram a uma falha local que culminou na implosão do Titan.

O relatório sublinha que o processo de engenharia da OceanGate não apenas era inadequado, como também resultou em falhas que impediam o submersível de cumprir os critérios essenciais de resistência e durabilidade. Além disso, a empresa falhou em testar devidamente o Titan, o que significava que não tinha conhecimento do estado real da embarcação ou de eventuais danos.

O Titan desapareceu no Atlântico Norte enquanto tentava mergulhar até aos destroços do Titanic, localizado a cerca de 600 quilómetros de St. John’s, em Newfoundland e Labrador, no Canadá. Quatro dias após a perda de contacto com o navio de apoio, os destroços foram finalmente localizados.

O incidente resultou na morte de cinco pessoas, incluindo o CEO da OceanGate, Stockton Rush, o oceanógrafo francês Paul-Henri Nargeolet, o empresário Hamish Harding, e o empresário paquistanês-britânico Shahzada Dawood, acompanhado pelo seu filho Suleman, de 19 anos.

Um relatório anterior da Guarda Costeira norte-americana já havia afirmado que o submersível não deveria ter estado em operação, apontando falhas de resposta por parte das autoridades competentes, incluindo a falta de seguimento a denúncias feitas à OSHA sobre a segurança do Titan. A OceanGate tinha detectado anomalias no casco em 2022, mas não hesitou em prosseguir com novas expedições.

Filho do Presidente boliviano libertado após detenção

Luis Marcelo Arce Mosqueira, filho do Presidente da Bolívia, Luis Arce, foi libertado após ser detido no âmbito de uma investigação relacionada com “violência doméstica”. 

A decisão foi anunciada pelo Ministério Público, que informou que um juiz condenou o jovem de 33 anos a cinco meses de acompanhamento psicológico.

A detenção de Luis Marcelo ocorreu na quinta-feira, na sequência de um mandado emitido pelo Ministério Público em setembro, devido a uma acusação de “violência familiar ou doméstica”. Imagens veiculadas pela comunicação social local mostram o acusado a deixar a sala de audiências num tribunal em Santa Cruz, coberto por um boné e uma máscara cirúrgica.

A procuradora Jessica Echeverria, responsável pelo caso, revelou que o juiz ordenou terapia, apesar da oposição do Ministério Público, que já apresentou um recurso. A audiência contou com a presença da vítima, que esteve acompanhada por um advogado e solicitou a retirada das acusações.

O juiz reclassificou o caso como “conciliação diferida”, um procedimento que visa facilitar um acordo amigável entre as partes. O Ministério Público, que havia solicitado a prisão preventiva de Luis Marcelo por 180 dias, viu sua solicitação rejeitada.

Luis Marcelo Arce Mosqueira, pai de três filhos, enfrenta também uma queixa apresentada por uma ex-funcionária da autoridade mineira, que o acusa de ter abandonado a família quando ficou grávida, em 2024. Este caso permanece sob investigação.

Entretanto, o Presidente Luis Arce não se pronunciou publicamente sobre a situação de seu filho. O líder boliviano decidiu não se recandidatar à presidência, num contexto em que a direita conquistou a maioria no parlamento, após duas décadas de domínio do Movimento para o Socialismo (MAS).

O próximo domingo será decisivo, com os bolivianos a irem às urnas para eleger um novo Presidente entre os candidatos Jorge Quiroga, da Aliança Livre, e Rodrigo Paz Pereira, do Partido Democrata Cristão. Esta eleição marca a primeira vez na história do país que uma segunda volta presidencial será realizada.

Na primeira volta, realizada a 17 de agosto, Rodrigo Paz Pereira, senador de centro-direita e filho do antigo Presidente Jaime Paz Zamora, obteve 32,06% dos votos, enquanto Jorge Quiroga alcançou 26,70%.

Esta eleição decorre num período de crise económica, caracterizada pela escassez de moeda estrangeira e combustível. O Governo de Arce tem enfrentado desafios significativos, tendo esgotado praticamente as reservas cambiais para sustentar a política de subsídios aos combustíveis, com a Bolívia a registar uma inflação anual de quase 25% em julho, o que representa um recorde desde pelo menos 2008. Quase 7,6 milhões de cidadãos estão convocados a votar.

Explosão em prédio de Bucareste resulta em três mortes e vários feridos

Uma explosão devastadora num edifício residencial em Bucareste resultou na morte de pelo menos três pessoas e deixou 13 feridas.

O incidente destruiu os quinto e sexto andares de um prédio de oito andares, provocando um cenário de caos e desespero.

Segundo o Ministério da Saúde romeno, as vítimas que sobreviveram apresentam queimaduras graves e politraumatismos. As autoridades locais estão a investigar as causas da explosão, que ainda permanecem indefinidas. Como medida de precaução, o fornecimento de gás na área foi interrompido.

No local da tragédia, mais de uma dúzia de veículos de emergência foram mobilizados, incluindo 11 carros de bombeiros e quatro unidades móveis de cuidados intensivos, para prestar assistência às vítimas. As equipas de resgate realizaram intensas operações de busca, com o intuito de localizar qualquer pessoa que pudesse ter ficado presa entre os escombros.

Todos os residentes do edifício foram evacuados com segurança. Além disso, uma escola nas proximidades também foi evacuada, conforme relatado pela Inspecção Escolar de Bucareste. A situação continua a ser monitorizada pelas autoridades, enquanto as investigações sobre a causa da explosão prosseguem.

Atentado aéreo paquistanês causa mortes de civis no Afeganistão

Uma ofensiva militar levada a cabo pelo Paquistão resultou na morte de pelo menos 10 civis e ferimentos em outros 12, na província de Paktika, situada na fronteira afegã. 

A informação foi confirmada por um funcionário hospitalar da região, que pediu anonimato. Entre os mortos, encontram-se duas crianças.

Relatos iniciais indicam que a maioria das vítimas eram jogadores de críquete. Um responsável pela associação afegã de críquete informou que oito atletas da equipa, que se dirigia para um torneio, perderam a vida no ataque aéreo enquanto se encontravam alojados em um albergue.

As tensões aumentaram após Cabul ter acusado o Paquistão de reiniciar os ataques em território afegão, após um breve cessar-fogo que trouxe um alívio temporário à região, iniciado dois dias antes. As autoridades talibãs, que reassumiram o controle do Afeganistão em Agosto de 2021, relataram que o Paquistão quebrou a trégua ao bombardear três localidades na província de Paktika.

Um alto responsável talibã, que também pediu para não ser identificado, alertou para uma possível retaliação por parte de Cabul, sob a condição de que as forças paquistanesas continuem a atacar. O porta-voz do governo talibã, Zabihullah Mujahid, enfatizou que os soldados afegãos receberam instruções para não atacar, a menos que fossem provocados pelas forças paquistanesas.

Em declarações a um canal de televisão afegão, Mujahid também mencionou que “negociações” poderiam oferecer uma solução para os conflitos, embora não tenha explorado a possibilidade de diálogos com o Paquistão. Até às 18:00 locais, hora em que o cessar-fogo expirou, não haviam sido anunciadas extensões ou discussões oficiais entre as partes envolvidas.

Shafqat Ali Khan, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros paquistanês, declarou que o país esforçava-se para manter a trégua. A agência espanhola Europa Press, citando a Tolo News, reportou que os negociadores talibãs afirmaram ter acordado uma prorrogação do cessar-fogo por mais 48 horas.

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