Bastou a Abdul Baqi, de 22 anos, ter dito dito aos seus familiares que queria casar com a sua namorada para estes lhe arrancarem os olhos, revela o Metro. Inicialmente, como o jovem explicou, o seu pai “concordou” mas depois mudou de ideias.
“Três horas depois fui levado para um quarto pelo meu pai e pelos meus quatro irmãos. Eles amarraram-me a uma cama e começaram a arrancar-me os olhos”, contou Baqi. O jovem diz que o pai utilizou a parte de trás de uma colher para lhe tirar os olhos. Depois usou uma faca para lhe arrancar as veias.
Quando lhe tiraram o primeiro olho, Baqi implorou para que o deixassem ficar com o outro. Mas os familiares arrancaram o outro olho também. “Quando acabaram, pedi-lhes para me matarem mas eles responderam que queriam fazer de mim um exemplo para os outros rapazes da aldeia”.
Baqi foi depois levado para o hospital. A polícia já deteve o pai de Baqi e dois dos seus irmãos envolvidos no incidente. As autoridades ainda estão à procura dos outros dois irmãos.
Terminou o recenseamento eleitoral em Moçambique. Autoridades falam numa adesão de 80% em todo o país, mas Renamo pede prolongamento do processo. Na província do Niassa, houve uma fraca afluência dos eleitores.
Assane Saíde só se recenseou no último dia. O residente de Lichinga, no norte de Moçambique, conta que não teve tempo antes. A poucas horas do fecho dos postos de recenseamento, decidiu pôr tudo de lado para se ir registar.
“Achei melhor correr e não perder esse recenseamento. Tenho que fazer tudo o possível para me poder recensear. Assim, paralisei tudo”, afirma em entrevista à DW África.
Como Saíde, outros eleitores na província do Niassa só se foram recensear à última hora. A eleitora Rosalina Faustino também se foi recensear no último dia. Já tinha tentado antes, só que, cada vez que ia ao posto de recenseamento, havia sempre muita gente à espera. No último dia do recenseamento para as eleições autárquicas de 10 de Outubro, encontrou novamente “confusão”.
“A organização está mais ou menos. Há pessoas que vêm e entram e nós chegámos aqui às sete horas e estamos aqui até agora”, disse.
Em geral, fraca afluência
Há muita gente que ficou por registar no Niassa, segundo o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE).
Na província, o recenseamento decorreu nas cinco autarquias: Lichinga, Cuamba, Lago, Mandimba e Marrupa. Até 16 de maio, as autoridades conseguiram registar 330.500 eleitores de uma projecção de 568.293 potenciais eleitores na província.
Ainda assim, o STAE no Niassa faz, em geral, um balanço positivo do processo – com uma excepção: o recenseamento na autarquia de Mandimba.
“Na área rural, o recenseamento não teve um desempenho desejado e nós, como órgãos eleitorais na província, estamos preocupados com isso. Já estamos a fazer os termos de referência para brevemente fazermos um estudo no sentido de encontramos algumas soluções”, frisou Benedito Alberto, diretor provincial do STAE no Niassa em entrevista à DW África.
Renamo pede prolongamento
O analista político Sarmento Bacelar lamenta a fraca afluência ao recenseamento: “Isso demonstra que o cidadão, o próprio eleitor, não conhece a importância do processo eleitoral. Porque, se soubesse da importância, aderiria a este processo logo desde o primeiro dia.”
O maior partido da oposição, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), critica, no entanto, a forma como decorreu o recenseamento. Para João Muchane, delegado político da Renamo no distrito de Cuamba, a má organização contribuiu para a fraca afluência.
“Em alguns postos, não houve afluência de eleitores por causa de morosidades. Assim, no momento em que não conseguimos atingir a meta, algo estranho existiu. O que estamos a pedir é a prorrogação do processo, para cumprirmos a meta”, afirma.
Segundo o STAE, os últimos dados indicavam o registo de 80% dos potenciais eleitores a nível nacional.
O Centro de Integridade Pública (CIP) disse, por sua vez, que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) “pode atingir 90% de potenciais eleitores recenseados, mas somente porque cortou as metas de total de eleitores a registar por três vezes”.
A população do bairro da Matola C saiu à rua para reivindicar a construção de uma ponteca ou colocação de lombas. A revindicação deveu-se ao facto de um menor de sete anos de idade ter sido atropelado, está manhã, na cidade da Matola, na zona do entroncamento entre 700 e EN4, quando regressava da escola.
O autor do atropelamento fugiu, e o menor foi socorrido por terceiros até ao Hospital Central de Maputo.
Segundo a população, os acidentes são recorrentes e já fizeram várias vítimas mortais. O caso mais recente aconteceu na semana passada, e resultou numa morte. O chefe de quarteirão confirma as mortes e inclusive o atropelamento de hoje.
Para minimizar os ânimos da população e repor a ordem e tranquilidade pública, recorreu-se à polícia.
O novo presidente da Catalunha, Quim Torra, tomou posse esta quinta-feira numa cerimónia discreta, sem a presença de representantes do Estado espanhol.
No momento solene, Torra prometeu “fidelidade ao povo da Catalunha” e ficou-se por aí, excluindo deliberadamente a Constituição espanhola e o rei de Espanha. A fórmula de juramento de Torra imitou a usada em 2016 pelo seu antecessor, Carles Puigdemont.
Nessa altura, a Justiça espanhola ditou que, embora violando a tradição, o juramento sem referência ao rei e à Constituição não viola a lei, pois o texto do juramento não está regulamentado.
“Prometo cumprir lealmente as obrigações do cargo de presidente da Generalitat [governo catalão] com fidelidade ao povo da Catalunha representado no Parlament”, afirmou Torra, numa cerimónia presidida pelo presidente do parlamento catalão, Roger Torrent, à qual assistiram apenas a mulher de Torra e alguns outros familiares. Outra originalidade da cerimónia foi a não entrega a Torra do medalhão que identifica o presidente da Generalitat.
O medalhão ficou numa mesa, para simbolizar que Puigdemont é o presidente legítimo e só não assume o cargo por imposição de Espanha, que o inabilitou e processou após a declaração de independência de Outubro de 2017.
O governo espanhol recusou valorizar o desafio de Torra e diz que o importante é que nomeie os seus conselheiros e comece a exercer funções.
Pelo menos 17 agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) foram processados disciplinar e criminalmente, no primeiro trimestre deste ano, na província de Manica, por cometimento de várias infracções que atentam contra a boa imagem da corporação.
Os números foram revelados ontem, na cidade de Chimoio, capital de Manica, pelo comandante provincial da PRM, Francisco Simões, durante as comemorações do 43º aniversário da PRM.
Segundo Simões, a corrupção, embriaguez e abandono do posto de trabalho, entre outros comportamentos indecentes, concorreram para a penalização dos referidos agentes.
Os números, segundo a fonte, representam um decréscimo quando comparado com igual período de 2017, quando foram processados criminalmente 28 membros da PRM.
A fonte referiu que este ano, um agente da PRM foi expulso das fileiras depois de tirar a vida de sua esposa com recurso a uma arma de fogo, por razões passionais.
“Para este caso não tivemos outro tratamento senão processar disciplinarmente e expulsar imediatamente o membro. Para além desta medida, ele está a responder pelo crime”, disse.
A fonte referiu que no mesmo período a PRM registou 58 casos criminais, dos quais 56 foram esclarecidos, o que representa 97 por cento do cumprimento. Sem avançar os tipos de crime cometidos, Simões referiu que nos primeiros três meses do ano transacto foram notificados 66 casos criminais, a maioria dos quais foram esclarecidos.
“Para além do crime, este ano foram registados 16 acidentes de viação, contra 31 dos anos passado que fizeram 12 mortos. Em 2017 tivemos 26 sinistros que mataram 25 pessoas. Apesar dessa redução ainda estamos preocupados porque queremos reduzir cada vez mais esses números. Para isso estamos a levar a cabo várias actividades de sensibilização aos automobilistas e à população em geral para respeitarem as regras elementares de trânsito”, referiu.
O comportamento humano, segundo a fonte, continua a ser o principal problema na via pública, pois ainda existem pessoas que teimam em não respeitar as regras de trânsito. “Se um dia colocarmos mão à consciência acredito que teremos menos casos e poucas mortes nas nossas estradas. É importante que cada um faça uma reflexão sobre esse mal e participe fazendo a sua parte para evitarmos o derramamento de sangue nas nossas rodovias”, disse.
Em Manica, as celebrações foram marcadas por um desfile na cidade de Chimoio, deposição de coroa de flores na Praça dos Heróis, música, exposição fotográfica, entrega de diplomas de honra a alguns membros que se destacaram durante o ano, entre outras actividades.
As equipes médicas dos hospitais da Faixa de Gaza estão com medicamentos essenciais completamente esgotados, como adrenalina e antibióticos. Isso dificulta o atendimento das centenas de feridos após o confronto de palestinos com o exército de Israel, registrado na segunda-feira (14) e provocado pela mudança da embaixada dos Estado Unidos (EUA) de Tel Aviv para Jerusalém.
Ao todo, 59 palestinos morreram e há 1,3 mil pessoas feridas. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), um dos motivos para a falta de suprimentos são os 10 anos de bloqueio económico que causam dificuldades no sistema de saúde de Gaza.
O porta-voz da ONU, Tarik Jasarevic, explicou que dois em cada cinco medicamentos considerados vitais estavam esgotados, e drogas para o combate de doenças como câncer estão com contagem baixa.
Segundo Jens Laerke, do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), os hospitais públicos de Gaza tem suprimentos para menos de uma semana de funcionamento. Ele continuou dizendo que mesmo com as doações humanitárias autorizadas pelos israelenses a situação não melhorou. (Com informações da Agência ONU)
Gregory Boyle fingiu ser médico para poder agredir sexualmente uma mulher grávida enquanto estava num hospital de Bromley, em Londres.
O homem, de 58 anos, terá referido que era cardiologista e dito à paciente para realizar um “exame íntimo”, antes de várias enfermeiras preocupadas terem descoberto o que se passava.
A Scotland Yard, sede central da Polícia Metropolitana de Londres, sublinha que poderá ter havido mais vítimas e que estas deverão fazer a denúncia.
O homem foi condenado a seis anos e quatro meses de prisão por agressão sexual e penetração.
O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano decidiu abolir dispensas na 10ª e 12ª classes. Uma vez que estas medidas estão a entrar em vigor no meio do ano, vários alunos das escolas secundárias de Maputo decidiram juntar-se para, em frente ao Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, protestarem contra as decisões daquela instituição que zela pelo ensino no país.
Com recurso a cartazes improvisados, os alunos exigem justiça e pedem socorro, pois, no seu entender, não é sensato mudar o que consideram “regras do jogo” enquanto o próprio está no meio.
Os alunos, que contam com apoio do Conselho Nacional da Juventude, deverão encontrar-se com a Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Conceita Sortane, ainda neste início de tarde, segundo o representante da manifestação, cujo nome não foi possível apurar.
Com o encontro, os alunos secundários pretendem explicar à ministra porque a decisão do seu Ministério lhes inquieta e, consequentemente, tentar negociar uma saída.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) marcou para esta sexta-feira (18) uma reunião de emergência para discutir o surto do vírus ébola na República Democrática do Congo. De acordo com os integrantes da OMS, é necessário considerar os riscos internacionais do avanço da doença no país africano, já que foi confirmado o primeiro caso em ambiente urbano.
Na quinta (17), a OMS confirmou mais um caso suspeito de contaminação do vírus no Congo. Até o momento, há 40 casos suspeitos e o registro de 23 pessoas que teriam morrido em decorrência da doença. É o nono surto no país desde a descoberta do vírus, em 1976.
Todos os contaminados vivem na região de Bikoro, perto do Rio Congo, a 150km da capital provincial Mbandaka, que é uma cidade portuária movimentada. Para o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a situação é preocupante.
“A chegada do ébola em uma área urbana é muito preocupante e a OMS e parceiros estão trabalhando juntos para ampliar rapidamente a busca por todos os contactos do caso confirmado na área de Mbandaka”, acrescentou o director regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti.
Trabalho Unificado
Além da OMS, várias agências da Organização das Nações Unidas, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) e entidades humanitárias participam de acções conjuntas para tentar conter o surto da doença.
Foram montados centros de tratamento especial para o ébola. Nos próximos dias, a organização Médicos sem Fronteira calcula que estejam chegando suprimentos, incluindo kits médicos; de protecção e desinfecção; logísticos e de higiene, bem como medicamentos paliativos para Mbandaka.
Transmitido ao ser humano pelo contacto com animais selvagens, e que pode ser passado de pessoa para pessoa, o vírus ébola é fatal, quando não tratado.
Um surto na África Ocidental em 2014 deixou mais de 11 mil mortos em seis países. Os sintomas são febre, cansaço, dores musculares, de cabeça e garganta, além de vómitos e diarreia.
A justiça brasileira emitiu na quinta-feira um mandado de prisão contra José Dirceu, ex-ministro e homem forte no primeiro Governo do ex-Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva.
O ex-ministro terá de se apresentar hoje à Polícia Federal, em Brasília, até às 17:00, para continuar a cumprir a pena de 32 anos que lhe foi atribuída no processo Lava Jato.
José Dirceu foi acusado de corrupção, branqueamento de dinheiro e conspiração.
A ordem de detenção foi emitida após um tribunal de segunda instância ter negado o último recurso, manifestando-se a favor da execução provisória da pena.
O ex-ministro ficou preso no Paraná, no âmbito da operação ‘Lava Jato’, entre Agosto de 2015 e maio de 2017, quando conseguiu no Supremo Tribunal um ‘habeas corpus’, garantia que permite aguardar julgamento em liberdade. Desde então, encontra-se monitorizado pelas autoridades brasileiras através de uma pulseira electrónica.
A defesa de Dirceu tem um prazo de 15 dias para recorrer da sentença.
Não passam quatro anos que o Ministério da Educação, na altura dirigido por Jorge Ferrão, alterou o regulamento de educação, reduzindo o número de disciplinas com exame na 10ª e 12ª classes.
Assim, a nível da 10ª classe, por exemplo, os alunos tinham que fazer como obrigatórios os exames de inglês, Português e Matemática, desde que obtivessem uma nota média anual inferior a 14 valores e igual ou superior a 8. As outras duas disciplinas eram alternadas entre História, Geografia, Biologia, Física e Química. O exame de Desenho estava abolido. Situação idêntica verificava-se também a nível da décima segunda classe.
Esta semana, os alunos foram surpreendidos com um despacho do Ministério da Educação que refere que estão abolidas as dispensas e todos alunos que tiverem uma média não superior a 10 valores será submetido a exame.
Falando ao país, o Director Pedagógico da Escola Secundária Francisco Manyanga disse que a decisão estava já a ser divulgada no seio dos alunos. “Talvez seja para que os alunos estudem mais porque eles começavam a relaxar naquelas disciplinas que sabiam que não tinham exame”, explicou Tivane, sem deixar de reconhecer que é prematuro avaliar o impacto da medida para os resultados finais da escola.
Igual pensamento não têm os estudantes que acusam o ministério de trocar as regras no meio do jogo, o que acham que poderá ser prejudicial. “Para mim, acho que não é justo. Isso tira mérito ao estudante. Nós estudámos para dispensar e eles vêm dizer que não vamos dispensar”, protestou Joaquim Castigo, estudante da 12ª classe.
A World Vision Moçambique (WV-Moç) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal (1) Coordenador de Monitoria e Avaliação para o projecto Fundo Global – Malária. Saiba mais.
A World Vision Moçambique (WV-Moç) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal (1) Coordenador de Monitoria e Avaliação para o projecto CoVida. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro pessoal dois (2) Assistentes Administrativos. Saiba mais.
A Tecnicol Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Especialista de Formação de Professores de Matemática do Ensino Primário. Saiba mais.
A Gukki Mobiliário pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Técnicos de Montagem de Cozinha, Gestor de Armazém e Promotores de Venda. Saiba mais.
O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) – Escritório Nacional em Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Analista de Dados de Carteira. Saiba mais.
A Associação ActionAid Moçambique (AAMoz) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador dos Programas Locais de Direitos (PLD) da Zona Norte. Saiba mais.
A Save the Children International (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor de Projecto (Ungumi). Saiba mais.
ATIA Moçambique, ONG de desenvolvimento sócio económico pretende recrutar para o seu quadro de pessoal em Maputo dois (2) Acompanhadores Económicos. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia do Governo do Distrito da Maxixe pretende recrutar dois (2) Docentes N1 – Matemática. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia do Governo do Distrito da Maxixe pretende recrutar dois (2) Docentes N1 – Português. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia do Governo do Distrito da Maxixe pretende recrutar um (1) Técnico Superior N1 (Jurista). Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia do Governo do Distrito da Maxixe pretende recrutar dois (2) Agentes de Serviço (Guardas). Saiba mais.
A ONU Mulheres pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Programa (Eliminação da Violência Contra as Mulheres, HIV and Empoderamento das Mulheres e Raparigas). Saiba mais.
Enchentes estão a caracterizar o último dia de recenseamento eleitoral na cidade da Beira, em Sofala. Os eleitores alegam que falta de sistemas e supostas avarias dos equipamentos usados pelos recenseadores é que condicionaram as suas inscrições para este último dia.
A justificação dos eleitores foi desmentida pelos fiscais dos partidos politicos que estão a zelar pelo processo de recensamento eleitoral desde o primeiro dia. Estes dizem que problemas relacionados com o processo verificaram-se apenas no início, mas foram prontamente resolvidos.
Outros eleitores alegam falta de tempo e até motivos de viagem na origem do recenseamento tardio.
Até ao princípio desta quinta-feira, tinham sido inscrito cerca de 600 mil eleitores, contra os 663 mil eleitores previstos por increver, nos cinco distritos municipais da província de Sofala, o que leva o STAE a crer que a meta poderá não ser atingida, muito provavelmente por negligência dos eleitores que não foram aos postos de recensemento a tempo.
O cenário de enchentes verifica-se um pouco por quase todos os postos de recenseamento espalhados pelo país.
Um assaltante à mão armada foi abatido na madrugada de ontem e o seu comparsa contraiu ferimentos, numa troca de tiros com os agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), na vila de Ulónguè, distrito de Angónia, província de Tete.
A porta-voz do Comando Provincial da PRM em Tete, Lurdes Ferreira, que disse não ter informação sobre o caso, alegadamente porque o comando distrital de Angónia ainda não comunicou o sucedido, explicou que “nunca foi intenção da Polícia abater os assaltantes. Isso acontece, involuntariamente, na troca de tiros com os ladrões”.
Informações em poder da AIM referem que o grupo era composto por três indivíduos que, à calada da noite, protagonizava assaltos em residências na vila Ulónguè. Os assaltantes faziam-se transportar numa viatura, escondida algures nos arredores da autarquia, que usam para o transporte dos bens roubados.
Testemunhas oculares explicaram que um dos comparsas conseguiu escapulir-se sem ferimentos, por isso a Polícia continua a empreender as operações de busca e captura.
Os cidadãos que facultaram a informação acrescentaram que os supostos assaltantes à mão armada são residentes da vila de Moatize, que dista a 210 quilómetros de Angónia.
“Já estava crítica a situação de assaltos a residências na nossa vila. Os cidadãos sempre queixavam-se deste problema, por isso a PRM começou a intensificar as suas patrulhas, que culminaram com este baleamento mortal de um dos assaltantes, que estava a tentar arrombar a porta de uma residência”, explicou um dos residentes da vila de Ulónguè, que pediu o anonimato por temer represálias.
As autoridades alfandegárias detiveram dois passageiros de avião no Sri Lanka por terem tentado contrabandear vinte barras de ouro dentro do ânus.
Os homens, com 24 e 32 anos, foram intercetados depois de os agentes os terem visto a andar de forma estranha, conta o Daily Mail.
O incidente ocorreu no Aeroporto Internacional de Bandaranaike (BIA), perto da cidade de Colombo e os passageiros eram oriundos de Singapura e Chennai
Depois de terem sido detidos, foram submetidos a um scanner e foi quando as autoridades encontraram as barras de ouro. Com cada barra a pesar cerca de 100 gramas, tinham entre os dois um peso combinado de dois quilos de ouro, cujo valor total é estimado em 69 mil euros (13 milhões de rupias do Sri Lanka).
O país têm assistido a um crescimento do contrabando de barras de ouro e jóias desde que o governo aumentou o imposto do metal precioso em 15%, em Abril deste ano.
Em Moçambique, o Governo foi na quarta-feira (16) ao Parlamento, em Maputo, responder as questões levantadas pelos deputados sobre a onda de criminalidade no país, o rapto e intimidação de cidadãos indefesos, incluindo jornalistas e empresários, e o estagio actual da divida pública.
A oposição questionou o Governo quanto à estratégia que está a adoptar contra o aumento da criminalidade. A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) apontou que se registam diariamente actos criminais macabros que a polícia afirma estarem a ser investigados, mas não são esclarecidos.
Por seu turno, o ministro do Interior, Jaime Basílio Monteiro, negou tais alegações afirmando que “em 2017 foi registado um decréscimo do índice de criminalidade em 9% correspondente a 309 casos criminais comparativamente ao ano anterior”. Ainda segundo Monteiro, “relativamente aos assassinatos, dos casos registados em 2017 as forças da lei e ordem lograram o esclarecimento ou a descoberta dos autores de 80%”.
Já a bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) quis saber o que o Governo está a fazer para lidar com o alegado clima de instabilidade que se regista no país caracterizado por raptos e assassinatos de cidadãos indefesos.
Porém, o ministro do Interior considera que o número de raptos reduziu drasticamente enquanto aumentaram os casos esclarecidos nos últimos anos. “Em 2013 foram registados 30 casos de raptos, dos quais 19 foram esclarecidos em 2017 foram registados 06 casos dos quais cinco esclarecidos”.
Basílio Monteiro respondeu igualmente a alegações sobre a ocorrência de actos intimidatórios contra jornalistas. “Quanto à ideia de limitação da liberdade de imprensa, valerá a pena desconstruirmos a percepção de que a vitimização criminal de um indivíduo pertencente a uma determinada categoria social ou profissional representa uma acção para atacar a categoria profissional ou social a que pertence”, justificou.
Uma bebé de apenas 17 dias de vida sofreu ferimentos graves ao ser atirada por cima do muro da casa onde vive e cair em cima de restos de obra na casa do vizinho, em Santa Bárbara D’Oeste, cidade pacata no interior do estado brasileiro de São Paulo.
Quem atirou a recém-nascida por cima do muro foi o próprio pai, Diogo Aparecido Machado, ao chegar a casa completamente bêbado, segundo testemunhas.
Ao entrar na residência, Diogo, de 25 anos, fez questão de segurar a filha ao colo, mas a mãe da menina e namorada dele, vendo o estado em que ele estava e temendo que deixasse cair a bebé, recusou entregar-lha.
Segundo a agente da Guarda Municipal Juliana Rodrigues, que atendeu ao pedido de ajuda feito pela vizinhança, testemunhas disseram que Diogo ficou furioso por a namorada não lhe dar a filha de ambos e ainda mais quando viu vizinhos, alertados pelos gritos de socorro da sua companheira, entrarem na casa.
Num imprevisto que apanhou a todos desprevenidos, sempre de acordo com os relatos feitos à Guarda Municipal, Diogo conseguiu arrebatar a bebé dos braços da mãe, correu com ela para o quintal e atirou-a por cima do muro, que tem aproximadamente dois metros e meio de altura.
Foi o vizinho, Valter Gonçalves, que estava à janela alertado pelos gritos da casa ao lado, que viu a bebé cair e a socorreu, enquanto Diogo se trancava num quarto para não ser punido pelos vizinhos.
A bebé foi levada inicialmente para o Pronto-Socorro Edson Mano, em Santa Bárbara, mas devido ao seu estado foi depois transferida para o Hospital Estadual de Sumaré, outra cidade da região.
Diogo foi tirado a muito custo da casa pela Guarda Municipal, foi incriminado por tentativa de homicídio qualificado e depois teve a prisão preventiva decretada, pois a juíza Camilla Marcela Ferrari Arcara, a quem foi presente, entendeu que, se ele aguardasse o julgamento em liberdade, a bebé correria elevado risco.
Seis ex-líderes de países da União Europeia, incluindo o ex-presidente da França François Hollande (2012-2017) e três ex-primeiros-ministros da Itália, escreveram uma carta cobrando a participação de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2018.
O documento afirma que a “prisão apressada” do ex-mandatário, “incansável arquitecto da redução das desigualdades no Brasil e defensor dos pobres de seu país”, despertou a atenção dos firmatários.
Além de Hollande, o texto é assinado pelos ex-primeiros-ministros da Itália Massimo D’Alema (1998-2000), Romano Prodi (1996-1998 e 2006-2008) e Enrico Letta (2013-2014), pelo ex-presidente do governo da Espanha José Luis Rodríguez Zapatero (2004-2011) e pelo ex-premier da Bélgica Elio Di Rupo (2011-2014).
Todos eles pertencem a partidos socialistas ou sociais-democratas da União Europeia. “A luta legítima e necessária contra a corrupção não pode justificar uma operação questionadora dos princípios da democracia e do direito dos povos de eleger seus governantes. Nós, solenemente, solicitamos que o presidente Lula possa se submeter livremente ao sufrágio do povo brasileiro”, diz a carta.
Em Abril passado, D’Alema, Prodi e outros membros da esquerda italiana já haviam manifestado “preocupação” por causa da rejeição pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de um habeas corpus em benefício de Lula, hoje cumprindo pena na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
Um vereador da cidade de Igarassu, na área metropolitana de Recife, capital do estado brasileiro de Pernambuco, foi executado a tiro na quarta-feira, depois de ter sido raptado, tornando-se mais uma vítima da cada vez mais sangrenta cena política do Brasil.
Numa acção rápida, grupos de elite da polícia de Pernambuco prenderam horas depois três suspeitos do crime, dois homens e uma mulher. Luiz Cavalcanti Passos, de 75 anos, que já foi presidente da Câmara Municipal local, foi raptado em Igarassu perto das 8 horas da manhã, quando saiu de carro da sua casa e, alguns metros adiante, parou a sua Toyota Hilux para falar com um amigo.
Um outro carro, um Hyundai HB20 que depois se soube ter a matrícula clonada, atravessou-se na frente do do vereador, dois homens saíram e forçaram o político e o motorista dele a entrar no carro dos criminosos.
O motorista foi abandonado sem ferimentos pouco depois e os raptores fugiram com o vereador. Pensando tratar-se de um rapto, forças da polícia pernambucana especializadas no combate a esse tipo de crime começaram uma varredura em estradas de toda a região e, horas depois, localizaram o carro usado pelos criminosos em Goiana, cidade da Grande Recife vizinha a Igarassu. Presos, os dois homens confessaram que tinham raptado e executado o vereador, sem no entanto avançarem o motivo, e indicaram onde tinham deixado o corpo.
No local, um ponto ermo, a polícia verificou que o veterano político tinha sido morto com uma única bala na nuca.
O vereador pernambucano engrossa assim a já vasta lista de políticos assassinados no Brasil só desde o início do ano passado.
Nesses 17 meses incompletos, mais de 41 políticos de todos os quadrantes ideológicos foram mortos, entre eles a também vereadora Marielle Franco, executada com quatro tiros na cabeça dentro do carro numa rua do centro da cidade do Rio de Janeiro em 14 de Março passado, crime que até hoje não foi solucionado.
O Governo, através do Ministério dos Recursos Minerais e Energia anunciou, esta tarde, novos preços de combustível que vão vigorar a partir de hoje em todo o país.
Assim, a gasolina sobe dos actuais 65.1 para 66.03 meticais o litro e o gasóleo de 61.16 para 62.03. A tendência de subida também se vai registar no gás para viaturas, que sai dos actuais 31.54 para 31.97 meticais.
O gás de cozinha vai registar uma redução ao sair dos actuais 65.18 para 60.90/kg. O mesmo acontece com o petróleo de iluminação com uma ligeira redução de 50.45 para 50.33 meticais o litro.
O Governo justifica que a crise na Síria e na Venezuela estão a influenciar directamente no preço do barril de crude no mercado internacional e a incerteza do mercado internacional faz com que o preço do crude aumente.
Segundo a Importadora Moçambicana de Petróleos (Imopetro) se esta incerta no mercado internacional continuar, espera-se que o preço no país também continue a aumentar.
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