Sociedade Nove vítimas de rapto recuperadas em dez meses de operações

Nove vítimas de rapto recuperadas em dez meses de operações

As autoridades moçambicanas anunciaram o resgate de nove vítimas de rapto, num total de dez ocorrências registadas nos últimos dez meses.

A divulgação foi feita pela Primeira-Ministra, Benvinda Levi, durante o primeiro dia da sessão de ‘Perguntas ao Governo’ na Assembleia da República, em Maputo.

Benvinda Levi confirmou que as vítimas, agora livres dos sequestradores, estão novamente com as suas famílias. O resgate resultou de diligências e acções coordenadas entre diferentes instituições responsáveis pela segurança pública, assim como da colaboração das comunidades locais.

O mais recente caso de rapto aconteceu há um mês na cidade de Maputo, envolvendo um empresário português de 60 anos, proprietário de uma loja de acessórios para viaturas. A vítima foi sequestrada na Avenida Zedequias Manganhela, à saída do seu estabelecimento, onde os raptores dispararam tiros para o ar como forma de intimidar possíveis intervenientes.

A Primeira-Ministra assegurou que as autoridades policiais continuam a trabalhar em estreita colaboração com instituições nacionais e internacionais para prevenir, combater e esclarecer todos os casos de rapto, buscando a detenção dos responsáveis e a sua consequente apresentação à justiça.

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No que diz respeito aos ataques e tentativas de intimidação dirigidos a membros da Polícia da República de Moçambique (PRM) durante o mesmo período, pelo menos oito agentes, incluindo um do Serviço Nacional de Investigação Criminal, foram assassinados. Levi repudiou essas mortes e indicou que os processos-crime correspondentes estão em curso.

A PRM conseguiu neutralizar 826 quadrilhas, em comparação com 679 registados em 2024, num esforço para desmantelar redes envolvidas em crimes como roubos armados, homicídios, narcotráfico e contrafacção de moeda.

De Janeiro a Outubro deste ano, a PRM registou 8.446 casos criminais, o que representa uma diminuição em relação aos 9.029 casos contabilizados no mesmo período de 2024. Levi destacou que, no que se refere à manutenção da ordem e segurança pública, Moçambique tem vindo a assistir a melhorias, apesar de persistirem alguns focos de violência em várias regiões do país.

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