Os transportadores rodoviários que asseguram a rota transfronteiriça entre Moçambique e a África do Sul paralisaram as suas actividades e concentraram-se no município de Marracuene.
A paralisação surge como forma de protesto contra a actuação de operadores não licenciados, vulgarmente conhecidos como “piratas”.
Os profissionais do sector denunciam a concorrência desleal praticada por estes operadores clandestinos, que angariam e transportam passageiros ao longo das vias e em locais não autorizados, contornando os circuitos legais.
Segundo os operadores declararam à Miramar, o embarque e desembarque de passageiros fora dos recintos formais — nomeadamente do Terminal da Baixa da Cidade de Maputo e do Terminal Interprovincial da Junta — constitui uma prática ilegal que viola as normas do transporte rodoviário e prejudica gravemente os transportadores devidamente licenciados e sujeitos a impostos.
Face ao impasse e à interrupção das viagens, representantes dos transportadores reuniram-se com responsáveis do Conselho Municipal de Marracuene. O objectivo do encontro é alinhar posições e definir acções de fiscalização mais severas para desmantelar os pontos de embarque clandestinos espalhados pela autarquia.
As negociações entre as partes prosseguem com vista a alcançar um consenso que permita pôr fim à paralisação e restabelecer a normalidade no transporte de passageiros entre Moçambique e a África do Sul.















