epa12037883 US President Donald Trump meets fishermen and women from American Samoa as he signs a proclamation expanding fishing rights in the Pacific islands in the Oval Office of the White House in Washington, DC, USA, 17 April 2025. EPA/CHRIS KLEPONIS / POOL
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou acusações contundentes contra os líderes da China, Rússia e Coreia do Norte, afirmando que estes estariam a conspirar contra os interesses norte-americanos.
A declaração foi feita durante as celebrações do 80º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial no Pacífico, realizadas em Pequim.
Trump utilizou a rede social Truth Social para enviar uma mensagem dirigida ao Presidente chinês, Xi Jinping, onde expressou os seus “mais calorosos cumprimentos” a Vladimir Putin e Kim Jong-un, sublinhando a alegada conivência entre os três líderes.
O desfile militar, que teve a participação de vários líderes mundiais, destacou-se como um momento significativo nas relações internacionais, com a presença notável do Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.
A acusação de Trump surge num contexto de tensões geopolíticas entre os EUA e os referidos países, reflectindo a complexidade das dinâmicas de poder em curso no cenário global.
As autoridades da província de Tete decidiram suspender temporariamente as actividades de uma empresa de extracção de ouro, em resposta a graves danos ambientais observados em várias comunidades do distrito de Angónia.
A suspensão decorre da ausência de um projecto de impacto ambiental, bem como da falha em respeitar os critérios de compensação das famílias afectadas, que ocupam aproximadamente catorze mil hectares da área em questão.
O delegado da Inspecção-Geral de Recursos Minerais e Energia em Tete informou que, apesar de a empresa ter obtido a licença para operar no posto administrativo de Dómue, não cumpriu com os procedimentos exigidos após a aquisição da mesma.
A empresa francesa de petróleo e gás, Total Energies, e a Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN) assinaram um acordo que visa fortalecer iniciativas de desenvolvimento socioeconómico na província de Cabo Delgado, particularmente nos distritos de Palma e Mocímboa da Praia.
A Total Energies é responsável pela implementação do Projecto de Gás Natural Liquefeito de Moçambique, situado na península de Afungi, no distrito de Palma. Este projecto, orçado em cerca de 20 mil milhões de dólares, viu as suas operações interrompidas em 2021 devido a um ataque terrorista significativo na cidade de Palma. Contudo, a empresa já está a preparar a retoma do projecto, uma vez que as condições de segurança na região melhoraram consideravelmente.
O acordo foi assinado pelo CEO da Total Energies, Maxime Rabiloud, e pelo presidente da ADIN, Jacinto Loureiro, tendo como objectivo principal a criação de emprego e o aumento de rendimentos em áreas como agricultura, pesca, educação, saúde, biodiversidade e comércio local. A implementação do projecto está prevista com um orçamento de 10 milhões de dólares.
Durante a cerimónia, Rabiloud destacou que este acordo beneficiará os residentes locais de Cabo Delgado, mesmo antes do início da exploração comercial do gás natural. “Apesar das operações de gás não terem começado, o projeto de Gás Natural Liquefeito de Moçambique já criou mais de 8 mil empregos em Palma e Mocímboa da Praia”, afirmou.
O CEO sublinhou ainda que parte do gás extraído sob o projecto será destinada ao mercado interno, o que contribuirá para o desenvolvimento económico do país. “O objectivo da empresa é garantir que o gás de Moçambique beneficie directamente os moçambicanos e não apenas os mercados internacionais. Todo este trabalho em prol do desenvolvimento socioeconómico visa promover um maior crescimento da economia do país através do gás, tanto no exterior como dentro de Moçambique”, acrescentou.
Por sua vez, o presidente da ADIN considerou o acordo extremamente relevante para o impulso da economia local e do bem-estar da população. “Nos próximos dias, pretendemos visitar os distritos envolvidos para observar iniciativas que resultarão na implementação deste memorando de entendimento, de modo a que as famílias possam transformar as suas vidas, especialmente aquelas afectadas pelo terrorismo”, concluiu.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor de Projecto – ECHO Child Protection. Saiba mais.
As Nações Unidas alertaram que mais de 77% dos deslocados internos na província de Cabo Delgado enfrentam sérios problemas psicológicos, consequência do conflito armado e dos desastres naturais, como o ciclone Chido.
Esta informação surge de um relatório do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), que foi divulgado na terça-feira.
O documento revela que a maioria dos deslocados, que tem sofrido múltiplas deslocações, está a viver em sofrimento psicológico. Contudo, apenas um quinto dos indivíduos deslocados recebeu apoio psicológico e de saúde mental, uma lacuna atribuída à insuficiência na cobertura dos serviços, à falta de profissionais qualificados e à inexistência de espaços seguros. Deste total, 60% são crianças, algumas das quais se encontram sozinhas e separadas das suas famílias.
Moçambique, sendo um dos países mais vulneráveis às alterações climáticas, enfrenta frequentes cheias e ciclones tropicais durante a época das chuvas, além de períodos prolongados de seca severa. A província de Cabo Delgado, rica em recursos gasíferos, tem sido particularmente afectada desde 2017 por uma rebelião armada, que resultou em milhares de mortes e numa crise humanitária que deslocou mais de um milhão de pessoas.
Em 2024, os ataques no norte de Moçambique já causaram a morte de pelo menos 349 pessoas, a maioria dos quais foram reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico. Este número representa um aumento de 36% em comparação com o ano anterior, segundo um estudo do Centro de Estudos Estratégicos de África (ACSS), uma instituição académica ligada ao Departamento de Defesa do Governo dos Estados Unidos.
A prática de falsificação de documentos para acesso à Polícia da República de Moçambique (PRM) continua a ser uma preocupação crescente.
A procura incessante por uma vaga nas forças policiais, aliada às longas filas nos registos, tem levado alguns jovens a buscar alternativas ilegítimas.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apresentou seis cidadãos detidos sob a acusação de falsificação de recibos de recenseamento militar.
Segundo informações veiculadas pela TV Miramar, uma das detenções ocorreu após um dos indivíduos ter decidido recorrer a uma reprografia para criar um documento falso necessário para o processo de selecção.
As autoridades indicaram que a pressão do tempo foi um dos factores que contribuiu para a escolha deste caminho ilícito. No momento da detenção, o SERNIC confiscou material informático que teria sido utilizado para a produção dos documentos fraudulentos, bem como diversos recibos já falsificados.
Embora o recrutamento esteja em curso, as autoridades sublinham os riscos associados a tentativas de ingresso na corporação de forma irregular. O SERNIC reafirma o seu compromisso em intensificar as acções contra práticas fraudulentas e apela aos jovens para optarem pela legalidade nos seus processos de candidatura.
O Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos de Moçambique revelou que está previsto a edificação de treze novos estabelecimentos penitenciários ao longo do presente mandato.
A informação foi divulgada pelo Ministro da Justiça, Mateus Saize, durante uma intervenção no programa “Cartas na Mesa”, transmitido por uma estação emissora local.
O Ministro explicou que esta iniciativa visa mitigar a superlotação nas prisões do país, que actualmente enfrenta uma população prisional estimada em aproximadamente duzentos por cento acima da sua capacidade ideal.
A construção das novas instalações penitenciárias é vista como um passo crucial para a reforma do sistema prisional e para a melhoria das condições de detenção em Moçambique.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, reafirmou durante uma reunião em Pequim com o primeiro-ministro eslovaco Robert Fico, a sua recusa em comprometer a segurança da Rússia para alcançar um acordo de paz com a Ucrânia, invadida por Moscovo em Fevereiro de 2022.
“É uma decisão da Ucrânia escolher como garantir a sua segurança”, declarou Putin, sublinhando que “a sua segurança não pode ser garantida em detrimento da segurança de outros países, incluindo a Rússia”. Esta declaração repete um argumento que o líder russo tem utilizado desde o início da invasão.
A Ucrânia, que procura adesão à NATO, a qual é fortemente contestada por Moscovo, busca garantias de segurança que a protejam de uma nova invasão russa, no contexto de um potencial acordo para o fim do conflito. O país já havia recebido garantias de segurança em 1994, através do Memorando de Budapeste, assinado com a Rússia, os Estados Unidos e o Reino Unido, em troca da renúncia ao seu arsenal nuclear soviético.
No entanto, essas garantias não impediram a Rússia de invadir a Ucrânia em 2014, quando anexou a Península da Crimeia e apoiou um movimento separatista no Donbass, e novamente em Fevereiro de 2022.
Putin e Fico estão em Pequim para assistir a um desfile militar em celebração dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, presidido pelo líder da República Popular da China, Xi Jinping. O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, também se encontra na cidade para o evento, tendo chegado em um comboio blindado após sair de Pyongyang.
Durante a sua conversa com Fico, Putin desvalorizou as suspeitas de que a Rússia estaria a planear um ataque a outro país europeu, classificando-as como “um disparate completo” sem qualquer fundamento. Acusou os europeus de tentar provocar “histeria” em torno da suposta intenção da Rússia de atacar a Europa, referindo que “qualquer pessoa em sã consciência sabe que a Rússia nunca teve, não tem e nunca terá o desejo de atacar ninguém”.
Putin reiterou que o conflito na Ucrânia não teve início com a invasão de 2022, mas sim com um alegado “golpe de Estado” em 2014, que resultou na deposição do presidente pró-russo Viktor Yanukovych. O presidente russo também se manifestou contra a adesão da Ucrânia à NATO, ao mesmo tempo que expressou apoio à sua entrada na União Europeia, uma posição que Fico também alinhou. O líder russo criticou a Aliança Atlântica por tentar absorver “praticamente todo o espaço pós-soviético”.
Um deslizamento de terras, resultante de intensas chuvas, devastou uma aldeia no oeste do Sudão, provocando a morte de cerca de mil pessoas, conforme relatado pelo grupo armado que controla a região.
O Movimento do Exército de Libertação do Sudão (SLM) manifestou a sua profunda tristeza e preocupação face aos acontecimentos trágicos que afetaram os habitantes da aldeia de Tarsin, localizada no centro do Jebel Marra, no distrito de Amo.
Os relatos iniciais indicam que todos os residentes da aldeia, cerca de mil pessoas, incluindo homens, mulheres e crianças, perderam a vida no deslizamento, sendo que apenas uma pessoa sobreviveu. O SLM, liderado por Abdelwahid Mohamed Nour, afirmou que a aldeia de Tarsin foi “completamente destruída” e apelou às Nações Unidas para que intervenham, prestando apoio na recuperação dos corpos e na remoção dos escombros.
O Sudão encontra-se actualmente em conflito, com uma guerra em curso entre o exército sudanês e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF), no estado de Darfur do Norte. Este conflito tem levado à deslocação forçada de populações que buscam abrigo nas montanhas de Marra. O SLM, um grupo rebelde que controla a região montanhosa de Jebel Marra, manteve-se neutro nas hostilidades entre as RSF e as Forças Armadas.
Desde Abril de 2023, a guerra no Sudão tem resultado na morte de dezenas de milhares de pessoas e na deslocação de cerca de 13 milhões, tornando o país um dos cenários da mais grave crise humanitária no mundo. Após a perda do controlo da capital, Cartum, os paramilitares intensificaram os ataques com drones a infraestruturas civis e estratégicas detidas pelas Forças Armadas, visando prejudicar economicamente o governo militar.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) de Moçambique está a conduzir investigações sobre casos de sequestros e extorsões de cidadãos na província de Cabo Delgado, supostamente perpetrados por grupos terroristas.
Os indivíduos sequestrados estão a ser forçados a pagar quantias elevadas como condição para o seu resgate.
Durante uma visita de trabalho à referida província, o Procurador-Geral Adjunto, Eduardo Sumana, abordou esta problemática, destacando que a nova estratégia dos terroristas exige medidas arrojadas e um esforço conjunto entre o Ministério Público e as Forças de Defesa e Segurança para um combate eficaz.
Sumana enfatizou que a criminalidade associada ao terrorismo é de natureza complexa, garantindo que as autoridades estão comprometidas em continuar a luta contra este fenómeno que afecta a segurança da região.
Duas pessoas perderam a vida no distrito de Nhamatanda, na província de Sofala, devido a um grave acidente de viação que envolveu um semi-colectivo de passageiros.
O condutor da viatura, após o sinistro, abandonou o local, colocando-se em fuga.
O despiste ocorreu na Estrada Nacional N6, nas imediações do posto administrativo de Tica. Segundo informações da Polícia da República de Moçambique (PRM), a viatura seguia na direcção Dondo-Nhamatanda quando um dos pneus traseiros rebentou, levando o motorista a perder o controlo do veículo. Este saiu da faixa de rodagem e capotou, resultando nas fatalidades.
As autoridades competentes estão a investigar o caso na tentativa de localizar o condutor e esclarecer as circunstâncias do acidente.
Um jovem de 27 anos foi detido pela Polícia da República de Moçambique (PRM) após, alegadamente, agredir um rapaz de 18 anos com uma garrafa, num incidente que ocorreu no distrito de Chongoene, na província de Gaza.
A agressão resultou de um desentendimento entre os dois jovens.
Segundo Carlos Macuácua, porta-voz da PRM em Gaza, a vítima sofreu ferimentos graves, com o abdómen rasgado e os intestinos expostos. O rapaz foi prontamente transportado para o Hospital Distrital de Mandlakazi, onde permanece internado a receber os cuidados médicos necessários.
As autoridades policiais expressaram a sua condenação em relação ao ato de violência e destacaram a importância de promover o diálogo como forma de resolução de conflitos, com o intuito de evitar situações que possam ameaçar a segurança e a vida das pessoas.
O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, revelou que o “diálogo nacional inclusivo” terá início no próximo dia 10 de Setembro.
O anúncio foi feito durante um comício no bairro de Katembe, em Maputo, onde Chapo fez um apelo à participação de todos os sectores da sociedade.
No seu discurso, Chapo convidou partidos políticos, organizações da sociedade civil, académicos, trabalhadores, camponeses, jovens, mulheres e profissionais da comunicação social a contribuir com ideias que conduzam a um futuro eleitoral mais harmonioso. “Quero que todos os moçambicanos participem, para que um dia, após as eleições em Moçambique, o perdedor possa felicitar o vencedor e aguardar pacientemente pela próxima eleição”, declarou.
O presidente sublinhou que o diálogo é uma ferramenta crucial para evitar a violência pós-eleitoral, lamentando os distúrbios que se seguiram à declaração dos resultados das eleições gerais de Outubro de 2024, os quais foram amplamente considerados fraudulentos.
Chapo expressou a necessidade de melhorias na legislação eleitoral, enfatizando que quem deseja vencer as próximas eleições deve começar a preparação desde já. “A equipa que não treina, não ganha. Portanto, é essencial treinar”, afirmou.
O chefe de Estado insistiu na importância da participação cidadã no diálogo, para que se possa identificar e discutir problemas sem receios, visando alcançar um consenso. “Se for necessário alterar uma lei, assim faremos. Se for preciso emendar a Constituição, também o faremos, para podermos ter leis consensuais”, disse.
Este “diálogo inclusivo” baseia-se num documento assinado por Chapo e nove partidos políticos em Março, reconhecido como lei pela Assembleia da República. A maioria dos partidos que aderiram inicialmente ao documento são pequenos e politicamente irrelevantes. O principal opositor, Venancio Mondlane, que foi o segundo nas eleições presidenciais de 2024, não foi parte dessas discussões.
Recentemente, Mondlane formou o seu próprio partido, Anamola (Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo), manifestando a sua vontade de participar no diálogo nacional. Face ao convite de Chapo para um diálogo “inclusivo”, não existem razões para excluí-lo das futuras conversações.
Mondlane afirmou ser o verdadeiro vencedor das eleições presidenciais, entretanto, nenhuma das partes apresentou publicamente as atas das mesas de voto que poderiam corroborar as suas alegações. O Conselho Constitucional, a mais alta instância em matéria de direito constitucional e eleitoral, poderia ter resolvido a questão, mas recusou-se a ordenar uma recontagem dos votos.
A TotalEnergies, petrolífera francesa responsável pelo projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) em Moçambique, localizado no distrito de Palma, na província de Cabo Delgado, rejeitou as alegações de incumprimento dos acordos destinados a promover o desenvolvimento da população local.
As declarações da empresa surgem em resposta a queixas de residentes que afirmam estar a ser discriminados em relação às empresas subcontratadas e aos trabalhadores do projecto.
Maxime Rabiloud, CEO da TotalEnergies, pronunciou-se sobre a situação em Maputo, após a assinatura de um memorando de entendimento com a Agência Nacional para o Desenvolvimento Integrado da Região Norte (ADIN). Rabiloud sublinhou que a empresa está a fazer todos os esforços possíveis para apoiar o desenvolvimento da comunidade local.
“Fui informado de que estamos a operar de forma isolada. Talvez isso decorra de um mal-entendido sobre o que estamos a fazer para preparar o relançamento do projecto, que implica um aumento significativo das actividades. É crucial que todas as empresas envolvidas estejam bem preparadas e localizadas no mesmo espaço para garantir uma operação eficaz e um reinício de qualidade”, afirmou o CEO.
Durante a mesma ocasião, Rabiloud afirmou que a TotalEnergies continua a priorizar os acordos com a população de Palma e que, com o reinício do projecto, a empresa intensificou os seus esforços para colaborar com a comunidade.
O Governo britânico iniciou um processo de notificação dirigido a estudantes estrangeiros cujos vistos estão prestes a expirar, alertando-os sobre a possibilidade de expulsão do país.
De acordo com informações divulgadas pela BBC, cerca de dez mil alunos já foram contactados.
As mensagens enviadas, tanto por SMS como por correio electrónico, informam os estudantes sobre a necessidade de saírem do Reino Unido caso não tenham o direito legal de permanecer.
A comunicação sublinha que, em caso de não cumprimento, as autoridades estão preparadas para proceder à sua remoção. Adicionalmente, o Governo adverte que pedidos de asilo considerados infundados serão rejeitados de forma rápida e decisiva.
Este aviso marca uma medida rigorosa na gestão da imigração estudantil, destacando a responsabilidade dos alunos em manter a sua situação legal no país.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, manifestou-se sobre as alegadas irregularidades na adjudicação de um concurso público vinculado ao Ministério da Agricultura.
No comunicado divulgado pela Presidência, Chapo enfatizou que o Executivo “acompanha o caso com a necessária atenção e serenidade”, reafirmando a importância do princípio da presunção de inocência.
O Chefe de Estado destacou que o assunto se encontra sob a avaliação das autoridades competentes e que se aguarda as conclusões das instituições responsáveis pelo combate à corrupção.
A nota presidencial também expressou, de forma explícita, o apreço pelo trabalho desenvolvido pelo Centro para a Democracia e Direitos Humanos (CDD) e pelo Centro de Integridade Pública (CIP), que trouxeram à tona as informações sobre as supostas irregularidades e interpelaram o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC).
Chapo reiterou que a governação está comprometida com a transparência e a integridade na gestão da coisa pública, garantindo que quaisquer casos de suspeita de corrupção ou conflito de interesses serão devidamente analisados pelas instituições competentes.
As alegações em questão dizem respeito a um concurso promovido pelo Instituto de Algodão e Oleaginosas de Moçambique (IAOM, I.P.), o qual visava o desenvolvimento e operação de uma plataforma destinada à digitalização das cadeias de valor do algodão, oleaginosas e culturas alimentares. Denúncias de organizações da sociedade civil, como o CDD e o CIP, levantaram suspeitas de favorecimento e falta de transparência, envolvendo supostamente o Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino.
Ambas as organizações solicitaram ao GCCC que investigue a situação para esclarecer se houve irregularidades no processo de contratação pública. Fontes ligadas ao processo revelaram que a empresa vencedora do concurso pode ter sido favorecida, apesar de não cumprir todas as condições técnicas exigidas, com alegações de que outras concorrentes foram preteridas em circunstâncias obscuras.
As acusações ganharam notoriedade através de reportagens na comunicação social e pelas divulgações feitas pelas organizações mencionadas, gerando um intenso debate na sociedade sobre a gestão de concursos públicos e a necessidade de uma supervisão mais rigorosa.
A Presidência da República assegura que mantêm a vigilância sobre o caso, esperando que as instituições responsáveis concluam o trabalho investigativo, ao mesmo tempo que destaca que ninguém deve ser condenado antes da verificação de culpa.
Um vigilante de uma empresa de segurança privada disparou e matou um colega no passado domingo (31), no bairro dos Pioneiros, na cidade da Beira.
O crime ocorreu num armazém de venda de material de construção, onde ambos exercem funções de segurança.
A informação foi confirmada pelo porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Sofala, Honório Chimbo, que detalhou que o autor do disparo se encontra em fuga.
O incidente teve lugar enquanto o vigilante foragido estava de serviço no armazém. As autoridades estão a investigar o caso e a procurar o suspeito.
Um homem de 55 anos foi detido pela Polícia da República de Moçambique (PRM) no distrito de Chibuto, província de Gaza, sob acusação de ter assassinado a própria mãe, de 81 anos.
O crime, segundo apurou a polícia, terá ocorrido após uma discussão relacionada com a falta de caril na refeição servida.
A informação foi divulgada na cidade de Xai-Xai, pelo chefe das Relações Públicas do Comando Provincial da PRM em Gaza, Carlos Macuácua. Segundo os dados apurados, o suspeito terá agredido a idosa de forma violenta, resultando na sua morte.
Carlos Macuácua expressou a sua condenação em relação ao comportamento do acusado e fez um apelo à população para buscar resolver os conflitos familiares de maneira pacífica, evitando situações de violência que podem levar a tragédias, como a que se verificou neste caso.
A Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique procedeu ontem à entrega ao Governo provincial de Sofala de duas importantes infraestruturas sociais na localidade de Metuchira, distrito de Nhamatanda.
Trata-se de um Centro de Saúde e um Centro de Formação Vocacional, cujo investimento total ascende a 730 mil dólares norte-americanos, aproximadamente 46 milhões de meticais.
Estes projectos inserem-se no amplo apoio da Tzu Chi às comunidades que foram severamente afectadas pelo ciclone Idai, que em 2019 devastou o centro do país, deixando numerosas famílias em situação de vulnerabilidade. O Centro de Saúde de Metuchira, orçado em 230 mil dólares (15 milhões de meticais), está destinado a beneficiar directamente cerca de duas mil famílias que habitam as 410 casas do reassentamento local, também construídas pela fundação e entregues à população em 2024.
Por sua vez, o Centro de Formação Vocacional recebeu um investimento de 500 mil dólares (32 milhões de meticais) e terá capacidade para formar anualmente cerca de mil pessoas, com especial foco em jovens, nas áreas de autoemprego e empreendedorismo.
A cerimónia de entrega contou com a presença da Vice-Presidente da Tzu Chi Global, Pi Yu Lin, que realçou o compromisso contínuo da organização com Moçambique. “O trabalho da Tzu Chi em Sofala representa uma demonstração de solidariedade global. Estamos presentes para apoiar a reconstrução e estabelecer as bases para um futuro mais resiliente”, afirmou Pi Yu Lin.
O Governador de Sofala, Lourenço Bulha, também marcou presença no evento, expressando a sua gratidão pela parceria estabelecida com a fundação e destacando o impacto positivo que este investimento terá na vida das comunidades locais.
Durante esta visita, a delegação internacional da Tzu Chi, composta por elementos seniores da organização, acompanhará outras importantes entregas. No próximo dia 3 de Setembro, a fundação oficializará a entrega de 840 casas em Guara-Guara, distrito de Búzi, e de 10 escolas em Nhamatanda.
Até abril de 2026, a Tzu Chi compromete-se a entregar mais de 3 mil habitações e 23 escolas em diversas províncias, num investimento total que ultrapassa os 100 milhões de dólares, totalmente financiado pelos 10 milhões de voluntários da organização em todo o mundo.
Esta é a segunda visita da Vice-Presidente da Tzu Chi a Moçambique. Em 2024, Pi Yu Lin já tinha tido a oportunidade de se reunir com o Presidente da República, Daniel Chapo, com o intuito de discutir o fortalecimento da cooperação em projectos estruturantes nas províncias de Maputo, Sofala e Nampula.
O renovado compromisso da fundação é considerado um dos maiores investimentos humanitários posteriores ao ciclone Idai, conjugando habitação, saúde, educação e formação profissional como pilares essenciais para a reconstrução e inclusão social. “O apoio da Tzu Chi transcende a ajuda imediata. É um investimento duradouro na resiliência das comunidades”, concluiu o Governador de Sofala.
O julgamento de Jair Bolsonaro, ex-Presidente do Brasil, e de sete membros da sua cúpula iniciou hoje, com a possibilidade de o ex-chefe de Estado enfrentar uma pena superior a 40 anos de prisão.
Este grupo, conhecido como “Núcleo 1” ou “Núcleo Crucial”, é acusado de tentativa de abolição violenta do Estado de Direito Democrático, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de património.
Entre os acusados encontram-se figuras proeminentes, como o deputado federal Alexandre Ramagem, o almirante da Marinha Almir Garnier Santos e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Também estão a ser julgados o general da reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Augusto Heleno; o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid; o general e ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira; e o general da reserva e ex-ministro da Casa Civil, Walter Braga Neto.
O julgamento está a decorrer no Supremo Tribunal Federal (STF) e será conduzido por um colectivo de cinco juízes. As sessões estão agendadas para cinco datas: 2, 3, 9, 10 e 12 de Setembro. A decisão final, que determinará a absolvição ou condenação dos réus, será tomada por maioria de votos.
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