Em Moçambique, o Governo foi na quarta-feira (16) ao Parlamento, em Maputo, responder as questões levantadas pelos deputados sobre a onda de criminalidade no país, o rapto e intimidação de cidadãos indefesos, incluindo jornalistas e empresários, e o estagio actual da divida pública. 

A oposição questionou o Governo quanto à estratégia que está a adoptar contra o aumento da criminalidade. A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) apontou que se registam diariamente actos criminais macabros que a polícia afirma estarem a ser investigados, mas não são esclarecidos.

Por seu turno, o ministro do Interior, Jaime Basílio Monteiro, negou tais alegações afirmando que “em 2017 foi registado um decréscimo do índice de criminalidade em 9% correspondente a 309 casos criminais comparativamente ao ano anterior”. Ainda segundo Monteiro, “relativamente aos assassinatos, dos casos registados em 2017 as forças da lei e ordem lograram o esclarecimento ou a descoberta dos autores de 80%”.

Já a bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) quis saber o que o Governo está a fazer para lidar com o alegado clima de instabilidade que se regista no país caracterizado por raptos e assassinatos de cidadãos indefesos.

Porém, o ministro do Interior considera que o número de raptos reduziu drasticamente enquanto aumentaram os casos esclarecidos nos últimos anos. “Em 2013 foram registados 30 casos de raptos, dos quais 19 foram esclarecidos em 2017 foram registados 06 casos dos quais cinco esclarecidos”.

Basílio Monteiro respondeu igualmente a alegações sobre a ocorrência de actos intimidatórios contra jornalistas. “Quanto à ideia de limitação da liberdade de imprensa, valerá a pena desconstruirmos a percepção de que a vitimização criminal de um indivíduo pertencente a uma determinada categoria social ou profissional representa uma acção para atacar a categoria profissional ou social a que pertence”, justificou.

DW