Pelo menos 17 agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) foram processados disciplinar e criminalmente, no primeiro trimestre deste ano, na província de Manica, por cometimento de várias infracções que atentam contra a boa imagem da corporação.

Os números foram revelados ontem, na cidade de Chimoio, capital de Manica, pelo comandante provincial da PRM, Francisco Simões, durante as comemorações do 43º aniversário da PRM.
Segundo Simões, a corrupção, embriaguez e abandono do posto de trabalho, entre outros comportamentos indecentes, concorreram para a penalização dos referidos agentes.

Os números, segundo a fonte, representam um decréscimo quando comparado com igual período de 2017, quando foram processados criminalmente 28 membros da PRM.

A fonte referiu que este ano, um agente da PRM foi expulso das fileiras depois de tirar a vida de sua esposa com recurso a uma arma de fogo, por razões passionais.

“Para este caso não tivemos outro tratamento senão processar disciplinarmente e expulsar imediatamente o membro. Para além desta medida, ele está a responder pelo crime”, disse.

A fonte referiu que no mesmo período a PRM registou 58 casos criminais, dos quais 56 foram esclarecidos, o que representa 97 por cento do cumprimento. Sem avançar os tipos de crime cometidos, Simões referiu que nos primeiros três meses do ano transacto foram notificados 66 casos criminais, a maioria dos quais foram esclarecidos.

“Para além do crime, este ano foram registados 16 acidentes de viação, contra 31 dos anos passado que fizeram 12 mortos. Em 2017 tivemos 26 sinistros que mataram 25 pessoas. Apesar dessa redução ainda estamos preocupados porque queremos reduzir cada vez mais esses números. Para isso estamos a levar a cabo várias actividades de sensibilização aos automobilistas e à população em geral para respeitarem as regras elementares de trânsito”, referiu.

O comportamento humano, segundo a fonte, continua a ser o principal problema na via pública, pois ainda existem pessoas que teimam em não respeitar as regras de trânsito. “Se um dia colocarmos mão à consciência acredito que teremos menos casos e poucas mortes nas nossas estradas. É importante que cada um faça uma reflexão sobre esse mal e participe fazendo a sua parte para evitarmos o derramamento de sangue nas nossas rodovias”, disse.

Em Manica, as celebrações foram marcadas por um desfile na cidade de Chimoio, deposição de coroa de flores na Praça dos Heróis, música, exposição fotográfica, entrega de diplomas de honra a alguns membros que se destacaram durante o ano, entre outras actividades.

Jornal Notícias