Partidos extra-parlamentares propõem a implementação de um sistema de votação electrónica nos processos eleitorais, com o objectivo de garantir que a divulgação dos resultados seja realizada entre um a três dias após o encerramento da votação.
As sugestões foram apresentadas durante uma audiência com a Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo, realizada na capital moçambicana.
Edson Macuácua, Presidente da COTE, revelou que, além do sistema electrónico, os partidos sugerem a substituição do actual método de Hondt pelo método Hare-Niemeyer (Quociente Tradicional e Maiores Restos), que proporcionaria uma representação mais equitativa para os partidos concorrentes. Outra proposta relevante é a eliminação da participação de Grupos de Cidadãos Eleitores nos processos eleitorais, reservando a participação exclusivamente para partidos políticos.
Os partidos extra-parlamentares também propuseram que a tomada de posse do novo presidente eleito ocorra até o quarto dia após a divulgação definitiva dos resultados. Além disso, sugerem a criação de um instrumento jurídico específico que responsabilize candidatos presidenciais em casos de proclamamento antecipado de resultados ou de violência pós-eleitoral.
A manutenção das listas plurinominais e fechadas foi igualmente defendida, assim como a introdução de um número único de identificação do eleitor, vinculado ao Bilhete de Identidade, que funcionaria também como cartão de eleitor.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, preside esta segunda-feira, à cerimónia de encerramento do curso do Instituto Superior de Estudos de Defesa “Tenente-General Armando Emílio Guebuza” (ISEDEF).
A iniciativa, que decorre na qualidade de Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), marca a conclusão de três importantes acções de capacitação.
Segundo um comunicado da Presidência da República, as formações concluídas incluem a 1ª Edição do Curso de Defesa Nacional, o 12º Curso de Estado-Maior Conjunto e o 14º Curso de Promoção a Oficial Superior. Estas acções têm como objectivo o fortalecimento das capacidades estratégicas, operacionais e de liderança, em resposta às constantes transformações nos sectores da defesa e segurança.
O ISEDEF, instituição vocacionada para a formação contínua dos oficiais do Quadro Permanente, contribui significativamente para o desenvolvimento técnico-militar e científico das Forças Armadas. Ademais, esta instituição é responsável pela produção de conhecimento estratégico, através de estudos e investigação nas áreas de Defesa e Segurança.
A participação do Presidente Chapo na cerimónia demonstra o seu compromisso com o fortalecimento institucional das FDS. A ênfase na formação e valorização dos quadros militares é considerada um pilar fundamental na defesa da soberania, da paz e do desenvolvimento nacional.
As províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Manica e Sofala enfrentam, nos últimos dias, chuvas intensas, registando-se precipitações variando entre 30 e 50 milímetros.
A informação foi divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), que adverte sobre as condições climáticas adversas.
Conforme as previsões meteorológicas, as províncias de Tete e Zambézia estão igualmente propensas a ser afectadas por chuvas fortes, acompanhadas de trovadas.
O INAM apela à população para adoptar medidas de precaução e segurança, dada a possibilidade de ocorrência de trovoadas e ventos fortes.
As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), companhia aérea de bandeira nacional, irá proceder ao despedimento de pelo menos 80 trabalhadores excendentários como parte de um processo de reestruturação.
O anúncio foi feito pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, durante uma sessão de “Perguntas ao Governo” na Assembleia da República, realizada hoje na capital moçambicana. Matlombe explicou que a reestruturação visa a valorização e racionalização dos recursos humanos, após uma avaliação que identificou um excesso de colaboradores.
Nos últimos dez anos, a LAM enfrentou desafios financeiros significativos, atribuídos a actos de corrupção cometidos por gestores seniores da empresa, particularmente na contratação de serviços. Este cenário resultou numa dívida acumulada com fornecedores, ultrapassando os 230 milhões de dólares.
A companhia foi gerida pela empresa sul-africana Fly Modern Ark (FMA) no último ano, numa tentativa do governo de torná-la rentável e evitar a falência. O Ministro frisou que a redução do número de trabalhadores ajudará a conter despesas desnecessárias, permitindo a redireccionamento dos recursos para outras prioridades.
Além do ajuste de pessoal, a LAM irá fechar lojas consideradas desnecessárias e terciarizar serviços de atendimento ao cliente. Foi ainda mencionada a intenção de introduzir um sistema de contabilidade integrado, com o intuito de reestruturar as participações da LAM em diversas empresas.
As compensações para os trabalhadores despedidos serão efectuadas em conformidade com a Lei do Trabalho, assegurando assim o pagamento de pré-aviso, indemnizações, férias, 13º mês e um mês adicional, garantindo a transparência e dignidade no processo.
Relativamente às tarifas praticadas pela LAM, o Ministro Matlombe indicou que estas refletem uma estrutura de custos ainda elevada, resultante do excesso de pessoal, altos custos de leasing e da dependência da importação de combustível. O governo está empenhado na racionalização de custos, optimização de rotas e renovação da frota, com o objectivo de tornar os preços dos bilhetes progressivamente mais acessíveis, sem comprometer a sustentabilidade da empresa.
Sobre a utilização predominante da língua inglesa em alguns voos, o Ministro esclareceu que esta se deve a contratos de leasing com tripulações estrangeiras. Contudo, estão a ser implementadas medidas para reverter esta situação, priorizando a tripulação nacional e o uso do português.
A sessão de “Perguntas ao Governo” continuará na próxima sexta-feira, dia 14 de Novembro.
Três indivíduos, membros de uma quadrilha responsável pelo roubo de 160 mil meticais a um cidadão brasileiro, foram apresentados pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). A detenção resultou de uma acção conjunta com a Polícia da República de Moçambique (PRM).
Os detidos, de nacionalidades, moçambicana, zimbabweana e malawiana, confessaram ter seguido a vítima após observarem o dinheiro quando esta saiu de um banco, localizado num supermercado na zona de Matundo. O roubo ocorreu quando o cidadão parou o automóvel na área conhecida como “Ghandi”. Os criminosos utilizaram um dispositivo para destrancar o veículo, acreditando que as portas estavam trancadas.
Celina Roque, porta-voz do SERNIC, declarou que este grupo tem sido responsável por vários roubos na cidade de Tete ao longo dos últimos tempos. Informou também que existem outros dois comparsas que se encontram em fuga, sublinhando que a investigação continua para garantir a sua detenção.
A porta-voz acrescentou que um dos detidos já tinha sido preso em 2017 pelo mesmo crime, cumprindo pena até este ano. Embora os indivíduos afirmem que estavam apenas de passagem por Tete, a investigação revela pistas contrárias. O montante roubado ainda não foi recuperado, uma vez que a maior parte do dinheiro foi enviado para as famílias dos detidos, que se encontram fora da cidade. A viatura utilizada para seguir a vítima foi, no entanto, apreendida.
Um grupo de 160 cidadãos palestinos desembarcou no aeroporto de Joanesburgo, na África do Sul, expressando a sua intenção de solicitar refúgio neste país.
A entrada deste grupo foi facilitada pela intervenção do Ministério sul-africano de Relações Exteriores e Cooperação, uma vez que não dispunham de vistos de entrada.
A ONG Gift of Givers, juntamente com diversos parceiros da sociedade civil, anunciou a prestação de apoio humanitário, assistência jurídica e cuidados médicos aos recém-chegados. As organizações envolvidas reflectem um compromisso em apoiar aqueles que se encontram em situações vulneráveis, garantindo, assim, uma recepção digna e acolhedora na África do Sul.
Esta acção surge num contexto de crescente necessidade de protecção internacional para indivíduos que fogem de conflitos e situações de crise humanitária em várias partes do mundo.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director(a) do Projecto She Belongs In School – Ela Pertence à Escola (SBIS). Saiba mais.
A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, assegurou que não existem atrasos no pagamento de salários na Função Pública, sublinhando que todos os pagamentos estão a ser realizados segundo a legislação e o calendário estabelecido há várias décadas em Moçambique.
Durante a sessão de “Perguntas ao Governo” que teve lugar na Assembleia da República, Benvinda Levi afirmou: “O pagamento de salários dos funcionários e agentes do Estado tem sido efectuado dentro do calendário estipulado, que vai do dia 15 de um determinado mês até o dia 05 do mês imediatamente seguinte.”
A Primeira-Ministra destacou que o governo está a implementar reformas com o intuito de reforçar as provisões de tesouraria do Estado, assegurando que estas se alicercem no cumprimento do calendário de processamento e pagamento das despesas do Estado, incluindo salários e outras remunerações.
Entre as reformas em curso, mencionou-se a diversificação e alargamento da base tributária, bem como a revisão e actualização da legislação do sistema tributário moçambicano, iniciativas que visam aumentar a eficiência no processo de pagamento das despesas do Estado.
Relativamente à retoma dos actos administrativos no aparelho do Estado, Benvinda Levi indicou que a prioridade será dada aos Funcionários e Agentes do Estado (FAE) cujos processos foram aprovados pelo Tribunal Administrativo (TA) antes da implementação da Tabela Salarial Única (TSU). A prioridade abrange também os FAE com níveis salariais resultantes da hierarquização das carreiras previstas nos novos qualificadores profissionais.
Os actos administrativos, que foram suspensos em 2022, têm a sua retoma condicionada à revisão do subsistema de carreiras e remunerações no contexto da TSU.
A Ministra das Finanças, Carla Louveira, acrescentou que a reactivação dos actos administrativos estará dependente da disponibilidade orçamental. No decorrer da mesma sessão, explicou que a estratégia de implementação prevê que, até 2026, se priorizem e se regularizem os actos administrativos de 2021 e 2022 já aprovados pelo TA e que não foram integrados no sistema.
Carla Louveira detalhou que foram harmonizados os níveis salariais da Tabela Salarial Única com os qualificadores profissionais, sendo também definidos os níveis mínimos e máximos de carreiras e categorias profissionais, assim como critérios para a evolução na TSU, com o objetivo de organizar e estruturar as carreiras e remunerações dos funcionários e agentes do Estado.
O Governo da África do Sul revelou um plano ambicioso para investir um trilhão de rands no sector de infraestruturas a médio prazo, uma ação que marca um novo marco na história do país.
Esta será a primeira vez, desde o advento da democracia, que se destina uma quantia tão significativa a este sector vital.
A informação foi divulgada pelo presidente Cyril Ramaphosa durante a abertura da reunião do sector de construção sul-africano. O chefe de Estado enfatizou que os fundos serão alocados a áreas consideradas críticas, incluindo estradas, energia, abastecimento de água e saneamento.
Cyril Ramaphosa sublinhou que este investimento visa corrigir desequilíbrios estruturais que persistem desde a era do apartheid. “Observámos como décadas de planificação especial do apartheid deixaram vastas zonas do nosso país sem capacidade económica significativa. Contudo, também testemunhámos como a infra-estrutura pode transformar o nosso ambiente e desenvolver as nossas comunidades. O investimento em electricidade, água, saneamento e habitação que se seguiu à democratização mudou a vida de milhões de sul-africanos”, afirmou.
O presidente destacou ainda que a indústria da construção deve ser vista como um motor de crescimento económico, contribuindo substancialmente para a criação de postos de trabalho. Ramaphosa reforçou a necessidade de exigir qualidade nas obras, prometendo uma fiscalização rigorosa para combater as máfias que actuam no sector da construção na África do Sul.
A decisão do governo sul-africano revela um compromisso sério para a revitalização e desenvolvimento das infraestruturas do país, com potenciais repercussões positivas não apenas para a economia sul-africana, mas também para a região em geral.
A Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo deu um passo significativo na promoção do diálogo nas comunidades moçambicanas ao assinar um memorando de cooperação com a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC).
O evento contou com a presença de diversas personalidades e teve como principal objectivo solidificar a parceria entre as duas instituições. Edson Macuácua, Presidente da Comissão Técnica, afirmou que este acordo visa facilitar o diálogo nas comunidades, destacando a importância da inclusão das mulheres nesse processo.
Diogo Milagre, administrador delegado da FDC, sublinhou que o memorando representa uma ponte entre as duas entidades, com um foco particular nas sensibilidades dos grupos que colaboram com a fundação para o desenvolvimento comunitário.
A colaboração promete fomentar uma maior participação cívica e o fortalecimento dos laços sociais nas diferentes comunidades de Moçambique.
As autoridades moçambicanas anunciaram o resgate de nove vítimas de rapto, num total de dez ocorrências registadas nos últimos dez meses.
A divulgação foi feita pela Primeira-Ministra, Benvinda Levi, durante o primeiro dia da sessão de ‘Perguntas ao Governo’ na Assembleia da República, em Maputo.
Benvinda Levi confirmou que as vítimas, agora livres dos sequestradores, estão novamente com as suas famílias. O resgate resultou de diligências e acções coordenadas entre diferentes instituições responsáveis pela segurança pública, assim como da colaboração das comunidades locais.
O mais recente caso de rapto aconteceu há um mês na cidade de Maputo, envolvendo um empresário português de 60 anos, proprietário de uma loja de acessórios para viaturas. A vítima foi sequestrada na Avenida Zedequias Manganhela, à saída do seu estabelecimento, onde os raptores dispararam tiros para o ar como forma de intimidar possíveis intervenientes.
A Primeira-Ministra assegurou que as autoridades policiais continuam a trabalhar em estreita colaboração com instituições nacionais e internacionais para prevenir, combater e esclarecer todos os casos de rapto, buscando a detenção dos responsáveis e a sua consequente apresentação à justiça.
No que diz respeito aos ataques e tentativas de intimidação dirigidos a membros da Polícia da República de Moçambique (PRM) durante o mesmo período, pelo menos oito agentes, incluindo um do Serviço Nacional de Investigação Criminal, foram assassinados. Levi repudiou essas mortes e indicou que os processos-crime correspondentes estão em curso.
A PRM conseguiu neutralizar 826 quadrilhas, em comparação com 679 registados em 2024, num esforço para desmantelar redes envolvidas em crimes como roubos armados, homicídios, narcotráfico e contrafacção de moeda.
De Janeiro a Outubro deste ano, a PRM registou 8.446 casos criminais, o que representa uma diminuição em relação aos 9.029 casos contabilizados no mesmo período de 2024. Levi destacou que, no que se refere à manutenção da ordem e segurança pública, Moçambique tem vindo a assistir a melhorias, apesar de persistirem alguns focos de violência em várias regiões do país.
A construção da linha de interligação eléctrica entre Moçambique e Malawi está a ser condicionada pela falta de equipamento adequado para erigir duas torres de 197 e 200 metros de altura, necessárias para a travessia do rio Zambeze na cidade de Tete.
Estas torres, que serão as maiores de transporte de energia eléctrica do continente africano, estão a ser erguidas a uma distância de 1 quilómetro e 800 metros de cada lado do rio.
A implementação deste tipo de torres é uma resposta às medidas de mitigação ambiental, que levaram em conta a vulnerabilidade histórica da província de Tete a eventos climáticos adversos, especialmente ao longo dos últimos cem anos. As torres foram projectadas para serem resilientes às mudanças climáticas.
João Catine, gestor do projecto pela Electricidade de Moçambique, descreveu a situação como complexa. Durante uma visita ao local das obras, realizada pelo alto comissário de Moçambique no Malawi, Alexandre Manjate, e pela secretária de estado da província de Tete, Cristina Mafumo, Catine garantiu que a entrega da empreitada está prevista para o final de Dezembro, podendo ser adiada para os princípios de Janeiro do próximo ano.
A informação foi bem recebida por Alexandre Manjate, que destacou a importância do projecto. A interligação eléctrica, que abrange uma extensão de 218 quilómetros desde Matambo, na província de Tete, até Phombeya, no Malawi, visa suprir o actual défice energético que o Malawi enfrenta. Actualmente, a empresa de geração de electricidade do Malawi, Egenco, produz apenas 367 megawatts, muito aquém da demanda estimada em 719 megawatts, com apenas 11% da população a ter acesso à electricidade.
A Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique anunciou que mais de mil toneladas de produtos alimentares serão colhidas nos próximos meses, no âmbito da sua campanha agrícola para o período 2025-2026.
Este esforço visa fornecer refeições a milhares de alunos e pacientes internados em hospitais na província de Sofala, localizada no centro do país.
Dino Foi, presidente da fundação, realçou que a produção é inteiramente voltada para fins humanitários. Durante o lançamento oficial da campanha, realizado na quinta-feira em Dondo, ele afirmou: “A nossa intenção é garantir que a colheita alimente os nossos programas de apoio a alunos nas escolas e beneficie igualmente os doentes internados em hospitais.”
As actividades agrícolas estão a ser realizadas numa área de aproximadamente 100 hectares em Mecuzi, uma localidade que acolhe a maioria dos projectos da fundação desde o ciclone Idai, em 2019. A plantação abrange hortícolas e cereais, que suportam o programa “refeições quentes”, uma iniciativa dedicada à distribuição de lanches escolares, destinada a reduzir o absentismo de mais de sete mil crianças.
“O impacto deste programa na diminuição dos níveis de absentismo escolar foi quase instantâneo. A nossa prioridade é garantir não só boas infra-estruturas, mas também alimentação para os alunos, que muitas vezes não têm o que comer,” destacou o presidente.
Os produtos cultivados em Mecuzi também serão distribuídos a hospitais da região, com um enfoque no Hospital Rural de Nhamatanda, que recebe em média 60 internamentos por dia.
Com o início da nova campanha agrícola, a Tzu Chi está determinada a transcender a ajuda emergencial. A fundação lançou um projecto de produção e comercialização de castanha de caju, com o intuito de assegurar sustentabilidade financeira para as suas acções humanitárias. Arsénio de Sousa, gestor do programa agrícola, explicou: “Queremos agora apostar na cadeia de valor das amêndoas, neste caso a castanha de caju, para gerar receitas que sustentem as nossas actividades. Já temos uma primeira colheita, apresentada no lançamento oficial desta campanha.”
A Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique também foi uma das convidadas para o lançamento da campanha agrícola nacional, que contou com a presença do chefe de Estado moçambicano, Daniel Chapo.
Sofala continua a ser o epicentro das acções da fundação, que, ao abrigo de um memorando com o Governo moçambicano, mantém um pacote de apoio de 108 milhões de dólares, completamente financiado por mais de 10 milhões de voluntários a nível global.
A Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM) apresentou uma proposta para o levantamento imediato da suspensão imposta às empresas mineiras que não provocam poluição ambiental crítica.
Entre estas, destacam-se as que se dedicam ao engarrafamento de água mineral, bem como areeiros e pedreiras.
O representante da Federação, Jorge Chacate, fez esta proposta após visitar a província de Manica em Outubro, onde avaliou a operação de nove empresas mineiras de extracção em rocha dura. O seu trabalho teve como finalidade verificar os danos ambientais, a necessidade de mitigação e o grau de conformidade das actividades, tendo sido identificados casos de poluição e degradação ambiental.
A FDEM observou que as empresas envolvidas na exploração e processamento de minério em rocha dura, tanto oxidada como fresca, não representam uma ameaça significativa à contaminação dos principais cursos de água. Em contraponto, as operações aluvionares, realizadas em rios e margens, são as que mais contribuem para a degradação ambiental.
Chacate sublinhou a urgência de restaurar a actividade das empresas, uma vez que a actual suspensão pode comprometer cerca de 1.700 empregos. Para assegurar a sustentabilidade das operações e a preservação dos postos de trabalho, a FDEM sugere a retoma da exploração mineira de ouro.
Adicionalmente, a Federação propõe um período de tolerância de seis meses, durante o qual as empresas poderão formalizar, sem penalizações, a documentação e as licenças que se encontram pendentes.
Entre as propostas avançadas, realça-se a “proibição total e permanente do uso de dragas na exploração de ouro”, uma vez que estas são responsáveis pela significativa degradação dos cursos de água.
Caso a retoma seja autorizada, a FDEM sugere que as empresas, que demonstraram elevados padrões de construção e procedimentos ambientais, iniciem os trabalhos preparatórios e de correcção ambiental sob supervisão rigorosa do governo. As empresas deverão também comprometer-se com a reabilitação voluntária das áreas afectadas e aumentar as actividades de responsabilidade social, incluindo a abertura de furos de água para as comunidades.
A FDEM reafirma a sua determinação em monitorar as operações mineiras e estabelecer uma ligação entre os operadores e o governo, com o intuito de promover uma mineração que una desenvolvimento económico e preservação ambiental.
A organização sublinha que o desafio para a província de Manica — e para o país em geral — vai além do simples reinício da actividade mineira. É necessário redefinir um modelo de exploração que seja responsável, sustentável e socialmente justo. Nesse sentido, a FDEM apela à cooperação entre o governo, o sector privado, as comunidades e os parceiros internacionais para garantir uma actividade sustentável.
A reacção da FDEM surge na sequência da suspensão imediata de todas as licenças de exploração mineira na província de Manica, uma medida que pretende salvaguardar a saúde pública face à actividade mineira indiscriminada.
A Aridge, subsidiária da Xpeng, deu um passo significativo na indústria da mobilidade ao iniciar a produção-piloto de carros voadores na primeira fábrica do mundo dedicada a este tipo de veículos.
Localizada em Guangzhou, a instalação abrange 120.000 metros quadrados e já produziu a sua primeira aeronave eVTOL, projectada para o inovador “Land Aircraft Carrier” modular.
Com uma capacidade anual estimada em 10.000 módulos, a fábrica destina-se a montar uma aeronave a cada 30 minutos, o que representa um marco importante na evolução do transporte aéreo urbano.
Neste momento, as operações piloto focam na verificação de processos, realização de testes de equipamento e produção de protótipos que necessitam de certificação de aeronavegabilidade, antes de se avançar para a produção em série.
A introdução deste veículo revolucionário poderá transformar a maneira como as pessoas se deslocam nas cidades, promovendo soluções de transporte mais eficientes e sustentáveis.
O Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, destacou a necessidade urgente de implementar reformas estruturais para revitalizar a economia do país, aumentar a competitividade e converter os vastos recursos naturais em prosperidade.
Na abertura da 20ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que decorre na cidade de Maputo, Massingue alertou que Moçambique enfrenta um momento crucial que exige coragem política e uma visão estratégica clara. Apesar de possuir abundantes recursos naturais, o país ainda se depara com o paradoxo de grandes potenciais e resultados económicos insatisfatórios. “O que falta não é saber o que fazer, mas decidir fazê-lo”, afirmou.
O presidente da CTA priorizou a reforma fiscal, considerando o sistema tributário a~ctual como pesado e desajustado. Propôs a adopção de um modelo mais simples, justo e competitivo, sugerindo a introdução de níveis diferenciados do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRPC) e a actualização do limite do Imposto Simplificado para Pequenos Contribuintes, aumentando-o para 100 mil dólares anuais. Também defendeu medidas para aliviar o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) em sectores como educação e saúde privadas, além da importação de equipamentos médicos.
A modernização administrativa e digital do Estado foi outra questão abordada, visando a redução de custos, burocracia, corrupção e ineficiências. Massingue elogiou a iniciativa presidencial de unificar as inspecções económicas, mencionando a importância de uma cultura de gestão pública fundamentada na pedagogia, transparência e taxas proporcionais.
O líder da CTA realçou também a importância de restaurar a confiança no Estado de Direito, acelerando as decisões judiciais e assegurando previsibilidade. “A confiança é o capital mais valioso de uma economia”, enfatizou, alertando que a morosidade nos tribunais desestimula investimentos.
O sector agrícola foi identificado como um motor essencial para a produção, processamento e exportação, a par de investimentos em infraestruturas como estradas, portos e ferrovias. Massingue referiu o turismo como “petróleo limpo” para o país, cuja evolução depende de políticas que facilitem viagens, melhorarem a segurança e promovam Moçambique como um destino atrativo.
O problema dos atrasos nos pagamentos a fornecedores e no reembolso do IVA foi igualmente colocado em destaque, com Massingue a afirmar que esta situação sufoca as empresas. A escassez de divisas foi referida como uma emergência que requer prioridade para empresas produtivas e exportadoras.
Além disso, o papel das pequenas e médias empresas (PMEs) como motor de emprego e inovação foi sublinhado, assim como a necessidade de um Fundo Soberano para financiar projectos estruturantes e a industrialização baseada no gás, garantindo um futuro próspero.
A conferência atraiu mais de 2.000 participantes, entre os quais membros do Governo, líderes empresariais, parceiros de cooperação e académicos. O evento inclui sessões plenárias e paralelas, bem como a EXPO CASP 2025, que destaca a indústria imobiliária e abrange diversos sectores, como agrícola, mineiro, energético, financeiro, de seguros, industrial e logístico.
Prevê-se que durante o evento sejam realizadas reuniões bilaterais, salas de negócios e sessões B2B, com estimativas de assinatura de cerca de 1,5 mil milhões de dólares em negócios. Massingue concluiu reafirmando que o sector privado está preparado para investir, produzir e criar emprego, mas necessita de um Estado reformado e com previsibilidade. “Reformar é escolher o futuro. O milagre económico moçambicano é possível”, finalizou.
Moçambique assinalou a abertura de uma nova fábrica de descasque e processamento de gergelim, um investimento que ascende a 35 milhões de dólares. A inauguração foi realizada pelo Presidente da República, Daniel Chapo.
A unidade fabril, localizada no distrito de Dondo, na província central de Sofala, promete empregar mais de mil pessoas. Este projecto resulta de uma colaboração entre o governo moçambicano e o Reino dos Países Baixos. O Presidente Chapo enfatizou que esta instalação representa não apenas uma estrutura industrial, mas um marco da determinação nacional em alcançar a independência económica.
Em sua intervenção, o Presidente recordou que, durante décadas, o gergelim era exportado sem ser devidamente processado, limitando o seu valor acrescentado. Com a nova fábrica, o produto será exportado como “Made In Mozambique”, com a qualidade certificada e um orgulho nacional.
Equipado com tecnologia avançada, o empreendimento atenderá aproximadamente 35 mil pequenos produtores de gergelim das províncias de Sofala, Manica, Tete e Zambézia, que já dispõem de um mercado para a venda dos seus produtos.
O Chefe do Estado destacou a importância de cada localidade identificar o seu potencial produtivo como base para o desenvolvimento industrial e social. Salientou ainda que o papel do governo é facilitar negócios, desburocratizar processos e criar um ambiente favorável para os investidores, resultando, assim, em mais empregos e receitas para o Estado.
Moçambique é reconhecido como um dos principais produtores de gergelim a nível global. O Presidente aproveitou a ocasião para chamar a atenção da juventude moçambicana em busca de emprego, mencionando a necessidade de aumentar a produção de gergelim e a importância de disponibilizar terras para que a fábrica possa garantir matéria-prima suficiente.
Actualmente, a cultura de gergelim sustenta mais de 35 mil pequenos produtores nas províncias de Cabo Delgado, Zambézia, Tete e Sofala, com uma produção nacional de cerca de 200 mil toneladas por ano, contribuindo com 25% do total de gergelim produzido, especialmente nos distritos de Dondo, Caia, Chemba, Marínguè, Nhamatanda e Gorongosa.
Chapo sublinhou que a nova fábrica é um reconhecimento dos esforços dos produtores, enquanto incentivou os investidores a considerar a criação de uma unidade de processamento de castanha de caju, com o intuito de aumentar a produção e gerar mais empregos, especialmente para as mulheres moçambicanas.
Além de impulsionar o comércio local e a economia, a nova fábrica possui infraestruturas modernas, incluindo laboratório, armazéns, complexo habitacional e áreas de formação, que visam melhorar as condições de trabalho e o desenvolvimento da indústria no país.
O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anunciou que as investigações destinadas à responsabilização criminal dos envolvidos no rombo financeiro das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) estão numa fase avançada.
A declaração foi feita na cidade da Beira, na província de Sofala, durante uma entrevista à Rádio Moçambique.
O governante informou que a situação levou à instauração de processos disciplinares e à suspensão de alguns funcionários da companhia aérea. Matlombe destacou que estão em curso reformas com o objectivo de tornar a LAM mais sustentável, reconhecendo, contudo, a complexidade deste processo, que inclui a redução da mão-de-obra e a reestruturação da frota.
“O processo é difícil porque envolve pessoas e estas têm famílias. É fundamental tratar essa questão com sensibilidade, mas a sustentabilidade da empresa não pode ser comprometida”, afirmou o ministro.
Quanto aos prazos, o titular da pasta de Transportes e Logística indicou que a primeira etapa das reformas deve concluir em Dezembro, enquanto a próxima fase começará em 2026. O ministro encorajou os accionistas e a comissão de gestão a continuarem os esforços e agradeceu aos trabalhadores pela colaboração até ao momento, sublinhando a importância da sua participação no processo de melhoria da companhia de bandeira.
“Nosso foco está no resultado final, que é ter a melhor companhia do país, capaz de orgulhar todos os moçambicanos e facilitar a mobilidade de passageiros a qualquer destino”, concluiu Matlombe.
Um grupo de colonos israelitas incendiou e vandalizou uma mesquita palestiniana nas proximidades de Salfit, na Cisjordânia.
Este acto de violência foi acompanhado pela grafitação de mensagens ameaçadoras dirigidas a Avi Bluth, chefe do Comando Central das Forças de Defesa de Israel (FDI). Bluth, em uma declaração rara, qualificou a violência perpetrada por judeus contra palestinianos como terrorismo.
De acordo com informações do The Jerusalem Post, vários exemplares do Alcorão foram também queimados durante o ataque. Este incidente ocorre num contexto de crescente violência registada por extremistas israelitas, que inclui ataques a palestinianos e vandalismo de propriedades.
As autoridades israelitas, incluindo o exército e a polícia, iniciaram uma investigação sobre o caso. A organização Peace Now, que defende uma solução de dois Estados para o conflito israelo-palestiniano, emitiu um comunicado condenando este ato de violência, alertando que a situação ultrapassa a actuação de uma minoria isolada.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, expressou a preocupação do governo dos Estados Unidos de que as agressões de colonos na Cisjordânia possam impactar a trégua em Gaza, afirmando que “os eventos na Cisjordânia possam ter repercussões que comprometam os esforços em Gaza”.
Entretanto, diversos meios de comunicação israelitas relataram que as autoridades não têm um raio de ação amplo contra os manifestantes devido às actuais políticas governamentais.
Mais de 1.700 alunos da Administração dos Postos de Lúrio e Chipene, no distrito de Memba, na província nortenha de Nampula, encontram-se em risco de não poder realizar os seus exames finais devido à insegurança provocada por incursões terroristas.
Os referidos postos administrativos foram alvo de ataques por parte de grupos armados nos dias 30 de Setembro e 3 de Outubro. Desde 2017, tais incursões têm sido frequentemente reportadas na província de Cabo Delgado. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) alertou que a violência está a expandir-se para outras regiões, especialmente para a vizinha província de Nampula.
Silvério Rassul, Director do Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Memba, afirmou durante uma reunião provincial destinada a discutir a preparação para os exames, que a situação não resulta apenas dos ataques terroristas ocorridos no mês passado, que forçaram a fuga de centenas de famílias, mas também de novos relatos de incursões em algumas comunidades.
Segundo o jornal “Carta de Moçambique”, as novas movimentações registadas no distrito de Memba levaram novamente ao deslocamento de famílias das comunidades de Sirissa e Pavala.
O governador de Nampula, Eduardo Abdula, informou que as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique (FDS) estão a realizar operações nos distritos de Memba e Eráti com o objectivo de garantir a segurança da população.
Nos últimos dois anos, as transacções comerciais entre Moçambique e Zimbabwe atingiram a cifra de quatrocentos milhões de dólares, equivalente a aproximadamente trinta mil...
A introdução de quatro novos sistemas de captação, tratamento e abastecimento de água promete uma significativa melhoria nas condições de saúde para cerca de...