O Conselho Nacional da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) tomou uma decisão significativa ao expulsar António Muchanga do partido, numa votação realizada na quinta-feira (22), que resultou em 13 votos a favor e dois contra.
A sessão do órgão deliberativo teve lugar em Maputo e culminou num intenso debate que iniciou na noite anterior.
Durante a discussão, a secretária-geral da RENAMO, Clementina Bomba, e o dirigente da Liga Juvenil do partido, Ivan Mazanga, foram os únicos a votar contra a expulsão. Bomba destacou os potenciais impactos políticos da decisão, alertando para o risco de intensificação das divisões internas e a possível saída de outros militantes.
A expulsão de Muchanga ocorre em um contexto já marcado por tensões entre ele e a liderança de Ossufo Momade, sendo que o ex-deputado tem demonstrado publicamente a sua contestação à direcção do partido e têm exigido mudanças na presidência. Essas divergências levaram previamente à imposição de uma sanção disciplinar a Muchanga.
Outros militantes, entre os quais João Machava, Edgar da Silva de Jesus, Arone Alfiado Lavanhane, Torina Francisco Miquitae e Orlando Cuna, foram igualmente mencionados como candidatos a eventuais medidas disciplinares. Contudo, apenas o caso de Muchanga foi submetido à votação até ao momento, sem informações adicionais sobre a situação dos restantes.
A expulsão de António Muchanga poderá acentuar as disputas internas de um partido que enfrenta desafios em sua liderança e procura estabelecer os seus próximos passos na política moçambicana. Até ao presente, não foram reveladas as razões formais da decisão nem a possível reacção de Muchanga a este desfecho.

















