Não passam quatro anos que o Ministério da Educação, na altura dirigido por Jorge Ferrão, alterou o regulamento de educação, reduzindo o número de disciplinas com exame na 10ª e 12ª classes.

Assim, a nível da 10ª classe, por exemplo, os alunos tinham que fazer como obrigatórios os exames de inglês, Português e Matemática, desde que obtivessem uma nota média anual inferior a 14 valores e igual ou superior a 8. As outras duas disciplinas eram alternadas entre História, Geografia, Biologia, Física e Química. O exame de Desenho estava abolido. Situação idêntica verificava-se também a nível da décima segunda classe.

Esta semana, os alunos foram surpreendidos com um despacho do Ministério da Educação que refere que estão abolidas as dispensas e todos alunos que tiverem uma média não superior a 10 valores será submetido a exame.

Falando ao país, o Director Pedagógico da Escola Secundária Francisco Manyanga disse que a decisão estava já a ser divulgada no seio dos alunos. “Talvez seja para que os alunos estudem mais porque eles começavam a relaxar naquelas disciplinas que sabiam que não tinham exame”, explicou Tivane, sem deixar de reconhecer que é prematuro avaliar o impacto da medida para os resultados finais da escola.

Igual pensamento não têm os estudantes que acusam o ministério de trocar as regras no meio do jogo, o que acham que poderá ser prejudicial. “Para mim, acho que não é justo. Isso tira mérito ao estudante. Nós estudámos para dispensar e eles vêm dizer que não vamos dispensar”, protestou Joaquim Castigo, estudante da 12ª classe.

O País

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