O Presidente Filipe Nyusi garantiu nesta quinta-feira, que vai relançar, nos próximos dias, o processo de descentralização, cuja proposta, acordada com o antigo líder da Renamo, Afonso Dhlakama, está em sede da Assembleia da República à espera de ser aprovada.
A promessa, que surge duas semanas depois da morte de Dhlakama, foi feita perante dirigentes das Forças de Defesa e Segurança e durante uma cerimónia pela passagem dos 43 anos da criação da Polícia da República.
“Irei dedicar os próximos dias a este dossier, naturalmente repondo o diálogo”, anunciou Filipe Nyusi, frisando que vai seguir a linha consensualizada com o seu antigo interlocutor, Afonso Dhlakama.
Numa altura em que o pacote está encalhado no Parlamento, por conta de divergências entre as bancadas da Frelimo e Renamo em torno da indicação dos administradores depois das eleições de 2019, Nyusi reconhece que o relançamento do processo vai exigir um esforço adicional.
“Reafirmamos que o processo continua, naturalmente exigindo esforço adicional para a socialização e harmonização dos avanços que havíamos alcançado, sobretudo no que tange ao passos a dar no processo da descentralização” frisou.
Refira-se que depois da morte de Afonso Dhlakama, o principal interlocutor para as fases subsequentes do diálogo político, cuja agenda principal é a desmilitarização e reintegração das milícias da Renamo, é o tenente-general, Ossufo Momade, líder interino do partido.
O recenseamento eleitoral para as eleições autárquicas de 10 de Outubro, em Moçambique, termina hoje e os últimos dados disponíveis apontavam para um registo de 80% dos potenciais eleitores, anunciaram as autoridades.
De acordo com a informação mais recente, relativa a domingo, estavam recenseados cerca de seis milhões de eleitores de uma previsão total de 7,6 milhões nos 53 municípios onde decorre o registo.
O Centro de Integridade Pública (CIP), organização da sociedade civil moçambicana que, entre outros projectos, acompanha os processos eleitorais no pais, referiu em comunicado que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) “pode atingir 90% de potenciais eleitores recenseados, mas somente porque cortou as metas de total de eleitores a registar por três vezes”.
A meta inicial, no arranque da operação de recenseamento, a 19 de Março, era de 8,5 milhões de eleitores e baixou para 7,6 milhões.
“Da meta inicial para a actual, o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) cortou mais de 900 mil eleitores, uma redução equivalente a 10,5% do universo inicial, o que está muito acima das margens de erro admissíveis em censos”, refere o CIP.
O porta-voz do STAE, Cláudio Langa, disse à Agência de Informação de Moçambique (AIM), na quarta-feira, que as mudanças têm origem na actualização de dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que ainda está a trabalhar nos dados brutos do último censo populacional, realizado em Agosto de 2017.
Ainda de acordo com aquele organismo, o recenseamento é válido para todo o ciclo eleitoral, que começa em Outubro e termina com as eleições gerais em 2019, mas será necessário um recenseamento de actualização para os eleitores que completam 18 anos no próximo ano.
Uma americana de 39 anos foi presa na tarde de terça-feira (15) acusada de esfaquear uma de suas três filhas entre 50 a 70 vezes, batido na cabeça dela com uma picareta e ter colocado fogo na casa onde a família vivia. O crime aconteceu em Tulsa, cidade americana do estado de Oklahoma.
Segundo o boletim de ocorrência, Taheera Ahmad afirmou que estava incomodada com a prole “por causa da maneira como elas estavam lendo e olhando para ela”. A mulher, então, amarrou e amordaçou as crianças, tentou enforcá-las e começou a dar facadas na mais velha.
Ela admitiu que estava mantendo as filhas presas em casa por uma semana. Ahmad também disse que o ataque começou porque a vítima tentou lutar quando era amarrada. Além disso, a suspeita afirmou que colocou fogo na casa para ter certeza que a garota morreria. A menina segue internada em estado grave.
As outras filhas, de 8 e 9 anos de idade, foram encontradas e estão bem. De acordo com a polícia, foi a filha do meio quem buscou ajuda, após ser ajudada pela mais nova a escapar enquanto a mãe agredia a de 11 anos. Com informações da KMBC News e da AP News.
O Gabinete Provincial de Combate à Corrupção, delegação de Sofala, deteve em flagrante delito, na manhã de quarta-feira, uma funcionária da Polícia Municipal da Beira, afecta ao sector de fiscalização.
Esta foi surpreendida a receber de um automobilista de um camião três mil meticais, para anular uma multa no valor de 10 mil meticais e como condição para o mesmo reaver os seus documentos, nomeadamente livrete e título de propriedade apreendidos pela funcionária do município.
A indiciada declinou prestar declarações a imprensa, alegando que estava a espera do seu advogado.
O Conselho Municipal da Beira quando se apercebeu da detenção da funcionária em causa convocou a imprensa para saudar a detenção da mesma e distanciar-se dos actos de corrupção.
Daviz Simango anunciou ainda que nos últimos três anos, 15 funcionários do CMB que estiveram ligados a diversos sectores foram expulsos por se ter provado o envolvimento dos mesmos em actos de corrupção.
Célebre pelo seu papel em ‘Roque Santeiro’, a artista morreu em sua casa em Petrópolis, na quarta-feira (16).
A actriz Eloísa Mafalda, famosa pela personagem que interpretou em ‘Roque Santeiro’, morreu aos 93 anos, em Petrópolis, Rio de Janeiro, segundo informações do jornal O Globo. Marcos Teixeira, o filho, confirmou que a artista morreu por volta das 20h30 de quarta-feira.
De acordo com o jornal, o funeral terá lugar em São Paulo, esta quinta ou sexta-feira. A causa da morte ainda não foi revelada.
Eloísa Mafalda começou sua carreira em radionovelas da Rádio Nacional. Fez sua estreia na TV Paulista, onde ficou até a emissora acabar e ser vendida à Rede Globo.
Interpretou papéis na primeira versão da novela ‘A Grande Família’; em ‘Gabriela’, ‘Pedra sobre Pedra’ ou ‘Mulheres de Areia’.
Dois indivíduos da cidade de Quelimane, província da Zambézia, estão a contas com as autoridades policiais, acusados de consumo e venda de drogas. Em sua posse foram confiscados 50 quilogramas cannabis sativa, vulgo soruma.
Segundo o Governo, grande da soruma consumida em Moçambique, por jovens com idade inferior a 30 anos e considerados os maiores consumidores, é traficada na Zambézia, de onde provém pelo menos 73% de desta droga.
Um dos visados, detidos na quarta esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Quelimane, confessou que se dedicava à venda de soruma, a qual adquiria no distrito de Mocuba.
“É a segunda vez” que tentava a sorte. O outro suspeito alegou que não sabe por que razão está preso, porque quando a Polícia se dirigiu à sua residência não achou droga. Pelo contrário, os agentes da lei e ordem apoderaram-se de “700 meticais e um telefone”.
Miguel Caetano, porta-voz da corporação naquele ponto do país, rebate as alegações dos indicados e disse que uma oura pequena quantidade do mesmo tipo de estupefaciente já tinha sido preparada para a venda.
Recorde-se que o “relatório anual sobre a evolução do trafico e consumo ilícito de drogas, referente ao ano de 2017”, apreciado em Abril último pelo Executivo – em sessão do Conselho de Ministros – indica que foram apreendidos 7.614.807 quilogramas de soruma, dos quais 73,39% na Zambézia.
Os homens são considerados os maiores consumidores, relativamente às mulheres.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro pessoal dois (2) Assistentes Administrativos. Saiba mais.
A Tecnicol Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Especialista de Formação de Professores de Matemática do Ensino Primário. Saiba mais.
A Gukki Mobiliário pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Técnicos de Montagem de Cozinha, Gestor de Armazém e Promotores de Venda. Saiba mais.
O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) – Escritório Nacional em Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Analista de Dados de Carteira. Saiba mais.
A Save the Children International (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Arquivista. Saiba mais.
A Associação ActionAid Moçambique (AAMoz) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador dos Programas Locais de Direitos (PLD) da Zona Norte. Saiba mais.
A Save the Children International (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor de Projecto (Ungumi). Saiba mais.
ATIA Moçambique, ONG de desenvolvimento sócio económico pretende recrutar para o seu quadro de pessoal em Maputo dois (2) Acompanhadores Económicos. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia do Governo do Distrito da Maxixe pretende recrutar dois (2) Docentes N1 – Matemática. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia do Governo do Distrito da Maxixe pretende recrutar dois (2) Docentes N1 – Português. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia do Governo do Distrito da Maxixe pretende recrutar um (1) Técnico Superior N1 (Jurista). Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia do Governo do Distrito da Maxixe pretende recrutar dois (2) Agentes de Serviço (Guardas). Saiba mais.
A ONU Mulheres pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Programa (Eliminação da Violência Contra as Mulheres, HIV and Empoderamento das Mulheres e Raparigas). Saiba mais.
Um casamento que iria ter lugar esta manhã numa igreja em Passos, no Brasil, acabou por se transformar num funeral após a trágica morte dos noivos, na noite de sexta-feira.
Luana Alves, de 36 anos, e Rodrigo Nogueira, de 31, sofreram um violento acidente de automóvel quando regressavam a casa para finalizar os preparativos para a cerimónia.
O sinistro envolveu ainda um outro automóvel, após o noivo perder o controlo da viatura e acabar por se despistar e embater contra o carro numa autoestrada brasileira.
A noiva morreu no local enquanto Rodrigo ainda foi levado para o hospital com ferimentos graves, onde acabou também por perder a vida.
Em choque, os familiares dos noivos – muitos deles de visita à cidade para o enlace – acabaram por ter de organizar o funeral dos noivos, no mesmo dia em que estes iriam dar o nó. Por decisão dos mesmos, as cerimónias fúnebres irão ter lugar na mesma igreja onde estes iriam casar.
O condutor do outro veículo envolvido na colisão, Jorge Rocha, de 50 anos, também acabou por morrer vítima dos ferimentos causados pelo acidente.
O Executivo, liderado pelo primeiro-ministro, vai esta quarta-feira ao Parlamento prestar esclarecimentos na sessão de perguntas ao Governo.
Nesta sessão, a Renamo e o MDM querem saber do Governo que medidas estão a ser tomadas para combater o desvio de medicamentos do Ministério da Saúde e se as horas extras dos professores estão a ser pagas. Estas são algumas das questões que as bancadas da oposição esperam ver respondidas amanhã, no Parlamento, na sessão de Perguntas ao Governo.
Para a Renamo não se justifica que o Sistema Nacional de Saúde perca recursos humanos, equipamento hospitalar e medicamentos para o sector privado e informal.
Mas além desta questão, a segunda maior bancada do Parlamento agendou para o Executivo perguntas sobre o corte da madeira, a construção de infra-estruturas, o combate à criminalidade e o custo de vida.
Já o MDM entende que a falta de pagamento de horas é um factor que desmotiva aos professores do ensino geral, por isso o Governo deve esclarecer qual é o ponto de situação dos pagamentos.
O MDM considera ainda que o Executivo deve esclarecer quanto está a pagar de dívida pública global e o que está a fazer para que não haja cobranças de dinheiro aos encarregados de educação no ensino primário. Por outro lado, o MDM pretende saber o que o Executivo está a fazer para evitar a poluição na exploração do carvão de Moatize e para combater à criminalidade, com destaque para os raptos e perseguições a jornalistas.
Lembre-se que a Frelimo já havia convocado a imprensa na sexta-feira, para falar das questões que leva à sessão de perguntas ao Governo.
As políticas macro-económicas adoptadas pelo governo de Moçambique produziram resultados positivos em 2017, com a moeda nacional, o metical, a apreciar-se em relação ao dólar, afirmou o representante do Fundo Monetário Internacional em Moçambique, citado pelo matutino Notícias, de Maputo.
Ari Aisen disse ainda acreditar que as contas externas do país melhoraram devido à queda das importações e retoma das exportações, o que foi reforçado pelo aumento da produção e dos preços do carvão, do alumínio e de outros produtos tradicionais de exportação de Moçambique.
No decurso de uma palestra intitulada “Conjuntura económica em Moçambique – além das estatísticas e políticas económicas”, organizada pela Universidade Pedagógica, Aisen disse que o Banco de Moçambique aproveitou as melhorias registadas em 2017 e reconstituiu o seu stock de reservas internacionais em mais de mil milhões de dólares, que cobre mais de sete meses de importações, excluindo as relacionadas com os grandes projectos.
“Outra boa notícia foi a inflação que, depois de ter atingido o pico de 25% ao ano, caiu para menos de 4,0% ao ano, o que protege o poder de compra das famílias moçambicanas”, disse o representante do FMI em Moçambique.
As medidas adoptadas permitiram responder aos choques que aconteceram em simultâneo num curto espaço de tempo e no mesmo ano, em 2016, e que atingiram a economia moçambicana numa altura em que as políticas macro-económicas não estavam desenhadas para lidar com situação do género, disse ainda Ari Aisen.
Pyongyang não gostou dos exercícios militares conjuntos dos EUA e da Coreia do Sul e ameaçou anular a cimeira entre Kim Jong-un e Donald Trump. Conversações diplomáticas estão suspensas.
A Coreia do Norte suspendeu as conversações ao mais alto nível com os Estados Unidos e ameaça mesmo cancelar a cimeira entre os líderes dos dois países, agendada para o próximo dia 12 de Junho. A informação foi avançada pela agência noticiosa norte-coreana KCNA, que justifica o desagrado dos responsáveis da Coreia do Norte com os recentes exercícios militares conjuntos do país vizinho com os Estados Unidos. De acordo com essa informação, Pyongyang considera que os exercícios Max Thunder são “uma provocação” e sugerem a intenção de invadir o país. Por isso, avançam, não estão reunidas as condições para manter as conversações diplomáticas entre as Coreias e os EUA.
O regime norte-coreano contesta também a “exigência unilateral” do desarmamento nuclear, horas depois de ter cancelado uma reunião com a vizinha do Sul. De acordo com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte, o país rejeita a exigência norte-americana de desmantelar o programa nuclear tal como fez a Líbia, há 15 anos, ou o Iraque: caminhos que, garante, o país nunca seguirá dado que o seu “destino miserável” foi acabarem nas mãos de “grandes poderes”, afirmou, de acordo com as citações referidas pelo New York Times.
Entretanto, o Ministério da Defesa sul-coreano garantiu que os exercícios militares vão continuar apesar da “reacção irada” do Norte, uma vez que se destinam a melhorar as habilidades dos pilotos e “não são exercícios de ataque”.
A decisão coloca também em risco o encontro entre os líderes Kim Jong-un e Donald Trump, em Singapura, no próximo mês. A confirmar-se a posição norte-coreana, isso representa um significativo recuo no processo de aproximação entre os países nos últimos meses.
Os exercícios militares, conforme descreve a BBC, arrancaram na passada sexta-feira e envolvem cerca de 100 aviões, incluindo um número indefinido de bombardeiros B-52 e jatos F-15K. Embora a Coreia do Sul e os EUA garantam que se trata de uma missão com objectivos meramente defensivos e assentes nas condições de um acordo assinado em 1953. Também argumentam que os exercícios servem para preparar os países para ataques externos.
O copiloto de um avião que precisou fazer um pouso de emergência foi “parcialmente sugado” para fora da aeronave depois que o vidro de uma janela quebrou. O caso aconteceu nesta segunda-feira (14), no voo que ia da cidade de Chongqing, na China, à Lhasa, capital do Tibete.
De acordo com relatos do capitão do voo, o subcomandante da Sichuan Airlines usava cinto de segurança no momento do incidente e conseguiu ser puxado de volta para a cabine pela equipe, a nove quilómetros de altitude.
O capitão Liu Chuanjian foi aclamado como herói nas redes sociais por ter pousado manualmente o avião, de modelo Airbus A319. Ele disse ao jornal “Chengdu Economic Daily” que o voo havia acabado de atingir a altitude de cruzeiro quando um som “ensurdecedor” tomou a cabine de pilotagem. Isso causou despressurização e queda de temperatura. De acordo com Chuanjian, havia um buraco no para-brisa.
“Não houve sinal de alerta. De repente, o para-brisa se quebrou e fez um forte barulho. O que eu vi em seguida foi meu copiloto sugado parcialmente para fora da janela”, contou o piloto. Ele ainda dá detalhes sobre o que aconteceu na cabine. “Tudo no cockpit estava flutuando. A maioria dos equipamentos não funcionava, e eu não conseguia ouvir o rádio. O avião estava tremendo tanto que eu não conseguia ler os medidores”, recordou o capitão ao diário chinês.
O acidente é investigado pela Administração de Avião Civil da China. O copiloto Xu Ruichen teve arranhões na face e quebrou o pulso. Outro membro da tripulação ficou ferido durante o procedimento de pouso. Nenhum dos 119 passageiros se machucou, mas 29 deles foram encaminhados a exame médico.
As organizações Human Rights Watch (HRW) e Trial International acusaram hoje o ex-Presidente da Gâmbia Yahya Jammeh da morte de mais de 50 imigrantes oriundos de países da África Ocidental, maioritariamente do Gana e Nigéria.
Num comunicado conjunto, a HRW e a Trial denunciam os factos registados em Julho de 2005 e perpetrados por uma unidade paramilitar controlada pelo então Presidente gambiano, actualmente refugiado na Guiné Equatorial, e pedem a extradição de Jammeh para o Gana para ser julgado.
As duas organizações baseiam as acusações em entrevistas a mais de três dezenas de funcionários gambianos, 11 deles directamente implicados no incidente, e a um sobrevivente, no quadro de uma investigação do caso.
Os imigrantes — 44 ganeses e vários nigerianos, senegaleses, costa-marfinenses e togoleses — foram detidos numa praia de Banjul, a capital, quando tentavam chegar à Europa.
Os detidos, em número superior a meia centena, foram considerados suspeitos de serem mercenários, que tinham por missão derrubar o regime de Jammeh, que chegou ao poder através de um golpe de Estado em 1994 e que foi derrotado nas eleições presidenciais de Dezembro de 2016, tendo, depois de recusar inicialmente os resultados, acabado por os reconhecer.
Como resultado da forte pressão interna e internacional, Jammeh foi forçado a partir para o exílio, fixando-se na Guiné Equatorial.
“Os imigrantes da África Ocidental não foram assassinados por pessoas de forma isolada, mas sim por um esquadrão da morte paramilitar que recebia ordens directamente do Presidente Jammeh”, afirmou, no comunicado, o assessor legal da HRW, Reed Brody.
“Os subordinados de Jammeh destruíram então as provas-chave para impedir os investigadores internacionais de conhecer a verdade”, acrescentou.
Um relatório da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e das Nações Unidas concluiu em 2009 que as mortes e desaparecimentos foram realizados por membros corruptos das forças de segurança gambianas, embora sem provas credíveis de que receberiam ordens superiores, realça-se no comunicado conjunto da HRW e da Trial
“As novas provas, porém, deixam claro que esses responsáveis foram os ‘Junglers’ [a unidade paramilitar de Jammeh]”, lê-se no comunicado das duas organizações não governamentais de defesa e promoção dos Direitos Humanos.
A HRW e a Trial, bem como várias organizações de direitos humanos do Gana, pediram ao novo Governo gambiano, liderado pelo Presidente Adama Barrow, que investigue as novas provas, de forma que o processo permita extraditar Jammeh para Acra, onde, defendem, deve ser julgado.
Em Moçambique, alguns analistas consideram que os prazos do calendário eleitoral começam a ficar apertados e sugerem o adiamento da revisão pontual da Constituição, para incorporar o pacote sobre a descentralização, mas outros entendem que um possível adiamento pode ser foco de novo conflito no país.
Em debates promovidos sobre este assunto, tem sido sublinhado o facto de que as matérias que implicam a revisão constitucional já vão muito atrasadas, uma vez que faltam apenas cerca de cinco meses para a realização das eleições autárquicas.
Contudo, para Gilberto Chai Chai, não se pode adiar a revisão da Constituição porque isso pode constituir foco de conflito.
Referiu que “se não se fizer a revisão pontual da Constituição, os homens da Renamo poderão dizer que se pretende aproveitar a morte do seu líder, Afonso Dhlakama para adiar o processo, dando início a uma mova guerra”.
O jurista Tomás Vieira Mário, afirma que se a ideia é descentralizar com segurança jurídica e política e com conhecimento seguro por parte dos moçambicanos sobre o que é que isso implica, seria muita sabedoria se se decidisse por adiar a revisão pontual da Constituição.
Para o analista José Caldeira, o problema é que vai ser necessário fazer alterações profundas.
Refira-se que tanto para a Frelimo como para a Renamo, a ideia é dar continuidade aos debates sobre a descentralização na Assembleia da República, não tendo sido ainda colocada a hipótese de adiamento da revisão da Constituição.
A escassez de água potável pode ser considerada como situação controlada, senão ultrapassada na cidade e província de Maputo, pelo menos até ao mês de Março do próximo ano. A garantia é dada pela equipa técnica da Barragem dos Pequenos Libombos, tendo em conta a subida do nível de água nesta infra-estrutura.
Segundo a equipa técnica, a capacidade de resposta da Águas da Região de Maputo, subiu de 60 para 80%, o que significa que o fornecimento de água potável é de 8h/dia.
Entretanto, apela-se ao uso racional de água porque as restrições irão continuar para evitar rupturas. A equipa técnica falava à margem da visita da brigada do Conselho de Ministros à província de Maputo.
O Brasil e mais 11 países que compõem o chamado “grupo de Lima” lançaram na noite dessa segunda-feira (14) um apelo para a Venezuela adiar a eleição presidencial convocada para o próximo dia 20, por considerar o processo “ilegítimo” e carente de “credibilidade”.
Os ministros das Finanças e das Relações Exteriores dessas nações se reuniram na Cidade do México. O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Mike Pompeo, e funcionários do Departamento de Tesouro americano participaram do encontro por videoconferência.
Na avaliação do grupo, as eleições não devem ser realizadas porque “foram convocadas por uma autoridade ilegítima, sem a participação de todos os actores políticos venezuelanos, observação internacional independente e as garantias necessárias para um processo livre, justo, transparente e democrático”.
Os países participantes discutiram também acções que poderão ser adoptadas de formas colectiva ou individual após o dia 20 nos campos diplomático, económico, financeiro e humanitário. E se comprometeram a discutir outras iniciativas a fim de “contribuir para o restabelecimento da institucionalidade democrática, o respeito aos direitos humanos e o pleno respeito ao estado de direito naquele país irmão”.
Participaram da reunião representantes de Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia. O encontro contou ainda com representantes da Espanha e dos EUA.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, procedeu hoje à entrega de 204 autocarros a operadores privados de transporte público de todo o país.
Mesmo com a chuva, centenas de pessoas foram ao Estádio Nacional do Zimpeto para testemunhar a entrega de autocarros a operadores privados de transporte público de passageiros pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.
De forma simbólica, foi feita a entrega de 105 autocarros a cooperativas de Transportadores de Marracuene, do Distrito de Boane, da Cidade da Matola, do Zimpeto e Albasine na cidade de Maputo. Os restantes 95 deverão ser distribuídos pelas restantes cidades do país a operadores privados e públicos.
O Chefe de Estado espera que os autocarros ajudem a melhorar a mobilidade urbana no país.
Na ocasião, foi premiado um transportador que foi beneficiário no primeiro lote de autocarros entregue em 2016, e que nunca teve acidentes, nem avarias, cumprindo integralmente com o plano de manutenção. Os seus motoristas receberam cada um 100 mil meticais. E este é o exemplo que o Chefe de Estado quer ver replicado pelos outros transportadores.
Filipe Nyusi explicou ainda que o lote entregue faz parte do plano de aquisição de mil autocarros para o transporte público urbano em todo o país.
Assim, o Governo espera ver reduzido o uso de carrinhas de caixa aberta, vulgo ‘My Love’ no transporte de passageiros.
Em 2016, o Governo distribuiu 50 autocarros, no ano passado 90 e, actualmente, está em curso o processo de atribuição de rotas concessionadas, para uso exclusivo de cooperativas de transportadores.
Uma mulher de 34 anos de idade sobreviveu com ferimentos graves após ser baleada pelo seu próprio marido, de 43 anos, semana passada, na cidade de Maputo, durante uma contenda passional.
Sem avançar pormenores sobre o facto, Inácio Dina, porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), disse que o indiciado, ora a ver o sol aos quadradinhos, atentou contra a vida da sua esposa com recurso a uma pistola que foi apreendida. A vítima foi socorrida para uma unidade sanitária.
Ao longo da semana finda, a corporação recuperou sete armas de fogo, sendo uma AK-47, três do tipo pistola, duas outras pistolas também, mas de pressão de ar, e uma caçadeira, bem como 35 munições de diversos calibres, na cidade de Maputo e nas províncias de Manica e Tete.
De acordo com o agente da lei e ordem, outros dois indivíduos foram recolhidos aos calabouços após serem encontrados a tentar protagonizar um assalto com recurso a uma pistola de pressão de ar.
Eles alegaram que adquiram o instrumento bélico na vizinha África do Sul, porém, não tinham licença de uso.
Quatro cidadãos com idades de variam de 24 a 27 anos estão igualmente detidos, acusados perpetrar assaltos à mão armada. Em sua posse a Polícia recuperou duas armas de fogo, das quais uma AK-47 e outra do tipo pistola.
Um número de cidadãos igual ao que acima nos referimos foi recolhido às celas, incriminados também de posse ilegal de uma pistola com três munições. Inácio Dina disse que o instrumento bélico em questão era transportado numa viatura e os indiciados não puderam esclarecer por que motivo andam armados sem licença para o efeito.
A caçadeira foi apreendida em Tete e detido um cidadão suspeito de prática de caça furtiva.
A Turquia pediu hoje ao cônsul-geral de Israel em Istambul para deixar o país temporariamente, um dia depois de Israel ter tomado uma medida semelhante em relação ao cônsul-geral turco em Jerusalém.
Segundo a agência estatal Anadolu, o Ministério dos Negócios Estrangeiros turco pediu ao cônsul-geral israelita em Istambul, Yossi Levi Safri, para deixar a Turquia “durante um certo tempo”, num contexto de forte tensão entre os dois países após a morte na segunda-feira de perto de 60 palestinianos com balas israelitas na faixa de Gaza.
Este foi o último passo numa sucessão de choques diplomáticos, depois de na segunda-feira a Turquia ter chamado para consultas o seu embaixador em Telavive, Kemal Okem, e de na terça-feira ter pedido ao embaixador de Israel em Ancara, Eitan Naeh, para abandonar o país temporariamente.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel lamentou o “tratamento humilhante” sofrido pelo seu embaixador na Turquia quando abandonava o país e convocou o encarregado de negócios turco em Israel, Umut Deniz.
Naeh foi submetido “a um rigoroso controlo de segurança, com a presença deliberada dos meios de informação turcos” quando tentava embarcar num avião no aeroporto de Istambul, refere o ministério, que convida os media a filmarem Deniz quando este se deslocar às instalações.
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, também trocaram acusações, com o primeiro a qualificar Israel de “estado terrorista” e a acusá-lo de “genocídio” e chefe do governo do Estado hebreu a responder que ele não pode dar lições de moral enquanto apoiante do movimento radical Hamas e depois de ter invadido a Síria para combater os curdos.
A subida de tensão pode afundar a frágil normalização das relações entre os dois países lançada em 2016 após uma grave crise diplomática desencadeada por um ataque israelita contra o navio de uma organização não-governamental turca que se dirigia para a faixa de Gaza em 2010.
O assalto das tropas israelitas ao navio Mavi Marmara, que integrava uma frota com ajuda humanitária que tentava furar o bloqueio a Gaza, terminou com a morte de nove ativistas turcos.
A Tecnicol Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Especialista de Formação de Professores de Matemática do Ensino Primário. Saiba mais.
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